“Governo quer alunos até ao 9.º ano o dia inteiro na escola”

 

Por que não umas camaratas para as crianças dormirem na escola pelo inconveniente de terem que estar com a família?! Com que recursos humanos? Agora que as escolas estão esmifradas deles! Com um orçamento ainda mais reduzido, 82 milhões a menos, quem olhará por elas? O que farão e com que materiais? Como entreter “meninos” na adolescência? Com Tabletes ou smartphones? Vão ter que refazer a instalação elétrica das escolas… Até às 19 horas? Então e os pais que trabalham por turnos? Não será mesmo melhor a escola funcionar “à la carte”?

 

O alargamento das horas que os alunos podem passar na escola torna também mais compatível os seus horários com os dos pais. Assim, defende o documento do programa de governo, que considera importante que “o sistema público assegure uma resposta para os pais cujos horários de trabalho não se compadecem com a permanência na escola apenas durante uma parte do dia”.

 

(clicar na imagem) in DN by Ana Bela Ferreira 10/02/2016

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Síntese da Reunião do ME com Directores (5 Fevereiro)

DA REUNIÃO DE DIRECTORES com o MINISTRO DA EDUCAÇÃO

(acompanhado pelo Secretário de Estado da Educação) 5 de FEV

 

 

A política educativa do governo assenta em dois pilares fundamentais e que se interligam: sucesso escolar e melhoria das aprendizagens.

 

Além dessa preocupação estão na agenda ministerial:
– Programa de reutilização e redução de custos dos manuais escolares;
– Simplex 2016 aplicado à Educação para desburocratizar procedimentos;
– Aposta na Educação Pré-Escolar, numa perspetiva de intervenção precoce, com alargamento e universalização até aos 3 anos de idade;
– Aprendizagem ao longo da vida.

A Escola deverá centrar-se nos processos, melhorando o trabalho na sala de aula por oposição à crença nos exames. É nessa perspetiva que se apresenta o modelo integrado de avaliação externa no Ensino Básico, cujas linhas fundamentais foram assim enumeradas:
– Considerar que aferição e exames (provas finais) têm um tempo próprio;
– Intervir atempadamente;
– Restituir a informação às escolas (às famílias e aos alunos também…);
– Combater o estreitamento curricular;
– Passar as provas para o final do ano letivo.

O Ministro defendeu o modelo argumentando designadamente:

– É necessário tirar das escolas o treino para os exames, pois o que importa para o sucesso efetivo é o desenvolvimento das competências;
– A Escola deverá ser inclusiva e não seletiva;
– Os estudos internacionais demonstram que nesta fase (ao longo do Ensino Básico) a avaliação formativa é mais eficaz do que os exames e que estes só devem surgir numa fase mais avançada (9.º ano);
– É urgente que os docentes utilizem o seu tempo para o desenvovimento das aprendizagens e não (como já tinha referido) para o treino dos exames;
– É necessário corrigir tudo o que estava mal…

Anunciou (já se sabia) o fim da BCE (Bolsa de Contratação de Escola), tendo em conta que um docente demora em média 21 dias a ser colocado, encontrando-se uma solução melhor.

Reafirmou (insistiu) que o foco vai estar na Escola, nas aprendizagens e no sucesso escolar.

 

Depois de um primeiro período de questões, a equipa ministerial referiu:
– O calendário escolar mantém-se;
– Os testes intermédios acabam,concentrando os recursos nas aferições;
– O processo normativo (legislativo) está em curso;
– As escolas TEIP vão continuar, mas será revisto o processo de avaliação;
– Os Vocacionais vão acabar (oposição ao modelo dual), mas é necessário concluir os de continuidade;
– O despacho de organização do ano letivo está a ser trabalhado, terá uma leitura mais simples e pretende-se publicá-lo mais cedo, uma vez que há a intenção de antecipar sucessivamente a aprovação das turmas e a colocação de professores;
– O referido despacho flexibiliza o crédito e dá mais autonomia às escolas, embora dê prioridade à componente pedagógica;
– Havendo recursos nas escolas abre-se a possibilidade de desdobramentos noutras disciplinas que não as CN e FQ;
– Embora haja preocupação com a formação inicial de professores, há uma preocupação ainda maior com a formação contínua, sendo imperativo fazer convergir os recursos disponíveis para obter a melhoria das aprendizagens;
– Ainda no despacho de organização do ano letivo será valorizado o trabalho do diretor de turma, muito para além do papel burocrático;
– A avaliação externa das escolas (incluindo a avaliação dos TEIP) deverá centra-se nos processos e não nos resultados;

 

Após segunda ronda de questões, a equipa referiu:
– As metas conduziram a uma atomização do currículo, com cada disciplina por si, criando uma “manta de retalhos”;
– No novo modelo há mais exigência para as escolas, aumentando a exigência para cada um dos professores na sala de aula;
– Haverá um mapeamento das intervenções da Parque Escolar que continuará com a manutenção, esperando-se a conclusão de 18 escolas nos próximos 3 anos (8 das quais ainda este ano), agilizando-se outras intervenções pontuais em articulação com os municípios e a DGESTE;
– Contraria-se a ideia de disciplinas estruturantes (estreitamento do currículo) valorizando-se as expressões, apostando no ensino artístico e no desporto na Escola (não só a Educação Física e o Desp. Escolar, mas também o desporto de lazer para a comunidade potenciando as infraestruturas desportivas);
– Apostar na educação para a cidadania (ed. global, ed. sexual, ed. cívica) numa perspetiva transversal;
– Melhorar apoio para alunos NEE e para outros alunos com necessidades específicas;
– Depois do fim dos exames do 4.º ano, não era possível esperar pelo início do próximo ano para mudar o modelo e criar um modelo integrado de avaliação externa;
– Aposta-se num “Serviço Nacional de Educação” em que o sucesso escolar vai necessariamente acontecer;
– O currículo é presentemente uma “manta de retalhos” (programas sem metas, metas sem programas, metas desajustadas, entre muitas outras incongruências), sendo importante definir um perfil de saída que neste momento não existe;
– O perfil de saída do Ensino Básico deverá considerar a criação de uma predisposição para a aprendizagem ao longo da vida;
– Necessário olhar para o currículo como um todo;
– O debate não será apressado, mas pretende envolver os professores;
– Vão ser divulgadas (atualizadas) as opções curriculares para a Educação Pré-Escolar;
– Há uma particular preocupação com as transições de ciclo;
– Necessário estudar a rede da formação de adultos que foi colocada em causa e depois reposta de modo desarticulado (efeitos do estudo ainda não se vão refletir no próximo ano letivo);
– As AECs estão escolarizadas e não deviam estar;
– Há uma preocupação com as expressões no 1.º ciclo, pretendendo-se inovar em matéria de aferição nesta área.

 

MG

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Informações do Concurso dos Açores

INFORMAÇÃO AOS CANDIDATOS AO CONCURSO EXTERNO DE PROVIMENTO PARA O ANO ESCOLAR DE 2016/2017

 

 

OBRIGAÇÕES DOS DOCENTES COLOCADOS NO CONCURSO ORDINÁRIO DE PROVIMENTO DE PESSOAL DOCENTE RELATIVAMENTE AO CONCURSO EXTRAORDINÁRIO

 

 

Os docentes que vierem a obter colocação no âmbito do concurso interno e externo – dito “ordinário” – de provimento para o próximo ano escolar, cujo prazo de apresentação de candidaturas se encontra aberto até 11 de fevereiro de 2016, devem proceder à sua aceitação, nos termos previstos no n.º 4 do artigo 15.º do Regulamento de Concurso do Pessoal Docente da Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto Legislativo Regional n.º 22/2012/A, de 30 de maio (retificado pela Declaração de Retificação n.º 39/2012, de 17 de julho, e com as alterações constantes do artigo 36.º do Decreto Legislativo Regional n.º 2/2013/A, de 22 de abril), não existindo enquadramento legal que permita a sua candidatura ao concurso extraordinário que se realizará também neste ano para provimento no ano escolar de 2016/2017.
Com efeito, em virtude da não aceitação da colocação obtida determinar a impossibilidade do docente prestar serviço em qualquer estabelecimento de educação e ensino da rede pública dos Açores nesse ano escolar e nos dois anos escolares subsequentes, conforme estabelecido no n.º 6 do mesmo artigo 15.º do Regulamento de Concurso, o mesmo ficará impedido de se candidatar aos procedimentos concursais que forem abertos para colocação nesses anos escolares.

30/01/2016

 

 

PRAZO ADICIONAL PARA DESISTÊNCIA APÓS PUBLICITAÇÃO DA LISTA DE COLOCAÇÕES DO CONCURSO INTERNO DE PROVIMENTO

 

 

Em virtude de, no presente ano escolar, serem desenvolvidos os concursos ordinário e extraordinário de provimento de pessoal docente, a que acrescem o concurso interno de afetação e o procedimento concursal para contratação de pessoal docente a termo resolutivo, todos para colocação de docentes no próximo ano escolar, e considerando que essa colocação deve ocorrer, no limite, até ao próximo dia 31 de agosto, a calendarização prevista para a realização de todos os trâmites desses concursos não permite que o prazo de 10 dias úteis legalmente estabelecido para audiência dos interessados no âmbito do concurso externo ordinário de provimento, e durante o qual os candidatos podem proceder a desistência de preferências inicialmente manifestadas (previsto para o período entre os dias 11 e 24 de março), possa ocorrer apenas depois da publicitação da lista de colocações do concurso interno.
Atendendo a que associada às colocações no âmbito do concurso interno está a disponibilização das vagas remanescentes a preencher pelo concurso externo, momento em que os candidatos a este último concurso podem rever as preferências inicialmente manifestadas face às vagas disponíveis, procedendo, se assim entenderem, à desistência daquelas que deixam de ser do seu interesse, informa-se o seguinte:
Por deliberação do júri do concurso interno e externo de provimento de pessoal docente para o ano escolar de 2016/2017, de 04/02/2016, foi determinada a abertura de um prazo adicional de dois (2) dias úteis, a decorrer entre a publicitação da lista de colocações do concurso interno e a publicitação da lista ordenada de graduação (definitiva) dos candidatos ao concurso externo, para estes últimos, querendo, proceder à desistência de preferências.
Mais se informa que o referido prazo adicional para desistência será oportunamente calendarizado e que, durante o mesmo, os candidatos podem desistir da candidatura ou de parte das opções (grupos) ou preferências (escolas) inicialmente manifestadas, não sendo aí admitidas, contudo, quaisquer outras alterações aos elementos constantes do formulário de candidatura.

05/02/2016

VAGAS APURADAS PARA O CONCURSO EXTRAORDINÁRIO DE PESSOAL DOCENTE

 

 

Informam-se todos os interessados da disponibilização das vagas apuradas para o concurso extraordinário de provimento de pessoal docente para o ano escolar de 2016/2017, cuja data de abertura está prevista para o final do próximo mês de abril. O apuramento das vagas a não recuperar (ditas vagas negativas) ocorrerá após efetuadas as colocações no âmbito do concurso externo ordinário.
Para aceder às vagas apuradas para o concurso extraordinário de provimento para o ano escolar de 2016/2017, clique aqui.

05/02/2016

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Aposta Para Hoje

Hoje podemos disfarçarmo-nos de milionários!

 

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Como Os Contratos de Associação Não Têm Asas

Não podem voar os compromissos do governo anterior.

 

Compromissos de Crato levam a aumento das dotações para os colégios em 2016

 

 

Acréscimo de 6% deriva dos contratos assinados pela anterior tutela, justifica Ministério da Educação

 

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O Ministério da Educação (ME) justifica o aumento em 6% das transferências para o ensino particular e cooperativo com os compromissos assumidos pelo Governo PSD/CDS. Na proposta de Orçamento de Estado para 2016, a dotação prevista para o ensino particular é de 254,3 milhões de euros, o que representa mais 14,4 milhões do que a despesa executada em 2015.

Em resposta a questões do PÚBLICO, o gabinete de comunicação do ME esclareceu nesta segunda-feira que aquele aumento “resulta total e exclusivamente da provisão necessária para fazer face aos compromissos assumidos pelo XIX Governo Constitucional no âmbito dos contratos plurianuais em vigor que este decidiu assinar em final de mandato”.

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Reunião Entre o SINDEP e o ME

Retirado daqui

 

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Sangre Ibérico – Meu fado, Mariza

https://www.facebook.com/SangreIberico/

Por aqui no Got Talent:
Sangre Ibérico, a banda que dividiu o palco com Mariza

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O Que Acham da Escola a Tempo Inteiro em Todo o Ensino Básico?

O Primeiro governo de José Sócrates lançou a escola a tempo inteiro no 1º ciclo do ensino básico, e agora este governo de António Costa pretende lançar a mesma escola a tempo inteiro em todo o ensino básico (página 110 das grandes opções do plano para 2016)

 

escola a tempo inteiro

Segundo a maioria dos professores do 1º ciclo, este alargamento da escola a tempo inteiro veio criar mais perturbações no funcionamento deste ciclo, com especial incidência para o brutal aumento da carga horária em que os alunos têm de permanecer na escola e que retirou tempo para as crianças crescerem enquanto crianças; nos desajustes dos horários lectivos onde se passou a misturar componente lectiva com actividades de enriquecimento curricular; com falta de condições na maioria das escolas para a prática das actividades de enriquecimento curricular bem como para o serviço de refeições.

Se os alunos do 1º ciclo passaram a ter um horário escolar quase do mesmo tamanho que o horário de trabalho dos seus pais, os alunos do 2º e 3º ciclos preparam-se para seguir pelo mesmo caminho.

As escolas destes dois níveis de ensino encontram-se melhor preparadas para receber esta escola a tempo inteiro e o problema deste alargamento não se deverá colocar na falta de condições físicas da maioria das escolas. Mas será que os alunos do 2º e 3º ciclos deverão ter também uma carga horária em que entram logo pela manhã e saiam da escola ao final do dia?

Que problemas podem ocorrer com este alargamento?

O que me salta assim à primeira vista é o enorme aumento da indisciplina que irá ocorrer nestes níveis de ensino.

Mas já alguém estudou o que aconteceu com o alargamento do 1º ciclo para uma escola a tempo inteiro?

Não serão os alunos de hoje em dia mais indisciplinados fruto dessa escola a tempo inteiro que começou há quase 10 anos no 1º ciclo?

E já agora que vantagens trouxe essa escola a tempo inteiro? Os alunos de hoje são mais capazes, inteligentes e trabalhadores fruto dessa escola a tempo inteiro?

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Cabeças a rolar…

Não acontecer mais vezes em muitos mais ministérios e afins…

José Alberto Duarte terá instruído de forma irregular processos de financiamento para o ensino artístico, atuado de forma errada na dissolução da direção de escola no Porto e ainda beneficiado candidatos em concurso público.

(clicar na imagem) in Jornal I by Carlos Diogo Santos 06/02/2016

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“Animação, hoje é sexta!” (First Flight – O primeiro voo)

Hoje é sexta! O “tal” dia de animação aqui pelo blog.

Para hoje, na sequência do que temos partilhado nesta rubrica nas últimas semanas, aqui fica mais um filme de animação tocante. Uma história muito simples e bela: um homem de negócios, muito organizado e alheado de tudo o que o rodeia depara-se com uma situação inusitada. Um pequeno passarinho decide fazer-lhe companhia enquanto espera pelo autocarro sentado num banco de jardim. E quando queremos, todos podemos voar, pela primeira vez…

Uma curta de animação em 3D produzida pela DreamWorks e realizada em 2006 por Cameron Hood e Kyle Jefferson.

A não perder!

Fiquem bem, com votos de bom fim de semana e bom Carnaval. Voltamos na próxima sexta!

 

http://www.dailymotion.com/video/xymqc4_first-flight-film-by-dreamworks_tech

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Para Quem Acredita em Milagres

E esperava que a esquerda aumentasse as verbas da escola pública e reduzisse as verbas do ensino particular é favor de ler a proposta de orçamento de estado para 2016 e esta notícia do Expresso.

 

 

Orçamento da Educação cai 1,2%

 

 

Depois de ter sofrido um corte de 13% em 2015, o maior de todos os Ministérios, o orçamento para o ensino básico e secundário volta este ano a descer

 

 

Depois de ter sido no ano passado o Ministério mais afetado pelos cortes, o sector do ensino básico e secundário voltará este ano a sofrer uma redução da despesa, ainda que bastante menor. Segundo o Orçamento do Estado para 2016, a Educação contará com menos 82 milhões de euros. Feitas as contas, o decréscimo é de 1,4%, quando em 2015 tinha ultrapassado os 13%.

De acordo com a proposta do Governo, o Ministério de Tiago Brandão Rodrigues contará este ano com 5.843,3 milhões de euros. As dotações para a educação pré-escolar caem 1,2%, apesar de o ministro apontar a universalização da oferta do pré-escolar entre os três e os cinco anos como uma das medidas prioritárias do seu mandato.

Em sentido contrário, com um ganho de 6%, estão as transferências do Estado para o ensino particular e cooperativo, que este ano terão um aumento de 14,4 milhões de euros.

No total, as despesas com pessoal representam cerca de 70% do orçamento do Ministério da Educação. A este nível, o Governo quer apostar na criação de um novo sistema de recrutamento de professores e funcionários e na descentralização de competências para as escolas e para as autarquias.

A revisão dos currículos, a generalização da chamada “Escola a Tempo Inteiro” em todo o ensino básico, o reforço da Ação Social Escolar ou o alargamento do leque de cursos do ensino secundário e pós-secundário profissional são outras das apostas elencadas para o sector da Educação na proposta de OE para 2016.

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Proposta de Orçamento de Estado para 2016

Clicar na imagem para ler a Proposta de Orçamento de Estado para 2016 entregue hoje na Assembleia da República.

 

OE2016

 

Os restantes documentos podem ser vistos nos links seguintes.

 

 

As Propostas de Lei n.º 12/XIII – Aprova o Orçamento do Estado para 2016, n.º 11/XIII –Aprova as Grandes Opções do Plano para 2016 e n.º 13/XIII – Aprova o Quadro Plurianual de Programação Orçamental para os anos de 2016-2019​ foram entregues pelo Ministro das Finanças ao Presidente da Assembleia da República, no dia 5 de fevereiro.

O processo de apreciação do Orçamento do Estado para 2016 decorre até 24 de março, realizando-se no dia 16 de março, em reunião plenária, a votação final global da iniciativa, a que se segue a redação final,​ antes do envio para promulgação pelo Presidente da República.
Durante este processo, as diversas equipas ministeriais prestam aos Deputados os necessários esclarecimentos sobre a matéria orçamental. A Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa pode também convocar diretamente entidades cuja audição esteja prevista na lei ou seja considerada relevante.
Todas as reuniões da Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa são públicas e podem ser acompanhadas através da emissão em direto​ do Canal Parlamento.
Em Plenário, a discussão e votação na generalidade do Orçamento do​ Estado tem lugar nos dias 22 e 23 de fevereiro, estando o debate na especialidade agendado para 10, 14 e 15 de março.

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Reunião MEC/FEPECI

Em pdf aqui

 

 

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Concordam com um “Ano Zero” nas Renovações?

Fenprof quer travar renovação de contratos a um milhar de docentes

 

 

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Sindicalistas defendem suspensão por um ano das renovações de contrato, para todos irem a concurso. Diretores discordam

Perto de um milhar de professores contratados, que à partida teriam os seus vínculos renovados no próximo ano letivo por decisão dos diretores das escolas onde dão aulas, poderão perder esta possibilidade. Em causa está uma proposta, apresentada ao Ministério da Educação pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), que prevê a suspensão desse mecanismo por um ano.

A possibilidade de renovar até quatro vezes os contratos a termo – desde que estes sejam anuais e com horário completo – está prevista desde os tempos da ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues. A ideia era dar alguma estabilidade, quer a essas escolas quer aos próprios docentes contratados.

A Fenprof – apesar de sempre ter defendido que essa estabilidade deve ser assegurada através do preenchimento de lugares dos quadros, e não de contratações sucessivas – não se tem oposto a essa solução. Mas as coisas mudaram com o fim das Bolsas de Contratação de Escola (BCE) – o controverso sistema de recrutamento das escolas com contrato de autonomia e estatuto prioritário (TEIP).

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Aposta Para Hoje

Pelo Carnaval julgo que ninguém levará a mal que os 15 milhões venham para aqui, pois não?

 
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Terça feira há tolerância…

 

O primeiro ministro assinou hoje, o despacho que vai “obrigar” a tolerância de ponto na terça feira…

Mais uma poupança de algumas centenas de milhares de euros… dizem-me que será cerca de 500.000…

Será que até ao final do ano vamos ter mais umas poucas?… há quem não se importasse e se for em dias consecutivos até há quem agradeça… e talvez até se pagasse a divida à troika!!!

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Reserva de Recrutamento 20

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação e Retirados e Lista de Colocação Administrativa de Docentes de Carreira – 20ª Reserva de Recrutamento 2015/2016

 

Mobilidade Interna – ano escolar de 2015/2016

Lista definitiva de retirados – Consulte

 

Documentação

 

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Tesourinho contratual… a saga continua…

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São 340 mil euros… mas só lá para depois de abril…

Brandão Rodrigues vai devolver mais de 340 mil euros aos professores.

Foram 16.414 os contratados a quem será devolvida a inscrição no exame. Devolução deverá acontecer depois de Abril com o novo OE.

O Ministério da Educação vai devolver mais de 340 mil euros aos professores contratados que se inscreveram para realizar a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC). A este valor acrescem ainda as consultas das provas, pelos quais os professores pagaram 15 euros por cada exame, e as revisões das provas que tinham um custo de 20 euros.

(clicar na Imagem) in Económico by Ana Petronilho 04/02/2016

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“Fenprof quer negociar contratação de professores para o IEFP”

Duvidosos não digo mas, são 1728€ ilíquidos a recibos verdes, segundo me disseram, ou seja: -25% de IRS, SS cerca de 200€, mais Seguro de acidentes de trabalho (que é obrigatório). Não há duodécimos, subsidio de férias, nem de refeição e o IVA que o IEFP paga é devolvido trimestralmente ao Estado. Como o “outro” dizia, “é fazer as contas…”

A Fenprof quer negociar com o Governo as condições de contratação de professores para o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), referindo problemas como perdas salariais e um regime de contratação a recibos verdes de “legalidade duvidosa”.

(clicar na imagem) in TVI24

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Olhem Que Sou Capaz de Fazer a Reconstituição das Listas Desde 2013!

… e encontrar muita gente a ser recompensada por não ter feito a PACC ou nela ter reprovado.

 

Em especial das colocações feitas através da Contratação Inicial e das Reservas de Recrutamento desde 2013/2014.

Basta inserir os lesados com a sua graduação de cada ano em algumas das minhas bases de dados e facilmente encontro um lugar onde poderiam ter sido colocados. 🙂

 

 

Governo não compensa professores contratados impedidos de dar aulas por causa da PACC

 

(FOTOS COM EMBARGO ATÉ ÁS 00.00 DO DIA 12 DE DEZEMBRO) Alunos durante uma aula de biologia na Escola Secundária de Campo Maior, um dos estabelecimentos de ensino em destaque devido aos bons resultados conseguidos pelos alunos nos exames nacionais, 09 de dezembro de 2015. (ACOMPANHA TEXTO DE 12 DE DEZEMBRO DE 2015). NUNO VEIGA/LUSA

 

À Renascença, fonte oficial do gabinete do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, disse que era impossível reconstituir a situação profissional desses professores para poderem ser compensados.

A mesma fonte explicou que não é possível saber com segurança o resultado hipotético de um concurso em que não participaram. Por isso, não vai haver compensação pelos danos sofridos.

 

 

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O que saiu da reunião FNE/ME…

Revisão mais alargada do diploma de concursos ainda este ano.

Em reunião de agenda aberta realizada hoje, 3 de fevereiro, com o secretário de Estado da Educação, João Costa e a secretária de estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, a FNE assegurou junto do Ministério da Educação o compromisso de, a curto prazo, iniciar um processo negocial com vista a uma revisão mais global do diploma de concursos a vigorar para o ano de 2017. No imediato fica assegurado o fim da BCE e o recuo do ME na imposição de um limite de dois grupos de recrutamento, por cada professor, nos concursos de colocação.

Em relação ao cumprimento da diretiva comunitária sobre a vinculação de docentes, a FNE reiterou a sua posição de exigir a vinculação de todos os docentes que tenham três contratos sucessivos ou duas renovações. Sem grandes detalhes sobre a solução final para este problema grave de precariedade e que afeta milhares de docentes, o ME assumiu o compromisso de tentar construir uma solução de justiça para estes professores.

Relativamente ao despacho de organização do ano letivo a tutela mostrou abertura para receber os contributos da FNE que visem uma melhor regulação das condições de trabalho dos docentes. Recorde-se que sobre esta matéria, a FNE pretende ver clarificado o tempo de trabalho dos docentes e o número de alunos por turma.

Na agenda para este encontro com a tutela estava também a necessidade de se proceder a uma revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD) ainda este ano, nomeadamente, o horário e condições de trabalho dos docente e condições especiais de aposentação, atendendo ao desgaste profissional a que estão sujeitos e ainda a criação de soluções compensatórias para os educadores e professores do 1.o ciclo que por força do regime de monodocência não lhes é permitido a redução da componente letiva ao longo da carreira.

Relativamente ao posicionamento na carreira dos docentes vinculados por concurso extraordinário e pela “norma-travão”, a FNE alertou a tutela para a urgência de publicação da portaria que definirá as condições de progresso em carreira destes docente. O ME comprometeu-se perante a FNE de, num prazo curto, apresentar uma proposta de portaria que resolva, em definitivo, a situação destes professores.

Sobre a contagem do tempo de serviço, e face às divergências na aplicação do artigo 103.o do ECD que criaram profundas injustiças na contagem do tempo de serviço para efeitos de concurso, logo com implicações no cálculo da graduação profissional, a FNE, uma vez mais, exigiu que o ME harmonize procedimentos que reponham a justiça entre professores, ficando o ME de analisar a questão com vista à sua resolução.

No encontro, a situação dos trabalhadores não docentes das escolas mereceu igualmente amplo destaque. Sobre esta matéria a FNE apresentou um conjunto de questões, nomeadamente, a criação de carreiras específicas para este trabalhadores, a garantia de concretização do direito à formação contínua realizada no horário de trabalho, abertura do concurso para coordenadores técnicos e encarregados de assistentes operacionais, revisão do rácio destes trabalhadores nos agrupamentos escolares e a eliminação do recurso a contratos de emprego e inserção.

Para estas questões o ME ficou de analisar todos estes problemas e abrir um processo negocial para a sua discussão.

Porto, 3 de fevereiro de 2016

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PACC: Ministério vai devolver dinheiro a professores

“Listas dos concursos para colocação de docentes não vão, contudo, ser revistas”, mas se o sr. ministro quiser, o blog trata de verificar se é ou não inexequível verificar a colocação.

Não é que julgue que os serviços do ministério não são capazes de o fazer, mas já que o trabalho está feito é só fazer mais grelha menos grelha… ou não haverá vontade de ressarcir quem se viu prejudicado em alguns milhares de euros? Já para não falar do precioso tempo de serviço…

O Ministério da Educação vai devolver a todos os professores o dinheiro gasto com a realização da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), mas não irá rever as listas dos concursos para colocação nas escolas.

(Clicar na imagem) in TVI24

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Congelados por tempo indeterminado… para lá de 2018…

O Arlindo já aqui apresentou as Principais Consequências da Reversão Salarial e do Anunciado Descongelamento da Carreira para 2018, mas pelos vistos não vamos ficar por aqui… vamos continuar congelados e agora sem data para “descongelamentos”…

 

Para se comprometer com Bruxelas, o Governo irá manter, sem fim à vista, o congelamento das carreiras na Função Pública.

(clicar na imagem para más noticias) in DN by João Pedro Henriques 02/02/2016

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Seria uma Excelente Medida

… para fomentar a natalidade.
 
Mas a máquina de calcular de Bruxelas não deve ter este tipo de variáveis.
 

Licença de maternidade a 100% por seis meses. Bloco e PCP apoiam

 

 

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Petição pede mais direitos para as mães poderem amamentar em exclusivo até aos seis meses sem serem penalizadas

 

Bloco de Esquerda e PCP estão disponíveis para avançar com uma proposta para alargar o pagamento a 100% da licença de maternidade para os seis meses em vez dos atuais quatro e assim darem corpo a uma petição que pede isto mesmo e que deverá ser discutida em plenário no final de abril. A petição pede condições para que as mães possam amamentar em exclusivo o bebé até aos seis meses, seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde.

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“Brandão Rodrigues vai compensar professores que foram excluídos pela prova”

Qualquer que seja a compensação não vai ser suficiente… nem para quem foi impedido de dar aulas, nem para quem as deu… porque esses também vão ter as suas razões para protestar…

 

O Ministério da Educação vai compensar os professores contratados, que por causa da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC) foram impedidos de darem aulas.
Em causa estão os contratados que chumbaram ou faltaram ao exame – que era obrigatório para todos os docentes com menos de cinco anos de serviço – e que, por isso, foram impedidos de se apresentarem a concurso para conseguirem a colocação numa escola.

 

(clicar na imagem) in Económico by Ana Petronilho 02/02/2016

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Aposta Para Hoje

É pobrezinha, mas quem sabe se não será hoje que sai.

 

 

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Há Coisas Que Não Era Necessário Recomendar

Porque se os erros são administrativos não podem ser os trabalhadores (neste caso algumas centenas de professores das AEC) penalizados por isso.

 

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O que saiu da reunião FENPROF/ME

REUNIÃO ENTRE FENPROF E ME (1 FEV 2016)

Entretanto, e foi essa uma das novidades da reunião realizada hoje entre a FENPROF e o ME, os 58 docentes que continuam na situação de “horário-zero” foram notificados que continuariam nas escolas ou agrupamentos em que se encontram colocados. Também as escolas dos professores que estão há um ano em requalificação já foram informadas do regresso desses docentes ao serviço.

Desta reunião realizada entre a FENPROF e o ME, nela representado pela Secretária de Estado Adjunta e da Educação e pelo Secretário de Estado da Educação, ambos acompanhados por outros membros dos seus gabinetes e representação da DGAE, resulta ainda que:

– Para o próximo ano, o financiamento de colégios privados por contrato de associação será alvo de uma apertada fiscalização, não apenas em relação à existência ou carência de resposta pública, como em relação à própria origem dos alunos;

PACC: serão ressarcidos de despesas efetuadas e danos sofridos, docentes que foram excluídos das listagens de contratação (reserva de recrutamento), desde que se prove que seriam colocados;

BCE: não só foi confirmada a extinção destas bolsas, como o ME confirmou ter sido retirada a restrição de candidatura dos docentes a, apenas, dois grupos de recrutamento. O decreto-lei deverá ser esta semana aprovado em conselho de ministros;

Deslocações em serviço: para além de reafirmar o que o documento “LAL 2016” já previa (obrigatoriedade de pagamento das deslocações aos docentes que o façam em serviço, ao valor legalmente fixado de 36 cêntimos o quilómetro), o ME informou que estas deslocações passarão a integrar a componente não letiva de estabelecimento a que os docentes estão obrigados;

“Municipalização”: tal como já fora referido pelo ME na comissão parlamentar de educação e ciência, foi reafirmado que os contratos de transferência de competências para os municípios serão avaliados e dos futuros contratos não constará qualquer aspeto de ordem curricular ou pedagógica, como não fará parte qualquer tipo de colocação de docentes;

Vias vocacionais: confirmou-se também a absoluta rejeição das vias vocacionais no ensino básico (mecanismo de segregação precoce) e também o aproveitamento das atuais vias profissionais do ensino secundário para as substituir;

Financiamento do ensino artístico especializado: segundo os responsáveis do ME, estão em fase final de pagamento as verbas que decorrem do POCH, relativas ao ano letivo transato. Quanto ao futuro, estará a ser trabalhada uma solução que, mesmo aproveitando fundos comunitários disponíveis, evitará novos atrasos como os até agora verificados;

Remoção do amianto: depois de, em 2015, nada ter sido feito, as escolas “mapeadas” serão intervencionadas com vista à remoção, cabendo essa responsabilidade às CCDR. Nas escolas que não são prioritárias e, portanto, a remoção não será imediata, o ME admitiu divulgar informação à comunidade educativa como, aliás, impõe a lei em vigor.

Nesta reunião foram ainda abordados outros aspetos, tais como a necessidade de agilizar e isentar de pagamento a apresentação de declaração de registo criminal nas escolas, processo que continua a ser negociado entre a tutela e a Justiça. Outras matérias em fase de apreciação para posterior resolução são a aplicação do artigo 103.º do Estatuto da Carreira Docente (faltas por doença comprovada para além de 30 dias), bem como o pagamento de salário com referência a 1 de setembro, a todos os docentes contratados para horários anuais. Foi admitida pelo ME a eliminação do atual regime de exceção, extremamente negativo e aplicável apenas aos docentes, no que respeita ao pagamento de compensação por caducidade, uma vez que os professores são os funcionários mais penalizados neste processo, por força de uma disposição que foi introduzida pelo governo anterior, através da lei do Orçamento do Estado para 2015 (documento entregue ao ME sobre problemas da contratação).

Nesta reunião, que durou cerca de quatro horas, foi ainda desenvolvida reflexão sobre 5 grandes temas que deverão ser cinco grandes áreas de negociação futura:

Revisão global do regime de concursos – os aspetos já identificados pela FENPROF foram, entre outros: a necessidade de criar duas prioridades no âmbito da mobilidade interna e introduzir fatores de rigor absoluto na mobilidade por doença; redução da área geográfica dos quadros de zona pedagógica e fim da obrigatoriedade de, para efeito de contratação, ser opositor às escolas de uma zona completa; criar um ano-zero para a contratação de docentes; alterar o mecanismo de transposição da diretiva sobre vinculação e aplicá-lo também aos docentes dos conservatórios públicos; criar grupos de recrutamento para docentes que são obrigados a concorrer como falsos técnicos especializados. Tendo-se confirmado a realização de concurso geral em 2017, foi consensual que o regime de concursos, para negociação destas como de outras matérias, terá de ser revisto ainda no presente ano;

Regularização de aspetos de carreira – A FENPROF apresentou propostas, juridicamente fundamentadas, com vista a: reposicionamento dos docentes que ingressaram na carreira a partir de 2013, através de concursos externos; reposicionamento na carreira dos docentes impedidos de progredir a determinados escalões da carreira, desde 2010, por ausência de portaria a estabelecer o número de vagas; aplicação correta da bonificação devida a todos os docentes que, até final de 2010, obtiveram os graus académicos de mestrado ou doutoramento. Esta regularização deverá ter lugar antes de as progressões nas carreiras serem desbloqueadas para evitar mais e maiores distorções e injustiças;

Condições de trabalho nas escolas, horários e organização do próximo ano letivo – para além da necessidade de ser aprovado um quadro legal estável para os próximos anos, a FENPROF reafirmou a sua disponibilidade para, rapidamente, se iniciar um processo negocial que permita: definir com rigor o conteúdo de componente letiva, eliminando os abusos hoje existentes; reduzir o número máximo de alunos por turma; estabelecer normas de referência para a constituição de turmas e a distribuição de serviço, entre outros aspetos. Neste âmbito, foi ainda abordada a necessidade de se encontrarem mecanismos que, nos últimos anos de exercício profissional, tenham em conta o tremendo desgaste provocado pelo exercício da profissão. Para além do tipo de serviço a atribuir aos docentes nesse período final do seu exercício, é necessário equacionar, desde já, a necessidade de estabelecer um regime excecional de aposentação que tenha em conta esse problema;

Descentralização do sistema educativo – a FENPROF entregou ao ME um conjunto de propostas no sentido de garantir esta descentralização, propostas essas que, para além de preverem a necessidade de criação de conselhos locais de educação com competências específicas de âmbito local, incluindo ao nível da rede escolar, redefinindo, por exemplo, a dimensão dos agrupamentos de escolas, abordam ainda a necessidade de: redemocratizar a gestão das escolas; valorizar e atribuir competências de decisão aos órgãos pedagógicos das escolas, libertando-os de outras tutelas; substituir o órgão de direção unipessoal por outro que respeite princípios da colegialidade, elegibilidade e democraticidade;

Aspetos setoriais: a FENPROF apresentou propostas destinadas a resolver problemas que se colocam de forma particular em diversos níveis de ensino. Por exemplo, sobre o calendário escolar, em particular o da Educação Pré Escolar; sobre o 1.º Ciclo do Ensino Básico, um setor a que é necessário “deitar mão” para travar a disparidade de situações que nele se vivem, desde aspetos relacionados com horários de trabalho, regime de coadjuvação, constituição de turmas, entre outros; relativamente à Educação Especial foi reiterada a necessidade de um escrupuloso respeito pelos normativos que estabelecem o número máximo de alunos nas turmas com alunos com necessidades educativas especiais. No que à Inclusão diz respeito, a FENPROF colocou ainda a necessidade de ter também em conta a situação de professores e outros profissionais das escolas com dificuldades ou limitações físicas, aos quais tem sido dispensada pouca atenção.

Estes foram os principais aspetos que estiveram presentes nesta reunião que a FENPROF avalia positivamente. Uma avaliação que, espera a FENPROF, o tempo e as políticas a desenvolver deverão confirmar.

O Secretariado Nacional da FENPROF
1/02/2016 

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É Uma Autêntica Falta de Diplomacia com Timor

Porque todos os anos acontecem sempre estes atrasos.
 

Ministério está a contratar professores para Tmor-Leste

 

O Ministério da Educação português está “a tratar das devidas autorizações legais” para a contratação de professores para as escolas de referência em Timor-Leste.

 

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“O Ministério da Educação está a par da situação e a tratar das devidas autorizações legais com vista à contratação dos professores o mais rapidamente possível”, lê-se numa nota enviada à agência Lusa.
Doze das 13 escolas de referência de Timor-Leste continuam por abrir três semanas depois do arranque do ano letivo devido a atrasos no envio de professores pelo Governo português, de acordo com uma fonte do Ministério da Educação timorense.

Fonte diplomática havia confirmado à Lusa que ainda não há data para a chegada dos entre 140 e 150 professores que devem ser distribuídos pelos 13 centros de ensino, localizados em cada uma das 13 capitais de município de Timor-Leste.

Estes Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE), conhecidas como escolas de referência, são o elemento mais importante do programa de apoio ao ensino do português em Timor-Leste, abrangendo mais de sete mil alunos do ensino pré-escolar e básico.

Durante o mês de dezembro, segundo a nota do Ministério da Educação português, foram desencadeados “os procedimentos de autorização que permitem efetivar o processo de afetação dos docentes ao Projeto CAFE, perspetivando-se para os próximos dias a conclusão deste processo com a assinatura dos contratos com os docentes já selecionados”.

O ministério referiu ainda que a viagem dos professores ficará a cargo do Governo de Timor-Leste, com quem o ministério português tem “estado em natural contacto”.

“O Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, considera este projeto de extrema importância para a qualificação do sistema de ensino timorense e tomará como prioridade máxima tudo fazer para ajudar Timor-Leste a cumprir e desenvolver a sua opção constitucional de inscrição da língua portuguesa como língua oficial do país”, indica-se ainda na nota.

O protocolo existente entre Timor-Leste e Portugal para estas escolas prevê que Lisboa pague os salários dos 150 docentes que devem ser enviados para o país, cabendo a Díli o pagamento das viagens e ajudas de custo.

As escolas têm sido nos últimos anos afetadas por vários problemas, com atrasos sucessivos da parte de Portugal no envio de professores e repetidos atrasos nos pagamentos das ajudas de custo por parte de Timor-Leste, que chegam a acumular vários meses.

Os funcionários das escolas já ficaram também vários meses sem receber salários.

As escolas de referência do país deveriam ter aberto a 11 de janeiro, data do arranque do ano letivo de todas as escolas do sistema de ensino timorense, mas apenas a de Díli abriu hoje, neste caso, devido à maior experiência dos professores timorenses que ali trabalham.

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Reunião de Agenda Aberta Entre Sindicatos e MEC

Os temas que a FNE vão levar ao MEC são os que foram hoje divulgados no seu site.

 

FNE regressa ao Ministério da Educação com elenco de questões para resolver

 

 

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A Federação Nacional da Educação (FNE) regressa ao Ministério da Educação, no próximo dia 3 de fevereiro, pelas 10h00, para nova reunião com a tutela para tratar de questões urgentes relativas aos trabalhadores da educação (docentes e não docentes).

Para além da discussão e análise dos aspetos finais relativos às negociações para a revisão do diploma de concursos, e que dizem respeito ao fim da Bolsa de Contratação de Escola (BCE), esta reunião constituirá uma oportunidade para a FNE acrescentar um conjunto de questões relativas às condições de trabalho dos professores.

Esta reunião, a segunda desde a tomada de posse da nova equipa do ME, é de agenda aberta pelo que a FNE não deixará de elencar todos os assuntos que considera oportuna discutir ou agendar discussão para os próximos tempos.

Assim, e relativamente às diferentes matérias foi constituído o seguinte guião:

 

1.Concursos de docentes

– Garantir a anualidade dos concursos

– Definição de horário anual

– Revisão da norma-travão permitindo a vinculação dos professores ao fim de três contratos sucessivos de horário completo

– Revisão do nº 3 do artigo 36 do ECD

– Aplicação da diretiva comunitária 1990/70/CE

– Revisão dos QZPs no seu número e dimensão

– Revisão dos grupos de recrutamento, nomeadamente no grupo 530 (estabelecimento de subgrupos) e em relação aos docentes das escolas artísticas, cujos docentes recentemente integrados nos quadros não têm grupo de recrutamento

– Dotação dos quadros

– Determinação de estímulos à fixação de docentes em zonas de grande rotatividade do corpo docente

– Determinação da graduação profissional de docentes com formação especializada em educação especial

 

  1. Preparação do despacho de organização do ano letivo

A FNE entende como crucial introduzir mudanças nas práticas dos anos anteriores em termos de preparação do despacho de organização do ano letivo 2016/17. Nesse sentido considera fundamental uma definição clara sobre o tempo de trabalho dos docentes e a clarificação das atividades a integrar na componente letiva e na componente não letiva. O número de alunos de alunos por turma é outra das questões a tratar neste capítulo.

 

  1. Revisão do ECD

No quadro desta reunião a FNE não deixará de alertar o ME para a necessidade de se proceder a uma revisão do ECD em matérias como:

– Revisão da distinção entre componente letiva e componente não letiva

– Regime especial de aposentação

– Redução da componente letiva por acumulação de idade e tempo de serviço

 

  1. Regime dos trabalhadores não docentes

As matérias relativas aos trabalhadores não docentes irão integrar o guião desta reunião com o ME. A FNE entende que há um conjunto de matérias relativas às condições de trabalho destes profissionais que devem integrar a agenda política da tutela, entre elas:

– Criação de carreiras específicas dos trabalhadores não docentes da educação

– Garantia do direito ao regime de jornada contínua, realizada em tempo de trabalho, nos limites definidos pela lei.

– Abertura de concurso para coordenadores técnicos superiores, assistentes técnicos e dos assistentes operacionais

– Fim do recurso aos Contratos de Emprego e Inserção para suprir necessidades permanentes das escolas.

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O Que Muda com a Quarta Alteração Ao DL 132/2012?

A quarta alteração ao Decreto-Lei nº 132/2012, de 27 de Junho não parece ser a última alteração ao diploma de concursos nos próximos tempos, já que os sindicatos mantêm reuniões para esta semana sobre outros assuntos que se enquadram no próprio diploma de concursos.

 

Esta alteração repentina assenta apenas no fim da BCE, na eliminação da PACC para efeitos de concursos, no fim da requalificação com efeitos ao dia 29 de Janeiro (podem por aqui perceber a necessidade desta rapidez na publicação do diploma em Diário da República).

E nada mais.

 

Já no próximo dia 3 de Fevereiro mais reuniões vão acontecer com o MEC para discutir outros assuntos sobre o diploma de concursos.

 

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Diploma Final de Concursos

Que já terá sido enviado para publicação em Diário da República.

Desaparece o limite dos docentes se candidatarem a dois grupos de recrutamento.

Versão em pdf aqui
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Resumo da Semana 4 e Antevisão da Semana 5 do 2º Período (CE)

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Assim, como se não fosse bastante

Assim,

Como se não fosse

bastante

A  importância

da sua ausência

Proferiste que tinha voltado

(e senti nos meus próprios ossos um medo gigante

a alastrar raízes)

.

Penso apenas

Que a um nível

Microscópico

O grande C

Quer invadir-te

Todo o corpo

E privar-te da tua própria

grandeza de alma

.

E que a sala de aula

(Onde já não estás)

Não sente falta da professora

Que aí foste

Mas da extraordinária pessoa que és

.

Porém

Quero que saibas

Que esse vazio labirinto onde te encontras

Tem saída

Tem um fim

Porque outrora foste vencedora

.

Luta e agarra com raiva

A esperança

De que ainda não é hoje

Que serás vencida

.

E, acredita,

É atomicamente

possível

Encontrar o primeiro fio de luz

Infiltrar-se

e derrubar

a confusão labiríntica

que agora te enreda

Devolvendo-te

A mansidão de dias felizes

.

Lá,

Onde o granito

Desenha bandos de pássaros

Poisados

Nas estevas agrestes

Bailando

Perto do chão1

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REnasce o Amarelo EVT

E ao longo do dia de hoje no Porto, em Lisboa e na Madeira mais de 100 professores estiveram presentes nos encontros regionais da APEVT que em breve será REfundada.

Fotos do Encontro Regional do Porto.

 

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Eduardo Sá Contra o Fim dos Exames

As escolas estão a tornar-se “desonestas” e “batoteiras”, acusa psicólogo

 

 

Eduardo Sá defendeu a existência de exames nacionais e considerou que “mau é mudar as regras a meio do jogo”, como fez o actual ministro da Educação, ao anunciar, este mês, que aquelas provas já não se realizavam este ano lectivo.

 

 

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Foi um retrato impiedoso para as escolas e para o sistema educativo o que o psicólogo Eduardo Sá traçou esta sexta-feira numa conferência promovida pelo Instituto de Avaliação Educativa (Iave), o organismo responsável pela elaboração e aplicação dos exames nacionais, que teve como tema Avaliar para aprender. “Uma escola que acha que tem de avaliar, embrulhando os testes e os exames num clima de alarme, é uma escola que diz às crianças que o importante é ter bons resultados e não aprender (…) E uma escola assim é desonesta”, comentou este especialista em psicologia da criança e do adolescente, lembrando que muitos alunos são afastados das escolas onde estão precisamente devido à sede destas em garantirem bons resultados nos exames nacionais.

Para o psicólogo e psicanalista, temos nas escolas de hoje “turmas de primeira e de segunda, disciplinas de primeira e de segunda, alunos de primeira e alunos de segunda”. “São formas estranhas com que temos convivido e que já mereceram aval ministerial. Mas uma escola assim transforma-se numa escola amiga do apartheid e uma escola assim avalia, mas não educa”, criticou.

Eduardo Sá, autor de livros como Queremos Melhores Pais! e Hoje Não Vou à Escola!, não se ficou por aqui. Disse que as escolas e as famílias são também “batoteiras” nas avaliações que fazem das crianças porque não lhes dão “o direito de errar”. “É estranho que não se acarinhe o erro, porque uma criança que não pode livremente errar ganha uma imunodeficiência adquirida ao erro e à dor”. O que tem como consequência, advertiu, “tornarem-se competitivos e presunçosos, quando diante do conhecimento deviam ser rebeldes”. “Crianças assim pensam pior”, acrescentou.

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“Alunos vão passar a usar computadores nas provas nacionais”

Presidente do IAVE diz que está a ser estudado um novo modelo para uma avaliação eletrónica.

“Neste momento já é possível realizar uma avaliação eletrónica. E esse é o futuro” (não discordo)

“As escolas estão preparadas para fazer estas provas” (todas? em que país vive este homem?)

“poderemos ter alunos a fazer a prova às 09:00, depois um outro grupo às 11:00 e outro à tarde, por exemplo” (com tanta tecnologia o grupo das 11:00 já estava “safo” por natureza e o da tarde era composto por génios)

“uma ferramenta que pode gerar diferentes provas todas validadas” (“prontos”… assim já conversamos)

“Os resultados (dos estudantes portugueses em exames internacionais) não estão a melhorar e alguém vai ter de decidir o que fazer. Estamos desde 2010 a olhar para a Finlândia que está em declínio há seis anos” (estou certo que a Finlândia já está a olhar para nós)

O futuro nos aguarde… porque tanto há a fazer e o caminho ainda será longo…

Já agora… A melhor prática seria, mesmo, respeitar a cultura portuguesa e a forma de pensamento que existe na sociedade. A partir daí, construir um modelo que se possa adequar a Portugal, em vez de andarmos a copiar os modelos que os outros já rejeitam… com isso, também viria o tempo de pensar em deixarmos de mudar de politica educativa como mudamos de ministro. É só uma ideia…

 

(clicar na imagem) in TVI24

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“Animação, hoje é sexta!” (The Present…)

Viva!

Se na passada semana haviam caixas na rubrica semanal dedicada à animação (no caso, em Os Prisioneiros), esta semana as caixas são Os Presentes. E se há uma semana o tema era tocante e exigia reflexão, hoje, com The Present, de Jacob Frey, também.

Uma criança, em frente a um televisor a jogar videojogos. Alheado do mundo e (quase) alheado ao presente que lhe dão, numa caixa… Um cão. Um cão muito divertido e sedutor que querer brincar. Um cão especial, deficiente, sem uma pata… Depois de muito alheamento, o rapaz lá acede e seduz-se… Terão que ver até ao final para perceber o porquê… Vale a pena, são só 4 minutos…

Saliente-se que este filme de animação que agora é disponibilizado online participou em mais de 180 festivais e arrecadou quase 60 prémios. Este é um filme fim de estudos, a tese de Jacob Frey na Filmakademie Baden-Wuerttemberg em Ludwigsburg, na Alemanha. Também curioso é o facto de o seu argumento ter nascido a partir de uma tira de comics de um site brasileiro.

Quatro minutos a não perder…

 

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Parecer N.º 01/2016 do Conselho das Escolas sobre a alteração aos concursos de docentes

CONCLUSÃO

Em síntese e em conclusão, no que tange ao projeto de revisão do Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 junho, na sua redação atual, e porque um serviço educativo de qualidade, público, exige que os alunos tenham, a todo o tempo, os professores colocados nas Escolas e que a respetiva substituição, quando necessária, seja operada de forma expedita e no mais curto intervalo de tempo, o Conselho das Escolas é de PARECER que:

1) A questão relevante neste projeto de alteração não é, como se anuncia no respetivo preâmbulo, a supressão da Bolsa de Contratação de Escola – inevitável nas circunstâncias em que funciona atualmente – mas sim o total esvaziamento do papel das Escolas, de todas, no processo de seleção e contratação de pessoal docente para suprimento das necessidades temporárias nos grupos de recrutamento.

2) Com o projeto de alterações agora proposto, as Escolas deixam de ter competência para definir critérios de seleção do pessoal docente, em qualquer circunstância, pelo que perderão, todas elas, a autonomia que tinham na área do recrutamento deste pessoal, a qual vinha a ser gradualmente reduzida desde 2012.

3) As alterações a introduzir no procedimento de Contratação de Escola, nomeadamente no estabelecimento de um único critério de seleção, a “graduação profissional”, prejudicam a afirmação da autonomia das Escolas, de todas e não apenas das TEIP e das que têm CA, fazendo-a retroceder, neste campo da seleção e contratação e de pessoal docente, para os níveis existentes em 2006.

4) O critério da “graduação profissional” deve ser utilizado como norma geral para a contratação de pessoal docente, para suprir necessidades residuais, quer em horários de duração anual quer de duração temporária. No entanto, este critério pode não responder cabalmente às necessidades específicas das Escolas, especialmente das Escolas TEIP e com CA.

5) É útil para as Escolas TEIP e com CA a coexistência com o critério da “graduação profissional”, de outros critérios específicos de seleção de pessoal docente, previamente definidos pelos respetivos órgãos de Administração e Gestão, que garantam a prossecução dos objetivos e metas contratualizadas, os quais dependem, em boa parte, do perfil dos recursos humanos docentes à sua disposição.

6) É possível e desejável a convivência de um sistema universal e centralizado de colocação do pessoal docente nas Escolas, como resultará do projeto de alteração em apreciação, com um sistema descentralizado, operacional e eficaz, através do qual cada Escola possa contratar, nos termos e com base em critérios definidos em Contrato de Autonomia e/ou Contrato-Programa específico, o pessoal docente necessário para as suas necessidades residuais e temporárias, a exemplo, aliás, do que se passa na maioria dos países europeus.

7) Os docentes colocados nas Escolas para suprimento das necessidades residuais, anuais ou temporárias, devem usufruir dos mesmos direitos, deveres e obrigações contratuais, nomeadamente a possibilidade de recondução, independentemente de a sua colocação ter sido da responsabilidade da Administração Central ou das Escolas.

 

Ler documento completo aqui.

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