Category: Rui Cardoso

Há qualquer coisa que não me está a “soar” bem nesta história

Seja de que lado for algo está a acontecer de esquisito

A escola exige um atestado que a mãe não consegue e a Delegada de Saúde não passa? Isto cheira a esturro em algum lado, só não sei de que lado vem o cheiro…

“Uma criança ou adulto que cumpre período de quarenta, está assintomática e tem teste negativo pode voltar tranquilamente à sua escola”.

Gabriel, aluno do 9.º ano, impedido de entrar na escola mesmo com teste negativo à covid-19

m aluno do 9.º ano de uma escola de Lisboa está a ser impedido de entrar no estabelecimento de ensino depois de ter tido covid-19, apesar de a mãe já ter apresentado o resultado negativo do teste.

Gabriel não vai às aulas há mais de três semanas, tendo perdido o contacto com os professores, colegas e com as matérias que estão a ser dadas. “Pedi que me fossem enviando trabalhos para ele poder ir acompanhando, mas nada. Hoje tinha um teste de Físico-Quimica e não o fez”, contou à Lusa Judith Soares, mãe do rapaz de 14 anos.

O processo de envio de informação para as escolas, por parte das entidades de saúde, está a demorar cerca de uma semana, contou a mãe do aluno, para explicar os esforços que está a fazer para o Gabriel poder regressar à escola.

O aluno teve covid-19 mas o teste de despistagem já veio confirmar que está curado. A mãe enviou, na semana passada, os resultados laboratoriais para a diretora de turma da Escola EB23 Luís de Camões, que respondeu dizendo que o aluno só entra nas instalações com um “atestado de cura”.

“Fico contente pelas vossas melhoras mas atenção que o Gabriel só pode regressar à escola acompanhado de um atestado de cura passado pelo médico. Não é suficiente o resultado do teste”, respondeu a diretora de turma numa troca emails a que a Lusa teve acesso.

A mãe contactou o Centro de Saúde, ligou para o SNS24, tentou contactar a médica de família, mas todos os que responderam ao seu pedido de ajuda disseram que bastava o resultado do teste e que não iriam passar qualquer declaração.

Judith voltou então a avisar a diretora que não tinha nenhum atestado e que a médica do centro de saúde tinha dito que a escola tinha de receber o aluno com o teste negativo.

Mas a escola manteve a posição de não permitir a entrada de Gabriel. A Lusa contactou hoje a direção do agrupamento de escolas, que se mostrou indisponível para esclarecer o assunto.

Na segunda-feira, a Lusa questionou a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, que reafirmou o que as restantes autoridades de saúde já tinham dito: “Uma criança ou adulto que cumpre período de quarenta, está assintomática e tem teste negativo pode voltar tranquilamente à sua escola”.

A pandemia de covid-19 trouxe novas regras para dentro dos recintos escolares. Cada escola teve de se preparar para a eventualidade de surgir um surto e, para isso, desenhou um plano de contingência.

O Plano de Contingência do Agrupamento de Escolas Luís de Camões define que as pessoas são consideradas curadas quando apresentam ausência completa de febre e sem outros sintomas durante três dias consecutivos ou então quando apresentam teste laboratorial negativo. “Após determinação de cura e indicação da Autoridade de Saúde Local, a pessoa pode regressar ao estabelecimento de ensino”, refere o documento.

Judith esteve presencialmente na escola na segunda-feira para falar com os responsáveis e arranjar uma solução para que o filho regressasse à escola. Mas, mais uma vez, não conseguiu. “Ninguém quer saber. Uma pessoa sente-se sozinha, sem saber a quem recorrer”, desabafou.

Os serviços de saúde estão assoberbados com trabalho, não recebem as pessoas sem marcação prévia, não atendem os telefones e têm as caixas de email cheias, contou à Lusa.

Do lado das escolas, impera o medo do desconhecido. Mas, para Judith, o mais grave é a forma como tratam pais e alunos.

Há quatro semanas, a 21 de setembro, Judith avisou a direção escolar que ela e o marido estavam com sintomas covid e, por precaução, não iriam enviar o filho para a escola. “Não queria expor ninguém a este perigo. O Gabriel tem uma colega que é grupo de risco, porque é diabética, e nunca poderia mandá-lo para a escola”, explicou.

Quando os resultados dos testes chegaram, confirmaram-se os piores receios: Os pais estavam contaminados. Poucos dias depois também Gabriel recebeu o teste positivo à covid-19.

Judith avisou a diretora de turma. Antes, tinha alertado os pais da turma do Gabriel, através do grupo que criaram no whatapp. “Fiz o que gostaria que fizessem comigo, que foi avisar para estarem atentos a eventuais sintomas”, explicou.

A Lusa falou com outros pais que agradeceram a preocupação da mãe de Gabriel. Mas, segundo Judith, nem todos aplaudiram a iniciativa: “O diretor da escola ligou-me a destratar-me, a dizer que eu tinha lançado o pânico na escola”, contou.

Judith lamenta também que nunca ninguém na escola tenha ligado para saber se Gabriel estava melhor. Já ao pedido para que os professores enviassem as matérias que estavam a ser dadas nas aulas, Judith diz só ter recebido uma resposta da diretora de turma.

Hoje, o Gabriel tinha um teste de Físico-Quimica que foi impedido de fazer. A mãe recorda que no passado ano letivo as aulas presenciais foram suspensas em março e, até ao final do ano, os alunos da Luís de Camões “tiveram pouco acompanhamento” por parte dos professores.

Neste novo ano letivo, a maioria das escolas está a aproveitar as primeiras semanas de aulas para recuperar e consolidar matérias que não foram dadas no ano passado. Judith sente que o seu filho “está a ser prejudicado” por um problema que os ultrapassa.

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Orçamento de Estado para a Educação

 

Área da EDUCAÇÃO:

  • Disponibilização de 3 300 professores para tarefas específicas de recuperação e consolidação das aprendizagens, beneficiando o alargamento do programa de tutorias e o reforço dos projetos pedagógicos das escolas públicas.
  • Disponibilização de 900 técnicos de intervenção, incluindo psicólogos, mediadores, animadores, assistentes sociais e terapeutas, no âmbito dos novos Planos de Desenvolvimento Pessoal, Social e Comunitário das escolas públicas.
  • Reforço de 5000 assistentes operacionais nas escolas públicas no ano letivo de 2020/2021. Ao reforço de 500 assistentes operacionais já contratados antes do inicio do ano letivo soma-se a contratação de 1500 profissionais para fazer face a necessidade decorrentes da pandemia, a que se juntará o lançamento de concursos para a contratação de mais de 3000 profissionais (a titulo definitivo) em consequência da revisão da portaria dos ratio dos assistentes operacionais.
  • Disponibilização de computadores, conetividade e recursos educativos digitais a alunos e professores das escolas públicas, ao longo do ano letivo 2020/2021, no âmbito da “Escola Digital” prevista no Programa de Estabilização Económica e Social.
  • Lançamento de um programa de modernização do ensino profissional, incluindo o seu reequipamento e a criação de novas vias de ensino e formação especializada nos setores tecnológico, digital, industrial e agrícola.
  • Investimento na modernização da rede escolar pública, quer através da continuação do programa de requalificação de mais de 500 escolas, incluindo parcerias com os Municípios, quer no âmbito da erradicação do amianto em escolas, que possibilitará a remoção deste material em mais de 600 escolas públicas.

 

 

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Audiência Parlamentar S.TO.P

 

Colegas, como é público, o S.TO.P. entregou em julho passado uma petição pela REDUÇÃO DO NÚMERO DE ALUNOS POR TURMA, pelo REJUVENESCIMENTO DA CLASSE DOCENTE e pela DIGNIFICAÇÃO DO PESSOAL NÃO DOCENTE nas Escolas. https://sindicatostop.pt/peticao-entregue-com-111-do…/
Apesar de apenas nos terem enviado a informação sobre o dia/hora da audiência esta sexta-feira dia 9 de outubro (que contrasta em muito com a antecedência com que outras petições que conhecemos foram avisadas) iremos estar presentes.
O que se vive atualmente nas escolas só reforça ainda mais a pertinência do que esta petição defende. A audição será amanhã, terça, às 15h30 e, normalmente, este tipo de audição passa em direto no canal parlamento.
CONTINUAREMOS A DEFENDER JUSTIÇA E RESPEITO PARA TODOS QUE TRABALHAM E ESTUDAM NAS ESCOLAS!

 

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Mais 3000 AO’s com revisão dos rácios

 

Mais três mil funcionários vão chegar às escolas com a revisão da portaria dos rácios

A estimativa consta da versão preliminar da proposta de lei de Orçamento de Estado para 2021.

Falta de assistentes operacionais tem sido uma queixa recorrente NELSON GARRIDO

O número de funcionários das escolas vai ser reforçado, a partir de Janeiro de 2021, em mais três mil na sequência da revisão da portaria dos rácios. A estimativa consta da versão preliminar da proposta de lei de Orçamento de Estado para 2021.

 

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OE 2021. Educação tem mais 7,1% para gastar

 

Depois de um muito tímido aumento de 1% no ano passado, a proposta do Orçamento do Estado para a Educação para 2021 contempla um reforço de verbas de 7,1%, comparando o total da despesa consolidada estimada para este ano e a prevista para o próximo.

 

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Lista atualizada de escolas em que se registaram casos de covid-19 (FENPROF)

 

Aguiar da Beira AE de Aguiar da Beira
Albufeira AE Albufeira Poente
Alfândega da Fé EB 2.3/S de Alfândega da Fé
  JI da Santa Casa da Misericórdia de Alfândega da Fé
Almada Escola Secundária Anselmo Andrade
Almeida AE de Almeida
Amarante Externato Vila Meã
Aveiro EB 2.3 Rio Novo do Príncipe (Cacia)
Barcelos EB 2.3 Abel Varzim
Centro Infantil de Barcelos
Belmonte EBS Pedro Álvares Cabral
Braga AE D. Maria II
EB1 de São Mamede
Colégio Luso Internacional de Braga
EB de Lamaçães
EB de Tenões
EB 2,3 de Ribeira do Neiva
JI Agrupamento de Escolas de Moure e Ribeira do Neiva
Bragança AE Emídio Garcia
Cantanhede EB 2.3 de Cantanhede
Cascais St. Julian’s School (Carcavelos)
Colégio Marista (Carcavelos)
AE São João do Estoril
EB 2.3 da Galiza
Escola Secundária Cidadela
Castelo Branco Escola Secundária Nun’Álvares
Infantário Jacqueline Albert (Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco)
ETEPA – Escola de Tecnologia Profissional Albicastrense
EB1 da Granja, Agrupamento de Escolas Amato Lusitano
Castelo de Vide JI do AE de Castelo de Vide
Castro Marim AE de Castro Marim

 

Cinfães EB 2.3 de Cinfães
Coimbra EB1 Solum Sul
Escola Secundária da Quinta das Flores
Centro de Bem-Estar Infantil do Movimento de Casais de Santa Maria
AE Rainha Santa Isabel (EB1 de Sargento-Mor)
Escola Secundária Avelar Brotero
Covilhã Escola Secundária Frei Heitor Pinto
Escola Secundária Campos Melo
Cuba AE de Cuba
Entroncamento JI da Zona Verde
Escola Secundária do Entroncamento
Espinho JI da EB1 n.º 3
  AE Gomes de Almeida
  AE Manuel Laranjeira
Évora AE Manuel Ferreira Patrício
Faro Escola Secundária Pinheiro e Rosa
EB 2.3 Afonso III
AE João de Deus
Felgueiras Centro Escolar da Lixa
Escola Secundária da Lixa
Figueira da Foz JI do Centro Escolar da Marinha das Ondas (AE de Paião)
Fundão Escola Secundária do Fundão
Gondomar Colégio Paulo VI
EB 2.3 Júlio Dinis
EB 2.3 Marques Leitão
Guarda Escola Secundária Afonso de Albuquerque
Guimarães Escola Secundária Francisco de Holanda
EB 2.3 Egas Moniz
EB 2.3 Caldas das Taipas
Escola Secundária Martins Sarmento
Colégio Nossa Senhora da Conceição

 

Lagos JI da Ameixeira (AE Gil Eanes)
EB das Naus (AE Gil Eanes)
Leiria Escola Secundária Afonso Lopes Vieira
EB2.3 D. Dinis
EB1 Marrazes (AE de Marrazes)
Escola Profissional de Leira
Lisboa Colégio do Planalto
EB1/JI das Laranjeiras
Escola Alemã
Colégio Mira Rio
AE das Olaias (JI do Armador)
Escola Artística António Arroio
AE de Santa Maria dos Olivais
Escola Básica Nuno Gonçalves
Escola Básica Antónia Palla
Escola Secundária Luisa Gusmão
Escola Básica e Secundária Gil Vicente
Escola Secundária Pedro Nunes
Loures EB Luís Sttau Monteiro
Colégio Bartolomeu Dias (Santa Iria de Azoia)
EB 2.3 Mário de Sá Carneiro (Camarate)
Lourosa JI de Fonte Seca
EB1 de Fonte Seca
Lousada Centro Escolar de Lustosa
EB 2.3/S de Lustosa
AE Lousada Este
Escola Secundária de Lousada
Lousã EB2 da Lousã
Mafra JI de Venda do Pinheiro
EB2.3 de Venda do Pinheiro
AE Bento Franco (Ericeira)

 

  AE Armando Lucena (Malveira)
EB Dr. Sanches de Brito
Marco de Canavezes Jardim de Infância de Alpendurada
Marvão JI de Santo António das Areias (AE Marvão)
Matosinhos Escola Secundária da Senhora da Hora
Escola Secundária da Boa Nova
Mogadouro AE Mogadouro
Monção AE de Monção
Montemor-o-Novo EB 2.3 de Montemor-o-Novo
Odemira EB1 de Odemira
Oeiras Escola Secundária Luís Freitas Branco (Paço de Arcos)
Olhão JI de Moncarapacho
Ourém Escola Secundária de Ourém
Paços de Ferreira ES Paços de Ferreira
Escola Básica e Secundária de Freamunde
Palmela Escola Secundária de Palmela
Paredes de Coura AE de Paredes de Coura
Penafiel ES Penafiel
Penedono EB 2.3 de Penedono
Ponte de Lima AE António Feijó
Portalegre Escola Secundária Mouzinho da Silveira
Portimão AE Eng. Nuno Mergulhão
AE Poeta António Aleixo
EB Coca Maravilhas
Porto Colégio Eurythmia
Liceu Francês
Colégio de Nossa Senhora do Rosário
Escola Secundária Clara de Resende
Escola Secundária Carolina Michaellis
Escola Secundária Garcia da Orta
Escola Secundária Aurélia de Sousa

 

Póvoa de Varzim Centro Social Bonitos de Amorim
Santa Maria da Feira AE Paços de Brandão
Santarém AE Ginestal Machado
AE Alexandre Herculano
JI de Gançaria
Santo Tirso AE D. Dinis
Seia AE Guilherme Correia de Carvalho
Sesimbra EB 2.3 Navegador Rodrigues Soromenho
Escola Secundária de Sampaio
Escola Básica de Sampaio
Setúbal EB 1.2 Brejoeira
EB 22.3 José Maria dos Santos
Sintra Escola Secundária de Leal da Câmara (Rio de Mouro)
AE Miguel Torga
EB nº 2 da Rinchoa
Escola Básica e Secundária Padre Augusto Neto (AE Queluz-Belas)
EB 2.3 Professor Galopim de Carvalho (AE Queluz-Belas)
EB1 nº 2 de Queluz (AE Queluz-Belas)
Trancoso AE de Trancoso
Tavira Escola Secundária Jorge Augusto Correia
Tomar Escola Secundária Jácome Ratton
Torres Novas EB1 de Santa Maria
Vale de Cambra AE de Búzio
Valença AE Muralhas do Minho
Valongo AE Vallis Longus
AE de Alfena
Escola do Calvário
Viana do Castelo AE de Monserrate
Vila do Conde AE Frei João
AE D. Afonso Sanches
Vila Nova de Famalicão EB de Gavião

 

  AE D. Maria II
Vila Nova de Gaia EB Dr. Costa Matos
AE de Canelas
AE da Madalena (EB Marmoiral)
ES Carvalhos
AE D. Pedro I
EB 2,3 Escultor Fernandes de Sá
Vila Nova de Paiva AE de Vila Nova de Paiva
JI de Vila Cova à Coelheira
Vila Real AE Diogo Cão (EB do Prado, Ferreiros)
Vila Real de Santo António AE D. José I
AE de Vila Real de Santo António
Viseu Escola Secundária de Viriato
EB 2.3 Infante D. Henrique
Centro de Apoio a Deficientes de Santo Estêvão
Escola Profissional Mariana Seixas
Vizela EB de Caldas de Vizela
Agrupamento de Escolas de Ínfias

 

 

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Orçamento do Estado para 2021

 

As Propostas de Lei n.º 61/XIV – Aprova o Orçamento do Estado para 2021 e n.º 60/XIV – Aprova a Lei das Grandes Opções para 2021-2023 foram entregues pelo Ministro de Estado e das Finanças ao Presidente da Assembleia da República, no dia 12 de outubro, ato que marca o início do processo orçamental no Parlamento.

 

 

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Como criar uma bolsa de professores para alunos de risco e em isolamento profilático

 

No contexto da Resolução do Conselho de Ministros n.º 53 -D/2020, de 20 de julho, que veio estabelecer medidas excecionais de organização e funcionamento dos estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, incluindo escolas profissionais, no ano letivo 2020/2021, que garantam a retoma das atividades educativas, letivas e não letivas, e formativas, em condições de segurança para toda a comunidade educativa. Tendo determinando, a referida Resolução do Conselho de Ministros, o regime presencial como regime regra, torna-se necessário, no contexto desta pandemia, estabelecer um conjunto de medidas de apoio educativo a prestar aos alunos que, de acordo com as orientações da autoridade de saúde, devam ser considerados de risco ou em isolamento profilático e que, fiquem impedidos de assistir às atividades letivas e formativas presenciais em contexto de grupo ou turma. O Despacho n.º 8553-A/2020, de 4 de setembro, veio estabelecer essas medidas para os alunos considerados de risco, mas interessa garantir a sua operacionalização, não só para estes alunos, mas também para os que poderão ser alvo de isolamento profilático, de forma a que os alunos venham a usufruir de um processo de aprendizagem fluido e inclusivo, fazendo uso de mecanismos de promoção da igualdade e equidade, concebendo respostas escolares específicas que mitiguem as desigualdades, com vista a que todos os alunos alcancem as competências previstas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, com um acompanhamento sistemático por parte de um corpo docente estável e que abranja todas as disciplinas do currículo.

Neste sentido, propõe-se:

  1. O acompanhamento desses alunos será coordenado por um (ou mais) Agrupamento de Escolas de referência a nível distrital ou local, sendo um docente a prestar funções no mesmo nomeado como coordenador de Ensino a Distância (E@D).
  2. A organização do acompanhamento destes alunos será realizada em grupos turma/ano com um máximo de 15 alunos. Os alunos abrangidos pelo Dec. Lei 54/2018 serão acompanhados em contexto de turma pelo professor titular/disciplina e por docente da EMEI.
  3. O acompanhamento dos alunos será realizado através de plataformas que permitam o ensino a distância de forma síncrona e assíncrona.
  4. A cada aluno será atribuído um email com domínio do Agrupamento de Escolas de referência para aceder à plataforma de forma segura e que será inativado aquando do retorno ao ensino presencial.
  5. O acompanhamento será realizado em horário a definir para cada ano/grupo/turma salvaguardando a não distribuição de carga horária em horário das aulas ministradas através do #EstudoEmCasa para cada ano.
  6. Os horários dos grupos/turma e dos docentes serão elaborados pelo Agrupamento de Escola de referência.
  7. A carga horária será, sempre que possível e na existência de docentes em número suficiente, idêntica ao ensino presencial, através de momentos síncronos (um mínimo de 60% da carga horária da disciplina) e momentos assíncronos (um máximo de 40% da carga horária da disciplina).
  8. O ano/grupo/turma seguirá uma planificação das aprendizagens a ser elaborado pelo Agrupamento de Escolas de referência.
  9. Os docentes a ministrar o E@D serão, preferencialmente, docentes considerados de risco e que disso façam prova através de declaração médica, da área geográfica definida da coordenação do E@D. Em caso de não serem em número suficiente ou não abranjam todas as disciplinas do currículo serão destacados docentes em mobilidade por doença (MPD) pelo próprio a quem não tenha sido atribuída turma ou que tenham no seu horário disponibilidade de horas letivas.
  10. Os docentes devem cumprir o horário em E@D no respetivo Agrupamento de Escolas que deverá facultar os meios técnicos e materiais para o efeito.
  11. O coordenador do E@D assegurará o bom funcionamento do E@D, a estrita cooperação entre Agrupamentos de Escolas e docentes. Assegurará, também, a manutenção da plataforma de E@D, a entrada e saída de alunos do regime E@D em comunicação com os encarregados de educação e Agrupamentos de Escola de proveniência.
  12. O coordenador elaborará um Plano de E@D a aplicar aos diversos níveis de ensino.

 

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Bücherverbrennung ou a queima dos livros no Reino Unido

 

Bücherverbrennung ou a queima dos livros no Reino Unido

O Governo britânico baniu das escolas todos os livros e materiais escolares associados à promoção do fim do capitalismo. Assim sendo, nas escolas não se deve ensinar ou promover princípios opostos a uma economia cujo objecto único e primordial é a obtenção de lucro, de capital.

Ler mais aqui

 

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A necessidade de uma estratégia clara – José Eduardo Lemos

 

 

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CM de Gondomar intercede e Escola de Valbom abre amanhã

 

Comunicado sobre a Escola Básica Marques Leitão

No dia em que foi conhecida a decisão de encerrar a Escola Básica Marques Leitão, em Valbom, alegadamente por falta de funcionários, o Município de Gondomar esclarece que:

1 – No decorrer de todo o processo de tomada de decisão quanto ao encerramento da escola supramencionada, a Câmara Municipal de Gondomar esclarece que não foi contactada;

2 – Ainda na passada sexta-feira, dia 9 de outubro, o Presidente da Câmara Municipal de Gondomar, Marco Martins, e a Vereadora da Educação, Aurora Vieira, reuniram com todos os diretores de agrupamento;

3 – A Câmara Municipal de Gondomar, tendo tomado conhecimento da decisão ao início da noite, estabeleceu contacto, de imediato, com o Delegado Regional da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEST) e a Diretora do Agrupamento Escolar, no sentido de garantir o seu normal funcionamento, dentro das regras da segurança, dando assim resposta às necessidades das famílias;

4 – A Escola Básica 2/3 Marques Leitão abrirá amanhã para todas as turmas;

5 – A Câmara Municipal de Gondomar manterá o contacto direto com o delegado regional e o agrupamento escolar, acompanhando novas informações que possam surgir.

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Escola de Valbom não abre amanhã

A falta de funcionários por isolamento profiláticas é a causa é a bolsa de AO’s não funciona.

Escola em Gondomar fecha na segunda-feira por falta de funcionários

Em comunicado dirigido aos encarregados de educação, a direção explica que, na segunda-feira, vai contar com menos três funcionários, que cumprem então o terceiro e último dia de isolamento, por instrução da linha de Saúde 24.

Com este défice de pessoal faltam “condições mínimas de segurança que permitam o normal funcionamento das atividades letivas”, sublinha a nota.

O município de Gondomar, no distrito do Porto, regista 1289 casos confirmados de infeção pela covid-19, de acordo com dados da Direção-Geral de Saúde reportados a sábado.

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E os Profissionais da Educação Não Têm Fé na Lixívia – Paulo Prudêncio

 

E os Profissionais da Educação Não Têm Fé na Lixívia

Surpreendi-me com o regresso às aulas. Parecia-me sensato um modelo gradual para salvar vidas e proteger a saúde e a economia. Somos um país com turmas e escolas numerosas e sabe-se que uma turma de 20 contacta com 800 pessoas em 48 horas (e uma de 30 com 1200). Como detalhei noutro texto, turnos de semana sim, semana não, e intervalos descentrados, reduziriam a frequência para números civilizados: uma escola de 1000 alunos nunca teria mais de 250, os espaços fora da sala de aula registariam 15 a 60 e existiriam entradas e saídas faseadas nas escolas; é que é crucial prever o congestionamento no exterior e nos portões de acesso. É óbvio que milhares de jovens a conviver, dentro e fora da escola, contrariam qualquer teoria das bolhas e transportam (nos dois sentidos) o vírus para as famílias e para o tais festejos tradicionais; e são, quase garantidamente, assintomáticos com elevada capacidade de contágio, com a agravante de se saber (Johan Giesecke) que o “distanciamento físico é mais importante do que usar máscara” (o que não contraria, obviamente, a importância da máscara). Apesar da impreparação para tempos tão difíceis que justifica todas as pedagogias, não adianta culpar os miúdos e quem os educa pelas previsíveis e inevitáveis aglomerações.

Resta-nos o recurso à boa disposição e à experiência de pertencer à profissão mais devassada da história mediática. Aliás, atenuam-se os números porque os profissionais da educação não tem fé na lixívia. Cumprem rigorosamente os procedimentos. Os que estão horas a fio em salas apinhadas, fazem fé na falta de comparência do vírus já que não se prevê a ingestão diária de cocktails a 3000 euros a dose, depois do suportado pela ADSE, como imaginam os crédulos.

 

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Professores com pensão de 750€

 

 

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Estamos em constante reeducação. Por Nelson da Silva Martins

 

Estamos em constante reeducação

O regresso às aulas presenciais está de volta. Na bagagem cabem seis meses de ausência, de compreensão, de confiança, de criatividade, de esperança, de estímulos, de generosidade, de profissionalismo, de orientações, de irreverência, de reinvenção, de socialização, de tolerância… Porém, a incerteza, a insegurança e o medo ocuparão imenso espaço neste reinício escolar!
Ao longo dos trinta e três anos de prática letiva, dos quais dezassete a repartir-me entre a lecionação e a gestão e administração, fica-me a certeza de que a escola pública é, numa sociedade democrática e respeitadora, a alavanca em quem muitíssimos depositam esperanças num mundo melhor. Porém onde muitos, puxando cada um para a sua corporação e umbigo, tentam desvirtuar o seu princípio basilar de fortalecimento de valores e de busca de conhecimentos, de respeitar e fomentar a individualidade; contudo colocando-a ao serviço do respeito e da tolerância pelo semelhante.
Se, entre nós e durante séculos esse papel coube à igreja católica e às comunidades rurais e de bairro, nas últimas décadas tem cabido à escola o papel agregador de tradições, de difusor de conhecimentos, de socialização entre os pares e nas próprias unidades familiares. De forma simples e direta: se há comportamentos que urge mudar, usa-se a escola como instrumento difusor ou de discussão! A visão de escola que enquista muitas cabeças é a contradição entre uma instituição privilegiada e prepotente, rigorosa e repressora ou uma libertina e desregrada… A escola, sendo a amostra da sociedade é também um laboratório de ideias e de práticas que, neste tempo que perdurará nos anais da história, estará sob todos os olhares. Daqueles que esperam, dos que exigem, dos que antecipam desgraças, dos que anseiam milagres. Todavia, toda a sociedade estará fisicamente na escola na segunda quinzena de setembro. Os que tentaram resguardar-se de um vírus invisível e insonoro, mas também dos que andaram por aí aos magotes… Se “uma andorinha não faz a Primavera”, ou como escreveu Nietzsche “aquilo que não me mata só me fortalece”, sou mais apologista de Sun Tzu, defendendo que “a suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar”. Contudo, se baixarmos os braços findamos! Não! Começaremos a vencer a pandemia quando não cedermos à tirania do medo e a combatemos com a cautela de algum distanciamento. Venceremos com o respeito que devemos a todos e em especial àqueles que no aconchego familiar queremos abraçar, se usarmos a máscara mas também se formos coerentes entre o que apregoarmos e o que faremos.
Tempos difíceis? Não! Muito mais do que isso… Diferentes!…pelas aprendizagens, pelo cumprimento básico de regras de sã convivência, pela readaptação criativa, pelo alerta constante, pela sensibilização e tolerância, pela manutenção dos afetos e pela repulsa à promiscuidade… Duma assentada todos esperam que a escola resolva os problemas sociológicos do saber estar, do saber respeitar, do saber confiar para podermos continuar… Chiça! A escola terá de ter a receita para evitar a catástrofe económica e promover a confiança, caldeando quantidades adequadas de cidadania e de bom senso para combater a maior de todas as inseguranças, o medo que amarra, desespera e entrega a outros a liderança do nosso destino individual!
Se algo aprendi em cinco décadas na escola é que estamos em constante reeducação!

Nelson da Silva Martins

 

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Negociações fechadas. Não há aumentos a não ser para o salário mínimo…

 

O secretário de Estado da Administração Pública, José Couto, deu  por fechadas as negociações com os sindicatos sobre aumentos salariais para 2021, não estando previstas atualizações além da do salário mínimo. Mas acrescentou que o processo orçamental «ainda agora começou» no Parlamento. «Em sede orçamental, o que está previsto neste momento é um aumento do salário mínimo nacional, com influência sobre a base remuneratória da administração pública», disse José Couto.

Em vez do aumento vão-nos fazer crer que nos aumentaram. Descendo a retenção mensal de IRS vão nos dar a sensação que estamos a receber mais, mas depois acertam as contas em 2022. Vamos receber menos reembolso do IRS ou ter que pagar. Chama-se a isto engenharia financeira…

Ainda vamos ouvir muitas vezes que em 2021 os rendimentos dos funcionário públicos aumentaram…

 

 

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S.TO.P. desafia DGS a visitar Escolas do país real

 

“Exma. Sra. Diretora-Geral da DGS,

perante as suas recentes declarações de que os “Alunos devem ser separados ao máximo nas Escolas” vimos por este meio informar que:
1. foram as orientações da própria DGS para as Escolas no presente ano letivo da “distância de 1 metro se possível”. Isto, infelizmente, tem permitido que muitas turmas continuem com 28 ou mais alunos e por consequência alunos sem qualquer distância, lado a lado, dentro de salas de aula (espaços fechados);
2. a DGS e o Ministério da Educação (ME) continuam a não responder à interpelação do S.TO.P. em inícios deste agosto sobre qual o fundamento científico para que as escolas tenham orientações completamente diferentes dos outros sectores profissionais na atual pandemia. Relembramos que para as escolas a distância a cumprir é de 1 metro “se possível” (o que tem permitido tudo) em contraste com o mínimo de 2 metros nos restantes sectores;
3. neste momento e com conhecimento da DGS e do ME, impera uma espécie de “lei da rolha” sobre muitas das Escolas onde surgiram casos comprovados da COVID-19. Temos conhecimentos de vários casos comprovados que não chegam à comunicação social. Relembramos que isso representa um perigo para a saúde pública na medida que a maioria dos alunos infetada não irá manifestar qualquer sintoma mas será um agente de propagação (representando um grande perigo para os grupos de risco da sua família e também dos Profissionais da Educação envelhecidos).
Nesse sentido consideramos incompreensíveis as referidas afirmações porque precisamente pelas próprias orientações da DGS é que nas Escolas os alunos não têm conseguido “estar separados ao máximo”.
O S.TO.P. desafia-a a visitar as Escolas do país real onde infelizmente continua a ser normal encontrarmos turmas com 28 ou mais alunos.”

 

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ME sacode a água do capote quanto à falta de professores

A solução para os professores de risco está ao virar da esquina. Eles querem dar aulas, mas ninguém se atreve a dar um passo em frente para resolver o problema de muitos alunos e constituir a tal bolsa de professores para E@D. Os diretores já pediram uma solução, mas ela tarda em ser divulgada.

Mais uma coisa. Os professores sempre recusaram horários, não é por causa da pandemia que tal acontece. Pode ter aumentado, mas a percentagem não será assim tão anormal como querem crer que pareça.

Ministério da Educação admite que substituição de professores está a ser difícil

 

 

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Comunicado: Problemas persistem e Ministro da Educação continua ruidosamente ausente

 

Na reunião de Comissão Permanente da Direção realizada neste dia 8 de outubro, os dirigentes do SPZC fizeram uma análise profunda e ponderada da situação da educação neste início de mais um ano letivo.

Os participantes foram unânimes em considerar que o Ministério da Educação (ME) teima em fechar-se no silêncio da inoperância e da irresponsabilidade. Exemplo desse distanciamento em relação aos problemas é a ausência gritante do titular da pasta da Educação.

A tutela continua a não dar resposta a questões prementes sobre as reivindicações que têm vindo a ser apresentadas, muitas delas suscitadas no quadro do anterior Governo, que já tinha como responsável na Educação Brandão Rodrigues. Os assuntos que necessitam de uma resposta urgente e justa repartem-se pela aposentação dos educadores e professores, a contagem do tempo de serviço, a resposta às situações dúbias de avaliação do desempenho docente e progressão na carreira, a clarificação das componentes letiva e não letiva e no combate à precaridade.

Constata-se nas escolas um clamoroso desconforto dos professores que pertencem a grupos de risco, pois continuam sem a devida clarificação do enquadramento legal para justificar as suas eventuais ausências. Também a nível do Ensino Superior, politécnico e universitário, grassa a falta de resposta para com os docentes nas mesmas circunstâncias de saúde pessoal. Ainda no campo das condições de segurança sanitária, não é entendível a discriminação que é tida para com as escolas do Ensino Artístico, Particular e Profissional no acesso ao equipamento de proteção individual e recursos similares. Recorde-se que muitas destas escolas dão uma resposta pública na área geográfica em que se encontram, ou seja, suprimem necessidades que não são satisfeitas pelas escolas do ensino público.

A principal tónica das intervenções das mais de duas dezenas de dirigentes que intervieram respeitou à preocupação séria pelo rejuvenescimento e pela falta de atratividade pela carreira docente, que está a originar nos dias que correm uma clara falta de educadores e professores no sistema. Os indicadores apontam para que esta situação se agrave no horizonte próximo. A falta de docentes a curto e médio prazo vai assumir contornos de enorme gravidade, lesando seriamente a qualidade da educação.

Coimbra, 8 de outubro de 2020

 

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Já vamos em 28 surtos activos em escolas

 

Há 28 surtos activos de covid-19 em escolas com 175 casos positivos

Federação Nacional dos Professores revelou uma lista de 140 escolas que já tiveram ou têm casos de covid. Ministra da Saúde diz que estão a falar de números e datas diferentes.

“Existem 28 surtos nas escolas portuguesas, 175 casos confirmados”, disse esta sexta-feira a directora-geral da Saúde, na conferência de imprensa de balanço da pandemia em Portugal. “Não quer dizer que não existam casos isolados que dêem origem a contactos que vão para isolamento”, afirmou Graça Freitas, salientando que quer se trate de surtos ou casos isolados as medidas aplicadas são as mesmas.

 

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Governo diz que será dificil aumentar a função pública

Quem pagará a crise serão os mesmos. Os enfermeiros do particular já chegaram a acordo com os patrões para um aumento médio de 1,5%… Os funcionários públicos verão, novamente, o seu poder de compra baixar. Isto é que é motivação…

O Governo voltou a não apresentar proposta de aumentos salariais para a função pública, na segunda e última reunião com os sindicatos, esta sexta-feira, passando a mensagem de que esse caminho “será difícil”, adiantou a Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap).

“O que o Governo nos disse é que há uma situação económica muito difícil”, disse secretário-geral da Fesap, José Abraão aos jornalistas, no final da reunião com o secretário de Estado da Administração Pública, José Couto, no Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública.

 

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A lista de escolas com casos COVID 19 da Fenprof

Neste momento, a FENPROF já identificou e confirmou a existência de casos de Covid-19 nos seguintes 122 estabelecimentos (106 públicos e 16 privados), distribuídos por 66 concelhos:

Bragança:

  1. AE Emídio Garcia

Vila Real:

  1. AE Diogo Cão (EB do Prado, Ferreiros)

Valença:

  1. AE Muralhas do Minho

Monção:

  1. AE de Monção

Ponte de Lima:

  1. AE António Feijó

Viana do Castelo:

  1. AE Monte da Ola; AE de Paredes de Coura;
  2. AE Santa Maria Maior;
  3. AE de Monserrate

Braga:

  1. AE D. Maria II;
  2. EB1 de São Mamede;
  3. Colégio Luso Internacional de Braga;
  4. EB de Lamaçães;
  5. EB de Tenões

Famalicão:

  1. EB de Gavião

Guimarães:

  1. Escola Secundária Francisco de Holanda;
  2. EB 2.3 Egas Moniz;
  3. EB 2.3 Caldas das Taipas

Barcelos:

  1. EB 2.3 Abel Varzim;
  2. Centro Infantil de Barcelos

Felgueiras:

  1. Centro Escolar da Lixa;
  2. Escola Secundária da Lixa

Lousada:

  1. Centro Escolar de Lustosa;
  2. EB 2.3/S de Lustosa;
  3. Escola Secundária de Lousada

Lourosa:

  1. JI de Fonte Seca;
  2. EB1 de Fonte Seca

Marco de Canavezes:

  1. Jardim de Infância de Alpendurada

Santo Tirso:

  1. AE D. Dinis

Póvoa de Varzim:

  1. Centro Social Bonitos de Amorim;
  2. Colégio de Amorim

Vila do Conde:

  1. AE Frei João;
  2. AE D​. Afonso Sanches

Porto:

  1. Colégio Eurythmia;
  2. Liceu Francês;
  3. Colégio de Nossa Senhora do Rosário;
  4. Escola Secundária Clara de Resende;
  5. Escola Secundária Carolina Michaellis;
  6. Escola Secundária Garcia da Orta;
  7. Escola Secundária Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves (Valadares)

Vila Nova de Gaia:

  1. EB 2.3 Teixeira Lopes;
  2. AE de Canelas;
  3. AE da Madalena (EB Marmoiral);
  4. EB Dr. Costa Matos

Vizela:

  1. EB de Caldas de Vizela

Matosinhos:

  1. Escola Secundária da Senhora da Hora;
  2. Escola Secundária da Boa Nova

Valongo:

  1. AE Vallis Longus;
  2. Escola do Calvário

Gondomar:

  1. Colégio Paulo VI

Espinho:

  1. JI da EB1 n.º 3

Aveiro:

  1. EB 2.3 Rio Novo do Príncipe (Cacia)

Penedono:

  1. EB 2.3 de Penedono

Cinfães:

  1. EB 2.3 de Cinfães 

Viseu:

  1. Escola Secundária de Viriato

Vila Nova de Paiva:

  1. AE de Vila Nova de Paiva;
  2. JI de Vila Cova à Coelheira

Guarda:

  1. Escola Secundária Afonso de Albuquerque

Seia:

  1. AE de Seia

Trancoso:

  1. AE de Trancoso

Aguiar da Beira:

  1. AE de Aguiar da Beira

Belmonte:

  1. EB Pedro Álvares Cabral

Covilhã:

  1. Escola Secundária Frei Heitor Pinto;
  2. Escola Secundária Campos Melo

Castelo Branco:

  1. Escola Secundária Nun’Álvares

Fundão:

  1. Escola Secundária do Fundão

Coimbra:

  1. EB1 Solum Sul;
  2. Escola Secundária da Quinta das Flores;
  3. Escola Secundária Jaime Cortesão;
  4. Centro de Bem-Estar Infantil do Movimento de Casais de Santa Maria;
  5. AE Rainha Santa Isabel (EB1 de Sargento-Mor);
  6. Escola Secundária Avelar Brotero

Cantanhede:

  1. EB 2.3 de Cantanhede 

Lousã:

  1. EB2 da Lousã

Leiria:

  1. Escola Secundária Afonso Lopes Vieira;
  2. EB2.3 D. Dinis;
  3. Escola Profissional de Leira

Santarém:

  1. AE Ginestal Machado;
  2. AE Alexandre Herculano;
  3. JI de Gançaria

Entroncamento:

  1. JI da Zona Verde;
  2. Escola Secundária do Entroncamento

Tomar:

  1. Escola Secundária Jácome Ratton

Torres Novas:

  1. EB1 de Santa Maria

Ourém:

  1. Escola Secundária de Ourém

Lisboa:

  1. Colégio do Planalto;
  2. EB1/JI das Laranjeiras;
  3. Escola Alemã;
  4. Colégio Mira Rio;
  5. AE das Olaias (JI do Armador);
  6. Escola Artística António Arroio

Loures:

  1. EB Luís Sttau Monteiro;
  2. Colégio Bartolomeu Dias (Santa Iria de Azoia)

Mafra:

  1. JI de Venda do Pinheiro;
  2. EB2.3 de Venda do Pinheiro;
  3. AE Bento Franco (Ericeira);
  4. AE Armando Lucena (Malveira);
  5. EB Dr. Sanches de Brito

Cascais:

  1. St. Julian’s School  (Carcavelos);
  2. Colégio Marista (Carcavelos)

Sintra:

  1. Escola Secundária de Leal da Câmara (Rio de Mouro);
  2. AE Miguel Torga

Almada:

  1. Escola Secundária Anselmo Andrade

Palmela:

  1. Escola Secundária de Palmela

Sesimbra:

  1. EB 2.3 Navegador Rodrigues Soromenho

Setúbal:

  1. EB 1.2 Brejoeira;
  2. EB 22.3 José Maria dos Santos

Portalegre:

  1. Escola Secundária Mouzinho da Silveira

Castelo de Vide:

  1. JI do AE de Castelo de Vide

Cuba:

  1. AE de Cuba

Faro:

  1. Escola Secundária Pinheiro e Rosa;
  2. EB 2.3 Afonso III;
  3. AE João de Deus

Portimão:

  1. AE Eng. Nuno Mergulhão;
  2. AE Poeta António Aleixo;
  3. EB Coca Maravilhas

Lagos:

  1. JI da Ameixeira (AE Gil Eanes)

Loulé:

  1. Creche da Fundação António Aleixo (Quarteira)

Olhão:

  1. JI de Moncarapacho

Tavira:

  1. Escola Secundária Jorge Augusto Correia

Castro Marim:

  1. AE de Castro Marim

Vila Real de Santo António:

  1. AE D. José I;
  2. AE de Vila Real de Santo António

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Reserva de recrutamento n.º 5

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 5.ª Reserva de Recrutamento 2020/2021.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 12 de outubro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 13 de outubro de 2020 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

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Pré-Reforma de Professores arranca em 2021

 

 

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Escola em Lisboa com dois casos positivos não recebeu indicações da autoridade de saúde

Esqueceram-se que os Delegados de Saúde são os mesmos para um volume de trabalho muito superior…. o costume. Se der em surto a D. Graça lá o divulga…

Escola em Lisboa com dois casos positivos não recebeu indicações da autoridade de saúde sobre medidas a tomar

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O reconhecimento da falta de professores por parte da…

…subdiretora-geral da Educação!!!

“Parece que vamos deixar de ter professores”, diz subdiretora-geral da Educação

“Não tem havido investimento, nem qualquer trabalho nesta área para inverter a falta de professores” que “já faltam no sistema”, revelou Maria João Horta, numa conferência promovida pelo Conselho Nacional de Educação.

A subdiretora-geral da Educação, Maria João Horta, garante que já há falta de professores no sistema e denuncia a falta de investimento na área para inverter a situação.

“Parece que vamos deixar de ter professores em Portugal”, disse Maria João Horta, com tristeza, numa conferência promovida pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre “O digital numa pedagogia ativa e autonomizadora”.

A denúncia surge numa altura em que, em muitas escolas, três semanas depois do arranque do ano letivo ainda faltam, por um lado, professores que não chegaram a ser colocados e, por outro, docentes que já apresentaram atestados médicos.

 

 

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O 25.° surto…

 

Surto em Centro Infantil de Barcelos manda 145 crianças para casa

 

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Como, D Graça? Deito as paredes abaixo?

 

Alunos devem ser separados ao máximo nas escolas, aponta DGS

 

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Pandemia aproximou pais e professores

Pais consideram que a pandemia os aproximou mais dos professores e vice-versa

Inquérito com respostas de cerca de 23 mil pais dá conta que, com confinamento, estes passaram a valorizar mais o papel dos professores.

A pandemia de covid-19, e em especial ao confinamento a que nos obrigou, aproximaram pais e professores, esbatendo “claramente as clivagens que por vezes se sentem entre eles”. O que “terá tornado a escola mais humana, mais dependente do esforço conjunto de pais e professores e mais cooperante”. Esta é uma das principais conclusões do estudo O papel da escola na pandemia, do ponto de vista dos pais, promovido pelo projecto Escola Amiga da Criança em parceria com a Católica Porto Business School e a Faculdade de Psicologia da Universidade Católica do Porto.

A recolha de dados decorreu entre Junho e Julho, tendo sido obtidas 23.136 respostas. Os resultados do estudo serão apresentados às 18h30 desta quinta-feira no canal de Youtube da LeYaEducação. Mas pelas conclusões a que o PÚBLICO já teve acesso fica-se a saber, por exemplo, que os pais consideram que os professores têm um “papel determinante na aprendizagem dos seus filhos (4,54 numa escala de 5) e que valorizam o esforço que estes fizeram “na adaptação aos desafios que a quarentena trouxe à educação” (4,05). Indicam também que durante o confinamento “a comunicação com os professores foi regular e contínua” (4,07 numa escala de 5).

Devido à pandemia, os alunos do 1.º ciclo ao 10.º ano foram para casa em Março e já não voltaram à escola até ao final do ano lectivo. Os do 11.º e 12.º ano regressaram em meados de Maio para prepararem os exames nacionais. Durante a quarentena, 26% dos pais referem que passaram mais de duas horas por dia a apoiar os filhos nos trabalhos escolares e 40% reduziram este encargo a uma ou duas horas diárias.

E quais foram as principais dificuldades sentidas neste tempo pelos pais? Ter tempo para conciliar com todas as outras tarefas que já tinham (27%); cansaço e disponibilidade mental (19%); conciliar com o teletrabalho (15%) e com as necessidades dos vários filhos (15%).

Quanto ao tipo de apoios prestados aos filhos, destaca-se a monitorização da atenção e realização das tarefas escolas por parte dos filhos (35%) e o apoio na realização destas (27%).

Neste questionário também foi perguntado aos pais quais as principais dificuldades que os seus filhos tiveram nesta experiência de ter aulas em casa. E a principal é também uma das que mais se faz sentir, tanto em testes, como em exames: dificuldade na interpretação e compreensão (33,5% em todos os anos de escolaridade). Seguem-se-lhe a “resolução de actividades” (22,3%) e a pesquisa para a realização das mesmas (21,7%).

Por outro lado, fica confirmada a importância da presença de um adulto para que os alunos levem as suas tarefas a bom porto: só 24% dos pais dão conta de que os filhos “realizaram sozinhos as tarefas escolares”. Para 50% dos alunos, as actividades no âmbito do ensino à distância ocuparam duas a quatro horas por dia, bem menos do que nas aulas presenciais que chegam a prolongar-se por oito horas.

Talvez esta discrepância se deva, em parte, a disciplinas que ficaram ausentes do cenário. Foi o que se passou para 19% com expressão física ou motora ou com 8% no caso das ciências exactas. Em média, 15% dos pais indicam que os filhos não tiveram todas as disciplinas durante o tempo de ensino à distância.

In Público

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Vem aí a austeridade disfarçada de prosperidade

 

Fesap diz que Orçamento é de “austeridade” e degradação dos salários 

A Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap) considerou esta terça-feira, após reunião negocial com o Governo, que a proposta de Orçamento do Estado “é de austeridade” e contribuirá para a degradação dos salários na administração pública.

“Esta proposta de orçamento, que se diz que visa manter os rendimentos dos trabalhadores, é uma proposta de austeridade, que a dada altura só nos conduz a que os nossos salários continuem a ser degradados”, disse aos jornalistas o secretário-geral da estrutura sindical afeta à UGT, José Abraão.

“Vimos com uma mão vazia, outra cheia de nada”, apontou o dirigente sindical, acrescentando que, com esta proposta do Executivo, a generalidade dos trabalhadores fica “no sítio onde estava”.

“Não podemos ser hoje os heróis perante um problema sanitário e, amanhã, sermos os vilões porque acabaríamos por consumir recursos que o Estado não tem”, sublinhou José Abraão, reiterando esperar que os trabalhadores da administração pública não sejam novamente chamados a dar um contributo com a austeridade que está pressuposta no documento.

“Falaram-nos num investimento de 800 milhões de euros nos serviços públicos […] se é para investir nos edifícios e em tecnologia e não se investe nos trabalhadores, acho que é um caminho errado”, acrescentou.

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Será este o 24.º surto, Dr. Graça?

 

Seis funcionárias infetadas com covid em creche da Misericórdia da Maia

 

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A discriminação dos alunos portugueses no sistema de ensino do Luxemburgo

Ser português ainda traz consigo uma carga negativa em alguns países europeus. A discriminação, não assumida, ainda existe, mesmo que tal seja condenado por tudo e por todos em público. Não será só no Luxemburgo. O estigma de ser estrangeiro, mesmo tendo nascido no país, é uma realidade por essa Europa fora com origens nos anos 60, quando a procura por melhores condições de vida levou milhares de portugueses, a salto, para fora do país e que se foi prolongando nas décadas seguintes.

Parece que só somos bons lá fora se nos “educarmos” cá dentro…

“Se não és bom a alemão e tens Pereira no apelido, vais diretamente para o técnico”

“Se não és bom a alemão e tens Pereira no apelido, vais diretamente para o técnico, ou outra via, não és encaminhado para o ensino clássico”, reconhece Carlos Pato, secretário-geral do Sindicato dos Professores no Estrangeiro e professor há 48 anos, atualmente a lecionar na Universidade do Luxemburgo.

Para este dirigente a discriminação dos professores para com os alunos com apelidos portugueses e de outras nacionalidades emigrantes ainda continua a existir, achando que como não dominam corretamente o alemão não conseguirão concluir com sucesso o ensino clássico. “Não faz sentido ser um professor a decidir o futuro escolar e de vida de um aluno de 13 ou 14 anos”, vinca Carlos Pato. O correto seria “existir um exame no final do fundamental” para avaliar se o aluno iria para o clássico, técnico ou modular.

Embora esta decisão seja tomada pelo docente em conjunto com os pais do aluno, Carlos Pato alerta que os pais até podem não concordar, mas aceitam o que dita o professor “por medo de represálias” sobre os filhos. “Mesmo professores experientes podem ser influenciados involuntariamente por atitudes preconcebidas sobre a etnia dos alunos”, realça um estudo da Universidade do Luxemburgo, realizado em 2016, sobre a decisão dos professores na transição do aluno para o ensino clássico ou técnico.

Leia mais em Contacto

 

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Divulgação – Recrutamento de Docente de Inglês (grupo 120)

 

DOCENTE DE INGLÊS (grupo 120)

Colégio em lisboa procura docente para lecionar Inglês, Pré-Escolar e 1º Ciclo.  Valoriza-se experiência profissional e disponibilidade horária (Full-time ou Part-time)

Perfil de competências:

– Licenciatura ou Mestrado adequado

– Gosto e motivação pelo ensino

Enviar CV + carta de motivação para o email:

[email protected]

 

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23 surtos de Covid-19 nas escolas, revela DGS

 

Há 23 surtos de Covid-19 nas escolas, revela DGS

A diretora geral de Saúde disse esta quarta-feira que há, neste momento, 23 surtos de Covid-19 nas escolas em Portugal, com 136 casos de infeção entre alunos, professores e funcionários. O maior foco destes contágios encontra-se na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se contabilizam doze, seguindo-se sete no Norte, três no Centro e um no Algarve.

“Relativamente ao impacto que terá havido da abertura das escola na difusão da epidemia, ainda não é claro. O que se encontra nos inquéritos epidemiológicos muitas vezes é que há familiares doentes e parece que a transmissão ocorreu mais dos familiares para as crianças do que ao contrário. Noutras vezes os casos positivos são funcionários e, portanto, vêm da comunidade”, afirmou Graça Freitas, em conferência de imprensa.

A responsável da Direção-Geral da Saúde (DGS) considera que a situação, na generalidade do país, está controlada. Graça Freitas reforçou ainda a ideia de que “quanto mais organizada por bolhas, por setores, por aulas a escola estiver mais fácil é manter os alunos na escola e enviar para vigilância em domicilio o mínimo possível de pessoas”. “Apelo às escolas que segreguem ao máximo os alunos e as suas atividades para que, se houver um caso não tenham que ir todos para casa”, referiu, em declarações aos jornalistas.

 

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A diferença de vencimento entre o princípio e o final da carreira é a maior em Portugal

O estudo anual da Eurydice sobre os vencimento dos docentes, em 2018/19, pelo mundo vem mostrar que em Portugal a diferença entre o início e final da carreira docente é de 115,8%, uma enormidade. Como metade dos docentes nunca chegarão ao topo da carreira, a relação com outros países desenvolvidos torna-se mais do que evidente ao fim de uma vida de trabalho.

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A culpa é dos professores? – Alberto Veronesi

A culpa é dos professores?

Há vários anos que a classe docente tem sido, sucessivamente, atacada e desprestigiada, de forma continuada, pelos sucessivos governos, sem que tenha sabido reagir convenientemente. Talvez na típica expectativa de que alguém reaja por nós, alguém nos defenda, nomeadamente os sindicatos que, como é sabido, vivem precisamente dos problemas não resolvidos, o core da sua existência.

Demasiado ingénuos, fomos esperando! Assistimos à, talvez, maior vitória dos últimos tempos em 2008 e a partir daí foi sempre em declínio.

O problema está numa postura a que chamo de “professor missionário”. Essa postura foi-se instalando em cada um de nós e, ao contrário do habitual, entranhou-se de imediato. Aos poucos, salvo raríssimas excepções, todos fomos mudando a profissão, passando de professor a missionário, de intelectual a proletário, sem que tivéssemos sentido esta mudança com estranheza. Aceitámos tudo como sendo algo inevitável e como se nada pudéssemos fazer para o contrariar.

Com a pandemia, o professor missionário veio ainda mais ao de cima, eu incluído, por não termos tido tempo de parar para pensar e sobretudo pela imprevisibilidade da situação. Os professores fizeram, com sacrifício pessoal, tudo o que estava ao seu alcance para manter o ensino. Compraram material tecnológico e formaram-se exaustivamente, tudo, apenas, por algumas palmadinhas nas costas e sempre com desconfiança por parte da tutela, particularmente quanto à seriedade de cada um de nós no momento de atribuirmos as notas. E até isso aceitámos sem que ninguém levantasse a voz!

Começámos o ano com condições que roçam o ridículo, com o sentimento de estarmos perante uma inevitabilidade. Tem de ser, ninguém quer voltar ao ensino à distância, todos nós precisamos da sala de aula, da escola, e os alunos ainda mais. É aproveitando esta circunstância, sabendo que os “missionários” se apresentarão ao serviço com muita queixa de corredor, mas sem que nada os faça demover da missão, que o ministério passeia a sua incapacidade.

Todos os governos partem da mesma premissa: os professores sentem o ensino como uma missão e por conseguinte acham que podem tratá-los como um qualquer missionário num qualquer país subdesenvolvido, que eles não irão reclamar!

Durante décadas essa ideia foi passando e agora até temos colegas que vêem com algum desdém aqueles que tentam, aqui ou ali, acordá-los da letargia em que se encontram e com eles todo o ensino!

Poderia enumerar tudo aquilo que os governos foram, com as suas políticas, impondo aos professores. Mas entraria numa longa lista, que não nos levaria a mais lado nenhum, que não o da recordação. Apelei à sociedade em geral e aos professores em específico para que não aceitassem qualquer coisa no regresso às aulas, mas aceitámos. Aceitámos nós e aceitaram os pais, como se fosse inevitável regressar sem condições.

O prestígio de uma classe também se constrói mostrando carácter e isso tem faltado em toda a linha, não esquecendo o papel amorfo da maioria dos sindicatos, excepção feita a um ou outro, que têm tentado fazer melhor aquilo que ainda não foi feito.

Aceitamos tudo como se tivesse de ser assim.

Custa-me muito perceber que a culpa de estarmos onde estamos é genericamente nossa, dos professores.

Quando afirmo que a culpa é dos professores, faço-o conscientemente, mas não digo que seja só dos professores, já que, sobre aquilo que não controlamos pouco ou nada podemos fazer. Sobre aquilo que poderíamos ter feito ou podemos fazer quero apenas relembrar que falhámos.

 

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Escolas podem encerrar por falta de assistentes operacionais

A bolsa tarda. As substituições tardam. A revisão do rácio não tarda, perdeu-se no caminho para a digitalização da escola que espera que aqueles robots aspiradores, as máquinas de comida, umas quantas câmaras dispersas pelo recreio, um atendedor automático e quem sabe um ou dois C-3PO do Starwars, resolvam o problema.

Diretor de Cinfães alerta que escolas podem encerrar por falta de assistentes

Ainda não chegaram às escolas os prometidos 1.500 funcionários, anunciados há duas semanas pelo primeiro-ministro, para colmatar a falta de pessoal não-docente na retoma das aulas. O Governo anunciou que estaria a ultimar a portaria que estabelecia o rácio destes assistentes operacionais nos estabelecimentos de ensino.

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Esses anjos, vestidos de gente, por Rui Inácio

Esses anjos, vestidos de gente

Se algum dia alguém vos dissesse, “são anjos vestidos de gente”, saberíamos a quem se referiam?

Certamente que não relacionaríamos logo a quem, ou a quê, e ficaríamos intrigados a quem fariam tal comparação.

De facto, quem o diz, di-lo com o coração, lê cada alma, cada vida, cada vivência e experiência. Lê e faz a leitura pela crescimento dos que estão à sua volta e, de lágrimas no rosto, entrega mesmo sem saber que rumo tomarão esses ditos anjos. A esses anjos que se esforçam para acompanhar cada tarefa, cada passo, cada abraço, cada sentimento, cada um, são anjos, dizem, porque esses anjos, não vestem asas, não voam, mas fazem voar, fazem sentir, fazem crescer e crescem com eles. Esses anjos são, esses anjos sentem, esses anjos vivem, esses anjos constroem, esses anjos… quem serão?

O agradecimento ganha corpo, voz, olhar, sentir, ganha o encanto que ninguém consegue pintar, torna-se uma tela de cores, com tintas tão raras, puras e sentidas, tintas que não se vendem em lugar algum, vendem-se apenas num único local, no coração de quem o diz.

De facto, os agradecimentos ganham uma força enorme, porque o coração de cada um é repleto de sentires, de vivências que marcaram e marcam a vida de cada e isso, mais do que ensinar, é vivido, é experimentado, é apropriado, é construído num caminho de altos e baixos, de valorizações e de desvalorizações, é o caminho a que todos recorrem, mas o caminho que nem todos reconhecem, o caminho da sabedoria e do conhecimento, da entrega.

Mas estes anjos não voam, mas fazem voar.

Estes anjos dão-se pela eternidade, dão-se a cada palavra, dão-se a cada gesto, dão-se a cada abraço, a cada beijo, a cada afeto. Dão-se na eternidade, nas experiências que proporcionam, que ousaram e que os fizeram ganhar asas pelo sonho, pelo querer, pelo aprender, pela viajar na viagem, a que todos chamam vida, a que todos chamam crescer.

São vestidos de gentes, e ainda assim, afirma, são anjos que nos deram coragem para olhar, são anjos que ensinaram a sorrir, ensinaram a olhar para o mundo que os rodeia de um modo encantado e cheio de oportunidades.

São anjos, são vestidos de gente, seres que mais do que exercer uma profissão, estão empenhados no futuro, no futuro de cada um, no futuro de todos, no futuro da sociedade, no futuro do mundo de respeito, de conhecimento, de afeto, de solidariedade, de ajuda ao outro.

São anjos vestidos de gente, que foram, são e serão aqueles que retiram as suas asas e as entregam a quem passa com eles dias inteiros, a quem os confiaram, a quem permitiram que juntos construíssem um caminho, que vive e revive a memória, a cultura, mas mais do que isso, respeita a individualidade.

Esses anjos, vestidos de gente dão asas, permitem que eles voem, que sonhem, que criem e sejam verdadeiros aprendizes, audazes pelo seu sentir, pela sua capacidade de acreditar, de imaginar e de viver.

São anjos, vestidos de gente, que os fazem acreditar, que os faz ser.

Estes anjos, vestidos de gente, tornam-se memórias vivas, respeitadas e, em cada pedaço que se dão, é um pedaço que se torna semente, é uma semente que se torna fruto, é um fruto que se torna afeto, é um afeto que se torna criação, com a capacidade de imaginar, de respeitar e transmitir todos estes sentimentos pelos que estão à sua volta. É uma semente no meio de sementes.

Não existem anjos de asas, porque para serem anjos, vestidos de gente, basta acreditar no interior de cada um, basta respeitar, basta reconhecer a capacidade de escutar, de dar voz, e quem o diz, de coração cheio, de uma forma reconhecida, sentida e valorizada, fá-lo com um agradecimento interminável, pois foi alguém a quem entregou e confiou os filhos, na ânsia de que esses anjos os ajudassem a crescer, a viver, a serem respeitados, a serem amados, na sua diferença, na sua individualidade. Porque todos somos diferentes. Todos temos a nossa especificidade, todos temos o nosso valor e esses anjos, esses anjos vestidos de gente, valorizam o esforço de cada um, sentem as derrotas, sentem os erros e constroem oportunidades nos problemas, não os tornam como buracos negros da sociedade, ou deste céu por onde todos andamos.

Estes anjos, vestidos de gente, caminham lado a lado, com todos os que lhes são confiados, e sentem-se parte integrante de um corpo, em que, num caminho comum, constroem-se à luz de um acreditar que o futuro é possível de melhorar, que o conhecimento é a melhorar arma, que as armas, se desarmam e se tornam canais e elementos que vivem, simplesmente, o sentimento, porque esses anjos, mais do que serem transmissores de conhecimentos, são gentes vestidas de ousadia, predispostos a provocar o interesse, a motivação, o sonho, a imaginação e a criatividade.

Esses anjos, vestidos de gente, não são pessoas que surgem nas capas de revista, nas novelas da noite, ou nos reality shows, porque não procuram a fama, porque não procuram ser capas de jornais, procuram, simplesmente, fazer com que os outros sonhem, se construam, e tenham o maior sucesso na sua vida, porque esses, levarão consigo todo o reconhecimento, todo o conhecimento, todas as aprendizagens construídas, e assim, tornarão os anjos verdadeiras memórias, eternas.

Esses anjos, vestidos de gente, são aqueles a quem os pais agradecem de forma constante, são aqueles a quem os pais agridem de forma permanente, são aqueles a quem os pais pedem perdão por todos os erros que cometeram ao educar os próprios filhos. Esses anjos são aqueles que se disponibilizam a ajudar uma casa que não é a sua. São aqueles que sentem a dor, os problemas e as dificuldades que não são suas. Esses anjos vestidos de gente, são os que arregaçam as mangas e lutam pelo futuro dos filhos dos outros, para que um dia, se tornem verdadeiros homens e mulheres, com sentimentos, com emoções, com razões, com valores que valorizam o ser humano, que valorizam o respeito, que valorizam o conhecimento, que valorizam o sonho, que orgulham as famílias.

Esses anjos, vestidos de gente, são aqueles que disseram, vamos a isso, mesmo quando tantas portas se fecharam, mesmo quando tantos deixaram de acreditar, mesmo quando o fosso entre o futuro e a realidade se tornava algo impossível de ultrapassar.

Esses anjos, deram as ferramentas, e será que reconhecemos isso?

Esses anjos, vestidos de gente, deram-se mais do que aquilo a que estariam obrigados, e nós soubemos dar-lhes o valor merecido?

Esses anjos, vestidos de gente, não pararam no tempo de confinamento, deram e deram-se, tudo em prol dos filhos, dos alunos dos futuros adultos.

Esses anjos, vestidos de gente, continuaram empenhados em fazer e construir o futuro, e nós o que dissemos?

Esses anjos, vestidos de gente, não desistiram, reconheceram que não seria um problema, mas uma oportunidade, de mudança, de mudança de paradigma.

Esses anjos, vestidos de gente, são os professores, os educadores de hoje, de ontem e de amanhã.

Esses anjos, vestidos de gente, são os homenageados, hoje e sempre, porque não baixaram os braços e não deixaram de permitir que os seus alunos voassem.

Esses anjos, vestidos de gente, ajudaram-nos a crescer, e por isso, estas palavras, soam-nos como reconhecimento, porque eu também já fui aluno, e se sou o que sou, foi porque os anjos, vestidos de gente, me incentivaram a ver o problema como uma excelente oportunidade… de ser… de construir… de sonhar.

#umacaixacheiadenada

Rui Inácio

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Ensino doméstico regista números nunca vistos

Não é só o ensino doméstico que surgiu em força, o ensino a distância para alunos de risco também é um fenómeno novo e que teve muito mais impacto na vida das escolas e das crianças.

Há cada vez mais pais interessados em retirar alunos do ensino tradicional

Desconfiados das medidas para prevenir a Covid-19 nas escolas, há cada vez mais interesse de alguns pais em retirar os alunos do ensino tradicional, revela a Associação Nacional de Pais em Ensino Doméstico.

Esta associação regista, no último mês, um aumento de seis vezes mais pedidos de informação do que em igual período do ano passado.

No “ensino doméstico”, os estudantes passam a ter aulas em casa, lecionadas pelos próprios encarregados de educação, se tiverem o grau de licenciatura ou por professores contratados para o efeito, que se deslocam ao domicílio.

Um fenómeno que parece estar em crescimento, devido aos riscos do coronavírus.

 

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Aumentos em 2021 não são para todos os funcionário publicos

 

Helena Rodrigues procurava sublinhar o facto de não estarem garantidos aumentos salariais transversais para todos os funcionários. A frente sindical liderada pelo STE propunha um aumento de 1%, em linha com a promessa deixada pelo Governo no ano passado.

O Governo “refere-se a taxa de inflação prevista e portanto podendo eventualmente situar-se em zero”, disse a dirigente sindical. Quanto às atualizações “haverá [eventualmente] para alguns mas não para todos”.

Para alguns, quais? “Não sabemos ainda em concreto, temos de ver as propostas concretas”, disse, sublinhando que as progressões implicam aumento de rendimentos.

“Para a generalidade dos trabalhadores não haverá atualização remuneratória. Foi a sensação com que ficámos”, disse, sublinhando que acredita que o governo ainda vai considerar as propostas dos sindicatos.

“Todos estamos a contribuir para a crise mas os trabalhadores devem ter a sua remuneração, seja público ou privado. Se não tivermos essas condições de remuneração como é que vamos ter uma administração pública altamente qualificada?”

 

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