O Verão do nosso descontentamento
Depois de lida toda a legislação e documentos de esclarecimento enviados pela tutela ministerial, conclui-se que foi gerado um emaranhado de situações que promove a inequidade dentro da mesma classe profissional. Há 2 grupos de docentes que têm beneficio com a recuperação do tempo de serviço: os que estão entre 1º-3º escalões e 7º-10º escalões. Em ambos os casos, podem subir rapidamente de escalão (em várias situações 2 escalões consecutivamente num espaço de um ano). Os que estão entre o 4º-6º escalões (que é a maioria) não terão beneficio ou será residual, porque o tempo de recuperação não será usado para progredir mas para subir na lista de vagas para acesso a 5º e 7º escalões; mas como todos da lista recuperam o mesmo tempo, as posições graduadas mantêm-se inalteradas. Deste modo, vai acontecer que serão colocadas pessoas no 4º escalão que vêm dos 1º a 3º escalões, ficando em paridade com outras com mais idade e tempo de serviço (acontecendo o mesmo no 6º escalão para quem consegue sair do 4º escalão e vir do 5º escalão). Quando se analisam casos concretos, as discrepâncias iníquas são evidentes: profs. com 57 e 60 anos colocados no 10º escalão ou prof.com 55 anos colocado no 8º escalão versus profs. com 53 anos colocados no 6º escalão; profs.com 48 anos colocados no 4º escalão versus profs com 50-52 anos colocados no 3º ou 4º escalão. A indecência é total: diferenças de idade de poucos anos entre docentes mas diferenças entre eles de vários escalões ou docentes mais novos em escalões superiores relativamente a outros docentes mais velhos!…
O que é ABJETO e ASQUEROSO é observar que os governantes mostram TOTAL INDIFERENÇA perante casos tão HORRIVELMENTE INJUSTOS, comportamento que a esmagadora maioria dos professores jamais teria em relação aos alunos. A agravar a situação, existe o discernimento de que o desinteresse em repor a justiça tem o objetivo de desviar dinheiro para pagar a corrupção, fraude, gestão danosa, interesses de classes dentro do poder politico e económico, com o beneplácito de TODOS os partidos politicos representados na AR.
A consequência é catastrófica: destruição da qualidade de vida de mais de 60% da classe docente (e respetivas familias) tanto no presente como no futuro (com prejuízo grave no valor da hipotética pensão de reforma, que em muitos casos poderá não ultrapassar os €1000 liquidos…).
A manutenção deste estado profissional provoca a destruição da motivação pessoal, induz a um desânimo permanente, estimula uma revolta efervescente, que afetam inevitavelmente o desempenho, e indiretamente prejudicará os utentes do sistema educativo.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/opiniao-o-verao-do-nosso-descontentamento-mario-silva/
Exmo.(a) Senhor(a) Diretor(a) / Presidente da CAP,
Considerando que, na sequência da publicação do Decreto Regulamentar n.º 2/2019, de 5 de fevereiro, relativo à concessão do acordo de pré-reforma, se continua a registar, diariamente, um elevado número de pedidos entrados nesta Direção-Geral, cumpre informar V. Ex.ª e para conhecimento de todos os possíveis interessados, que a DGAE continua a desenvolver os necessários procedimentos para que os pedidos possam vir a ser apreciados.
Com os melhores cumprimentos,
A Diretora-Geral da Administração Escolar,
Susana Castanheira Lopes
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/sobre-a-pre-reforma-dos-professores/
Sucesso escolar com aumento significativo nas estatísticas da Educação em 2017/2018
Está disponível, na página da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, o relatório Estatísticas da Educação 2017/18, com os resultados já consolidados relativamente aos diferentes níveis e ciclos de ensino, modalidades, regiões e natureza das instituições.
Como tendências mais vincadas, além de uma quebra do número de alunos plenamente em linha com a curva demográfica, destaca-se a subida significativa das taxas de transição e de conclusão, em todos os níveis e ciclos de ensino – ou seja, a taxa de alunos que passam de ano (transição) e a taxa de alunos que concluem cada um dos ciclos (conclusão).
Entre 2015 e 2018, as taxas de transição evoluíram positivamente, de 92,1% para 94,9% no ensino básico e de 83,4% para 86,1% no ensino secundário. No mesmo período, as taxas de conclusão progrediram de forma continuada, de 89,3% para 93,5% no ensino básico e de 70,1% para 75,5% no ensino secundário, aproximando-se assim dos padrões europeus.
De referir que, em 2017/2018, o progresso foi acentuado no 2.º, 7.º e 10.º anos de escolaridade (anos em que o insucesso tem sido tradicionalmente mais alto), em consonância com a abordagem preventiva e de articulação entre ciclos e níveis de ensino que tem vindo a ser instituído.
O Ministro da Educação congratula os docentes e os demais profissionais da educação, os alunos e as suas famílias, por este resultado que permite reduzir o lastro histórico de um insucesso escolar massivo, cumulativo e socialmente seletivo, muito associado à reprodução de ciclos de pobreza, que tem marcado negativamente a sociedade portuguesa (e que, no caso do ensino básico, até se havia acentuado no quadriénio anterior).
Estes resultados espelham a prioridade que o XXI Governo conferiu à melhoria das condições de aprendizagem de todas as crianças e jovens, ao longo da legislatura, e que se consubstanciou num conjunto de medidas concertadas e graduais, tais como o Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, o Apoio Tutorial Específico, a Redução do Número de Alunos por Turma, o reforço da Ação Social Escolar e do Desporto Escolar, a Autonomia e Flexibilidade curricular, a Educação Inclusiva (esta última só com efeitos em 2018/19), entre outras.
Apesar desta redução, o número de alunos sem aproveitamento escolar é ainda expressivo em todos os ciclos de ensino, o que implica que este esforço conjunto da administração e das comunidades educativas seja prosseguido nos próximos anos, no sentido de garantir a todas as crianças e jovens as competências e qualificações fundamentais para enfrentar os desafios do século XXI.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/sucesso-escolar-com-aumento-significativo-nas-estatisticas-da-educacao-em-2017-2018/
Menos alunos, menos “chumbos”, mas continua-se a “chumbar” muito no 12.º ano…
A Flexibilização traz a pilula dourada e vai curar esta “doença” dos “chumbos”…
A DGEEC disponibiliza a informação estatística oficial associada ao sistema formal de educação e formação – crianças, alunos, pessoal docente e não docente, jardins de infância e estabelecimentos de ensino – relativa ao ano letivo 2017/2018.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/estatisticas-da-educacao-2017-2018-estatisticas-oficiais/
Número que não traz novidade nenhuma. Para uma classe profissional cada vez mais envelhecida, os números só vão aumentar…
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/06/NIMpD.pdf”]
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/7413-docentes-em-mobilidade-por-doenca-nota-informativa/
Encontra-se disponível a aplicação para as dispensas sindicais, de 27 de junho a 4 de julho de 2019.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/dispensas-sindicais-2/
Exmo.(a) Sr.(a) Professor(a),
Informa-se V. Ex.ª que no âmbito da Mobilidade por Doença para o ano letivo 2019/2020, nos termos do Despacho n.º 9004-A/2016, de 13 de julho, se encontra disponível a decisão do procedimento na aplicação SIGRHE, em Situação Profissional > Mobilidade por Doença > Resultado.
Com os melhores cumprimentos,
A Diretora-Geral da Administração Escolar
Susana Castanheira Lopes
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/mobilidade-por-doenca-disponivel-na-plataforma-sighre/
Aceitação de competências pelos municípios no âmbito da descentralização
Na sequência da notícia com o título “Descentralização adiada mais três meses”, publicada hoje pelo Jornal Público, o Ministério da Administração Interna e o Ministério da Educação esclarecem:
O prazo para que os municípios se pronunciem sobre a não aceitação de competências na área da Educação para o ano de 2019 mantém-se: as deliberações deverão ser comunicadas à Direção-Geral das Autarquias Locais (DGAL) até 30 de junho.
Não houve, assim, qualquer adiamento do processo de Descentralização, como refere o jornal, designadamente no que se refere à adesão dos municípios para exercerem competências na área da Educação já no ano letivo de 2019/2020.
Relativamente às deliberações dos órgãos municipais para a não aceitação de competências na área da Educação para o ano de 2020, o prazo para as comunicações à DGAL é 30 de setembro, permitindo-se desta forma que as autarquias tenham mais tempo para tomarem decisões relativas ao ano letivo de 2020/2021.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/aceitar-a-municipalizacao-da-educacao-ate-30-de-junho/
Procedimento Concursal Externo de Recrutamento de Professores Bibliotecários para o ao escolar 2019-2020.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/procedimento-concursal-externo-professores-bibliotecarios-ano-escolar-de-2019-2020-2/
Procedimento Concursal Externo de Recrutamento de Professores Bibliotecários para o ao escolar 2019-2020.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/procedimento-concursal-externo-professores-bibliotecarios-ano-escolar-de-2019-2020/
"Burglar wears dark clothes and a skimask. He carries a bag on his left shoulder, and he is holding a flashlight ind his right hand."
Pelos vistos, confirma-se os números de “roubados” e até se pode dizer que são mais do que centenas.
A desinformação reina.
Há diretores que já deram conta do “erro”, mas não estão dispostos a assumir sem informação da DGAE. A DGAE não lhes está a responder porque, nos termos da alínea l) do artigo 20.º, do DL 75/2008, de 22 de abril na redação que lhe foi conferida pelo DL 137/2012, de 2 de julho, o Diretor dirige superiormente os serviços administrativo, técnicos e técnico-pedagógicos. Assim, compete ao Diretor assegurar que a progressão dos docentes na carreira se opere no cumprimento das regras previstas nos diplomas legais e nas orientações da DGAE.
Posto isto, e visto que muitos estão a resistir a dirigir superiormente os serviços dos quais são responsáveis na sua totalidade, não estando a assegurar a normal progressão dos docentes de carreira, informa-se:
Com a publicação do DL n.º 15/2007, de 19 de janeiro, os docentes transitaram para a nova estrutura de carreira, contabilizando TODO o tempo de serviço prestado nos termos do n.º 14 do art.º 10.º das Disposições Transitórias e Finais do referido diploma. A Direção- Geral de Administração Escolar através da Circular B10047664R, de 29/12/2010 transmitiu orientações sobre a transição para a estrutura da carreira docente ao abrigo do DL n.º 15/2007, de 19 de janeiro, circular essa que se aplica a muitos docentes que estão a ser roubados.
Fica a Circular para consulta dos esquecidos.
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/06/circular-b10047664r-101104192953-phpapp01-1.pdf”]
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/sobre-o-roubo-aos-vinculados-de-2005-e/
Publicação do Relatório dos contratos de associação 2015-2019.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/contratos-de-associacao-balanco-2015-2019/
O Governo do Engano (também) na Educação
… o Governo continua a enganar (quase) todos na Educação. Há poucos dias, o chefe de Governo foi inaugurar uma escola requalificada em Arcos de Valdevez: 4,1M€ de investimento; promessas para o futuro e, cereja no topo do bolo, um “tributo aos professores”. Podemos gostar de o ouvir, mas não esqueçamos que estamos a ser enganados: 2,7M€ foram-nos dados pela Europa (a Europa das eleições nas quais muitos não votamos) e 1,2M€ foi investimento do município. O Governo contribuiu para a requalificação com uns quase insultuosos 0,2M€. Estes momentos de campanha não podem fazer-nos esquecer do fundamental: os números do investimento na Educação estão ao nível zero (0,3%), tendo em conta o orçamento do ministério (6000M€). No total, são pouco mais de 20M€, que mal dariam para cobrir o custo médio de uma única intervenção da Parque Escolar. Menos 80% do que o investimento realizado em 2015!
Na Educação, ao fim de quatro anos de legislatura, o que é factual é que o investimento é insignificante, que as condições nas escolas estão degradadas e que existem profundas contradições entre o discurso e a realidade, como a contradição chocante entre o discurso de tributo e a prática de desprezo pelos agentes da educação (alunos, famílias, assistentes técnicos, técnicos educativos, professores, inspetores, etc.).
O sistema está enfraquecido num contexto de enormes desafios, não só societais, mas também demográficos. Na última década o sistema perdeu 175.000 alunos, um número que se espera superior nos próximos dez anos. Os dados referentes aos alunos matriculados no ano letivo 2017/18 confirmam esta tendência. Igualmente preocupante é a contradição entre o discurso (repetido até à exaustão) do Governo na suposta defesa da escola pública e a real escolha das famílias. É um facto indesmentível: pela primeira vez nos últimos anos a escola privada ganhou alunos à escola pública, curiosamente à entrada e à saída da escolaridade obrigatória, ou seja, no 1.º ciclo do ensino básico e no secundário. E isto acontece apesar do encerramento de várias escolas de referência, em particular em territórios de baixa densidade, que, tendo visto os seus contratos (válidos até 2019) desrespeitados pelo Governo no início da legislatura e apesar de todos os esforços, não conseguiram evitar o encerramento. Foi disso mais um terrível exemplo, na passada semana, o CAIC, em Cernache, um marco com 65 anos de exemplo na formação humana integral na região. Se é claro o impacto da natalidade na diminuição global de alunos, os dados mais recentes indicam um novo elemento preocupante: o abandono da escola pública está a ser acompanhado pelo aumento dos alunos nas escolas privadas. A Educação Pública na realidade está em falência.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/o-governo-do-engano-tambem-na-educacao/
Multiplaexposição de Marcelo Rebelo de Sousa, antigo presidente do PSD, discursa durante a apresentação da sua candidatura à Presidência da República, na Biblioteca Municipal de Celorico de Basto, 9 de outubro de 2015.JOSÉ COELHO/LUSA
- Presidente da República promulga Decreto Lei de Execução Orçamental
-
1. O Presidente da República apressou-se a promulgar o presente diploma, com o objetivo de que ele possa entrar em vigor ainda antes do início do segundo semestre do ano a que respeita.
2. Também tendo presente que conviria não adiar mais a execução das medidas relativas à descentralização de competências para as autarquias locais.
3. Lamenta novo adiamento na aplicação das novas normas contabilísticas na Administração Pública.
4. É sensível a que, no início da nova legislatura, entre finalmente em vigor a nova legislação sobre enquadramento orçamental.
5. Isto dito, o Presidente da República regista o zelo colocado na execução orçamental do primeiro semestre de 2019, de resultados, em parte, já conhecidos, ultrapassando as metas anteriormente fixadas, e promulga o diploma do Governo que estabelece as normas de execução do Orçamento do Estado para 2019.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/escancararam-as-portas-a-municipalizacao/
Pelas informações que vão chegando e pelos relatos a que vamos tendo acesso podem ser centenas.
Há escolas que não estão a ter em conta o tempo de serviço que excedia os 3 anos de serviço a 29 de agosto de 2005 e prejudicam este grupo de docentes. Vamos por partes, porque, pelos vistos, há muitos diretores que precisam desta informação e nem o sabem.
Decreto Lei 15/2007 de 19 de janeiro de 2007 (ECD da MLR)
CAPÍTULO II (Disposições transitórias e finais)
Artigo 10.º(Transição da carreira docente)
…
2 — Os docentes que à data da entrada em vigor do presente decreto-lei se encontram posicionados no 3.º escalão mantêm-se na estrutura e escala indiciária aprovada pelo Decreto-Lei n.º 312/99, de 10 de Agosto, até perfazerem três anos de permanência no escalão para efeitos de progressão, com avaliação do desempenho mínima de Bom, após o que transitam para o 1.º escalão da nova categoria de professor.
A pergunta que se põe é: Quem tinha mais tempo de serviço do que os 3 anos exigidos, o que acontece, ou devia ter acontecido?
Pois, aqui levantam-se as duvidas de muitos diretores. Rouba-se o tempo excedente aos docentes? NÃO!
O tempo de serviço que excede os 3 anos, nestes casos, conta como tempo de serviço efetivo no escalão para o qual transitaram. Ou seja, no atual 1.º escalão da carreira docente. (já não bastava o governo a “comer” tempo de serviço e agora temos as escolas)
Muitas escolas não fizeram a leitura correta desta situação e estão a “roubar” tempo de serviço aos docentes. Ficam aqui exemplos, que nos chegaram disso mesmo: Um docente que vinculou a 1 de setembro de 2005 e 29 de agosto desse ano, tinha 1795 dias de serviço, “gastaria” 1095 dias de serviço para integrar a nova carreira docente e ficaria com 700 dias excedentes. O que fazer a esses 700 dias? Esses 700 dias contam como tempo efetivo de serviço no atual 1.º escalão da carreira docente. Não há outra hipótese a não ser “roubar-lhos”. E é isso que está a acontecer em muitas escolas.
As escolas têm perguntado à DGAE como proceder, mas não têm obtido qualquer resposta. Os diretores devem repor este tempo de serviço usando a sua autonomia, mas recusam-se a assumir.
Esta situação está a embater de frente com o faseamento ou não dos 2,9,18, uma vez que atrasou a subida ao 2.º escalão destes docentes. Eu cada vez que vejo a data de subida ao 2.º escalão de 31/12/2018, assusto-me. Já sei que houve asneira.
Aconselho todos os docentes que se encontram nesta situação a requerer apoio jurídico aos seus sindicatos, se não forem sindicalizados, contratem um advogado.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/ha-professores-que-vincularam-em-2005-roubados-no-seu-tempo-de-servico/
…mas só em São João da Madeira. Estão muito à frente.
Poderá ser uma medida “inédita no país e um projeto piloto na cidade”. A autarquia de S. João da Madeira não desiste da ideia de introduzir uma hora diária de educação física em todas as escolas do primeiro ciclo. A aula semanal implementada é aplaudida pelas crianças e professores, que garantem trazer muitos benefícios para os alunos que chegaram agora à escola.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/alunos-do-1-o-ciclo-podem-vir-a-ter-aulas-diarias-de-educacao-fisica/
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/06/DGAE-ANDAEP.pdf”]
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/respostas-da-dgae-a-andaep-sobre-faqs-aditamento-e-nota-informativa/
Em condições normais, quem não entrega o relatório de autoavaliação e segundo do DL 26/2012, implica a não contagem do tempo de serviço do ano escolar em causa, para efeitos de progressão na carreira docente. Mas parece que o entendimento mudou durante o período de 2011/2017 e só em 2018 voltou a ser o referido no ponto 5 do art.º 19.º do DL 26/2012.
Consta, de fonte mais que segura, que os efeitos previsto no ponto 5 do art.º 19.º do DL 26/2012, não se aplica durante o período de congelamento da carreira docente.
Acreditem, esse é o entendimento de quem de direito.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/e-se-durante-o-periodo-de-congelamento-nao-entregaste-relatorios-de-autoavaliacao/
concept of rich and poor in a person
A discriminação como ato voluntário começa na diferenciação de tratamento.
Artigo 13.º da Constituição
(Princípio da igualdade)
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica , condição social ou orientação sexual.
O tratamento tem de ser igual para todos.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/onde-comeca-a-discriminacao/
Uma portaria publicada em Diário da República estabelece que a prova escolar vai passar a ser automática já no próximo ano letivo para os alunos do ensino básico e secundário.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/mais-uma-inovacao/
“Chegou o momento. Pedi a tal “LSVLD”- Licença sem Vencimento de Longa Duração.”
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/novo-blog-para-quem-quer-abandonar-a-profissao-time-out/
Quando não apareces, quando ninguém te reconhece trabalho feito, quando demonstras nada saber do que devias dominar… até o nome te trocam.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/frazao-o-ministro-da-educacao/
Aprende a ler melhor pelo método das regentes escolares
Eu conheci um ministro, não é pra todos, que dizia que muitos professores ensinavam as maiores barbaridades com a maior eficácia pedagógica. E tinha razão. Foi um método inventado porque os psicólogos e os psiquiatras passavam por graves crises e era preciso garantir-lhes clientela abundante que não funcionasse bem dos brains. E resultou.
Eu não sou desta escola, eu nasci num tempo e lugar em que os professores nos faziam aprender bem as coisas boas prá vida. Foi a acomodação perfeita do conhecimento científico nos neurónios bem aparafusadinhos em sinapses perfeitas. Foi nesta fornada que eu entrei e vejam como esta cabecinha funciona bem, aqui cientificamente comprovado.
Não vou explanar mais metodologias, que as há, sobretudo a de ensinar os saberes de qualidade da maneira mais desastrada, também alimento para psiquiatra e psicólogo, grandes cunhas devem ter pra tamanha cortesia e abundante clientela.
Mas agora vamos ao âmago da história, ao clímax da novela, como preferirem. Chão da Vã, podem ver no mapa, é um lugar nas margens da Ribeira do Tripeiro, não invento, e pertencia à freguesia de Juncal do Campo, a minha, hoje metida para aí num emaranhado de agrupamentos que eu tenho de me matricular num curso superior por medida pra ver se entendo. É que a minha cabeça, já ficou provado, funciona bem, já dos agrupamentos não posso garantir o mesmo.
Pois nesse belo lugar de Chão da Vã espelhado nas águas da Ribeira havia alunos em idade de ensino primário, não havia era professora, só cinco alunos, não dava nesse tempo. Mas encontrou-se a solução pedagógica perfeita, prevista na lei e tudo, para ensinar bem a coisa certa: uma regente escolar, já ouviram falar? Um ícone do regime. Era uma pessoa idónea, de preferência que soubesse ler e contar, para os ensinamentos básicos às criancinhas em idade escolar. E foi escolhida a pessoa certíssima. Tratou de arranjar o livro de leitura e logo ordenou o ambiente para as aprendizagens de qualidade, ela sentada numa cadeira, e as crianças como pintainhos à volta da mãe, sentadas em tropeços ou cepos de árvore cortados à medida das crianças. Mais fofinho só a pedra de granito bruto!
E começa aqui a boa pedagogia de ensinar bem a coisa errada, ou de ensinar mal a coisa certa, ou ainda de ensinar mal a coisa errada, já nem sei pra onde me volte. A Senhora regente, dispondo de apenas um livro, que compartilhou com os alunos, colocou-o firme no seu colo e dispôs as criancinhas à sua frente viradas para si e para o livro. O resultado foi espetacular, as crianças aprenderam todas a ler bem, mas com o livro de pernas para o ar. É aqui que sofro com as limitações do meu entendimento.
Eu, pedagogo profissional de meia tigela, nunca teria a capacidade para inventar este método, com esta eficácia, e nunca teria produzido esta espécie de trapezistas da leitura, os únicos que leem da direita para a esquerda e com as letras de pantanas. Simbiose perfeita.
Inventei? Oh, eu não invento nada, eu só conto, mas conheci pessoalmente o Senhor Inspetor que testemunhou ao vivo esta maravilha de escola. Foi pai de um grande amigo e só por isso não revelo o nome. Mas o espanto que nos causou esta situação real, descoberta da natureza a funcionar espontaneamente! Ciência pura!
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/aprende-a-ler-melhor-pelo-metodo-das-regentes-escolares-jose-baptista/
Encontra-se publicada a Nota Informativa relativa aos procedimentos de Recrutamento e Designação dos Professores Bibliotecários para o ano escolar 2019-2020.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/professores-bibliotecarios-ano-escolar-de-2019-2020/
Indignação e revolta é o que sinto!!! Manuais reutilizáveis no 1º ciclo!!!!????
Não é viável!!! Como se apagam livros com imensos exercícios feitos nos mesmos, com autocolantes, espaço para desenhos… Os livros não estão feitos para serem utilizados desta forma!!! E os alunos não têm capacidade de escrita rápida para copiar os imensos exercícios que existem para o seu caderno!!! Não é viável a sua reutilização neste ciclo de ensino!!! E ver o rosto dos alunos a apagarem os seus trabalhos de um ano inteiro de trabalho é doloroso!!! Não se devia começar uma casa pelo telhado!!! Primeiro publiquem-se manuais diferentes!!! Estes não dão!!! Mas ninguém nos ouve…
Para não falar que alguns ficam sem folhas, sem capas etc…
São assim as crianças!!! E os alguns manuais não têm a qualidade suficiente para aguentarem anos e anos…
O objetivo é a reutilização, mas não tem sido feita. Só se for para a reciclagem. Há escolas com salas cheias destes manuais «emprestados», não dados, como o governo quer transparecer!!! Investiguem o que fizeram com tantos manuais recolhidos em anos anteriores! Nem para contentores de reciclagem foram!!! Ocupam salas de arrumos nas escolas!!! Ao menos podiam usá-los para darem origem a novo papel!!! Indignação e revolta é o que sinto… Isto tem que ser denunciado!!! Sei que os colegas também pensam assim… E os Encarregados de Educação também… Deviam ser unidas forças para alterar a situação…👎
Professora do 1º ciclo e encarregada de educação
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/indignacao-e-revolta-e-o-que-sinto-manuais-reutilizaveis-no-1o-ciclo/
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/06/carta-ministro-da-educação.pdf”]
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/carta-aberta-ao-ministro-da-educacao-de-uma-professora-do-grupo-120/
De há uns anos a esta parte, pelas mais diversas razões, os professores têm visto a sua nobre atividade ser desacreditada. As promessas dos partidos a estes briosos profissionais resultaram numa mão cheia de nada, tendo os muitos anúncios voláteis das últimas semanas culminado no puxar do tapete por parte de quem lhes deveria devotar consideração e gratidão.
Denegrir a imagem de quem educa e forma os jovens do país, à cata de uma eventual subida percentual nas sondagens, é ignorar o preço que se pagará por décadas de desinvestimento, hipotecando-se, assim, a educação das futuras gerações.
É inconcebível prescindir dos professores, mais ainda maltratá-los, como temos assistido por quem tem responsabilidades públicas e sociais, e que, escudando-se em declarações pseudopoliticamente corretas, agridem vilmente uma classe que se recusa a ser espezinhada.
Não se isentam de culpas os que, assumindo uma postura prepotente, arrogando-se donos da classe docente, contribuem para a desconfiança generalizada da opinião pública. Pouco a têm sabido defender, desmerecendo a consideração dos muitos profissionais que se sentiram prejudicados e optaram pela desvinculação.
O próximo Governo está obrigado a reverter uma situação injusta e insustentável, sendo fulcral garantir a melhoria das condições de trabalho.
O rejuvenescimento do corpo docente, a aplicação da componente não letiva do horário docente para exercício de cargos e atividades que não envolvam alunos, a redução da componente letiva com início aos 40 anos de idade, e a possibilidade de a partir dos 60 se optar pela diminuição ou ausência da componente letiva em favor de outras tarefas são atitudes proativas que urge implementar.
Professor
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/professores-extraordinarios-filinto-lima/
Nada que já não se saiba há muito. Não era necessário nenhum estudo da OCDE, bastava olhar para as políticas implementadas nos últimos anos.
Em dez anos teremos as previsões mais pessimistas confirmadas, não haverá professores em número suficiente para as necessidades do país. Os sucessivos governos continuam a fazer orelhas moucas e quando o problema se tornar insustentável, resolverão o problema em cima de um qualquer joelho, com todas as consequências inerentes. A qualidade do ensino estará ameaçada e assistir-se-à a uma fuga desenfreada à escola pública (para que tiver capacidade financeira). Mas esse problema não é imediato e em Portugal não se planeia a médio/longo prazo.
Até os diretores estão “velhos”, o retrato tirado aos diretores escolares mostra que têm, 23% têm mais de 60 anos.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/os-professores-portugueses-estao-velhos/
Os professores portugueses gastam 17,2% do tempo das aulas a tentar manter a ordem e 8,2% em tarefas administrativas.
Mais de um quarto do tempo das aulas do 3.º ciclo do ensino básico (7.º ao 9.º ano) não é gasto a ensinar, ou seja, bem mais que as médias europeia ou dos países desenvolvidos.
Quem faz as contas são os professores portugueses (do público e do privado) em resposta a um inquérito feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) para perceber como anda o ambiente de aprendizagem nas escolas.
Na prática, por cada 100 minutos de aulas os docentes nacionais apenas gastam, em média, 73,5 minutos a ensinar (na OCDE a média sobe para 78%).
Dos 48 países avaliados num inquérito que não era feito há cinco anos apenas sete apresentam um resultado pior que o português: Arábia Saudita, África do Sul, Brasil, Chile, Holanda, Bélgica e Turquia.
Do outro lado, os professores portugueses também estão no grupo dos que mais tempo perdem, 17,2% das aulas, a tentar manter a ordem na sala.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/como-se-gasta-o-tempo-em-sala-de-aula/
No meio de tantos projetos e projetinhos, o tempo de escola para o básico já escasseia…
Estratégia do Plano Nacional das Artes 2019-2024, que pretende apoiar práticas artísticas e aproximar arte e património dos cidadãos, foi apresentada hoje.
Destaque-se a criação do cargo de coordenador em cada agrupamento escolar ou estabelecimento de ensino, responsável por desenhar um programa cultural adaptado ao contexto, em parceria com as autarquias, as estruturas artísticas e a comunidade educativa.
A criação do Índice de Impacto Cultural, de uma academia para formação de professores, e de uma escola em Porto Santo, para reflexão sobre políticas culturais, estão entre as medidas do Plano Nacional das Artes apresentado esta terça-feira, em Lisboa.
O Plano Nacional das Artes (PNA) foi apresentado na grande sala de ensaio dos Estúdios Victor Córdon, pelo seu comissário, Paulo Pires do Vale, na presença de cerca de duas centenas de agentes culturais, artistas, professores e representantes de museus e entidades ligadas à cultura e à educação.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/mais-um-plano-e-mais-um-coordenador/
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/06/documento_1560896574_6259.pdf”]
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/recomendacao-sobre-qualificacao-e-valorizacao-de-educadores-e-professores-dos-ensinos-basico-e-secundario/
Calendário escolar dos estabelecimentos públicos para ano letivo 2019-2020
Está publicado em Diário da República o calendário escolar para o ano letivo 2019/2020 que, como já havia anunciado o Ministro da Educação, tem início entre 10 e 13 de setembro de 2019. 17 de dezembro é o último de dia de aulas do 1.º período, retomando o 2.º período no dia 06 de janeiro. Tendo em conta que o dia 01 de janeiro de 2020 é uma quarta-feira, evita-se o reinício das aulas a uma sexta-feira, tal como sucedeu no último ano letivo em que 01 de janeiro foi uma quarta-feira. Em comparação com o calendário escolar de 2018/2019, haverá os mesmos 11 dias de férias no período do natal. O 2.º período letivo termina a 27 de março de 2020, sendo retomadas as aulas, para o último período letivo, no dia 14 de abril de 2020. Além destas referências, as datas dos exames finais e provas de aferição também podem ser encontradas nesta publicação.
Lisboa, 18 de julho 2019
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/comunicado-calendario-escolar-dos-estabelecimentos-publicos-para-ano-letivo-2019-2020/
Educação – Gabinetes da Secretária de Estado Adjunta e da Educação e do Secretário de Estado da Educação
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/calendario-escolar-2019-2020/
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/06/ListaOrdenadaProvisoriaAfetacao_20190617.pdf”]
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/concurso-de-afetacao-ram-2019-2020-lista-ordenada-provisoria-de-candidatos-admitidos/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/professor-bibliotecario-concurso-2019/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/prova-de-afericao-portugues-e-estudo-do-meio/
A Federação Nacional dos Professores refere que as palavras do Presidente foram proferidas em “tom jocoso”, o que “desrespeitou e desvalorizou” a luta dos docentes.
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) exige que o Presidente da República tenha “respeito pelos professores, os seus direitos e a sua luta”. Numa nota enviada à comunicação social, a entidade sublinha que “não quer alimentar polémica acerca das palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, em Portalegre, por altura das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
…
Já sobre as palavras proferidas no passado dia 9 de junho, a Fenprof afirma que estas foram feitas “em tom jocoso e diretamente para a comunicação social presente. As palavras proferidas foram estas e não outras “942, só faltam mais 3 números para um número telefónico; antigamente é que eram 6, agora são 9”, a que acrescentou “podia ser Portugal 9, a Holanda 4 e depois 2 foras de jogo”.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/alimentando-a-polemica-dizendo-que-nao-se-alimenta/
Os resultados vão ser bem melhores do que nos anos anteriores. Tenho dito e mais não vou dizer.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/1-a-analise-a-prove-de-afericao-de-portugues-estudo-do-meio-do-2-o-ano/
Encontra-se disponível a aplicação que permite ao candidato efetuar a aceitação da colocação do Concurso Externo de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança, das 10:00h do dia 17 de junho até às 18:00h de Portugal continental do dia 18 de junho de 2019.
Caso pretenda interpor recurso hierárquico, a aplicação encontra-se disponível das 10:00h do dia 17 de junho até às 18:00h de Portugal continental do dia 24 de junho de 2019.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/concurso-externo-de-docentes-do-ensino-artistico-especializado-da-musica-e-da-danca-2019-2020-aceitacao-da-colocacao-e-recurso-hierarquico/
Multiplaexposição de Marcelo Rebelo de Sousa, antigo presidente do PSD, discursa durante a apresentação da sua candidatura à Presidência da República, na Biblioteca Municipal de Celorico de Basto, 9 de outubro de 2015.JOSÉ COELHO/LUSA
“Se alguma acusação me foi dirigida, foi de ter favorecido os professores, assinala o Presidente da República”, que foi acusado por Mário Nogueira, da Fenprof, de não ser o Presidente de todos os portugueses. Sobre as críticas, diz que não entra em guerra com nenhuma classe profissional e que “há coisas que são incompreensíveis”.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2019/06/o-marcelo-nao-percebeu-o-mario-nogueira/