Category: Rui Cardoso

Como o Agrupamento de Escolas de Mangualde se organizou para este ano letivo

 

 

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Escola digital arranca com a disponibilização de cem mil computadores

 

Universalização da escola digital arranca com a disponibilização de cem mil computadores e de plano de formação

A primeira fase do processo de universalização da escola digital está em curso, incluindo o acesso e a utilização de recursos didáticos e educativos digitais, e conta, já no 1.º período letivo, com a disponibilização dos primeiros cem mil computadores.
A prioridade de fornecimento dos primeiros equipamentos são os alunos abrangidos por apoios no âmbito da Ação Social Escolar, tendo os computadores tipologia diferenciada por ciclo de ensino e acesso à internet por banda larga móvel.
Este programa assenta em quatro pilares: equipamentos, conectividade, capacitação dos professores e recursos pedagógicos digitais.
Tal como referido no Programa de Estabilização Económica e Social (PEES), a universalização da escola digital, com um investimento total de 400 milhões de euros, será cumprida de forma faseada, tendo como objetivo alcançar todos os alunos e docentes das escolas públicas.
O Ministério da Educação deu início a um conjunto de diferentes iniciativas-chave com o objetivo de construir as várias vertentes deste programa de forma sólida, incluindo:
o Um diagnóstico do nível de competência dos professores que permitirá direcionar o programa para a sua formação e capacitação;
– A formação de formadores que permitirá capacitar um elevado número de professores;
– A criação de planos de transição digital para cada agrupamento de escolas;
– A criação da figura do “Embaixador Digital” nos Centros de Formação (CFAE), com o objetivo de dinamizar a implementação dos planos de transição digital locais;
– Um programa piloto de desmaterialização de manuais escolares.

 

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É necessária a colaboração de todos no regresso à escola

 

Esta é a mensagem que deve ser passada.

As escolas não estão preparadas. Por mais que os professores, AO’s e AT’,s se esforcem para garantir todas as medidas de segurança, isso, não chega para que o ano corra minimamente bem.

As lacunas existentes são imensas. Desde o tamanho das salas de aula, à falta de outros materiais (mesas, cadeiras…), a falta de AO.s… Tudo isto faz com que o perigo de contágio esteja em todo lado.

A comunidade educativa tem que colaborar em todos os sentidos. O respeito pelas regras que as escolas estão a implementar tem que ser levado a sério por todos. Num ano excecional, o ME tem que afrouxar as velhas práticas restritivas e permitir que os recursos humanos aumentem para que todas as medidas, possíveis, sejam cumpridas e os recursos materiais possam existir.

Os Encarregados de Educação têm que fazer o seu trabalho de casa e colaborar com as escolas, incentivando os seus educandos no cumprimento das regras e dando, eles próprios, o exemplo. O aglomeramento de pais à porta das escolas não pode existir, a obtenção de informações quanto ao funcionamento das escolas tem que ser uma prática, o contato com os docentes tem que ser recorrente.

A escola está a fazer os possíveis e os impossíveis para que tudo corra bem, mas sozinha nada consegue…

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Pais dizem que maior risco do regresso às aulas não está na escola

 

Pais dizem que maior risco do regresso às aulas não está na escola

A poucos dias do início das aulas, pais e encarregados de educação estão confiantes que as condições de segurança estão garantidas para as escolas retomarem o ensino presencial e reconhecem que a mobilidade dos alunos fora desse espaço controlado é mais preocupante.

“Parece que se está a criar a ideia de que a escola é o único sítio onde há perigo. Eu acredito que é nas escolas onde tudo está mais bem preparado e é mais seguro”, disse à Lusa o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascenção.

Para o representante dos pais, as escolas organizaram-se e aplicaram as medidas necessárias para assegurar, tanto quanto possível, a segurança e minimizar o risco de contágio dentro do espaço escolar.

No entanto, Jorge Ascenção acrescenta que o sucesso do regresso às aulas “está muito mais dependente dos comportamentos, das atitudes e dos cuidados que cada um adota” e aí as famílias têm o papel importante de explicar aos filhos que os cuidados a ter dentro da escola devem ser mantidos depois do toque de saída.

Também o presidente da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE), Rui Martins, considerou que, com a abertura do ano letivo, não é nas escolas que está o maior risco.

“A nossa preocupação tem mais a ver com a envolvência, porque a escola parece-nos que está organizada e confiamos nos professores em relação a essa organização”, explicou, referindo que a questão dos transportes é aquela que mais preocupa.

À semelhança do presidente da Confap, também Rui Martins sublinha o papel e a responsabilidade dos pais que, por outro lado, também terão o desafio adicional de reorganizarem as suas rotinas e se adaptarem a algumas das mudanças que as escolas implementaram para o próximo ano.

“Por exemplo, o facto de haver famílias com mais de um filho na escola, com horários desfasados. Tudo isto vai ser um mundo novo para as famílias ao qual não estávamos habituados”, referiu.

No próximo ano letivo, que arranca entre 14 e 17 de setembro, as escolas vão retomar o ensino presencial, que será o regime regra em plena pandemia da covid-19, que em meados de março obrigou ao encerramento de todos os estabelecimentos de ensino.

Agora, o encerramento vai ser uma medida de último recurso, aplicada apenas em situações de elevado risco, e os dois representantes dos pais acompanham essa opção, reconhecendo, ainda assim, que a identificação de casos positivos no contexto escolar é uma inevitabilidade.

“Vão acontecer casos, e esperemos que sejam o menos possível. Mas todos nós temos de ter calma e contribuir para que tudo venha a correr bem”, referiu Rui Martins da CNIPE.

No mesmo sentido, Jorge Ascenção considerou que “não faria sentido, ao primeiro sinal, fechar logo tudo”, acrescentando que esse primeiro sinal vai surgir inevitavelmente e, nessa altura, será necessário agir depressa para controlar a situação, mas mantendo a calma.

 

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“É a minha vida que está em risco.”

 

“É a minha vida que está em risco.” Regresso às aulas preocupa professores

Mário Carvalho é professor há 38 anos numa escola EB 2/3 e doente de risco: “Sou diabético e cardíaco mas é a diabetes que me preocupa mais porque é uma doença metabólica e tenho receio das sequelas”, admite.

É professor de Cências da Natureza nos 5.º e 6.º anos e, pelas características da disciplina que leciona, faz experiências com os alunos, lado a lado, uma situação que será impossível praticar no atual contexto. Terá de ser ele mesmo a conduzir o processo, à distância, sem se aproximar muito dos alunos. “Há logo uma limitação que é o facto de não serem os alunos a executar [a experiência], que é uma limitação muito séria.”

Na escola onde leciona considera ser impossível haver distanciamento entre os alunos. Não há espaço suficiente para colocar apenas um estudante por secretária com turmas tão grandes.

Mário Carvalho considera que a mobilidade do próprio professor dentro da sala de aula estará muito limitada. “Isso trará impactos no desempenho didático e pedagógico”, sublinha

Este docente tem 62 anos e lembra que, quando começou a carreira, previa estar reformado aos 61 anos de idade.

Mesmo com a sua situação clinica – ser portador de duas doenças crónicas -, colocar atestado médico será a última opção porque está em causa a redução do seu salário. “Penso que as pessoas terão tendência para sacrificar a sua segurança, apesar do risco que correm”.

Como diabético e cardíaco, Mário Carvalho vai começar o ano com o coração nas mãos e com muito receio. “Claro que tenho receio. Tenho de pensar que é a minha vida que está em risco”, lamenta.

O professor deixa um conselho ao Ministério da Educação: aos professores de risco com mais idade devia ser concedida reforma antecipada. Quanto aos outros, os mais novos, as escolas poderiam arranjar trabalho que não implicasse a interação com muitas pessoas.

 

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É mesmo necessário desinfetar as escolas?

 

É mesmo necessário desinfetar as escolas?

Apesar das imagens impactantes dos homens vestidos de branco que, sobretudo durante os dois meses de confinamento, andaram a desinfetar vilas e cidades por todo o país, existem dúvidas sobre a eficácia deste tipo de desinfeção, feita com pulverização, não só porque, de acordo com os epidemiologistas, o contacto humano com o vírus a partir de superfícies infetadas é relativamente limitado, mas sobretudo porque o recurso em larga escala à dispersão de desinfetante à base de lixívia pode ter um impacto negativo na saúde de quem o inala.

Logo em março, a diretora-geral de Saúde, Graça Freitas, afirmou: “Não há nenhuma evidência científica de que estas desinfeções sejam eficazes. Não é prioritário ter trabalhadores a desinfetar ruas. O que vai travar a covid-19 é estarmos distantes uns dos outros.”

Em maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmava que “a pulverização ou fumigação de espaços exteriores, como ruas ou mercados, não é recomendada para destruir o novo coronavírus ou outros agentes patogénicos porque é inativada pela sujidade”.

Além disso, a OMS avisava ainda que esta medida, “mesmo feita no exterior, pode ser perigosa para a saúde humana”, e recomendava que “em caso algum devem ser pulverizadas pessoas” porque “não reduz a capacidade de um infetado propagar o vírus por gotículas ou contacto”. Pulverizar cloro ou outros produtos químicos tóxicos sobre as pessoas pode causar irritações dos olhos e da pele, broncoespasmos e problemas gastrointestinais, alerta a organização.

Por tudo isto, a entidade mundial para a saúde pública não recomendava “a aplicação sistemática de desinfetantes em superfícies por pulverização ou fumigação nos espaços interiores”. “Se for preciso aplicar desinfetantes, convém fazê-lo com um pano ou um toalhete embebido de desinfetante.”

Desta forma, a desinfeção – tal como está a ser feita em várias escolas – não é uma das medidas previstas na diretiva sobre “Limpeza e desinfeção das superfícies em ambiente escolar no contexto da pandemia de covid-19”, publicada em maio pela Direção Geral da Saúde (DGS) em conjunto com as Forças Armadas e a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE). Este documento refere apenas a necessidade de fazer uma “desinfeção húmida”, com uma solução de hipoclorito de sódio (lixívia).

 

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SINDEP quer vacina contra a gripe gratuita para os docentes

 

Sindicato dos professores quer vacinação gratuita contra a gripe

O SINDEP acredita que faz sentido que os docentes e não docentes sejam abrangidos pelo plano de vacinação gratuita contra a gripe e que estejam no grupo prioritário de acesso à vacina da covid-19.

O Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (SINDEP) propôs esta sexta-feira que todos os professores e trabalhadores não docentes da educação fossem abrangidos pelo plano gratuito de vacinação contra a gripe. Além disto, o comunicado propunha ainda que os docentes e não docentes estivessem incluídos no grupo prioritário de acesso à vacina para o novo coronavírus, quando estiver disponível.

O SINDEP alerta para o facto de a maioria dos especialistas considerar a escola como um dos locais de mais fácil propagação do vírus: “As medidas já decididas estipulam, por exemplo, o confinamento de uma turma, ou duas, no caso de serem detetados casos positivos de infeção. A razão é clara: quebrar a série de contactos entre os positivos e os ainda não contaminados. Faz sentido. Só que a cadeia de contactos vai continuar a existir pelos professores, que obviamente não têm apenas uma turma”

 

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Questões frequentes – COVID-19

Todas as questões relacionadas com os direitos do trabalhador em tempo de pandemia.

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Fecho das escolas “só com propagação comunitária intensa”

Fecho das escolas “só com propagação comunitária intensa”

“Vamos tentar ser cirúrgicos no nosso procedimento” – acrescenta Graça Freitas, Diretora-Geral da Saúde, sobre o número de casos de covid-19 que poderão levar ao encerramento de uma escola.

Graça Freitas reconheceu que o início do ano letivo representa “uma grande preocupação para todos” – desde pais a autoridades de saúde – mas que, “pelo menos por agora”, o encerramento de um estabelecimento de ensino será decidido apenas “em casos excecionais”.

 

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Concurso de docentes para a Escola Portuguesa de S. Tomé

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PAN quer pais a levar filhos à sala de aula

Já agora entravam e sentavam-se com os filhos ao colo…

A Sério? Andam A Fumar Material Orgânico Do Bom?

O PAN apresentou uma recomendação ao Governo para que as crianças que ingressam pela primeira vez no ensino Pré-Escolar ou no 1.º ciclo do Ensino Básico possam ser acompanhadas até à sala de aula, em vez de entregues à porta do estabelecimento.

(a mim dá ansiedades é quando ouço certo pessoal do PAN a falar…)

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Falta de auxiliares: “Ministério da Educação tem uma semana para mostrar o que vale”

 

Falta de auxiliares nas escolas a uma semana do arranque do ano letivo

As escolas do concelho de Viseu não têm auxiliares educativos suficientes para o arranque do novo ano letivo. O presidente da Câmara fala em cerca de 100 a menos. Uma situação que, segundo Almeida Henriques, se verifica em quase todas as escolas.

“Temos 230 auxiliares que são dos quadros da Câmara. A fatia principal ficava nos nossos jardins de infância, que são da nossa competência, e dispensávamos, todos os anos, cerca de  90 auxiliares para as escolas do ensino básico. Este ano, com as medidas de segurança que nos estão a ser solicitadas pela Direção-Geral da Saúde, temos que reforçar o número de auxiliares nas creches e jardins infantis”, começa por explicar o autarca.

“Por outro lado, as escolas, que estão na dependência do Ministério da Educação, face às limitações, estão a sentir a necessidade de reforço de auxiliares educativos. Não há, neste momento, praticamente nenhuma escola em que este problema não esteja a ser colocado. As aulas vão começar com défice de auxiliares educativos”, alerta Almeida Henriques, acrescentando que é o Governo que tem de resolver a situação.

“A Câmara não se pode substituir ao Ministério da Educação. Ainda não assumimos a descentralização de competências. Estamos a negociar para o fazermos no próximo ano. E aí, se tivermos que fazer a admissão de mais alguns auxiliares educativos, dentro da verba que o Ministério da Educação vier a transferir para a Câmara, poderemos vir a promovê-lo. Neste momento, não temos responsabilidade nisso. Tem de ser o Ministério a assegurar esse reforço. É uma questão que me parece que não esteja a ser acautelada e temo que, nos primeiros dias, surjam questões complicadas. O Ministério da Educação tem uma semana para mostrar o que vale”, frisa.

 

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Recomendações para crianças e encarregados de educação

 

 

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Professores alarmados com reuniões presenciais. “Vamos ter escolas com algumas falhas”

Têm-nos chegado muitas missivas em relação a este tema.

Os professores mostram-se preocupados e indignados em relação ao desrespeito em relação às medidas veiculadas no documento das Medidas para o Ano Letivo 2020/21 em que é referido que, se “devem suspender-se eventos e reuniões com um número alargado de pessoas”. A questão que assolará muitas escolas será qual o número alargado de pessoas. É tudo uma questão de bom senso. Se se quer dar uso à experiência que se obteve com o que aconteceu no 3.º período do ano letivo transato e manter um ambiente de segurança nas escolas, as reuniões podem, muito bem, ser realizadas de forma não presencial.

Tomemos com exemplo a área urbana da grande Lisboa onde o estado de contingência está ativo há algum tempo. Uma reunião com 20 pessoas num espaço de uma sala de aula é totalmente despropositadas e desrespeitosa do bem estar físico  de qualquer pessoa, além de ir contra as medidas impostas. A IGEC e a autoridade para as condições do trabalho deverão ser contatadas e as situações de incumprimento deverão ser relatadas.

Ainda estou para ver qual vai ser o diretor que vai permitir uma reunião presencial a partir de dia 15 de setembro…

 

Professores alarmados com reuniões presenciais. “Vamos ter escolas com algumas falhas”

Há professores que não voltaram aos estabelecimentos de ensino onde leccionam desde 13 de Março, quando encerraram as escolas por causa da pandemia, realizando o seu trabalho à distância, através de vias digitais.

Mas em diversos estabelecimentos de ensino, estão a decorrer reuniões presenciais de professores “com 20, 30 ou mais pessoas no mesmo espaço”, como se denuncia no blogue VozProf que se dedica às temáticas da Educação.

Uma realidade que é confirmada ao ZAP pela presidente da Associação Nacional de Professores (ANP), Paula Figueiras Carqueja, que nota que muitos professores têm contactado esta entidade para saber “o que podem fazer, considerando-se, muitos deles, de risco”, e para saber “quais são os direitos e deveres” que se aplicam nesta situação.

Paula Carqueja destaca que a ANP comunicou à Secretária de Estado da Educação, Susana Amador, a recomendação de que “todas as reuniões de professores fossem sempre através de uma plataforma digital e online“.

No documento “Orientações Ano Lectivo 2020/2021“, a própria Direcção Geral de Educação (DGE), em consonância com as regras da Direcção Geral de Saúde (DGS), nota que as direcções de cada agrupamento de escolas devem “privilegiar a via digital para todos os procedimentos administrativos, sempre que possível”, bem como “suspender eventos e reuniões com um número alargado de pessoas“.

“Vai contra as normas” e “é perigoso”

Numa altura em que as regras de “limitação de ajuntamentos” da DGS continuam a vigorar, determinando que não haja encontros com mais de 20 pessoas, ou no máximo 10 no caso da Área Metropolitana de Lisboa que está em Estado de Contingência, estas reuniões podem ter “resultados nefastos no bom funcionamento dos agrupamentos”, alerta o blogue VozProf.

Esta publicação refere que pode haver professores “empurrados” para “baixas médicas” e para a “obrigatoriedade de isolamento”, colocando “em causa o início do ano lectivo“.

Também no blogue Eduprofs se salienta essa ideia, com a ressalva de que pode estar em causa “a saúde de docentes, não docentes e de toda a comunidade educativa“, instando, assim, as direcções dos agrupamentos a cumprirem as orientações da DGS.

“Como vamos entender que possa haver gente infectada em reuniões que depois não possa cumprir o objectivo mais importante de dar aulas? Como se pode aceitar que possa haver alunos que fiquem sem aulas para se fazerem, dias antes, reuniões em cascata?”, questiona, por seu turno, o professor Luís Sottomaior Braga do Agrupamento de Escolas da Abelheira, em Viana do Castelo, através do seu perfil do Facebook

Este ex-director de um Agrupamento de Escolas critica o que chama de “carnaval carioca de reunite presencial nas escolas“, considerando que “vai contra as normas, é perigoso, põe em risco o objectivo de começar as aulas e até é pouco eficiente”. “As reuniões à distância foram mais eficazes”, conclui.

Também a presidente da ANP considera que em reuniões virtuais haveria menos “ruído”, o que as tornaria “mais céleres”.

Mas se há tanta preocupação quanto às reuniões presenciais que envolvem apenas adultos, a abertura do ano lectivo com o regresso das crianças não será muito mais preocupante?

Confrontada com esta pergunta, Paula Carqueja refere ao ZAP que o problema é que “neste momento, temos todos os professores“, incluindo “professores de risco“, que estão ao serviço desde 1 de Setembro.

Quando abrir o ano lectivo, “de certeza que não vai haver encontros de sala de professores” e “como cada turma vai ter a sua sala”, não haverá o “aglomerado” de pessoas que a DGS não recomenda, analisa Paula Carqueja.

 

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Recrutamento de docentes para a Escola Portuguesa de Luanda

 

A Escola Portuguesa de Luanda encontra-se a recrutar docentes para os grupos de recrutamento 110, 240 e 500.

Os interessados devem enviar o CV atualizado para o seguinte endereço eletrónico: [email protected].

 

 

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Este ano a falta de professores vai-se agudizar a níveis nunca vistos

 

Depois das declarações do SE e da informação que, ontem, chegou às escolas, a falta de professores vai passar a ser uma realidade antecipada.

Todos os anos há vagas que ficam por preencher, principalmente na área metropolitana de Lisboa. Este ano letivo com a pandemia de covid-19, o problema poderá agudizar-se se os professores mais velhos e pertencentes a grupos de risco recorrerem ao atestado médico.

Por todo o país e principalmente nos agrupamentos urbanos vamos assistir, já no início do ano letivo, a um fenómeno de falta de professores, a sua substituição não trará os mesmos recurso humanos às escolas, uma vez que os professores coadjuvantes e de apoio educativo dificilmente serão substituídos.

Em conclusão, toda esta situação provocada pela pandemia vai retirar recursos humanos essências às escolas e a qualidade do ensino vai ser afetada.

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Cartoon do futuro – Wcs fechados nos intervalos – Paulo Serra

 

 

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Doentes de Risco podem ser substituídos caso seja necessário

 

De: DGAE
Enviada: quinta-feira, 10 de setembro de 2020 14:04
Assunto: Substituição de Docentes – COVID19

 

Exmo.(a) Sr.(a) Diretor(a)/Presidente da CAP,

Informamos V. Ex.ª que, no âmbito das medidas de apoio ao início do ano letivo 2020/2021, e tendo em vista o planeamento do bom funcionamento dos estabelecimentos de ensino no âmbito do quadro de saúde pública que atravessamos, a DGAE disponibilizou um novo módulo na plataforma SIGRHE em Situação Profissional > Substituição de Docentes – COVID19, com vista ao apuramento semanal (prazo para apuramento coincidente com a publicação das  Reservas de Recrutamento) do número de docentes ausentes por integrarem um grupo de risco no âmbito do COVID19 e destes, dos que necessitam de substituição.

 

Com os melhores cumprimentos,

A Diretora-Geral da Administração Escolar,

Susana Castanheira Lopes

 

 

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Dados e Medidas deste Estado de Contingência

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Ajuntamentos limitados a 10 pessoas?…

 

Nas escolas vamos todos estar em incumprimento…

 

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Professores de grupos de risco devem meter baixa

 

Professores de grupos de risco não podem optar por teletrabalho e devem meter baixa

O secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, garantiu nesta quinta-feira, num debate online promovido pelo PÚBLICO, que os professores que sejam doentes de risco para a covid-19 não poderão exercer as suas funções em teletrabalho. Caso não possam dar aulas, devem meter baixa, defendeu.

O governante, referindo-se a casos em que “efectivamente” se está “perante um impedimento de sair de casa”, disse que a “condição” que se aplica “aos professores e aos funcionários das escolas é semelhante a todas as condições, a todos os trabalhadores do sector público e privado”: “Se a minha função é compatível com trabalho não presencial, então eu posso desenvolvê-la, se a minha função é incompatível, então eu tenho de colocar baixa médica.” E acrescentou: “No caso especifico da educação, num momento em que temos aulas em regime presencial, isto significa que há uma incompatibilidade com trabalho não presencial, se tivermos transição para outros regimes, então essa condição pode ser reavaliada, em função disso mesmo. Este é o princípio base”, afirmou.

 

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Entrevista ao Presidente da Confederação Independente de Pais e Encarregados de Educação

 

 

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Mais um caso COVID19 numa Escola de Ensino Privado

 

Algumas escolas do ensino privado já começaram as aulas presenciais e já há casos de crianças infectadas e turmas obrigadas a cumprir quarentena em casa.

Na Escola Francesa, no Porto,  no passado sábado, foi detetado um aluno contaminado com covid-19. A Direção da escola decidiu esta quarta-feira que todos os alunos que estiveram em aulas com o aluno infetado devem ficar em isolamento profilático e não ir à escola até ao próximo dia 21.

 

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A intensidade do início do ano letivo, por Carlos Santos

 

“Começo a ceder ao sono. Ao cansaço, o meu corpo já se rendeu faz tempo. As dores articulares relembram-me que já não tenho vinte anos e foram ultrapassados os limites que o meu corpo tem ao meu dispor.

Depois de uma noite em claro a terminar plantas de acessos e de circulação integradas no plano de contingência, deleito-me em deixar-me levar pelo sono. Mas não sem antes desnudar os pensamentos que tenho guardado em segurança neste contaminado ambiente inseguro.
Foram uns dias intensos a correr contra o relógio. Elaborar planos e marcar sinalização horizontal e vertical interior e exterior ao longo de centenas de metros, e o peso da responsabilidade sobre muito mais que ainda há a fazer, têm consumido as horas dos meus dias. E como eu e o meus colegas próximos, milhares de outros professores estão a desenvolver um esforço inimaginável para que na próxima semana possamos receber os nossos alunos com a máxima segurança que a boa vontade pode oferecer, pois estamos a fazer o impossível com os parcos meios financeiros de que as escolas dispõem. Aparentemente, a maioria delas nem verba suficiente dispõe para apetrechar as salas com gel desinfetante, quanto mais para tudo isto… Sim, esta é a realidade… mas quem não conhece a arte e o engenho do nosso povo capaz de fazer milagres, muitas vezes apelidado de “desenrascanço”, mas que é muito mais do que simplesmente isso?
Tudo o que é preciso ser feito partilha do mesmo prazo limite – é para ontem. O tal inimigo invisível não faz uma pausa e agora cabe aos professores a mais difícil missão que se pode exigir a uma pessoa. Nas escolas já se consegue adivinhar um silêncio que poucos ousam quebrar. O corpo docente mais envelhecido da europa, tem consciência do risco acrescido que irá correr, mas não vira a cara à luta e está a marcar presença como sempre fez quando muito se esperava dele. E desta vez não é só a preparação de um ano escolar atípico com a dificuldade acrescida de lecionação, mas também um medo que é impossível descrever. As crianças têm aquela beleza da inocente inconsciência que outrora também nós tivéramos e, no meio das suas brincadeiras, pouco se aperceberão. Mas pais e professores sabem que é a nós que cabe zelar para que tudo corra pelo melhor. Tal como quem vai ao mar ciente de que se pode molhar, assim vamos nós para as escolas nos dias que se seguem. Em todo o caso, se não falarmos dessa coisa e se o trabalho não nos der tempo para pensar, o medo acabará por ficar retido para lá dos portões da escola e uma aparente normalidade acabará por prevalecer. Sim, só o medo poderá igualar a inconsciência e nos vencer.
Num meio densamente povoado, rodeado de centenas de crianças, quase sempre em espaços exíguos que não respeitam o distanciamento de segurança aconselhado pela DGS, e a tentar cumprir normas quase impossíveis de colocar no terreno, nenhum de nós se poderá dar ao luxo de ser uma pessoa simples. Iremos abraçar o ato homérico de ensinar as nossas crianças e jovens no melhor ambiente possível e incutir nelas regras de cidadania, de higiene e segurança que nunca representaram tanto para todos como nestes dias difíceis.
Aos pais, cabe-lhes confiar-nos os seus filhos, o compromisso de serem responsáveis e um exemplo de cumprimento das regras antivíricas que não coloquem em causa a vida de todos os outros.
Aos nossos filhos, pais e cônjuges, resta-lhes a esperança de que nada de mal nos aconteça e em breve esta tempestade não passe de uma recordação antiga.
Consideradas as circunstâncias, o que nos leva, então, a irmos para as escolas fazer o que sempre fizemos, mas com maior exigência e risco?
Talvez por neste momento sermos os únicos capazes de fazer funcionar o país com alguma normalidade?
Quem sabe, não seja pelo facto de a paragem das escolas arruinar a nossa economia?
Quiçá, pela importância dos alunos não perderam a sua instrução hipotecando o seu futuro?
Ou, talvez, por termos a consciência de que não podemos desistir das nossas vidas, de viver, de continuarmos e de nos deixarmos vencer pela pandemia, não pela doença, mas pelo medo.
Sabemos ao que vamos, temos receio, mas iremos dar o nosso melhor.
Embora – como sempre aconteceu no seio da miséria moral circundante – se venha a fazer fila para nos caluniarem pelas nossas falhas e ninguém nos dê o devido valor, nem o reconhecimento pelo extraordinário trabalho que desenvolvemos no Ensino a Distância, nem valorize esta ingressão por um caminho íngreme e desconhecido, neste momento, prevalece a sábia loucura de assumirmos que ninguém mais o poderá fazer. Certamente, não por sermos inconscientes, mas por ainda possuirmos esta admirável capacidade de perseverança e resiliência que nos tirou das cavernas e nos trouxe até aqui. E por acreditarmos no futuro e de podermos inspirar a próxima geração transmitindo-lhe o nosso maior legado – o conhecimento e a esperança.
Bom ano para todos”

 

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#EstudoEmCasa com prolongamento em 2020/21

 

Telescola vai continuar na RTP e será alargada ao ensino secundário

#EstudoEmCasa vai mesmo continuar por mais um ano letivo. A informação foi avançada pelo Ministério da Educação, que agendou para as 17h30 uma conferência de imprensa sobre as “novidades relativas ao #EstudoEmCasa”.

“As aulas, também na televisão, reforçarão a oferta educativa do ano letivo de 2020/2021, cujo arranque decorre entre 14 a 17 de setembro”, indica o Ministério da Educação.

O projeto #EstudoEmCasa foi lançado depois das férias da Páscoa, pouco depois do pico da pandemia, no sentido de complementar o estudo dos alunos do 1.º ao 9.º ano. À semelhança do confinamento da generalidade do país, estes estudantes foram forçados a continuarem o ano letivo a partir de casa, tendo contado com aulas gravadas emitidas diariamente na RTP Memória.

Rapidamente se percebeu que o novo coronavírus não iria desaparecer tão cedo. Assim, com o novo ano letivo prestes a começar, aquilo que nasceu como um projeto temporário ganha agora uma nova páginaalgo que já tinha sido admitido pela administração da RTP há vários meses.

Em abril, Gonçalo Reis disse ao ECO que “os conteúdos educativos são decisivos no contexto atual [de pandemia] e deverão ser uma marca de futuro na RTP”. Nesta altura, a continuação da parceria entre Ministério da Educação e RTP ainda não estaria fechada, mas o presidente da estação pública demonstrava, deste modo, a intenção de dar continuidade à iniciativa que foi apelidada de “nova telescola”.

A continuidade do #EstudoEmCasa estará consumada e os detalhes serão revelados ao final da tarde desta quarta-feira. Na conferência de imprensa estarão presentes Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, e o presidente da RTP, Gonçalo Reis.

Também podemos ver no site do EstudoEmCasa, na parte dos horários algumas aulas que vão passar a partir do dia 14. Mas esta informação também pode ser um erro do site. Espero para ver.

 

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ANO LETIVO – ANTECIPAÇÃO, COOPERAÇÃO E CONFIANÇA – JL

 

ANO LETIVO – ANTECIPAÇÃO, COOPERAÇÃO E CONFIANÇA – JL

Tenho por hábito antigo cumprimentar os meus alunos em setembro e também os professores, dizendo “Feliz Ano Novo.” Faço-o por saber e sentir, enquanto professor que também sou, que, em cada setembro, vivemos aquele misto entre a ansiedade e o entusiasmo por um ano que começa com novas caras, novos alunos e com muitas sementes de conhecimento por cultivar.
Se recuarmos ao verdadeiro Ano Novo, no dia 1 de janeiro de 2020, que parece ter acontecido há séculos, neste mundo que agora se parte num novo A.C. e D.C. (antes de Covid e depois de Covid), sabemos que ninguém antecipava esta vida estranha em que estamos metidos. Agora começamos o ano depois de um encerramento inesperado, de uma adaptação rápida a formas diferentes de ensinar, mas também com o conhecimento adquirido que nos permite projetar o ano de forma diferente e perspetivar uma escola segura, saudável e de aprendizagens plenas.
Que não sobrem dúvidas: este será talvez um dos anos letivos mais difíceis de que muitos temos memória, porque parece que apenas temos a certeza da incerteza na evolução deste surto epidemiológico. E porque é difícill, requer o compromisso de todos na procura de soluções.
Na verdade, já não estamos a partir para o incerto total. Em março, quando as escolas foram encerradas, havia muito que não sabíamos: a duração do encerramento (recordo que foi reavaliado durante as férias da Páscoa), quando chegariam equipamentos de proteção individual para todos os cidadãos, as taxas de infeção grave em crianças e jovens, como ensinar em modelos remotos, os impactos do ensino remoto para muitos alunos. A própria opinião pública flutuou, consciente da incerteza. Em março e abril pediam-nos para fechar escolas. Em maio para não abrir, quando se abriu o ensino secundário parcialmente. Em junho para abrirmos para os mais novos. Uma oscilação natural, porque nesta crise, todos gerimos o desconhecido, a proteção individual e coletiva e o medo que está associado.
Hoje sabemos mais sobre todas estas dimensões. Já rotinámos procedimentos de higiene. O distanciamento já não nos é completamente estranho. O uso de máscara já não é novidade. Há máscaras acessíveis. Dominamos melhor plataformas e técnicas de ensino. A cibersegurança é maior. E já sabemos que pode ser necessário fechar, como sabemos que, para muitos, a distância não funciona.
Neste contexto, as escolas e o Ministério da Educação, durante o verão, não prepararam um ano letivo nos termos normais, mas um ano letivo com múltiplas formas de organização em função da evolução da pandemia. As escolas terão mais recursos, os alunos serão mais apoiados, tendo-se previsto também a garantia da presencialidade para grupos específicos. Apresento aqui exemplos das medidas que marcarão este ano letivo.
1. A preparação antecipada de vários regimes.
Para que a pandemia não nos apanhe de surpresa, as escolas prepararam já formas de funcionamento para se houver necessidade de encerramento parcial ou total. Sendo o ensino presencial a regra, como é normal em qualquer ano letivo, as escolas organizaram já, com o apoio de roteiros disponibilizados pelo Ministério da Educação em julho, como funcionar em regimes mistos, em que os alunos têm parte das aulas presenciais e parte em trabalho autónomo, e em regime não presencial. Esta cenarização é fundamental para que toda a escola possa fazer uma transição rápida e de qualidade em caso de necessidade. Esta transição entre regimes decorrerá sempre das orientações das autoridades de saúde, conforme o estabelecido entre as áreas governativas da educação e da saúde. Há setores particularmente afetados pelo ensino não presencial, como o ensino artístico e o ensino profissional. A antecipação permite que também sejam estudadas por cada escola, com antecedência, as formas de possibilitar a realização de componentes práticas em segurança
2. A presencialidade como garantia de igualdade.
No terceiro período do último ano letivo, o sistema educativo respondeu de forma urgente e rápida. O papel dos professores e das direções e lideranças intermédias foi fundamental para se continuar a garantir o direito à educação. Contudo, desigualdades que já marcavam o nosso sistema agravaram-se e, em alguns casos, de forma muito grande. A dependência dos encarregados de educação tornou-se maior. A desigualdade de condições de estudo em casa – espaço individual, acesso a recursos informáticos – foi impeditiva de aprendizagens para muitos. A diminuição de sinalização de crianças às Comissões de Proteção de Crianças e Jovens foi preocupante. Percebeu-se também que a aprendizagem dos mais novos, com muito menor autonomia, se fez com muito mais dificuldade. Por este motivo, a Resolução de Conselho de Ministros que estabelece os princípios de organização do próximo ano letivo identifica grupos específicos a que não se devem aplicar o ensino misto e não presencial: alunos até ao segundo ciclo, alunos que beneficiam de terapia em contexto escolar, alunos em risco sinalizados pelas CPCJ, alunos com quem a escola não consegue manter contacto. Proteger estes grupos é travar o acelerador de desigualdades que esta pandemia trouxe.
3. A escola como espaço seguro.
As escolas estão preparadas para receber os alunos, mas a responsabilidade é de todos, incluindo das famílias. Num tempo em que a Cidadania é currículo, é fundamental que os primeiros dias de aula sejam momento de estabelecimento do que preconiza a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania: o respeito por todos, o cuidado com a saúde, a responsabilidade individual como garante do bem-estar de toda a comunidade. As escolas têm gel e máscaras, percursos assinalados, cantinas adaptadas, organização para funcionamento em bolhas, mas isto não é suficiente. Alunos e encarregados de educação devem cumprir a sua parte não tendo nem legitimando comportamentos e atitudes que põem em risco a saúde de todos. A higienização envolverá todos. A nível internacional, tem vindo a ser reconhecido que as salas de aula são espaços seguros. É um espaço onde estão juntos sempre os mesmos alunos. À chegada a casa, é necessário garantir que a higienização acontece e é fundamental que alunos com sintomatologia que possa indiciar um caso de infeção não vão à escola. Com o compromisso de todos e em cooperação sadia e promotora de saúde, conseguiremos que o desenvolvimento que a escola sempre proporciona, através da aprendizagem e da sociabilização, seja conseguido.
4. A escola preparada para agir com razão e não com medo.
Em conjunto com a Direção-Geral de Saúde, construímos orientações sobre o que fazer em caso de suspeita de infeção. A atuação é sempre em função do contexto e das circunstâncias, mas hoje sabemos mais do que em março. Se há um aluno infetado em Faro, a escola de Alfândega da Fé não tem de fechar. Temos mais experiência na identificação de cadeias e as autoridades de saúde sabem como atuar em diferentes cenários. Esta boa coordenação com a saúde é crucial, porque há critério na atuação. Na ausência de critério, sobra apenas o medo que, geralmente, leva a decisões precipitadas ou mesmo erradas.
5. A recuperação e consolidação de aprendizagens.
Sabemos que houve aprendizagens perdidas no final do ano letivo passado. Sabemos que, em muitos casos, houve um total afastamento do registo académico, menos leituras feitas, menos escrita. É preciso recuperar e consolidar, identificando-se também aquelas áreas do currículo que são impeditivas de progressão. Por exemplo, É possível ler uma obra sem ter lido uma outra, mas é difícil aprender a ler com fluência se não tiver descoberto a relação entre grafemas e fonemas. Neste sentido, o calendário escolar prevê um tempo dedicado a um trabalho de identificação de dificuldades, de incidência sobre áreas que têm de ser desenvolvidas, para que todo o processo de consolidação e de aprendizagem se proceda com maior segurança ao longo de todo o ano. Conscientes de que este trabalho não é coerente com programas extensos, as escolas receberam orientação para um foco no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e nas Aprendizagens Essenciais, sendo que estas já resultam de um trabalho desenvolvido no sentido de emagrecimento do currículo. Como é evidente, estes mesmos documentos serão os referenciais para a avaliação interna e externa.
6. Os Planos de Desenvolvimento Pessoal, Social e Comunitário.
Conforme especialistas da área da Psicologia têm sinalizado, há fortes probabilidades de haver muitos alunos que vão chegar à escola com as consequências que o confinamento trouxe à saúde mental. Houve alunos que estiveram muito tempo fechados em ambientes de conflitualidade, de violência ou que simplesmente viram a sua ansiedade alterada devido ao isolamento. Há crianças e jovens que viram interrompidos abruptamente laços que estavam a criar com a instituição e com os colegas. Por isso, o Ministério da Educação desafiou as escolas a candidatarem planos conducentes ao recrutamento de técnicos especializados para a intervenção nestes domínios, assumindo-se, em coerência com o Perfil dos Alunos e com os princípios da Educação Inclusiva, que o bem-estar individual e comunitário é simultaneamente pré-requisito e objetivo da escola. As escolas responderam com mais de 600 planos de grande interesse, o que permite a afetação de 900 técnicos que incluem psicólogos sociais e educacionais, mediadores socioculturais, artistas residentes, assistentes sociais. Não se trata apenas de colocar recursos nas escolas, mas de fazê-lo com intencionalidade e com o compromisso de associar estes recursos à redução das desigualdades.
7. O Apoio Tutorial Específico e o Mentorado.
As desigualdades aprofundam dificuldades. Desde 2016, implementou-se o acompanhamento tutorial aos alunos, que visa o desenvolvimento de competências sociais e pessoais, ajudando-os a organizar o estudo, a questionar a sua atitude face à escola, identificando as barreiras que os impedem de aceder ao currículo. O trabalho de acompanhamento desta medida pela Inspeção-Geral de Educação e Ciência revela uma melhoria no sucesso dos alunos envolvidos, bem como na sua assiduidade e comportamento. Sabendo que as dificuldades foram acrescidas, foi alargado o âmbito desta medida para todos os alunos com insucesso no ano letivo passado e também para os alunos do ensino secundário. Este reforço do apoio tutorial representa um forte investimento, na medida em que estas atividades com grupos de 10 alunos são desenvolvidas no horário letivo dos professores. A par desta medida, desenvolve-se a partir deste ano um programa de mentorado, em que os alunos são convidados a fazer parte do apoio aos seus colegas. Esta medida parte do pressuposto de que, quando algum aluno tem alguma dificuldade acrescida, isso não é só problema dele, também é um problema do aluno com mais facilidade. Por isso, os alunos são convidados a ajudar os seus colegas, promovendo uma escola que não é um campeonato individual, mas sim um espaço de cooperação e colaboração.
8. A Transição Digital na Educação.
A pandemia acelerou a urgência da transição digital na educação, porque evidenciou as desigualdades entre os alunos com e sem computador, com e sem conectividade. O Programa do Governo já inscrevia este plano de transição digital, pelo que deve ser claro que as medidas em curso são independentes da pandemia. O plano prevê a formação de professores, a distribuição de equipamentos – priorizando os alunos mais carenciados – a utilização de recursos digitais. Pretende-se um triângulo infraestrutura – intencionalidade pedagógica – capacitação dos professores. Este trabalho decorrerá durante este o ano letivo, potenciando uma escola mais assente no acesso a múltiplas fontes de conhecimento, a novas formas de colaboração entre alunos e professores, ao desenvolvimento de pensamento computacional e literacia de informação. Se algo esta pandemia confirma é que nada substitui a relação professor-aluno que se estabelece no contacto presencial. Mas essa relação pode ser complementada – nunca substituída – por outros recursos. Este trabalho de monta, inscrito no Programa de Estabilização Económica e Social, contribuirá não apenas para uma modernização das escolas, mas sobretudo para que os alunos aprendam mais e melhor.
9. A arte e a cultura na escola.
Se não nos cuidamos, o contexto de pandemia pode tornar-se um momento de ditadura do vírus, em que todos nos movemos apenas e só em função do que é imediatamente acessível e utilitário. Uma das maiores riquezas do sistema educativo é a possibilidade de alargar horizontes culturais, de abrir a mente a outras possibilidades e interpretações. A pandemia convida à criatividade e requer uma educação em que não nos limitamos a reproduzir o que funcionou noutros contextos. A arte assume este papel fundamental na educação que não pode ser desprezado, prejudicado ou confinado: trabalha as emoções, traz bem-estar, traz valor e capacidade de sonhar, traz esperança para além do vírus e desenvolve o pensamento criativo. Por este motivo, a Resolução de Conselho de Ministros prevê que as atividades culturais se desenvolvam. Porque as condições são diferentes, estamos a preparar, sob coordenação do Plano Nacional das Artes e em conjunto com os agentes culturais, um conjunto de iniciativas que permitem que a arte e a cultura não deixem de ir à escola e que a escola não se torne um espaço sem janelas abertas para a arte. Este é um trabalho específico, mas também outros programas como o Plano Nacional de Leitura têm vindo a produzir recursos que potenciam este enriquecimento cultural do currículo.
10. O cuidado com todos.
Estamos a gerir uma pandemia. Há alunos e professores que integram grupos de risco. Uns requerem cuidados e vigilância acrescidos, outros podem estar impedidos de ir à escola. Por este motivo, estende-se o âmbito do apoio desenhado em 2017 para alunos com problemas de saúde de foro oncológico aos alunos que se virem impedidos de frequentar a escola presencialmente.
Ninguém tem dúvidas sobre a complexidade deste ano. Mas há certezas que temos. Não podemos privar as crianças da aprendizagem ou da proteção social que a escola confere. Porque estudar é uma condição essencial para o crescimento saudável. O investimento financeiro feito e a fazer ao longo do ano é grande. Mas é muito maior o investimento pessoal de cada um de nós na garantia de que a educação acontece. A escola é e será um lugar seguro. A vontade de todos e a solidariedade e corresponsabilização ajudarão a que vamos, em conjunto, aprendendo a derrubar as impossibilidades, sempre conscientes de que só com a humildade de poder avaliar, reavaliar e corrigir sempre que necessário é que conseguiremos. E esta é a principal confiança que temos. Todos nas nossas escolas valorizam o papel insubstituível da sala de aula e do professor e todos estaremos a mobilizar o nosso melhor para o bem dos mais novos.
É nesta consciência que entraremos num Feliz Ano Novo, em que veremos os alunos a experimentar a alegria do reencontro e os professores a consegurem ver de novo “o brilhozinho nos olhos” de cada criança.
S.E. João Costa, in JL

 

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É tudo uma questão de equilíbrio

 

 

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Divulgação do site dos Técnicos Especializados para Formação

Um lugar dedicado a todos os Técnicos Especializados para Formação precários das Escolas Públicas Portuguesas. Aqui pode-se encontrar vários artigos explicativos da nossa precariedade, informação acerca do acesso à profissionalização em serviço, a legislação em vigor, conhecer testemunhos reais de quem há muitos anos espera por uma solução.

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Informação à comunidade educativa

 

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Sugestão de Leitura – Quarentena: diário de um abandono, por Carlos Almeida

Quarentena: diário de um (quase) abandono

Sinopse:
Um vírus desconhecido… uma viagem de negócios… vícios difíceis de evitar… uma contaminação acidental no maior mercado da gigantesca metrópole… uma quarentena em quase abandono no olho da tempestade na metrópole chinesa … o diário de um medo pelo desconhecido, a ansiedade no isolamento, a expetativa no desconhecido, … os desabafos de um abandono sobre a curva de um rio… entre o pânico e o desespero… entre o passado e o futuro… uma história.

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Cortes acima de 50% no ensino artístico especializado

 

Escolas contestam cortes acima de 50% no ensino artístico especializado

Já com os alunos matriculados e as turmas organizadas, as escolas e conservatórios de música e dança ficaram a conhecer o montante de financiamento pelo Ministério da Educação. Em Leiria, há cortes acima de 50% e os dirigentes do Orfeão e da SAMP, duas instituições sem fins lucrativos, dizem estar em curso a decapitação do ensino artístico especializado numa cidade que é candidata a capital europeia da cultura e foi recentemente aceite na rede das cidades criativas da Unesco.

No Orfeão de Leiria, 65 alunos estão matriculados e prontos para começar o quinto ano de escolaridade em ensino articulado, na área da música, mas o Ministério da Educação só financia 29 vagas, segundo os resultados do concurso, agora conhecidos.

Trata-se do maior corte no País, garante o presidente do Orfeão de Leiria, Vítor Lourenço: 80% na lista provisória de contratos de patrocínio com o Estado para o período 2020-2026 e 60% na lista definitiva, divulgada pela DGEstE – Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares “depois de as matrículas estarem feitas”.

“Se isto é válido para vários anos, com o número de alunos que nos estão a atribuir, a escola fica completamente desequilibrada em termos da sua função e da sua sustentabilidade para o futuro”, conclui.

 

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Reunião Diretores/DGS/ SE da Educação/ SE da Saúde em direto

 

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A voz do aluno durante a pandemia COVID-19

 

A voz do aluno durante a pandemia COVID-19

Até dia 13 de setembro, professores com alunos de idades compreendidas entre os 8 e os 19 anos podem participar num inquérito que pretende perceber os efeitos da pandemia na voz dos seus alunos, preenchendo um questionário de escolha múltipla disponível online.

A iniciativa é da UNESCO e do Conselho da Europa e os resultados serão apresentados e discutidos na conferência “De fazer a voz dos alunos ser ouvida à participação cívica ativa: O papel das escolas na era digital” que decorrerá de 23 a 25 de novembro de 2020, também online.

Os professores participantes serão convidados para a conferência.

Informação mais detalhada aqui.

 

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Comunicado: Entrega de Petição na Plataforma Eletrónica da AR

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RAM – LISTAS DO CONCURSO DE CONTRATAÇÃO INICIAL COM RESERVA DE RECRUTAMENTO (08/09/2020)

 

Listas do concurso de contratação inicial com reserva de recrutamento:

– Lista de colocação – Reserva de Recrutamento – 2020/09/08 : https://www.madeira.gov.pt/…/ListaColocacaoReservaRecrutame…

– Lista ordenada definitiva de candidatos admitidos – Reserva de Recrutamento – 2020/09/08: https://www.madeira.gov.pt/…/ListaOrdenadaReservaRecrutamen…

 

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Escola 20|21… e agora? Resultados do Inquérito #SomosSolução

Escola 20|21… e agora?

A pouco mais de duas semanas do arranque formal das aulas, quais são as expetativas dos professores para o novo ano letivo?

Depois do fecho generalizado das escolas e dos novos paradigmas do ensino à distância impostos pelo confinamento, qual é o sentir dos professores para o novo ano letivo? Estão asseguradas as condições de saúde pública, de infraestruturas técnicas e pedagógicas e de know-how técnico que permitam ensinar e aprender em segurança? A propósito do 2.º Flash Event “Escola 20|21… e agora?” promovido pelo #SomosSolução, relativo ao novo ano letivo, lançamos um questionário curto aos professores cujos resultados, agora, aqui se descrevem.

1. Na sua opinião, à data de início do ano letivo

Na opinião de mais de 80% dos dois milhares de professores inquiridos, à presente data (setembro de 2020), as escolas não têm as infraestruturas e recursos humanos necessários para assegurar o ensino 100% presencial. Dois em cada três professores é de opinião que não estão asseguradas as condições necessárias para o ensino presencial (ver figura 1). Também na opinião de dois terços dos inquiridos as escolas não têm as infraestruturas para o ensino à distância. E ainda que apenas um em cada quatro acredite que os professores estão capacitados para o ensino à distância, um formato misto (ensino presencial + à distância) é a modalidade preferida pela maioria. Também 90% dos professores é de opinião de que se for necessário reativar o ensino à distância, é preciso apostas na formação adicional dos professores.

Figura 1. Na sua opinião…

2. Se a decisão fosse sua…

Se a decisão fosse dos professores, face à informação disponível agora sobre a evolução da covid19, no ano letivo de 2020/2021, cerca de dois terços dos professores preferia dar aulas em formato misto ou, sendo presenciais, com recurso às ferramentas do ensino à distância (p.e., plataformas de gestão de conteúdos, avaliação digital, apps educacionais,…) (ver figura 2). Metade dos inquiridos preferia dar aulas presenciais, e apenas 38% preferia aulas completamente à distância. Contudo, 87% dos professores diz que quer dar aulas, sejam de que tipo forem.

Figura 2. Se a decisão fosse dos professores….

3. Em que medida se sente capacitado…

Finalmente, inquirimos os professores sobre o seu grau de capacitação para usar as ferramentas do ensino à distância caso esta modalidade tivesse que ser reintroduzida. Mais de dois terços dos professores sente-se capacitado para usar ferramentas de comunicação online (email, fóruns, chats,…), usar ferramentas para aulas à distância (Zoom, MS Teams, Google Meet, …) e de gestão de conteúdos (Moodle, Blackboard, …) e plataformas digitais (Escola Virtual, LeYa Educação,…). Contudo, apenas um pouco mais de metade dos professores referiu estar capacitados para usar as ferramentas de avaliação online.

Figura 3. Em que medida se sente capacitado….

Questões da Assistência

No âmbito do flash event, os professores puderam submeter um conjunto de questões que gostariam de ver respondidas pelos oradores (se não assistiu ao evento ao vivo, pode rever o evento aqui). A figura 4 apresenta a nuvem de palavras construídas a partir das 212 questões colocadas pelos inscritos no evento. As principais preocupações dos professores incidiram sobre a interação dos professores, alunos e escolas, do ensino à distância, e do risco associado às aulas.

Figura 4. Núvem de palavras das 212 questões propostas pelos inscritos no evento aos oradores.

A associação das palavras (bigramas) é apresentada na figura 5. A ordem das palavras das questões revelou mais uma vez as preocupações com as aulas presenciais, o uso de máscara e as condições de segurança. As questões relacionadas com o ensino desenvolveram-se em torno da distância social, das aulas presenciais, à distância e do regime misto, associadas às orientações do ministério. Finalmente, as questões relacionadas com os grupos de risco, e com a interação entre professores e alunos na sala de aula, fazem parte das grandes preocupações dos professores para o novo ano letivo.

Figura 5. Bigrama de palavras obtido das 212 questões da assistência para os oradores.

Em suma…

A larga maioria dos professores é de opinião que as escolas não têm condições para o ensino presencial, ainda assim prefere dar aulas de qualquer tipo, quer sejam presenciais, online ou mistas. Seja qual for o formato, se as infraestruturas existiram, dois em cada três professores gostaria usar as ferramentas do ensino à distância, apesar de 90% ser de opinião que é preciso reformar a formação no uso destas ferramentas.

Notas:

A ficha técnica do estudo está disponível neste link.

A menção a marcas comerciais ou freeware não tem qualquer endosso, explicito ou implicto, do #SomosSolução.

A base de dados para análise e estudo independente está disponível neste link. Qualquer uso destes dados, obriga à referenciação da sua fonte.

 

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Só 1% dos docentes do 1.º e 2.º ciclos é considerado jovem

 

De acordo com o relatório anual “Education at a Glance”, divulgado hoje pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), os docentes com idades abaixo dos 30 anos representam uma minoria em Portugal, que se posiciona entre os últimos de uma lista de 39 países.

No 3.º ciclo e ensino secundário, a proporção daqueles que no relatório são classificados como “professores jovens” era, em 2018, de apenas 2%, um número inferior à média da OCDE (10% no 3.º ciclo e 8% no secundário).

Mas é entre o 1.º e 2.º ciclos que os docentes nesta faixa são menos (em termos percentuais) representando apenas 1% do corpo docente.

O envelhecimento do corpo docente tem sido uma tendência transversal à maioria dos países da OCDE, que no relatório alerta para uma pressão acrescida sobre os governos nos próximos anos para recrutar e formar novos professores, uma vez que uma grande parte alcança a idade da reforma na próxima década.

Esta tendência, no entanto, é mais acentuada em Portugal e, segundo os dados revelados, entre 2005 e 2018, a proporção de professores jovens no ensino secundário caiu 15 pontos percentuais.

Por outro lado, os professores mais jovens são também, em média, os mais mal pagos e, no mesmo relatório, a organização intergovernamental destaca igualmente o salário dos docentes do ensino público.

Em 2019, os docentes portugueses continuavam entre os mais bem pagos, comparativamente com outros trabalhadores com cursos superiores, ultrapassados apenas pela Lituânia e Costa Rica, que ocupam o 2.º e 1.º lugares, respetivamente, da lista comparativa da OCDE.

Significa isto que, à semelhança daquilo que foi registado no relatório de 2018, os professores das escolas portuguesas ganharam em 2019, em média, mais do que outros trabalhadores com formação superior, quando se compara o salário médio de ambos, uma tendência que contraria a maioria dos países da OCDE, revela um relatório hoje divulgado.

Na maioria dos países, os salários dos professores tendem a aumentar conforme os anos de serviço e experiência, mas em Portugal a diferença salarial entre os docentes em topo de carreira e aqueles em início de carreira é ainda maior.

A média da OCDE aponta para salários entre 78% e 80% mais altos entre as duas classes. Já os docentes portugueses em topo de carreira ganham, em média, mais 116% do que os mais jovens.

Ainda assim, o relatório refere também que em Portugal, entre 2005 e 2019, os professores do ensino básico e secundário com 15 anos de experiência e mais qualificações sofreram, em média, uma redução salarial de 6%, enquanto a média da OCDE aponta para um aumento entre 5 e 7%.

Em Portugal, à semelhança da maioria dos países, os salários dos profissionais representam a maior fatia da despesa pública na Educação (72% no ensino superior e 85% no básico e secundário, em 2017).

Comparando com a média da OCDE, Portugal gastou menos por aluno em 2017, em todos os níveis de ensino, mas dedicou uma maior percentagem do PIB à Educação (5,2%).

Por outro lado, e ao contrário da maioria dos restantes países, as despesas do Estado português por aluno são superiores nas instituições de ensino público, onde a despesa foi de, em média, cerca 8.900 euros por estudante, em comparação com os 7.100 direcionados para cada aluno do privado.

Ainda assim, acrescenta o relatório, entre 2012 e 2017, a despesa pública com a Educação caiu a um ritmo médio de 1,1% ao ano, enquanto o número de alunos diminuiu em média em 2% ao ano.

“Isto resultou numa taxa média de crescimento anual de 0,9% nas despesas por aluno durante este período”, explica a OCDE.

In Notícias ao Minuto

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Abertura de Procedimento Concursal Simplificado Local – Coordenação de Ensino em Espanha/Andorra

 

Abertura de Procedimento Concursal Simplificado Local – Coordenação de Ensino em Espanha/Andorra

Informam-se todos os interessados que se encontra aberto um procedimento concursal simplificado destinado ao recrutamento local de 1 professor da rede de ensino português no estrangeiro para o 1º CEB, língua espanhola ou língua catalã – horário a prover, em vacatura, AND02.

 

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Que escola, e em que democracia, na sociedade que aí vem – Paulo Prudêncio

 

 

Que escola, e em que democracia, na sociedade que aí vem

É importante pensar para lá da pandemia, até porque se prevê a sobreposição do isolamento físico sobre o gregário na sociedade que aí vem; e dito assim para simplificar. E se no espaço do isolamento físico estão os que acreditam no absolutamente digital, no gregário não encontramos os que o rejeitam nem sequer os neoluditas (aqueles que se opõem às novas tecnologias e/ou às novas relações laborais que delas decorrem). É um debate centrado num “enxame digital” e nos “gigantes da web – os GAFAM (Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft) – que nos querem controlar” (Naomi Klein) e que hierarquizam prioridades: “Ensino à distância, 5G, telemedicina, drones e comércio online generalizado”. Acima de tudo, há uma estratégia à procura da melhor posição global no “monopólio da inteligência artificial que governará o mundo” (Vladimir Putin).

A escola não escapará ao vórtice. Os milhões que se prevêem para o digital escolar em Portugal talvez melhorem o que existe, mas abrirão mais espaço ao isolamento físico que se impõe também por obra de países e organizações não democráticas.

Portanto, quando se pensa no futuro da democracia, e do bem público e comum numa sociedade mais justa e igualitária, defende-se o espaço gregário onde é imperativa a escola como instituição nuclear e estruturante dos princípios fundadores que consolidam a razão e a ciência. Digamos que é um espaço de segurança democrática dependente da nossa vontade. E como a escola portuguesa está consensualmente asfixiada num doentio emaranhado depois de quase duas décadas de políticas comuns de contracção, e radicalmente antagónicas nos conceitos, urge um reinício assente, desde logo, na simplificação organizacional.

Além da essencial redução de alunos por turma e por escola ou organização, há quem use a ideia de escola como abrangente sala de estudo (ou biblioteca: A. Nóvoa) em clima de conectivismo (tese de George Siemens que seria preciosa na pandemia) e currículo completo. Um espaço gregário onde os alunos estudam, pesquisam, socializam e aprendem, com os professores e com os pares, num ambiente em que os conteúdos digitais são construídos no interior da escola de modo a contrariar os massificados e homogeneizados.

Essa ideia de escola necessita de educar para detalhes decisivos e já testados: horários escolares sem campainhas e que instituam intervalos descentrados no tempo, e decididos pelos professores, de acordo com as exigências das diversas disciplinas e das idades dos alunos. Esses horários escolares, em escolas bem dimensionadas, permitirão diversas soluções de co-ensino. Uma vez que a combinação interdisciplinar permite todas as possibilidades, é necessário tempo e previsibilidade para a construção de projectos que considerem o perfil dos professores, as instalações e os respectivos horários; e essas variáveis não só não se definem por decreto, como oxigenam a inovação, a autonomia e a responsabilidade.

Estando aqui, importa precisar estilos de ensino sem engavetar teorias. O triângulo decisivo – alunos, professores e conhecimentos – é intemporal “como percebeu Hubert Hannoun”. A ultrapassagem dos conflitos e contradições da educação, e da tensão da relação pedagógica (professor/aluno), tem os conhecimentos como mediadores e data e reequilibra três propostas: pedocentrismo, magistercentrismo e rogerianismo.

Finalmente, se também urge, como a pandemia revelou, uma escola que não substitua a sociedade e que integre no currículo as sessões realizadas fora da escola desde que reconhecidas pelos professores, então estamos no domínio da consolidação democrática. Mas para tudo isto, é essencial que o professor volte a liderar a ideia de escola. Aliás, “um dos motivos pelos quais é tão difícil prever qual será o final da nossa história com a Inteligência Artificial prende-se com o facto de esta história não ser apenas sobre máquinas. Também é uma história sobre seres humanos.” (Kai-Fu Lee em As superpotências da inteligência artificial – a China, Silicon Valley e a nova ordem mundial).

Professor e editor do blogue Correntes

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Em Lisboa 70 alunos Já estão em quarentena

Sempre quero ver como vai ser quando o mesmo acontecer numa escola pública… será que o procedimento preventivo vai ser o mesmo, ou vai para casa só o “covidado”?

Setenta alunos da Escola Alemã de quarentena em casa devido a um contágio

Cerca de 70 alunos do pólo de Lisboa da Escola Alemã estão desde esta segunda-feira em casa de quarentena preventiva, depois de, no sábado, os responsáveis da escola terem conhecimento de que um dos alunos estava contaminado com a covid-19.

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