Ficheiro em pdf aqui.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/tomada-de-posic%cc%a7a%cc%83o-sobre-a-escola-publica-conselho-geral-da-es-dom-manuel-martins/
Abr 05 2023
A alínea b), do artigo 2.º, serve para quê? Se desaparecer, não altera nada.
Podemos, também, analisar o ponto 2, do artigo 3.º.
Não era muito mais fácil escrever:
“Todos os docentes referidos no artigo 2.º, ficam isentos de vaga para progredir aos 5.º e 7.º escalões, desde que reúnam os demais requisitos legais para progressão ao 5.º e 7.º escalões e não se encontrem abrangidos pelo disposto no n.º 4 do artigo 37.º do ECD, progridam para os referidos escalões.”
Em vez de:
“Sem prejuízo do disposto no número anterior, são criadas nos 5.º e 7.º escalões as vagas
necessárias para que os docentes referidos no artigo anterior que reúnam os demais requisitos
legais para progressão ao 5.º e 7.º escalões e não se encontrem abrangidos pelo disposto no
n.º 4 do artigo 37.º do ECD, progridam para os referidos escalões. ”
O ponto 6, do mesmo artigo, também podia ser:
“Aos docentes que, após a entrada em vigor do presente decreto-lei, progridam ao 7.º escalão e tenham obtido vaga para progressão aos 5.º e 7.º escalões, é reduzido em um ano o módulo de tempo de serviço necessário para efeitos de progressão ao 8.º escalão. ”
Em vez de:
“Aos docentes que, após a entrada em vigor do presente decreto-lei, atinjam o 7.º escalão e não tenham beneficiado do disposto nos n.ºs 1 e 2, é reduzido em um ano o módulo de tempo de serviço necessário para efeitos de progressão ao 8.º escalão.”
A mania que este pessoal tem de complicar coisas simples só para parecer…
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/custava-muito-escrever-uma-proposta-clara-e-objetiva/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/guia-para-aplicacao-de-adaptacoes-na-realizacao-de-provas-e-exames-jne-2023/
Abr 04 2023
Já é conhecida a Norma 1/JNE/2023 com as instruções para a Inscrição nas Provas e Exames do Ensino Básico e do Ensino Secundário.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/norma-1-jne-2023/
Abr 04 2023
PLATAFORMAS DE APLICAÇÃO DE ADAPTAÇÕES NA REALIZAÇÃO DE PROVAS
De 6 de abril a 5 de maio
De 4 a 28 de abril
(PROVAS FINAIS DO ENSINO BÁSICO)

De 4 a 18 de abril
(PROVAS E EXAMES DO ENSINO SECUNDÁRIO)

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/plataformas-a-abrir-em-breve/
Abr 04 2023
O Ministério da Educação enviou o Anteprojeto de Decreto-Lei às organizações sindicais, que estará em cima da mesa amanhã à tarde.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/a-proposta-do-me-para-a-reuniao-de-amanha/
Abr 04 2023
O projecto de diploma com o novo regime de gestão e recrutamento dos professores deu entrada, nesta segunda-feira, em Belém e “será agora analisado e apreciado pelo Presidente da República nos termos e prazos constitucionais”, indicou fonte da Presidência em resposta ao PÚBLICO. Por se tratar de um diploma do Governo, Marcelo Rebelo de Sousa terá agora um prazo de 40 dias para decidir se promulga ou não o novo regime.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/professores-apelam-a-marcelo-para-que-trave-novo-regime-de-concursos/
Abr 04 2023
O Ministério da Educação pretende reduzir a burocracia nas escolas, no entanto é o primeiro a aumentar essa burocracia e a disponibilizar documentos descontextualizados no tempo com a realidade das escolas.
Ao final do dia de ontem lá surgiu o Despacho Normativo que aprova o Regulamento das Provas de Avaliação Externa e das Provas de Equivalência à Frequência dos Ensinos Básico e Secundário para o ano letivo de 2022-2023.
O que diz este regulamento no artigo 35.º?
Realização de provas de avaliação externa e provas de equivalência à frequência
1 — Pode ser autorizada a aplicação de adaptações na realização das provas de avaliação externa e das provas de equivalência à frequência, nos termos do artigo 28.º do Decreto -Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, na sua redação atual, que estabelece o regime jurídico da educação inclusiva.
…
5 — O processo de solicitação de aplicação de adaptações é constituído sob proposta do docente titular de turma/conselho de docentes ou diretor de turma/conselho de turma.
…
10 — O processo para requerer a aplicação de adaptações, a submeter ao diretor da escola ou ao JNE, consoante o caso, integra, obrigatoriamente, cópias dos seguintes documentos:
…
e) Ata do conselho de turma, quando aplicável;
Ou seja, ao final do dia de ontem saiu este despacho normativo com as reuniões de avaliação do 2.º período a decorrer.
Assim, a publicação deste despacho normativo obriga a que os Conselhos de Turma/Conselhos de Docentes reúnam novamente para a aplicação de adaptações na realização das provas de avaliação externa e das provas de equivalência à frequência.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/burocracias-elevadas-ao-quadrado/
Abr 04 2023
Pelo que me apercebi ao longo do dia de hoje já foram chamados alguns docentes que meteram MPD para uma das 7500 juntas médicas acordadas com o governo, mas há docentes de Portalegre que foram chamados a uma junta médica em Lisboa.
Tal como ontem foi denunciado, existem Juntas Médicas para avaliar a MPD dos professores, mas não existem juntas médicas para avaliar a incapacidade dos trabalhadores.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/comecaram-as-juntas-medicas-da-mpd-dos-professores/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/a-pro-ordem-reune-hoje-com-os-partidos-politicos-e-amanha-com-o-ministro-da-educacao/
Abr 04 2023
Sumário: Altera o Regulamento do Júri Nacional de Exames e aprova o Regulamento das Provas de Avaliação Externa e das Provas de Equivalência à Frequência dos Ensinos Básico e Secundário para o ano letivo de 2022-2023
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/comeca-o-festival-2023-do-iave/
Abr 03 2023
O governo apresentou uma proposta aos sindicatos com vista a corrigir as assimetrias provocadas pelo período de congelamento das carreiras. Em declarações à Lusa, o ministro da Educação afirmou que só essa proposta tem um custo de 161 milhões de euros, razão pela qual a recuperação integral e imediata do tempo de serviço dos professores é uma exigência inaceitável. Mas um estudo rigoroso da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) vem demonstrar que, afinal, o seu custo é de apenas 5,83 milhões de euros. Vejamos então o que diz a ANDE sobre as três medidas que constituem a proposta do governo, calculando o impacto da sua aplicação na massa salarial dos professores em 2023, com retroativos a 1 de janeiro.
A primeira medida consiste na recuperação do tempo em que os docentes ficaram a aguardar vaga nos 4º e 6º escalões, a partir do ano em que aconteceu o descongelamento das carreiras. Aqui, a ANDE considera como recuperação de tempo de serviço intervalos de 1 ano contados a partir de 1 de janeiro. Considera também que a recuperação de 2 anos, 9 meses e 18 dias tenha efeitos para progressão na carreira. Conclui que em 2023 a aplicação da medida abrange 989 docentes, com um impacto financeiro de 10,67 milhões de euros.
A segunda medida prevê a libertação de vagas no acesso aos 5º e 7º escalões para todos os docentes que viram congelados exatamente 9 anos, 4 meses e 2 dias de serviço prestado. Feitas as contas, considerando o número real de professores posicionados nos 4º e 6º escalões, e mantendo-se os padrões de avaliação de desempenho dos anos anteriores, esta medida abrange previsivelmente 2413 docentes em 2023, com um impacto financeiro de 12,91 milhões de euros.
A terceira medida refere-se à redução de 1 ano na duração do escalão para os docentes posicionados no 7º, 8º e 9º escalões. Os dados mostram que em 2023 esta medida abrange 2081 professores, com um impacto financeiro de 22,77 milhões de euros.
Até ao momento, as contas dos dirigentes escolares não foram contraditadas nem desmentidas. A ser assim, os professores têm razão quando exigem seriedade e respeito. Têm razão em manter a sua luta e toda a contestação. Têm razão quando exigem a reposição integral da totalidade do tempo de serviço congelado, algo que um outro estudo dos dirigentes escolares, não contraditado nem desmentido, demonstrou ser possível até ao final da década.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/as-contas-do-governo-e-as-contas-dos-dirigentes-escolares-pedro-patacho/
Abr 03 2023
Muito em breve chegará o dia em que ninguém vai querer levantar os portáteis porque a sua esperança de vida terminou e dificilmente algum Encarregado de Educação quer responsabilizar-se por pagar um portátil novo que avarie nas mãos dos seus filhos.
E eles ficarem nas escolas é de todo impossível porque cada sala tem geralmente apenas duas ou três tomadas de corrente nas paredes.
E quando se fala em desmaterialização dos manuais escolares e provas on-line só apetece dar umas valentes gargalhadas de quem tem estas ideias, como se tal fosse possível, numa escola portuguesa.

Os computadores escolares estão a dar problemas.
A TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal) recebeu denúncias de mães de alunos da Escola Básica de Sobral de Monte Agraço e Santo Quintino.
Os filhos terão recebido computadores já danificados e terá sido pedido a dois menores que assinassem um documento sobre a avaria do computador que usavam.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/mas-alguem-acha-que-estes-portateis-vao-durar-muitos-anos/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/vigilia-pela-educacao-31-de-marco-de-2023-braga/
Abr 03 2023
Marcelo ainda pode resolver os problemas dos concursos e mudar este jogo de cartas marcadas
No momento em que escrevo, creio que o Presidente ainda não promulgou a lei dos concursos.
Em Portugal, nenhuma lei é lei sem a concordância do Presidente, seja um decreto-lei, vindo da competência legislativa do governo, seja uma Lei em sentido estrito, vinda do Parlamento.
Perante uma decisao legislativa a precisar da sua promulgação, Marcelo pode promulgar e autoriza a que passe a lei, vetar e devolve a quem a fez ou suscitar a fiscalização preventiva da constitucionalidade ao Tribunal constitucional.
A lei dos concursos julgo que ainda está nesta fase.
Se Marcelo acha que estar de bem com o Governo é mais importante que estar de bem com o povo, promulga e destrói a vida de milhares de famílias.
Se Marcelo põe os atos onde põe as palavras e acha que haver acordo com os professores era importante (como disse) e que o Governo abusa ao impor sem acordo contra uma vontade, tão sonoramente manifestada, veta com fundamento na necessidade de o Governo realmente negociar.
E até pode, mas ele é o constitucionalista, suscitar inconstitucionalidades. Por exemplo, nas quotas para pessoas com incapacidade cuja inexistência prática por impossibilidade matemática é inconstitucional por omissão.
E o argumento do governo de que há pressa em fazer os concursos é uma falácia.
Já vamos todos gramar com eles em Agosto e, por isso, tanto faz mais cedo ou mais tarde.
O argumento da pressa é como o dos burlões que querem decisões rápidas para melhor enganar.
Marcelo pode resolver isto tudo e ser uma força política de transformação deste processo.
Ou pode prosseguir o seu mandato numa apagada e vil tristeza.
Luís Sottomaior Braga
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/os-contratados-e-todos-os-que-concorrem-deviam-apelar-a-marcelo/
Abr 03 2023
SUMÁRIO: Estabelece, para o ano letivo de 2022-2023, medidas excecionais e temporárias relativamente à avaliação, aprovação de disciplinas, conclusão dos cursos científico-humanísticos do ensino secundário e acesso ao ensino superior
Artigo 4.º
Avaliação, aprovação de disciplinas e conclusão do ensino secundário no ano letivo de 2022 -2023
1 — No ano letivo de 2022 -2023, para efeitos de avaliação, aprovação de disciplinas e conclusão do ensino secundário dos alunos previstos no artigo anterior, incluindo disciplinas em que haja lugar à realização de exames finais nacionais, é apenas considerada a avaliação interna.
2 — Os alunos realizam exames finais nacionais apenas nas disciplinas que elejam como provas de ingresso no ensino superior, sem prejuízo do disposto no número seguinte.
3 — É ainda permitida a realização de exames finais nacionais para efeitos de melhoria da classificação obtida em prova de ingresso já realizada e/ou da classificação final da disciplina, apenas para efeitos de acesso ao ensino superior.
4 — Os alunos autopropostos, incluindo os que se encontram no regime de ensino individual ou de ensino doméstico, realizam provas de equivalência à frequência, as quais são substituídas por exames finais nacionais nas disciplinas em que haja essa oferta.
5 — Nos casos em que se encontre prevista a realização de exames finais nacionais apenas para apuramento da classificação final do curso para efeitos de prosseguimento de estudos no ensino superior, os alunos ficam dispensados da sua realização.
6 — A realização de exames finais nacionais para melhoria da classificação final da disciplina, apenas para efeitos de acesso ao ensino superior, é objeto de regulamentação no Regulamento de Provas e Exames.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/medidas-excecionais-e-temporarias-relativamente-a-avaliacao/
Abr 02 2023
Só a partir do dia 14 de abril é que as escolas vão conseguir selecionar os candidatos.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/aviso-para-os-que-aguardam-ser-colocados-em-contratacao-de-escola/
Abr 02 2023
Como seria de esperar, a recuperação dos 6A6M23D é a prioridade principal dos docentes nas suas exigências, seguindo-se a eliminação das vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalões.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/resultados-do-inquerito-sobre-as-medidas-a-implementar-em-prol-da-valorizacao-da-carreira-docente/
Abr 02 2023
Ao longo de mais de 10 anos os leitores do Blog sabem que no dia 1 de Abril é sempre feito um artigo que não sendo verdade procura que o seja, Pelo histórico dos dias 1 de abril pude agora constatar que alguns dos artigos que eram pura fantasia, com o tempo tornaram-se reais. Sei que alguns criaram alguma histeria (nomeadamente no artigo de 2016, que levou muitos professores a questionarem-me onde estava a declaração de oposição ao concurso).
A mentira de 2014, já supera a realidade e agora nem são precisos os 3 contratos anuais para a vinculação.
Cada um destes artigos do dia 1 de abril fazem parte da nossa fantasia em que a comunicação social lançava no telejornal da noite a mentira que procurava que passasse despercebida. Apenas no dia seguinte era dada a informação de que mentira tinha sido anunciada ao pais no único serviço noticioso de Portugal.
A sociedade tem mudado e a triagem para o que é verdadeiro ou falso muitas vezes leva-nos à duvida, porque, ou não somos capazes de fazer uma triagem das notícias ou puramente somos levados pelos títulos das notícias, conforme nos interessa esse título.
E quem leva a mal estas notícias de 1.º de Abril espero que ponha um lembrete para no dia 1 de abril de 2024 não vir aqui, pois, enquanto a minha boa disposição o permitir irei continuar a fazer o habitual artigo de 1.º de Abril.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/historico-do-1-o-de-abril-no-blog/
Abr 02 2023
Mais cursos, mais vagas e mais cedo. De norte a sul do país, as possibilidades de escolha por parte de quem conclui o ensino secundário e quer seguir para o superior são muitas. Eis um retrato do concurso para 2023/2024 e do ano letivo anterior

1108 licenciaturas e mestrados integrados abrem vagas em 2023/24
Direito na Universidade de Lisboa é o que abre mais lugares: 445; segue-se Direito na Universidade de Coimbra com 338
No total, existem 54.036 em disputa no concurso nacional de acesso, a que se juntam mais 697 nos concursos locais (feitos em cada escola superior, maioritariamente em cursos artísticos)
1541 é o número de vagas em Medicina no ensino público. São mais 7 do que no ano passado, graças a um aumento de duas no Minho e de cinco em Coimbra
Os cursos que visam a formação em competências digitais totalizam 9127, um aumento de 2% face ao ano passado
No concurso do ano passado, em 27 cursos foi preciso ter 18 ou mais valores de média de candidatura para se conseguir entrar
18,9 valores foi a nota mínima de entrada mais alta em 2022/2023. Aconteceu no curso de Medicina do ICBAS da Universidade do Porto. Seguiram-se Engenharia Aeroespacial (18,85) no Técnico de Lisboa e Engenharia Física Tecnológica na mesma faculdade (18,78)
42 cursos considerados de “excelência” puderam aumentar vagas este ano, por terem deixado no ano passado de fora, por falta de lugar, candidatos em 1ª opção com média superior a 17 valores. Nem todos aumentaram a oferta para o próximo ano, mas há mais 82 vagas nestas licenciaturas e mestrados integrados mais concorridos
Existem mais 100 vagas – um aumento de 12% – nos cursos de Educação Básica, necessários para a formação de professores do 1º ao 6º ano
A Universidade de Lisboa, com 7424 vagas, é a maior do país. A maior parte das instituições aumenta a sua capacidade, mas há exceções como os politécnicos de Bragança, Viana do Castelo e Castelo Branco ou ainda a Universidade dos Açores.
27 de agosto é a data em que serão conhecidas as colocações da 1ª fase do concurso nacional de acesso. As candidaturas decorrem entre 24 de julho e 7 de agosto
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/mais-vagas-para-professores-100-mais-precisamente/
Abr 02 2023
Haverá 54.036 lugares nas instituições de ensino públicas no próximo ano lectivo. Governo antevê aumento de mais de 150 vagas em Medicina em resultado das novas regras de acesso.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/ensino-superior-com-recorde-de-vagas-mas-cursos-mais-concorridos-quase-nao-crescem/
Abr 02 2023
Perante uma notícia falsa, publicada pelo Arlindo Ferreira, em jeito de brincadeira, alusiva ao Dia das Mentiras, dando conta de que o Governo tinha anunciado a contabilização dos 6A 6M 23D, eis que se extremaram opiniões:
– Alguns sorriram e interpretaram a notícia com sentido de humor, apesar de lastimarem que não fosse verdadeira;
– Outros consideraram-na como uma brincadeira de mau gosto e sentiram-se ofendidos pela mesma…
Confesso que quando li a notícia, pela primeira vez, não a relacionei com o Dia das Mentiras e, portanto, não percebi a brincadeira nessa altura… E o meu pensamento instantâneo foi este: Não acredito nisto!
Em minha defesa, devo dizer que, neste momento, acuso “um supremíssimo cansaço, íssimo, íssimo, íssimo, cansaço” (Álvaro de Campos) e que isso talvez tenha perturbado o meu discernimento, mas, contra mim, também tenho a referir que tendo a identificar-me com este tipo de pessoas:
Quem ri por último é porque não percebeu a piada…
Sim, é verdade. Isso passa-se comigo muitas vezes, como poderiam confirmar aqueles que me são mais próximos… Aliás, esse facto é tão evidente e frequente que chega a ser, em si mesmo, uma espécie de anedota caseira e familiar…
Passando essa observação marginal e voltando à parte mais séria do problema:
– O roubo do tempo de serviço dos Professores foi perpetrado por um Governo de António Costa…
– As consequências desse vitupério são inquestionavelmente penalizadoras para todos os Professores…
– Todos os Professores têm o inalienável direito de se sentirem usurpados e frustrados com tamanha injustiça e com a discriminação negativa de que têm sido alvo, em particular pelos Governos de António Costa…
– Percebe-se que existe muita frustração e muita raiva recalcadas e reprimidas, a precisar de serem libertadas…
– Os sentimentos negativos suscitados pelo referido roubo são absolutamente compreensíveis, mas transferi-los para outros que não sejam, ou tenham sido, membros do Governo de António Costa, não parece lógico, nem legítimo…
– Ainda que os sentimentos possam nem sempre ter lógica, convirá, talvez, não enveredar pela táctica dos “tiros nos próprios pés”, evitando eleger “bodes expiatórios”, como forma de aliviar tensões e frustrações…
– Se existe raiva e frustração, deveriam as mesmas dirigir-se a quem praticou a injustiça, em vez de, subliminarmente, se atribuírem culpas alheias a alguém que, na verdade, não praticou qualquer “delito”…
É sempre mais fácil, e tentador, fustigar os pares do que enfrentar e contrariar a Tutela…
No passado isso foi muito evidente e teve consequências desastrosas ao nível da união da Classe Docente e todos se lembrarão da expressão “saco de gatos”, muitas vezes utilizada para, metaforicamente, caracterizar o ambiente corporativo que se vivia entre os Professores…
Quem quererá reviver e recriar essa condição?
Ontem foi Dia das Mentiras, mas hoje já não é…
(Paula Dias)
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/ontem-foi-dia-das-mentiras/
Abr 01 2023
EU TIVE UM SONHO
OS PROFESSORES TÊM UM SONHO
Os Professores Têm o Sonho de Mudar o Mundo. A sensibilidade/poesia do saber e do pensar. Temos o toque da sabedoria estudada/experimentada!
Os Professores têm o sonho e a esperança de mudar pessoas e vidas
Os Professores têm o sonho de formar melhor cada pessoa humana
Os Professores têm o sonho da axiologia e dos valores humanistas
Os Professores têm o sonho das calmarias dos prados verdejantes
Os Professores têm o sonho do sol brilhando nos campos humanos floridos
Os Professores têm o sonho do espelho de água do oceano ao entardecer
Os Professores têm o sonho da Felicidade do sorriso de uma criança
Os Professores têm o sonho de mão com mão a dar a(s) mão(s)
Ao Professores têm o sonho de luz de missão pelo Outro
Os Professores têm o sonho de um sorriso em cada lágrima
Os Professores têm o sonho de quem Ama com o Coração
Os Professores têm o sonho da Luta pelo Bem
Os Professores têm o sonho de ensinar a Dignidade e o Respeito
Os Professores têm o sonho que Ama o Juízo e a Justiça que procuramos
Os Professores têm o sonho da Verdade que nega a mentira
Os Professores têm o sonho da compreensão e da Razão
Os Professores têm o sonho da utopia humana porque Cremos
Os Professores têm o sonho de Tocar cada Gota do oceano humano
Os Professores têm o sonho de Mudar cada gotícula da chuva humana
Os Professores têm o sonho de com os Alunos montar o Arco-Íris
Os Professores têm o sonho de parar de chorar sorrindo
Os Professores têm o sonho de ter o Coração sem raízes de amargura
Os Professores têm o sonho de voar no Céu azul radiante olhando a borboleta
Os Professores têm o sonho de deixar de ter Medo do futuro
Os Professores têm o sonho de um ME que Nos Mime e Ame
Os Professores têm o sonho de Ser Filhos da Tutela
Os Professores têm o sonho de derrubar paredes e construir pontes
Os Professores têm o sonho do Fim do castigo da inocência
Os Professores têm o sonho da Negociação e Não ilusão e desilusão
Os Professores têm o sonho do Fim da Tempestade feita Bonança
Os Professores têm o sonho da chegada a Bom Porto e amarar
Os Professores têm o sonho de Amando Ser Amados Sentidamente
Os Professores têm o sonho da perdição das Quimeras do ME
Os Professores têm o sonho de transformar a tristeza em Felicidade
Os Professores têm o sonho da Pedra Filosofal que comanda a Vida
Os Professores têm o sonho de abraçar políticas e dar o aperto de mão
Os Professores têm o sonho de Olhar Olhos nos Olhos sem mágoa(s)
Os Professores têm o sonho de Ser Valorizados e reconhecidos
Os Professores têm o sonho de Ver e Saber ter valido a pena
Os Professores têm o sonho da Alma e Chama que nos Une
Os Professores têm o sonho do Diálogo e do FIM do pesadelo maldito
Os Professores têm o sonho de Viver e Trabalhar em Paz
Os Professores têm o sonho de Filhos de boa gente que se Sente
Os Professores têm o sonho de Acordar o Governo e o Ministério/Ministro
Os Professores têm o sonho da Qualidade da Escola Pública
Os Professores têm o sonho da Escola massificada e inclusiva Exigente
Os Professores têm o sonho do fim de projectos e aprendizagens absurdas
Os Professores têm o sonho da Verdade dos resultados escolares
Os Professores têm o sonho do Triunfo da Escola Pública
Os Professores têm o sonho do direito à greve e da Democracia plena
Os Professores têm o sonho da Crítica e Razão da Cidadania
Os Professores têm o sonho do Altruísmo pelo Próximo
Os Professores têm o sonho do Estado de Direito e de dizer Chega e Basta
Os Professores têm o sonho de Ter uma Profissão Atractiva
Os Professores têm o sonho de dizer NÃO à espúria maldade
Os Professores têm o sonho de dizer AMO-TE PORTUGAL
Os Professores têm o sonho de poder enterrar o “machado de guerra”
Os Professores têm o sonho da confraternização da Educação e Ensino
Os Professores têm o sonho de Dar Sempre Mais e Mais aos Alunos
Os Professores têm o sonho da/na Gratidão de/a PORTUGAL
Os Professores Têm o Sonho da Recuperação integral do Tempo de Serviço Docente!!!
Muito Obrigado!!!
Disse/Dissemos.
Carlos Calixto
Nota: professor que escreve de acordo com a antiga ortografia.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/os-professores-tem-o-sonho-de-mudar-o-mundo/
Abr 01 2023
O Ministro da Educação, João Costa, anunciará ao final do dia de hoje a contabilização dos 6A6M23D para que nas reuniões do dia 5 de abril possam ser retirados todos os pré-avisos de greve e as manifestações marcadas para os dias 25 de abril, 1 de maio e 6 de junho.
Esta medida vai ao encontro das principais reinvindicações dos professores e servirá para acalmar o 3.º período, conforme pediu o Presidente da República.
Aguarda-se mais desenvolvimentos da informação ao longo do dia de hoje.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/governo-anuncia-a-contabilizacao-dos-6a6m23d/
Abr 01 2023
À partida, uma negociação será uma tentativa de entendimento entre várias partes, com o objectivo de se obter um acordo sobre as soluções para um determinado problema…
As “negociações” entre o Ministério da Educação e os Sindicatos continuam sem acordo e sem soluções credíveis e aceitáveis, pelo que todos os problemas se mantêm, sem qualquer resolução à vista…
Na realidade, não têm existido negociações, mas antes previsíveis “solilóquios” e simulacros de negociações, com o Ministério da Educação, muitas vezes, a “falar consigo próprio” e a apresentar sucessivas propostas inquinadas pela injustiça e pela iniquidade…
O Ministério da Educação saberá, muito bem, que as suas propostas apresentam um carácter perverso e desleal, por potenciarem os conflitos no seio da Classe Docente, mas isso não o impede de as apresentar, nem de as mesmas serem ratificadas em sede de Conselho de Ministros…
Tem-se assistido a uma visão deprimente da dita “negociação”, com os Sindicatos a mostrarem-se naturalmente agastados com os respectivos resultados e o Ministério a perorar que tem transigido em algumas reivindicações, tentando, dessa forma, iludir a “opinião pública”…
O Ministério da Educação parece estar interessado em arrastar as “negociações”, sem que pareça existir a genuína intenção de ceder no que quer que seja, levando os Sindicatos à humilhação constrangedora de terem que “mendigar por graças” que nunca obterão…
A sujeição a esta estratégia ardilosa do Ministério da Educação não dignifica nenhum dos intervenientes neste processo, nem é admissível numa suposta Democracia…
Por tudo o anterior, as possibilidades de entendimento com o Ministério da Educação parecem cada vez mais remotas…
Se no desfecho das “negociações” forem para prevalecer a vontade e as pretensões do Ministério da Educação, como até agora tem sucedido, que pertinência e utilidade poderão ter as próximas reuniões?
Os Sindicatos estarão dispostos a continuar a sujeitar-se ao papel de obedientes parceiros sociais, postos ao serviço de sucessivos simulacros de negociações?
A comparência futura dos Sindicatos em reuniões que, na realidade, não deverão passar de simulacros de negociações ajudará o Ministério da Educação a dissimular a sua própria intransigência e propiciará a legitimação e o “branqueamento” das decisões que vierem a ser tomadas pela Tutela, mesmo as mais injustas e iníquas, pelo menos em termos de opinião pública…
E isso não será desejável, nem aconselhável…
A continuidade dessa comparência dos Sindicatos justifica-se ou faz sentido, tendo em conta tais contrariedades?
Com toda a franqueza, para o Ministério da Educação não parece que faça grande diferença se os Sindicatos aceitam, ou não, voltar a sentar-se à mesa das “negociações”, uma vez que, e à luz do comportamento já observado, as decisões da Tutela acabarão por ser tomadas de forma unilateral…
Mas para os próprios Sindicatos talvez faça alguma diferença: se recusassem comparecer em novas rondas negociais demonstrariam, cabalmente, que não estariam dispostos a aceitar uma noção de “diálogo” completamente desvirtuada e deturpada, nem a abdicar da dignidade e do respeito que lhes são devidos, assim como aos seus representados…
A dignidade e o respeito não podem estar sujeitos a qualquer negociação e muito menos a simulacros de negociação…
Quem quer continuar a sujeitar-se a uma situação absurda, que está viciada desde o início, aceitando fazer parte dela?
Muitas vezes, não há progresso, nem renovação, sem rupturas, sem desacomodações e sem desobediência…
O tempo das “lutas” obedientes e previsíveis foi, definitivamente, ultrapassado…
Nas condições actuais, e sem outras alternativas disponibilizadas pelo Ministério da Educação, este é o tempo de rupturas, de desacomodação e de desobediência, sem as quais dificilmente haverá progresso, renovação e reposição da justiça e da equidade…
Se não for agora, quando será?
Enquanto o “sistema” continuar a funcionar, dentro de cada escola, sem grandes constrangimentos ou perturbações, que força de negociação e que efeitos concretos poderão gerar as actuais reivindicações?
Que motivos há-de ter o Ministério da Educação para ceder às pretensões dos profissionais de Educação, se os próprios mantiverem o “sistema” a funcionar, de forma mais ou menos habitual e regular, em cada escola?
No momento actual, existem muitas iniciativas em curso e as formas da presente luta têm-se diversificado, mas dentro de cada escola tudo vai decorrendo de acordo com a “normalidade” esperada pelo Ministério da Educação…
Até quando?

(Imagem roubada da Internet, de autor desconhecido).
Já se percebeu que este Governo continuará a hostilizar os professores e a agir de forma absolutamente intransigente, ao mesmo tempo que tem convivido muito bem com todas as formas de luta até agora encetadas…
As declarações proferidas pelo 1º Ministro António Costa na entrevista concedida à SIC em 30 de Março passado, ilustram, nitidamente, essa inflexibilidade e essa obstinação…
Portanto, esperar que o actual Governo seja acometido por uma “epifania”, capaz de o demover dos seus perniciosos objectivos, não passará de uma quimera ou de um “pensamento mágico”…
À medida que o tempo passa, e que não se obtêm resultados concretos, maior será a probabilidade de a presente luta se dissipar, ou de cair numa rotina que, dificilmente, originará os resultados pretendidos…
Precisa-se, urgentemente, de novas “pedradas no charco”…
A “pedrada” dada pelo STOP foi fundamental e decisiva para se iniciarem os actuais protestos e teve o mérito inegável de ter conseguido dar voz, audível e visível, às inquietações e ao mal-estar dos profissionais de Educação, mas já não bastará para que esta luta consiga obter os efeitos práticos desejados…
Perante a arrogância e a má-fé que têm vindo a ser demonstradas pelo presente Governo, será imprescindível que todos assumam a sua quota-parte de responsabilidade pelas soluções de problemas, que exerçam com audácia os seus Direitos de Cidadania e que estejam dispostos a levar a presente luta até onde ela tiver que ir, para se alcançarem os desígnios que a motivaram…
Só estaremos condenados à tirania e à obediência, se permitirmos que uma e outra nos dominem…
(Paula Dias)
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/precisa-se-urgentemente-de-novas-pedradas-no-charco/
Abr 01 2023
As organizações sindicais ASPL, FENPROF, FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU foram convocadas para reunião a realizar no próximo dia 5 de abril, às 15:00 horas. Para esta reunião, a segunda do processo negocial, o Ministério da Educação decidiu desmantelar a mesa negocial única que reuniu em 22 de março. Nessa altura, o ME informou ser sua intenção voltar ao formato de 4 mesas negociais, tendo estas 9 organizações requerido a manutenção da mesa única. Ficou a saber-se que o ME constituiu uma mesa com as 9 organizações, tendo constituído outra mesa com as demais 3 (SIPPEB, SNPL e STOP). Fica sem se saber se tal decorreu de pedido daquelas organizações ou de decisão arbitrária do ME.
A reunião negocial de dia 5, que é convocada sem respeito pelos 5 dias úteis que a lei impõe, terá como único ponto em agenda a alegada correção de assimetrias na carreira decorrentes dos períodos de congelamento. Para as organizações sindicais de docentes, as assimetrias existentes na carreira não decorrem dos períodos de congelamento, mas das políticas de desvalorização da profissão docente que têm vindo a ser desenvolvidas pelos diversos governos, sobretudo desde 2007.
Nesta reunião, as organizações defenderão a única posição que poderá repor a justiça na carreira e na profissão: a contagem integral do tempo de serviço, incluindo o tempo perdido entre as transições de carreira, nomeadamente em 2007 e em 2010. Estão abertas a negociar um período de faseamento para garantir esta contagem integral do tempo cumprido pelos docentes e pretendem que, por opção, os docentes possam usar o tempo não contado para despenalizar a antecipação da aposentação ou majorar o valor da pensão. O que não aceitarão é que o ME avance com uma proposta que não recupera um só dia dos que estiveram congelados e continuam por recuperar.
Lisboa, 31 de março de 2023
As organizações sindicais
ASPL, FENPROF, FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/04/duas-mesas-negociais-a-primeira-no-dia-5-de-marco/
Mar 31 2023
A esta hora decorre uma vigília em Oliveira do Hospital.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/vigilia-em-oliveira-do-hospital/
Mar 31 2023
Hoje os professores do concelho de Vila Franca de Xira manifestaram-se à porta Escola Secundária do Forte da Casa.

Susana Guerra
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/manifestacao-a-porta-da-escola-secundaria-do-forte-da-casa/
Mar 31 2023
E daqui a pouco a soma dos impostos que vão para a defesa e a segurança vão ser quase idênticos ao que se paga de impostos para a educação.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/um-valor-cada-vez-mais-reduzido-de-impostos-para-a-educacao/
Mar 31 2023
Relatório de segurança interna de 2022 contabiliza 4634 ocorrências de natureza criminal no âmbito do programa Escola Segura no ano lectivo 2021/22. Dois terços são agressões, insultos ou ameaças
Foram contabilizadas no ano lectivo passado 4634 ocorrências de natureza criminal em ambiente escolar, o número mais elevado dos últimos seis anos. Isso mesmo revela o Relatório Anual de Segurança Interna relativo a 2022 que vai ser entregue esta sexta-feira na Assembleia da República.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/crimes-em-contexto-escolar-atingem-valor-mais-alto-dos-ultimos-seis-anos/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/a-sondagem-do-iscte-que-demonstra-a-justica-da-luta-dos-professores/
Mar 31 2023
Estimativas da Fenprof apontam que ainda há 20 mil alunos sem todos os professores e que, na maioria das semanas, o número ascendeu a 30 mil.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/ainda-ha-20-mil-alunos-sem-todos-os-professores/
Mar 30 2023
Desde setembro, que já entrei em vigílias na minha cidade, participei numa manifestação frente à Assembleia da República, várias outras manifestações em Lisboa, participei e organizei várias manifestações à porta da minha escola e noutras escolas, no cimo de pontes e em praças, desfiles pelas ruas da minha cidade e noutros concelhos do Norte, plenários na minha escola e outras, escrevi comunicados, fiz centenas de euros de greve, dei entrevistas e depoimentos e escrevi centenas de textos sobre a luta e problemas da escola e dos professores.
Já tive direito a uma visita da Inspeção na minha escola, decidida por um membro de gabinete do Governo, para questionar a minha ação profissional.
“Desapareci em combate” e desleixei a atenção a pessoas que gosto e criei problemas pessoais desnecessários e que deixarão marcas perenes.
O ganho tem sido pouco.
O balanço é que, contra toda a lógica da Democracia, o governo não quer saber e não quer reagir acolhendo soluções, ouvindo a opinião dos professores e resolvendo os problemas.
A estratégia dos Costas é um misto de “eles vão cansar-se” e “arregacemos as calças e que passe a enxurrada.”
O que estamos a viver está a aproximar-se da tirania, que é uma forma de governo em que os governantes violam as leis existentes, utilizando-se de práticas moralmente condenáveis para se manterem no poder.
Mas, mesmo isto começando a aproximar-se disso, a luta não pode esmorecer.
Os assuntos de concursos ainda não estão resolvidos e há muitos outros para resolver nas escolas e na educação nacional.
ESTAMOS A APROXIMAR-NOS DA TIRANIA….
O Governo tem uma maioria absoluta, obtida graças às distorções de um sistema eleitoral pouco representativo, porque já não é proporcional (disse-o o próprio António Costa, quando, como ministro dos assuntos parlamentares de Guterres propôs a reforma dos círculos – vide https://as.ps.pt/html/1998/968_02_04_1998/politica.htm )
Com 41,6% dos votos, o PS conseguiu, graças ao sistema de círculos manhosos não realmente proporcionais, que ainda mantemos, 51% dos deputados (117).
Os 41,6% dos votos expressos de forma proporcional davam só 96 deputados (isto é, se o sistema fosse realmente proporcional como a Constituição diz). Dizer que o sistema é proporcional e ele não ser é uma prática moralmente condenável.
Há manifestações de professores que têm mais gente presente que votos tiveram alguns deputados, que vêm falar da sua legitimidade eleitoral indiscutível para fazer o que lhes apetece na governação antieducação.
E saliente-se que a abstenção no total do país foi de 48,6 %.
Metade dos eleitores nem votaram e não foi sequer metade dos outros que votou que votou PS.
Mas, muitos videirinhos do PS acham que resultados desses fundamentam as suas posições radicais contra o povo e os interesses da escola pública. E o “mau governo” que nos estão a disponibilizar.
A LUTA NAS ESCOLAS É UMA LUTA POR DIREITOS CONSTITUCIONAIS E DIREITOS FUNDAMENTAIS
Defendo um sistema político baseado na moderação, no voto e nos partidos.
Mas proporcional e representativo e não um, em que, com falta de humildade democrática, se ache que uma maioria absoluta, mais que imperfeita, permite validar tudo e não ouvir os justos protestos, que duram há meses, com graves custos para quem protesta e quem os sofre.
O direito à greve é um direito materialmente democrático. A maioria absoluta só formalmente o é.
Hoje a notícia é que João Costa nem a Provedora de Justiça respeita.
Parece que só os Tribunais são aceites como travões, por um governo que acha que a “sua” maioria absoluta legitima tudo o que lhe apetece fazer nos intervalos da “caridadezinha” face à crise.
LUTAMOS PORQUÊ?
Nós, professores, estamos a lutar por uma ideia Constitucional fundamental: uma escola pública de qualidade, bem organizada, bem financiada, bem dotada de recursos e com profissionais bem pagos e seguros, respeitados, bem enquadrados e apoiados.
Estamos a lutar por salários, mas também por mais qualidade no trabalho e menos burocracia, menos centralismos e mais democracia de decisão, pela nossa autonomia pedagógica, por segurança e combate à violência e indisciplina, pelos direitos fundamentais de acesso a funções públicas com equidade, à vida familiar, à saúde, segurança e justa remuneração.
Pelo direito ao respeito das nossas expetativas (há leis sobre carreira, vigentes há décadas e negociadas, que não são cumpridas e cujo incumprimento continuado e futuro ainda se tenta negociar outra vez e leis sobre concursos, em que direitos de todos e até de gente especialmente desprotegida, vide direitos das pessoas com incapacidade, vão ser desrespeitados).
Lutamos também pelo direito à greve, à proteção contra o abuso de poder e pela liberdade de manifestação. E até de expressão, em algumas escolas com dirigentes mais rosados.
E estamos a lutar, em última análise, pelos alunos e por Portugal.
Que mais podemos fazer para que o PS e o seu Governo percebam que estão a trair a sua declaração de princípios e o seu programa e, pior, a sua própria História e a Constituição?
Fui militante do PS entre os anos 90 e 2005. Tive a honra de conhecer e trabalhar com fundadores do Partido, gente que lutou antes do 25 de abril e que participou na Assembleia Constituinte.
Para mim, traição à memória dessas pessoas, por quem tive amizade, companheiros de Salgado Zenha e Fernando Valle era concordar com o PS de hoje e suas políticas, com a sua arrogância política, indiferença pelo povo e falta de respeito pela Democracia.
Sócrates pode ter feito do PS um partido parecido com PRI mexicano. Mas isso não pode continuar a reflectir-se nas escolas.
Os professores não estão a lutar só por si, não só pela Escola Pública, mas também pela Democracia e Liberdade.
E isso justifica moral e politicamente que continuemos.
Com greves, com outras ações e com aquilo que pudermos para os objetivos elevados que estamos a frisar com essa luta.
E isso justifica o que se tem feito e até mais.
Aliás, é preciso que se faça mais: protesto que afete realmente o trabalho e tenha o alcance real do problema que estamos a enfrentar.
Não podemos continuar a fazer visitas de estudo e entregar ordeiramente avaliações e depois ir para a porta da escola acenar os cartazes.
Muita gente fala de desobediência civil. Thoreau postulou o conceito num sentido pacífico contra um Estado formalmente democrático (os EUA).
Acho que, no caso dos professores, se justifica pensarmos em caminhos desses.
E lamento constatar a falta de consciência da disciplina coletiva que essas práticas exigem.
Mas não paramos, mesmo!
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/luto-e-continuarei-a-lutar-porque-luis-sottomaior-braga/
Mar 30 2023
O aumento adicional de salários em 2023, de 1%, aplicar-se-á a todos os Funcionários Públicos, independentemente do seu nível salarial.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/o-aumento-adicional-de-salarios-de-1/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/o-estudo-da-ande/
Mar 30 2023
Associação de directores contraria Governo e diz que soluções têm cinco vezes menos impacto do que o anunciado. Custo orçamental será de 46 milhões, abaixo dos 161 milhões estimados por tutela.

As medidas que o Ministério da Educação (ME) apresentou na semana passada para mitigar os efeitos do congelamento da carreira dos professores vão abranger menos de 13 mil docentes, o que corresponde apenas a cerca de 20% do número apontado pela tutela: 60 mil. As contas são de um estudo interno da Associação Nacional de Directores Escolares (ANDE), segundo a qual os efeitos orçamentais contabilizados pelos dirigentes das escolas públicas também são cerca de um terço dos estimados pelo Governo.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/mexidas-nas-carreira-dos-professores-so-terao-efeitos-para-13-mil-estimam-directores/
Mar 30 2023
Quando a correção dos efeitos assimétricos acentua as assimetrias!
No passado dia 22 de março teve início um processo negocial entre o Ministério da Educação (ME) e as estruturas sindicais, com a pretensa intenção, entre outras, de promover a implementação de medidas que permitam a “correção dos efeitos assimétricos internos à carreira decorrentes do período de congelamento”. Refiram-se ainda, segundo o ME, que a mesma assenta em pressupostos como o do congelamento das carreiras ter atingido professores em estádios bastante diferenciados e de que importa garantir que os professores cujas carreiras ficaram congeladas em momento mais precoce atinjam escalões mais elevados.
No entanto, esta proposta, que a tutela da educação diz ser dirigida ao segmento dos professores mais afetados e que viram as suas carreiras mais prejudicadas, acaba por ter o efeito perverso de aumentar as injustiças e lesar docentes que já foram amplamente prejudicados e discriminados desde 2012. Ao ser dirigida ao universo de professores COM 9 anos, 4 meses e 18 dias de congelamento, conduz a que basta um professor não ter exercido funções docentes durante UM DIA e já não lhe é aplicada nenhuma das medidas previstas, nomeadamente de recuperação de tempo de serviço e de isenção das vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalão. Isto é, recupera ZERO dias dos 6 anos, 6 meses e 23 dias em que esteve congelado!
E a que se deve esta situação?
Veja-se que durante o período de congelamento das carreiras, a partir de 2011, deu-se por via da intervenção da troika a redução de mais de 30 mil professores. Ademais, também se verificou, que milhares de professores viram os seus contratos sucessivos interrompidos em 2012, 2013 e 2014, por via do corte brutal na contratação de docentes. O que originou que aqueles que já tinham, 10, 15, 20 e mais contratos com o ME, tenham visto interrompida a sucessividade contratual dos mesmos, alguns por períodos de dias, semanas, ou poucos meses! Desta forma, por não cumprirem o requisito dos 5 contratos anuais sucessivos não vincularam pela norma-travão (1ª PENALIZAÇÃO).
Mais, a operacionalização desta norma, em que foram aplicados “filtros” regulares para que a sua eficácia fosse reduzida, deu origem a que docentes que tinham apenas 5 anos de tempo de serviço passassem a integrar os quadros, e o mesmo não tenha acontecido com professores com 10, 15, 20 e mais anos de tempo de serviço; nomeadamente aqueles que interromperam (nem que fosse por um dia) o período em que a carreira esteve congelada. (2ª PENALIZAÇÃO)
Bastou igualmente 1 dia de interrupção de funções docentes durante o período de congelamento, para que estes professores fossem retirados da Caixa Geral de Aposentações e tenham transitado obrigatoriamente para a Segurança Social, ainda que muito deles já tivessem descontos para a CGA há 10, 15 e mais anos. (3ª PENALIZAÇÃO).
E agora, face à proposta recentemente apresentada pelo ME, são mais uma vez prejudicados, pois por não cumprirem o requisito de terem exercido funções INTEGRALMENTE nos 9 anos, 4 meses e dezoito dias, a manter-se este modelo não vão recuperar nenhum dia de tempo de serviço em que estiveram congelados. (4ª PENALIZAÇÃO).
Por último, no novo regime de recrutamento de professores, foi criada a denominada “vinculação dinâmica” [e bem a nosso ver], bastando que, entre outras, o docente tenha exercido funções, pelo menos, 180 dias de tempo de serviço nos dois últimos anos, ou ter prestado, pelo menos, 365 dias de tempo de serviço no cômputo dos dois anos e em nenhum deles menos de 120 dias de tempo de serviço. Ora, neste modelo de vinculação dinâmica bastará por exemplo exercer funções 180 dias em cada ano e em nenhum ano menos de 120 dias [e bem a nosso ver]. Todavia, para os professores que desempenharam funções durante o período de congelamento, NÃO PODERÃO ter deixado NEM UM DIA de exercer funções, sob a consequência de não recuperarem SEQUER UM DIA de tempo de serviço em que estiveram congelados. (5ª PENALIZAÇÃO).
Decorre do exposto, que esta proposta não é dirigida aos mais afetados pela precariedade e pelas injustiças que têm sido alvo nos últimos 10, 15 anos. Mais, agrava a discriminação laboral, aumentando o sentimento de injustiça e de indignação tornando-se urgente e crucial a alteração do universo a quem a mesma se dirige, retirando a imposição de ter exercido funções (INTEGRALMENTE) no período de congelamento da carreira, por forma a não violar o principio da igualdade entre cidadãos e que a manter-se o atual universo, vai gerar ainda mais discricionariedade e injustiça laboral entre professores que coabitam diariamente no mesmo espaço-escola.
É, pois, fundamental desmontar a ideia de que estas novas medidas se dirigem aos professores mais afetados e prejudicados durante o período de congelamento, pois não contemplam os professores que foram, e continuam a ser, penalizados por não terem cumprido funções docentes durante a integralidade do período de congelamento, por vicissitudes absolutamente alheias à sua vontade.
Mais, depois da correção dessa questão central, urge encontrar um modelo flexível que proporcione um direito inalienável: a recuperação de todo o tempo em que todos estes docentes realmente desenvolveram funções, em espaços e tempos de grande complexidade, nunca esquecendo, apesar de todos os sacrifícios, a centralidade e necessidade social da sua função!
Por cá, manter-nos-emos bem atentos! Unidos, se necessário, levaremos as nossas vozes a todas as instâncias (nacionais e internacionais), clarificando a linha histórica de um processo que encabeçamos – pelo fim da precariedade docente de longa duração – conscientes que medidas como as que agora foram anunciadas, com a pretensa intenção de “correção dos efeitos assimétricos internos à carreira decorrentes do período de congelamento”, reforçam a precariedade dos mais precários, e, por isso, merecem a nossa declarada reprovação!
ANVPC, 30 de março de 2023
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/comunicado-da-anvpc-sobre-a-proposta-do-me-de-dia-22-de-marco/
Mar 30 2023
No passado dia 22 de março teve início um processo negocial entre o Ministério da Educação (ME) e as estruturas sindicais, com a pretensa intenção, entre outras, de promover a implementação de medidas que
permitam a “correção dos efeitos assimétricos internos à carreira decorrentes do período de congelamento”. Refiram-se ainda, segundo o ME, que a mesma assenta em pressupostos como o do congelamento das carreiras ter atingido professores em estádios bastante diferenciados e de que importa garantir que os professores cujas carreiras ficaram congeladas em momento mais precoce atinjam escalões mais elevados.
No entanto, esta proposta, que a tutela da educação diz ser dirigida ao segmento dos professores mais afetados e que viram as suas carreiras mais prejudicadas, acaba por ter o efeito perverso de aumentar as
injustiças e lesar docentes que já foram amplamente prejudicados e discriminados desde 2012. Ao ser dirigida ao universo de professores COM 9 anos, 4 meses e 18 dias de congelamento, conduz a que basta um
professor não ter exercido funções docentes durante UM DIA e já não lhe é aplicada nenhuma das medidas previstas, nomeadamente de recuperação de tempo de serviço e de isenção das vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalão. Isto é, recupera ZERO dias dos 6 anos, 6 meses e 23 dias em que esteve congelado!
E a que se deve esta situação?
Veja-se que durante o período de congelamento das carreiras, a partir de 2011, deu-se por via da intervenção da troika a redução de mais de 30 mil professores. Ademais, também se verificou, que milhares de professores viram os seus contratos sucessivos interrompidos em 2012, 2013 e 2014, por via do corte brutal na contratação de docentes. O que originou que aqueles que já tinham, 10, 15, 20 e mais contratos com o ME, tenham visto interrompida a sucessividade contratual dos mesmos, alguns por períodos de dias, semanas, ou poucos meses! Desta forma, por não cumprirem o requisito dos 5 contratos anuais sucessivos não vincularam pela norma-travão (1ª PENALIZAÇÃO).
Mais, a operacionalização desta norma, em que foram aplicados “filtros” regulares para que a sua eficácia fosse reduzida, deu origem a que docentes que tinham apenas 5 anos de tempo de serviço passassem a
integrar os quadros, e o mesmo não tenha acontecido com professores com 10, 15, 20 e mais anos de tempo de serviço; nomeadamente aqueles que interromperam (nem que fosse por um dia) o período em que a carreira esteve congelada. (2ª PENALIZAÇÃO)
Bastou igualmente 1 dia de interrupção de funções docentes durante o período de congelamento, para que estes professores fossem retirados da Caixa Geral de Aposentações e tenham transitado obrigatoriamente para a Segurança Social, ainda que muito deles já tivessem descontos para a CGA há 10, 15 e mais anos. (3ª PENALIZAÇÃO).
E agora, face à proposta recentemente apresentada pelo ME, são mais uma vez prejudicados, pois por não cumprirem o requisito de terem exercido funções INTEGRALMENTE nos 9 anos, 4 meses e dezoito dias, a manter-se este modelo não vão recuperar nenhum dia de tempo de serviço em que estiveram congelados. (4ª PENALIZAÇÃO).
Por último, no novo regime de recrutamento de professores, foi criada a denominada “vinculação dinâmica” [e bem a nosso ver], bastando que, entre outras, o docente tenha exercido funções, pelo menos, 180 dias de
tempo de serviço nos dois últimos anos, ou ter prestado, pelo menos, 365 dias de tempo de serviço no cômputo dos dois anos e em nenhum deles menos de 120 dias de tempo de serviço. Ora, neste modelo de vinculação dinâmica bastará por exemplo exercer funções 180 dias em cada ano e em nenhum ano menos de 120 dias [e bem a nosso ver]. Todavia, para os professores que desempenharam funções durante o período de congelamento, NÃO PODERÃO ter deixado NEM UM DIA de exercer funções, sob a consequência de não recuperarem SEQUER UM DIA de tempo de serviço em que estiveram congelados. (5ª PENALIZAÇÃO).
Decorre do exposto, que esta proposta não é dirigida aos mais afetados pela precariedade e pelas injustiças que têm sido alvo nos últimos 10, 15 anos. Mais, agrava a discriminação laboral, aumentando o sentimento
de injustiça e de indignação tornando-se urgente e crucial a alteração do universo a quem a mesma se dirige, retirando a imposição de ter exercido funções (INTEGRALMENTE) no período de congelamento da carreira,
por forma a não violar o principio da igualdade entre cidadãos e que a manter-se o atual universo, vai gerar ainda mais discricionariedade e injustiça laboral entre professores que coabitam diariamente no mesmo
espaço-escola.
É, pois, fundamental desmontar a ideia de que estas novas medidas se dirigem aos professores mais afetados e prejudicados durante o período de congelamento, pois não contemplam os professores que foram, e
continuam a ser, penalizados por não terem cumprido funções docentes durante a integralidade do período de congelamento, por vicissitudes absolutamente alheias à sua vontade.
Mais, depois da correção dessa questão central, urge encontrar um modelo flexível que proporcione um direito inalienável: a recuperação de todo o tempo em que todos estes docentes realmente desenvolveram funções, em espaços e tempos de grande complexidade, nunca esquecendo, apesar de todos os sacrifícios, a centralidade e necessidade social da sua função!
Por cá, manter-nos-emos bem atentos! Unidos, se necessário, levaremos as nossas vozes a todas as instâncias (nacionais e internacionais), clarificando a linha histórica de um processo que encabeçamos – pelo fim da precariedade docente de longa duração – conscientes que medidas como as que agora foram anunciadas, com a pretensa intenção de “correção dos efeitos assimétricos internos à carreira decorrentes do período de congelamento”, reforçam a precariedade dos mais precários, e, por isso, merecem a nossa declarada reprovação!
ANVPC, 30 de março de 2023
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/quando-a-correcao-dos-efeitos-assimetricos-acentua-as-assimetrias-anvpc/
Mar 30 2023
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/todo-o-poder-so-se-constroi-sobre-o-consentimento-dos-que-obedecem/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/correio-do-minho-jose-manuel-fernandes-eurodeputado-minhoto-do-psd-diz-que-governo-esta-a-destruir-a-escola-publica/