Category: Rui Cardoso

Balha-m’adeus estes horários…

Considerando que a escola em questão tem muitos alunos cadenciados, assistem às aulas pelo telemóvel. Passar horas sentados e com o telemóvel na mão porque pertencem a famílias numerosas e não têm um espaço próprio para estudar.

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Um debate de professores para professores (a ver e ouvir)

 

 

 

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Questionado sobre o Plano de Regresso às Atividades letivas…

 

… António Costa afirmou que é muito prematuro começas a discutir a abertura da sociedade.

Quase 5 minutos depois de discurso em circulo, não deixou de não dizer nada de concreto.

Mais tarde afirmou, “Afirmar, se vamos voltar à escola, antes da Páscoa, ou depois da Páscoa, é absolutamente prematuro.”

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Confinados até ao final de março…

Não é um momento para começar a discutir desconfinamentos.

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Concurso externo extraordinário de vinculação de professores vai abrir na Madeira

 

Foi um compromisso assumido pela Secretaria Regional da Educação depois de reuniões com os sindicatos.

O referido concurso ainda não tem datas nem regras definidas, mas… vamos ver. Primeiro é necessário alterar o diploma de concursos para professores da RAM, depois logo se vê se se preconiza.

 

 

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Rantanplan, ou a improvável caricatura do Ministro da Educação…

 

Nos últimos tempos, tem-me vindo ao pensamento a lembrança da imagem de uma personagem de Banda Desenhada que, pelo seu carisma e pelas características da sua personalidade, me consegue transmitir boa-disposição e me faz nutrir por si um carinho especial…

Falo de Rantanplan, fidelíssimo companheiro de aventuras de Lucky Luke, a quem, cruelmente (digo eu…), foi atribuído o epíteto de “cão mais estúpido do Oeste Americano”. Trapalhão, pouco inteligente, medroso, ingénuo, desprovido de faro e sempre esfomeado, são as suas principais características. Rantanplan é, assim, uma espécie de antítese de Herói ou, se se preferir, um Anti-Herói, mas, para mim, o espécime canino mais adorável de todos os géneros literários…

Por tudo o que se tem visto e ouvido por parte do actual Ministro da Educação, já não é possível levá-lo a sério, nem atender ao que é proferido por si…

Um Ministro que costuma estar “desaparecido” na maior parte do tempo; que tem uma presença incerta e que quando “aparece” profere declarações patéticas, não fundamentadas em factos científicos, mas atribuindo-lhe esse valor; que denota incapacidade de assumir erros cometidos ao nível interpretativo e ao nível executivo; que adopta uma postura de negação face às evidências provindas da realidade; que não prevê nem antecipa e que nunca apresenta soluções atempadas, mas apenas perspectivas meramente remediativas, à partida, condenadas ao fracasso; que tem melhor prestação ficando calado do que quando fala, não parece ser um Ministro corajoso, nem competente, nem verídico, nem credível…

Em suma, o lema deste Ministro parece ser: “sempre em frente, até ao precipício final…”

Um Ministro assim não pode deixar de fazer sorrir sarcasticamente a comunidade científica, mas também aqueles que tutela… A imagem do Ministro da Educação parece estar moribunda, insanável de enfermidades embaraçosas e confrangedoras…

 E isso também não pode deixar de ser qualificado como desconcertante, deprimente e até, de certa forma, perturbador… Nunca é agradável ver alguém, penosamente, a arrastar-se na lama…

Cumprir ordens ou decisões de alguém, apenas por via da imposição hierárquica e da ascendência política, não é o mesmo que genuinamente respeitar quem ocupa um determinado cargo…

Um Ministro deve ser alguém capaz de suscitar o respeito e de cativar a atenção de quem o rodeia, concorde-se ou não com as suas políticas. Um Ministro não pode ser uma mera caricatura, nem pode ser redutível a um alvo de piada fácil ou vexatória, nem ter uma imagem negativa irrecuperável junto daqueles que tutela…

Com o devido respeito institucional, se há uma caricatura do actual Ministro da Educação, essa caricatura corresponde ao Rantanplan, mas sem a boa-disposição e sem o carinho…

Este texto “ligeiramente satírico” tem como principal objectivo tentar aliviar a carga dramática do momento actual, mas não é, nem pretende ser, um ataque ad hominem. Não se pretende atacar a pessoa em si mesma ou o seu carácter, mas sim o seu desempenho governativo, profundamente errático, pleno de contradições, desastroso e atabalhoado, a fazer lembrar o comportamento habitual de Rantanplan…

Perante isso, não se compreende, e causa verdadeira perplexidade, o facto de o 1º Ministro manter, obstinadamente, a confiança política em alguém que, enquanto Ministro, já deixou de existir há muito tempo… Ou talvez nunca tenha existido… Que desígnios, porventura, insondáveis, terá o 1º Ministro? Ou será que também ele perdeu a noção do ridículo, consequência mais óbvia da sua arrogância?

Ao Ministro não resta outra alternativa a não ser demitir-se, a bem da sua própria dignidade e honra e a bem da preservação da sua imagem ou do que ainda possa restar dela… O seu tempo acabou, ainda que o mesmo possa não ter dado por isso… Alguém, bondosamente, o chame à razão…

Nota: E porque é de imagens caninas que se trata, devo dizer que a figura do 1º Ministro também me faz recordar, vagamente, a personagem Ideiafix, indissociável companheiro de Astérix e de Obélix, apesar de o Ideiafix ter um comportamento muito mais honesto, fiável e confiável do que o Chefe do Governo… Partilham apenas as ideias fixas…

Já eu, se tivesse uma caricatura de um cão da Banda Desenhada, estaria neste momento a tentar imitar o inigualável riso sarcástico e irónico de Muttley, apesar de me faltar o jeito…  

(Matilde)

 

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Um suposto estudo COVID nas escolas de referência

 

Pelos vistos, os AO’s e professores de algumas escolas de referência andam a ser testados ao SARS-CoV-2. Até aí tudo bem.

A testagem teve início durante a interrupção letiva forçada de janeiro, com os alunos já em casa. Durante esta semana os mesmo, nem mais um, voltam a ser testados e terão de ser testado mais uma vez. Estas duas últimas vezes com alguns alunos nas escolas, mas em número muito reduzido.

Este suposto estudo está em curso, mas o mais estranho será, a ser verdade, que os intervenientes, leia-se testados, não têm conhecimento que estão a ser estudados. Não sei! parece-me estranho.

Estranhas deverão ser as conclusões. Se tivessem testado e estudado esta amostra enquanto as escolas funcionavam normalmente os resultados poderiam ser bem diferentes, mas as variáveis aplicadas o dirão…

Coisas mais estranhas já por aí foram vistas e ninguém se queixou.

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Como o governo não cumpre os seus compromissos…

Outros intervenientes entram em ação.

O exemplo que aqui deixo é um entre muitos das autarquias por esse país a fora. Quando o poder local tem que se sobrepor às intenções do Estado Central…

Vivemos no país do desenrasque, cada um desenrasca-se como pode e aumenta as disparidades entre regiões e concelhos, mas o ME diz que faltavam componentes para fabrico dos, tais, equipamentos…

 

“O Município de Vila Nova de Paiva investiu no reforço do equipamento informático e de acesso à internet, para auxílio dos alunos no ensino à distância.
Os equipamentos anteriormente adquiridos, foram agora reforçados com a compra de mais computadores portáteis e kits de acesso à internet que serão cedidos, a título de empréstimo, aos alunos do Agrupamento de Escolas, que demonstraram a falta destes recursos para o acesso às aulas online.
Mediante as necessidades registadas e, em articulação com o Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Paiva, estes equipamentos serão distribuídos de forma célere.”

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Mas quando é que chegam às escolas?

Anuncia-se a mesma coisa duas, três e mais vezes, mas, o que era interessante era abrir os concursos com a maior brevidade possível para que o novo rácio fosse cumprido.

 

Governo reforça escolas com mais dois mil funcionários

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Um “Balha-m’adeus” de horário…

Mas será que isto é norma?

 

 

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Vai haver “rastreios regulares” nas escolas

 

A Direção-Geral da Saúde vai atualizar as suas orientações em relação à testagem da covid-19.

Os testes serão alargados a todos os contactos, tanto de alto, como de baixo risco.

A DGS também prevê a “disponibilização generalizada de testes rápidos de antigénio” nas unidades de saúde do SNS.

As novas orientações vão dar conta de “rastreios regulares”, com este tipo de textos, nas escolas.

Na nota enviada, a DGS diz que está a “acompanhar a evidência científica, as recomendações internacionais e o consenso de peritos e parceiros nacionais e internacionais”.

“Atendendo à situação epidemiológica atual, quer pela emergência das novas variantes de SARS-CoV-2, quer pela diminuição da incidência diária de casos de infeção, a DGS vai atualizar as suas orientações, no sentido de reforçar e alargar as indicações para a realização de testes laboratoriais de forma a antecipar um desconfinamento controlado, e otimizar a capacidade laboratorial do país, gradualmente expandida durante o ano de 2020.”

 

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Presidente da República propõe ao Parlamento renovação do estado de emergência até 1 de março

Depois de ouvido o Governo, que se pronunciou esta noite em sentido favorável, o Presidente da República acabou de enviar à Assembleia da República, para autorização desta, o projeto de diploma que renova o estado de emergência por quinze dias, até 1 de março de 2021, permitindo adotar medidas necessárias à contenção da propagação da doença Covid-19.

Com feito, continua a manter-se situação de calamidade pública provocada pela pandemia Covid-19. Embora se comece a verificar uma redução de novos casos de contaminação, bem como da taxa de transmissão, fruto das medidas restritivas adotadas, a incidência continua a ser muito elevada, bem como o número dos internamentos e das mortes.

Com sabemos, não é recomendado pelos peritos reduzir ou suspender, de forma significativa, as medidas de confinamento, sem que os números desçam abaixo de patamares geríveis pelo SNS, que sejam aumentadas as taxas de testagem, ou que a vacinação possa cobrir uma parte significativa da população mais vulnerável à Covid-19.

A verdade é que a capacidade hospitalar do País continua posta à prova, mesmo com a mobilização de todos os meios do SNS, das Forças Armadas, dos setores social e privado, pelo que não há alternativa senão a redução de casos a montante, que só é possível com a continuação da diminuição de contágios, que exige o cumprimento rigoroso das regras sanitárias em vigor e a continuação da aplicação de restrições de deslocação e de contactos.

Impõe-se, pois, em consequência, renovar uma vez mais o estado de emergência, para permitir ao Governo continuar a tomar as medidas mais adequadas para combater esta fase da pandemia enquanto aprove igualmente as indispensáveis medidas de apoio aos trabalhadores e empresas mais afetados.

 Carta enviada ao Presidente da Assembleia da República

 Projeto do Decreto do Presidente da República renovando o Estado de Emergência

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Pré-reforma dos professores aos 55 anos em 2021

Pré-reforma dos professores aos 55 anos. Medida pode avançar já em 2021

 

O Correio da Manhã adianta esta sexta-feira que o Governo está a preparar os critérios para que o sistema de pré-reformas dos professores avance já em 2021. 

A medida consta na proposta do Orçamento do Estado para 2021 (OE2021), aprovada na generalidade no Conselho de Ministros e servirá como referencial para toda a Administração Pública.

Segundo o CM, a lei que regulamenta as pré-reformas prevê o pagamento de uma pensãoentre os 25% e os 100% do salário base do funcionário que é negociado entre empregador e trabalhador – ou seja, diverge de caso para caso.

O Governo quer encontrar critérios que atenuem a diferença de valor, embora mantendo a margem negocial, tornando-se assim também mais atrativas para estes profissionais.

O Governo, que se reúne esta sexta-feira com os sindicatos, quer canalizar parte das verbas do âmbito do programa de recuperação económica – 1.800 milhões de euros destinados à transição digital no Estado – para financiar parte da renovação do setor público.

Atualmente, há mais de 40 mil docentescom mais de 55 anos de idade em Portugal.

Um estudo de novembro do ano passado, elaborado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) a pedido do Parlamento, concluiu que mais de metade dos professores do quadro pode aposentar-se até 2030.

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Portugal com mínimo histórico e ultrapassando a meta europeia de 10%

 

INE – Taxa de Abandono Escolar Precoce
A taxa de Abandono Precoce de Educação e Formação atingiu o valor mais baixo de sempre em 2020, ficando bem abaixo dos 10%. De acordo com os dados há pouco revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em Portugal o “Abandono Escolar Precoce” foi de 8,9%, tendo alcançado no Continente os 8,4%.
Os resultados mostram uma evolução constante, firme e extraordinariamente notável do país, naquele que é considerado pela Comissão Europeia como um dos principais indicadores da performance dos sistemas educativos.
Em 2019, Portugal já havia evoluído muito favoravelmente – de 11,8% para 10,6% – atingindo, em 2020, um resultado que coloca o país a atingir a meta europeia – que era de 10% até 2020. Estes resultados são ainda mais marcantes considerando que coincidiram com um aumento muito considerável do emprego jovem, nos últimos anos, já que poderia constituir um estímulo para o não prosseguimento de estudos desta franja da população, e com a situação pandémica vivida neste último ano.
Recorde-se que, há duas décadas, quando começou a ser apurado este indicador, segundo uma metodologia comum à escala europeia, Portugal registava valores próximos dos 50% de abandono escolar precoce e que ultrapassavam em cerca de 30% o valor da média europeia.
Num contexto de estagnação deste indicador à escala europeia, nos anos mais recentes, Portugal tem conseguido contrariar essa tendência e melhorado os seus resultados. Deste modo, se ambas as tendências se mantiverem – com Portugal a reduzir a sua taxa de abandono (o que já é um facto, com os dados hoje conhecidos) e a média europeia permanecer estagnada – o país terá, este ano, pela primeira vez, um valor de abandono escolar precoce mais baixo do que a média da União Europeia.
O Ministério da Educação saúda as comunidades educativas por mais este sucesso do sistema de educação e formação, destacando a necessidade de prossecução deste caminho, nomeadamente, através do aprofundamento de várias iniciativas que se têm traduzido em resultados positivos no combate ao abandono. São disso exemplos o programa TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), o Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, o Apoio Tutorial Específico, a aposta no Ensino Profissional e na Educação Inclusiva, e a Autonomia e Flexibilidade Curricular, entre outras.
O desafio de redução do abandono escolar precoce continua e agrava-se em tempos de pandemia. Por isso mesmo, em período de confinamento, determinou-se que são recebidos presencialmente as crianças e jovens em risco, através do reforço da comunicação entre escolas e CPCJ.
Lisboa, 10 de fevereiro de 2021

 

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Os exemplos de horário semanal que poucos viram…

Se se dessem ao trabalho… desta vez a responsabilidade é de quem?

 

Ficam aqui mais uns exemplos disponibilizados pela DGE.

ENSINO BÁSICO

•    Exemplo de Plano de Trabalho Semanal (1.º Ciclo – 1.º Ano) – Ensino a Distância

•    Exemplo de Plano de Trabalho Semanal (2.º Ciclo – 5.º Ano) – Ensino a Distância

 

ENSINO SECUNDÁRIO – CURSOS ARTÍSTICOS ESPECIALIZADOS

•    Planificação semanal (Curso Artístico Especializado – Curso de Design de Comunicação – 10.º ano) – Ensino a Distância

•    Planificação semanal (História e Cultura das Artes – Módulo 5 – A Cultura do Palácio) – Ensino a Distância

•    Planificação semanal (Curso Artístico Especializado – Curso Básico de Música – 3.º ciclo – 7.º ano) – Ensino a Distância

•    Planificação semanal (Formação Musical) – Ensino a Distância

 

ENSINO SECUNDÁRIO – CURSOS PROFISSIONAIS

•    Planificação semanal (Curso Profissional Técnico/a de Turismo Ambiental e Rural – 10.º ano) – Ensino a Distância

•    Planificação semanal (Geografia | Módulo B8 – O Turismo no Mundo Atual) – Ensino a Distância

•    Planificação semanal (Curso Profissional Técnico/a de Massagem Estética e Bem Estar – 2.º ano – 900 horas) – Ensino a Distância

•    Planificação semanal (Português I Módulo 7 I 3.º ano de formação) – Ensino a Distância

•    Proposta de planificação de Domínio de Autonomia Curricular (DAC) – Biologia e Inglês

 

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Isidoro operado de urgência. LSBraga

 

Lourenço Isidoro, de 13 anos, solteiro, sem filhos, computador adstrito ao serviço da educação nacional, em Viana do Castelo, baixou esta manhã ao estaleiro, com graves sintomas viscerais agudos.
Tendo sido ontem emitido um boletim entregue ao diretor do estabelecimento onde serve, destacando a sua condição moribunda, foi decidida por este uma melindrosa operação cirúrgica, que as imagens documentam.
O ilustre servidor público apresentava sintomas como tremuras regulares no écran, vibração excessiva da ventoinha, encravanços crónicos e repetitivos. Tinha ainda dificuldades em fazer-se ouvir e estava incapaz de instalar aplicações.
Os relatos da sua condição agravaram-se nos últimos dias desde que um tipo qualquer, em vez de ficar em casa a pagar para trabalhar, decidiu utilizá-lo na escola, obrigando-o a consumir sobredoses de dados.
O técnico da instalação, especializado em canibalização de peças, decidiu fazer uma limpeza urgente às tripas, verificar a ventoinha e instalar um disco reciclado mais recente, para acolher software menos desatualizado (2010).
O doente está a convalescer bem, já num quarto isolado, onde em breve retomará as suas heróicas funções, em condições de, sem eco, se fazer ouvir à distância. Já anunciou que pretende apenas um dia de baixa e, mesmo combalido, já só pensa no trabalho, que retoma amanhã.
Não passou despercebido aos familiares e amigos o desinteresse de Sua Excelência O Ministro da Educação Doutor Tiago Brandão que, apesar de ter passado os últimos dias em grandes festarolas exibicionistas com uns poucos computadores recém chegados, não enviou sequer um adjunto para saber da saúde de tão abnegado e antigo servidor do bem público, acometido de tão graves maleitas.
A família Isidoro considera que essa ingratidão só tem paralelo com a que tal alegado governante manifesta aos docentes.
Sendo um caso complexo, dada a provecta idade do paciente, mantenho-me a seu lado a acompanhar o seu estado, de que informarei regularmente amigos e admiradores.
Recorde-se que a canibalização de peças é uma técnica de cirurgia eletrónica e mecânica em que os portugueses têm vários centros de excelência de que se destacam a Força Aérea, que há décadas mantém capacidade operacional graças a ela, e as escolas básicas e secundárias que, desde o PTE, se especializaram na avançada metodologia.

 

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Quanto vale a educação dos nossos filhos? Carlos Santos

 

Perpassando pelos periódicos noticiosos sobre a problemática da falta de computadores e de internet em muitas famílias, percebe-se que esta situação veio expor as fragilidades económicas escondidas. Trouxe à luz do dia a importância da escola como espaço privilegiado onde os alunos vão saciando a fome do conhecimento, mas também do estômago, visto ser ali onde muitas crianças comem a única refeição completa e quente do dia.
Porém, confesso que este episódio emana algum cheiro de valores mortos e prioridades subvertidas. Sem generalizar, não é fenómeno único haver alunos com bons telemóveis, mas sem computador. Mais do que um problema pecuniário que assola um país pobre que sempre se baseou no miserabilismo e na exploração, a inversão de prioridades vem deixar a descoberto uma pandemia cultural de uma sociedade que tem de se repensar.
Nos países mais desenvolvidos investe-se na educação como única forma de fomentar o desenvolvimento e prosperidade económica e cultural dos seus povos. Até nos países do leste da europa, mais pobres do que o nosso, onde grande parte das famílias tem dificuldades económicas, não têm viatura própria privilegiando a utilização dos transportes públicos, aos filhos nada falta na sua educação, incluindo complementos educativos que os pais se esforçam em disponibilizar, como aulas de música, dança, artes plásticas, desporto e ginástica artística. Por cá, as prioridades do nosso povo costumam ser outras: um bom telemóvel, um carro novo à porta, uma nota para a cota ou para os bilhetes dos jogos do clube e umas férias no verão e depois em setembro logo se vê, que é o mesmo que dizer, não há dinheiro para a educação dos filhos. Depois os culpados são os professores que pedem materiais didáticos para os alunos poderem aprender. Um problema que não é de agora e que vem desde há muito tempo. Tudo uma questão de primazias que está enraizada no modo de vida das nossas gentes. Absorvida pelo veneno da vaidade, infelizmente, ainda há demasiada gente subjugada pela importância das aparências, acreditando que a cultura e educação não têm importância por não se poderem exibir de forma espampanante à vista de todos como acontece com alguns bens materiais.
Esta forma como os pais olham para o ensino e para a educação dos filhos, tem sido um dos maiores problemas com que os professores se deparam nas escolas. No entanto, à imagem do seu próprio povo, os governos sempre olharam para a educação como uma despesa e não como um investimento. Daí o sucessivo desinvestimento que tem sido feito na educação ao longo das últimas décadas com a complacência das suas gentes que não compreendem o bem precioso que lhes tem sido saqueado. Mais do que a mentalidade de um povo, este é o retrato de um país que não consegue pensar como um todo de forma construtiva.
Todavia, durante estes dois momentos de Ensino à Distância, o ME tem estado a poupar imenso dinheiro em eletricidade, água e aquecimento, em refeições, limpeza, consumíveis diversos (como papel, fotocópias, etc.), materiais didáticos, entre muitos outros. Verba mais do que suficiente para ter adquirido material informático para fornecer às famílias cujos filhos necessitam de um computador ou internet para conseguirem acompanhar as aulas não presenciais. A falta de decoro leva os governantes a poderem permitir-se usar a arte da retórica para camuflar a sua incompetência num labirinto de desculpas responsabilizando as normas da EU, atrasos no fornecimento dos computadores vindos da China e todo uma panóplia de culpados escolhidos a dedo. Mas suponho que 11 meses não terão sido suficientes para preparar os meios tecnológicos para uma situação por todos há muito prevista. Aos professores e às escolas foi-lhes exigido que se preparassem e assim o fizeram. Frequentaram formação e organizaram-se para a eventualidade (mais do que expectável) de se ter de voltar ao ensino não presencial. Como se tornou evidente, somente a tutela não fez caso dos alertas dos peritos, não cumprindo a sua parte. E como o exemplo vem de cima, acabou por passar à população mais uma imagem de irresponsabilidade que vem fazendo escola no seio do povo. Como na sua proverbial irresponsabilidade não fizeram o seu trabalho de casa, em vez de escolherem o E@D, não puderam seguir outro destino senão optar pela interrupção letiva – um preço alto a pagar pelos alunos nas suas aprendizagens e pelos professores que, ao anterior prolongamento deste ano letivo por mais duas semanas, terão nova dilatação das atividades letivas entrando no período de férias das famílias podendo, potencialmente, virem-se a extinguir as férias de agosto dos professores.
Com este panorama de computadores prometidos, mas não entregues, nada mais restou às famílias do que se desenrascarem. Com o apoio das escolas e dos professores, tiveram de encontrar soluções alternativas para arranjar computadores e internet para evitar que os seus filhos fossem prejudicados e ficassem para trás. Os professores foram recrutados para um ensino à distância que os coloca de serviço 24 horas por dia/ 7 dias por semana e para o ensino presencial nas escolas para os alunos que não conseguiram de nenhuma forma ter acesso a meios informáticos, alunos do art.º 54 e com pais em profissões consideradas essenciais (pelos vistos, só consideram a profissão docente como sendo essencial quando está em risco parar a economia – a educação vista pela sociedade pelo seu pior ângulo – por uma perspetiva apenas economicista). Os pais, que foram impelidos a colmatar as falhas do governo e desenrascarem-se, pela primeira vez provaram do mesmo fel que os professores têm sido obrigados a digerir nas últimas décadas para que o ensino funcione e que ninguém na sociedade compreendia. Professores que têm colmatado as falhas de uma sociedade que vê a educação como o seu parente mais pobre. Escolas que só funcionam porque os professores, para poderem trabalhar, são obrigados a ter computador e internet. Têm de ter viatura própria para se deslocarem para o seu local de trabalho e entre escolas e, frequentemente, a financiar as escolas com material didático, papel e fotocópias do seu bolso, quando não sucede terem até de levar papel higiénico de suas casas para a escola. Mormente, neste momento difícil de E@D, são obrigados a disponibilizar o seu telefone e número pessoal para estabelecer a ponte entre a escola e as famílias num esforço considerável de tentar chegar a todos sem deixar ficar para trás nenhum aluno.
Seria bom que toda esta situação dos computadores servisse para os pais compreenderem o esforço material e humano que ao longo dos últimos anos é exigido aos professores para que as escolas funcionem.
Seria bom que os encarregados de educação reconhecessem o motivo pelo qual os professores tanto se têm batido e manifestado, não só por melhores condições de trabalho, como por meios que proporcionem melhores condições de aprendizagem para os seus filhos propiciando um futuro mais promissor para as novas gerações.
Seria bom que, passado este período difícil, o governo e o presidente da república (que tanta gente condecora e elogia publicamente, sobretudo na área do desporto e da economia) tivessem uma palavra de apreço pelo gigantesco e magnífico trabalho que os profissionais da educação – e os professores em particular – tiveram para que o ensino funcionasse, os alunos não fossem profundamente prejudicados na sua aprendizagem e o país não fosse obrigado a parar entrando em bancarrota.
Seria bom tudo isto e muito mais numa mudança de mentalidades. Mas estas não mudam da noite para o dia e, assim que passe esta página da nossa história, todos se esquecerão destes problemas e do papel preponderante dos professores; todos, não, pois os nossos alunos têm sido os únicos a compreender o enorme esforço pessoal que os seus professores fazem, não pelos pais, não pelo poder político, não pelo interesse económico, mas por eles que são quem realmente interessa nesta perversa equação.
Seria bom que as pessoas começassem a compreender e algo mudasse… mas não acalento ilusões. Numa população que não tem as mesmas prioridades e princípios de outros povos, com avultadas doses de irresponsabilidade e sem consciência coletiva, numa terra onde as pessoas estão habituadas a pensar cada uma por si em vez de funcionarem em colmeia, não se podem esperar milagres.
Entre demasiadas famílias sem meios, uma mentalidade generalizada que desvaloriza a educação e um desfile interminável de governantes irresponsáveis, gerou-se esta situação aflitiva nas escolas. Algo me diz que ainda não fomos capazes de compreender que a maior culpa dos nossos males tem partido de nós mesmos, carrascos que temos sido do nosso próprio destino.
A esperança está depositada nos nossos alunos, nas novas gerações nas quais os professores têm depositado todo o seu empenho, para que um dia possam vir a mudar as mentalidades de um povo atrasado e fazer o que ainda não foi feito.
Talvez a maior lição desta pandemia tenha sido compreendermos que todos somos importantes e dependemos uns dos outros… talvez tenham compreendido que aquele parente pobre – a Escola e a Educação – afinal, importam e muito; talvez compreendam o que custa educar e ensinar uma criança; avaliando as minhas palavras, talvez seja eu que esteja a ser naïf e a escola, agora mais do que nunca, apenas seja imensamente importante para os pais terem onde deixar os filhos, as empresas poderem funcionar, a economia não parar e este umbral da porta da Europa não entrar em colapso.
Os anos ensinaram-me que, talvez, por cá, as pessoas ainda não saibam avaliar o que vale a educação…
(Carlos Santos)

 

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Alunos “desligados” vão voltar à escola

“Aqueles alunos que não aparecem nas aulas ou que estão com a câmara desligada vão regressar”, explica Artur Vieira, diretor do Agrupamento de Escolas de Canelas.

Escolas chamam alunos desligados a marcar presença nas instituições

 “Dentro de uma semana, ou semana e meia, devemos ter entre 30 e 40 alunos na escola”, explica ao DN Artur Vieira, diretor do Agrupamento de Escolas de Canelas. Isto porque o responsável vai chamar os “alunos desligados” durante o decorrer desta primeira semana de ensino à distância. “Aqueles alunos que não aparecem nas aulas ou que estão com a câmara desligada vão regressar ao agrupamento. Já fizemos a escala e destacámos professores e pessoal não docente para ficarem com esses alunos em permanência”, explica. O responsável ressalva que, nestes casos, “os alunos serão acompanhados enquanto decorrem as aulas online”, mas “caberá ao professor titular de cada disciplina a distribuição de tarefas e o esclarecimento de dúvidas”. Ao e-mail do diretor têm chegado pedidos de encarregados de educação para o regresso presencial dos filhos. “Tenho, por exemplo, uma mãe solteira, que é de repositora, a precisar de recorrer a nós. Estas situações, de alunos cujos pais não são profissionais de saúde, não estavam abrangidos pelo decreto anterior e, acredito, que teremos cada vez mais alunos nesta situação”, conclui.

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MAIS UM DIA COM ISIDORO. ESTÁ TUDO GRELHADO… LSBraga

 

Hoje passei 3 horas com o Isidoro.
Fiquei a saber mais sobre ele.
Isidoro não é nome próprio. É apelido de uma família ilustre de servidores do Estado. Os Isidoros estão espalhados por vários estabelecimentos públicos. Não tem tantos pergaminhos como os antigos ilustres varões informáticos de Magalhães.
Os da linhagem de Isidoro estão em escolas, principalmente. São os últimos resistentes porque, noutros locais, foram substituídos. Mas com muita fidalguia continuam a servir como aquele Pacheco que, na Batalha do Toro, com as mãos decepadas, para continuar a segurar o pendão real, antes de desfalecer, o agarrou com os dentes.
Esse episódio foi o que me veio à mente ao ouvir o Isidoro a ligar, metáfora sonora do ranger de dentes…. de um urso.
Este chama-se Lourenço. Lourenço Isidoro. Era um dos filhos diletos da sua ínclita geração. Os progenitores destinaram-no, desde cedo, ao trabalho escolar. Por isso lhe chamaram Lourenço.
O nome vem de um mártir cristão, patrono da culinária, porque foi grelhado vivo no seu martírio. Até me contou que há uma anedota histórica em que se diz que São Lourenço pediu para ser virado ao contrário para ficar bem grelhado dos 2 lados, tal a sua fé.
A mesma transcendência milagrosa que permite que o Lourenço, meu companheiro de desconfinamento forçado, continue a ligar-se.
O Isidoro, habituei-me a chamar-lhe assim, pelo apelido, contou que, embora ande há muitos anos a virar frangos nas grelhas, tradição que muito preza da profissão docente, agora perdeu essa valência. O software está tão desatualizado que já hão consegue abrir e por a funcionar esses programas, que os profs usam para inventar fichinhas, grelhas e grelhinhas, nas versões que trazem dos computadores juvenis de casa. Abrir um Excel ou Word com o teams aberto é ímpossivel. Por isso, o Lourenço não faz justiça ao nome e grelha pouco ou nada.
PowerPoint não consegui hoje precisar, mas a versão tem anos e ainda não corre aquelas funcionalidades giras mais novas. Fica tudo desarranjado. Partilhar o ecrã ou abrir correio em simultâneo, impossível.
É uma coisa de cada vez. Muito pausado.
O Isidoro confessou que tem muita simpatia pelos professores e suas causas: também ele, como tantos, gostava de se aposentar. No caso dele, não era reforma antecipada, é atrasada.
Não gosta do Teams e vi isso nas aulas de hoje. Quando o Teams lhe nasce das vísceras toma conta dele e mais nada funciona. Nem um vídeo fixe da escola virtual, nem coisa nenhuma. Aulas ricas e diversas como as doutas e esclarecidas recessas orientações da Ex.ma DGESTE, não há condições.
Diversidade pedagógica vai ser zero. Se me conseguirem ouvir, só isso, mesmo cheio de eco da sala, já vai ser bem bom. Ou isso, ou desliga.
A perturbação com o teams é de tal forma que o ecrã se lhe treme e até fica escuro e soluça.
Mas lá continuarei com ele. É o princípio de uma bela amizade.
E acham que perdia a oportunidade de uma experiência de informática vintage personalizada que o Ministério me está a obrigar a ter?
Obrigado a Sua Excelência o Secretário de Estado, Senhor Professor Doutor João Costa! Não cedi a minha propriedade de graça, mas estou a ter o prémio de me sentir 13 anos mais novo nesta viagem ao devónico da tecnologia.
Quem diria que, para os professores portugueses, a futura transição digital é um Regresso ao passado.

 

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Desconfinamento? “Estamos longe disso”

 

Quem o diz é Manuel Goes, ouvido, hoje, pelo governo.

“Precisamos de regras mais objetivas sobre quando vamos confinar e quando podemos desconfinar”, apela ainda Manuel do Carmo Gomes.

Sobre um eventual desconfinamento, o especialista diz: “Estamos longe disso.” Acrescenta que as medidas têm de ser tomadas com mais antecedência, pois assim os portugueses percebem-nas melhor.

O cenário que foi apresentado aos decisores políticos, não é o ideal para um desconfinamento rápido.

A escola, presume-se, que vai continuar em Ensino Remoto de Emergência por mais tempo que o ideal…

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Os professores à distância – por VALTER HUGO MÃE

 

Esperar que existam nas casas dos professores condições físicas e familiares perfeitas para que se preparem e ministrem as aulas é não querer saber do que lhes foi feito nos últimos dez a quinze anos.

Os professores à distância

A partir de amanhã regressa a escola à distância para martírio de professores, alunos e famílias. É cada vez mais clara a tragédia para esta geração de alunos, a braços com o sobressalto da pandemia, que gera ansiedade e medo, desestabilizando e criando dificuldade em traçar objectivos e quaisquer planificações. As crianças e os jovens de hoje adiam-se em tudo, indefinidos cada vez mais, não só perdendo o acompanhamento científico que se convenciona mas, talvez mais grave, perigando sua maturação social, agora ainda exclusivamente entregues à gestão dos sonhos a partir de uma razão virtual.

Creio que o tempo que já temos deste desafio será suficiente para deixar uma marca violenta nas pessoas cujos espíritos ainda se formam. E a partir da complexa perturbação do ensino podemos esperar apenas o pior. Para qualquer um de nós se torna cristalino como, acossados que estamos, se nos faz insuportável focar. Nos nossos trabalhos, tantos que até fazem aquilo com que sempre sonharam, vemo-nos distraídos constantemente, a todo o tempo fazendo do vírus um ataque mental, uma intrusão no pensamento. Fácil, pois, é de entender como haverá de ser horroroso para a inquietude das crianças e dos jovens procurar abstrair da intensa realidade para atentar na matemática, na história dos povos que buscaram caminhos marítimos ou na composição das rochas. Estudar, em tempos de pandemia, é uma competição levantada a uma potência elevada. É uma solicitação meio heróica e um pouco obscena.

Se à linear dificuldade juntarmos a improvisada telescola, então podemos estar a entrar na lógica do engodo. Não estou nada confiante que isto seja bem sucedido, as mais das vezes haverá de ser um placebo para entreter e empurrar as falhas com a barriga. Acho bonito que seja pedido aos professores um espírito de missão, e penso até que assim devemos estar todos. No entanto, que se imponha aos professores o patrocínio da telescola, esperando que seja com os seus computadores pessoais, à custa dos seus meios, que se façam as aulas, já não é pacífico. Mais ainda porque os professores estão longe de auferir de condições de vida exemplares, há anos vendo os seus salários limitados, encurtados, na produção de um deliberado enfraquecimento da escola pública. Esperar que existam nas casas dos professores condições físicas e familiares perfeitas para que se preparem e ministrem as aulas é não querer saber do que lhes foi feito nos últimos dez a quinze anos. Perseguidos e humilhados por sucessivos governos, com a escola pública a ser vergada perante as ganas de se impôr como inevitável o ensino privado, os professores, que são os grandes guias da humanidade, expondo, esclaracendo e nutrindo o que cada criança traz apenas em potência, são chamados bastante à deriva para acudirem uma tragédia que não se está a conseguir minimizar.

Toda a minha vida combati pelos professores e pela importante existência de uma escola pública qualificada e universal. Isso só vai poder acontecer quando as escolas não forem tratadas como vazadouros de crianças boicotadas desde o início, como hordas de futuros miseráveis à mercê das elites sempre garantidas. Quero, sim, ver as escolas respeitadas no papel fundamental de distribuírem por todos a fortuna da autoestima, do conhecimento e da oportunidade. Só isso criará uma reforma absoluta, uma revisão completa da sociedade protegendo-a da pobreza dos bens e, mais ainda, da ignorância e da resignação servil.

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Balha-m’adeus estes horários de E@D no 1.º Ciclo…

Não há Pais e Encarregados de Educação que ponham mão nisto? Se se unirem…

 

 

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Governo Regional desbloqueia a carreira a 733 professores que garantem vagas a todos do 5.º e 7.º escalão

Um país, duas realidades (ou três)… A RAM deve ser um outro país, tornou-se independente e não avisou o continente.

 

“Quando se fala em carreira desbloqueada estamos a falar de algo artificial”, que implica que, de qualquer forma, haja “uma perda de tempo de serviço”, afirmou Francisco Oliveira, presidente do Sindicato dos Professores da Madeira (SPM), em declarações à 88.8 JMFM numa reação à notícia que faz manchete na edição do JM de hoje, que informa que o Governo Regional está a preparar o despacho que desbloqueia a carreira a 733 professores, garantindo o seu acesso a todas as vagas dos 5.º e 7.º escalões.

O SPM diz ter abordado esta situação numa reunião realizada durante esta semana, sendo esta uma questão que está prevista no inicio de cada ano civil, nomeadamente um despacho conjunto que defina a percentagem de professores que progride, “mas que já devia ter progredido no ano anterior”.

“Quando se fala em carreira desbloqueada estamos a falar de algo artificial. Houve aqui, efetivamente, um bloqueio artificial no ano anterior, porque como nós sabemos todas as carreiras da função pública estão desbloqueadas desde 1 de janeiro de 2018. Portanto, a progressão ocorre dentro daquilo que é o sistema de cada uma das carreiras”, explica Francisco Oliveira, sendo que, neste sentido, “os professores deveriam progredir quando cumprem os três requisitos obrigatórios para essa progressão”, nomeadamente “o cumprimento de determinado tempo de serviço no escalão em que se encontram, formação por cada ano em que se encontram nesse escalão e avaliação”.

Cumpridos estes três requisitos, “os professores deveriam progredir”, refere o líder do SPM, que realça que “isso, na realidade, não acontece em dois pontos da carreira, em que há um bloqueio artificial que contraria o desbloqueamento das carreiras que deveria acontecer desde 2018”. “Isso está no estatuto da carreira de docente e é algo com que nós não concordamos”, aponta, desacordo que já terá sido transmitido à Secretaria Regional de Educação por diversas vezes.

É uma questão que leva a “um grande descontentamento por parte dos professores e educadores” uma vez que leva “à perda efetiva da carreira de docente”. “Quando se fala aqui de uma carreira desbloqueada, isto significa que os professores estiveram bloqueados e perderam tempo de serviço”, reitera.

 

 

 

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Culpar os diretores, não é usar de honestidade politica, Tiago…

Todos sabemos que há diretores e diretores. A pandemia tirou da toca os pequenos ditadores que ainda dela não tinham saído. Os horários do Ensino Remoto de Emergência, disso são um bom exemplo. Mas, daí, a culpá-los de algo que não têm culpa, é desonesto.

O Tiago disse ontem que a “culpa” de falta de equipamento informático não era da culpa do ME (mais uma para ser desmentida pelo Poligrafo).

As escolas, durante o 1.º período, fizeram o levantamento dos alunos dos escalões A e B. a pedido do ME para efeitos de atribuição de equipamentos informáticos. Os equipamentos informáticos, conforme noticiado pela imprensa e dito pelo Tiago, só seriam para os alunos do secundário. Os restantes alunos dos outros ciclos de ensino seriam “presenteados” mais à frente no tempo. Já no segundo período o ME requereu às escolas um levantamento dos alunos com escalão C. Disto isto o que o Tiago afirmou ontem não corresponde à verdade. Ou ele não sabe (o que é mais do que certo) ou foi desonesto. O mais certo é que lhe tenham passado a informação errada propositadamente para fosse ele a levar… mais uma vez.

O ministro no cargo não passa de um rei sem reino, o eterno Delfim. O verdadeiro ministro, esse, esconde-se debaixo de outro cargo mesmo acima do de mero ministro.

 

Tiago Brandão Rodrigues desvalorizou a falta de computadores nas escolas e descartou culpas do ME. “No ano letivo passado, os diretores escolares estimaram em 100 mil os computadores necessários, e conseguimos dotar as escolas com mais de 100 mil”, disse o ministro da Educação, reconhecendo dificuldades em comprar mais, por “falta de stock”, um problema a nível mundial.

 

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A lei de Murphy aplica-se ao ensino à distância

 

Tudo o que podia correr mal no regresso do ensino à distância correu mal. Há dezenas de milhares de alunos desligados, sem computador e internet, milhares a assistir às aulas por telemóvel, pais em teletrabalho e com filhos menores para cuidar, horários replicados como se os alunos estivessem na sala de aulas. Os sindicatos criticam o Governo pela desorientação e, logo no primeiro dia, começou toda a gente a sonhar com um regresso rápido ao ensino presencial

 

 

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O fecho das escolas foi determinante, mas tarde demais…

 

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Mais um horário do Balha-m’adeus…

Para uma turma do 3.º ano de escolaridade num colégio particular junto ao Douro…

 

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FNE defende o pagamento da internet e apoio à aquisição de equipamentos dos professores

 

FNE defende o pagamento da internet e apoio à aquisição de equipamentos dos professores

A Federação Nacional dos Sindicatos dos Professores diz que não deveria ter havido esta pausa letiva, e exige a redução do tempo das aulas no ensino à distância.

 

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Hei, professor, não deixes os miúdos em paz

 

Hei, professor, não deixes os miúdos em paz

As aulas recomeçam hoje para perto de dois milhões de alunos em Portugal. Com raríssimas exceções o regresso será virtual e sem prazo para voltar a ser presencial. A maior aproximação passa mesmo por ligar a câmara do computador, o que será bom mas requer que o aluno a tenha, e isso não é o caso de todos. Há esforços em curso mas falta equipamento e acesso à Internet. As tarifas irão descer para alguns, mas só daqui a uns meses.

Em abril de 2020 o primeiro-ministro prometeu que todas as escolas estariam preparadas para o ensino à distância no início do ano letivo, “aconteça o que acontecer”. Ora, aconteceram muitas coisas mas uma delas não foi o cumprimento dessa garantia. Nem então nem agora, passados cinco meses. A corrida aos portáteis está aí.

A Isabel Leiria, jornalista do Expresso dedicada à educação, preparou esta explicação sobre o que muda no ensino à distância e na oferta educativa televisiva para o secundário. Os alunos deste nível sentem-se, aliás, mais inseguros do que durante o primeiro confinamento.

Inseguros sentem-se também muitos pais, seja com a alimentação dos filhos em casos mais precários, seja com a articulação do teletrabalho com o apoio às crianças. “Eu se quiser ser uma boa mãe, sou uma má trabalhadora. E vice-versa”, reconhece ao “Público” Rita Fidalgo, mãe e empregada de um call centre.

Os miúdos sobreviverão? Claro que sim, mas não esqueçamos que a educação é um dos campos onde a pandemia mais agrava desigualdades pré-existentes. Fui pescar o título deste curto, é claro, à letra do clássico dos Pink Floyd, para dizer que aprender é a ferramenta que permite construir o futuro, “tijolo com tijolo num desenho lógico” (agora pedi emprestado a Chico Buarque).

A mais longo prazo, o Expresso da Manhã de hoje olha para a sala de aulas do futuro. São convidados do Paulo Baldaia o professor Kyriakos Koursaris, da United Lisbon International School, e João Magalhães, fundador e CEO da tecnológica UBBU. No mesmo dia a PSP alerta para o risco acrescido de cyberbullying.

A luta contra a covid-19 prossegue, entretanto, em todas as faixas etárias, com prioridade para as mais avançadas. Falo da vacinação. Portugal recebeu ontem o primeiro lote da vacina da AstraZeneca/Oxford e se na África do Sul a sua utilização está suspensa, no Reino Unido insiste-se na sua eficácia, assunto de uma reunião da Organização Mundial de Saúde.

Ao mesmo tempo vai-se reconhecendo a necessidade de repensar a estratégia para atingir a inoculação generalizada da população. Eis um ponto de situação internacional (não parece que estejamos mal na comparação) e uma ajuda para perceber o que correu mal a nível europeu, e ainda a perspetiva crítica do Daniel Oliveira. Mas não pense que é só cá: do lado americano também há problemas de fornecimento e um conselho do maior especialista dos EUA.

Nesta margem do Atlântico espera-se que a campanha de imunização acelere sem ignóbeis abusos como os que foram noticiados nos últimos dias, e que poderão valer sanção penal. Deseja-se também que tenham razão os que dizem que este coronavírus pode vir a tornar-se pouco mais do que uma constipação ou os que alvitram que a vacina possa ter a forma de comprimido.

Até lá, porém, confinamento e vacinas são mesmo as melhores armas comprovadas. O especialista Pedro Simas pensa que estamos a conter bem a terceira vaga. No terreno, continua-se a recear uma catástrofe se os serviços de saúde se virem (ainda mais) assoberbados. E na economia, além da evidente mossa no PIB e no tecido empresarial, deteta-se queda de preços no imobiliário e mudanças na forma como lidamos com o dinheiro. Não desanimemos, haja pensamento positivo. Mas haja sobretudo ação individual e coletiva consciente, para as coisas não irem de mal a pior.

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Ministro diz que as escolas vão ser as primeiras a desconfinar

 

Ministro diz que as escolas vão ser as primeiras a desconfinar

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, diz que as escolas vão ter de ser das primeiras infraestruturas a reabrir assim que houver condições para desconfiar, porque nada substituiu o ensino presencial.

“As escolas foram as últimas a fechar têm de ser das primeiras infraestruturas a abrir, a começar pelos mais novos, que têm mais dificuldades em lidar com os meios tecnológicos”, disse o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, sem se comprometer com uma data de reabertura dos estabelecimentos de ensino.

Não podemos normalizar e sobrevalorizar o ensino à distância“, disse Brandão Rodrigues, em declarações no “Fórum TSF”, esta segunda-feira de manhã, quando cerca de 1,5 milhões de alunos regressam às aulas, apenas online, após 15 dias de férias.

“Esperamos que esta paragem de duas semanas possa para compensar mais tarde, com ensino presencial, no Carnaval, na Páscoa e no final do ano“, disse Tiago Rodrigues, sustentando que “nada substitui o ensino presencial”.

O ministro insistiu na necessidade do regresso dos alunos às salas de aulas, justificando a opção do Governo em manter os estabelecimentos de ensino, enquanto pôde. “Agora existe um bem maior, que é saúde pública e a saúde das nossas comunidades escolares”, disse Tiago Brandão Rodrigues, ainda assim, desvalorizando o papel das escolas no agudizar da pandemia, que registou máximos de mortes (303) e de casos (16432) a 28 de janeiro, no fim de uma quinzena negra para o país.

“Começamos a ver uma redução da pandemia, que, em algumas zonas do país começou ainda antes do encerramento das escolas; no resto do território começou a notar-se dois dias depois do início da pausa letiva”, a 22 de janeiro, disse o ministro da Educação. “Sabendo-se do período de incubação desta doença [que varia entre dois e 14 dias], não há uma implicação formal da escola na pandemia”, disse Tiago Brandão Rodrigues, admitindo que “a pausa letiva causou uma diminuição da circulação das pessoas”, que também foi importante no achatar da curva.

 

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Estudantes do secundário sentem-se mais inseguros do que no primeiro confinamento

 

Estudantes do secundário sentem-se mais inseguros do que no primeiro confinamento

 

Jovens perceberam que a covid-19 não afecta só grupos de risco e mais de 80% tem receio de contrair a doença, mostra investigação da Universidade do Minho. A maioria tem confiança nas condições das escolas, mas pede que se fala do vírus em contexto de sala de aula.

Os estudantes do ensino secundário sentem-se mais inseguros quanto aos efeitos da covid-19 sobre a sua própria saúde. Os jovens têm menos confiança nas medidas de protecção individual que estão a usar e mais de 80% revela receio de contrair a doença. Os dados são revelados num trabalho científico da Universidade do Minho, que tem vindo a estudar as percepções destes alunos desde o início da pandemia.

A mesma equipa de investigadores tinha questionado os alunos do secundário acerca das suas percepções relativamente à covid-19 em Maio – na altura, quase dois terços (59%) discordava do regresso às aulas presenciais. Os resultados agora divulgados permitem, por isso, uma comparação entre as opiniões dos estudantes durante a primeira vaga e a actual fase da pandemia.

Nota-se, desde logo, um aumento considerável da percentagem de alunos que revela “receio de contrair a covid-19”. São 80,2%, mais 13,3 pontos percentuais do que em Maio. Os jovens “perceberam que não eram só os grupos de risco que eram infectados”. “Agora não têm só receio pelos seus familiares e amigos, mas também por si próprios”, contextualiza a investigadora do Instituto de Educação da Universidade do Minho Regina Alves, que integra a equipa que desenvolveu este trabalho.

A generalidade dos alunos (93,7%) tem receio que alguém próximo contraia a doença, mas esse indicador já era elevado no ano passado (89%), ao contrário do que acontecia com o medo de ser o próprio a ser afectado pelo coronavírus.

Entre Maio do ano passado e Janeiro deste ano também caiu (8,7 pontos percentuais) a proporção de alunos que se sente seguro por entender que “utiliza as medidas de protecção adequadas”. Continuam a ser uma maioria (64%), mas são bem menos do que durante a primeira vaga.

O aumento do receio entre os estudantes do ensino secundário deve-se mais ao ambiente social do que às escolas, revelam os dados da Universidade do Minho. A maioria (52,1%) dos alunos sente-se seguro na escola se tiver que voltar às aulas presenciais. Este indicador aumentou 8,1 pontos percentuais em dez meses.

Os jovens entendem, porém, que a escola tem um novo papel a desempenhar nesta fase das suas vidas. A esmagadora maioria (60,6%) defende que os professores devem abordar o tema nas suas aulas – mais 12,8 pontos percentuais do que em Maio. Este número aumenta na mesma proporção que a percentagem dos alunos do secundário que defende a criação de programas educativos para a prevenção da covid-19 (42,1% favoráveis a esta solução).

“Eles não procuram informação relativamente às medidas de protecção individual, porque essas questões estão bem claras. O que eles procuram é que se fale da covid-19 para reduzir os seus receios e poderem fazer uma gestão das emoções”, defende Regina Alves.

A investigadora da Universidade do Minho entende que, por serem mais velhos, os estudantes do secundário “ficaram um bocadinho esquecidos”. “Partiu-se do princípio que mais facilmente conseguiram gerir os seus receios.” Os professores, mas também os psicólogos escolares e os mediadores educativos que trabalham nas escolas, têm, por isso, um papel importante não só para ajudar os alunos a lidar com as emoções, mas também para lhes transmitir informações credíveis, ajudando-os “a saber o que é verdade e o que é mentira”.

Essa é outra realidade revelada por esta nova publicação da Universidade do Minho. Ainda que a maioria dos jovens continue a acreditar nas autoridades de saúde (60,4%) e nas informações divulgadas pelos órgãos de comunicação social (51,2%), esse capital de confiança erodiu-se ao longo dos últimos dez meses – estes indicadores caíram 6,5 e 6,1 pontos percentuais, respectivamente.

Informações “que muitas vezes não são verdade” divulgadas pelas redes sociais e a “proliferação de fake news nos seus grupos” de amigos “têm deixado os alunos um bocadinho confusos”. A escola precisa de os ajudar a “desenvolver um sentido crítico e reflexivo para eles lidarem com estas situações”, conclui Regina Alves.

 

 

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Cartoon do Dia – Aulas online – Paulo Serra

 

 

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“Não podemos ter aulas síncronas com a mesma duração das aulas presenciais” João Dias da Silva

 

João Dias da Silva, representante da Federação Nacional de Educação (FNE), sublinha que há ainda algumas “fragilidades que o Ministério da Educação não foi capaz de preencher”, mas destaca o esforço e mobilização dos professores para manterem a atividade letiva.

A falta de material disponibilizado aos docentes pelo Governo, é uma das críticas apresentadas pela FNE.

“A responsabilidade do Ministério da Educação quando põe os professores a trabalhar em casa, para garantirem o funcionamento das aulas remotamente, era atribuir aos professores os computadores que são essenciais para que o trabalho possa ser realizado. E não atribuindo os computadores devia considerar a compensação aos professores daquilo que são as despesas que têm de fazer”, afirma.

João Dias da Silva considera “fundamental” o regresso à atividade letiva, considerando até que “já não devia ter existido este período de 15 dias sem contacto das escolas com os alunos”.

“Os professores estão fazer essa mobilização de todo o seu esforço, de toda a sua experiência adquirida já no ano passado, das formações que também foram fazendo ao longo de todo este tempo – pagando-as muitas vezes do seu bolso – para se atualizarem, para se prepararem para um segundo regresso ao ensino remoto”, diz ainda.

Desde setembro que as escolas e professores têm vindo a preparar a possibilidade de regressar ao ensino à distância. Com esta possibilidade em cima da mesa, “muito trabalho foi feito” antes mesmo da pausa letiva imposta pelo Governo. Apesar da autonomia das escolas para prepararem os horários entre aulas síncronas e assíncronas, João Dias da Silva lembra que é preciso ter em conta um conjunto de fatores.

“Nós não ignoramos que a partir de amanhã haverá famílias em que os pais estão em teletrabalho, em que as crianças vão ter aulas síncronas. E nós não podemos imaginar que podemos ter aulas síncronas com a mesma duração que têm as aulas presenciais”, explica lembrando que “é preciso que os pais compreendam que por várias razões não é possível, não é desejável, não se deve ter aulas síncronas com a mesma duração das aulas presenciais”.

Para além da gestão familiar, é também necessário não esquecer que em casa há mais distrações e que a capacidade de concentração de cada criança à frente de um ecrã é menor do que a que existe em contexto de sala de aula.

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Não há computadores… há televisão para os alunos do 10.º ao 12.º ano…

Quando andamos a brincar… quando esperamos que a sorte, apenas, a sorte nos proteja… quando não nos preparamos… só nos resta improvisar. Como na tropa, há que desenrascar…

 

Esta foi a solução encontrada pelo governo para resolver o atraso na entrega de computadores.

O governo vai anunciar a criação de um canal televisivo de ensino à distância para os alunos do 10º ao 12º ano.

Os blocos pedagógicos vão estar acessíveis na posição 8 da TDT e no canal 444 do cabo. Desta forma, os alunos do secundário sem acesso à internet vão poder seguir as aulas pela TV.

Esta foi a solução encontrada pelo governo para resolver o atraso na entrega de computadores.

 

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Hoje é dia de GREVE…

 

O STOP queixa-se de falta de meios informáticos para alunos e professores e faz críticas à atual situação dos professores com filhos menores.

O Sindicato de Todos os Professores (STOP), que acusa o Governo de “irresponsabilidade”, anunciou que vai manter um pré-aviso de greve de uma semana, exigindo condições para o ensino à distância.

Numa breve informação enviada à agência Lusa, o STOP diz que vai manter os pré-avisos de greve de segunda até sexta-feira.

Esta decisão prende-se, diz o sindicato, com “a irresponsabilidade do Governo em não ter garantido as condições para o ensino à distância”, bem como “as condições para todos os profissionais da educação e alunos que irão para as escolas”.

O STOP queixa-se de falta de meios informáticos e acessos à Internet para alunos e professores e faz críticas à atual situação dos professores com filhos menores.

“Esta greve nacional de 8 a 12 de fevereiro [uma semana a contar de segunda-feira], além de pressionar o Governo a melhorar as condições, permitirá que os profissionais de educação que sintam a sua saúde e vida em risco a possam salvaguardar”, lê-se no comunicado.

Esta informação surge na véspera do arranque da primeira semana de aulas à distância decretada pela tutela, uma medida englobada nas medidas de contingência associadas à pandemia de covid-19.

Em declarações à agência Lusa o coordenador nacional do STOP, André Pestana, considerou “evidente que o Governo não garantiu as condições que devia ter garantido para o início deste ano letivo”, o que se está a repercutir “na falta de preparação da eventualidade do ensino à distância”.

“Os professores foram obrigados, no início deste ano letivo e fizeram esse trabalho, a apresentar três possibilidades para o ensino — planeamentos para o ensino presencial, ensino misto e ensino à distância — mas infelizmente quase passado 11 meses o Governo revelou que não estava preparado para o ensino à distância apesar das promessas veladas que tinha feita e tom de propaganda política”, referiu André Pestana.

O dirigente do STOP frisou que “não há computadores para todos”, o que faz com que “não existe garantia de equidade no acesso à educação, um direito consagrado na constituição”.

O coordenador do sindicato também alertou para “a situação muito delicada dos professores com filhos menores”, descrevendo o cenário de um pai ou mãe ou ambos professores que estão em casa a dar aulas, mas têm os seus filhos a assistir a aulas ao mesmo tempo.”Os filhos menores que exigem atenção e acompanhamento dos pais. Isto vai ser mau para os professores e seus filhos, mas para os alunos que têm professores com filhos menores também”, sublinhou, somando a questão dos profissionais que estão a ser chamados para as escolas de acolhimento “sem condições de segurança adequadas”.

“Diz-se que as escolas desempenham um papel essencial, mas os profissionais da educação não estão nos setores prioritários de vacinação. Quando interessa ao Governo, somos considerados essenciais, mas depois não garante a vacinação nem EPI [equipamentos de proteção individual] adequados como máscaras, separadores”, acrescentou.

André Pestana acusou o executivo socialista de António Costa de ter “escondido deliberadamente que mais de metade das escolas tiveram focos de contágio” desde o início do ano letivo, altura em que “o STOP aconselhou uma redução do número de alunos por turma, colocação de separadores acrílicos entre alunos e entre alunos e professores e testes de diagnóstico regulares”.

Somando ao rol de reivindicações a “necessidade de mais professores e mais assistentes operacionais” nas escolas, Pestana sintetizou os motivos da greve de uma semana: “Para além de pressionar o Governo a atuar, a greve é para que se algum profissional sentir que está a por em causa a sua saúde e a dos seus familiares poder exercer o direito à greve”, disse.

O dirigente do STOP também quer que o Governo, “se apreender com os erros”, comece a preparar as condições de segurança para regressar ao ensino presencial quando for possível.

As escolas encerraram as portas há cerca de duas semanas e as crianças e jovens, desde creches ao ensino superior, ficaram em casa, numa pausa letiva que terminou na sexta-feira. Na segunda-feira, cerca de 1,2 milhões de alunos do 1.º ao 12.º ano voltam a ter aulas à distância, à semelhança do que aconteceu no passado ano letivo.A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.310.234 mortos no mundo, resultantes de mais de 105,7 milhões de casos de infeção, enquanto em Portugal morreram 14.158 pessoas dos 765.414 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

 

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Porque choramos? – Estação das Letras, uma história por dia…

 

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O mito urbano das 70% de aulas online e o seguidismo dos “outros” sem autonomia

Quando não se sabe o que fazer, vai-se pela cabeça dos outros…

 

O regime de ensino à distância começa na próxima segunda-feira e, apesar da tutela não estipular uma referência, Filinto Lima aponta para que 70% do horário seja utilizado em aulas online e 30% em trabalho individual

 

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O Número De Infectados Baixa (E Não Sobe, Como Se Dizia) Com o Encerramento das Escolas – Paulo Prudêncio

 

O Número De Infectados Baixa (E Não Sobe, Como Se Dizia) Com o Encerramento das Escolas

Como era conhecido ao fim de 2 vagas, o número de infectados baixa com o encerramento das escolas. Só uma grave invenção nacional insistia: “o número de infectados não baixa com o fecho das escolas; até sobe. Espera-se que não exista uma 4ª vaga. Mas se a tragédia acontecer, exige-se que os autores do achismo tenham aprendido, apesar de tudo, a lição.

O conhecimento disponível era conclusivo antes da 3ª vaga: “quanto mais tarde se fecham escolas numa pandemia descontrolada, pior”. O encerramento das escolas foi fundamental na 1.ª vaga e em 9 de Dezembro “concluía-se que a reabertura das escolas foi uma das decisões mais relevantes para a 2ª vaga pandémica na Europa e na América do Norte e que turmas mais pequenas e ensino semi-presencial são medidas eficazes para que a frequência das escolas seja mais segura”. Em Portugal, as pontes do início de Dezembro (decorrentes dos feriados de 1 e de 8) influenciaram a descida do número de infectados.

O conhecimento disponível considera cerca de 10 dias, no mínimo, desde os confinamentos para que a descida do número de infectados se verifique. Nesta semana (1 a 7 de Fevereiro), isso aconteceu inequivocamente. Infelizmente, as tragédias das mortes, dos cuidados intensivos e dos internamentos têm um calendário mais prolongado. Recorde-se que as escolas reabriram a 4 de Janeiro e encerraram a 22 (e na semana de 18 a 22 já havia concelhos com as escolas fechadas e outros com inúmeras turmas em quarentena). Era previsível que o número de infectados começasse a descer na data em que se verificou: últimos dias de Janeiro ou primeiros de Fevereiro.

projecto Covid19 Insights, uma iniciativa da Nova IMS da Universidade Nova de Lisboa e da Cotec, concluiu a 4 de Fevereiro:“O encerramento das escolas, e a consequente diminuição da mobilidade, e as medidas mais restritivas impostas pelo Governo a partir de meados de Janeiro ajudaram a uma queda mais rápida da taxa de transmissibilidade do vírus SARS-CoV-2, tornando o efeito do confinamento muito próximo do  de Março e Abril . No período referido foi possível reduzir a transmissibilidade entre 35% e 40%. Ainda é cedo para menos restrições, mas este maior cumprimento das medidas começa a revelar impacto nos números da covid-19. Contudo, os internamentos e óbitos mantêm-se altos.”

Nota: custa observar a vacinação indevida. É aquela espécie de cultura que espera a primeira oportunidade para perverter as regras usando os pequenos poderes em favor próprio ou dos amigos. Mas para os inúmeros que não se revêem na chico-espertice, é um sinal de esperança, até porque a grande vaga da vacinação ainda nem sequer começou, registar que existiu uma indignação consequente: bater com a porta, como parece ser o caso do coordenador que se demitiu. E mais do que este permanente ruído, o que importa são as coisas básicas: evitar aglomerações e espaços fechados; manter o distanciamento físico e anular contactos sem máscara; rastrear e testar; reconhecer sintomas; lavar as mãos; e ser-se vacinado.

 

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O mesmo concelho, dois agrupamentos e a carga horária em E@D (ERE-Ensino Remoto de Emergência)

Cabe a cada escola definir a carga horária de ensino remoto de emergência. Têm que usar o bom senso para não entrarem em exageros e situações que não se adaptem à idade de cada ciclo e tudo que ela implica. Nem por aqui vou falar de falta de equipamento ou o acompanhamento que os mais novos necessitam para acompanhar as aulas online. A escola, não tendo que organizar as famílias, tem que ter em conta das dificuldades que o ensino remoto de emergência traz às famílias de uma forma geral, sem individualizar.

Isto vai ser outra experiência de aprendizagem sobre o que não deve ser feito…

Os horários abaixo disponibilizados são de duas turmas do 2.º ano do 1.º Ciclo, em dois agrupamentos do mesmo concelho. Verifiquem as diferenças. Um determinou 19 horas síncronas e outro 11,5 horas síncronas semanais.

Deixo-vos, também um horário do 6.º ano do 2.º Ciclo do Agrupamento de Escolas do 1.º horário referente ao 1.º Ciclo para análise. Em 30 tempos de 50 minutos, 21,5 tempos são síncronos, o que resulta em pouca mais de 17 horas em frente ao computador. O 1.º Ciclo deste agrupamento de Escolas tem uma carga horária, repito, de 19 horas síncronas… equidade…

 

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A versão 2.0 do ensino remoto de emergência

Sempre defendi que o que fizemos no 3.º período do ano transato nada tinha a ver com ensino a distância, mas sim com ensino remoto de emergência. O que constato, agora, é que, embora, insistam na denominação, a situação mantém-se, continuamos a “exercer” ensino remoto de emergência.

 

“Não existirá ensino à distância, mas a versão 2.0 do ensino remoto de emergência”

ais de dois milhões de alunos regressam, amanhã, ao ensino à distância, quase um ano depois da primeira “experiência” desta nova realidade de aprendizagem. Desde então, milhares de professores apostaram em formação e foram utilizando essas novas ferramentas em sala de aula “para que a transição para um novo período de e@d se fizesse de forma mais tranquila”.

Cátia Valente, professora de Espanhol do 3.º Ciclo no Agrupamento de Escolas do Castêlo da Maia, já perdeu a conta às formações que fez, “umas gratuitas e outras pagas”, e acredita estar agora “muito mais preparada e capaz de dar aulas à distância”. “Nunca fiz tanta formação como agora para o uso de plataformas e metodologias que não conhecia, mas também para potenciar as que já utilizava”, explica. Para a docente, a diferença entre a aula presencial e à distância não difere apenas no facto de o professor não estar fisicamente com os alunos. “Uma boa aula à distância não pode ser igual à presencial, porque os níveis de concentração não são comparáveis. O professor tem de recorrer a recursos diferenciados e mais atrativos. Devemos variar as estratégias de forma a fomentar a autonomia do aluno”, sublinha. A professora de Espanhol não esquece, também, o papel fulcral do docente no bem-estar emocional dos alunos. “É importante que os alunos sintam que o professor está lá e que se preocupa com o estado emocional deles”, conclui.

Marco Bento, investigador da Universidade do Minho, e especialistas em e@d também refere ao DN que os professores estão agora mais preparados para o desafio, contudo, teme que alguns erros cometidos em março do ano passado não sejam corrigidos. “A minha perspetiva é que não existirá ensino à distância, uma vez mais, mas a versão 2.0 do ensino remoto de emergência. Nesse caso, os professores dominam melhor a tecnologia, o que os pode tornar mais ágeis, mas a questão de fundo permanece inalterável, ou seja, o conhecimento de práticas pedagógicas, que mais do que ativas possam ser interativas com os alunos. Não posso deixar de referir, que temo que a versão 2.0 não seja mais do que um upgrade substancial, porque grande parte dos planos de ensino remoto de emergência dos agrupamentos continuam a ser pautados por cronogramas e horários muito similares ao presencial, antevejo a continuidade da replicação, ou digitalização, de um ensino presencial”, explica.

José António Moreira, docente da Universidade Aberta, deu formação a milhares de docentes nos últimos meses e partilha da opinião de Marco Bento. Para o especialista, “não basta ligar o PC e não podemos passar essa má imagem”. Há uma série de equívocos quando se fala em e@d. O que está a acontecer não é ensino a distância, mas sim remoto o digitalizado. Há uma transferência da realidade das práticas da escola física para a ligação de uma câmara. Nada contra isto, mas isto não é o que preconizamos nos modelos de educação à distância. Uma boa aula tem uma série de condições obrigatórias na geografia virtual. Usa-se o termo e@d sem o estar a implementar. Não houve ajustamento do e@d, mas uma transferência online”, defende.

Replicar os horários presenciais é um erro

Marco Bento explica ao DN a dinâmica de uma e@d, devendo esta ter “pelo menos três componentes: síncrono, assíncrono e trabalho autónomo, que devem ser combinados de forma a promover sempre o objetivo final da escola, ou seja, a aprendizagem dos alunos”. “Não havendo um tempo ideal, deverá existir muito bom senso, consoante o tempo de atenção sustentada de cada aluno”, explica (ver tabela Illinois State Board of Education). Para o especialista, “é fácil perceber que as escolas não deveriam replicar os horários presenciais nos 100% de horários síncronos, uma vez que a preocupação em preencher o tempo letivo não está de acordo com a real capacidade de atenção dos alunos, que é bastante reduzida, para não falar no imenso esforço e fadiga gerada por um ambiente online constante, que nem um adulto consegue sustentar”. “Dependendo das idades, a aula síncrona, por videoconferência, poderá ir de 20 a 50 minutos. Quando pensamos no conjunto dos blocos semanais, por exemplo, três blocos de 50 minutos, neste modelo online poderia ser de um bloco síncrono e dois blocos assíncronos” sublinha.

José António Moreira salienta também a existência de autonomia por ciclos de ensino com diferenças claras. “É óbvio que a autonomia por ciclos é diferente. Tem de haver momentos de trabalho autónomo, mas se os alunos não têm essa autonomia desenvolvida, só pode fazer-se com comunicação regular. Quanto mais baixas forem as faixas etárias, maior a necessidade da presença digital constante”, diz. O especialista vai mais longe e afirma que “a educação à distância não deveria ser feita nos 1.º e 2.º ciclos”. “Não é possível eliminá-la por estar a viver uma situação de emergência, mas temos de perceber de que forma podemos minorar os problemas”, frisa. José António Moreira acredita também num “futuro a curto prazo que passará pelo ambiente híbrido”.

“A introdução de ambientes virtuais na sala de aula vai ser uma realidade, não tenho dúvidas. O plano de educação digital da União Europeia fala nisso mesmo, na articulação entre ambientes virtuais e físicos. A presencialidade pode existir no digital”, explica, referindo-se ao que entende como educação em ambiente digital. “O que temos imaginado da sala de aula física terá mais ambientes virtuais, que são construídos para simular as aulas físicas. Não é a substituição de uma por outra, mas uma articulação, uma complementaridade, entre as duas. Os alunos poderem complementar a aprendizagem em casa. Este é o futuro”, conclui.

As dificuldades que os professores enfrentam

Elisabete Ferro, educadora de infância, confessa estar a sentir muitas dificuldades no e@d do pré-escolar. “Esta nova realidade está a custar-me muito porque o pré-escolar à distância é impraticável. Temos um horário de sessões de aulas síncronas e assíncronas. Duas horas por dia síncronas e as outras assíncronas. Estar duas horas com crianças da pré em e@d é impensável. Uma criança não consegue concentração mais de 20 minutos, nem presencialmente.” A educadora vai implementar “atividades muito simples e com materiais que os pais têm em casa”. “O objetivo é não perderem o contacto connosco”, conclui, confessando querer voltar ao trabalho presencial “o mais rapidamente possível, pois é a única forma eficaz de trabalhar com crianças tão pequenas”.

Daniel Ribeiro, professor de Física e Química no Colégio Júlio Dinis, no Porto, enfrenta outro tipo de desafios. O docente leciona o ensino secundário, em que as dificuldades passam pelas características práticas da disciplina. “A primeira grande dificuldade que as disciplinas inerentemente científicas sentem prende-se fundamentalmente com a natureza experimental das mesmas. A Física e a Química, por exemplo, são ciências puras que vivem da experimentação. Os alunos ficam com uma ideia muito mais clara dos conceitos quando são eles a trabalhar um protocolo experimental que lhes permita induzir um resultado científico. Neste aspeto, nada substitui a abordagem hands-on, em detrimento da abordagem eyes-on naturalmente preconizada pelo e@d” explica.

O docente relembra também dificuldades na “manipulação da calculadora gráfica em ensino remoto”. Numa sessão síncrona de atividade experimental com utilização da calculadora gráfica, grande parte do tempo é perdido a tentar encontrar a razão para um qualquer erro que o aluno está a cometer na sua calculadora”, refere, salientando que, “nesse aspeto, todo o trabalho feito em e@d assume uma dificuldade incalculavelmente superior”.

Escolas ajustaram horários e metodologias

Escolas do setor público e privado alteraram alguns dos procedimentos implementados em março do ano passado. Confessando estar agora mais preparado, João Trigo, diretor do Colégio Efanor, em Matosinhos, explica que não teve de fazer “alterações de fundo”, auxiliando-se da experiência anterior em e@d. “Não tivemos muita necessidade de fazer ajustes. Adquirimos PC com ecrãs touch, generalizámos o uso da plataforma da Escola Virtual e continuamos a usar a plataforma Teams de forma regular desde o ano passado”, explica.

 

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