“Animação, hoje é sexta!” (Guernica)

Para hoje… Guernica.  Sim, a famosa obra de Picasso transposta de forma fabulosa para uma animação 3D realizada por Lena Gieseke e música Nana por Manuel de Falla. Uma forma extraordinária como se pode passar do mundo 2D ao 3D e percorrer uma pintura.

Bom fim de semana, com animação!

Sexta, voltaremos…

 

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O Regresso da Luta Por EVT

Associação Nacional de Professores de Educação Visual e Tecnológica quer recolocação de EVT e ET no currículo nacional obrigatório. Há um manifesto feito em que se pede a reorganização do atual modelo do sistema educativo e que se elimine a “incoerência” curricular da disciplina de ET do 3.º ciclo. A Associação está na luta e disponível para conversar com a tutela.

 

 

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Os professores das áreas artísticas e tecnológicas de todo o país estiveram reunidos, nos primeiros meses deste ano, e desse encontro surgiu um manifesto em defesa da escola pública universal e inclusa para todos e da recolocação das disciplinas de Educação Visual e Tecnológica (EVT) e Educação Tecnológica (ET) no currículo nacional obrigatório. Os domínios de intervenção prioritária estão definidos e a luta da Associação Nacional de Professores de Educação Visual e Tecnológica (APEVT) vem ao de cima para manter a área de Expressões no 1.º ciclo do Ensino Básico, a disciplina de EVT no 2.º ciclo e ET no 3.º.

A APEVT acredita que este é um momento de viragem política e ideológica e pretende que o seu manifesto seja um contributo para o debate sobre o papel da escola pública e de um currículo abrangente e coeso. Definiu três domínios de intervenção prioritária. Desenvolvimento curricular é o primeiro e aqui pretende a anulação e reorganização do atual modelo do sistema educativo, das metas e planos curriculares do Ensino Básico, para “garantir uma educação integral para todos, tal como prevê a Constituição da República Portuguesa”.

A Associação quer literacias artísticas e tecnológicas assentes em modelos disciplinares coerentes, integradores e sequenciais nos três ciclos de estudo; pede o aumento da carga horária para as disciplinas artísticas e a sequencialidade programática entre as Expressões no 1.º ciclo e EVT no 2.º ciclo; batalha pela anulação do que adjetiva de “incongruências curriculares” no 2.º ciclo, repondo-se a disciplina de EVT; quer que se alarguem os estudos em ET e que se elimine a “incoerência na transformação curricular” de ET do 3.º ciclo, decorrente das Metas Curriculares.

Desenvolvimento socioprofissional é o segundo domínio de intervenção com o objetivo de promover a “profissionalidade docente” para evitar “a desumanização e intranquilidade do ambiente escolar”. A APEVT diz concretamente o que quer: menos alunos por turma, equipas curriculares com regimes de docência partilhados de modo que a escola se centre nos processos e na articulação de saberes com o intuito de melhorar o trabalho na sala de aula. E ainda, sublinha no manifesto, que se “torne visível a estabilidade socioprofissional (a segurança no trabalho, a equidade e clareza na colocação de professores e na distribuição do serviço docente), devolvendo o protagonismo e o reconhecimento que os professores merecem por parte da sociedade”.

Um programa de acompanhamento e monitorização surge como terceiro domínio de intervenção. A APEVT está disponível para a construção de um projeto educativo sólido e de qualidade, sobretudo no que diz respeito à evolução da organização curricular das áreas educativas da Educação Visual/Artes Visuais e Educação Tecnológica. Nestas matérias, quer ser um parceiro prioritário do Ministério de Educação para participar numa solução de resolução das medidas tomadas anteriormente e que, na sua opinião, “se revelaram desastrosas para o sistema educativo português”. Propõe a elaboração de uma proposta base, a discussão pública com envolvimento das entidades que trabalham estas áreas, a formação e atualização contínua de professores, um programa de experimentação, acompanhamento, apoio e monitorização acompanhado por um plano de implementação.

“Programa sem metas, metas sem programas” 
“A Educação Visual e Tecnológica, assim como a sua expectável recolocação curricular, apresenta na sua configuração e modelo de docência um contributo inquestionável não só para a inclusão e para o combate ao insucesso escolar pois é um lugar educativo de forte realização pessoal do aluno, mas também possibilita o desenvolvimento de estratégias educativas inter e multidisciplinares orientadas para a heterogeneidade dos públicos escolares. A EVT torna-se, assim, lugar de realização pessoal e social promotora de aprendizagens significativas e de forte inclusão escolar”, lê-se no manifesto.

Em 2012, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) revia a estrutura curricular do Ensino Básico e Secundário e EVT era dividida em duas disciplinas separadas. Criaram-se Metas Curriculares para essas duas novas disciplinas, mantendo intacto o programa de EVT, e acabava-se com o par pedagógico que dava aulas à mesma turma na mesma sala. A APEVT não compreendeu as mudanças, criticou o fim de competências que considerava essenciais, viu nas Metas Curriculares uma “atomização do currículo”, uma “manta de retalhos” com “programas sem metas, metas sem programas, metas desajustadas, entre muitas outras incongruências”.

Assistiu a uma mudança radical que, em seu entender, “visou única e obsessivamente a redução do número de professores ao serviço da escola pública em Portugal, agravou questões pedagógicas” e ainda “inverteu o paradigma da escola inclusiva para uma visão seletiva e dual da escolaridade”. E vai mais longe nas suas críticas. “Pela primeira vez na história da escola pública democrática, o Ensino Básico perdeu o seu carácter de preparação integral do aluno e abdicou da garantia que todas as crianças e jovens concluam a escolaridade básica com uma educação alicerçada numa ampla variedade de aprendizagens.”

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Aposta Para Hoje

… para 25 milhões de euros.

euromilhoes 4 março

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Manifestação de interesse com vista à seleção do Presidente da CAP da Escola Portuguesa de S. Tomé e Príncipe – Centro de Ensino e da Língua Portuguesa

Aos interessados… e o anuncio foi publicado com a devida antecedência…

 

Candidatura disponível entre as 9.00H do dia 7 de março e as 23:59H do dia 11 de março de 2016 (hora de Portugal Continental)

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2016/03/Manifestação-de-interesse.pdf”]

 

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Em Consulta Pública

INÍCIO DO PROCEDIMENTO TENDENTE À ELABORAÇÃO DO DESPACHO NORMATIVO RELATIVO AO REGIME DE MATRÍCULA NO ÂMBITO DA ESCOLARIDADE OBRIGATÓRIA – Até ao dia 7 de Março

INÍCIO DO PROCEDIMENTO TENDENTE À ELABORAÇÃO DO DESPACHO RELATIVO À HOMOLOGAÇÃO DE ORIENTAÇÕES CURRICULARES PARA A EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR – Até ao dia 17 de Março

 

 

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Com Certeza é Uma Brincadeira, Só Pode

Mas depois de publicado no site da DGAE no dia 2 de Março (com data de 1 de Março) o pedido de contributos para o Despacho de Organização do Ano Lectivo 2016/2017 o mesmo pedido já se encontra encerrado?

Hummm.

Já percebi. Não querem contributos.

O link da DGAE remete para o Portal do Governo onde diz que o pedido foi publicado a 8 de Fevereiro.

E nesse espaço do Portal do Governo existem outras consultas públicas que ainda decorrem.

 

 

doal

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No Próximo ano letivo poderão existir Contratos de Cooperação com Timor…

 

Atento o disposto no n.º 5 do artigo 75.º da Lei n.º 82 -B/2014, de 31 de dezembro, nos n.os 2 e 3 do artigo 32.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, no n.º 4 do artigo 3.º e no n.º 3 do artigo 4.º da Portaria n.º 20/2015, de 4 de fevereiro, determino o seguinte:

1 — É concedido parecer genérico ao Ministério da Educação para celebrar com duração inicial até um ano, ou renovar por mais um ano, durante o ano de 2016, contratos de cooperação de serviço docente, ao abrigo da Lei n.º 13/2004, de 14 de abril, para o exercício de funções no âmbito do Projeto dos Centros de Aprendizagem e Formação Escolar, em Timor -Leste, até ao limite máximo de 150;

2 — Os contratos podem ser renovados nos termos e limites legais estipulados no artigo 11.º da Lei n.º 13/2004, de 14 de abril;

3 — A celebração e a renovação dos contratos referidos nos números 1 e 2 ficam condicionadas à prévia existência de cabimento orçamental nos termos legalmente aplicáveis, bem como à previsão dos encargos para os anos seguintes em sede do orçamento da Direção -Geral da Administração Escolar;

4 — Nos termos legalmente previstos, para efeitos de efetivação da responsabilidade civil, financeira e disciplinar a que eventualmente haja lugar, a Direção -Geral da Administração Escolar deve manter organizados os processos de celebração dos contratos de prestação de serviços suprarreferidos, de forma a poder avaliar- se o cumprimento do presente despacho, a observância do regime legal sobre aquisição de serviços e o pleno enquadramento dos contratos nos pressupostos que justificam a autorização aqui determinada;

5 — A informação relativa aos contratos celebrados ao abrigo do presente despacho deve ser enviada até ao fim do primeiro trimestre de 2017 para o Ministério das Finanças, através do endereço eletrónico contratacaoserviç[email protected], juntando os elementos previstos nas alíneas a) a e) do n.º 2 do artigo 3.º da Portaria n.º 20/2015, de 4 de fevereiro;

6 — O presente despacho produz efeitos a 1 de janeiro de 2016.

Despacho n.º 3255/2016

 

 

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Propostas para organização do ano letivo remetidas ao ME – FNE

 

Após aprovação em reunião do Secretariado Nacional da FNE, realizada a 2 de março, foi remetido ao Ministério da Educação um documento que integra os contributos da FNE para a organização do ano letivo 2016/2017.

 

(A proposta para o conceito de “hora” vai de acordo ao que foi publicado AQUI pelo Arlindo Ferreira)

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2016/03/Contributos_FNE_OAL2016-2017.pdf”]

 

 

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O Conceito de Hora

A DGAE solicitou contributos para o Despacho de organização do ano lectivo 2016/2017 que devem ser enviados por um prazo de 10 dias úteis a contar desde ontem para o endereço eletrónico [email protected], podendo igualmente ser remetida, por via postal, para a Av. 24 de Julho, nº 142, 1399-024 Lisboa Portugal ou para o fax n.º +351213943493. Os contributos devem ser dirigidos à Diretora-Geral da Direção-Geral da Administração.

Para dar início a uma série de artigos com esses contributos vou centrar-me no conceito de hora que é definido no despacho de organização do ano lectivo.

Se o ECD considera que os educadores de infância e os professores do 1° ciclo têm um horário de 25 horas e os docentes dos outros níveis de ensino têm um horário de 22 horas é apenas do DOAL que existe a definição do conceito de hora que é diferente de uns e de outros.

Vejamos:

b) ―Hora‖— o período de tempo de 60 minutos, no caso da educação pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico, e o período de 50 minutos, nos restantes níveis e ciclos de ensino;

a-hora-de-fazer-intercambio-e-agora

O tempo de trabalho de uns e de outros fruto da definição deste conceito de hora faz com que o horário de trabalho de componente lectiva seja de 1500 minutos para uns e 1100 minutos para outros.

A diferença que existe com este conceito são de 400 minutos semanais de trabalho.

 

Para que exista uma igualdade de tratamento no despacho de organização do ano lectivo para 2016/2017 entre todos os docentes o conceito de hora devia ser idêntico para todos, ou seja de 50 minutos. É perfeitamente justificável que por cada hora de trabalho na área do ensino, 10 minutos seja considerado como período de “carregamento de baterias”. E as baterias também se desgastam na educação pré-escolar e no 1° ciclo.

Assim, o horário de trabalho da Educação pré-escolar e do 1° ciclo seria de 1250 minutos semanais e o dos restantes níveis de ensino de 1100 minutos, isto como componente lectiva.

Nestes artigos não se irá questionar a injustiça do número de horas ser diferente porque isso decorre do ECD e não do DOAL.

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Reserva de Recrutamento 24

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação e Retirados e Lista de Colocação Administrativa de Docentes de Carreira – 24ª Reserva de Recrutamento 2015/2016

 

Mobilidade Interna – ano escolar de 2015/2016

Lista definitiva de retirados – Consulte

 

Documentação

 

Serviços

 

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Andam as escolas a ficar perigosas?…

 

No 1º ciclo, tem-se assistido a um aumento substancial de violência por parte dos alunos. Quase todos os dias  chegam relatos em catadupa… Não se encontram as razões, não se tomam medidas.

É verdade que há alguns anos, trabalhar no 1º ciclo era um sossego, no que diz respeito a comportamentos desviantes, hoje não. Embora não existam números, é algo que não deve interessar a alguém, é um facto que os comportamentos das crianças do 1º ciclo têm vindo a degradar-se dentro da escola. Já não se trata de pequenos episódios esporádicos, nesta ou naquela escola, ou limitado a certos estratos da população. Hoje, está-se a generalizar. As razões são muitas. Há quem continue a apontar o dedo a jogos e programas de televisão, mas vão muito para além disso…

As mudanças na sociedade têm sido muitas e com elas vieram as mudanças de valores. A educação e transmissão de valores às crianças tem sido, sistematicamente, passada à escola, mas a escola não está preparada para isso. Os atuais encarregados de educação, devido aos seus afazeres, não têm tempo de passar os valores do convívio em sociedade aos seus educandos. Resta a escola, que não está equipada para isso.Violência

No 1º ciclo, as crianças, veem-se fechadas, dentro de uma sala de aula, seis horas por dia. Quando saem da escola são fechadas em ATL´S, Centros de Estudo, atividades várias, ou até em casa, não têm tempo de brincar, de sociabilizar… A consequência é que não estão a aprender a viver em sociedade. Com isso vem a agressividade, entre pares, aluno/assistente operacional, aluno/professor… encarregado de educação/assistente operacional, encarregado de educação/professor… Os Centros Escolares, neste aspecto, não vieram ajudar, juntaram um número quase incontrolável de alunos, perante o rácio aluno/adulto na escola.

Há uns anos, era difícil ouvir relatos de um aluno ter sido mais agressivo com um adulto, com quem contactava na escola. Hoje já não é assim, é usual. As escolas estão a ficar perigosas.

Das alterações ao Estatuto do Aluno pela Lei 51/2012 de 5 de setembro, não resultaram grandes efeitos práticos. As escolas, também têm a sua culpa. A tendência em desvalorizar e de não atuar, tem sido persistente. É mais fácil olhar para o lado e assobiar. Não dá trabalho…

Mas vamos a exemplos: Um aluno, em sala de aula, não acata um pedido de realização de uma tarefa por parte da professora. A professora insiste. O aluno amua e diz que não faz. A professora tenta dissuadi-lo e levá-lo a realizar a tarefa. O aluno insiste que não faz. A professora não desiste. O aluno levanta-se e diz, já “chateado”, que se vai embora. A professora tenta dissuadi-lo de sair da sala de aula. O aluno não está para aí virado. A professora vê-se obrigada levantar a voz, dando-lhe a ordem para se sentar de imediato. O aluno desata num pranto e acaba por se sentar, depois de alguma insistência. Choraminga toda a manhã e não realiza nenhuma das tarefas nesse espaço de tempo. No meio dos soluços e da insistência da professora em que realize as tarefas, a educação polida do menino revela-se. Fica de castigo e não vai ao intervalo. Durante a hora de almoço, frustrado pela manhã de “clausura”, desentende-se com um colega, enquanto “chutam umas bolas” e empurra-o, levando o outro a uma queda. Não contente, ainda lhe “espeta uns chutos” na parte abdominal. A assistente operacional que o tenta dissuadir de continuar a agressão, é insultada. Não leva um “chuto”, porque se desvia a tempo. O aluno fica de castigo, novamente, no intervalo da tarde. Durante a aula de Educação Física, AEC, decide ajustar contas com o colega, pois sente-se injustiçado. Distribui mais uns “chutos”. O professor intervém. O aluno amua novamente, remetendo-se a um canto, não realizando a aula. No dia seguinte, logo pela manhã, a encarregada de educação espera pela chegada da professora. A revolta é evidente no seu olhar. O seu rebento foi vítima de um abuso por parte, da professora, da assistente operacional e do professor de Educação Física. A professora explica-lhe o sucedido no dia anterior e em outros em que ela “aturou”, mas relevou este tipo de atitudes. A encarregada de educação, mais calma, atira com a questão dos “nervos” do petiz. “É dos nervos, senhora professora. Ele é muito nevoso. Já não sei o que lhe fazer…” (se ela não sabe, queres ver que é a professora que vai saber…) Também pode acontecer que o encarregado de educação não queira “diálogo” com a professora e se vá queixar ao Sr. Diretor… e lá vai a professora explicar-lhe o que ele já devia saber…

O que fazer nestes casos?

Situação 1: Nada! Continua-se a “aturar” as crises nervosas, os insultos, os desafios, as agressões, o descontentamento dos outros encarregados de educação… e vai-se levando até ao final do ano…

Situação 2: Faz-se uma participação de ocorrência. E depois espera-se… espera-se pelo quê? Pela aplicação de uma medida disciplinar corretiva ou sancionatória, de acordo com os Art.º 24º, 25º, 26º, 27º e 28º da Lei 51/2012 de 5 de setembro? No 1º ciclo, isso é tão raro, que devia estar sobre proteção da ONU. No máximo dá-se-lhe uma tarefa, que deve executar durante um determinado período de tempo como, ajudar a levantar a loiça das mesas do refeitório, ou ajudar a professora bibliotecária durante os intervalos. Não há garantias de que o aluno realize as tarefas se, estiver “chateado com a vida ou num dia de nervos”…

Se uma criança tem este tipo de atitude no 1º ciclo, será que quando transitar para o 2º ciclo “vai ganhar juízo”?

(Há colegas de outros ciclos a ter que chamar as autoridades policiais para que alunos abandonem as salas de aulas.)

A autoridade do professor foi dilacerada. Nos dias que correm, se o professor levanta a voz, já não é um pedagogo, é um bruto. A sociedade perdeu valores, mas mesmo assim quer que a escola continue a “educar” o futuro.

Estamos assistir a uma transição, já longa, de métodos de educação. Vimos de uns pais “autoritários” e de certa forma “distantes”, conscientes do seu papel na educação dos filhos, para uns pais “amigos e próximos” (tão próximos que às vezes se confundem com os filhos) que ainda não perceberam como educar os filhos nesse papel.

Entretanto, o ambiente na escola vai-se degradando e o espaço torna-se perigoso para todos…

Até quando?…

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Inicio de procedimento relativo à organização do próximo ano letivo

Publicados hoje na página da DGAE…

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2016/03/Início-do-procedimento-relativo-à-elaboração-do-despacho-normativo-relativo-à-organização-do-ano-letivo.pdf”]

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2016/03/Publicitação-do-início-do-procedimento-relativo-à-elaboração-do-despacho-normativo-relativo-à-organização-do-.pdf”]

 

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Para Além do Vencimento Também Retiram o Tempo de Serviço?

Porque a nota informativa 3 do IGeFE apenas se refere ao efeito do vencimento dos contratos.

Mas será que a DGAE entende que o tempo de serviço também tem de ser retirado nestas situações?

E como está a data de início de contrato dos vossos contratos na aplicação SIGRHE para horários pedidos ou colocações feitas até ao último dia do início das actividades lectivas?

 

 

O meu nome é XXXXX XXXXX, professora contratada colocada este ano em BCE,
Fiquei colocada e aceitei o horário a 04/09/15, tendo inicialmente a data de início de contrato a 01/09 na plataforma da DGAE.
 
Qual não é o meu espanto que há 2 semanas, entro na minha plataforma e reparo que me mudaram a data de início de contrato para 07/09/15.
 
Na escola, interroguei a Secretaria que não sabia de nada. Já tinham visto, mas colocam no Registo biográfico o que lá está: 07/09. O Sr. Diretor não sabe de nada e da DGAE não respondem.
 
Gostaria de saber se tem conhecimento de outros casos em que esta situação esteja a ocorrer ou se tem alguma explicação lógica (que eu não tenho) para esta súbita modificação.

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O professor secreto…

Desculpem-me a tradução livre que fiz do texto, mas achei importante divulgar. Os problemas na educação e no que isso representa para a vida pessoal de cada professor não está circunscrito ao nosso país, mas…

O texto foi retirado do “theguardian” e é o testemunho de uma professora inglesa.

 

Hoje é um bom dia. Levantei-me e lavei a louça e talvez, se hoje continuar a ser um bom dia, vou tomar um banho, lavar meu cabelo e trocar de roupa. Poderia até ir buscar os meus filhos à escola. Estas podem parecer pequenas tarefas, mas nas últimas três semanas tenho vivido numa névoa provocada pela medicação que comecei a tomar para a ansiedade aguda e depressão. À medida que o nevoeiro levanta, a realidade acena e decisões terão que ser tomadas. Estou paralisada de medo, mas não posso continuar com minha vida assim. Preciso ser corajosa, olhar profundamente para dentro de mim e aceitar o que me está a tornar doente. Eu já decidi – nunca mais porei um pé numa sala de aula. Já não sou professora. Estou farta. Porque é que os professores devem falar sobre saúde mental com os alunos e colegas?   Há três semanas, considerava o suicídio. Estava disposto a acabar com a confusão, dúvidas e inutilidade que sentia. Não queria ir – ou assim eu pensava. Durante meses, uma nuvem escura de depressão tinha sido pendurada sobre a minha cabeça. Não conseguia dormir; não conseguia comer; eu duvidava que tudo o que fiz; fui esquecida; estava confusa; e, o mais preocupante, estava perdendo a minha confiança dentro da sala de aula. Como a depressão piorou, comecei a ter ataques de pânico. Eu levantava-me às 4 da manhã, realizando determinados rituais, antes de conseguir encontrar a coragem para conduzir até ao trabalho. No dia em questão, tive duas aulas terríveis. Eu não conseguia controlar a turma e sentia que não poderia continuar. Mas, em determinado ponto, num frio e cinzento momento, tive uma epifania. A realidade era, que eu queria viver. Eu sou uma mãe, sou uma mulher, sou uma filha, sou uma irmã, sou uma amiga para muitos. O que eu não quero, é ser professora.

.Ao longo da minha carreira de professora de 13 anos, foi-me dito por colegas professores, inspetores de Ofsted, alunos e pais que eu sou uma boa professora – uma “natural”. Tenho obtido excelentes resultados, sentia entusiasmo ao falar sobre a matéria, e interessei-me apaixonadamente em relação ao bem-estar dos meus alunos. Apenas algumas semanas antes, o nosso gerente de comportamento, tinha transferido um “difícil” estudante de 11 anos para a minha turma. No final da aula, o rapaz disse-me que tinha acabado de ter a aula mais interessante e agradável da sua vida e desejou ter escolhido estudar sobre os assuntos abordados nessa aula. Quando saiu da sala de aula, acrescentou: “Você é uma excelente professora.” No entanto, o ensino tem arruinado minha vida. Ele rasgou a minha alma, comeu-me e cuspiu-me. Eu já não sou uma pessoa despreocupada, tagarela, como já fui. Ele roubou-me a saúde, roubou-me a minha auto-estima e, o mais importante, quase me roubou a vida.

Texto parcial

(clicar na imagem) in theguardian 27/02/2016

the guardian

 

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O fim do ensino como o conhecemos…

 

Cientistas desenvolvem método de aprendizagem que no futuro irá acabar com a escola…

 

Quando aprende alguma coisa, o seu cérebro muda fisicamente», explica Phillips. «Conexões são realizadas e multiplicadas, num processo chamado ‘neuroplasticidade’. O que acontece é que algumas funções do cérebro, como a fala e a memória, ficam localizadas em regiões muito específicas do cérebro, do tamanho do nosso dedo mindinho. O que o nosso sistema faz é accionar essas mudanças em regiões específicas do cérebro enquanto se aprende.

 

(clicar na imagem) DD

 

 

giphy

 

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ASSINADOS CONTRATOS COM 130 PROFESSORES DE PORTUGUÊS PARA TIMOR-LESTE

Passados dois meses…

O Ministério da Educação informa que, após um intenso trabalho de finalização do respetivo concurso e de inscrição orçamental que não tinha sido anteriormente acautelada, foram esta semana assinados os contratos com os 130 docentes que ensinam em português em Timor Leste, no quadro do maior projeto de cooperação deste Ministério: Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE).

O Governo de Timor Leste, parceiro deste projeto, encontra-se neste momento, e após conclusão deste processo da parte de Portugal, a organizar a logística correspondente à viagem destes para Dili e para os restantes 12 municípios timorenses, todos dotados de uma destas escolas CAFE.

Trata-se de um projeto de cooperação importante para ajudar a desenvolver o ensino, a fala e a escrita do português em Timor Leste, formando alunos e também docentes que, num futuro próximo, assumirão eles a docência da língua de Camões e de Pessoa para as novas gerações timorenses, representando um esforço financeiro deste Ministério na ordem dos três milhões de euros anuais.

Neste momento, o projeto CAFE contra-se já presente nas capitais dos 13 municípios timorenses, envolve 80 docentes estagiários timorenses e 130 docentes portugueses que trabalham para mais de 5000 alunos timorenses que, assim, aprendem português e em português nos diferentes anos de escolaridade.

 

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Aposta Para Hoje

Ainda vai valendo a persistência.

 

euromilhoes 1 março

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E Pouco Mais do Que Isto Aconteceu Ontem

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Jornal de Notícias (01-03-2016)

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Convite | Lançamento do livro “08/03/08 – Memórias da Grande Marcha dos Professores”

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O Meu Quintal: O Alexandre É Perneta?

Parte I

Parte II

 

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Manifesto APEVT

 

Divulgação de Manifesto dos professores de Educação Visual e Tecnológica e Educação Tecnológica em defesa da escola pública universal e inclusa para todos e da recolocação das disciplinas de EVT e ET no currículo nacional e obrigatório.

 

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2016/02/APEVT-ManifestoFinal.pdf”]

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Mais Um Ministro Que Gosta de Números

… e de os fintar.

 

 

Ministro garante aumento de 300 milhões na educação

 

 

O ministro da educação garante que o Orçamento para a Educação vai crescer 303,3 milhões de euros em relação a 2015, ultrapassando um total de 6 mil milhões. Valor contrasta com o inscrito no relatório do Orçamento.

 

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Os valores referidos pelo ministro são diferentes dos inscritos no relatório que acompanha o Orçamento do Estado, onde se lê que “a despesa total consolidada do programa Ensino Básico e Secundário e Administração Escolar atinge o montante de 5.843,3 milhões de euros. Verifica-se um decréscimo na despesa de 1,4% (cerca de menos 82 milhões de euros) face à execução provisória de despesa de 2015”.

Há um fator que explica parte da diferença: enquanto Tiago Brandão Rodrigues está a comparar a estimativa para este ano com a estimativa feita para 2015 no Orçamento anterior, o relatório faz a comparação não com a estimativa de despesa mas sim com a despesa efetivamente verificada. Não há, no entanto, explicação para a diferença entre o valor absoluto previsto no documento (5,843,3 milhões de euros) e o enunciado pelo governante (mais de 6 mil milhões de euros).

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Sobre a discussão do OE para a educação…

 

Não se falou de reformas, do número de alunos por turma, da escola a tempo inteiro, do combate ao insucesso, norma travão ou renovações…

Falou-se de manuais gratuitos, aumento da rede do pré-escolar, ensino artístico, contratos de associação e a grande surpresa da tarde…

 

Ao contrário do que alguns disseram, o Orçamento do Estado para Educação em 2016 cresce 303.3 milhões de euros (+ 5.3%) quando comparado com o que o governo anterior inscreveu no orçamento para 2015. De 5.716 milhões de euros para 6.019 milhões de euros.

Tiago Brandão Rodrigues

 

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Escolas multiculturais para setembro…

 

Como já não fossem… sinceramente não vejo onde está a novidade!

Será que iremos ter algum tipo de formação sobre multiculturalismo? Ou iremos aprender línguas?

 

O Governo vai arrancar no próximo ano letivo com o projeto Rede de Escolas Multiculturais, em 60 agrupamentos de escolas de todos os níveis de ensino, com vista a trabalhar e integrar nas escolas os diferentes hábitos culturais.

 

(clicar no link abaixo) in CM

Rede de Escolas Multiculturais arranca em setembro com 60 agrupamentos de escolas

 

 

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Às 15:25 Começou o Debate da Especialidade da Educação

tiago

 

Começa por dizer que a aumenta o investimento na educação ao contrário do seu antecessor.

Mente bem.

 

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Quem é que nos anda a mentir?…

Se uns mentem, outros não dizem a verdade… ainda há aqueles que só dizem a verdade que lhes interessa… Mas há “coisas” que eu gostaria de ver esclarecidas. Os contratos de associação e a sua necessidade em certas localidades, são duas dessas “coisas”… outra dessas coisas seria o gráfico abaixo. Se a “linha” desce nos últimos 4 anos, porque é que ainda continuam os cortes, na Escola Pública, no OE? Nesta desculpa eu não me vou acreditar…

 

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OE para a Educação discutido hoje…

O Ministro da Educação vai hoje ao parlamento explicar o orçamento para a Educação, talvez fiquemos esclarecidos sobre a continuidade dos cortes…

Estou expectante em relação a estas explicações. De um ministro que ainda não se deu muito às falas, gostaria de ouvir muita coisa. Em cima da mesa estão as reformas, o número de alunos por turma, a escola a tempo inteiro, o combate ao insucesso, os manuais gratuitos…

Fica aqui a Noticia do DN de hoje e o link da ARTV. O debate começa Às 10H com o Ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior e às 15h com o Ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues.

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Crimes nas Escolas Sobem Há 3 Anos

Com um corpo docente mais envelhecido e menos motivado é normal que estes números se venham a agravar no futuro.

A falta de paciência para lidar com turmas cada vez maiores e a falta de capacidade para conhecer todos os alunos pelo nome ajuda a criar uma maior distância com aqueles que deveríamos estar cada vez mais próximos.

As mega-agregações são também um enorme factor para este aumento no número de crimes nas escolas.

Se até há bem pouco tempo uma direcção de uma escola conhecia todos os alunos e as suas famílias e atempadamente evitava que a maioria destes crimes ocorressem, hoje em dia uma direcção de uma escola apenas existe para cumprir as orientações da tutela e nem tempo tem para conhecer a sua população escolar.

Acabem-se com os megas e verifique-se se se os crimes não diminuem…

E já agora. Deixem as escolas funcionar para aquilo que elas foram feitas. Para ensinar.

 

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Entrevista de Paulo Guinote ao Expresso

É já no próximo dia 1 de Março que será lançado o novo livro de Paulo Guinote que retrata a manifestação de professores do dia 8 de Março de 2008.
Para quem puder estar presente na sessão de lançamento do livro fica aqui o convite para o evento.

Pela distância não poderei estar presente, mas aguardo ansiosamente a publicação do livro para o ler.

 

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“A avaliação que temos não passa de uma ficção”

 

 

paulo guinote

 

Nunca se tinha assistido a nada assim. A 8 de março de 2008, cerca de 100 mil professores saíram à rua naquela que foi a maior manifestação de uma classe profissional alguma vez realizada em Portugal. Queriam contestar a ministra Maria de Lurdes Rodrigues, que elegeram como inimigo nº 1, e acabar com o modelo de avaliação de desempenho assente na divisão da carreira em duas categorias, que acabou por não avançar. Oito anos depois, Paulo Guinote, professor de Português do 2º ciclo e autor do popular blogue “Educação do Meu Umbigo”, entretanto extinto, recorda o protesto sem precedentes no livro “A Grande Marcha dos Professores”, que será lançado esta semana. Hoje, garante, os docentes estão ainda mais desanimados do que na altura.

O que mais recorda desse dia?
Lembro-me de uma altura em que estava a meio da Avenida da Liberdade, olhei à minha volta e vi-me completamente rodeado de gente. Para quem, como eu, nunca tinha estado numa manifestação, era uma sensação bastante estranha.

Que marcas deixou nas escolas?

Vendo com esta distância, acho que deixou marcas de desânimo e alguma tristeza. Houve demasiada esperança para tudo o que não foi conseguido. Nenhuma reivindicação essencial foi satisfeita.

Mas a distinção entre professores e professores titulares não foi para a frente e o próprio modelo de avaliação foi muito simplificado.
Aquela avaliação não era possível de pôr em prática porque acarretava um tal peso burocrático e tanto tempo para ser concretizada que quase paralisaria o funcionamento das escolas. Não tínhamos e continuamos a não ter gente suficiente nas escolas com o reconhecimento pelos pares e a formação específica para proceder a uma avaliação rigorosa. Ainda hoje, não passa de uma ficção, em que as pessoas que avaliam têm a mesma qualificação daquelas que estão a ser avaliadas e que não permite detetar as más práticas docentes.

Não é possível distinguir os bons dos maus professores?

Com o modelo em vigor, os professores, e mesmo assim não os de todos os escalões, só têm duas aulas assistidas. Ora, um professor dá perto de 700 aulas por ano. Sendo as aulas assistidas marcadas previamente, mesmo um mau professor consegue dar duas aulas razoáveis. Poderá fazer imensamente mal em todas as outras, que não passará pelo crivo desta avaliação. Já na altura o modelo tinha esse erro. Uma avaliação eficaz baseia-se num acompanhamento de proximidade e de continuidade, que não existe.

Mas se os professores não reconhecem aos seus pares a qualificação e formação necessárias para o fazer, quem assumiria esse papel?
Tem de ser construído a médio prazo. Não é possível pôr um modelo de avaliação de qualidade a funcionar em dois ou três anos. Tem de existir um período de formação e de experimentação nas escolas. Todos nós sabemos quem são os maus profissionais. O que tem de haver é autoridade de alguém, reconhecida pelo grupo, e coragem dessa pessoa em confrontar quem sabemos que tem práticas menos corretas para dizer “ou alteras a tua prática, ou há consequências”. E tem de haver mecanismos de controlo sobre a própria relação entre avaliador e avaliado. Nas escolas, as pessoas prestam-se muito às pequenas vinganças e às pequenas amizades que depois se podem refletir na nota.

Isso pode acontecer em qualquer empresa e em qualquer profissão.
Entre os docentes há uma cultura muito enraizada de igualdade. Consideramos que temos todos a mesma competência para desempenhar a profissão, daí que haja dificuldade em aceitar que a avaliação seja feita pelos pares. Tem de haver um grupo de professores avaliadores, que devem continuar a dar aulas, mas que devem ter um horário para se formarem e testar o modelo. É um investimento a médio, longo prazo que nenhum Governo, com um calendário de três ou quatro anos, aceita. O sistema está contaminado pelo facilitismo e pelo amiguismo. E há outra questão: com a carreira congelada em oito dos últimos dez anos, mesmo uma má avaliação não tem consequências. Por isso, o que sentimos é que é uma inutilidade. Estimula-se a apatia e fomenta-se o desânimo.

Como saiu a imagem dos professores depois desses protestos?

Há uma enorme diferença entre a imagem pública que se retrata nos inquéritos de opinião sobre as várias profissões e em que os professores têm sempre taxas de aceitação muito altas e a opinião publicada, que foi muito negativa. Muitos opinion makers estavam contra as posições dos professores e achavam que eles não queriam ser avaliados e eram todos preguiçosos. Mas acho que não aconteceu o mesmo na opinião pública no geral.

Não sente que nos últimos anos houve uma degradação da imagem pública dos professores que se reflete na sua autoridade?
Isso já vem pelo menos desde os anos 90. Há um discurso enraizado de desculpabilização dos maus comportamentos e um discurso político de que o chumbo é um mal para a sociedade. Dizer que os exames não servem para nada transmite aos alunos a perceção de que podem fazer qualquer coisa porque têm direito ao sucesso. É extremamente nocivo porque desmobiliza os alunos bons e pode fazer da escolaridade até ao 9º ano um imenso recreio. E desautoriza o professor na sala de aula porque põe o aluno a dizer: “Não me pode tocar, não me pode chumbar, o que é que me pode fazer?”

Isso tem vindo a agravar-se?

Sendo muito impopular entre os meus colegas o que vou dizer, acredito que a introdução de provas de final de ciclo, nomeadamente do 6º ano — as do 4º poderão ser mais polémicas — trouxe às escolas um sinal de alarme. Aceitar apenas provas de aferição a meio do percurso e só monitorizar no final do ciclo funciona em países com uma consolidação da escolaridade muito anterior à nossa, nomeadamente os escandinavos, que não têm as nossas desigualdades socioeconómicas. O que acontece é que as regras dos bons colégios privados são, em muitos casos, o oposto do que temos de fazer nas escolas públicas, em questões disciplinares e de respeito pelo professor.

Dar aulas deixou de ser aliciante?

Claramente, quer do ponto de vista material, porque houve uma proletarização evidente, quer do prestígio social, que foi diminuído pelo desaparecimento de horizontes de carreira.

Que retrato traça da classe?

É uma classe envelhecida, desiludida, sem perspetivas de progressão e que está cansada de lhe serem imputadas as responsabilidades por todos os erros cometidos a nível político. É dramático, mas nos anos 70 havia melhores condições em muitos aspetos do que agora.

Em que sentido?

Lamento muito que a minha filha, que está no 7º ano, tenha turmas com mais alunos do que eu tive, há 35 anos. Os políticos acham que tudo se resolve na base dos rácios e não percebem que ter uma turma de 30 alunos é um esforço para um professor com 50 ou 60 anos que poucas pessoas são capazes de calcular. E há professores que têm dez turmas. Ainda assim, conseguimos progressos nos exames internacionais.

Que nota daria a este ministro?
Ainda não tem elementos de avaliação suficientes para eu dar uma nota. Naquilo que tem impacto orçamental, ainda não anunciou nada de relevante.

E aos sindicatos?
Têm um papel essencial, mas dificilmente me sinto representado por alguém que não exerce a minha profissão há décadas. Gostava de ver à sua frente pessoas que dessem pelo menos um ano de aulas em cada década. Não sendo assim, são profissionais do sindicalismo. Não são professores.

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Assembleia Geral Extraordinária da ANAPET

Depois da APEVT ter dado sinais da sua refundação, também agora a ANAPET convoca uma Assembleia Geral Extraordinária para a eleição dos novos órgãos sociais. Depois do recente falecimento do presidente da ANAPET é importante que estas duas associações ganhem novo fôlego e nova vida para lutarem para que as disciplinas de EVT e ET sejam reconhecidas no currículo nacional e passem a integrar esse mesmo currículo.

 

Assembleia Geral Extraordinária

 

anapet

Ao abrigo do ponto 3 do Artigo 13º dos Estatutos da ANAPET, um grupo de sócios desta Associação requer a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária para eleição dos órgãos sociais da ANAPET para o biénio 2016-18.
A Assembleia Geral está assim convocada para o próximo dia 12 de março, pelas 15h00, no Auditório da Escola Secundária da Ramada, Bons Dias, Odivelas.
De acordo com o ponto 5 do mesmo Artigo 13º, a Assembleia Geral funcionará à hora marcada com a presença de metade e mais um dos sócios e trinta minutos mais tarde com qualquer número de sócios.

Qualquer questão pode ser endereçada para: [email protected]

Podem ser apresentadas listas para a eleição dos órgãos sociais no próprio dia 12 de março ou enviadas para o e-mail [email protected]

Localização da Escola Secundária da Ramada
http://www.esramada.pt/index.php/localizacao

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A Música em Estreia do Blog

The Lumineers – Ophelia

 

 

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“Animação, hoje é sexta!”

Sofia é uma menina com sete anos e que se recordo do dia em que fracturou o seu braço enquanto era perseguida através da floresta. Mais uma animação tocante na rubrica “Animação, hoje é sexta!”. Faltou dizer que esta história animada está carregada de fantasia e esconde um momento tocante na vida de Sofia.

Realizado em 2013 pela mexicana Rita Basulto, o filme Rain in the Eyes (Lluvia en los ojos, no original) é absolutamente imperdível!

Votos de bom fim de semana!

 

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Notícias Soltas do Dia de Hoje

Crianças com cancro que não podem ir à escola só agora vão começar o “ano letivo”
Alunos com cancro só agora vão começar aulas – DN

Ministério da Educação está a avaliar necessidades de funcionários nas escolas » Educare – O Portal de Educação
500 mil portugueses não sabem ler nem escrever – Entrevistas – RTP Notícias
Não há cursos de alfabetização para adultos desde 2010 – RTP Notícias
Habilitações da mãe e problemas económicos afetam o sucesso das crianças na escola – TSF Rádio Notícias
Filhos de pais pobres têm maus resultados? Nem sempre – Observador
Educação – Só 19% dos filhos de mulheres com a 4.ª classe têm sucesso escolar – DN

Estudo liga sucesso escolar ao nível socioeconómico e habilitações das mães – Renascença
Sucesso escolar: O peso da escola e da instrução da mãe
A propósito da democracia nas escolas » Educare – O Portal de Educação
12% dos alunos já adormeceram nas aulas pelo menos uma vez » Educare – O Portal de Educação

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Já neva… Por cá…

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Dá-lhes o Pão … Senhora…

Lá “fora” também acontece. Não é só em Portugal, que casos de pais que se esquecem de provir a alimentação dos filhos enquanto na escola, são noticia…

“Quando os pais não garantem o almoço da criança, é oferecido à criança pão e fruta”. É esta a política de uma escola primária britânica, segundo a diretora do estabelecimento. E é disso que se queixa uma mãe que se esqueceu de pagar os almoços da filha e que viu a escola dar à criança de 9 anos uma fatia de pão.

 

(clicar na imagem) in DN

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53 Docentes dos Quadros por Colocar Após a RR23

Após a publicação da Reserva de Recrutamento 23 (última do mês de Fevereiro) existem 53 docentes dos quadros por colocar de acordo com a distribuição seguinte por grupo de recrutamento.

No final de Março voltarei a contabilizar estes números.

MINC

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Aposta Para Hoje

Para 15 milhões de euros, pouca coisa.

euromilhoes 26 fevereiro

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Divulgação – Conferências Clima em Direto

O Clima@EduMedia é um projeto desenvolvido pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto ao abrigo do Programa “AdaPT – Adaptando Portugal às Alterações Climáticas”, com a missão de apoiar a educação nacional em matéria de mudanças climáticas, através do uso dos média.
De momento, estamos a organizar as Conferências “Clima em Direto“. Tratam-se de duas conferências sobre alterações climáticas que têm como público-alvo os professores e alunos das escolas básicas e secundárias portuguesas.
A primeira conferência acontecerá no dia 6 de abril de 2016, das 11h00 às 12h00, e tem como tema a Biodiversidade e a sua relação com as alterações climáticas.
A segunda realizar-se-á no dia 15 de abril de 2016, das 11h00 às 12h00, sendo o tema a Água e a sua relação com as alterações climáticas.
É de sublinhar que estas conferências vão ser transmitidas via live streaming para várias escolas do país.
É necessário que as escolas manifestem a intenção de assistirem aos eventos, através do preenchimento de um formulário de inscrição, até ao dia 3 de março de 2016.

clima em direto

 

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Notícias Regionais – Por Setúbal

lima de freitas

 

O Setubalense

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Percentagem de Sucesso por Distrito

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Jornal de Notícias (25/02/2016)

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