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Vago, irrelevante… nulo

 

Não há ninguém mais vago, mais irrelevante, mais contínuo do que o ex-ministro. (Nelson Rodrigues)

Pois… por cá, conseguimos ter alguns assim ainda como ministros…

 

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Ainda há 399 surtos ativos em estabelecimentos de educação e ensino (10 dias depois do final do 1.º período)

 

No dia 27 de dezembro, Portugal continental registava 399 surtos ativos em estabelecimentos de educação e ensino dos setores público e privado – escolas, ensino superior, creches e demais equipamentos sociais. À data do reporte, existiam 3186 casos de COVID-19 acumulados nesses surtos ativos, que dizem respeito a alunos, profissionais e coabitantes dos mesmos, parte dos quais já estarão recuperados.

 

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Andam a preparar-nos o estomago… para janeiro

 

Hoje, nas entrelinhas, só não leu ou não ouviu quem não quis.

Preparem as plataformas durante a primeira semana de janeiro e entreguem os computadores que chegaram às escolas, vão ser necessários.

 

 

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Comunidade escolar preocupada com possível novo adiamento do 2º período

 

Entrega de 600 mil computadores, há muito prometida, ainda não foi feita, mas diretores dizem que as escolas estão preparadas para ensino à distância. Voltar a prolongar 3.º período não, defendem.

Comunidade escolar preocupada com possível novo adiamento do 2º período

Ogoverno já tinha anunciado o adiamento do início do 2.º período do ano letivo, para que as escolas estivessem encerradas na primeira semana do ano, mas o primeiro-ministro, António Costa, já deixou entreaberta a possibilidade de estender essa “semana de contenção” nas escolas. Só no próximo dia 5 de janeiro, data na qual será feita uma reavaliação da situação epidemiológica do país, se saberá se os alunos regressam mesmo às aulas presenciais a 10 de janeiro ou se a evolução da pandemia, agora acelerada pela variante Ómicron, força a alteração dos planos. Uma dúvida que levanta muitas preocupações por parte da comunidade escolar.

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), teme um novo adiamento do arranque das aulas. “Espero que no dia 5 de janeiro digam que as escolas vão recomeçar no dia 10. Já chega de adiamentos e de mudanças no calendário escolar por culpa da sociedade. Quando a sociedade não tem juízo a escola é que paga e era muito mau se essa fosse a solução”, afirma.

O responsável pela ANDAEP espera que “as escolas não sejam mais uma vez penalizadas por causa dos desvarios que os adultos cometem nas épocas festivas”. Contudo, Filinto Lima sublinha que “as escolas estão preparadas para o ensino remoto de emergência”, caso venha a confirmar-se uma nova alteração de planos. “Estamos mais bem preparados do que no passado. Estamos melhor, quer em meios, quer em conhecimentos. As escolas estão preparadas para essa possibilidade até porque, no 1.º período, quase todas tiveram turmas em confinamento. Houve turmas que chegaram a confinar quatro vezes. A verdade é que temos mais capacitação digital, mas o ensino remoto de emergência é um grande constrangimento e há que o evitar”, explica.

“Sem espaço para não haver e@d”

“Se houver um novo adiamento do 2.º período [presencial], diria que já não há nenhum espaço para não haver aulas à distância.” A afirmação é de Rodrigo Queiroz e Melo, diretor executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), que explica a dificuldade em gerir o calendário escolar, “se o pior se confirmar”. “No nosso caso, muitas escolas não terão de ajustar o calendário porque começaram as aulas, em setembro, uma semana mais cedo, mas se tivermos o prolongamento da semana de contenção, já não será possível não alterar o calendário escolar e temos de partir para e@d.”

Continua em DN

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Manifestação de Interesse – Coordenador de Ensino Português no Estrangeiro – Alemanha

 

Informa-se que decorre entre as 00h00 do dia 28 de dezembro de 2021 e as 24h00 do dia 10 de janeiro de 2022 o prazo de receção de candidaturas para a Manifestação de Interesse para o posto de Coordenador do Ensino Português no Estrangeiro na Alemanha.

As candidaturas deverão ser endereçadas, via mensagem de correio eletrónico, para [email protected] :

 

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Avaliar ou não avaliar: Eis a questão

 

Avaliar ou não avaliar: Eis a questão

A febre da avaliação e da accountability (em particular do benchmarking e das avaliações comparativas) tiveram seu momento inicial nas décadas de 80/90 e começou nas escolas. Como se estabeleceu, antes disso, que os alunos deveriam ser avaliados por testes padrão a área da educação passou a ser profícua em medidas de desempenho dos alunos. Mais do que isso essas medidas eram compráveis porque os alunos faziam todos o mesmo teste (ou exame). Daí até se agregarem os desempenhos dos alunos para medir e comparar desempenho entre escolas foi um passo muito pequeno. No fim da década de 90 vivi um ano em Inglaterra e fiz a minha tese de mestrado precisamente sobre avaliação de escolas Inglesas. Na altura havia grandes discussões académicas e públicas, sobre as League Tables (o equivalente aos nossos rankings que apareceram pela primeira vez em Portugal em 2001, e em 2002 foi criada legislação para a avaliação interna e externa das escolas) falando-se de comparar o comparável, e portanto da necessidade de contextualizar os resultados dos alunos à luz das condições das escolas e dos próprios alunos.

O discurso favorável à avaliação das escolas é o discurso da “accountability“, isto é, de tornar públicos os resultados para que decisões/escolhas informadas possam ser tomadas e do “benchmarking“, isto é, a comparação de desempenhos tem o potencial de gerar melhorias nas organizações que apresentam pior desempenho através da reprodução de boas práticas. Com o bom acolhimento, em geral, destes princípios rapidamente a avaliação passou para outras esferas do setor público (forças policiais, hospitais e clínicas gerais, tribunais, etc.) e do setor privado.

Rapidamente se passou também da avaliação das escolas para a avaliação de universidades. Nos anos 2000 começamos a ver rankings de universidades (que atualmente são muito comuns) e agências de acreditação de universidades. Os selos de qualidade são um resultado da proliferação da atividade avaliativa. Com esta proliferação os alunos ganharam em termos de accountability (é possível escolher uma universidade de forma bastante mais informada hoje do que há 10 ou 20 anos atrás) mas com tantos selos possíveis começa a ser difícil distinguir de facto as universidades e questionamo-nos se as que têm os mesmos selos serão idênticas (ou, onde está a criatividade e o livre arbítrio para criar coisas “fora da caixa” e fora dos selos de qualidade?).

Hoje a avaliação está em toda parte – pessoal, alunos, rankings e classificações de tudo e para todos os gostos. A avaliação criou empregos, criou empresas especializados em avaliação, e criou especialistas e académicos na área da avaliação. Contudo, parece-me claro que há muitos perigos nesta rota que temos vindo a seguir de avaliar tudo e todos a todo o momento. E o perigo é o da avaliação se tornar um fim ao invés de um meio – isto é, os comportamentos são ditados pela avaliação (faço x, ou y, porque assim tenho a avaliação z) e não pelo processo de aprendizagem e melhoria que deve ser inerente a qualquer avaliação e/ou exercício de benchmarking. Isto é, a doença dos diplomas de que falava Ronald Dore em 1976 (referindo-se a avaliação de alunos nas escolas), espalhou-se a outras esferas da sociedade e temos a doença dos selos de qualidade, a doença das acreditações, e a doença dos rankings de tudo e mais alguma coisa. Que fique claro. Eu não sou, nem poderia ser (sob pena de ficar sem emprego) contra a avaliação. Mas debato-me muitas vezes com a questão avaliar para quê? É que se não for para melhorar o processo de aprendizagem (dos alunos, por exemplo), para permitir a um funcionário crescer e progredir, ou para melhorar um determinado negócio, mais vale deixar tudo como está (que é aliás como ficará depois da avaliação).

Maria da Conceição Andrade e Silva (In DN)

 

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As “inovações” que aí vêm na Educação

 

A Educação em Portugal continua a inovar. Desta vez, anuncia-se no Secundário a possibilidade de os alunos escolherem as disciplinas que querem estudar. Por enquanto, em turmas-piloto, quiçá no futuro, uma generalização à esfera nacional.

Infelizmente, nos últimos anos, temos constatado uma clara deterioração da qualidade do ensino público, medida por rankings discutíveis, mas que constituem a única fonte de informação comparativa face ao ensino privado (absolutamente credível, dado o exame ser igual para ambos). Por muito que se afirme que as realidades são incomparáveis porque as respetivas sociologias são diferentes, a verdade é que sempre assim foi e a qualidade medida do ensino público já esteve bem melhor.

Com mais esta inovação receio bem que, a prazo, a qualidade média do ensino público ainda se agrave mais. Ou seja, por muito bem-intencionados que sejam os autores destas alterações de percurso estudantil, existe a forte probabilidade da existência de uma fuga generalizada dos alunos às dificuldades de determinadas disciplinas, como a matemática ou físico-química, perante a complacência das direções de escolas (até me arrepio a pensar na escassez futura de certos quadros como por exemplo engenheiros, dada a importância primordial damatemática…).

Mal comparado, faz lembrar os doentes que fazem auto-prescrições à revelia médica! Veremos as consequências futuras de mais estas liberdades originais, mas receio fortemente que se traduzam em facilitismos perniciosos para a Sociedade, porque, infelizmente, as alternativas existentes (os estudos no setor privado) não são acessíveis para a maioria da população e, no longo prazo, agravar-se-ão as diferenças sociais.

Manuel Boto (In SOL)

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Alteração do Despacho Normativo n.º 10-A/2018 em Consulta Pública

 

Publicitação do início do procedimento tendente à segunda alteração do Despacho Normativo n.º 10-A/2018, de 19 de junho, que estabelece o regime de constituição de grupos e turmas e o período de funcionamento dos estabelecimentos de educação e ensino no âmbito da escolaridade obrigatória.
1 – Nos termos e para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 98.º do Código do Procedimento Administrativo (CPA), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro, alterado pela Lei n.º 72/2020, de 16 de novembro, torna-se público que, por decisão conjunta do Secretário de Estado Adjunto e da Educação e da Secretária de Estado da Educação, é dado início ao procedimento conducente à elaboração do despacho normativo que procede à segunda alteração ao Despacho Normativo n.º 10-A/2018, de 19 de junho, que estabelece o regime de constituição de grupos e turmas e o período de funcionamento dos estabelecimentos de educação e ensino no âmbito da escolaridade obrigatória.
2 – A alteração supra referida justifica-se pela necessidade de proceder ao alargamento do âmbito de aplicação do estipulado nos n.os 7 e 8 do artigo 6.º do Despacho Normativo n.º 10-A/2018, de 19 de junho, passando o limite mínimo de 14 alunos por turma também a aplicar-se ao Curso Profissional de Luz, Som e Efeitos Cénicos, e ao alargamento do âmbito de aplicação do estipulado no n.º 9 do artigo 6.º do Despacho Normativo n.º 10-A/2018, de 19 de junho, passando o limite mínimo de 14 alunos por turma também a aplicar-se aos Cursos Profissionais de Cenografia, Figurinos e Adereços e de Luz, Som e Efeitos Cénicos.
3 – Para este efeito, designa-se como responsável pela direção do procedimento, nos termos do artigo 55.º do CPA, o Diretor-Geral dos Estabelecimentos Escolares, Dr. João Miguel Gonçalves.
5 – No prazo de 10 dias úteis contados da publicitação do presente anúncio, poderão constituir-se como interessados e apresentar contributos ou sugestões, no âmbito do referido procedimento, os particulares e as entidades que comprovem a respetiva legitimidade, nos termos previstos no n.º 1 do artigo 68.º do CPA.
6 – A constituição como interessado no presente procedimento é feita exclusivamente através do portal ConsultaLEX (https://www.consultalex.gov.pt).

 

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Voo livre sobre a escola – Carlos Grosso

 

Diz o Parol.edu.conça: se os alunos não querem saber, a responsabilidade é do professor, que não soube motivar o aluno, que não fez o pino na aula, que não trouxe para a aula fogo de artificio.

Voo livre sobre a escola

Pedi licença aos excecionais Padre Bartolomeu de Gusmão e poeta António Gedeão para me montar na «Passarola voadora» e andar às voltas sobre a escola.

Relato-vos algumas partes interessantes e inesperadas do que vi nestes últimos anos.

Vi montanhas de despachos burocratas a submergir os professores em papeladas inúteis.

Vi professores desesperados a trabalhar dez horas por dia para preencherem todos os requisitos de papeladas inúteis.

Vi alunos que todos os dias chegam à escola quinze minutos depois da hora, o que a tolerância extremamente flexível continua a permitir.

Vi alunos no recreio, sentados de livre vontade, agarrados a um aparelhómetro vagamente paralelepipédico, sem interagirem, sem brincarem. Não era castigo imposto por outrem, mas sim moléstia infligida por gigantes tecnológicos.

Vi professores com idades obscenas, de rastos, de cabelos brancos, de muletas, a sofrerem com uma paciência esgotada e uma incapacidade agonizante em compreender o adiamento da reforma e a indisciplina.

Vi professores aflitos por não conseguirem dar uma ajuda no acompanhamento dos filhos dos filhos, sofrendo pelos filhos e pelos netos que raramente têm a possibilidade de passar uns dias com a sabedoria longa dos avós.

Vi alunos que, em todas as aulas, conversam uns com os outros, mais até do que fazem no recreio, onde não há restrições ao uso do aparelhómetro vagamente paralelepipédico, que falam nas aulas sem autorização e ao mesmo tempo que o professor.

Vi alunos extremamente interessados nos estudos e na aprendizagem dos conhecimentos escolares a serem constantemente incomodados pelo ruído de colegas e a exigirem ordem na sala de aula.

E diz o Parol.edu.conça: esses alunos são retrógrados, são alunos da escola do antigamente, da escola dos avós e dos bisavós. Os professores têm de prepará-los para a escola do século XXI.

O Parol.edu.conça é uma personagem que vive fora da escola, mas que tem uma enorme influência nela. O Parol.edu.conça gosta de ler livros sobre Teoria da Educação, gosta de escrever sobre teoria do ensino, mas não gosta de ter sete turmas, não gosta de aturar diariamente duzentos alunos, não gosta de ter centenas de fichas de trabalho para corrigir, centenas de testes para avaliar e catadupas de sínteses descritivas para encher dossiers que não passam de uma praga ecológica.

Vi professores sem tempo para refletir, sem tempo para passar um fim de semana descansado sem trabalho escolar, sem tempo para ler um livro, assistir a uma exposição, brincar com os filhos, como se Ser Professor fosse embalar pacotes de farinha ou construir tijolos ou vender gelados. Quem se dedica a esta tarefa sabe que tem hora de abrir e hora de fechar a loja bem definidas, sem preocupação com os gelados sobrantes que hão de ser vendidos no dia seguinte, sem necessidade de levar gelados para vender em casa, depois do jantar.

O professor não é uma marioneta industrializada. O professor é um condutor de crianças e jovens, é um pedagogo. Precisa de tempo e de espaço para refletir sobre os melhores percursos educativos, sobre a arte de ensinar. O professor não está formado quando termina o respetivo curso. Grandiosa parte da formação docente é conseguida no desempenho da profissão. O professor precisa de continuar a formar-se durante muitos anos. Para isso, o professor tem de ter tempo, tempo para além das muitas aulas, para além das muitas atividades não letivas, para além dos muitos trabalhos de casa. O professor precisa de tempo para a sua vida e para se orgulhar de ser professor. Os professores precisam de tempo para partilharem algumas boas práticas pedagógicas. As reuniões para que são convocados versam esmagadoramente sobre “eduquices” e não sobre partilha de conhecimentos científicos.

Vi professores empenhados em longas reuniões a discutir os parâmetros mais adequados para avaliar as atitudes e qual o “peso”, qual o coeficiente que devem ter na média ponderada da avaliação escolar. Contendo afincadamente o mal-estar que me provoca estar a relatar-vos alguns pormenores destas discussões, aqui vai: É a assiduidade? (2%) É a pontualidade? (2%) É o respeito pelas orientações do professor? (3%) É o respeito pelas intervenções dos colegas? (2%) É a autonomia na realização das tarefas? (2%) É a participação de forma crítica, reflexiva e com profundidade? (4%) É demonstrar vontade em melhorar as suas competências (emocionais, cognitivas, motoras e sociais)? (4%) É o respeito pelas regras da sala de aula? (2%) É a capacidade para trabalhar em grupo? (1%) É trazer os materiais escolares limpos e organizados? (1%) É aspirar ao trabalho bem feito, ao rigor e à superação? (4%) É respeitar a diversidade e agir de acordo com os princípios dos direitos humanos? (4%) É revelar autonomia pessoal centrada nos direitos humanos, democracia, cidadania, equidade, respeito mútuo, livre escolha e bem comum? (6%) É realizar as tarefas no tempo estipulado? (1%) É cumprir com as regras de interação social e de civismo? (2%) É respeitar as regras institucionais que permitem atuar em segurança, adotando comportamentos que promovem a saúde e o bem-estar, nas suas relações na sala/escola (cumprimento do regulamento interno e uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento social)? (4%) É tudo isto e mais alguma coisa? (100%)

E diz o Parol.edu.conça: É primordial discutir e definir o peso de cada indicador. Só após essa definição será possível inserir nas folhas de cálculo Excel a fórmula de cálculo das médias, para a avaliação final.

Como já se disse, por regra o Parol.edu.conça não trabalha na escola. Quando, raramente, isso acontece, o Parol.edu.conça não percebe bem o que é isso de inserir fórmulas em folhas de cálculo, mas di-lo com tanta eloquência que é capaz de convencer alguns dos mais novos ou alguns dos mais distraídos, mas poucos. Porém, todos estão sujeitos às ordens de Parol.edu.conça.

– Caros colegas, a reunião já dura há três horas, estamos todos muito cansados e o meu filho está na escola à minha espera, pelo que proponho que a reunião continue na próxima quarta-feira – diz o professor Miguel.

A ninguém convinha mais uma reunião na próxima quarta-feira, mas também percebem que já não há disposição nem capacidade para continuar a discussão. Aceitam.

A professora Carolina já tem uma consulta marcada para a próxima quarta-feira, mas vai tentar desmarcar para poder estar presente.

O professor Francisco abomina estas discussões (discretamente chama-lhes “palhaçadas”) e está mais interessado em gastar tempo na organização das suas aulas, mas não gosta de faltar a reuniões para as quais foi superiormente convocado.

Vi alunos que, nos testes de avaliação de conhecimentos, obtiveram média de 15 valores a Economia, mas cuja avaliação final foi de 14 valores, por baixa avaliação nas atitudes. Ou seja, o aluno que revelou conhecer certas partes dos conteúdos, deixou imediatamente de os saber por atitudes que não foram apreciadas pelo professor.

Vi alunos que, nos testes de avaliação e aplicação de conhecimentos, obtiveram média de 13 valores a História, mas cuja avaliação final foi de 15 valores, por altíssima avaliação nas atitudes. Ou seja, terão existido alguns conhecimentos que não estavam adquiridos, mas que foram magicamente incorporados pela excelente atitude.

A escola ajuda a formar atitudes? Obviamente. A escola ajuda a melhorar algumas atitudes? Certamente. A alteração das atitudes tem, frequentemente, reflexo nas aprendizagens? Seguramente. Mas, para além do reflexo nas aprendizagens que foi sendo demonstrado nos diversos instrumentos de avaliação escolar, o conhecimento do aluno sobre determinadas matérias não aumenta nem diminui porque o professor avalia as suas atitudes. As atitudes formam-se, valorizam-se, adequam-se, mas não se medem numericamente!

Vi alunos que querem aprender o máximo possível.

Vi professores que não querem saber das aprendizagens essenciais e que querem ensinar o máximo aos seus alunos.

Vi alunos que não têm qualquer interesse nas aprendizagens escolares.

Diz o Parol.edu.conça: se não querem saber, a responsabilidade é do professor, que não soube motivar o aluno, que não fez o pino na aula, que não trouxe para a aula fogo de artificio.

Vi professores que não se preocupam em ensinar, nem se os alunos aprendem ou não, e que os deixam fazer o que lhes apetecer.

Vi alunos a chamarem “filho da p**a” ao professor ou a acariciá-lo com um “vai pró ca**lho” e cuja reação dos pais, ao receberem a notificação, foi: «Se ele fez isso, é porque o professor lhe fez alguma!»

Vi professores a fingirem que não viram o aluno levantar-lhe o dedo do meio, para não se sujeitarem ao infindo processo de averiguações sobre a veracidade dos factos relatados na eventual participação de ocorrência.

Vi professores a ficarem doentes e arrastarem-se até à baixa médica por exaustão.

Vi salas de professores quase sempre vazias e sem convívio.

Vi o Ministério da Educação a desvalorizar as avaliações externas.

Vi demasiados alunos a serem sujeitos a RTP. Não, não se trata da estação televisiva, mas dos espetaculares Relatórios Técnico-Pedagógicos.

Vi professores a terem de pedir silêncio na sala de aula, diariamente.

– Isso são professores que não acompanham os tempos. São professores que não compreendem os jovens, que não estimulam uma geração tecnológica que está altamente preparada para multitasking, diz o Parol.edu.conça.

Como se a disponibilidade de equipamentos tecnológicos fosse capaz de alterar o cérebro humano e as sinapses produzidas. As características do cérebro humano são as mesmas dos avós e dos bisavós.

Vi professores a serem apanhados pela pandemia e a revelarem altíssima capacidade de adaptação no ensino a distância.

Vi alunos durante meses em casa, sem computador e sem comunicação com a escola.

Vi alunos de pijama, deitados no sofá, esticados à beira da piscina, a assistirem às aulas no respetivo aparelhómetro vagamente paralelepipédico.

Vi professores que passaram um ano letivo completo sem conhecerem a cara dos respetivos alunos e alunos que passaram um ano letivo completo sem conhecerem a cara dos respetivos professores.

Vi professores que lecionavam a distância sem ligar a câmara de vídeo, escudando-se na proteção de dados.

Vi alunos sem alguns professores durante meses.

Vi concursos de recrutamento de professores sem nenhum concorrente.

Vi professores a chamar «burros» aos alunos.

Vi professores obrigados a uma deslocação de centenas de quilómetros da sua habitação, a alugarem uma casa mais próxima da escola onde foram colocados e a sujeitarem-se a um rendimento líquido inferior ao salário mínimo, apenas para ganhar tempo de serviço e mais algumas décimas na graduação.

Vi professores com onze turmas.

Vi professores que deixaram a profissão e muitos outros que andam ansiosos por encontrar alternativa para o fazerem.

Vi alunos a apreciarem extremamente as aulas, a aprenderem imenso com os seus professores e a atingirem quadros de mérito e de excelência.

Vi encarregados de educação a atribuírem enorme valor à capacidade dos professores dos seus educandos em ensinar conhecimentos escolares e em adequar comportamentos.

Vi professores ainda entusiasmados com a profissão.

Custa-me revelar-vos que é com pouca esperança e com um doce-amargo de fel que vos relato o que vi.

 

 

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Recomendação ao Governo de medidas no âmbito da educação de infância

Resolução da Assembleia da República n.º 364/2021

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O ano do Tiago em revista…

 

Foi à bola e sentou-se na tribuna…

Foi ver os Olímpicos e sentou-se nas melhores filas…

Visitou umas escolas, mas não se sentou porque as cadeiras são de madeira ou plástico duro…

Foi-se confinando e desconfinava sempre que o chefe ordenava…

Levou umas vacinas e, certamente, experimentou um ou dois cotonetes…

Deve ter ido à praia apanhar uns raios, mas isso já é especulação.

 

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QUERIAM SER PROFESSORES. E AINDA QUEREM, MAS… SÃO “IT’s”

 

QUERIAM SER PROFESSORES. E AINDA QUEREM

Voltemos às escolas. Ninguém. Não se vê vivalma (som de grilo). Cada escola tem um sistema informático carregado às costas da beatice tech de dois ou três professores que nunca escolheram ser técnicos de informática e que hoje nada mais são do que isso. Que remédio. Escolheram ser professores de Artes visuais, Educação Física, Fisico-Química, Português, Matemática mas, quando se descobriu que “gostavam de computadores e assim” logo ficaram incumbidos de planificar, construir e gerir extensas redes informáticas que incluem várias centenas de computadores, que todos os anos têm de ser limpos de lixo e de vírus, reparados e renovados; produzir e manter websites institucionais, gerir backups, num trabalho solitário de milhões de horas que ninguém paga.

Nenhuma destas pessoas pensou um dia “Quando for grande, quero reparar computadores e redes”. Queriam ser professores. E ainda querem. Um professor de Alcobaça, confessou-me que o pai, pescador da Nazaré, um dia disse-lhe que gostaria muito de o ver no alto mar a trabalhar nas redes. “Ele é que tinha razão, só que não são de pesca”. Pois não só vive enredado em redes, como também é director de turma e dá aulas a cem alunos. Evidentemente, enquanto estiver com eles, o sistema está proibido de “ir abaixo”. Oremos, Senhor.

Compreenda-se: as solicitações para resolver problemas digitais numa escola são às centenas por mês. Dezenas por dia. E vão desde aquele professor que não percebe por que razão estúpida o seu monitor não liga, apesar de não estar ligado à tomada eléctrica, até à ocorrência de um bug numa programação. Pergunta óbvia de quem não sabe nada: “Por que é que não atribuem essas tarefas aos professores com habilitação em informática?” Por duas razões. Por um lado, porque não há professores de informática em número suficiente para ensinar informática, quanto mais para o resto. Por outro, porque quem escolhe ser professor de informática é porque gosta de fazer com que os miúdos aprendam informática. Ou seja: querem ser professores. Se quisessem ser técnicos de manutenção e reparação de computadores, tinham-no sido. Mas não são.

Este estado de permanente improviso é intolerável. As escolas colocam cada dia terabytes de informação crítica, íntima, sobre pais e alunos em hosts comerciais como a Google ou a Microsoft, esperando que ninguém esteja verdadeiramente interessado em saber que o Meireles tem asma, diabetes ou espinha bífida. Não existe nenhuma política consistente em matéria de protecção de dados educacionais.

Rui Correia (SIC)

 

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Partir a loiça” ou, nem que fosse, “partir um prato

“Partir a loiça”, que é como quem diz, protestar de forma exaltada, elevar o tom de voz e mostrar desagrado ou indignação, de um modo explícito e público…

Na maior parte das escolas, há muito tempo que praticamente não se protesta ou reivindica, “não se parte qualquer loiça, nem sequer um prato”, e muito menos se reclama de forma exaltada; se eleva o tom de voz; ou se mostra desagrado ou indignação, explícita e publicamente…

A “etiqueta dos costumes” vigente não o permite… Mas, e paradoxalmente, concede que se cometam os mais variados atropelos à liberdade de expressão, na medida em que, muitas vezes, se bloqueia e veta a livre manifestação de opiniões ou de ideias, pairando frequentemente no ar a possibilidade de existirem represálias e censura…

Indecorosamente, essa “etiqueta dos costumes” também costuma tolerar aqueles que agem como se fossem os proprietários de determinadas Escolas Públicas, confundindo a prestação de Serviço Público com a defesa primordial de interesses e ambições pessoais…

No geral, cala-se, consente-se e aguenta-se, quase sempre com receio de “escândalos” ou de “cair em desgraça”…

Sempre muito “certinhos”, contidos, conformados, silenciosos e acomodados ao ritual, é assim que se quer a gente que trabalha nas escolas…

Quantas vezes apetece “partir a loiça”? Mas quantas vezes se “parte a loiça”?

Nas escolas existem alguns “bem iluminados” que só conseguem lidar com um ponto de vista, que normalmente é o seu…

Pontos de vista diferentes desses são frequentemente interpretados como afrontas ou agravos, muitas vezes intolerados e quase sempre indesejados…

Esses “bem iluminados” parecem mover-se por um inultrapassável pensamento egocêntrico:

Não reconhecem perspectivas diferentes das suas; os outros têm o dever de pensar igual a si; sempre muito ufanos, vêem-se a si próprios como o “Centro do Universo”, eles são o “Sol”, e todos devem “gravitar à sua volta”; incapazes de mostrar empatia, não compreendem a necessidade de dar explicações a alguém; ainda que levemente contrariados, tendem a reagir de forma impetuosa e desproporcionada, dominados pela irritação, teimosia e mau humor, incapazes de gerir a sua frustração …

(Jean Piaget deve estar a “dar voltas na tumba”, assombrado com alguns adultos “birrentos”, que parecem não ter conseguido ultrapassar a Fase do Egocentrismo Infantil).

De que serve a falta de ousadia patente em ser sempre “muito certinho”?

Serve, sobretudo, para incentivar e reforçar a continuidade dos comportamentos abusivos e autoritários de muitos “bem iluminados”… Não sendo contrariados nem confrontados com qualquer oposição, que necessidade terão de alterar essa conduta?

Tantos “Órgãos-Fantoche” e tanto servilismo, encapotados de Democracia… Tanta “ladainha esotérica” e ininteligível, camuflada de “inovação”…

Ser muito “certinho” pode mesmo chegar a ser confrangedor… Confrangedor, sobretudo quando se observam pessoas incapazes de se afirmarem e de pensarem por si próprias e que se deixam anular de uma forma incompreensível, dispostas a abdicar da sua dignidade, como se fossem propriedade de alguém ou como se tivessem abomináveis “obrigações de vassalo”…

Desde o ambiente claustrofóbico e asfixiante que se vive em muitos Agrupamentos até às políticas do Ministério da Educação que, recorrentemente, culminam em monumentais trapalhadas e absurdos, motivos não faltam aos profissionais de Educação para “partir a loiça”…

E são tantas as trapalhadas e os absurdos “made in” Ministério da Educação, quase sempre corroborados e ratificados pela maior parte das Direcções de Agrupamentos, que se chega ao despautério de considerar tal hábito como normal e aceitável…

Contudo, a abundância desses motivos não tem gerado reacções contestatárias, contundentes e ostensivas, por parte dos profissionais de Educação, que parecem resignados a aceitar o marasmo, em vez de darem visibilidade à sua insatisfação…

O que ganham os profissionais de Educação com essa atitude? Não ganham nada e têm vindo a perder muito…

Perde-se a credibilidade das reclamações, ainda que as mesmas sejam quase sempre realizadas de forma “oficiosa”, e perde-se a força da classe profissional que, pelo elevado número de constituintes e pela respectiva formação académica, deveria ser capaz de se afirmar e de se fazer ouvir…

Não há dúvida de que os profissionais de Educação têm vindo a ser vítimas de muitas imposições desarrazoadas remetidas por Direcções de Agrupamentos e pelo Ministério da Educação, mas isso também não os iliba da atitude passiva frequentemente demonstrada…

Obviamente, o Ministério da Educação conhece bem essa passividade, conta com ela e sabe que, à partida, poderá decretar as medidas mais fantasiosas e delirantes, sem encontrar resistência significativa…

Só assim se compreende que o trabalho dos profissionais de Educação seja frequentemente desrespeitado e que esteja refém de medidas educativas absurdas e insanas há vários anos, sem que nada, realmente consequente, aconteça no sentido de as contrariar ou invalidar…

E não se sai disso… E não se luta por melhor do que isso…

Os maiores Sindicatos e os Partidos Políticos, tanto os de Direita como os de Esquerda, não estão dispostos a “partir a loiça” por ninguém, já se percebeu…

O que resta? Resta a contribuição pessoal e insubstituível dos profissionais de Educação, se conseguirem olhar além do seu próprio umbigo…

Quanta raiva contida e reprimida, à espera de ser exteriorizada, existirá por aí?

Há quanto tempo, cada um, não “parte um prato”?

(Aproxima-se o Ano Novo e com ele 365 novas oportunidades para “partir a loiça”… Ou isso ou 365 novas oportunidades para continuar a aceitar que façam de si “gato-sapato”…).

(Matilde)

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ESCOLAS DE REFERÊNCIA PARA ACOLHIMENTO

Escolas de referência para Acolhimento de filhos e outros dependentes de trabalhadores cuja mobilização para o serviço ou prontidão obste a que prestem assistência aos mesmos na sequência da suspensão das atividades letivas e educativas de 2 a 9 de janeiro, nos termos do Artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 104/2021, de 27 de novembro:

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800 escolas abrem para filhos de trabalhadores essenciais

 

O Ministério da Educação (ME) informou hoje que 800 escolas do continente estarão abertas durante as duas “semanas de contenção” da pandemia de covid-19 para filhos de trabalhadores essenciais e fornecimento de refeições a crianças beneficiárias de ação social.
Numa nota, o ME revela que, entre 27 e 30 de dezembro e entre 03 e 07 de janeiro, estará em funcionamento uma rede de escolas de acolhimento com cerca de 800 instituições de ensino, “dando resposta a filhos ou outros dependentes de trabalhadores essenciais e a crianças e jovens sinalizados pelas CPCJ” (Comissões de Proteção de Crianças e Jovens).
Segundo o Governo, estas escolas também estão abertas para “fornecimento de refeições a alunos beneficiários da Ação Social Escolar ou que necessitem deste apoio”.
A lista das escolas disponíveis para acolhimento destas crianças está disponível em https://www.dgeste.mec.pt/index.php/destaque_1/escolas-de-referencia-para-acolhimento-2/
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PARADO NÃO É SOLUÇÃO – Luís Granjo

 

“Libertem as crianças” é uma expressão forte, uma expressão que nos leva a pensar que as crianças de hoje vivem oprimidas, bloqueadas, sem espaço e tempo! Será?

O Prof Carlos Neto, no seu mais recente livro (2020) “Libertem as crianças – a urgência de brincar e ser ativo”, faz uma chamada de atenção à sociedade em geral para os perigos de estarmos a criar “crianças totós, de uma imaturidade inacreditável”. Numa escola, onde as crianças passam a maior parte do tempo fechadas, com intervalos, ou períodos de recreio cada vez mais curtos e sem possibilidade de explorar a brincadeira, mais o trajeto casa-escola-casa feito no conforto do automóvel, retiram atividade física, que a longo prazo terá o seu impacto na saúde pública.

A pandemia e os últimos tempos que temos vivido, em que as palavras confinamento e isolamento se tornaram “virais” no nosso dia a dia, vieram exponenciar a visão do Prof José Neto, porque os intervalos são menores e desencontrados, o que em termos sociais tem os seus efeitos negativos, não podendo brincar com uma grande maioria de colegas da escola, a utilização de material para a prática informal desportiva no recreio está proibida, pelo simples contexto de partilha, e as atividades que os pais suportam em horário extraescola, como a música, desporto, dança, vivem rodeados de um cem número de obrigações que, por si só, desmotivam muitas crianças à sua não adesão. Ou seja, A CRIANÇA ESTÁ A PAGAR UM PREÇO MUITO ALTO, NÃO BRINCA, NÃO IMAGINA, NÃO SE DESENVOLVE!

A falta de atividade física desencadeia problemas de saúde, como o ganho de peso, aumento da tensão arterial e aumento de risco das doenças cardiovasculares, que no seu todo resultam na maior pandemia a ser travada nos próximos anos, a obesidade, que diminui a imunidade humana. Estar parado é uma pandemia.

Num estudo recente, Gonzaga, Y. et al. (2020) apresentaram os dados de uma pesquisa bibliográfica com base de dados da Scielo, no ano de 2020, que constata que o confinamento reduziu drasticamente a atividade física levando ao surgimento de comorbidades associadas à obesidade, intolerância à glicose e também transtornos psicossociais como ansiedade e depressão.
A ACSM (colégio americano de medicina e desporto) divulgou um guia que sugere a atividade física de intensidade moderada, de extrema importância nesse período em função da Covid-19, e uma observação importante, e que de acordo com as recomendações da OMS (organização mundial de saúde) para indivíduos saudáveis assintomáticos são de 150 minutos de atividade física por semana para adultos e 300 minutos por semana para crianças e adolescentes. De uma forma geral realça a importância da realização de atividades físicas durante o período de pandemia, mas com intensidade moderada, preferencialmente em lugares abertos ou então dentro de casa e diminuir o período sentado ou deitado.

Cordeiro, J. (2021) realizou um estudo sobre crianças com problemas na coordenação motora e o impacto da Covid-19 nas crianças portuguesas, onde verificou que a inatividade física em crianças tem aumentado, não atingindo os valores recomendados, podendo prejudicar o seu desenvolvimento cognitivo e motor, principalmente nas crianças com perturbação no desenvolvimento da coordenação motora. Esta perturbação pode resultar em problemas no desenvolvimento motor, físico e social. É provável que nas situações de confinamento físico a inatividade física se acentue. As conclusões do estudo constatam que as crianças com perturbação no desenvolvimento da coordenação motora são menos ativas que as crianças típicas, o que reforça a necessidade de procurar estratégias que quebrem esta tendência e promovam uma vida mais ativa e saudável.

Numa perspetiva de que a atividade física pode proporcionar uma melhor qualidade de vida, Aragão, A. et al. (2020), realizaram uma reflexão sobre os efeitos que a atividade física pode proporcionar para uma melhor qualidade de vida, averiguando a importância da atividade física para jovens e adolescentes, na medida em que diminui o risco de doenças como obesidade, asma, hipertensão, diabetes, bulimia e até Covid-19. Neste estudo, foi realizada uma revisão bibliográfica de cinco estudo distintos, Piola et al. (2018), Crochemore-Silva et al. (2020), Fantineli et al. (2019), Barbalho et al. (2019) e Santos et al. (2019) em que se constata que a atividade física é muito importante, não só para o público-alvo, a criança ativa, mas também para a sociedade em geral. O estudo revela que a prática de atividades físicas ajuda na promoção ou mesmo extinção de doenças psicológicas, crónicas e físicas. Reforça o estudo que a prática de atividade física ajuda a tornar o ser humano são, pois além dos benefícios físicos, a componente lazer traduz-se numa sensação de bem-estar e melhor autoestima, ou seja, verifica-se que a atividade física tem um efeito positivo para uma melhor qualidade de vida.

A ciência é, nos dias de hoje, mãe das nossas preces, e ficará um marco histórico sobre a avassaladora capacidade que a raça humana teve em responder a uma pandemia com uma vacina, que embora necessite de se reformular ao ritmo das mutações do “bicho”, mas que nos dá confiança para o futuro.

A ciência, como vemos, também nos diz que parado não é solução, e se aqui e ali é necessário ajustar, reformular, reforçar cuidados,…, parar é que já não é solução. A doença perdurará e continuará a desequilibrar a nossa normalidade, mas isolar, confinar, parar são palavras completamente em extinção, o que a sociedade, e em especial as crianças precisam é de sair de casa, tornarem-se proativos na prevenção/contenção da Covid-19, estudar, brincar, socializar, no fundo serem FELIZES.

Mexam-se.
Professor Luís Marques

 

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Esta é uma Resposta da Agência para a Modernização Administrativa

Quando queremos arranjar soluções de banda larga para dar uma resposta de qualidade ao funcionamento dos serviços de uma escola, temos uma agência para a modernização administrativa que impede a celebração de um contrato com uma largura de banda 1000/200, porque segundo dizem: “Não pode ultrapassar o mínimo necessário, ou seja 100/20“.

Ainda pensei que não passasse de uma brincadeira, mas é mesmo a sério.

E é isto a nossa modernização administrativa.

 

Considerando o exposto, solicitamos com urgência uma nova proposta em que tenha em consideração o que já foi referido e o que se apresenta de seguida para que seja possível contratar os vossos serviços.

a) As velocidades de download/upload não podem ultrapassar o mínimo necessário, ou seja 100/20;

… 

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Decreto-Lei n.º 119-B/2021 que Altera as Medidas da Pandemia da Doença COVID-19

Foi publicado agora ao final da tarde o Decreto-Lei n.º 119-B/2021 que altera as medidas no âmbito da pandemia da doença COVID-19.

Tendo em conta que amanhã é tolerância de ponto e as medidas que dizem respeito às escolas têm início na próxima segunda-feira, nomeadamente a interrupção de qualquer atividade de animação e apoia à família, que implicam o funcionamento das escolas de acolhimento para garantir o acolhimento dos trabalhadores “essenciais” definidos na Portaria n.º 25-A/2021, de 29 de janeiro, será muito difícil para muitos destes trabalhadores terem condições para que os seus filhos fiquem acolhidos nestas escolas definidas pela DGESTE por falta de tempo útil para serem feitas inscrições e garantir que esse acolhimento seja feito com o mínimo de organização.
 

Artigo 14.º
Suspensão de atividades letivas e não letivas

1 — Entre 27 de dezembro de 2021 e 9 de janeiro de 2022 ficam suspensas em regime presencial:

a) As atividades educativas, letivas e não letivas, incluindo de animação e apoio à família, dos estabelecimentos de ensino públicos, particulares e cooperativos e do setor social e solidário de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário;

b) As atividades de apoio à primeira infância de creches, creche familiar e amas, as atividades de apoio social desenvolvidas em centro de atividades e capacitação para a inclusão, e centro de atividades de tempos livres;
c) As atividades letivas e não letivas presenciais das instituições de ensino superior, sem prejuízo das épocas de avaliação em curso.
2 — Excetuam-se do disposto na alínea a) do número anterior, sempre que necessário, os apoios terapêuticos prestados nos estabelecimentos de educação especial, nas escolas e pelos Centros de Recursos para a Inclusão, bem como o acolhimento nas unidades integradas nos Centros de Apoio à Aprendizagem, para os alunos para quem foram mobilizadas medidas adicionais, sendo assegurados, salvaguardando -se as orientações das autoridades de saúde.
3 — Excetua -se da suspensão prevista na alínea a) do n.º 1 a realização de provas ou exames de curricula internacionais.
4 — Os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas da rede pública de ensino e os estabelecimentos particulares, cooperativos e do setor social e solidário com financiamento público adotam as medidas necessárias para a prestação de apoios alimentares a alunos beneficiários da ação social escolar e aos alunos que, não sendo beneficiários dos apoios alimentares no âmbito da ação social escolar, necessitem desse apoio.
5 — Sem prejuízo da aplicação do disposto nos números anteriores, os centros de atividades e capacitação para a inclusão, não obstante encerrarem, devem assegurar apoio alimentar aos seus utentes em situação de carência económica, e, sempre que as instituições reúnam condições logísticas e de recursos humanos, devem prestar acompanhamento ocupacional aos utentes que tenham de permanecer na sua habitação.
6 — As Equipas Locais de Intervenção Precoce devem manter-se a funcionar presencialmente, salvaguardadas todas as medidas de higiene e segurança recomendadas pela Direção -Geral da Saúde, e, excecionalmente, e apenas em casos em que comprovadamente não se comprometa a qualidade e eficácia pedagógica do apoio, poderão prestar apoio com recurso a meios telemáticos.
7 — Os Centros de Apoio à Vida Independente devem manter-se a funcionar, garantindo a prestação presencial dos apoios aos beneficiários por parte dos assistentes pessoais, podendo as equipas técnicas, excecionalmente, realizar com recurso a meios telemáticos, as atividades compatíveis com os mesmos.

Artigo 15.º
Trabalhadores mobilizados ou em prontidão

1 — É identificado em cada agrupamento de escolas um estabelecimento de ensino e, em cada concelho, creches, creches familiares ou amas que promovam o acolhimento dos filhos ou outros dependentes a cargo de trabalhador cuja mobilização para o serviço ou prontidão obste a que prestem assistência aos mesmos na sequência da suspensão prevista no artigo anterior, e que sejam profissionais nos serviços previstos na Portaria n.º 25-A/2021, de 29 de janeiro.
2 — As instituições da área da deficiência com resposta de centros de atividades e capacitação para a inclusão, sem prejuízo da suspensão das atividades dos mesmos, devem garantir apoio aos responsáveis pelos seus utentes que sejam trabalhadores de serviços considerados essenciais, nos termos identificados no número anterior.

Artigo 16.º
Suspensão de atividades formativas

1 — Entre 27 de dezembro de 2021 e 9 de janeiro de 2022 ficam suspensas as atividades formativas desenvolvidas em regime presencial realizadas por entidades formadoras de natureza pública, privada, cooperativa ou social.
2 — A atividade formativa presencial prevista no número anterior pode ser excecionalmente substituída por formação no regime a distância, sempre que estiverem reunidas condições para o efeito, nomeadamente quando se trate de formação profissional obrigatória requerida para o acesso e exercício profissionais mediante autorização da autoridade competente.
3 — Sem prejuízo dos números anteriores, pode realizar-se em regime presencial a formação prática em contexto de trabalho que não possa ter lugar no regime de formação a distância, por requerer a utilização de espaços, instrumentos ou equipamentos específicos, incluindo no âmbito de planos de formação aprovados ao abrigo do Decreto -Lei n.º 46-A/2020, de 30 de julho, na sua redação atual, desde que sejam cumpridas as regras relativas a organização desfasada das horas de entrada e saída dos locais de trabalho e a adoção de medidas técnicas e organizacionais que garantam o distanciamento físico e a proteção dos formandos e dos trabalhadores em vigor.

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Início do segundo período com testagem da comunidade escolar

 

Estratégia de Testes Laboratoriais para SARS-CoV-2 – Escolas
2021/2022

No início do segundo período do ano letivo 2021/2022, será considerado um screening dirigido à comunidade escolar que compreenda o pessoal docente e não docente, independentemente do seu estado vacinal.
Esta testagem faz-se sem prejuízo da realização futura de testes por motivo de investigação de casos, contactos e/ou surtos na comunidade escolar.

Direção-Geral da Saúde, 21 de dezembro de 2021

 

Testagem no regresso do 2.º período abrange trabalhadores docentes e não docentes das escolas

Face ao novo parecer da Direção-Geral da Saúde (DGS) para a realização de um rastreio à Covid-19 aos trabalhadores da comunidade escolar, o Ministério da Educação, através da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) irá operacionalizar a medida em conformidade com as indicações dadas pela autoridade nacional de saúde.
Assim, no regresso do 2.º período letivo, será testado todo o pessoal docente e não docente, «sem prejuízo da realização futura de testes por motivo de investigação de casos, contactos e/ou surtos na comunidade escolar».
Tal como em todos os outros períodos em que decorreu testagem nos estabelecimentos de educação e ensino, e atendendo à capacidade instalada, a realização destes testes rápidos de antigénio ocorrerá de forma faseada, prevendo-se que o procedimento esteja concluído durante as duas primeiras semanas de retoma da atividade presencial.

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Deviam interpor mais ações em tribunal, mas…

 

Qual é o interesse de saber os números da situação pandémica nas escolas?

O discurso de que a escola é o lugar mais seguro do mundo, já não se ouve há algum tempo. Que o “coiso” entrou pelas portas escancaradas das escolas, é de conhecimento público. Será para tapar os olhos aos professores e mostrar trabalho? Ou será por, alguma, intenção de expandir a luta?

Muitas outras vezes deviam ter interposto ações em tribunal e limitaram-se a discursar nas televisões…

Boas Festas!

PS: As escolas e as autoridades de saúde têm tido uma ação que merece todo o respeito. Temos profissionais a trabalhar 7 dias por semana, onde se incluem professores de todos os agrupamentos de escolas, para que as escolas, embora inseguras, se mantenham em ensino presencial.

 

 

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Tolerância de ponto dias 24 e 31 de dezembro

Despacho n.º 12564-A/2021 – Diário da República n.º 247/2021, 1º Suplemento, Série II de 2021-12-23

Presidência do Conselho de Ministros – Gabinete do Primeiro-Ministro
Concede tolerância de ponto aos trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração direta do Estado, sejam eles centrais ou desconcentrados, e nos institutos públicos nos dias 24 e 31 de dezembro

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Alteração das medidas no âmbito da pandemia da doença COVID-19

 

 

Decreto-Lei n.º 119-A/2021

 

 

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No Quintal do Paulo

Encontram-se delírios burocráticos destes.

Ainda não percebi a razão destes delírios que se vão encontrando por aí.

 

4ª Feira

 

Para muitas daquelas pessoas que acham que a sua vida nesta altura está difícil, deixo-vos um exemplo de que poderia ser pior. Porque há sítios onde o delírio burocrático é uma coisa que nos deixa de queixo caído até aos calcanhares. Não é que o mal dos outros alivie o nosso, mas pelo menos coloca-o em perspectiva.

(removi a identificação da escola por motivos óbvios, incluindo o desejo de não traumatizar ainda mais quem é obrigado a fazer isto; basta dizer que é na área da “grande” Lisboa)

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Pelo fim dos diáconos da distopia pedagógica – Santana Castilho

 

A 16 de Janeiro “abre” a campanha eleitoral para as legislativas de 30. Desejo muito que os programas partidários expressem as suas propostas com clareza, porque a situação actual do sistema de ensino é preocupante. Aqueles que generosamente me têm lido ao longo dos tempos terão presentes os problemas que fui equacionando. De entre tantos, é imperioso que os partidos digam agora, pelo menos, o que tencionam fazer para varrer a carga de burocracia controladora que se abateu sobre as escolas e sobre os professores; que medidas propõem para acudir à falta de professores, designadamente para reconhecer a importância social que lhes é devida; se sim ou não tencionam rever o estatuto da carreira docente, particularmente os instrumentos de avaliação do desempenho; se substituirão o modelo de gestão das escolas e de organização de toda a rede escolar; se introduzirão ordem e coerência em todo o edifício curricular; como encaram a autonomia das escolas e a municipalização da educação; que estratégia reservam para obstar à indisciplina que grassa nas escolas; se acham, sim ou não, necessário rever a Lei de Bases do Sistema Educativo; se tencionam universalizar todo o pré-escolar até à entrada no básico; se aceitam reduzir o número de alunos por turma e fixar o máximo de alunos por professor.
A regressão é evidente e só o ministro a não vê. Com milhares de alunos continuadamente sem aulas, estamos a voltar ao ambiente dos primeiros anos da democracia, quando a explosão da procura de educação nos confrontou com a falta de professores qualificados.
O cenário de falta grave de professores começou a ser apresentado por muitos, de há muito. Os do terreno identificaram-no cedo. Os da baixa política descobriram-no agora, de grande que ficou, enquanto ao longo dos últimos seis anos o ignoraram sistematicamente, com inépcia. Com efeito, foi neste quadro que surgiu uma caricata task-force, constituída por membros das direcções-gerais (Direção-Geral de Estabelecimentos de Ensino e Direção-Geral da Administração Escolar), que de há muito existem para, entre outras funções, obstar a que o problema surgisse. Se por hipótese os destinos da Educação continuarem entregues aos mesmos depois de 30 de Janeiro, não me admirarei de ver os fins a terraplanar os meios, prescindindo o sistema das habilitações definidas para leccionar, aumentando o número de alunos por turma, abolindo as reduções devidas à idade e, no limite, abolindo mesmo a componente não lectiva dos horários docentes.
Há seis anos que venho denunciando os sinais da distopia pedagógica que o PS abraçou, particularmente a ideia dissimulada de que são os alunos que devem orientar a sua educação, mediante metodologias de descoberta, e não os professores, segundo o tradicional ensino directo. As normas que presidem hoje à avaliação dos alunos estão vocacionadas para valorizar qualquer coisa que eles aprendam, por irrelevante que seja, depreciando em absoluto o que não aprenderam e deviam ter aprendido. E os diáconos destas doutrinas avaliativas têm propalado bem a mensagem, em autênticos guias espirituais de “boas práticas” docentes.
Naturalmente que o ambiente em que a sociedade portuguesa está mergulhada favorece a atitude prevalecente no Ministério da Educação, qual seja a de negar a realidade, em vez de acolher as propostas que ajudariam à solução dos problemas. Com efeito, anestesiados pelo medo, vamos esquecendo a gravidade de vivermos há quase dois anos em verdadeiro estado de excepção, com direitos e liberdades drasticamente limitados. Primeiro foi um estado de emergência prorrogado durante meses, ao arrepio grosseiro da sua constitucional natureza extraordinária e temporariamente limitada. Agora são simples resoluções do Conselho de Ministros que, cilindrando o normal funcionamento do Estado de direito, anunciam fins (sucessivamente falhados) para justificar o uso de quaisquer meios. Cumulativamente, a pouco mais de um mês das eleições, com a Assembleia da República dissolvida, aprovam-se diplomas que estabelecem estratégias nacionais de actuação futura. Sim, o fomento do medo vem tornando a sociedade num objecto totalmente dependente do poder político e coercivo que António Costa sobre ela exerce.

In “Público” de 22.12.21

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Avaliar ou não avaliar: Eis a questão

O tema da avaliação do desempenho é transversal a várias áreas da economia e da gestão. Por exemplo, na área das operações há uma longa tradição de práticas e ferramentas de medição de desempenho, na área da contabilidade e do controle de gestão também há um grande número de ferramentas de avaliação de desempenho, com destaque para o balanced scorecard. Na área dos recursos humanos, a avaliação de desempenho é um tema de grande importância e normalmente ligado a questões de compensação e promoção. Na área da economia a medição de desempenho está tipicamente relacionada com a medição da eficiência e da produtividade (de empresas, de países, de regiões, etc.). Enfim, cada indivíduo na sua vida profissional ou pessoal já se deparou com sistemas de avaliação disto ou daquilo.

Avaliar ou não avaliar: Eis a questão

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Medidas do Conselho de Ministros de Hoje

O Governo anunciou esta terça-feira, dia 21 de dezembro, novas medidas de medidas de prevenção e combate à Covid-19.

Na conferência de imprensa, após o Governo ter estado esta manhã reunido em Conselho de Ministros extraordinário, o Primeiro-Ministro anunciou a antecipação da semana de contenção já a partir do dia 25 de dezembro.

Principais medidas:

  • O número de testes gratuitos de despiste da Covid-19 vai aumentar de quatro para seis por pessoa em cada mês;
  • Teletrabalho obrigatório a partir de 25 de dezembro;
  • Encerramento de creches e ATL (com apoio à família);
  • Encerramento de discotecas e bares (com apoios às empresas);
  • Teste negativo obrigatório para acesso a estabelecimentos turísticos e de alojamento local, casamentos e batizados, eventos empresariais, espetáculos culturais e recintos desportivos;
  • Redução da lotação nos estabelecimentos comerciais.

No Natal (24 e 25 de dezembro) e Ano Novo (30, 31 de dezembro e 1 de janeiro):

  • Teste negativo obrigatório para acesso a restaurantes, casinos e festas de passagem de ano;
  • Proibição de ajuntamentos na via pública de mais de 10 pessoas na passagem de ano;
  • Proibição do consumo de bebidas alcoólicas na via pública.

António Costa deixou um apelo aos portugueses para que contenham “o mais possível as celebrações natalícias no seu núcleo familiar”, sublinhando que “este ainda não é o novo Natal normal das nossas vidas”.

Para saber mais, consulte:

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Tolerância de Ponto a 24 e 31 de Dezembro

Expectável esta tolerância de ponto a pouco mais de um mês de eleições, mas lembro que no ano anterior não houve esta tolerância no final do ano.

 

Governo concede tolerância de ponto a 24 e 31 de dezembro

 

O Governo vai conceder tolerância de ponto no próximo dia 24, na sexta-feira, véspera de Natal, aos trabalhadores que exercem funções públicas no Estado e no dia 31 de dezembro, anunciou hoje em conferência de imprensa o primeiro-ministro.

António Costa fez este anúncio no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, após o Governo ter estado esta manhã reunido em Conselho de Ministros extraordinário para adoção de novas medidas de prevenção e combate à pandemia da Covid-19.

“Vai haver tolerância de ponto nos dias 24 e 31 de dezembro”, afirmou.

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Reabertura das escolas será reavaliada a 5 de janeiro

O primeiro-ministro, António Costa, disse esta terça-feira esperar que as escolas reabram no dia 10 de janeiro, como preveem as atuais medidas de contenção da pandemia da covid-19, mas adiantou que será preciso reavaliar a situação epidemiológica do país.

Segundo António Costa, está prevista a reavaliação da situação epidemiológica em Portugal em 05 de janeiro e só nessa altura será possível perceber se o plano inicial se pode manter, mas quanto ao encerramento das escolas, o primeiro-ministro clarificou: “Espero que só até ao dia 10 de janeiro”.

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Os filhos da pandemia. O aflitivo retrato de uma professora sobre os efeitos dos confinamentos nos alunos

Os filhos da pandemia não escrevem, não falam, não lêem, não compreendem, não interpretam, não pensam…Retirem-lhes o telemóvel e as redes sociais e ficaremos perante seres desprovidos de qualquer interesse. O retrato de uma geração profundamente afetada pela pandemia, traçado pela professora Carmo Machado

Os filhos da pandemia. O aflitivo retrato de uma professora sobre os efeitos dos confinamentos nos alunos

 

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Alunos do secundário poderão escolher disciplinas

Uma experiencia que só agora chega a Portugal, mas que há muito é aplicada pela Europa fora… resta saber se estamos preparados para tal!

Alunos poderão escolher “percursos formativos próprios” desde que incluam “uma disciplina trienal, duas disciplinas bienais e duas disciplinas anuais da componente específica”

Alunos do secundário em escolas com planos de inovação poderão escolher disciplinas

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É preciso assumir a vantagem de se ter uns pais com a quarta classe – João André Costa

 

 Não lhes ofereceram mais. Não era suposto, que um povo letrado é um povo que exige. Nunca foi preciso. Tal como nunca foram precisos sapatos para cobrir os pés das crianças que eram, e são, os nossos pais, os nossos tios e tias: andavam descalços e corriam descalços. Como, aliás, todas as crianças na rua. E porque o dinheiro era pouco e as refeições à mesa também mas as bocas e os braços mais que muitos, foram trabalhar depois de cumprida a tal quarta classe, a instrução básica para saber o que custa a vida. E porque a vida custa, os nossos pais aprenderam à própria custa sobre injustiça, mais injustiça que de fome já tinham a sua porção, comer uma vez por dia e tantas vezes nem isso, os Invernos sem fim nem sono tal o frio mesmo se os irmãos todos na mesma cama, a caridade de uns vizinhos aliada ao desdém de outros, a humilhação do atestado de pobreza, o nosso avô preso de tanto protestar. Resultado, as tias foram trabalhar como criadas de servir e só voltaram a casa seis anos depois e os rapazes na fábrica desde os 10 anos, com o dinheiro ganho compraram-se sapatos e nas casas dos senhores as tias tinham sempre que comer. Mas nem tudo era mau, e porque nem tudo era mau havia a biblioteca itinerante, a espalhar ideias e histórias, sonhos e viagens, outras vidas, outras realidades, desde os clássicos de aventuras e romance ao Aquilino, ao Torga, ao Ferreira de Castro, o Vergílio, Sartre, Jorge Amado entre tantos outros autores e amigos tratados por tu e passados às escondidas tal como a biblioteca às escondidas a fugir da polícia, dos bufos e da PIDE de terra em terra e os livros, todos os livros nas mãos dos nossos pais, dos nossos tios, das nossas tias e em todos os livros a promessa firme de um outro amanhã definitivamente melhor. Os nossos pais não precisaram de um curso para fazer Abril. Mas precisaram de livros, mais livros, ideias, discussões, reuniões, movimentos, mais movimentos e protestos e esta casa hoje forrada de prateleiras e lombadas de alto a cima para, livro após livro, fazer o amanhã. Esse amanhã somos nós com um curso superior, independentes, activos, uma carreira pela frente, direitos, estabilidade, sonhos, capacidade económica, educação, o mesmo gosto pelos livros, o carinho pelos livros, a consciência plena da sua importância, uma vontade sem fim de aprender e a felicidade de aprender. Porque os nossos pais assumiram a vantagem de ter a quarta classe, fizeram uma revolução e mudaram um país. A educação e formação, a sua primeiro e a dos filhos depois, foi a vingança para com uma vida desigual e gritante. Saibamos formar os nossos filhos. Saibamos ler para os nossos filhos. E continuar a forrar paredes com lombadas. Para mudar o mundo. Senão o nosso, de certeza o deles.

 

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Jornadas com as Escolas Nov 2021 / Portaria n.º 194/2021, de 17/09 Modelos de Diplomas e Certificados e Portaria n.º 306/2021, de 17/12

Modelos de diplomas e de certificados em formato eletrónico

 

Ofertas educativas e formativas do ensino básico e secundário, Portaria n.º 194/2021, de 17 de setembro

A Portaria n.º 194/2021, de 17 de setembro, define os modelos de diplomas e de certificados em formato eletrónico das ofertas educativas e formativas do ensino básico e secundário.  Com esta Portaria pretende-se desmaterializar, uniformizar, reunir e regular, num único diploma, os modelos de diplomas e certificados existentes.

Os diplomas atestam a conclusão do ensino básico ou do ensino secundário. Os certificados registam as disciplinas e/ou UFCD/UC frequentadas e respetivas classificações, os projetos realizados no âmbito da componente de Cidadania e Desenvolvimento no ensino secundário, bem como um conjunto alargado de projetos, iniciativas e atividades em que os alunos participam.

Os diplomas e os certificados são disponibilizados aos seus titulares pelas escolas, através de meios eletrónicos, sendo emitidos em suporte eletrónico através do Sistema Integrado de Informação e Gestão da Oferta Educativa e Formativa (SIGO).

Os certificados e diplomas encontram-se ainda disponíveis na Bolsa de Documentos do portal ePortugal e na área de documentos do Passaporte Qualifica, quando aplicável.

Enquanto não se encontrar operacional a emissão de diplomas e de certificados através do SIGO, os mesmos são emitidos pelas escolas nos modelos-base disponibilizados em formato editável, com acesso via ligação abaixo indicada. Para esta emissão, o SIGO atribui número sequencial de diploma ou certificado, código alfanumérico e Código QR. Após a sua emissão, os documentos são carregados para o SIGO e a sua autenticidade pode ser verificada através da área de documentos do Passaporte Qualifica.

 

Acesso aos MODELOS E CERTIFICADOS

Acesso restrito com autenticação SIGO e palavra-chave

 

Documentos associados aos Modelos de Diplomas e Certificados, com o Powerpoint de apresentação às escolas.

Jornadas com as Escolas Nov 2021 / Portaria n.º 194/2021, de 17/09 Modelos de Diplomas e Certificados

Portaria n.º 306/2021, de 17/12

 

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Cheira-me que…

 

Vamos ter que nos conter logo a seguir ao Natal e muito para além do dia de reis!

Contenham-se. Não gastem o vosso gordo vencimento em ginásios, restaurantes, bares, saldos nos “shopings” e outras trivialidades que a liberdade vos permite… em vez disso experimentem as muitas variedades de bolo rei disponíveis por aí.

 

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Sobre as novas modalidades de reunião de avaliação

 

Até 2019 assistimos ao que sempre nos habituaram, as reuniões presenciais. Encafuados em salas de aula, numa espécie de mesa redonda com ângulos mais ou menos retos, poucos ou muitos.

A partir e 2020 as reuniões por videoconferência, online ou com lhe queiram apelidar tornaram-se moda e até uma exigência, por motivos que nem vale a pena enunciar.

Em 2021, uns regressaram a velhos hábitos, outros permaneceram na “moda”.

Mas no final deste ano, que já tudo tem de velho, vemos surgir uma nova modalidade de regime de reunião de avaliação o regime MISTO. Enquanto, uns permanecem “presos” ao presencial, outros, na mesma reunião estão na “moda”. Reuniões com professores em regime presencial e outros em videoconferência por variadas razões, que nem interessa enumerar, é  novo grito.

Poderemos chamar a isto a flexibilização das reuniões… ou reuniões flexibilizadas…

 

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Prazos para requerer aulas observadas

 

Recorda-se que o prazo para requerem observação de aulas é até 31 de dezembro.

Só para vos alertar que esta tarefa, não é de responsabilidade dos AT’s!
E irá ficar a ser gerida futuramente na plataforma do SIGRHE.

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Fala-se dos empregos do futuro quando se devia falar da escola do presente! – Carlos Rosa

 

Fala-se dos empregos do futuro quando se devia falar da escola do presente!

Nos últimos meses muito se tem falado dos “empregos do futuro”. Esta insistência na futurologia laboral, obviamente que me agrada por questões profissionais, mas não deixa de ser divertida ao ponto de termos pseudoespecialistas que só lhes falta “deitar as cartas”.

A pergunta que faço é se os empregos mudam, ou vão mudar, a escola não deveria mudar também?

Toda a gente a olhar para o futuro, quando o futuro de que tanto falamos… já aconteceu! Aconteceu e acontece agora, com os nossos filhos crianças e adolescentes em idade escolar.

Andamos todos preocupados que as máquinas nos vão substituir, que as competências basilares desta ou daquela profissão vão mudar, e tal e tal, mas… e nas escolas? Aí, onde devia começar a mudança não fazemos nada.

Nós deveríamos era de estar preocupados com a escola do presente e não com os empregos do futuro, porque de que serve um emprego de futuro se as nossas crianças estão em salas de aula com 100 anos de vida?

Vejam-se os miúdos. Sim esses mesmo: os nossos de 7, 10, 12, 15, 17 anos… todos diferentes a nível intelectual, todos diferentes a todos os níveis.

Todos iguais no tipo de escola que têm: uma sala, 25 lugares, secretárias duplas, um quadro na parede e em alguns casos, apenas alguns, um projetor no teto.

Vejam-se as metodologias de ensino, vejam-se os materiais científicos, veja-se a digitalização pedagógica… enfim!

Sim, estou a pintar um quadro negro, é verdade! Nalguns casos até talvez injustamente, mas a generalidade em Portugal é esta. É caso para dizer que quando um regime pedagógico, societário e com políticas de ensino e gestão escolar obsoletas entra em decadência, chega um momento em que isso salta aos olhos.

Sabemos que o índice do TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) está a aumentar. Sabemos que a dependência dos ecrãs por parte dos jovens é cada vez maior. Sabemos tantas, tantas coisas novas e… não mudamos nada. Nem no 1.º, nem no 2.º, e no 3.º ciclo então já vamos tarde pelos vistos.

Está na hora de deixar de falar dos empregos que aí vêm e transferir a escola do futuro para o presente, porque este presente precisa de um futuro melhor!

 

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O que disse Rui Rio sobre Educação e profissão docente?

(Atenção: Queremos ações, porque de palavras fofinhas estamos fartos)

Rio criticou que os professores, que têm uma profissão “decisiva para a formação das novas gerações”, não tenham a “dignidade e as condições de trabalho”.

“Um Governo do PSD terá de dar uma especial atenção aos professores, desde a sua formação inicial, até ao seu recrutamento e profissionalização. Temos de tornar a profissão mais atrativa para os jovens. Se não o conseguirmos, vamos enfrentar no futuro uma grave carência de professores.”

“Considerá-los todos como iguais é, neste como em todos os demais setores da nossa sociedade, não só desvalorizar o mérito e a competência, como ignorar um elemento absolutamente decisivo para o sucesso, que é o brio profissional”.

 Rui Rio afirmou que o PS “acabou com as provas finais de ciclo, aligeiraram o currículo, definiram um perfil do aluno em que o conhecimento e a disciplina passaram a letra morta. É obra conseguir tanto mal em tão pouco tempo”.

“Quiseram desenvolver as competências dos alunos, mas desvalorizaram o conhecimento. Reduziram o número de alunos por turma, mas de forma tão atabalhoada, que agora se debatem com a falta de professores em alguns grupos de docência”. (uma coisa não tem nada a ver com a outra, informa-te melhor, Rio)

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CRÓNICA MAL EDUCADA (socorra-se, se ainda a tempo)

 

Desde 1995 do século passado, que sucessivos governos de Passos Coelho, têm dominado a Educação a seu bel prazer.

Considerando-nos então educadamente governados por uma cambada de passos coelheiros e/ou pelo socratismo pelo prolongamento no tempo, por passos coelhões (desculpem a redundância pleonasmática na expressão atrás exposta).

Esta nota introdutória, só para reforçar o “livre-nos Deus Nosso Senhor” dos passos coelheiros (e de seus ministros de educação).

Se tivermos que aqui escolher o símbolo do passos coelhismo na educação… seria sem dúvida pra casos, Maria de Lurdes Rodrigues (2005/2009).

Sempre governos de Passos, sempre época sócretina; ministra da educação a carinhosamente reconhecida, Lulu, 120000 em delírios em Lisboa – 2008 – em defesa da educação.

O sócretismo, tinha como lema: “dividir para reinar” e conseguiu!

Colocar PROFESSORES contra professores; professorecos, contra professorinhos; TITULARES, contra suplentes (vá.. suplentes, não… coisas… coisas, talvez mais adequado).

Há já cerca de uma década, andavam pelas escolas os professores mal; os contratados pelas ruas da amargura (e dos EXCLUÍDOS – cerca de 20 a 30 mil – desses nem eram tidos nem achados).

Os professores, efectivos em sério risco de, sendo supranumerários, serem descartados, perdendo aquilo que achavam ser uma segurança – o vínculo á função pública.

Neste turbilhão de até os efectivos serem reciclados ou “botados borda fora”… chegou-se à conclusão que o melhor era dispensar professores (uma vez que a sociedade e o governo da altura – TROIKIANO/embora não Troitskiano isso mandava). Ordem para cortar, cortar.

Havia então, professores a mais! (mas também havia função pública a mais e DÍVIDA a mais).

Hoje, passada quase uma década desse governo troikiano/troikiado (governando Passos Coelho, recebendo governo com programa sócretino… ai Passos, a vida Costa!).

Hoje, passados quase 10 anos, afinal não há professores a mais (afinal este Costa, tal qual fosse um mágico encantador de serpentes, em poucos anos resolveu o problema, de haver professores a mais, e transformar a docência no sonho de qualquer desempregado: VEM!!! TEMOS UM LUGAR PRA TI!!

 

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11204 Horários em Contratação de Escola durante o 1º período

A maioria no distrito de Lisboa, Setúbal e Faro. Os grupos 550, 510 e 300 são os grupos com mais pedidos de horários. A tabela seguinte apresenta a distribuição desses horários pelos diferentes distritos.

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Determinada a idade normal de acesso à pensão de velhice em 2023

 

Publicada a Portaria que baixa a idade da reforma para 66 anos e quatro meses em 2023.

Portaria n.º 307/2021

Artigo 1.º

Idade normal de acesso à pensão de velhice em 2023

A idade normal de acesso à pensão de velhice do regime geral de segurança social em 2023, nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 20.º do Decreto-Lei n.º 187/2007, de 10 de maio, na sua redação atual, é 66 anos e 4 meses.

Artigo 2.º

Fator de sustentabilidade

O fator de sustentabilidade a aplicar, nos termos do disposto no artigo 35.º do Decreto-Lei n.º 187/2007, de 10 de maio, na sua redação atual, ao montante estatutário das pensões de velhice do regime geral de segurança social é de 0,8594.

 

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