Tag: Notícias
Jan 11 2022
Suspenso e sujeito a processo
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Jan 11 2022
Nunca houve tão poucos alunos no 1.º Ciclo
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Jan 11 2022
Jovem é agredido na escola em Matosinhos
Jovem é agredido na escola em Matosinhos e não recebe ajuda de colegas ou funcionários
Colegas da criança não tiveram atuação, apenas filmaram e não chamaram nenhum funcionário.
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Jan 10 2022
165 Docentes Aposentados em Fevereiro
Na listagem mensal de aposentados de fevereiro encontram-se 165 docentes da rede pública do continente do Ministério da Educação.
Em 2022 já foram aposentados 338 docentes.

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Jan 10 2022
Criar Escolas “Gueto”
Olhando para o que alguns partidos defendem a palavra “Gueto” salta-me da minha mais profunda e obscura imaginação.
A defesa da liberdade de escolha de uma escola, pública ou privada, através de um “cheque-ensino” ou comparticipação pelo estado pode trazer consequências desastrosas a muitas ou, até, à maior parte das famílias.
As Escolas Públicas recebem todos os alunos que nela se quiserem matricular, desde que exista vaga. Já o mesmo não acontece nas Escolas Privadas.
Como as Escolas Privadas podem escolher os alunos que a frequentam, vamos assistir a uma fuga dos melhores alunos selecionados por essas escolas numa perspetiva de escola mercado, em que os lugares cimeiros dos Rankings escolares lhes trazem lucro. A possibilidade de abertura de novas turmas estará sempre em cima da mesa.
As Escolas Públicas, com cheque ensino ou sem cheque ensino, tem que receber todos os alunos que as Escolas Privadas não aceitarem, não podendo criar meios de seleção. Vamos assistir a um esvaziamento dos alunos com mais potencial, ficando apenas com os alunos que revelem algum tipo de dificuldade ou menos excelentes. Salvar-se-ão as Escolas situadas em concelhos onde não exista ensino privado.
Isto não é ficção. Basta olhar para os países onde este tipo de politica está em execução para ver a taxas de sucesso numas e noutras escolas. As taxas de abandono são muito mais elevadas na escola pública do que na privada. E a taxa de violência escolar, também.
Embora, em teoria, possa agradar a muitos, na prática a maioria vai ver os seu anseios defraudados. Uns terão mais sorte do que outros, porque uns continuam a ser mais desiguais que outros. Os estudos comprovam-no.
Teremos as Escolas Gueto ou uma Escola Pública da qualidade?
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Jan 10 2022
O regresso à escola e o bem-estar dos alunos
Não se trata apenas de recuperar aprendizagens. O bem-estar psicológico tem de estar no centro das preocupações das escolas e das políticas.
O regresso à escola e o bem-estar dos alunos
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Jan 10 2022
O regresso dos pais à escola – João André Costa
Não são apenas os alunos a regressar esta semana, são também os pais de volta à escola, mesmo se apenas de manhã ou à tarde, mesmo se apenas por alguns minutos ao portão e todos os minutos contam.
Todos os minutos contam para os professores e alunos quando a relação com os pais é meio caminho para o sucesso escolar.
Por esta razão, é prática comum na nossa escola ter professores e Direcção à entrada antes do primeiro tempo lectivo e ao fim do dia para um simples aceno, um bom-dia ou boa-tarde, um sorriso ou uma breve troca de palavras.
Porque estamos presentes. Porque nos preocupamos. Não somos apenas professores limitados às paredes de uma sala, somos elementos activos na sociedade e agentes de mudança.
E com os pais partilhamos a preocupação de quem deixa os filhos na incerteza da manhã às portas de uma instituição tantas vezes desconhecida.
As perguntas, mil: quem cuidará dos nossos filhos durante o dia? A quem poderão pedir ajuda se preciso? Quem são os professores de cada disciplina? Que apoios há? Que tipo de alunos são os nossos filhos? De que modo podemos ajudar em casa?
Isto quando temos pais que se preocupam. Isto quando temos pais presentes. Os mesmos pais capazes de dar mil por cento e a para quem todo o nosso tempo nunca chega e antes assim.
Infelizmente, e igualmente, há muito perdemos a conta aos pais ausentes e à quantidade de meninos perdidos nesta Terra do Nunca a deambular ao acaso entre a escola e a vida.
Mais uma vez, estabelecer uma relação é essencial quando muitas vezes não existe relação alguma, seja com os filhos ou a família, com a rua ou a vizinhança, com a escola ou um local de trabalho tantas vezes inexistente ou como se fosse inexistente quando o que se ganha não faz jus ao custo de vida.
E sim, as famílias monoparentais são a norma e a norma são os filhos de geração espontânea ou não estivesse o pai em paradeiro incerto.
Às vezes o pai aparece. Às vezes o pai telefona. E quando assim é temos estes braços abertos para mais uma oportunidade, desta feita preciosa, para a relação.
Sim, o passado inclui vezes demais a violência doméstica, o consumo de drogas, a gravidez adolescente, actividades ilícitas, a presença da polícia, a fuga do pai-criança incapaz de lidar com o turbilhão da vida.
Não nos compete ajuizar. Não nos compete decidir. Compete-nos assegurar o bem estar da criança e educar filhos e pais por igual.
Essa educação começa com um sorriso de manhã, começa com um telefonema, começa com tempo, o nosso tempo para os nossos pais.
E aos poucos construir pontes, assegurar e confiar, estabelecer compromissos e metas, dialogar, trocar ideias.
De que modo podemos facilitar a aprendizagem, do que é que o aluno gosta e que futuro tem em mente, qual a fonte do anseio e da ansiedade no aluno e nos pais, que tipo de amizades existem, como é que se ocupam os tempos livres, por acaso existem problemas fora da escola e nas ruas, o aluno chega a casa a horas ou tarde, e o resto da família entre primos, tios e avós?
As perguntas continuam, não porque se quer uma resposta mas apenas para dizer aos pais que estamos aqui, que não estão sós, que para educar uma criança não basta uma aldeia, precisamos de um país inteiro e o país inteiro precisa tanto dos pais como dos professores.
Esta semana os pais voltam à escola. Bem-vindos, é bom tê-los de volta.
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Jan 09 2022
O Programa do Livre
O Programa do Livre pode ser descarregado aqui.
Retiro os 16 pontos para área da Educação que o Livre tem no seu programa.
A educação é simultaneamente o espelho de uma sociedade e o modelador das gerações seguintes. Portugal tem uma sociedade muito desigual e a escola tem sido incapaz de lidar com e combater a desigualdade. É necessário desbloquear os caminhos que conduzirão a escola a ser, de facto, o elevador social que originará uma sociedade mais igual. O LIVRE não se revê num sistema de ensino centrado nos conteúdos e na ilusão de que uma prova escrita é um instrumento objetivo e infalível de avaliação de um aluno ou de uma escola. O sistema atual estratifica, discrimina, promove a competição, quando deveria ser inclusivo e focado em cada aluno e nos valores humanistas, visando o desenvolvimento de indivíduos mais autónomos, responsáveis e livres. Defendemos uma escola centrada em cada aluno, que possibilita caminhos individuais para concretizar as aprendizagens essenciais e aproxima cada indivíduo do Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória. Defendemos uma maior autonomia de cada escola/agrupamento e de cada professor e uma extrema revalorização da profissão de professor – as pessoas que trabalham na construção de situações de aprendizagem para os jovens portugueses têm de ser das mais capazes, das mais bem formadas em termos humanos, das mais motivadas para o seu quotidiano – e de todos os profissionais que pertencem à comunidade escolar. Defendemos a gestão democrática das escolas aos mais diversos níveis, envolvendo os alunos nas tomadas de decisão. Vivendo a democracia, aprende-se a viver nela e a reconhecer os direitos e deveres de todos e de cada um. É um modo de responder às desigualdades e de favorecer a cooperação e a colaboração. Defendemos a interação das escolas com a comunidade e a sua envolvente. Sabemos que a família é parte integrante e primordial da comunidade e, como tal, deve ser também parte ativa da comunidade escolar. Cientes de que a legislação nacional já enquadra esta visão da educação, propomos medidas que acelerem e facilitem a transição para o novo paradigma de aprendizagem que o futuro exige; porém, a consciência de que as mudanças em educação são demoradas e dependentes da vontade dos vários agentes, para cada proposta coexistem medidas que apontam para o paradigma que desejamos e outras que visam melhorar a escola na sua situação atual. Por isso defendemos:
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Jan 09 2022
O Programa da Iniciativa Liberal
O Programa Eleitoral da Iniciativa Liberal pode ser lido aqui.
Retiro para este artigo o ponto relativo à Educação.

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Jan 09 2022
O Programa do CDS-PP
… estabelece um compromisso para a educação nos seguintes termos:
6 COMPROMISSO EDUCAÇÃO
Reconhecer que a liberdade na escolha da educação é um direito fundamental e um dos instrumentos mais poderosos para ascender socialmente. Reforçar a autonomia pedagógica das escolas, incluindo as da rede pública. Reintroduzir a responsabilidade na educação, premiando a excelência de alunos e professores.
Valorizar o desporto na actividade escolar pela sua importância no desenvolvimento pessoal e na saúde pública, e reforçar as verbas para o desporto de alto rendimento. Articular um Serviço Público de Educação, no entendimento de que prestam serviço público não só as escolas pertencentes ao Estado, mas todas as escolas, sejam do Estado ou dos sectores particular e social, desde que aceitem as regras de abertura e acesso a todos os cidadãos.
Entender que o Serviço Público de Educação se mede pela qualidade do ensino, e não pelo proprietário da escola; é indispensável recuperar a mobilidade social e devolver a igualdade de oportunidades aos mais pobres. Libertar o ensino de cargas ideológicas, recusar o endoutrinamento pelo Estado, e reconhecer à família o papel da transmissão de valores. Fortalecer a oferta de educação profissional, com ênfase no ensino de novas tecnologias.
MEDIDAS:
Estabelecer o modelo de “cheque-ensino”;
Tornar a Disciplina de Cidadania optativa;
Serviço Público de Educação ampliando as parcerias com escolas particulares e cooperativas;
Atribuição de um subsídio de deslocação e habitação para todos os professores deslocados;
Programa completo aqui.
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Jan 09 2022
O Programa do CHEGA
É muito reduzido limitando-se ao reforço da autoridade do professor (seja lá o que isso for), o combate à indisciplina, a redução da burocracia, a defesa “Intransigente” dos exames nacionais e a simplificação de programas e currículos. Defende também a gratuitidade do ensino básico nas instituições particulares e cooperativas.
c) Valorização social e ensino
43. Sensibilidade social. Valores morais, princípios cívicos, princípios políticos e mecanismos de proteção e promoção social dos Portugueses, em especial dos mais carenciados, estão omnipresentes no programa político e práticas do CHEGA e, no capítulo da economia, são direcionados para o estímulo ao emprego, assistência aos carenciados, acesso universal e inalienável ao ensino, saúde, assistência na velhice e no desemprego, e apoios em situações de crise social.
44. Elevador social. O CHEGA considera o ensino – distinto de educação, esta competência acima de tudo da família – o elevador social por excelência, assim como considera que apenas um ensino de qualidade de acesso universal e gratuito quebra ciclos endémicos de pobreza, exclusão social e falta de prosperidade coletiva.
45. Autoridade dos professores. O CHEGA defende um modelo institucional de ensino profundamente renovado assente no reforço da dignidade e autoridade de educadores e professores, pressuposto do combate à indisciplina em meio escolar, o desafio mais significativo de qualquer reforma no setor. O modelo de ensino do CHEGA inclui, em simultâneo, a redução drástica da burocracia no trabalho dos professores, a uniformização da atual anarquia no sistema de classificação dos resultados escolares, a defesa intransigente dos exames nacionais, a simplificação de programas e currículos escolares visando a anulação da carga ideológica em prol da carga científica ou técnica, a boa gestão financeira através do combate ao rentismo protegido pela tutela ministerial, assim como o reforço da autonomia e dignidade dos estabelecimentos de ensino público, privado ou cooperativo para que possam responder com qualidade, exigência e diversidade a diferentes sensibilidades sociais.
46. Liberdade de ensinar e de aprender. Esta liberdade, constitucionalmente garantida, exige que a gratuidade do ensino obrigatório não se constitua como um privilégio do ensino público, mas que seja extensiva ao ensino privado e cooperativo como, aliás, sucede em vários países europeus caso da Bélgica, só a título de exemplo.
Programa completo aqui.
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Jan 09 2022
Deixa-me ver se compreendi esta proposta para a aposentação de docentes?
O PSD propõe:
“Recuperação do tempo de serviço dos docentes para efeitos de aposentação, despenalizando as aposentações antecipadas e majorando o valor das respetivas pensões.”
Ora, vamos lá ver se concordamos.
Se um professor com 60 anos puder reformar-se antecipadamente sem o corte do fator de sustentabilidade e o corte por cada ano antecipado, recuperando os mais de 6 anos que nos foram roubados e receber o valor da pensão como se os vencimentos não tivessem sido congelados, teríamos aqui uma solução interessante para a injustiça cometida pelo anterior governo.
Resta saber se é mesmo isto que poderá acontecer, ou se nos vamos reformar como se tivéssemos trabalhado até aos 72 anos de idade, independentemente do tempo de serviço prestado.
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Jan 08 2022
Programa do PCP/PEV
No programa do PCP/PEV para estas eleições retiro para este artigo o essencial no que diz respeito à educação.
Já por diversas vezes achei incompreensível que o limite de alunos por turma fique num número impar. O PCP/PEV tem para o primeiro ciclo o número limite de 19 alunos e no secundário 22. Não sei qual o número máximo de alunos no 2.e 3.º ciclos, porque é omisso no programa.
Se é apenas isto que se encontra no ponto 4.5. que o PCP/PEV defendem acho muito pouco para cativar os professores com o seu voto.
4.5. Promover o direito à Educação, à Ciência, à Cultura e ao Desporto, mais e melhores Serviços Públicos
O desenvolvimento de todas as dimensões e potencialidades do ser humano – físicas, intelectuais, artísticas e outras – é fundamental para o progresso individual e colectivo. O direito de acesso aos mais elevados graus de conhecimento e práticas em todas estas vertentes implica a defesa do serviço público na Educação, do Ensino Superior Público, da Ciência, da Cultura e do Desporto, em todo o território nacional, de forma articulada e coerente. É igualmente necessário que todos os outros serviços públicos, que são suporte da actividade económica e social, de cuidados de saúde e de outras funções públicas e administrativas, tenham a qualidade e uma localização territorial que correspondam às necessidades
Os problemas existentes são estruturais e têm vindo a multiplicar-se. As ameaças que pairam sobre o futuro dos vários serviços públicos, com a falta de trabalhadores e o ataque aos seus direitos, a transferência de competências para as autarquias e o caminho de privatização que está em curso – designadamente do ensino – tem de ser travado
O PCP defende
- Combater a carência de professores e a precariedade docente, vinculando todos os professores com três ou mais anos de tempo de serviço e criando incentivos à fixação de professores nas áreas que deles mais carecem;
- Contratar 6 mil trabalhadores não docentes (50% no ano lectivo em curso e os outros 50% até final do ano lectivo 22/23) e garantir o reforço de outros profissionais, designadamente psicólogos e terapeutas;
- Reduzir o número de alunos por turma – um máximo de 19 para o 1.º ciclo do ensino básico e até 22 no secundário – e o número de turmas por professor e assegurar a gratuitidade de todo o material escolar;
- Eliminar as propinas, taxas e emolumentos e reforçar a Acção Social Escolar no Ensino Superior; dinamizar um programa de construção de residências públicas para estudantes deslocados;
- Substituir o regime de bolsas de investigação científica por contratos de trabalho, revogando o Estatuto do Bolseiro de Investigação e assegurar o desenvolvimento de um sistema público de I&D;
- Atribuir pelo menos 1% do Orçamento do Estado para a Cultura e criar um Serviço Público de Cultura, erradicar a precariedade e estabelecer mecanismos eficazes de acesso às prestações sociais e a uma carreira contributiva estável para os trabalhadores da Cultura;
- Apoiar o movimento associativo e popular de cultura e desporto;
- Implementar uma Estratégia Nacional para o Desporto, ancorada na dinamização do Desporto Escolar;
- Assegurar o desenvolvimento de todos os outros serviços públicos, revertendo os processos de transferência de competências para as autarquias, garantindo a efectiva descentralização com a criação das Regiões Administrativas, repondo freguesias que foram extintas, reabrindo serviços que foram encerrados e reforçando os existentes, garantindo a cobertura do território nacional, recrutando os milhares de profissionais em falta e a revalorizando as suas carreiras na justiça, na saúde, na segurança social, nas forças e serviços de segurança, e nas restantes funções administrativas e públicas.
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Jan 08 2022
Programa do Bloco de Esquerda
Tal como já aqui foi colocado o programa do PS e do PSD para a área da educação fica aqui hoje o programa do Bloco de Esquerda.
O programa do Bloco de Esquerda tem inúmeros pontos nos quais os professores se revêem .
Só não me agrada o tratamento de género que é feito pelo bloco de esquerda ao estatuto do aluno quando lhe acrescenta a aluna de seguida. Porque quanto as propostas parecem-me boas e de fácil aceitação pelos professores e professoras. 😛

No que respeita à Educação o Bloco de Esquerda tem no seu programa os seguintes pontos:
15. Escola pública, pilar de igualdade
15.1. Uma escola inclusiva, moderna e democrática
15.2. Uma proposta para a sustentabilidade da escola pública
15.3. Um programa de requalificação das escolas públicas
15.4. Uma rede pública de creches
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Jan 08 2022
Carta Aberta Dos Assistentes Técnicos da Função Pública
Carta Aberta
Dos Assistentes Técnicos da Função Pública
Exmos. Senhores (as)
Com o início do corrente ano de 2022, o atual Governo procedeu à atualização da Remuneração Mínima Mensal Garantida (RMMG) para 705,00 € sendo esta semelhante tanto para a Função Pública como para o sector privado. Ora, verifica-se que, apesar de se tratar de uma medida planeada que interfere diretamente com a carreira de Assistente Operacional, dado estar acima do valor base da carreira, não acautela a diferenciação entre esta carreira e a de complexidade imediatamente superior.
Constata-se, portanto, que nunca foi acautelada uma diferença em termos remuneratórios, da carreira de Assistente Operacional à carreira de Assistente Técnico, quando, na realidade, se sabe perfeitamente que são carreiras distintas, com conteúdos funcionais também eles distintos.
O grau de complexidade inerente a cada carreira não é comparável, dada a diferenciação que se exige, quer aquando da integração na carreira, quer no cumprimento das tarefas desempenhadas pelos Assistentes Técnicos.
Esta situação origina descontentamento e desmotivação, que obviamente se poderá refletir na produtividade dos serviços e no próprio bem-estar destes colaboradores, uma vez que não se sentem remunerados de acordo com as funções que exercem, tendo em conta a discriminação de que estão a ser alvos, face ao que se verifica noutras carreiras.
Não é de forma alguma a nossa intenção nem objetivo desvalorizar a carreira de Assistente Operacional, pois no nosso entender, ainda assim apesar dos diversos incrementos no vencimento base desta carreira, são fruto apenas dos aumentos do Salário Mínimo Nacional o que em nada a valoriza essa carreira, pois temos a certeza de que merecido e justo também um aumento remuneratório na categoria de Assistente Operacional por todo o trabalho que desempenham.
No entanto isso apenas evidência mais o óbvio quando comparado com a carreira de Assistente Técnico que têm especificidades e complexidades muito diferentes tal como o próprio estatuto de cada categoria o categoriza.
Neste momento um Assistente Técnico tem como vencimento 709,46 €, ou seja apenas 4,46 € acima do Salário Mínimo Nacional, o que deixa uma enorme e profunda sensação de injustiça. Mais ainda, deixa a pergunta a todos nós Assistentes Técnicos, de que será que justifica o esforço adicional na integração desta categoria e neste conteúdo funcional de maior complexidade, dado que têm uma diferença de apenas 4,46 € para a categoria de Assistente Operacional que se rege pela Retribuição Mínima Garantida?
Como é possível que, decorridos mais de 15 anos, ainda não tenha havido atualizações na estrutura remuneratória da carreira de Assistente Técnico? Há mais de uma década que esta carreira tem vindo a perder poder de compra e a ser descaracterizada ano após ano, sem que tenha ocorrido uma atualização de acordo com o aumento do Salário Mínimo Nacional, ou que fosse de encontro da valorização profissional.
O atual estado de pandemia que se debateu sobre o País e sobre o mundo não pode servir como uma desculpa para que esta carreira não seja atualizada. Verificamos mesmo que houve outras carreiras onde isso aconteceu, tal como a carreira de Técnico Superior. E ainda nesse contexto pandémico continuamos sempre na linha da frente dando continuidade ao nosso trabalho e à nossa missão.
O exposto torna-se ainda mais degradante para a Categoria de Assistente Técnico se o Governo cumprir a sua promessa de atualização salarial prevista para 2023, o que colocará o Salário Mínimo Nacional em 750,00 €, deixando assim de existir qualquer diferenciação que valore esta categoria e assegure a sua continuidade.
Posto isto, algumas questões que se colocam são as seguintes:
Onde está a justiça e a equidade?
Onde está a Igualdade de Direitos e de Oportunidades?
Senão vejamos.
O atual regime de carreiras, qualifica as carreiras como gerais e especiais, sistematizando-as de acordo com o grau de complexidade funcional exigido para a integração em cada uma.
Nestes termos, são carreiras gerais aquelas cujos conteúdos funcionais caracterizam postos de trabalho de que a generalidade dos órgãos ou serviços carece para o desenvolvimento das respetivas atividades.
São gerais as carreiras de: Técnico Superior, Assistente Técnico e Assistente Operacional.
Ora, segundo o exposto na Lei nº 35/2014 de 20 de junho de 2014, artigo 86º, que aprova a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas em vigor, é claramente feita a distinção pelo legislador do grau de complexidade funcional existente nas carreiras de regime geral.
Artigo 86.º
Graus de complexidade funcional
1 – Em função do nível habilitacional exigido, em regra, em cada carreira, estas classificam-se nos seguintes graus de complexidade funcional:
a) Grau 1, quando se exija a titularidade de escolaridade obrigatória, ainda que acrescida de formação profissional adequada;
- b) Grau 2, quando se exija a titularidade do 12.º ano de escolaridade ou de curso que lhe seja equiparado;
- c) Grau 3, quando se exija a titularidade de licenciatura ou de grau académico superior a esta.
2 – O diploma que cria a carreira faz referência ao respetivo grau de complexidade funcional.
3 – As carreiras pluricategoriais podem apresentar mais do que um grau de complexidade funcional, cada um deles referenciado a categorias, quando a integração nestas dependa, em regra, da titularidade de níveis habilitacionais diferentes.
Assim sendo, para uma melhor ilustração do exposto, elaboramos os quadros seguintes de forma a comparar as categorias de Assistente Operacional e Assistente Técnico para os quais pedimos a melhor atenção por parte de Vossas Excelências;
Estrutura Remuneratória das Carreiras datadas ao ano de 2009;
| Janeiro/2009 | Posição | Posição | Posição | Posição |
| Categoria Profissional | 1ª | 2ª | 3ª | 4ª |
| Assistente Técnico | 683,13 € | 789,54 € | 837,60 € | 892,53 € |
| Assistente Operacional | 450,00 € | 532,08 € | 583,58 € | 635,07 € |
| Diferença Salarial | 233,13 € | 257,46 € | 254,02 € | 257,46 € |
Estrutura Remuneratória das Carreiras no decorrente ano de 2022;
| Janeiro/2022 | Posição | Posição | Posição | Posição |
| Categoria Profissional | 1ª | 2ª | 3ª | 4ª |
| Assistente Técnico | 709,46 € | 809,13 € | 847,67 € | 903,27 € |
| Assistente Operacional | RMMG | 709,46 € | 757,01 € | 809,13 € |
| Diferença Salarial | 4,46 € | 99,67 € | 90,66 € | 94,14 € |
É fácil e bem percetível a análise aos quadros anteriores, e o mesmo poderia, ter inclusive como termo de comparação dados referentes ao Salário Mínimo Nacional ao longo de vários anos, que os resultados seriam semelhantes.
O que outrora foi para nós Assistentes Técnicos motivo de orgulho, o sermos funcionários públicos e fazermos parte desta missão em prol de todos os cidadãos, já não o é. Neste momento o orgulho recai apenas no facto de continuarmos a ser profissionais de excelência, e nessa expectativa que alguma empresa do sector privado repare em nós e nos convide a ingressar nos seus quadros, onde poderemos progredir e ser reconhecidos, com salários adequados às funções de complexidade que desempenhamos. Isso tem nos sido vedado desde há muitos anos a esta parte na Função Pública e nomeadamente de forma mais acentuada nesta categoria de Assistente Técnico.
É legítimo que os Assistentes Técnicos também tenham expectativas profissionais de crescimento dentro da própria instituição, sendo precisamente por essa razão que apelamos a vossas excelências para que junto das entidades competentes, defenda que a estrutura remuneratória da carreira de Assistente Técnico seja revista e atualizada, por forma a garantir a diferença de remunerações o mais semelhante possível há existente em janeiro de 2009.
Deste modo, vimos por esta via apresentar uma proposta de atualização das remunerações para a nossa carreira de forma a manter um diferencial entre as 2 carreiras como sempre existiu dado as suas diferenças:
Assim propomos que a carreira de Assistente Técnico deverá na sua posição inicial, incidir sobre o nível remuneratório 9 (nove) da tabela remuneratória única (TRU) acautelando os níveis seguintes para fins de progressões dentro da mesma categoria.
Para melhor compreensão e avaliação poderá ser consultado o n.º 2 do artigo 88.º da Lei nº 35/2014 de 20-06-2014, onde é claramente exposta a natureza distinta do conteúdo funcional existente nas diferentes carreiras de regime geral, bem como supletivas categorias profissionais.
Apesar desta carreira não possuir a representação de outros grupos profissionais em termos de efetivos, nem em termos de representação Sindical, uma vez que até nesse contexto nos sentimos abandonados e esquecidos por quem recebe uma percentagem da nossa retribuição mensal.
Embora saibamos que essa percentagem não represente uma fatia tão apetecível como a de outras categorias nomeadamente superiores. Talvez devido a isso sentimos uma enorme inércia por parte de todos os Sindicatos os quais fundamentalmente deveriam ter como missão defender profissionalmente o trabalhador independentemente da sua categoria.
O que assistimos na realidade é que se consegue fazer um esforço com negociações junto do Governo, dando melhores condições salariais a outras carreiras. Em detrimento da carreira de Assistente Técnico que, como já foi descrito anteriormente, está esquecida e abandonada há mais de um século sem qualquer atualização.
Estamos cada vez mais conscientes da fragilidade da nossa situação profissional, que tem vindo a degradar-se continuamente, pelo que apelamos ao sentido de justiça e reconhecimento profissional.
Somos igualmente importantes para o bom funcionamento de qualquer instituição e também contribuímos para que haja uma procura incessante de excelência na prestação do serviço público.
Na sequência de tudo o que foi exposto acima, apelamos novamente a todos que possam fazer a diferença, seja nas tomadas de decisão, seja nas negociações a nível Sindical, para que nos apoiem nesta difícil demanda, no sentido de acabar com tamanha injustiça, levando a que, uma vez que estamos em período de Eleições Legislativas, e com isso virá novas medidas de gestão pública de um novo Governo democraticamente eleito, possam analisar esta carta aberta, que representa o sentimento de todos os Assistentes Técnicos, e de alguma forma incluir no seu caderno a atualização da Tabela Salarial desta carreira, pondo fim a uma injustiça existente há mais de um decénio.
Aguardamos deferimento à proposta apresentada.
Cordialmente e com os melhores cumprimentos,
De todos os Assistentes Técnicos deste País.
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Jan 07 2022
O que propõe o PSD na área da Educação
As provas finais no 6.º e 11.º ano não servem para nada. As provas de aferição idem aspas, aspas. São pura perda de tempo e dinheiro público. No 9.º ano talvez sirva para alguma coisa se os alunos forem orientados, o que não tem acontecido.
Falta a medida sobre o fim das ultrapassagens e respetiva reposição dos professores prejudicados.
Não tenho nada contra as academias de diretores e outros, mas que tal incluir um modelo de avaliação dos diretores que seja credível e implementar uma avaliação das escolas com vista à melhoria em vez do castigo.
Educação
• Planeamento da rede escolar com periodicidade trienal.
• Eliminação progressiva das turmas mistas com mais de dois anos de escolaridade.
• Número de alunos por turma e a sua distribuição passa a ser responsabilidade das escolas.
• A instituição de três Academias (Norte, Centro e Sul) orientadas em exclusivo para a formação de futuros
diretores, subdiretores, adjuntos e coordenadores de estabelecimento, de agrupamentos de escolas e
escolas não agrupadas, através de programas certificados de estudos pós-graduados.
• Reforma do Ensino Profissional – reformulação do curriculum dos cursos profissionais, com reforço da
componente de aprendizagem em contexto de trabalho.
• Provas nacionais no final de cada ciclo: de aferição no 4º ano, finais no 6º e 9º anos, exames finais no 11º
e 12º anos de escolaridade.
• Definição dos perfis de docentes e recuperação do modelo de profissionalização em exercício correspondente ao período de indução (1 ano) previsto no Estatuto da Carreira Docente.
• Recuperação do tempo de serviço dos docentes para efeitos de aposentação, despenalizando as aposentações antecipadas e majorando o valor das respetivas pensões.
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Jan 07 2022
A Desqualificação do Sistema Educativo
Esta é uma das 7 razões apontadas no Programa do PSD para o atraso do nosso País.
A desqualificação do sistema educativo
Página 12
O que se passa no sistema educativo não é muito diferente do observado no sistema de saúde. Má gestão dos recursos disponíveis, o experimentalismo pedagógico e a inexistência de instrumentos de regulação de processos e resultados têm conduzido à descredibilização do ensino público e consequente deterioração do nível de desempenho dos nossos alunos.
Apesar do decréscimo do número de alunos no sistema (menos 70 mil em cinco anos) o número de docentes aumentou (cerca de mais 5 mil), o número médio de alunos por turma baixou e a despesa com a educação básica e secundária continua a aumentar. Ainda assim, muitas escolas debatem-se com falta de professores em alguns grupos de docência e as previsões para os próximos anos não são animadoras.
Nos diferentes testes internacionais, os alunos portugueses tiveram piores resultados. A progressão registada nos primeiros quinze anos deste século parece ter sido invertida. Em comparação com o sector privado, as escolas públicas têm vindo a perder reconhecimento. A pandemia acabou por acentuar as disparidades já existentes, quer entre alunos, quer entre escolas e o plano de recuperação das aprendizagens revelou-se um embuste que irá deixar marcas nas atuais gerações de alunos – especialmente os provenientes de meios sociais mais desfavorecidos – que os acompanharão por muitos anos.
O ambiente que se vive em muitas escolas é de desorientação e de desmotivação face à incapacidade do Ministério da Educação em dar resposta adequada aos problemas do dia a dia. Faltam os recursos educativos, mas é abundante a burocracia e a acumulação de diretivas contraditórias sem qualquer respaldo nos problemas reais dos alunos, dos professores e demais funcionários.
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Jan 07 2022
Programa Eleitoral do PSD
Pelo nome do arquivo original no site do PSD esta será a 4.ª versão.
É um programa composto por 165 páginas com algumas delas relacionadas com a educação, que serão oportunamente analisadas.
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Jan 07 2022
Sete mil casos positivos de SARS-CoV-2 no primeiro período
Estes números abrangem alunos, professores e outros trabalhadores das escolas do país.
(Devem estar a preparar o relatório para entregar ao sindicato que moveu uma ação em tribunal para saber estes dados…)
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Jan 07 2022
PSD quer estágios no início da carreira para escolher “os melhores professores”
Partido propõe separar habilitação para a docência, a cargo das instituições de ensino superior, da profissionalização, que passará a ser feita em algumas escolas em contexto de sala de aula. Programa resgata tema da recuperação do tempo de serviço, que passaria a ter reflexos nas reformas dos professores.
PSD quer estágios no início da carreira para escolher “os melhores professores”
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Jan 07 2022
198 contratados na RR16
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Jan 07 2022
Reserva de recrutamento n.º 16
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 16.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 10 de janeiro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 11 de janeiro de 2022 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato
Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 16
Listas – Reserva de recrutamento n.º 16
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Jan 07 2022
Novo endereço para pedido da Senha Digital
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Jan 07 2022
Sugestão de Leitura – CARTAS DE UM PROFESSOR DE MORAL A ANTERO DE QUENTAL – Joaquim Falcão
Pouco se sabe, mas, Antero de Quental, aprendeu esgrima, mas nunca o mencionou, soube-se, certo dia, numa carta de 1866, referenciando que se distinguia. Depois, abandonou esta modalidade e, em Coimbra, a moda, melhor dizendo, de 1863, Antero de Quental, teve contacto com uma Cadeira na Faculdade: «O ideal da Índia na Idade Clássica»: Aqui, toma contacto com a elegância intelectual de Zen-Avestha, Niebelungen. Antero de Quental tinha uma força maior; quando se suicidou, lamentavelmente, tinha dois livros, na sua biblioteca, de El Ingenioso Hidaldo Don Quijote de la Mancha, de versão original. Antero foi místico, aliciou Fernando Pessoa à escrita heterodoxa, para ele, Deus, era um efeito. Foi ao Panteísmo e ao Budismo indagar o sofrimento humano e reparou, no entanto, que somos predadores de nós mesmos, criou-lhe pessimismo. Para ele, Antero, a maioria das pessoas viviam de espadas e capas. Abandonou, já no fim da vida, a ideia de federalismos, achava que as coisas destoem-se com o tempo, pelas ilusões e pelos materialismos. Estes e outros aspetos, Juan Valera, refere-se a Antero de Quental como o maior pensador português de sempre, como o referiu de «sinceridad misma». Antero reparou que, Camilo Castelo Branco, é que trouxe o desespero aos portugueses, ele mesmo, também, se suicidaria, ficou cego e não aceitou! Antero queria moralizar o mundo! Tornou-se humanista, dava esmola aos pobres, dançava com as crianças, com as perdas sofridas. A religião de Antero e a sua reflexão social vinham do tédio e da angústia, das utopias. Antero queria transplantar a crise em amor. Vítor Nemésio afirmará, mais tarde, que Antero foi o único amigo dele, dos nossos dias. Oliveira Martins disse, sobre Antero, que, poderia ser São Francisco de Assis ou São Bento, era um homem bom.
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Jan 07 2022
Lei n.º 5/2022 – Regime de antecipação da idade de pensão de velhice por deficiência
Lei n.º 5/2022
A presente lei cria o regime de antecipação da idade de pensão de velhice por deficiência.
Aos requerentes do regime de antecipação da idade de pensão de velhice por deficiência que ainda não tenham obtido deferimento à data da entrada em vigor da presente lei aplica-se o regime que se mostre mais favorável.
Artigo 4.º
Regulamentação
O Governo regulamenta a presente lei no prazo de 180 dias.
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Jan 07 2022
Professores poderão ser vacinados na próxima semana
O coordenador da “task force” da vacinação, coronel Carlos Penha Gonçalves, garantiu esta quinta-feira que os professores e funcionários das escolas que não consigam ser vacinados esta semana vão poder sê-lo na próxima.
“O que eu quero dizer aos professores e aos funcionários da área da educação e das respostas sociais é que nós vamos ter estes quatro dias para fazer a vacinação, mas eles vão poder continuar, no mesmo regime, dentro da próxima semana, a vacinar-se”, referiu em entrevista à RTP3.
Penha Gonçalves pediu ao pessoal docente e não docente para “não estarem muito ansiosos”, no caso de não conseguirem vacinar-se no imediato, uma vez que “o processo para eles vai continuar nos próximos dias”.
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Jan 07 2022
No dia 30 de Janeiro haverá seguramente um perdedor: a Educação…
Na esmagadora maioria das escolas públicas não há Democracia. Sem Democracia, a Escola Pública apodrece, definha e asfixia.
O apodrecimento da Escola Pública ocorre, sobretudo, de dentro para fora. Começa quase sempre no interior de cada escola, muitas vezes como consequência da existência de lideranças autoritárias e totalitárias, disfarçadas e branqueadas com discursos, melosamente, paternalistas: “a minha escola”, “os meus professores” ou “é preciso ter muita paixão e espírito de missão para trabalhar na minha escola”…
Tantos discursos, pretensiosamente comoventes e “pseudo-delicodoces”, da parte de muitos que, de forma consciente ou inconsciente, não deixam de considerar a escola e os respectivos profissionais como propriedade sua…
Já não é possível suavizar, polir ou mitigar a ausência de Democracia na Escola Pública. Sem eufemismos hipócritas e sem malabarismos linguísticos, parece que:
No geral, as escolas públicas foram transformadas numa espécie de “feudos senhoriais”, como se fossem propriedade privada; o Poder foi centralizado, as decisões são tomadas unipessoalmente, quase sempre de forma inflexível e arrogante; a doutrinação e o culto à personalidade do “líder supremo” são frequentes, podendo chegar-se ao ridículo da existência de rituais a lembrar o “Beija-Mão” de outras épocas…
Os privilégios concedidos aos detentores do Poder permitem-lhes exercê-lo de forma absoluta, abusiva e discricionária, se for essa a sua vontade…
A contestação é barrada; a oposição é, oficiosa e cinicamente, proibida; existe censura, concomitante com represálias e castigos, previstos para quem ouse levantar-se…
Existe repressão, controlo, intimidação e coação… Existe “vigilância política” e existe, enfim, um hediondo “terrorismo de Estado”, através do qual se mantém a ordem e a hierarquia e se desincentivam eventuais insurreições…
E se isso não é uma Ditadura, o que será uma Ditadura?
Perante tais atropelos à liberdade de expressão e ao próprio Estado de Direito, tem reinado o silêncio, a passividade e a condescendência por parte dos “ungidos da intelligentsia“ autóctone… (“Ungidos da intelligentsia“, expressão da autoria de Thomas Sowell).
Por onde têm andado os “ungidos da intelligentsia”, em particular a elite dos “Intelectuais de Esquerda”, que, noutras situações, se costuma mostrar tão hábil, ávida e célere a denunciar cenários de autoritarismo e de défice democrático e a indignar-se face à existência de vítimas de injustiça e de opressão?
Assente no legado do Decreto-Lei nº 75/2008 de 22 de abril, o Partido Socialista foi o principal responsável pela instauração da Ditadura nas escolas.
Como um “especialista em balelas”, e fazendo de conta que não governou o país durante os últimos seis anos, vem agora, cinicamente e com total desplante, acenar com promessas vãs, tentando ludibriar com “Unicórnios” e “Histórias de Encantar”…
À Esquerda, e relembrando a obra realizada nos últimos seis anos, já se viu o que pode ser (muito mal) feito na área da Educação. E também se viu que não houve qualquer intenção ou propósito no sentido de alterar, e muito menos de revogar, o actual Modelo de Administração e Gestão Escolar…
À Direita, e pelo que já se conhece dos respectivos discursos políticos, também não interessará a restauração da Democracia na Escola Pública e não se vislumbram quaisquer medidas no sentido de promover as prementes mudanças…
Ironicamente, a Ditadura nas escolas parece servir tanto à Direita como à Esquerda: ambas tentam aproveitar-se da ausência de Democracia para fazer valer os respectivos desígnios políticos, quer sejam os autárquicos/locais ou os centrais, sem pejo em utilizar a Escola Pública como um instrumento político…
O mais importante, é manter o status quo e continuar a exercer toda a influência possível, com o objectivo de potencializar dividendos políticos…
Mas, e obviamente, a Ditadura nas escolas também serve à maioria dos Directores de Agrupamentos de Escolas… De 2008 até ao momento presente, quantos se demitiram do exercício desse cargo, por discordância com as directrizes emanadas pelo Ministério da Educação ou em solidariedade com “os seus professores”?
No próximo dia 30 de Janeiro, e independentemente dos resultados do sufrágio eleitoral, haverá seguramente um perdedor: a Educação.
A Educação, pela qual nenhum Partido Político genuinamente se interessa, continuará, certamente, pelos caminhos mais erráticos, sem esperança de que algo mude para melhor e refém da alucinação e do delírio de quem só conhece a realidade das escolas por via indirecta e quase sempre de forma enviesada…
Não é possível ignorar a ausência de Democracia na Escola Pública. Esse aspecto está omnipresente e continuará a dominar e a contaminar qualquer discussão, seja qual for a temática educativa em apreço…
Sem Democracia e sem pensamento crítico não existe uma verdadeira Escola Pública… Quando muito, existe uma Escola Pública “postiça” e “travestida”, sem credibilidade e pervertida pela manipulação…
Neste momento, a administração, a gestão e o funcionamento da Escola Pública pautam-se por Valores opostos aos da Democracia e é impossível compatibilizar tal incongruência…
Sarcástica e metaforicamente, o estado actual da Educação pode resumir-se à imagem do conhecido quadro “O Menino da Lágrima” (Giovanni Bragolin): deprimido, sinistro, trágico, “órfão” e muito “kitsch”…
Os profissionais de Educação, além de serem vítimas desse estado de degradação, serão também cúmplices do mesmo?
O que se tem ganho com a postura: “laissez faire, laissez passer”?
(Matilde)
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Jan 07 2022
O pesadelo da Senha Digital
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Jan 06 2022
Como resolver o problema da falta de professores – Carlos Ceia
É preciso um esforço conjugado de muitas medidas. Desiluda-se quem pense que consegue resolver o problema com uma única medida e a curto prazo.
Como resolver o problema da falta de professores
A proposta de uma revisão do Regime Jurídico da Habilitação Profissional para a Docência na Educação Pré-Escolar e nos Ensino Básico e Secundário circula ainda em circuito fechado e aí ficará até às eleições. É pena, porque devia estar em discussão pública, mesmo sabendo que não pode ser implementada de imediato. Dentro desta discussão, importa esclarecer as condições em que é possível implementar uma medida de largo alcance, que, não resolvendo por completo o problema da falta de professores, pode ajudar significativamente a reduzi-lo:
- É preciso de alguma forma recuperar a essência do que foi o modelo de profissionalização em serviço, certamente o melhor modelo que tivemos na formação inicial de professores nos últimos 40 anos – acrescentaria que os modelos de profissionalização em serviço (Decreto-Lei n.º 287/88) e profissionalização em exercício (decretos-lei n.º 344/89 e n.º 1/98) foram, de facto, os melhores que tivemos até hoje.
- Devemos assumir que o desempenho de um mestrando/professor estagiário a tempo inteiro de funções docentes, com turmas próprias, numa escola cooperante, durante a iniciação à prática profissional, implica retribuir financeiramente esse trabalho docente, obrigando a uma solução jurídica inédita que consiga compatibilizar o estatuto de um aluno de mestrado em formação profissionalizante com o de um funcionário público que presta um serviço público completo para o qual deve existir a correspondente retribuição financeira, tal como existia no antigo modelo de profissionalização em serviço.
- Este princípio já está no documento esquecido Pareceres 2016 do CNE. Também acrescento que o mesmo CNE já havia recomendado, em parecer de Março de 2021, que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) incluísse verbas para a formação inicial de professores.
A revisão do actual Regime Jurídico da Habilitação Profissional para a Docência na Educação Pré-Escolar e nos Ensino Básico e Secundário obrigará as instituições formadoras a um novo exercício de acreditação junto da A3ES (em 2021 concluíram-se quase todos os ciclos regulares de avaliação/acreditação dos actuais mestrados em ensino), processo impossível de concluir em menos de um ano. Para o curto prazo, será sempre necessário articular esta medida com outras menos complexas em termos técnicos, mas que exigem igual coragem política:
- Entrada imediata dos novos professores profissionalizados nos quadros de agrupamento ou de escola.
- Criação de incentivos à fixação dos professores deslocados da sua área de residência, a exemplo do que acontece em tantas outras profissões públicas e que nunca mereceu de nenhum Governo até hoje uma atenção mínima para esta realidade que afastou tantos profissionais do ensino.
- Dar mais autonomia às escolas para as contratações necessárias para completar os seus quadros de docentes.
- Eliminar do currículo disciplinas que ocupam hoje um espaço excessivo – por exemplo, Cidadania e Desenvolvimento, que é obrigatória em todos os anos do Ensino Básico e ainda facultativa no Ensino Secundário. Não vejo necessidade de ir mais longe do que oferecer esta disciplina transversal uma vez em cada ciclo do Ensino Básico, o que daria mais algum espaço de manobra para que os muitos docentes que completam horários, do 5.º ao 9.º anos sobretudo, com esta disciplina possam ser libertados para mais turmas das disciplinas da sua área de docência.
- Convencer jovens licenciados a optar pela carreira docente, via um mestrado em ensino. O projecto mal explicado pelo Governo sobre a necessidade de atrair diplomados de várias áreas para a docência, oferecendo-lhes formação teórica à distância via Ensino Superior e formação em serviço/exercício via escolas cooperantes levanta muitas interrogações jurídicas. Por exemplo, como resolver a coexistência dos dois modelos tão diferentes numa mesma instituição de Ensino Superior: a distância para uns e em regime presencial (em vigor) para outros? Qual a legitimidade dos dois diplomas face às condições opostas e desiguais de aquisição da mesma habilitação profissional? É sabido que alguns países nórdicos, por exemplo, têm modelos laterais de aquisição de habilitação docente, semelhantes, em teoria, ao modelo proposto agora pelo Ministério da Educação (ME).
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Jan 06 2022
Comprovativo de funções educativas
Em pouco mais de 5 minutos entrei e fui vacinado com a terceira dose num centro Covid fora área do meu concelho de residência, porque estranhamente não havia marcações para hoje para os profissionais da educação na minha área.
Serviu como prova da minha atividade docente o recibo de vencimento onde consta o número de contribuinte.
Vi muitos com declarações das escolas, atestando serem profissionais da educação. Obviamente que o recibo de vencimento de dezembro é suficiente para comprovar esta condição.
Por isso mesmo não passei nenhuma declaração a ninguém.
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Jan 06 2022
Escolas reabrem sem confinamento de turmas
Só alunos com covid-19 e irmãos terão de confinar a partir de agora. Por agora, Governo não vai agravar medidas de prevenção de contágios de covid-19.
Escolas reabrem sem confinamento de turmas
O Conselho de Ministros vai assumir a reabertura das escolas na segunda-feira, dia 10, como estava previsto, e o Governo considera que há condições de o ensino ser menos afectado devido às novas regras aprovadas esta quarta-feira pela Direcção-Geral de Saúde (DGS) em relação aos confinamentos por causa dos contágios por covid-19.
Nomeadamente, porque a partir de agora só é considerado contacto de alto risco sujeito a confinamento quem coabita com o doente de covid-19 e não recebeu ainda a terceira dose da vacina, explicou ao PÚBLICO um membro do Governo, frisando que “acabou o confinamento de turmas”. O responsável governativo clarifica assim o impacto sobre as escolas das medidas aprovadas pela DGS.
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Jan 05 2022
Casa Aberta | Senha Digital
A partir da meia noite já é possível os profissionais de educação tirarem a senha digital para os dias 6, 7, 8 ou 9 de janeiro, desde que não tenham tido Covid-19 nos últimos 150 dias e já completaram o esquema vacinal há pelo menos 150 dias.
Casa Aberta | Senha Digital

A modalidade “Casa Aberta” encontra-se disponível para a vacinação contra a COVID-19 ou contra a Gripe de utentes com idade igual ou superior a 60 anos.
São elegíveis para a dose de reforço no regime de “Casa Aberta” os utentes que não tiveram COVID-19 nos últimos 150 dias e já completaram o esquema vacinal há pelo menos 150 dias.
Para ser vacinado basta dirigir-se diretamente ao centro de vacinação ou ao centro de saúde.
Nota importante: o pedido de senha digital, em modalidade “Casa Aberta”, é para utilização exclusiva de:
- Utentes a vacinar com a dose de reforço contra a COVID-19, nomeadamente:
- Profissionais de saúde e de outros serviços prestadores de cuidados;
- Profissionais de ERPI e instituições similares (Orientação 009/2020 DGS);
- Profissionais da RNCCI e Bombeiros envolvidos no transporte de doentes;
- Profissionais da Comunidade Escolar e respostas sociais na Infância (disponível de 6 a 9 de janeiro de 2022).
(Estes profissionais devem fazer prova da sua atividade profissional no ato de vacinação)
- Utentes com idade igual ou superior a 12 anos que pretendam fazer vacinação primária contra a COVID-19.
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Jan 05 2022
Novas Medidas Evitam o Confinamento de Turmas
Anunciado no dia em que se chegou a quase 40 mil casos num único dia. Por este andar a imunidade de grupo fica concluída muito em breve.
Escolas reabrem sem confinamento de turmas
Só alunos com covid-19 e irmãos terão de confinar a partir de agora. Para já, Governo não vai agravar medidas de prevenção de contágios de covid-19.

O Conselho de Ministros vai assumir a reabertura das escolas na segunda-feira, dia 10, como estava previsto, e o Governo considera que há condições de o ensino ser menos afectado devido às novas regras aprovadas esta quarta-feira pela Direcção-Geral de Saúde (DGS) em relação aos confinamentos por causa dos contágios por covid-19.
Nomeadamente, porque a partir de agora só é considerado contacto de alto risco sujeito a confinamento quem coabita com o doente de covid-19 e não recebeu ainda a terceira dose da vacina, explicou ao PÚBLICO um membro do Governo, frisando que “acabou o confinamento de turmas”. O responsável governativo clarifica assim o impacto sobre as escolas das medidas aprovadas pela DGS.
…
Quanto ao funcionamento das escolas, o impacto da mudança das regras do confinamento não é tanto pelo facto de o confinamento ter baixado de dez para sete dias. A mudança que tem implicação directa nas escolas é a alteração ao conceito de contacto de alto risco que passa agora a ser apenas quem coabita com o doente de covid-19.
Assim, se um aluno for diagnosticado com esta infecção apenas ele fica em confinamento e não os colegas de turma. É claro que, se o aluno com covid-19 tiver um ou mais irmãos na mesma ou noutra escola, estes têm de ficar confinados, porque pertencem ao mesmo núcleo de coabitação, acrescenta o membro do Governo ouvido pelo PÚBLICO.
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Jan 05 2022
Promoção do Plano Nacional de Cinema de 2021-2030
Despacho n.º 65/2022
Promove o Plano Nacional de Cinema de 2021-2030, consolidando as ações concretizadas nos primeiros anos do Plano e apostando em novas vertentes a desenvolver até 2030, integrado no Plano Nacional das Artes.
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Jan 05 2022
Mesmo fechadas temos 353 surtos em escolas
Segundo um ponto de situação feito pela DGS, em 03 de janeiro registavam-se um total de 584 surtos ativos, menos 23 que na semana anterior.
Dos 584 surtos ativos, 353 são em escolas (públicas e privadas), 51 em lares de idosos (mais dez que na semana anterior) e 10 em instituições de saúde (menos cinco).
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