Que nunca se sabe ao certo de que lado vai ficar a bola na hora da prova.
Mar 24 2015
O Habitual Jogo de Ping Pont em Véspera da PACC
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5 comentários
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A machada final na dita só acontecerá, infelizmente, depois de alguns se submeterem a esta humilhação. Mas é tão certa como a terra girar em volta do sol.
E por incrível que pareça, quem se vai sujeitar a esta humilhação é quem está praticamente fora do ensino, sendo que muitos nunca irão estar. Perante isto e pegando no objetivo da prova (por parte do MEC), melhorar a qualidade do ensino, eu pergunto ao Sr. Nuno Crato como vai conseguir isso?
Não concordo com esta inútil prova que nada prova. Só prova o que está mais que provado, eliminar professores, que no entender deles estão a mais…
É, de facto, incompreensível que haja quem julgue que bastará ter aprovação na dita para poder leccionar. Ou, que sem ela não o poderá fazer.
Se em tempos de autonomia de fachada isso já não acontece, quando começar a enraizar-se nada disso importará. Aliás, temo até que ser bom ou mau profissional, o percurso na profissão, a formação, tudo isso será indiferente.
Por isso, e pelo que ficou por dizer, recuso pagar para fazer o papel de idiota com duas pernas.
Idem,idem,aspas,aspas…Deu-me pena hoje na rádio ouvir quatro “miúdas” acabadas de sair da ESE a dizerem que iam fazer a Pacc porque tinha de ser. Mete-me dó porque pertencem a uma geração onde se revoltam mais por causa de uma foto de um vestido multicolocr no facebook do que pela destruição da sua classe profissional causada por uma resma de papel mal redigida. Não fiz a Pacc nos dois anos, continuo desempregado e com uma filha para criar. Acho estranho que meninas que ainda vivem à custa dos paizinhos (eu lavro a terra e faço uns biscates num restaurante para me sustentar) lhes seja tão difícil resistir como os nossos país e avós fizeram antes do 25 de Abril.
Não é de estranhar… Não se esqueça que, no passado, de nada serviu lutar contra a PACC. Pior! Mesmo apelando aos ‘colegas’ para não vigiarem ou corrigirem, como sabe, foram muitos os que acederam a fazê-lo, sabendo que iam prejudicar os colegas com menos de 5 anos de serviço.
Vive-se numa sociedade egoísta e onde só se olha para o seu umbigo. O resultado é, com o tempo, se cair numa espécie de letargia e de conformismo, porque não adianta remar contra a maré.
E este não é um discurso derrotista. É um discurso de quem, no passado, já algo longínquo, lutou contra as políticas de Educação do meu tempo de estudante de liceu. Era um tempo em que se defendiam ideais como ‘justiça’ ou ‘igualdade’ e era uma questão de honra lutar por esses ideais. Actualmente, a minha geração limita-se a assistir ao descalabro que é este país e esta sociedade.
Mas um dia, as ‘coisas’ mudam…