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Solidariedade com Luís Sottomaior Braga

Texto deixado no FB do Blog.

 

Excelentíssimo Sr. Presidente da República de Portugal,

Em nome de muitos e tantos professores de Portugal, venho apresentar a preocupação urgente com a saúde e bem-estar do colega Luís Sottomaior Braga, professor e dirigente da Escola da Abelheira, em Viana do Castelo.

Este colega decidiu entrar em Greve de Fome como forma de protesto contra a homologação e promulgação do Concurso de Recrutamento e Gestão de Professores, assim como a falta de atenção aos Direitos dos Professores nas ditas negociações que decorrem.

Esta situação é alarmante e demonstra a extrema necessidade de se atender às demandas dos professores.
Somos muitos os professores que sofrem em silêncio com as condições precárias de trabalho assim como a falta de valorização e dignificação da sua profissão maior.

A coragem de Luís Sottomaior Braga, ao iniciar esta Greve de Fome é admirável, mas preocupante por um de nós ter de chegar tal extremo para que uma classe, pilar da sociedade, possa ser ouvida.

Os professores solicitam humildemente que Vossa Excelência interceda nesta questão e tome as medidas necessárias para garantir que os Direitos dos Professores sejam respeitados e que as revindicações do colega Luís Sottomaior Braga sejam ouvidas e atendidas com seriedade.

Acreditamos que é dever do governo ouvir e dar voz às reivindicações dos trabalhadores, especialmente dos que desempenham uma função tão importante na formação da nossa sociedade e do nosso Portugal.

Acreditamos também que Vossa Excelência, na qualidade de Presidente da República, tem o dever de zelar que essas mesmas reivindicações sejam deveras ouvidas.

Agradecemos pela atenção dispensada e solicitamos a Vossa Excelência que estas palavras sérias, verdadeiras e sentidas sejam levadas em consideração, no intuito de trazer uma solução a esta situação de vida ou de morte tão preocupante.

Atentamente,

P/Os professores de Portugal,

Maria Emanuel Côrte-Real de Albuquerque

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Um Terceiro Período Tranquilo…

Vamos surpreender! Vamos invadir!!

E, para que vejam que não estamos cansados, vamos antecipar e começar desde já a mobilizar tropas. Vamos ERGUER-NOS e LEVANTAR VOO. JÁ!!!

Missão Escola Pública em “Assalto aos Aeroportos!”, num aeroporto perto de si.

 

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Um Terceiro Período Tranquilo…

Como queria o Presidente da República.

 

Professores estão a organizar novo acampamento que começa na noite de 24 de Abril

 

Protesto tem vindo a ser divulgado nas redes sociais e mais de 200 professores confirmaram presença no acampamento, diz docente.

Professores de todo o país estão a organizar um novo acampamento contra as políticas do Ministério da Educação entre os dias 24 de Abril e 1 de Maio, que pretendam que seja no Largo do Carmo, em Lisboa.

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Pré-avisos de greve (pessoal docente e pessoal não docente) para os dias 24, 26, 27 e 28 de abril de 2023

 

O Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.TO.P.) deu conhecimento que entregou pré-avisos de greve (para o pessoal  docente e para o pessoal não docente), agendados para os dias  24, 26, 27 e 28 de abril de 2023.

 

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O LSB já está em Greve de Fome

 

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Este ano vão reformar-se mais de 3500 professores.

 

Este ano deverão aposentar-se cerca de 3500 professores, é uma média de 265 por mês desde janeiro. Desde 2013 que o número de professores e educadores de infância nesta situação não era tão elevado. 

 

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Aposentação, em número crescente, de docentes agravará falta de professores

Aposentação, em número crescente, de docentes agravará falta de professores; no entanto, processos negociais confirmam falta de vontade política para valorizar a profissão docente.

 

Mais de 1300 professores aposentam-se nos primeiros meses do ano em curso, prevendo-se que mais de 3500 se aposentem em 2023. O problema não está na aposentação de tantos docentes, pois esta saída era previsível, tratando-se de professores e educadores que exercem funções há mais de 40 anos. O problema está nas saídas não previstas de jovens da profissão e no facto de os cursos de formação de professores não atraírem quem ingressa no ensino superior. Estes dois factos, associados à aposentação anual de milhares de docentes, expetável no quadro de envelhecimento a que os governos deixaram chegar o corpo docente, está a levar a uma gravíssima crise de falta de professores profissionalizados nas escolas, a qual ainda se agravará até final da década, caso as políticas governativas para o setor não se alterem profundamente.

Só há uma forma de estancar a saída precoce da profissão, recuperar os que já abandonaram e atrair jovens para os cursos de formação: valorizar uma profissão que, de forma crescente, tem perdido atratividade. Não é o que o Ministério da Educação está a fazer. Pelo contrário, nas reuniões negociais em curso, as propostas do ME não vão nesse sentido e só não se concretizam todas as intenções manifestadas pelo ministro porque os professores têm mantido uma luta como há muito não se verificava.

Confirma o que antes se afirma o facto de o ME ter encerrado, sem acordo, o processo de revisão do regime de concursos para recrutamento e colocação de docentes; o mesmo se pode dizer em relação ao processo relativo à carreira, que está agora a decorrer. A proposta do ME não prevê a recuperação de um único dia dos 2393 (6A 6M 23D) que estiveram congelados e ainda não foram recuperados, como também não prevê eliminar as vagas para progressão aos 5.º e 7.º escalões, limitando-se a apresentar uma proposta que, devido aos requisitos que estabelece, exclui mais professores e educadores do que aqueles que abrange.

Os sindicatos de professores não se conformam com esta situação marcada por uma postura ministerial que não respeita quem se encontra em funções, não atrai os jovens para a profissão e, assim, põe em causa o futuro de uma Escola Pública que se quer de qualidade. Por esta razão consideram que:

  • O diploma de concursos que se encontra em apreciação na Presidência da República deverá merecer, de novo, negociação sindical;
  • Se tal vier a acontecer, isso não obstaculizará, no cumprimento da diretiva comunitária 70/CE/1999, a vinculação de 10 700 docentes já em setembro próximo, nem o fim da discriminação salarial de quem está contratado a termo;
  • A proposta apresentada pelo ME sobre a carreira deverá evoluir para o fim das vagas para todos os docentes, isto é, a eliminação daqueles obstáculos à progressão, e para o reposicionamento de todos os docentes na carreira de acordo com a contagem integral do tempo de serviço que cumpriram.

Relativamente a outros problemas que têm estado presentes nas reuniões com o Ministério da Educação, as organizações sindicais continuam a exigir a revisão da Mobilidade por Doença ainda este ano letivo, a eliminação da burocracia e dos abusos e ilegalidades nos horários de trabalho, a alteração do regime de reduções na monodocência, com a definição do conteúdo funcional das componentes letiva e não letiva do horário, ou a majoração da pensão e/ou despenalização da aposentação antecipada, por opção, tendo em conta o tempo de serviço não recuperado.

A agenda do ME e do Governo não passa por resolver estes problemas e só a continuação da luta dos professores a poderá alterar. É por essa razão que já a partir de segunda-feira, dia 17 de abril, se iniciará uma nova ronda de greves distritais, com início às 12:00 horas em cada um dos dias, sem que tenham sido decretados serviços mínimos.

As greves distritais realizadas em janeiro e fevereiro tiveram uma enorme dimensão e nem a forma como os Ministério divulgou os dados a conseguiu esconder. Tendo cada professor feito greve no dia correspondente ao seu distrito, no final dos 18 dias úteis de greve foram na ordem dos 110 000 docentes os que fizeram greve. Este número decorre do facto de, só tendo acesso aos números lançados pelas escolas na plataforma que criou, o ME reconheceu que foram praticamente 86 500 os que fizeram greve em 70 a 90% das escolas e agrupamentos (média de recolha diária), o que significa que no total, terão sido na ordem dos 110 000, confirmando os níveis de adesão divulgados pelas organizações sindicais.

Dia 17 de abril começa nova ronda de greves distritais, desta vez pelo distrito do Porto, sendo indispensável manter os níveis de adesão já verificados em greves anteriores, sob pena de o Governo fazer leituras políticas indesejáveis aos justos objetivos dos professores e dos educadores. Ainda esta semana, prevê-se a realização de uma reunião técnica no ME, sobre as questões relativas à carreira docente.

As Organizações Sindicais de Docentes

ASPL, FENPROF, FNE, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU

 

 

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Professores, os pilares da sociedade

 

Professores, os pilares da sociedade

Normalmente quando escrevo a crónica mensal, a partir de uma determinada ideia, começo a alinhavar umas linhas e quando a coisa começa a tomar forma, arranjo um título que, em síntese, enquadre, arrume e expresse o que desejo transmitir.

Hoje e estamos num dia frio que está nascendo, mas com muito sol, algures no final de Fevereiro, tendo já cumprido com a minha obrigação e compromisso para o mês de Março, quando lia o Diário, pois como diz o slogan…” dia sem Diário, não é dia”…, eis que ao ler um artigo de opinião, deparo com uma referência que me chocou, já lá iremos.

Desta vez , coloquei o título e a partir daqui comecei a desenvolver o meu raciocínio e pensamento.

O assunto está muito actual e é da maior pertinência, que o digam os alunos com aulas aos solavancos e os professores que há anos vivem aos tombos, jogados como se fossem “coisas”, sem o mínimo de respeito pela sua condição e dignidade, e ainda, muito menos pela sua profissão.

Podia dar uma série de exemplos surrealistas e indignos, que me envergonham como ser humano e que nos deviam obrigar, enquanto cidadãos a tomar consciência da gravidade do problema. Atente-se nesta notícia na SIC: – Professora com cancro colocada a 700 km de casa: “Já cheguei a dormir no carro e no dia seguinte fui dar aulas”, Carla tem 4 empregos para pagar as despesas e chegou a dormir ao relento. Não faço comentários, cada um que faça o seu “exame de consciência”.

Aqui e por justiça ressalve-se a diferença, a forma e cuidado que o Governo Regional ao longo dos anos tem tido no tratamento da questão.

Eis que, ao me documentar e analisar o tema, encontrei um artigo do Professor António Galopim de Carvalho que é doutorado em Sedimentologia e Geologia, por coincidência com o mesmo título, dou-vos a minha palavra e ao contrário do que parece ser costume e moda para alguns não copiei nem plagiei, por isso, resolvi manter o meu, até pela abrangência e oportunidade do mesmo.

Já agora aproveito para citá-lo: … “Devo começar por afirmar que não estou aqui para agradar ou desagradar a quem quer que seja. Estou apenas a revelar a análise que faço de um problema nacional que sempre me preocupou e dizer, uma vez mais a governantes e governados que é necessário e urgente restituir aos professores a atenção, o respeito e a dignidade que a liberdade e a democracia lhes retiraram” …

Palavras sábias de um Homem de 93 anos, Professor jubilado que “toca na ferida” com toda a propriedade.

Parece um contra-senso e eu nunca tinha pensado nisso, mas, é um facto que antes do 25 de Abril e há que dizê-lo sem receio, o Estatuto e o Respeito que um Professor ocupava e merecia, não tem nada a ver com o que acontece nos dias de hoje.

De quem é a culpa? De todos nós, que permitimos que todos os partidos, sem excepção, não cuidassem e zelassem deste pilar da sociedade!

Mais grave, este mal estar na educação é geral um pouco por toda a Europa e reflecte-se na falta de professores. Em França existem 4 mil vagas por preencher e, na Alemanha, as estimativas apontam um défice de 25 mil professores até 2025. Hoje, em Portugal conheço muitos casos de professores que o seu principal objectivo e concentração é, quantos anos lhes falta para a aposentação. Pudera, qual é a dúvida ou admiração!

Alguém já cuidou de saber e analisar a degradação da educação e dos valores que se verifica, hoje, um pouco por toda a parte, até que ponto está associada a toda esta problemática descrita atrás e que sem dúvida, um dia virá colocar desafios tremendos à sociedade do futuro. Não tenhamos ilusões, mesmo com a Inteligência artificial …!

Para terminar e indo à tal crónica, onde li e cito: – …”refiro, um professorzinho da Escola Industrial e Comercial do Funchal, Alberto João Jardim.” …

Esqueçamos a parte referente a Alberto João Jardim, pois é assunto que não nos diz respeito e com o qual nada temos a ver; mas, que diabo professorzinho…???

Considero-me “um projecto inacabado e incompreendido” enquanto aluno, pois nem sempre as minhas prioridades e desejos foram compatíveis e coincidentes, com as necessidades e responsabilidades inerentes ao compromisso e envolvimento a assumir, mas, desse tempo guardo uma recordação e uma saudade verdadeira e muito sentida dos meus Professores e Mestres (termo que se utilizava também), que me marcaram e formataram para a vida e a quem fiquei eternamente grato.
Nunca tive e tão pouco encontrei “um professorzinho”…, um “doctorzinho” ou até “um enginheirinho”… Sorte a minha e “a cereja no topo do bolo” é que, praticamente todos, tinham direito a anteceder a sua denominação profissional com – Senhor ou Senhora que era um estatuto que não lhes era atribuído, nem em Institutos ou Universidades, mas, ganho e adquirido pela respeitabilidade que eram merecedores. Outras coisas e gentes!

 

João Abel de Freitas

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287 Docentes Aposentados em Maio de 2023

No mês de Maio de 2023 serão aposentados 287 docentes da rede pública do continente.

Desde o início do ano e até maio estão aposentados 1321 docentes pela Caixa Geral de Aposentações.

 

 

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Marcelo Aguarda Respostas do ME Sobre Concursos

… para decidir de promulga a nova lei dos concursos ou não.

 

Marcelo aguarda respostas do Governo a dúvidas sobre diploma dos professores

 

O Presidente da República disse aguardar respostas do Governo a “uma série de dúvidas” sobre o diploma dos concursos dos professores que colocou ao Executivo na semana passada.

 

 

Em Murça, aonde se deslocou para inaugurar a Casa Museu Soldado Milhões, Marcelo Rebelo de Sousa foi recebido por um grupo de professores provenientes de vários pontos do país, desde Silves a Chaves, que pediram ao Chefe de Estado para não promulgar o diploma do Governo.

“Precisamos que o senhor Presidente tome uma atitude de ajuda clara”, salientou um dos docentes, que falou com o Presidente, apontando a recuperação do tempo de serviço, as baixas médicas e a falta de professores.

Na resposta, Marcelo Rebelo de Sousa disse ter recebido o diploma do “Governo que cobre a matéria de concursos e vinculação fez uma semana esta última sexta-feira e a partir daí”, explicou, começou a “contar um prazo de 40 dias que pode ser alongado de acordo com o diálogo mantido com o Governo”.

“O que é facto é que, desde então, recebi também, durante a semana da Páscoa contributos dos professores, longos e pormenorizados, praticamente de quase todos os sindicatos”, referiu.

Na base disso, acrescentou, “a Presidência da República enviou para o Governo uma série de dúvidas”.

“Foram enviadas no fim da semana passada, admito que tenha sido até quinta-feira e agora estamos à espera da resposta do Governo sobre as várias dúvidas que se suscitam e vamos ver depois perante o esclarecimento”, precisou.

Marcelo Rebelo de Sousa disse ainda que tem acompanhado este “processo longo” e sublinhou que está à espera das várias respostas do Governo, que depois irá examinar.

Com faixas onde se podia ler “Juntos, para cá do Marão lutamos pela educação”, “Respeito”, “AE do Cerco do Porto pela valorização da escola pública” os docentes quiseram mostrar ao Chefe do Estado que não estão contentes com a atuação do Governo e do próprio Presidente da República.

O decreto-lei sobre o novo regime de gestão e recrutamento de professores foi aprovado a 17 de março em Conselho de Ministros e, numa conferência de imprensa sobre o novo regime, o ministro da Educação, disse que representa uma “reforma estrutural” que melhorará as condições de trabalho dos professores, combatendo também a precariedade.

A revisão do regime de recrutamento esteve em negociação com as organizações sindicais do setor durante mais de cinco meses, um processo que terminou sem acordo.

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“Não vale a pena esperar paz ou estabilidade para o 3º período”

Aulas vão arrancar na próxima semana com manifestações e protestos por todo o País. Caso o Governo não ceda, os sindicatos ameaçam fazer greves às avaliações finais.

 

“Não vale a pena esperar paz ou estabilidade para o 3º período”

 

Por estes dias, com as férias escolares, as escolas de todo o País estarão praticamente vazias, mas no seu interior prepara-se o arranque do terceiro período ou a continuação do segundo semestre – dependendo do método de ensino adotado – e as previsões não são positivas. É que a luta dos professores vai mesmo continuar.

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Estes professores não largam a luta

Em dezembro, Anabela Magalhães, professora de História em Amarante, começou a greve à componente letiva. Um mês depois, somou-lhe a componente não letiva. Só voltou à sala de aula quando foram decretados os serviços mínimos. E continua na luta

Estes professores não largam a luta

Anabela Magalhães está em greve desde 9 de dezembro, sem parar. Carla Gomes e José Santana mobilizaram uma escola inteira, em que os docentes se revezam na paralisação e até alugam autocarros para manifestações. Filomena Novais está perto da reforma, mas está ativa nos protestos por convicção. Daniel Nunes é contratado e nem por isso abdica do direito de contestar. Estão mais unidos do que nunca e prometem não desistir.

O GPS indica Amarante. São dez da manhã e Anabela Magalhães está em frente à Escola Básica Teixeira de Pascoaes. No casaco preto traz um sem-fim de pins com frases de ordem. E no gradeamento há uma faixa esticada com um pedido óbvio: “Investir na Educação, Valorizar os Professores”. A professora de História do 3.º Ciclo está em greve desde 9 de dezembro. Sim, desde 9 de dezembro. “Tenho 61 anos e nunca pensei na minha vida fazer isto.”

E isto de que Anabela fala é uma greve por tempo indeterminado marcada pelo sindicato S.TO.P. – em que está sindicalizada, e que vai manter-se pelo menos até 16 de abril -, que começou com os professores e mais tarde se estendeu aos restantes profissionais das escolas, desde psicólogos a assistentes operacionais. É ir a todas, mesmo todas as manifestações – e têm sido muitas. É dar um murro na mesa, um grito de desespero. Anabela sempre quis ser professora, é vocação. Nunca concorreu ao país todo, tinha uma filha bebé quando começou a carreira, concorreu sempre para ficar suficientemente perto de casa. E tinha já perto de 50 anos quando vinculou ao agrupamento de escolas onde está hoje. “Só tive uma escola a que chamasse minha quase aos 50. Até aí, andei a saltar de escola em escola, todos os anos.”

A luta que está a travar não é de agora. Já no tempo da ministra Maria de Lurdes Rodrigues se havia envolvido em grandes manifestações que contestavam o polémico modelo de avaliação docente, que depois foi sendo simplificado. “Mas que ainda é injusto. É mais ou menos o mesmo que, numa sala de aulas, dizermos aos alunos que se podem esforçar muito, mas que só podemos dar nota 5 a um deles, independentemente de haver mais alunos a merecer 5.” Em 2018, foi ainda uma das proponentes da Iniciativa Legislativa de Cidadãos que visava a contagem de todo o tempo de serviço dos professores, chumbada no Parlamento. Andou de luta em luta, porque a profissão, lamenta, “foi sendo sucessivamente atacada, precarizada, proletarizada”. O copo encheu e transbordou. E a 9 de dezembro entrou em greve. Dias seguidos na angústia de uma batalha que sabe ser justa.

Começou por fazer greve à componente letiva, ou seja, às aulas. Longas horas a segurar cartazes à porta da escola, à vista dos pais dos alunos que muito apoio lhe deram. A ela, foram-se juntando outros professores e pessoal não docente, chegaram a conseguir fechar a escola dois dias. E assim Anabela se manteve até janeiro, até ao dia em que ouviu o ministro da Educação, João Costa, dizer que os professores estavam a interpretar mal a questão da municipalização do recrutamento de professores. A já aprovada (contra a vontade dos sindicatos) criação de Conselhos de Quadro de Zona Pedagógica, compostos por diretores escolares, para gerir necessidades temporárias. “São conselhos que vão ser escolhidos vamos ver como pelas autarquias, em vez de ser um processo democrático dentro da escola. Aí, fiquei tão furiosa. Achei aquilo um insulto e entrei em greve ao tempo todo.” Que inclui a componente não letiva, nomeadamente tutorias, aulas de apoio, reuniões. “Não lancei notas aos meus alunos, não fiz reuniões, nada.” E só quando foram decretados os serviços mínimos, a 1 de fevereiro, a professora voltou à sala de aula. “Neste momento, estou em greve à componente não letiva.” Ainda assim, na última paralisação da Função Pública, fez greve o dia todo, incluindo aos serviços mínimos, numa espécie de cavalo de batalha.
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Professor inicia greve de fome em Viana do Castelo

Objetivo é chamar a atenção de Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa para os problemas da classe docente.

Professor inicia greve de fome em Viana do Castelo

Luís Sottomaior Braga , professor na Escola Secundária Santa Maria Maior, em Viana do Castelo, inicia esta quarta-feira à 00h00 uma greve de fome para chamar à atenção do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do primeiro-ministro, António Costa, para os problemas dos professores.

“[António Costa] Apresenta propostas negociais que não fazem sentido nenhum”, disse o professor em declarações à CMTV. “Temos a sensação muito clara que o Governo não quer saber, acham que os professores estão cansados, mas não estamos, vamos continuar a fazer aquilo que é possível no limite das nossas forças”, acrescentou.

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Alteração ao regime de concursos docentes – Madeira

Os contratos a termo resolutivo sucessivos celebrados com o departamento do Governo Regional responsável pela educação, em horário anual e completo, independentemente do grupo de recrutamento, não podem exceder o limite de 5 anos.

Concurso externo para 2023/2024

1 – Para efeitos do concurso externo do ano escolar 2023/2024, consideram-se também abrangidos pela 1.ª prioridade estatuída na alínea a) do n.º 3 do artigo 10.º do Decreto Legislativo Regional n.º 28/2016/M, de 15 de julho, alterado pelos Decretos Legislativos Regionais n.os 9/2018/M, de 29 de junho, e 9/2021/M, de 14 de maio, os docentes que reúnam uma das seguintes condições:

a) Nos últimos três anos escolares, três contratos sucessivos celebrados com o departamento do Governo Regional responsável pela educação, com habilitação profissional e em horário anual e completo, independentemente do grupo de recrutamento;

b) Pelo menos, dez anos de tempo de serviço docente prestado em escolas da rede pública da Região Autónoma da Madeira e nos últimos dois anos escolares dois contratos sucessivos celebrados com o departamento do Governo Regional responsável pela educação, com habilitação profissional e em horário anual e completo, independentemente do grupo de recrutamento.

2 – A abertura de vaga é efetuada no grupo de recrutamento a que diz respeito o último contrato referido no número anterior.

Decreto Legislativo Regional n.º 16/2023/M, de 10 de abril

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Professor constituído arguido por organizar marcha fora de horas

Aguarda notificação do Ministério Público para saber se vai a tribunal ou se o caso é arquivado.

Professor constituído arguido por organizar marcha fora de horas

Um professor de Setúbal, que organizou uma marcha de protesto contra as políticas de Educação do Governo, está a contas com a Justiça. Incorre num crime de desobediência qualificada por estar envolvido na realização de uma manifestação fora de horas.

O docente foi constituído arguido com base numa lei de 1974, que estipula as horas e dias em que se pode realizar cortejos e desfiles.

 

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Conduzidos por burros (sem menosprezar os burros) – João André Costa

Quando a empresa de consultadoria e investimento Hanseong Consultancy, sedeada na Coreia do Sul, contactou cerca de vinte deputados britânicos, fê-lo no sentido de recrutar serviços de assessoria para um sem número de clientes interessados em investir entre o Reino Unido e a Europa mas cujos conhecimentos legais, administrativos e económicos careciam da preciosa ajuda de quem já está dentro do sistema.
Para tal, seria necessário a cada assessor participar em cerca de 6 reuniões por ano como membro de um painel de conselheiros sendo todas as viagens e estadia pagas em conformidade com o condigno estatuto de membros do governo de Sua Majestade.
Cerca de cinco deputados, entre os quais Kwasi Kuarteng, ex-ministro das Finanças do governo de Liz Truss, e Matt Hancock, ex-ministro da Saúde de Boris Johnson, anuíram a uma entrevista por Zoom e se Kwaisi começou por exigir nada menos do que 10000 libras por mês, sob o pretexto de uma remuneração justa dadas as viagens periódicas à Coreia do Sul, a contrapartida de cerca de 8000 a 12000 libras por dia teve a peremptória resposta de “serem números passíveis de aceitar a proposta em cima da mesa”.
Pudera, dizemos, e eu também estaria disponível e com toda a certeza predisposto a aceitar.
Já Matt Hancock, no seu estilo inconfundível e, por conseguinte, pouco ou nada discreto e/ou abonatório da sua posição, foi célere, demasiado célere e sequioso na sua exigência de 10000 libras por dia, quiçá já de sobreaviso mas, mesmo assim, indesculpável na ganância e a ganância é sempre indesculpável.
Da classe dirigente britânica diz-se ser a soberba apenas equiparável à sua ingenuidade. Educados neste caldo, nesta cultura, é-lhes de todo impossível compreender as vicissitudes e idiossincrasias do mundo real e o mundo real começa à porta de casa, a mesma porta da qual nunca foram capazes de sair, para todo o sempre protegidos na bolha da progenitura previligiada, nobiliárquica e feudal onde a nossa existência é apenas justificável pelo propósito de ao outro servir e o outro é a classe dirigente, hoje e sempre.
Tudo o resto é uma maçada.
E portanto é mais uma maçada serem estas entrevistas por Zoom um “apanhados“ levado a cabo por jornalistas de investigação cujo grupo “Led by donkeys”, criado no rescaldo do Brexit, vem expor de modo satírico as inúmeras fragilidades da classe política britânica.
Diante destes números e destas ordens remuneratórias, a proposta do governo de Sua Majestade de um pronto pagamento de 1000 libras para cada professor seguidas de um aumento salarial de 4.3% no próximo ano não é senão um insulto a todos os docentes, mas não só, a todo uma população a braços com uma inflação de 11% entre alimentos, electricidade, transportes e gás.
E poder-se-ia serem as energias alternativas uma proposta de futuro não fosse estarem as mesmas já em grande parte nas mãos das petrolíferas.
Por haver dinheiro, e muito, num dos países mais desiguais da Europa onde os 100 mais ricos têm tanto dinheiro como os 18 milhões mais pobres.
E talvez por aqui se explique ainda não termos pago um cêntimo de electricidade este ano dada a ajuda do governo a todos os agregados familiares de Outubro para cá.
Infelizmente não chega quando as ajudas são migalhas, nenhuma mãe educa os filhos para comer do chão e muito menos desta mão estendida e aqui renuncio à caridade e à areia para os olhos de quem nos dirige, ainda muito aquém do devido e ainda com tanto por dever.
E por não chegar os sindicatos de professores preparam-se para mais 5 dias de greve e concomitante luta até ao final do ano lectivo, em nome dos professores, das escolas, do ensino e da aprendizagem, da educação e do futuro, senão o nosso então de quem nos precede.

https://m.facebook.com/ledbydonkeys

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APAV regista um “expressivo” aumento de vítimas em meio escolar

Mais pedidos de apoio. Identificadas como “criminosas” crianças entre 6 e 10 anos.

APAV regista um “expressivo” aumento de vítimas em meio escolar

“A violência em meio escolar está em crescendo e esta dimensão é muito preocupante”, alerta a secretária-geral da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), Cármen Rasquete. A responsável sustenta a afirmação nos dados do último Relatório Anual da instituição, que revelou, na semana passada, que o número de vítimas menores apoiadas no ano passado aumentou, assim como cresceu o número de crianças e jovens que cometeram crimes. Muitos dos quais na escola e tendo como alvos os próprios colegas.

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Alunos estão mais violentos dentro e fora da escola

Crimes em ambiente escolar disparam. Comparação com ano letivo pré-pandémico de 2018/2019 mostra aumento de 243% só na área da GNR.

Alunos estão mais violentos dentro e fora da escola

 A criminalidade nas escolas está a subir em flecha, a par da delinquência juvenil. No último ano letivo, as autoridades tiveram de se deslocar 18 vezes por dia a estabelecimentos de ensino, 12 das quais por causa de crimes, a maioria de natureza violenta. Ao contrário do que tem acontecido na última década, os problemas têm diminuído nas zonas urbanas a cargo da PSP, mas subiram cerca de 243% nas áreas da GNR, comparando com números pré-pandémicos. O aumento global situa-se no 40%

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Aquele professor que não esquecemos – Miguel Xavier

No filme “Les Coristes” realizado por Christophe Barratier, o ator francês, Gérard Jugnot, encarna a personagem de um simples e tímido professor que vai dar aulas num internato para meninos órfãos no interior de França.

O professor Clément Mathiue consegue através da música e de uma forma compreensiva e criativa cativar as crianças e jovens que estavam habituados aos métodos repressivos e violentos do director do internato. O professor valorizou o diálogo e os afectos com alunos que estavam pouco ou nada habituados a que alguém os ouvisse, respeitasse e abraçasse.

A escola exerce um grande efeito sobre nós e talvez por isso na nossa memória existem sempre variadíssimas histórias que recordamos, na maioria das vezes com saudade e outras poucas com mágoa. Nestas mesmas histórias surge sempre a personagem do professor como peça obrigatória.

Os bons professores, aqueles que nos cativavam para aprendermos sempre mais, aqueles que nos desafiavam a sermos todos os dias um pouco melhores.

Professores de excelência com múltiplas qualidades técnicas e humanas, professores que nos respeitavam, que nos compreendiam e que nos mostravam o verdadeiro privilégio que era estar ali numa sala de aula, perto de colegas que gostamos, a descobrir um mundo diferente e mais bonito.

Os melhores professores eram aqueles que nos olhavam respeitando sempre a individualidade de cada um e que não banalizavam a diferença, assumindo o grupo como um todo, sem ouvir e contextualizar o dia-a-dia de cada um de nós.

Recordo-me também dos maus professores, adeptos da violência, lá do alto do seu estrado, e que mostravam a sua qualidade através da força do seu braço. Também não me esqueço daqueles que ridicularizavam a fragilidade na aprendizagem, causando ainda mais dor, a uma dor que já ali existia. Quando hoje, entre amigos, nos lembramos destes maus professores percebemos que na verdade eles não deveriam estar ali, a “comandar” os futuros adultos.

Felizmente os bons professores deixam uma marca mais profunda na nossa memória e que vale a pena recordar. Também desses falamos à mesa quando nos lembramos do melhor que a escola nos deu. Professores comprometidos com a nobre acção de ensinar os mais novos e que estabelecem relações interpessoais com os seus alunos.

Empatia, respeito e justiça são componentes essenciais no processo de ensino-aprendizagem numa sala de aula. Professores que saibam criar laços e que sejam facilitadores na forma como ajudam os seus alunos a encontrar as ferramentas ideais para chegar ao conhecimento.

Quando trago à memória os meus queridos e bons professores de antigamente começo a sorrir e sinto uma vontade enorme de lhes agradecer aqueles momentos tão importantes e decisivos para a mim. Um bom professor tem, com toda a certeza, mais habilidade e probabilidade de criar um bom aluno.

 

JL

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Depois de hackeada,a página de Facebook do VozProf renasce

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Reveladas graves falhas de segurança em escolas – A festa continua…

 

“A Prova dos Factos” entrou em algumas escolas geridas pela empresa pública Parque escolar e descobriu graves falhas de segurança.

 

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Dirigente escolar entra em greve de fome para “lutar pela escola pública”

Luís Sottomaior Braga, subdiretor do Agrupamento de Escolas da Abelheira, Viana do Castelo, diz que a greve de fome que vai iniciar é um mecanismo da desobediência civil. Responsabiliza o primeiro-ministro, o ministro da Educação e o Presidente da República se algo lhe acontecer.

Dirigente escolar entra em greve de fome para “lutar pela escola pública”

Após vários meses marcados por vigílias, manifestações, greves e petições, o professor Luís Sottomaior Braga diz ser necessário passar “ao nível seguinte” para que os protestos surtam efeito. Por isso, decidiu dar início a uma greve de fome a partir de segunda-feira, tratando-se, explica ao DN, de “um mecanismo da desobediência civil”. “E, neste contexto, tudo o que me acontecer é responsabilidade do primeiro-ministro, do ministro da Educação e do Presidente da República”, afirma.

O subdiretor do Agrupamento de Escolas da Abelheira relembra a luta dos professores com início em setembro do ano passado. Desde então, conta, já muitas iniciativas foram levadas a cabo, mas “tem-se começado a ter a consciência de que as negociações estão bloqueadas por culpa do governo”. “A análise que faço em termos pessoais é que aquilo que já fizemos, as manifestações no Porto e em Lisboa, várias vigílias, concentrações, petições, acampamentos, idas a Bruxelas levaram a pequenas vitórias, mas as maiores reivindicações, as que estão na base da contestação, não se resolveram. Este é um dos maiores movimentos sociais que o país já viu e o governo fecha os olhos ao que se passa e acredita que os professores se vão cansar. É essa a estratégia, mas os professores não estão cansados de lutar”, sustenta.

O também especialista em Gestão e Administração escolar acusa o governo de lançar “uma série de ideias falsas, enquanto tenta deixar passar a enxurrada”. Diz, por isso, ser necessário passar “para outro patamar”, não restando outra alternativa que não a da greve de fome. “Podíamos evoluir para um modelo de contestação como está a acontecer em França, o que é inaceitável para os professores, pois respeitamos o Estado de Direito ou escolher a desobediência civil”, refere. Segundo Luís Sottomaior Braga, “a greve de fome imputa responsabilidades aos outros”. E esses outros, explica, são os governantes, com especial incidência no Presidente da República, que pode “não promulgar o decreto do novo modelo de concurso”.”O Presidente da República disse que queria um acordo até à Páscoa, o que não aconteceu. Vai promulgar um decreto-lei, numa questão central, com as negociações sem rumo, e sem acordo? Os professores estão diariamente a enviar emails para a Presidência da República questionando isso mesmo. Marcelo Rebelo de Sousa pode vetar esse decreto-lei”, alerta. O dirigente escolar afirma que um dos objetivos da greve de fome é pressionar “o Presidente da República para que assuma uma política dura e fazer o que disse que ia fazer” e para “sinalizar que o governo tem de mostrar mais boa-fé negocial”. Mas estes são apenas dois dos objetivos do protesto que será feito junto a uma escola pública de Viana do Castelo (ainda a definir). O protesto “radical” tem como base a “luta pela escola pública”. “Não lutamos até agora só pela melhoria dos salários, mas sim muito pela escola pública de qualidade, que passa por problemas de avaliação, o excesso de burocracia, o Projeto Maia que está a destruir o funcionamento das escolas, a falta de recursos para a inclusão, entre muitos outros problemas. São questões de direito fundamental e, como cidadão, devo potenciar essa luta”, sublinha.

“Não queremos ser reformados pobres”

O problema das quotas para subida de escalão na carreira docente e o do congelamento de mais de seis anos de tempo de serviço levará, segundo Luís Sottomaior Braga, a que “muitos professores se transformarão em reformados pobres”. “Com a greve de fome estou também a lutar pela minha reforma e a dos meus colegas, pois vamos ser reformados pobres. Se nós não fizermos nada, vamos ter reformas miseráveis e, daqui a 20 anos, quero poder dizer, se for um reformado pobre, que lutei de todas as formas para que isso não acontecesse”, vinca.

Luís Sottomaior Braga acredita que o governo “anda a brincar às negociações”, quando, na verdade, “não pretende ceder”. “O governo apresenta propostas que são ofensivas. Este governo que mente, que manipula números, que diz que negoceia e não o faz, levou a este protesto que dura há meses. E os professores estão, acima de tudo, tristes e revoltados com o facto de as instituições não estarem a funcionar. Acredito na democracia, mas não funciona. Se funcionasse, não estaríamos há meses com protestos”, lamenta.

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A greve tem vindo a perder força

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Os “superpoderes” dos Professores…

Os “superpoderes” dos Professores…

Como se não tivesse mais nada para fazer na vida, o que está muito longe de ser verdade, dei por mim a “introspeccionar” sobre este tema:

– Já repararam que praticamente todos os auto-proclamados videntes, médiuns, cartomantes, tarólogos, astrólogos ou espiritualistas também se auto-denominam como “Professores”?

Pois é… Fazendo uma pesquisa rápida, confirma-se imediatamente o anterior:

– É raro encontrar alguma dessas personagens que não se auto-intitule como “Professor” ou “Mestre”, nos muitos anúncios publicitários por aí propalados…

Partindo dessa constactação, transparece, desde logo, esta inferência:

– Os Professores (verdadeiros) terão um prestígio e uma credibilidade inquestionáveis no “Mundo do Oculto” e serão, certamente, aí reconhecidos como sábios, uma espécie de “Magos e Alquimistas do Conhecimento”…

No anterior contexto, quem se auto-intitularia como Professor ou Mestre, se não existisse essa concepção de um Professor verdadeiro?

Quem se auto-intitularia como Professor ou Mestre se não acreditasse nessa qualificação como algo determinante para conseguir persuadir muitas pessoas, levando-as a acreditar nos seus conhecimentos, supostamente insuspeitos, fidedignos e ilimitados?

Que bom seria se o Ministro João Costa tivesse um desses Gurus como “Conselheiro e Mentor Espiritual”… Ou talvez não…

Atente-se bem nas “capacidades” e nas “competências” publicitadas por uma dessas personagens, auto-intitulada Professor:

Espiritualista e Cientista dotado de conhecimentos e poderes internacionalmente reconhecido com grande experiência, ajuda a resolver todos os problemas dentro de uma semana. Difícil ou grave, com eficácia e garantia como: amor, protecção, fidelidade absoluta entre esposos, retorno imediato ao contacto de pessoa que ama, maus olhados, sorte a qualquer tipo de jogo como exemplo: desporto (futebol), ajuda para o sucesso de projectos, atracção de clientela para os comerciantes, dificuldades familiares e financeiras, impotência sexual, concursos, exames, cura doenças desconhecidas, etc. Lê a sorte, dá previsão de vida e futuro, faz consulta a distância. Pagamento depois do resultado garantido. Obs. Também emagrecimento e dificuldade de engravidar dentro de um mês e meio”. (Professor Fofana).

(O anterior anúncio foi afixado por um Professor verdadeiro, com sentido de humor, num placard de um Departamento, numa Sala de Professores que, por sinal, conheço muito bem)…

Ao ler esta lista, tão extensa e heterogénea de pretensas aptidões, não consegui deixar de estabelecer uma certa analogia com aquilo que, muitas vezes, também se espera, e exige, dos Professores verdadeiros:

– Ser um “Professor multifunções”, uma espécie de “Semideus”, esperando-se de si a demonstração de “superpoderes”, “heroísmos” e “missionarismos”, e a disponibilidade para tudo e para todos, de preferência, aceitando viver para o trabalho…

Afinal, talvez exista alguma semelhança entre os auto-denominados Professores e os Professores verdadeiros: os “superpoderes” esperados de uns e de outros, como “fórmula mágica” para a resolução de problemas alheios…

Mas, enquanto que os Professores verdadeiros, não podem deixar de retorquir “Não” a tais expectativas e afastar o eventual sentimento de culpa daí decorrente, os auto-denominados Professores costumam fazer gáudio dos seus pretensos “superpoderes”, como forma de corresponder às expectativas de terceiros…

E que desafio poderia propor um auto-proclamado vidente, médium, cartomante, tarólogo, astrólogo ou espiritualista, que também se auto-denomina como “Professor” ou “Mestre”, a um Professor verdadeiro?

Talvez este:

“Caro Professor-Professor, dá seguimento a esta poderosa e inquebrável corrente de energia e envia a 10 colegas esta mensagem:

“João Costa, ama-te!”

“Os resultados serão infalíveis: em cinco minutos, 9 desses colegas responder-te-ão com insultos e palavrões e o outro não te responderá porque andará assoberbado com assuntos, sempre, muito sérios e por isso não verá a mensagem.”

“Garanto resultados. Experimenta e verás a minha profecia realizada.”

Hoje deu-me para este devaneio, como tentativa de aliviar algumas tensões…

Conseguir “brincar com coisas sérias” poderá fazer muito bem à Alma, se “a Alma não for pequena”…

Agora, mais sobriamente, talvez não faça mal nenhum lembrar que:

“Não é o stress que nos mata, mas a nossa reação a ele.” (Hans Selye).

Até pode não parecer, mas este texto é sobre o stress, a ansiedade e a angústia que, neste momento, atingem os profissionais de Educação…

(Paula Dias)

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A Nossa Liberdade termina onde começa a deles…

Estaremos a voltar a velhos hábitos ou temos vivido na ilusão que somos todos cidadãos de pleno direito?

Como ensinar a Liberdade?

É triste dizê-lo, mas num momento em que se gastam milhões nas comemorações dos 50 anos do 25 de ABRIL de 1974, é lamentável  que não se invista na vivência de uma Liberdade plena, com respeito pelos direitos dos cidadãos comuns, os de segunda, porque a Democracia que hoje temos vive-se a várias velocidades, da Educação à Justiça, da Saúde ao Trabalho.

E é ainda mais triste sentir que se pode voltar a sentir medo por expressar opiniões, mesmo quando isso é feito com civismo ou com base em demonstrações factuais. Que se pode voltar a um tempo de auto-censura com receio das consequências do que se diz, com o nome assinado e de cara à mostra, para evitar transtornos na vida pessoal e profissional.

Não é a primeira vez que sinto este tipo de intimidação, nem sequer difusa, no ar que me rodeia. Também já fui arguido, também já fui ameaçado por escrever o que era verdade, passível de demonstração factual. Sei os incómodos que causa a cobardia de denúncias deste tipo, em que quem as faz nem sequer se pode considerar lesado pelo acto denunciado. Nunca as fiz, mesmo quando me senti ofendido de forma que outros achariam caluniosa. Por isso, sinto como um ataque pessoal este tipo de tentativa de limitação da Liberdade que ainda temos. Não me deixa descrente da minha capacidade de explicar a Liberdade aos meus alunos, mas limita de forma evidente a capacidade de lhes demonstrar que ela ainda existe de forma plena no nosso quotidiano.

Porque sinto em ABRIL de 2023 que a Liberdade não é a mesma que prometeram em ABRIL de 1974 e parecia ter ficado garantida na Constituição de ABRIL de 1976.

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Projeto de lista ordenada de graduação

Concurso interno de provimento

Projeto de lista ordenada de graduação  

Concurso externo de provimento

Projeto de lista ordenada de graduação

 

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Os profissionais de Educação aceitam “arrumar as botas”?

Os profissionais de Educação aceitam “arrumar as botas”?

 

Confesso que senti vergonha alheia e confrangimento pelas declarações de Mário Nogueira à saída do sétimo simulacro de negociações com o Ministério da Educação…

As declarações de Mário Nogueira, basicamente, resumiram-se a isto:

– A negociação ganha porque não ficou fechada e haverá, ao que tudo indica, mais três oportunidades para pressionar o Governo…

Em resposta a tais declarações, eu diria que:

– Não se pode ganhar uma coisa que, na realidade, nunca existiu, ou seja, negociação;

– Os Sindicatos terão, plausivelmente, mais três oportunidades para continuarem a fazer tristes figuras…

Sem reservas, neste momento, é de tristes figuras que se trata…

– Depois de sete simulacros de negociações, entre os Sindicatos e o Ministério, o que se alcançou, em termos das pretensões dos profissionais de Educação, foi nada, nada e nada;

– Nas circunstâncias anteriores, afirmar que foi um ganho ou uma conquista conseguir, pelo menos, mais duas rondas negociais, denotará, no mínimo, falta de seriedade nas palavras, alheamento da realidade, um certo masoquismo e uma enorme capacidade para mascarar “inconseguimentos”…

Perante a desonestidade, a má-fé, a perversidade e a arrogância, amplamente demonstradas pelo actual Ministério da Educação, se os Sindicatos da Educação defenderem realmente os interesses dos seus representados, neste momento, só poderá existir um caminho:

– Abandonar, de imediato, os simulacros de negociações;

– Decretar formas de luta que, efectivamente, impeçam o “sistema” de continuar a funcionar com a “normalidade” desejada pelo Ministério da Educação…

Pelas declarações de Mário Nogueira infere-se que não existe da parte da FENPROF qualquer intenção de ruptura ou de desobediência perante o Ministério da Educação…

Expectavelmente, a “luta” continuará obediente e previsível, contribuindo, dessa forma, para a aceitação e prorrogação da injustiça, da iniquidade e da intransigência das medidas propostas pelo Ministério da Educação…

A hostilização aos Professores, por parte da Tutela, parece ter permissão sindical para continuar…

Pelas suas palavras e acções, o maior Sindicato da Educação parece ter-se constituído como um dos aliados da Tutela…

Chega mesmo a parecer que, para a FENPROF, o mais desejável seria que se esquecesse a luta, “que todos voltassem para casa”, fazendo de conta que não se passou nada, e que se aceitassem cumprir as directivas do Governo…

Os profissionais de Educação aceitam “arrumar as botas” e fazer de conta que a luta não existiu?

Os profissionais de Educação sentem-se bem representados por “negociadores” que se têm mostrado incapazes de capitalizar a força da união alcançada nos últimos tempos?

(Paula Dias)

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Informações do S.TO.P. Sobre a reunião de ontem

1. Dos quatro pontos da ordem de trabalhos da reunião de 22 de março, apenas um transitou para a ordem de trabalhos da reunião de 5 de Abril: Apresentação de proposta de correção dos efeitos assimétricos internos à carreira docente inerentes ao período de congelamento. Dizer que o documento só chegou ao conhecimento do STOP no final do dia 4 de abril.
2. Ficou agendada para a próxima semana, em data ainda a definir, uma reunião técnica (ou seja, sem a presença do ministro ou secretário de estado) com a equipa do ministério para analisar o anteprojeto de decreto sobre os critérios de progressão na carreira e acesso aos 5o e 7o escalões. O S.TO.P. manifestou, mais uma vez, a total discordância face às propostas do ME. O tempo trabalhado e descontado pelos professores pertence-lhes por direito e não ao ministro para o distribuir de acordo com a sua conveniência, numa política clara de “dividir para reinar”. O ministro conseguiu criar mais um problema, agravando ainda mais o descontentamento dos professores, ao ignorar liminarmente as justas reivindicações dos professores e a proposta de recuperação faseada até ao final da legislatura. Aos resultados da sondagem feita nas escolas, em que 92% dos inquiridos (num universo de 2400 respostas de docentes de todos os pontos do país) responderam Não às propostas do ME de 22 de março, o ministro e o secretário de estado optaram por negar a sua validade, como também se recusam a ver a força de milhares de PE nas manifestações de Dezembro, Janeiro e Fevereiro, nas vigílias, acampamentos, e outras iniciativas que têm sido levadas a cabo de norte ao sul, interior e litoral, sempre com o apoio da sociedade.
A concluir este ponto, solicitamos a todos os colegas que queiram partilhar o seu caso pessoal como exemplo das injustiças resultantes da aplicação deste anteprojeto que nos façam chegar ao e-mail do STOP: [email protected]
3. Sobre o excesso de burocracia, o ministro informou que a equipa AMA irá às escolas para auscultar os PE e direção e também serviços do ME para fazer um levantamento das situações. É também intenção do ME fundir plataformas entre ME e escolas para facilitar a actualização de dados. O S.TO.P. já enviou para o ME um documento com um primeiro levantamento de situações a resolver e propostas de resolução apresentado por um grupo de docentes. Mantemos esse apelo à colaboração dos colegas, pois só quem trabalha nas escolas todos os dias tem um conhecimento concreto e fundamentado do excesso de burocracia e do enorme desgaste físico e psicológico que provoca ( horas perdidas a preencher documentos com a mesma informação, formulários e relatórios sem qualquer finalidade…).
4. Quanto aos colegas da monodocência foi apresentada em traços muito largos a proposta de retirar a componente lectiva a partir dos 60 anos. Esta reverterá para tarefas não lectivas como a orientação de estágio. O processo será faseado, começando com os docentes com mais de 63 anos. O S.TO.P. sabe que esta proposta não corresponde aos justos anseios dos professores. Mais, as atividades desenvolvidas em tempo não lectivo ultrapassam, muitas vezes, o horário estipulado e podem ser mais exigentes pela sua multiplicidade e diversidade.
5. O ME informou também que será agendada uma reunião para abordar questões relativas ao pessoal não docente. O S.TO.P., enquanto único sindicato de todos os profissionais de educação, estará presente juntamente com os outros representantes do pessoal não docente. O S.TO.P. desde o início desta luta histórica assumiu sem hesitar a defesa dos direitos do pessoal não docente – AO, AT, psicólogos, educadores sociais, técnicos superiores de educação e técnicos de formação. A intenção do ME em realizar esta reunião marca um primeiro passo no que se espera seja o reconhecimento da importância indesmentível destes profissionais da educação e a necessária e urgente resolução dos muitos problemas que os afectam.
O S.TO.P. reitera o seu total compromisso com a luta pela defesa e valorização da Escola Pública e de todos os que nela trabalham e estudam. A luta continua nas escolas e na rua! Já no próximo dia 25 de Abril em Lisboa na grande manifestação em defesa dos serviços públicos, pelo direito à greve, pela melhoria dos salários/pensões.
JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!

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A Opinião de António Alves nO Meu Quintal no “Esta Gente é Mesmo Rasca” (Rasca é Favor)

António Alves

Num país decente uma coisa destas teria consequências políticas muito sérias, mas não em Portugal…
É esta a mesma gente, de facto, que acompanhou o ”inginheiro” e a Professora Doutora Maria de Lurdes Rodrigues… No fundo nada mudou… Continuam a ter a mesma ideia de estado: que serve o partido e um núcleo de privilegiados que gravitam à dos caciques e ”trepam” pelas jotas… Para eles os cidadãos são uma espécie de ”cão de migalhas” que gane e protesta numa gamela vazia… É por esta ideia, porque não admitem afronta, porque nem sonham o que é Democracia, porque foram criados para serem as alcoviteiras do tanque, que não perdoam aos professores! Este ressabiamento é profundo, e particularmente grave, porque nem sequer é disfarçado… Este ódio transbordou, de modo subliminar, para a sociedade e tornou os professores numa classe útil mas sem autoridade e prestígio…
É gente com esta ética que maquina as jogadas, faz Leis, move os ódios, bate o pé a qualquer direito justo, mesmo que não oneroso… Como poderemos dormir sob tal mando??? Nós, a maioria, que trabalhamos afincadamente, que ganhamos mal, que não tocamos numa couve do vizinho, que nos esfrangalhamos de trabalho e reuniões para lá de todas as horas , que somos humilhados por políticas educativas que forjam um falso sucesso, que fazemos quilómetros de tralhas e filhos às costas para servir o Estado, que nunca roubamos, que não temos amigos no sistema…
São estes que sussurram aos jornais que somos pagos de fortuna, que o nosso trabalho é pouco, que nos besuntamos de férias, que naufragamos em privilégios… É por isto, por causa disto, que as negociações são uma encenação de roteiro previamente escrito… É por isso que o actual Ministro da Educação não admite sequer ser contrariado… É por isso que farão até o contrário do que queremos… É por isso que nem nas questões que não trazem despesa, como as burocráticas, não farão nada… Porque o que gostariam mesmo, mesmo, é ver-nos de queixo no chão a pedir misericórdia!

Comentário em:

https://guinote.wordpress.com/2023/04/05/esta-gente-e-mesmo-rasca/

 

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A pescadinha de rabo na boca para os monodocentes…

Vêm com esta retórica e depois lembram-se do artigo 82.º do ECD, nomeadamente das alíneas e) e m) do ponto 3… ainda se lembram de acrescentar mais umas alíneas ao dito ponto…

Professores do pré-escolar e 1.º ciclo poderão deixar de dar aulas a partir dos 60 anos

O Ministério da Educação vai propor às organizações sindicais que os professores da educação pré-escolar e 1.º ciclo possam deixar de dar aulas a partir dos 60 anos, anunciou esta quarta-feira o ministro João Costa.

A intenção foi esta quarta-feira apresentada às organizações sindicais numa reunião negocial sobre o tempo de serviço dos professores, mas a proposta de diploma só deverá ser entregue na próxima reunião negocial, prevista para daqui a duas semanas.

Em declarações aos jornalistas, o ministro da Educação explicou que o objetivo é que os professores do 1.º ciclo, em regime de monodocência, “possam ter isenção total de componente letiva a partir dos 60 anos”.

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AVISO – Página do Facebook do VozProf hackeada

 

O Alberto Veronesi comunicou-nos que a página do VozProf no fbook foi hackeada e que deixou de ter acesso à mesma. 

Qualquer publicação menos própria não é da sua responsabilidade.

 

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GREVE DE FOME – análise política dos dilemas de uma decisão individual – Luís Sottomaior Braga

Os professores fizeram, nos últimos 6 meses, um dos maiores movimentos sociais de que o país tem memória.

Ele tem raízes atrás, mas intensificou-se nos últimos meses.

Houve greves, com efeito visivel, em diferentes modelos, manifestações em Lisboa, frente aos órgãos de soberania e no Terreiro do Paço, greves e manifestações locais, distritais, regionais, vigílias, petições, acampamentos, idas a Bruxelas.

O resultado dessa ação cidadã parece ter sido desvalorizado pela atitude pouco aberta e autocrática do Governo.

O governo tenta impor (falta o presidente concordar) uma lei de concursos muito má. Fez uma proposta de recuperação do tempo, pornográfica e ofensiva a quem trabalha, e adotou a tática, acolitado pelo Presidente, de “arregaçar as calças e deixar passar a enxurrada” e “esperar que eles se cansem”.

MAS ISTO É A NOSSA VIDA NÃO É O CURRÍCULO DE BOYS….

O que estamos a decidir pode ser a diferença entre uma vida confortável e a pobreza, em especial na 3ª idade, em que o bloqueio da questão dos 6 anos pode ser a diferença entre uma velhice remediada ou ser um reformado pobre.

Perante a imoral indiferença política do governo, que ignora o protesto democrático ordeiro e sonoro e se refugia na sua, meramente formal, maioria absoluta há que procurar novos caminhos.

Ou manter o que se tem feito sem mais. E o resultado tem sido o que é. Porque o governo deu em tirano e ignora a dimensão do protesto popular.

A LEGITIMIDADE POLÍTICA DO GOVERNO PARA CONTINUAR A TRATAR ASSIM OS PROFESSORES É POUCA OU NENHUMA

Um governo que pratica uma governação injusta e foi eleito com menos de 50% (41%) com uma abstenção na casa dos 49% acha que haver milhares de pessoas na rua, como nunca se viu, todos os dias, não interessa e podem ser ignorados.

73 % dos portugueses concordam connosco, mas o governo continua a manipular a verdade contra essa sensibilidade popular generalizada.

Contra a politica injusta de um governo, que prefere discutir trocos, em vez de pensar o futuro do país, podem-se fazer mais dias de greve e repetir manifestações.

A VIA DA DESOBEDIÊNCIA CIVIL

Mas há uma realidade que tem de ser encarada.

Há que usar outros meios. O recurso à via violenta está-nos vedado, como professores e cidadãos de um estado de direito. É inconcebível que professores cheguem a ponderar sequer partir coisas ou ser vândalos.

Há assim que trilhar o outro rumo, o da desobediência civil não violenta.

E aí há 2 caminhos: as ações de tipo coletivo (boicotes, recusa de serviço, etc) que exigem grande organização, tempo de preparação e disciplina (é um paradoxo, só aparente, a desobediência ter de ser disciplinada) ou as ações individuais, que só dependem da vontade do indivíduo que as vai realizar com algum apoio (ex: auto imolacão pelo fogo ou a mais usada, por razões óbvias, greve de fome nas suas diversas variantes).

Como não penso queimar-me, já perceberam o caminho que vou seguir.

Sei que vou ser muito criticado de muitos ângulos. Vou ficar exposto e isso vai suscitar reações. Mas a greve de fome é isso mesmo: um indivíduo sózinho enfrenta os argumentos do poder com a força da sua resistência individual.

Eu sinto que tenho o dever de dar este passo: não tenho filhos, sou saudável e relativamente jovem, consigo dar a visibilidade necessária ao ato, tenho apoio alargado e generoso de familiares e de amigos na minha terra e fora.

Até tenho gordura corporal a mais, o que, se não houver outras complicações, permite prolongar a duração.

Tenho o apoio da minha escola, que sirvo como dirigente e cujo diretor alinharia comigo se tivesse saúde (quando me virem no ato de jejuar, pensem sempre que estamos ali os 2, amigos desde a adolescência).

Lidera-se pelo exemplo e nesta greve está o sentimento da maioria esmagadora da minha escola.

O caderno reivindicativo é bem conhecido e falaremos dele nos próximos dias.

Começo segunda feira às 24 horas.

É um ato individual, a que outros se poderão juntar, apoiado por colegas e amigos (que se organizam para me ajudar e não me deixar só).

Criado no ativismo de direitos humanos a apoiar à distância pessoas que fazem coisas destas contra tiranias, nunca pensei que chegasse a ser lógico fazê-lo contra o governo da democracia criada pelo 25 de Abril. O que me possa acontecer e obviamente não desejo será sempre responsabilidade do Ministro, do Primeiro Ministro e do Presidente da República.

Governem bem e com políticas justas e não é preciso fazer coisas destas.

#grevedefome #professores #professoresemluta #escolas #educacao #DesobedienciaCivil #greve #manifestacoes #liberdade #democracia #justiça #simbolismo #luta #guillermofarinas #costaomínimo #governo #maioria absoluta

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Tréguas forçadas – Filinto Lima

Tréguas forçadas

 

 

No decorrer da próxima semana, a merecida pausa renderá a atividade letiva, apresentando-se assaz oportuna para retemperar as energias na dose precisa, que irá ajudar a enfrentar com redobrado ânimo e motivação a última etapa de um ano intenso, repleto de acontecimentos, mais ou menos imprevisíveis.

Esta paragem, necessária e aconselhável, principalmente no momento presente, será de tréguas na “guerra total” que, há uns meses a esta parte, opõe o ministério da Educação (ME) e professores, representados pelos diversos sindicatos.

A interrupção das hostilidades é urgente e assaz favorável, tendo em conta as reuniões agendadas – a próxima já para o dia 5 do corrente mês. Convicto da existência de uma relativa acalmia na contenda, pelo menos até ao arranque da derradeira fase de trabalhos nas escolas, prenuncio um final de tréguas coincidente com o retomar da vida escolar, atendendo às diversas formas de luta já anunciadas pelos sindicatos dos professores.

Seja como for, as aprendizagens dos alunos, pelo menos até à data, não estão comprometidas nem se poderá falar de (mais) um ano perdido. Aliás, parece-me imensamente injusto associar a luta dos professores a algo prejudicial aos discentes, embora já tenha opinião inversa se convocarmos a instabilidade gerada no quotidiano dos pais e encarregados de educação, pelo menos até à aplicação dos serviços mínimos.

Na verdade, as rotinas das famílias foram colocadas em causa, dado a atipicidade da greve associada à imprevisibilidade da sua duração. Os professores, muito experientes e altamente habilitados, dispõem de estratégias que, caso seja imperioso implementar, suprirão as suas justificadas ausências que, de um modo global, manifestaram-se residuais. Aliás, nos anos de realização de provas finais e exames, os docentes disponibilizam-se, pro bono, a lecionar aulas suplementares para preparação apurada dos seus queridos alunos, esbatendo a natural ansiedade e a pressão que lhes é imposta. Felicito estes briosos profissionais que aliam a sua luta aos interesses de uma juventude capaz de construir um futuro e um país cada vez melhor.

Não creio que qualquer sindicato chegue a acordo com o ME, por questões conceptuais, mas também por sentir que é esta a convicção dos professores que estão diariamente no terreno. Assim sendo, são previsíveis renovados tumultos, com ações musculadas e imprevisíveis, e greves com contornos variados, com repercussões nas aulas e nas avaliações, entre outras que possam surgir no horizonte próximo.

Faço votos que estes dias de celebração da Páscoa sejam de reflexão profunda e iluminada por parte dos envolvidos neste complexo processo negocial, traduzida no propósito de atingir o bem maior daqueles que se dedicam à Educação, elevando as qualidades da Escola Pública, em vez de preferir fragilizá-la e/ou crucificá-la.

Os professores e as equipas diretivas aguardam esta merecida distinção.

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Um Barco à Deriva – Manuel Pereira

Um barco à deriva

O Ministério da Educação fixou o prazo de inscrições nos exames nacionais de 4 a 17 de Abril, nas duas semanas de férias dos estudantes que não podem dispor dos professores para esclarecer dúvidas.

“O Regulamento das Provas de Avaliação Externa e das Provas de Equivalência à Frequência dos Ensinos Básico e Secundário constitui um instrumento de referência para a programação e atuação dos estabelecimentos de ensino e para informação completa aos alunos e encarregados de educação no âmbito desta matéria.”
In Despacho Normativo n.º 4-B/2023 de 3 de abril

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A Novidade da Última Reunião Negocial de Hoje

… é que vai haver mais duas reuniões, sendo possível uma terceira em caso de desacordo.

E assim iremos chegar ao 6 do 6 sem qualquer avanço nas negociações.

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Prazos – Contratação de escola / Finalização de colocações

Assunto: Contratação de escola / Finalização de colocações

Exmo./a. Sr./a. Diretor/a /Presidente da CAP,

 Informamos que a próxima Reserva de Recrutamento será publicada no dia 14 de abril de 2023.

 Relativamente ao procedimento de contratação de escola, a seleção de candidatos encontra-se disponível até às 12 horas de dia 12 de abril de 2023.

 Mais informamos que a finalização das colocações encontra-se encerrada, até às 10 horas, de dia 10 de abril de 2023.

 

 

Com os melhores cumprimentos,

A Subdiretora-Geral da Administração Escolar

Joana Gião

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Nenhum Sindicalista É CEO, CFO ou Gestor Público

… e a comunicação social descartou-se de acompanhar as negociações entre os Sindicatos e o Ministério da Educação.

Aconselho que a terminologia a usar pelos líderes sindicais tenha uma sigla estrangeira e pomposa para parecermos mais modernos e chamar a atenção dos média.

 

 

 

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Mobilidade Por Doença – Contributos da FNE

Documento da FNE – Federação Nacional da Educação remetido à 8ª Comissão – CEC XV com a informação considerada conveniente, referente à Petição nº 117/XV/1.ª – “Pelo direito a um regime de mobilidade de docentes por motivo de doença para todos os professores”.

 

 

Na sequência da Petição no 117/XV/1.ª, apresentada na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, por Filipe Ferreira Rocha, vem a FNE, nos termos dos nº 3 e 4 do artigo 20º da Lei nº 43/90, de 10 de agosto, responder ao pedido de informação solicitado pela referida Comissão Parlamentar.

CONSULTE AQUI

 

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Acabou a Crise!!!

Aumento de 1% da função pública terá efeitos desde Janeiro

 

Decisão foi revelada nesta quarta-feira pelo Governo durante a reunião com a Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap).

O aumento intercalar dos salários e a subida do subsídio de refeição na função pública terão efeitos desde Janeiro e não apenas a partir de Abril. O anúncio foi feito por José Abraão, presidente da Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap), no final da reunião desta quarta-feira com o Governo.

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Progressão na carreira dos professores continuará dependente da existência de vagas

Progressão na carreira dos professores continuará dependente da existência de vagas

 

No tempo mais próximo, número de vagas será igual aos dos professores em condições de progredir para o 5.º e 7.º escalões.

O acesso ao 5.º e 7.º escalões da carreira docente vai continuar dependente da existência de vagas para tal, embora o seu número passe a ser igual ao dos docentes em condições de progredir. Isto no tempo mais próximo e só para um universo pré-definido de professores. É uma das clarificações patentes no anteprojecto de decreto-lei que o Ministério da Educação (ME) enviou, nesta terça-feira, aos sindicatos de professores e que será debatido na reunião da tutela com as estruturas sindicais marcada…

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