Perguntas Sobre a PETetice

Que não têm ainda resposta.

 

No entanto, pelo menos uma organização sindical já anunciou a marcação de uma greve a todo o serviço aos exames de Cambridge para o período compreendido entre o dia 7 de Abril e 6 de Maio.

 

Queria apenas oferecer o meu feedback relativamente à realização do teste e à formação dos Professores para corretores e realização dos Exames do Cambridge.
No meu caso, todo este processo teve lugar ontem e antes de ontem.
O que considero muito estranho são os seguintes pontos:
– Nos dias da minha formação não compareceram 10 professores? Serão penalizados? De que forma?
Ninguém sabe responder. Nem a nossa formadora, “Team Leader”.
– Sei que em muitas formações, não só faltou um grande número de professores, como também houve muitos que recusaram fazer o teste, apesar de terem realizado os dois dias de formação. O que irá acontecer a esses professores? Também ninguém sabe responder…
Entretanto iremos receber uma palavra passe (não sabemos quando?) para entrar numa determinada plataforma, onde teremos de treinar, a partir de vídeos, e avaliar orais.
Depois deste passo, teremos de treinar o avaliar ou pontuar exames escritos. Quando nos sentirmos com um certo à vontade, passamos ao seguinte passo: CERTIFICAÇÃO: Aqui avaliamos novamente exames orais e escritos. Caso tenhamos avaliado corretamente, ficamos certificados pelo Cambridge para exercermos o nosso papel de avaliadores deste processo. Caso ainda não estejamos aptos, temos de voltar ao “training”.
Concluindo, provavelmente passaremos as férias da Páscoa de volta deste processo, em vez de prepararmos  as aulas dos nossos alunos.
No 1º dia de aulas do 3º Período – 7 de abril, e até ao dia 5 de maio, no período não letivo, andaremos por escolas a fazer orais. No dia 6 de maio os alunos irão realizar o exame escrito e a partir dessa altura teremos de corrigir os exames.
Deste modo, não sabemos como teremos tempo para planificar aulas dos nossos alunos, fazer os testes e corrigir os testes dos nossos alunos. Já para não falar de outros cargos, nomeadamente o de Direção de Turma? Não sei como será que nós iremos sobreviver a tudo isto?
Bem, talvez um dia chegue alguma recompensa? No meu caso, como professora contratada há 19 anos, a recompensa deve passar por no dia 1 de setembro tratar do subsídio de desemprego…

 
fne greve

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15 comentários

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    • Ana on 21 de Março de 2015 at 21:18
    • Responder

    Pais, directores e alunos nada têm a dizer sobre esta vergonha? Se amanhã o IAVE nos convocar para uma forma(ta)ção sobre, por exemplo, Advanced PET, ou SLR (“Sit, Lie, Roll”), será que VAMos? Já há o VEM…

    • Ana on 21 de Março de 2015 at 21:24
    • Responder

    “Entretanto iremos receber uma palavra passe (não sabemos quando?) para entrar numa determinada plataforma, onde teremos de treinar, a partir de vídeos, e avaliar orais.
    Depois deste passo, teremos de treinar o avaliar ou pontuar exames escritos. Quando nos sentirmos com um certo à vontade, passamos ao seguinte passo: CERTIFICAÇÃO: Aqui avaliamos novamente exames orais e escritos. Caso tenhamos avaliado corretamente, ficamos certificados pelo Cambridge para exercermos o nosso papel de avaliadores deste processo. Caso ainda não estejamos aptos, temos de voltar ao “training”.
    Concluindo, provavelmente passaremos as férias da Páscoa de volta deste processo, em vez de prepararmos as aulas dos nossos alunos.
    No 1º dia de aulas do 3º Período – 7 de abril, e até ao dia 5 de maio, no período não letivo, andaremos por escolas a fazer orais. No dia 6 de maio os alunos irão realizar o exame escrito e a partir dessa altura teremos de corrigir os exames.” Isto é simplesmente INACEITÁVEL.

    • PipaII on 22 de Março de 2015 at 1:15
    • Responder

    Se for como acontece na formação dos corretores de exames do secundário, quem reprova na formação (porque faltou ou porque não apresentou os trabalhos ou não fez a avaliação) é excluído da bolsa de corretores; sei de dois casos em que foi este o procedimento.

    1. Todas estas perguntas são muito pertinentes. E há uma que ainda é mais pertinente: Alguém me vai pagar alguma coisa por tudo isto? Por ter feito o placement test e ter passado, por ter feito a formação, por ir corrigir os exames, enfim, por ter feito tudo,certinho e direitinho?

      1. Pagamento? Claro: “good girl/boy”! E talvez um biscoitinho extra por, aparentemente, tudo aceitar. Se se fez o trabalhinho “certinho e diereitinho”, acho que poderão ser mesmo, em casos exsssesssionais devidamente comprovados por 837267634 relatórios, 2 biscoitos.

    • Ana Malhadinhas on 22 de Março de 2015 at 10:01
    • Responder

    Outra pergunta: se este serviço n surge no ECD, se estão todos tão incomodados com esta situação, porque razão TODOS OS PRESENTES NA FORMAÇÃO não se recusam a cumprir as atividades exigidas?
    Resposta: porque a cobardia impera e o rebanho nunca morde no cão pastor.
    ACORDEM, professores! No dia em que tiverem consciência da vossa força as coisas começam a mudar.
    Entretanto, chorem e lastimem-se e esperem que ALGUÉM faça alguma coisa por vocês.
    PS – Sou professora de Inglês há 20 anos e, apesar de convocada, recusei-me a comparecer entregando na secretaria da minha escola uma exposição tendo por base o Estatuto da Carreira Docente. Na minha escola, todas as minhas colegas fizeram o mesmo. Estamos cheias de MEDO do que nos irá acontecer a seguir… LOL

      • Fernanda on 22 de Março de 2015 at 11:39
      • Responder

      Colega Ana Malhadinhas! Estou muito orgolhosa da vossa posição e farta destes docentes que ficam em cima do murro.Coitadinhos! Tantas dúvidas? Probres indefesos! Passar a mensagem de vítima! É redículo!
      Assumio, obdeceu, agora cumpra! E não se ponha para aí de boazinha, preocupada com o que vai acontecer com os colegas que estão a ser auténticos heroís. Ou entendi mal e acha que devem ser penalizados?
      Se os sindicatos forem inteligentes e não quiserem ter os docentes contra eles, não vão mexer uma palha para vos tirar qualquer trabalhinho extra. Cada um tem o que merece! Devem, isso sim, concentrar energias para defender quem merece! Os que se recusaram a fazer o teste ou faltaram.

      • Carla Aguiar on 23 de Março de 2015 at 17:41
      • Responder

      Fiz exactamente o mesmo….

    • Carlos on 22 de Março de 2015 at 10:13
    • Responder

    Oportunismo!
    A Fenprof convidou todas as organizações sindicais dos professores a anunciarem uma greve conjunta. Agora aparece a FNE (estive em muitos locais onde se realizou a formação) como mentora de uma contestação.
    Só me apetece rir!
    Será que vão fazer um acordo com o MEC (como fizeram na PACC) para salvar alguns e deixar outros de fora?

      • Fernanda on 22 de Março de 2015 at 12:11
      • Responder

      Colega Carlos, como disse a Ana «ACORDEM, professores! No dia em que tiverem consciência da vossa força as coisas começam a mudar.» E uma delas é muito simples..colocamos uma carta tipo a circular, para todos os docentes vertebrados enviarem ao seu sindicato, alegando que se for aprovado algum acordo novamente que prejudique os docentes, deixarei de ser sócio. Aguardamos…até acho que está na hora de acabar não só com este governo, como com organizaões sindicais existentes…políticos etc…o voto em branco em massa talvez “seja” a tábua de salvação(?).
      Ah! Para os que têm medo de ficarem sem sindicato…não se preocupem, irão chover novas organizações…agora as caras é que poderão não ser novas…

  1. Colega Ana Malhadinhas! Quem fala assim não é gago! Fosse a colega contratada, e levasse com o regular na avaliação, ficando impedida de concorrer e permanecer desempregada, que não seria essa heroína, com certeza!

      • Ana on 22 de Março de 2015 at 16:44
      • Responder

      PF, e por que motivo “levaria” com um Regular na avaliação? Se houver “vingança” na avaliação, é preciso fazer valer os seus direitos. Enquanto não percebermos que somos cidadãos com direitos, nada mudará. Não nos deixemos intimidar.

  2. E já alguém parou para pensar nisto? Ao contrário do que sucede nas provas finais de ciclo e exames nacionais, em q só se podem inscrever alunos do ano correspondente, neste teste QUALQUER ALUNO ENTRE OS 11 E OS 18 ANOS o pode fazer. Ainda que pudesse haver uma concessão relativamente aos de 9º ano, já que a isso estão eles próprios obrigados (embora o teste seja apenas para inglês ver, literalmente) que dizer dos alunos dos restantes anos? No limite (improvável, dirão e bem; mas possível) podem estar a obrigar os professores classificadores a corrigir e FAZER ORAIS, a alunos desde o 5º ao 12º ano. Isto apenas pq é bom para eles terem um certificado. Conseguem antecipar o volume de trabalho para estes professores? Isto admite-se?!

      • Ana on 22 de Março de 2015 at 16:44
      • Responder

      Pelos vistos, há muitos que o estão a admitir, HR! São milhares de alunos do 9º ano (alguém sabe o número certo?) e mais umas potenciais centenas à boleia do preço de saldo…. para um exame, que, repito, NÃO SERVE PARA NADA nesta altura de vida dos alunos!

    • CPGCalica on 23 de Março de 2015 at 7:20
    • Responder

    No ano letivo passado participei como Examiner fiz 10 sessões de orais e classifiquei 12617 questões escritas, colaborei com tudo o que me foi solicitado.
    Este ano, fui convocada dia 17 às 21.59h para me apresentar em formação no dia 19 às 9h e também no dia 20. Considero, para além de outros adjetivos depreciativos, uma enorme falta de respeito pela minha pessoa, mas principalmente pelos meus alunos pois teria de faltar aos dois últimos dias de aulas do período letivo, faltar às atividades que estavam planificadas, factos com os quais não posso ser conivente. Comuniquei este facto ao IAVE (que até à data não me deu qualquer resposta) e disponibilizei-me a fazer a formação noutra data mas que nestas datas e com a convocatória à margem dos prazos legais não estaria presente e não estive.
    Não podemos aceitar tudo! Não estamos nas escolas sem nada para fazer simplesmente à espera que nos mandem para “aqui ou para ali”. O mínimo que podemos exigir é RESPEITO.

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