Resolução da Assembleia da República n.º 315/2021
Recomenda ao Governo que sejam garantidas condições justas no acesso dos docentes à carreira especial de inspeção da Inspeção-Geral da Educação e Ciência
Dez 09 2021
Recomenda ao Governo que sejam garantidas condições justas no acesso dos docentes à carreira especial de inspeção da Inspeção-Geral da Educação e Ciência
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Dez 08 2021
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Dez 08 2021
Esperemos que seja relegado, apenas, a deputado…
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Dez 08 2021
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Dez 08 2021
Os Critérios de Avaliação por Domínios, essa admirável invenção do actual Ministério da Educação, parecem estar instalados em praticamente todos os Agrupamentos de Escolas…
Se se fizer uma pesquisa pela Internet, percebe-se imediatamente que os inúmeros documentos relativos aos Critérios de Avaliação dos Alunos, publicados pelos Agrupamentos de Escolas, de Norte a Sul do país, são compostos por dezenas de páginas, algumas delas difíceis de decifrar e de descodificar…
Perante a complexidade e a abundância de tais documentos, e passados poucos minutos de leitura, tende a ficar-se deveras perplexo e atordoado com a “operacionalização” deste novo Modelo de Avaliação:
Muitos Domínios, muitos Subdomínios, muitos Temas, muitas Ponderações, muitos Instrumentos de Avaliação, muitos Instrumentos de Registo, muitos Descritores por Níveis de Desempenho em cada Domínio, muitas Tabelas para Operacionalização dos Critérios de Avaliação em cada Domínio, muitas Áreas de Competências, muitas Menções Qualitativas e Quantitativas, etc, etc, etc…
Tudo isso cruzado com o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e com as Aprendizagens Essenciais, mais duas indizíveis “inovações” do actual Ministério da Educação, origina, em alguns casos, documentos cujo significado se torna praticamente inacessível…
Inacessível, pela difícil interpretação e compreensão, sobretudo para grande parte dos alunos e dos pais/encarregados de educação, apesar de serem eles os principais destinatários desses documentos…
Uns e outros, mostram-se muitas vezes confusos, “perdidos”, sem perceber bem qual será o resultado final de determinados momentos avaliativos ou que “contas” deverão ser feitas para se justificar a atribuição de um certo resultado…
A Avaliação dos Alunos parece estar transformada numa enorme trapalhada, sem fim à vista…
Os Critérios de Avaliação por Domínios, nos moldes actualmente impostos pelo Ministério da Educação, não passam de uma fantasia, fundamentada em pressupostos teóricos inconcretizáveis, em termos práticos…
Sejamos honestos e realistas… Como pode um professor, muitas vezes com mais de cem alunos e cinco ou mais Turmas, ter disponibilidade temporal e mental para:
– Nortear-se por uma visão holística, inclusiva, integradora e auto-reflexiva, tendo como objectivo a “reformulação/melhoraria das práticas, através da constante indagação, questionamento e investigação dessa mesma práxis e seus resultados”? (de acordo com o Projeto MAIA, Folha 14, Critérios de Avaliação: Questões de Operacionalização).
– Conseguir olhar para cada um dos seus alunos, considerando cada um deles “como um ser singular, procurando observar e analisar os processos individuais de aprendizagem”? (de acordo com o Projeto MAIA, Folha 14, Critérios de Avaliação: Questões de Operacionalização).
– Fazer uma “interpretação inteligente do currículo”, dedicando “tempo e inteligência à interpretação/reflexão/apropriação dos documentos curriculares”, acionando “mecanismos de feedback de qualidade, no sentido de melhorar o desempenho dos alunos”? (de acordo com o Projeto MAIA, Folha 14, Critérios de Avaliação: Questões de Operacionalização).
Em resumo, nada se descomplicou, nada se descomplexificou, nada se simplificou, muito pelo contrário…Tanta prolixidade, incapaz de produzir efeitos práticos, por desconhecimento e/ou negação da realidade…
De que serve a teoria subjacente à “avaliação criterial”, defendida pelo Projeto MAIA, se a mesma não tiver aplicabilidade prática? E se se constituir apenas como um sinónimo de carga burocrática acrescida?
A “avaliação criterial” permite avaliar “melhor e de forma mais transparente e clara”, conforme defendido pelo Projeto MAIA? A subjectividade, intrínseca a qualquer processo avaliativo, diminuiu com a implementação de tal Projecto?
A Educação parece estar a tornar-se num enorme conjunto de equívocos e de absurdos e isso fez-me lembrar deste texto, também ele repleto de desacerto, incoerência e alucinação:
Do Capitão ao 1º Sargento
“Amanhã haverá um eclipse do Sol, o que não acontece todos os dias. Mande formar a Companhia, às 7 horas, em uniforme de instrução. Todos poderão, assim, observar o fenómeno, do qual darei explicações. Se chover nada se poderá ver e os homens farão a formação no alojamento, para a chamada.”
Do 1º Sargento ao 2º Sargento
“Por ordem do Sr. Capitão, haverá um eclipse do Sol, amanhã. O Capitão dará explicações às 7 horas, o que não acontece todos os dias. Se chover, não haverá chamada lá fora. O eclipse será no alojamento.”
Do 2º Sargento ao Cabo
“Amanhã, às 7 horas, virá ao quartel um eclipse do Sol, em uniforme de passeio. Se não chover, o fenómeno da chamada será lá fora e o Capitão dará as explicações no alojamento.”
Do Cabo aos Soldados
“Atenção: Amanhã, às 7 horas, o Capitão vai fazer um eclipse do Sol, em uniforme de passeio. Ele dará todas as explicações no alojamento, fenómeno que não acontece todos os dias. Caso chova, não haverá chamada.”
Entre Soldados
“O Cabo disse que amanhã o Sol, em uniforme de passeio, vai fazer um eclipse para o Capitão, que lhe pedirá explicações. O fenómeno é capaz de dar uma bela encrenca, dessas que não acontecem todos os dias. Deus queira que chova!”
(Roubado da Internet, de autor desconhecido, com algumas adaptações minhas).
O que resta? Resta a “apologia do absurdo”, afirmando em total solidariedade com os Soldados: Deus queira que chova!
(Matilde)
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Dez 07 2021
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Dez 07 2021
Os cerca de 600 mil computadores destinados aos alunos do ensino obrigatório estão prestes a chegar e a ser distribuídos, ficando concluído o processo de atribuição de equipamentos pelos estudantes, anunciou esta terça-feira o secretário de estado da Educação.
“Estamos neste momento já em fase de chegada e distribuição dos restantes 600 mil para atingirmos o pleno dos alunos”, afirmou o secretário de estado Adjunto e da Educação, João Costa, durante o webinar “O Digital na Educação” promovido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), que está a decorrer online.
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Dez 07 2021
A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda a vacinação das crianças entre os 5 e os 11 anos, com prioridade para as crianças com doenças consideradas de risco para COVID-19 grave. A vacina a utilizar será a Comirnaty®, que tem parecer positivo da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) para a formulação pediátrica, à data.
Esta recomendação surge na sequência da posição da Comissão Técnica de Vacinação contra a COVID-19 (CTVC), que considerou, com base nos dados disponíveis, que a avaliação risco-benefício, numa perspetiva individual e de saúde pública, é favorável à vacinação das crianças desta faixa etária.
O número de novos casos de COVID-19 em crianças tem vindo a aumentar. A doença nestas faixas etárias é geralmente ligeira, mas existem formas graves de COVID-19 em crianças. O risco de hospitalização é maior em crianças com doenças de risco, contudo, muitos dos internamentos ocorrem em crianças sem doenças de risco.
Para esta posição foram considerados os contributos de um grupo de especialistas em Pediatria e Saúde Infantil, bem como de membros consultivos da CTVC.
A CTVC acrescenta que se deve manter o acompanhamento da situação epidemiológica, da evidência científica e de recomendações dos Estados membros. A recomendação pode ser alterada sempre que se justifique, nomeadamente, caso venham a ser conhecidos mais dados sobre novas variantes.
A DGS e o Núcleo de Coordenação de Apoio ao Ministério da Saúde prestarão esclarecimentos técnicos adicionais e sobre o calendário de vacinação e respetiva logística em conferência de imprensa na sexta-feira, dia 10 de dezembro.
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Dez 07 2021
O ministério tem os dados sobre a pandemia nas escolas, mas não dá jeito divulgar
Ministério da Educação não revela quantas turmas estão em isolamento, mas só na última semana foram diagnosticados mais de 5 mil novos casos em jovens até aos 19 anos, mais do que em 2020. Grupo etário não vacinado é o único em que o nível de infeções supera o que se vivia em 2020. Fenprof quer prioridade para professores no reforço.
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Dez 07 2021
Este assunto já tem barbas, mas não pude deixar de lembrar alguns “esquecidos”…

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Dez 07 2021
Se por acaso fosse apenas nesta escola, seria uma novidade. Se por acaso fosse um assunto novo, seria novidade. Mas infelizmente, este é o cenário por esse país fora. As mantas e os aquecedores a óleo já deixaram de ser novidade. O que parece ainda ser novidade, mas não é, é a inoperância dos decisores.
(Os representantes do ministério não escolhem nenhuma destas escolas, com problemas, para aparecer na televisão a fazer anúncios…)
Ar condicionado está avariado desde setembro. Reparação custa três mil euros. Autarquia anunciou que vai colocar aquecedores nas salas de aula.
Os alunos da Escola Primária da Feira, em Canas de Senhorim, concelho de Nelas, estão a levar aquecedores para a sala de aulas para não passarem frio. Desde o início do ano letivo que o ar condicionado não funciona e esta foi a forma que os pais encontraram para deixarem os seus filhos com mais conforto, numa altura em que as temperaturas estão a baixar ainda mais. A autarquia de Nelas anunciou que vai colocar aquecedores esta terça-feira.
O equipamento, recentemente instalado aquando das obras de requalificação da escola primária, avariou em junho por causa da trovoada e, de então para cá, não foi substituído. Em causa, um arranjo de três mil e 300 euros.
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Dez 06 2021
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Dez 06 2021
O Presidente da República promulgou hoje dois decretos do Governo: o que aprova a atualização da retribuição mínima mensal garantida e o que atualiza as remunerações da Administração Pública.
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Dez 06 2021
Sou uma fraude. Não há outra maneira de o dizer e, por conseguinte, digo-o como é e como sou: uma fraude. Nunca acabei o Ensino Secundário, faltou-me a disciplina de Matemática e apesar de me faltar a disciplina de Matemática, ainda hoje por fazer, entrei para a Universidade à mesma para sair da Universidade à mesma e fazer de conta que tenho um curso, que sou professor. Não sou professor. Nem sequer acabei o 12° ano de escolaridade e o exame de Matemática está ainda à espera. Vou estudar para o exame mas não sei quando é a data. Até pode ser amanhã, não sei, disseram-me que está para breve mas ninguém sabe ao certo. Eu não sei e tu também não e não há ninguém a quem possamos perguntar: está para breve e, arrepio na espinha, se calhar até já passou. Se calhar foi ontem. E como se calhar foi ontem só sei que tenho de fazer o exame o mais depressa possível antes que algo, ou alguém, descubra tudo e revele ao mundo a verdade desta mentira: não sou professor, nem sequer devia ter entrado para o curso, quando mais encontrar um emprego lá fora, fazer carreira, subir e fazer disso o grande alarido que sempre fiz. Algo me diz, no entanto, que já fui, e como já fui faltei mesmo ao teste. E se calhar deitei tudo a perder e roído pela culpa, porque a verdade vem sempre ao de cima e tudo que atiramos para o céu cedo ou tarde nos cai na cabeça, decidi vir para aqui, que ninguém nos ouve, ou lê, dizer a verdade, finalmente a verdade, toda a verdade e somente a verdade, por uma vez a verdade! Mãos ao alto, estão ao alto, acordo a suar da cabeça aos pés, o mesmo pesadelo outra e outra vez e afinal um pesadelo, não é a sério, são 3 da manhã e já não vais voltar para a cama. E se entretanto passaram 28 anos, os mesmos decorreram ao ritmo destas noites uma vez por mês e fazendo as contas já devo ter vivido este pesadelo mais ou menos 336 vezes. Até agora. E, entretanto, entrou Dezembro. Tudo por causa da professora de Matemática que nos calhou em sorte à entrada do Secundário. 10° ano e a média a contar para a faculdade. Não obstante, o João diante da turma inteira a enunciar a regra de Ruffini, mas a regra de Ruffini está mal, pelo menos de acordo com a professora, e como está mal obriga o João a repetir outra vez. E outra vez. E outra vez e outra e outra e outra vez e está sempre mal e o João, que sou eu, a gaguejar sem saber o que fazer, os colegas a rir e a professora aos berros de dedo em riste a apontar-me como o exemplo máximo da ignorância e a sala não uma sala mas o tribunal derradeiro e a professora como juiz e carrasco. A sentença: uma reunião com a minha mãe no dia seguinte e não só não aprendi a regra de Ruffini como não quero saber da regra de Ruffini ou sequer quem foi o Ruffini ou porque razão certas pessoas nascem para nos infernizar a vida. A Luísa a chorar na semana a seguir a caminho do quadro porque a Luísa já sabia ao que ia. Mas a Antónia é que não sabia, a Antónia só sabia que o avô morrera havia uma semana e portanto trabalhos de casa nem vê-los, mas “lá porque o teu avô morreu isso não é desculpa!”, grita a professora, e a Antónia, e com a Antónia toda a turma, boquiaberta e lá vai mais uma acusação, lá vai mais um julgamento e sentença. Lá vai mais um aluno perdido para a matemática. Querem que continue? Querem que continue com o sorriso sádico da professora enquanto, um a um, chamava os alunos por ordem decrescente do resultado de cada teste até à humilhação final? O sorriso com que nos entregava o juízo final à espera em casa sem fazer o mínimo esforço para disfarçar a satisfação de quem via neste exercício o coroar dos seus esforços. Ou a falta deles. Por isso é que a professora rasgou o teste ao Pedro antes mesmo de lho entregar: era a nota mais baixa, não valia a pena, e o Pedro sem saber o que dizer ao pai. Há coisas que ainda hoje me ultrapassam. Há coisas que, confesso, não compreendo. Porque a professora conhecia o pai do Pedro e se fosse hoje o pai do Pedro ia preso e a professora também por incitação à violência doméstica. Como ainda estávamos no 1° Período, não quis esperar mais. Já me chegava ter uma professora de matemática cujo cumprimento matinal versava sobre como enquanto dependesse dela nunca seríamos ninguém na vida. Todos os dias. Todos os dias a memorizar-nos entre piadas, insultos, mais humilhações e as reuniões com os pais no calendário da parede para todos verem. E o que ninguém via eram os testes-surpresa, três ao todo e por isso as notas de quem ninguém estava à espera. Mas, dizia eu, querendo ser alguém na vida e a ver o desastre a aproximar-se à velocidade da luz, pedi para mudar de turma, preterindo os amigos de anos em função da entrada para a universidade e nunca mais olhei para trás. Até porque a verdade foi a de muitos terem ficado retidos findo o 12° à procura de um melhor resultado no exame de matemática. E se hoje a memória e as estruturas do ego fizeram o seu trabalho no sentido de esquecer o nome da malfadada professora, o que é certo é a sua visita todos os meses, pelo menos uma vez por mês e quando estou menos à espera. Nos sonhos nunca estamos à espera. Nos sonhos todos temos um teste-surpresa. Por isso a escrita, uma tentativa de catarse, quem sabe a salvação. Mas não. Os professores têm o poder imenso de nos mudar a vida. São guias, educadores, amigos, pais. Dependemos deles e neles depositamos todas as fragilidades e esperanças e a nossa confiança é infinita. Só assim se explica o porquê desta cicatriz ainda presente. Ainda hoje acordo a suar.
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Dez 06 2021
Os portugueses têm revelado níveis elevados de confiança nos médicos, enfermeiros e outros profissionais da área da saúde, da ciência e da educação, mas a confiança depositada nos políticos baixou, ao longo da pandemia de covid-19.
De acordo com os dados disponibilizados, os médicos e os enfermeiros são os profissionais que merecem mais confiança dos portugueses (entre 43 e 44%), seguidos pelos investigadores (37%), farmacêuticos (35%), psicólogos (33%), professores e educadores (32%).
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Dez 06 2021
Tenho andado a informar-me com profundidade sobre a coisa.
A minha conclusão: um exemplo de hiperburocracia louca e serôdia, desligada do real ou, de outra forma, a tentativa politicamente provocada de levar os professores a adquirir um transtorno obsessivo-compulsivo (que se chama ARITMOMANIA, a mania de tudo contar).
Nos tribunais, houve no início do século XX a mesma tentação: fazer leis com todos os factores da sentença, o juiz fazia as contas e não julgava, somava parcelas. Essa forma de positivismo judicial foi SUPERADA. Era um caudal de injustiças.
Habermas ajuda a entender.
Ainda há esperança para os “desmaiados”…..
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Dez 05 2021
Quem vier que nos traga um ministro da Educação de uma vez por todas…
O Presidente da República assinou hoje o decreto que procede à dissolução da Assembleia da República e à convocação de eleições legislativas para o dia 30 de janeiro de 2022.
Dissolve a Assembleia da República
Pronuncia-se sobre a dissolução da Assembleia da República
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Dez 04 2021
Ainda que fugazmente, os períodos de confinamento parecem ter-nos tornado mais contidos e auto-controlados, quase estranhamente civilizados, muito imbuídos do espírito solidário, não porque fossemos naturalmente assim, mas porque as circunstâncias a isso obrigaram: a perplexidade, a insegurança, a incerteza e o medo inerentes a uma situação estranha e anómala, nunca antes vivida, resfriaram e dissuadiram, no geral, os maus comportamentos…
Após o alívio das normas sanitárias, parece que alguns de nós resolveram compensar, da pior forma possível, a contenção forçada e as restrições anteriormente impostas, aproveitando para extravasar a maldade humana, dando azo a todo o tipo de disparates, uns mais graves do que outros… E basta acompanhar as notícias diárias para se constatar essa realidade…
A violência em contexto escolar parece seguir a tendência anterior, no sentido do aumento da frequência e da gravidade das ocorrências dessa natureza, com efeitos previsivelmente devastadores e sequelas difíceis de ultrapassar, perduráveis e estigmatizantes, para as respectivas vítimas…
No geral, as Direcções de Agrupamentos tendem a considerar a violência em contexto escolar como um tema “maldito” e de difícil admissão, independentemente de quem sejam as vítimas…
A actuação de muitas Direcções face ao fenómeno da violência escolar parece ir quase sempre no sentido de preservar uma imagem pública da escola que se pretende “imaculada” e “impoluta”, mesmo que, para isso, algumas vítimas tenham que ser “sacrificadas”: minimiza-se, quase sempre, o número de ocorrências daquela natureza, ao mesmo tempo que se relativiza a gravidade das mesmas…
Aqui, como em tantas outras situações, o que realmente importa é salvar as aparências, afirmando-se, frequentemente, por um lado, que o número de ocorrências não é significativo e, por outro, que as situações de conflito existentes são perfeitamente normais e não apresentam relevância assinalável… Mas, e apesar disso, existem vítimas…
O principal resultado dessa conduta acaba por ser a “normalização” da violência escolar, aceitando-a como uma inevitabilidade…
Dessa forma, cria-se a desconfiança de que existirão muitos casos de violência escolar que, por não serem reportados, acabam escondidos, “atirados para baixo do tapete”, mantidos na penumbra ou disfarçados e que, por esse motivo, nunca constarão em qualquer registo ou estatística oficial, quer seja ao nível de escola, quer seja ao nível de Ministério da Educação…
E se esses casos não estiverem registados oficialmente, será como se nunca tivessem existido…
No Plano “Escola sem Bullying. Escola sem Violência – Prevenção e Combate ao Bullying, Ciberbullying e a outras formas de Violência” (disponível no site da DGE), consta um campo denominado “Registo de Casos de Violência” – Plataforma SISE (criado nessa Plataforma em Outubro de 2019), que permite aos Directores de Agrupamentos sinalizarem e comunicarem casos de violência escolar, de forma directa ao Ministério da Educação. Nesse campo, encontram-se algumas afirmações, entre elas a seguinte:
“De referir, que não há qualquer penalização pelo reporte destas situações, muito pelo contrário, demonstra que a escola está atenta as situações de violência e procura identificá-las para poder dar uma resposta assertiva a cada uma, procurando as melhores soluções e parcerias no caminho para uma escola sem bullying e sem violência”.
Não pode deixar de se estranhar a afirmação anterior, nem de a considerar, no mínimo, como surpreendente e desconcertante, mas também, de certa forma, embaraçosa…
Tal afirmação indicia, em primeiro lugar, que o próprio Ministério da Educação conhece a relutância das Direcções de Agrupamentos em reportar a ocorrência de casos de violência e, em segundo, que assume a existência de receio de penalizações pelo reporte de casos dessa índole…
A afirmação anteriormente citada torna-se inconcebível, sobretudo por dois motivos:
Pelas Direcções de Agrupamentos que parecem recear penalizações por reportarem casos de violência, como se o registo oficial desses casos não fosse o que espera de si ou como se esse procedimento não fosse o mais ético e sensato face ao problema; pelo Ministério da Educação que sentiu a necessidade de, explicitamente, negar a existência de consequentes penalizações, o que, à partida, e na suposição de que pudessem acontecer, seria absolutamente inaceitável e incompreensível num país dito desenvolvido e num Estado de Direito…
Parece que alguns maus exemplos tendem a vir “de cima”, evidenciando um país pouco adulto e pouco maduro, cujas atitudes espelham, recorrentemente, uma mentalidade terceiro-mundista. Se assim não é, como se justifica a necessidade de proferir aquela afirmação?
De Outubro de 2019 até ao momento presente, que resultados foram obtidos pelo registo de casos de violência escolar na Plataforma SISE? Porque não se divulgam tais resultados?
Enquanto a violência escolar continuar a ser vista e tratada como um assunto “proibido”, continuar-se-á a negar a existência do problema, o que, na prática, corresponde a tolerar comportamentos violentos…
Numa manifesta demonstração de benefício aos infractores, e paradoxalmente, os mais favorecidos por este tipo de actuação por parte das Direcções/Ministério da Educação não podem deixar de ser os agressores e as respectivas famílias…
Como se exige o cabal cumprimento das responsabilidades parentais, nomeadamente a responsabilização dos pais cujos filhos tenham agido de forma violenta, sem que essas acções existam oficialmente?
Nessas circunstâncias, como se comprovam formas de violência, quer sejam físicas e/ou psicológicas, e como se penalizam os eventuais agressores?
Na prática, negar a existência do problema ou subavaliá-lo é tolerar os comportamentos violentos, permitindo que as vítimas continuem a ser desrespeitadas e duplamente penalizadas… Penalizadas por a sua dignidade ter sido vilipendiada e penalizadas por não verem a Justiça a ser aplicada…
Assumir que numa escola existe violência implica, obviamente, reconhecer a existência de vítimas e de agressores, mas, e sobretudo, identificar, responsabilizar e sancionar quem possa ter praticado actos condenáveis e censuráveis, sem qualquer tipo de justificação ou admissibilidade…
A “cultura do medo e do silêncio das vítimas” parece estar instalada, muitas vezes justificada pelo receio de “arranjar ainda mais problemas” ou de represálias e retaliações… Enquanto isso, os agressores continuam a gozar de liberdade de acção, quase sempre convencidos da sua invencibilidade, ainda que a maior parte deles também não consiga esconder a sua cobardia…
As vítimas de violência escolar, sejam quem forem, não podem ser silenciadas nem ignoradas… Um Estado de Direito não é compatível com atropelos à (inviolável) dignidade do ser humano…
A violência não pode deixar de ser denunciada, sobretudo por aqueles que, no contexto escolar, têm o dever e a responsabilidade de zelar pela segurança e pelo bem-estar das crianças e dos jovens, mas também pela integridade física e moral de todos os que aí trabalham…
(Matilde)
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Dez 04 2021
Chamam-lhes “funcionários” porque funcionam. A expressão até parece sugerir que eles são os únicos que “funcionam”, dentro de uma escola. Acalmem-se os tolos. Significa apenas que os “assistentes operacionais”, ou “auxiliares de ação educativa”, títulos mais pomposos do que “contínuos” – expressão que estimo muito – são pau para toda a colher.
Confidentes de alunos, cúmplices de professores, os senhores “contínuos” são parte ativa e primeira da vida de uma comunidade escolar.
A sua opinião é, não só indispensável, como, por vezes, é mesmo a única que sabe interpretar devidamente aquilo que realmente acontece numa escola. Uns são mais profissionais e “funcionários” do que outros. Passa-se com eles o mesmo, afinal, que se passa em todos os ofícios. “Precisamos de saber respeitar e de nos fazer respeitar”, confessava-nos um encarregado do pessoal assistente.
Se meia dúzia deles cumpre um constitucional direito à greve, as escolas fecham
Todos sabemos de uma coisa. Isto do respeito, nem sempre é fácil. Conquista-se lentamente, passo a passo, gesto ante gesto. Continuamente. Outra coisa é certa: não há escola sem eles, os “contínuos”. A sua importância é tal que, se meia dúzia deles cumpre um constitucional direito à greve, as escolas fecham “por não estarem reunidas as condições para o funcionamento regular das aulas”. O país pára. Sentem-se maltratados pela carreira e, por vezes, também pelos outros membros da comunidade. Querem apenas o que merecem, porque merecem muito mais do que o que lhes damos.
Fazem de tudo. Dão uma mãozinha, quando alguém dela precisa. Tanto cortam bifes aos pequenitos que ainda não dominam o garfo e a faca no refeitório, como apertam os atacadores para os mais atados. Ao mesmo tempo que mudam lâmpadas no cimo de um escadote, também se revelam psicólogos e assistentes sociais a aguardar diploma honoris causa. São os reis do insourcing e as direções escolares conhecem bem o seu valor.
SIC Notícias
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Dez 03 2021
Pela primeira vez, desde que existem Reservas de Recrutamento, vamos ter a RR15 ainda durante o 1.º período.
Em praticamente todos os anos as reservas terminam no 1.º período com a RR14.
Tendo em conta que não deve haver mais nenhuma reserva de recrutamento em 2021, nem mesmo a que era feita no final de Dezembro (devido à interrupção da atividade letiva na primeira semana de Janeiro) só deverá haver nova reserva na primeira semana de janeiro.

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Dez 03 2021
Foram colocados 238 contratados na Reserva de Recrutamento 14, distribuídos da seguinte forma:

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Dez 03 2021
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 14.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 06 de dezembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 07 de dezembro de 2021 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato
Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 14
Listas – Reserva de recrutamento n.º 14
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Dez 03 2021
Cerca de 30% dos estudantes provenientes de contextos socioeconómicos desfavorecidos, de estabelecimentos de ensino em nove concelhos do Norte do país, conseguiram superar as expectativas em termos de desempenho, no âmbito do projeto “Pisa para as escolas nos municípios”.
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Dez 03 2021
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Dez 03 2021
As tabelas de retenção na fonte sobre rendimentos do trabalho dependente e pensões auferidas por titulares residentes no continente para vigorarem durante o ano de 2022
Além da subida do valor a partir do qual se começa a descontar IRS, as novas tabelas procedem também a um ajustamento das taxas aplicáveis nos patamares de rendimento salarial seguintes.
Uma pessoa solteira e sem dependentes que ganha até 718 euros está, este ano, a descontar 4% de IRS todos os meses. Caso ganhe até 739 euros, desconta 7,2%. A partir de janeiro de 2022, o limite destes escalões sobe para 720 e 740 euros e as taxas aplicáveis descem para, respetivamente, 1,8% e 4,5%.
Nos escalões seguintes, os valores limite genericamente são mantidos, mas as taxas aplicáveis recuam entre 0,1 pontos percentuais e mais de 1 ponto percentual – como sucede em alguns dos patamares mais altos de rendimento.
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Dez 02 2021
Portugal continental registava, até segunda-feira, 338 surtos ativos em estabelecimentos de ensino públicos e privados, segundo apurou a CNN Portugal junto da Direção-Geral de Saúde.
O número corresponde a surtos identificados na totalidade de escolas, de estabelecimentos de ensino superior e creches.
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Dez 02 2021
No âmbito de uma investigação por “crimes praticados em ambiente escolar”, é explicado numa nota a que o Notícias ao Minuto teve acesso, foi possível apurar-se que o “agressor recorria a armas brancas durante a prática dos crimes contra outros alunos do mesmo estabelecimento”.
Realizada uma busca domiciliária, esta culminou na apreensão de um telemóvel, um computador e quatro facas.
O suspeito foi constituído arguido, e os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Macedo de Cavaleiros.
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Dez 02 2021
Cristina Ferreira e a Pedagogia
Num tempo em que tanto se fala do necessário rejuvenescimento etário da classe docente, a participação de Cristina Ferreira na Web Summit diz-nos algo sobre os desafios da Educação em Portugal.
A conhecida apresentadora falou dos seus anos como professora de História, em que, quando os “little bad guys”, apenas dez minutos passados do início da lecionação, começavam a conversar, a professora Cristina, como punição, mandava fazer uma cópia do manual.
Cristina Ferreira terá sido uma professora dedicada e apreciada. Creio aliás que, mesmo agora, somente não percebeu o simbolismo das enunciadas práticas pedagógicas – note-se o itálico –, precisamente pelo facto de elas estarem normalizadas. Dar aulas é ainda predominantemente isto. Se há poucas apresentadoras como Cristina Ferreira é, não haverá ainda muitos professores como ela foi? Gostaria, aqui, de desocultar três tipos de práticas presentes no discurso da professora Cristina.
Em primeiro lugar, a colagem de um rótulo – “little bad guys”, pequenos rapazes maus. “Burros”, “mal educados”, “imbecis”, são ainda palavras que se ouve nas salas de professores deste país fora. Também alguns elogios são problemáticos: “sossegadinho”, “caladinho”, “bem comportado”. Não se aceite a caricaturização da alternativa: esta não passa por nada se poder dizer ao estudante, mas sim elogiar e criticar sempre condutas objetivas e observáveis e nunca o jovem enquanto pessoa.
Em segundo lugar, o predomínio do método expositivo. Eis a jovem professsora Cristina indignada por, ao fim de dez minutos a falar, os jovens começarem a conversar. Esta é, ainda, a visão predominante que vigora nas nossas salas de aula: o que interessa é dar uma boa aula, e as restantes metodologias são, na melhor das hipóteses, complementares. O Vice-Presidente do Chega, Gabriel Mithá Ribeiro, chega a gabar-se, num ensaio sobre o ensino da História, de apenas dedicar os últimos minutos da aula à intervenção dos alunos. Não é necessário subscrever a posição antagónica, revolucionária quiçá, de José Pacheco, que afirma que a aula não se reforma, abole-se. Basta olhar aqui para o lado, para os Jesuítas de Barcelona: cumprindo todos os pontos do currículo nacional, a exposição do docente ocorre no contexto de uma aprendizagem baseada em projetos, na qual a colaboração dos aprendentes em pequenos grupos é o contexto predominante que solicita, acolhe e dá sentido às lecionações do professor.
Em terceiro e último lugar, o professor como administrador de punições, no território vigiado que é a transmissão acrítica de conhecimento. Fazer uma cópia do livro – eis a medida de alteração comportamental que a professora Cristina concebeu para garantir conformidade. Mas não serão as avaliações negativas irrrecuperáveis ou os trabalhos para casa em excesso, outros modos, entre tantos ainda vigentes, do professor assumir a função de capataz castigador?
Confesso que não sei se é possível mudar, no médio prazo, no nosso sistema de ensino, a cultura enraizada do que é um professor, um estudante, um contexto de aprendizagem. Não sei se é possível – mas sei que é urgente.
Num tempo em que tanto se fala de rejuvenescimento etário da classe docente, seria bom compreendermos que só com uma mudança cultural que abranja também a formação de professores se poderá garantir que não teremos professores novos com velha mentalidade.
David Erlich
Professor de Filosofia e autor do canal de YouTube “A Tua Filosofia”
dezembro 2021
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Dez 01 2021
Algumas das respostas mais criativas (e engraçadas) que os professores tiveram de corrigir nos exames nacionais
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Dez 01 2021
O ensino público e privado não costumam estar de acordo muitas vezes, mas desta vez estão. Ambos olham para a “semana de contenção de contactos” que o Governo estabeleceu, entre os dias 2 e 9 de janeiro, como uma medida compreensível do ponto de vista da saúde, mas que não deixa de demonstrar uma “despreocupação” com as crianças. E, mais uma vez, dizem, são as escolas que vão “pagar a fatura” da sociedade.
“Quando a sociedade não tem juízo, quem paga é a escola. A escola já está a pagar os desvarios do Natal e da Passagem do Ano” acrescentando ainda que “preferia que o calendário escolar se mantivesse, mas entendo a medida à luz da saúde”, afirma Filinto Lima.
“Percebemos a lógica do ponto de vista da saúde, mas de 30 para 31 as discotecas estão abertas, e todos uns em cima dos outros, e no dia seguinte os alunos não podem ir para a escola?”. Rodrigo Melo
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Nov 30 2021
Aplicação disponível para os AE/ENA entre o dia 30 de novembro e as 18:00 horas de dia 20 de janeiro de 2022 (hora de Portugal continental).
SIGRHE
Nota Informativa – Recenseamento 2021/2022
Manual de instruções – Recenseamento 2021/2022

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Nov 30 2021
Concelho tem mais de 60 casos ativos, grande maioria na comunidade escolar. Também já há infetados na Escola Básica de Carregal do Sal, alunos e corpo docente e não docente estão a ser testados
A Escola Básica Nun’Álvares (EBNA), em Carregal do Sal, está encerrada devido a um surto de Covid-19. Das 17 turmas, 15 estão em isolamento. Neste momento, há 35 alunos infetados, entre 1º ciclo (27 casos) e pré-escolar (oito). Há ainda mais seis infetados, entre pessoal docente (três) e pessoal não docente (três).
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Nov 30 2021
O Conselho Nacional de Educação elaborou o presente estudo que analisa eventuais desigualdades na educação agravadas ou geradas pela crise pandémica da COVID-19.
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Nov 30 2021
O ensino de hoje nada mais é do que uma amálgama de teorias e orientações confusas e, muitas vezes, contraditórias sobre aquilo que deveria ser o ensino, por terem sido 2confecionadas” por teóricos que não põem os pés numa sala de aula há décadas e outros que nada percebem do que é uma escola, o trabalho dentro e fora da sala de aula e o que é o trabalho de um professor.
Atiraram-nos com os “objetivos”, depois, as “competências essenciais”, passou-se para as “metas curriculares”, depois as “aprendizagens essenciais” em conjugação com o “perfil do aluno à saída da escolaridade obrigatória” e, quando houver outro governo, irão fazer uma fogueira com estas últimas e lá criarão outra aberração com um nome muito pomposo, equipas intermináveis e tachos e formação obrigatória para os professores gastarem o pouco tempo livre que têm.
Criaram a Área-Escola, a Área de Projeto e eliminaram-nas e a gora atiram-nos com a interdisciplinaridade promovida pelos DAC em articulação com a gestão flexível do currículo, porque reconhecem agora, mais do que nunca, a importância da interdisciplinaridade do conhecimento articulado como um todo operacional que foi amputado com o fim da EVT e do par pedagógico que eram charneira nesta articulação.
E qual foi a base científica que ditou o fim do par pedagógico/disciplina de EVT?
A ciência dos números ditada, avidamente, pelo ministério das finanças.
Aliás, os deputados que na assembleia da república discutiram o fim da disciplina de EVT e do par pedagógico, nem sabiam dizer o nome da disciplina, demonstrando que não tinham conhecimento sobre o que estavam a falar (e são estes que se dizem representantes do povo?). discursavam pomposamente sobre o que desconheciam tendo prejudicado a vida de milhares de professores e suas famílias e a qualidade do ensino, lesando os alunos.
Agora andam a vender-nos uma baforada de ar fresco denominada Projeto MAIA, como se fosse uma grande novidade, quando para nós nas artes, já cheira a mofo, pois já a aplicávamos desde há décadas.
Apresentam múltiplas ações de formação onde nos falam das enormes vantagens da pedagogia partilhada como se fosse o último grito em matéria da tão apregoada Inovação Educacional, mas foram ágeis em terminar o par pedagógico na nossa disciplina, porque (ao que parece) na época dois professores em sala de aula eram demais.
Contudo, hoje em dia, existem coadjuvações em quase todas as disciplinas, muitas delas sem nenhuma índole prática, quando nas nossas disciplinas não se importaram que os alunos ficassem amputados da experiência em muitas atividades práticas que envolvem ferramentas e máquinas potencialmente perigosas sem vigilância de um professor por perto. Se a isso somarmos a coadjuvação que tive (e outros colegas também) de professores e Matemática e de HGP nas minhas aulas de EV e ET, então o estado de parvoíce da medida do fim do par pedagógico em EVT toma dimensões épicas.
Desvalorizou-se a importância que representa a associação do domínio do conhecimento com o domínio da ação no desenvolvimento do indivíduo. E qual foi o resultado?
Nos dias de hoje temos uma geração de crianças e jovens analfabetos funcionais. Não sabem utilizar o corpo e desconhecem as suas potencialidades; não sabem correr nem andar, não sabem usar as mãos – além do polegar e o indicador utilizados no telemóvel ou na consola de jogos – e, quando têm de usar os restantes dedos é uma complicação; então, usar as duas mãos em simultâneo torna-se num espetáculo confrangedor, quando muitos nem os ténis sabem apertar.
Quanto à criatividade de uma geração habituada a ter a papinha toda mastigada para não ter trabalho a pensar, assim como não sabem resolver problemas, como sempre foi desenvolvido nas nossas disciplinas que o ministério e outros colegas e pais desvalorizaram (quem não se lembra das tão propagadas disciplinas estruturantes?) fabricaram uma geração disfuncional e dependente de autênticos analfabetos motores. O nível de gravidade é elevadíssimo e nós, professores de EVT, EV e ET, tínhamos alertado para as graves consequências do fim do par pedagógico, da desconcertante divisão em duas disciplinas, assim como o fim da ET no 3º ciclo.
O currículo foi amputado da polivalência da literacia artística e da literacia tecnológica, que constituem o futuro da humanidade e são hoje em dia reconhecidos em todo o mundo como fatores fundamentais de uma formação holística e universalista dos alunos que os põe a pensar e os ajuda a operacionalizar ideias e conceitos. Pura insensatez, é claro. Atualmente começam a multiplicar-se estudos e debates sobre as consequências do excessivo uso dos ecrãs e a falta de atividade física, motora e artística das crianças e jovens, assim como a falta de criatividade… mas nada estão aa fazer do que correr atrás do prejuízo irreparável que despejaram sobre as novas gerações.
Um crime na formação dos professores, cujos responsáveis todos conhecem, mas que ninguém tem coragem de confessar.
Carlos Santos
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Nov 29 2021
Com pedido de divulgação.
Como é do conhecimento de V. Excelência, prevê-se a suspensão das atividades letivas e não letivas até dia 10 de janeiro, numa tentativa de _“evitar o cruzamento de pessoas de diferentes agregados familiares após um período de intenso contacto e convívio familiar”_ e obviar ao aumento da propagação do vírus SARSCOV2.
No entanto, e à semelhança do que já aconteceu no ano letivo transato, foi salvaguardado o “_acolhimento nas unidades integradas nos Centros de Apoio à Aprendizagem, para os alunos para quem foram mobilizadas medidas adicionais.”
Tendo em conta esta decisão, não podemos deixar de voltar a demonstrar a nossa perplexidade, repúdio e enorme indignação face a esta excecionalidade reiterada e relembrar que:
· A decisão de ‘acolher alunos’ com as escolas fechadas, reveste-se de enorme desigualdade e irresponsabilidade, não só em relação aos alunos, mas também aos professores, auxiliares e técnicos que com eles intervêm diariamente;
· Tal como os restantes colegas, também esta franja de alunos, mais dependente e vulnerável, bem como os seus ‘acolhedores’ viverão a quadra natalícia dentro de um agregado familiar alargado e estarão sujeitos a um maior e mais intenso contacto e convívio familiar;
· Face à gravidade das suas problemáticas, a maioria destas crianças e jovens não tem capacidade para perceber a gravidade do momento que vivemos, não consegue interiorizar qualquer regra de segurança, não suporta o uso da máscara e depende totalmente do adulto ao nível dos cuidados básicos de higiene e alimentação obrigando, por isso, a enorme proximidade e contacto físico permanente;
· Os alunos ditos ‘normais’ e restantes profissionais de educação irão ficar em casa, mais resguardados e protegidos de eventuais contágios pós época festiva, enquanto os mais frágeis e respetivos ‘cuidadores’ permanecerão fechados no mesmo espaço, enfrentando o inimigo invisível que a qualquer momento os poderá atacar.
Em conformidade com o Decreto-Lei 54/2018, as unidades integradas nos CAA são recursos criados pelas escolas para apoiar e ajudar alunos com necessidades específicas, colaborando na adaptação das aprendizagens às características e condições individuais de cada um, favorecendo assim a sua inclusão na turma e na comunidade educativa, tendo por base o princípio da equidade consagrado no referido normativo.
Partindo deste pressuposto, gostaríamos ainda de (re)colocar algumas das questões já enviadas à Tutela que, volvido quase um ano, continuam sem resposta.
I. Os alunos ‘acolhidos’ nas unidades integradas nos Centros de Apoio à Aprendizagem (CAA), tal como os restantes alunos da escola, frequentam uma turma que cumpre o calendário escolar estipulado pelo Ministério da Educação.
Tendo por base o princípio da equidade, e estando os restantes colegas sem atividade letiva, por que razão devem aqueles frequentar a escola em regime presencial?
II. As Unidades integradas nos CAA constituem-se como espaços privilegiados para a aquisição de aprendizagens e competências específicas. Partindo desta premissa, qual o significado subjacente à palavra ‘acolhimento’.
É suposto dar continuidade às aprendizagens de caráter académico e funcional à revelia da /dos professores responsáveis pela turma?
III. Os professores da educação especial, à semelhança dos restantes docentes, têm os seus deveres e direitos consagrados no DL 41/2012 – Estatuto da carreira Docente.
Existe alguma situação de exceção que os “obrigue” a lecionar durante as suspensões das atividades letivas?
Face a um hipotético prolongamento do calendário escolar os professores de educação especial não irão exercer funções docentes?
Em jeito de conclusão, e tendo mais uma vez por base o nosso entendimento, o bom senso e a legislação em vigor, consideramos que
IV. Durante a suspensão das atividades letivas e não letivas, e por questões de segurança e saúde, TODOS os alunos devem permanecer em casa com as suas famílias.
V. As Unidades Especializadas não podem, nem devem, ser convertidas em CAF/ATL, que por sinal também vão estar encerrados.
VI. Preservar a saúde e reduzir a propagação do vírus continua a ser a prioridade máxima.
VII. Os professores de educação especial não são acolhedores’ nem monitores de ATL/CAF, regendo-se pelo Estatuto que se aplica a todos os outros docentes.
Esperando a melhor atenção de V. Exª face ao assunto que acabo de expor, subscrevo-me atenciosamente
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