Como em breve vai ser discutido com as organizações sindicais o Orçamento de Estado para 2016 e pelos vistos também faz parte dessa reunião o congelamento das carreiras (progressões) da Administração Pública, é bom relembrar que caso apenas seja descongelada a carreira da Administração pública em 1 de Janeiro de 2018, todos os trabalhadores nessa altura estarão congelados para efeitos de progressão 9 anos e 4 meses.
No caso dos docentes, para além de terem a sua progressão condicionada ao tempo de serviço, têm também a sua avaliação condicionada a essa progressão, não se passa o mesmo para quem é avaliado pelo SIADAP que vai amealhando pontos para uma futura progressão.
Os 9 anos e 4 meses de serviço são para muitos docentes dos quadros já mais de metade de todo o seu tempo de serviço na Administração Pública.
Se vai ser discutida a progressão nas carreiras e o congelamento dessas progressões é bom que alguém se lembre de recuperar todo o tempo de serviço congelado para um futuro próximo.
Já nem falo de ser entregue todo esse tempo de uma só vez, mas de forma faseada.
Se porventura por cada ano de serviço fosse recuperado uma percentagem do tempo perdido seria feita a reposição desta injustiça criada a quem trabalhou e suportou este período de crise.
Problema é transversal a toda a função pública. Só na educação vão poupar-se 10 milhões.
O Governo quer reduzir os elevados níveis de absentismo na Administração Pública e vai adoptar, ao longo do próximo ano, um conjunto de medidas para resolver o problema e poupar 60 milhões de euros.
No relatório que acompanha o Orçamento do Estado para 2018, o executivo alerta para “o impacto que o absentismo (e emergente presentismo) representa na conjuntura actual, pelo elevado custo humano e orçamental para o país”. E compromete-se a desenvolver mecanismos de incentivo às boas práticas nos domínios da gestão de pessoas, programas de saúde ocupacional e o reforço dos processos de auditoria e fiscalização para tentar contrariar o problema.
No relatório, o Governo não apresenta dados sobre a taxa de absentismo nos vários sectores do Estado, mas destaca a Educação como um dos sectores onde o problema tem expressão. O Ministério da Educação, por outro lado, também não apresenta dados sobre o número de faltas dado pelos professores, nem sobre quantos docentes estão de baixa.
Com cerca de 40% dos professores do ensino público a terem idades iguais ou superiores a 50 anos, o número de baixas médicas tem disparado, como admitiu no ano passado a Secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão. Segundo a governante, esta foi a principal razão pela qual o número de professores contratados bateu recordes em 2016, tendo ultrapassado os 20 mil, mais do dobro do ano anterior.
São raros os docentes que tendo 50 anos de idade encontram-se no 4.º Escalão. Só mesmo aqueles que beneficiaram antes de 2005 da bonificação por conclusão do mestrado ou aqueles que em 2010 subiram ao 4º Escalão. Conheço outros casos mais raros de quem transitou da carreira docente dos Açores para o Continente que estão no 4.º escalão.
Para ser mais fácil explicar como estes docentes nunca conseguirão chegar ao topo da carreira atual (10.º Escalão) deixo o meu exemplo.
Ainda me faltam 364 dias de serviço para a mudança ao 4.º escalão, que a correr dentro do previsto terá efeitos apenas no dia 1 de Janeiro de 2019. Nessa altura a caminho dos 50.
Os actuais escalões têm a duração de 4 anos (com excepção do 5.º que tem a duração de 2 anos).
Em 1 de Janeiro de 2023 poderei subir ao 5.º e em 1 de Janeiro de 2025 ao 6.º escalão. Ao 7.º em 1 de Janeiro de 2029 (aqui já com 60 anos). Em 1 de Janeiro de 2033 ao 8.º e em 1 de Janeiro 2037 ao 9.º (quase 68 anos).
Só para que não haja dúvidas sobre a impossibilidade que existe para a grande maioria dos professores chegar ao topo da carreira (10.º Escalão).
O Paulo Guinote faz aqui um esclarecimento histórico do que esteve por trás do primeiro congelamento de 2005.
Aprofundei este estudo considerando que todos os que renovaram em 2016/2017 tinham obtido colocação em horário anual e completo em 2015/2016 (A diferença para o estudo anterior indica que 274 docentes obtiveram colocação em BCE).
Ainda podem faltar nesta lista alguns docentes que obtiveram colocação em horário anual e completo em 2015/2016, mas que não renovaram contrato para 2016/2017.
Recordo que foi anunciado que esta nova norma travão poderia abranger cerca de 1.200 professores. Só me faltam encontrar os restantes 300.
O quadro seguinte apresenta o número de contratados colocados até à Reserva de Recrutamento 6, independentemente da duração do contrato e do número de horas de colocação.
Tendo em conta que pouco mais de 3 mil docentes entraram no quadro e apenas existiram menos 1.145 colocações do que em 2016, isso quer dizer em contas por alto que existem este ano a trabalhar mais dois mil professores do que no ano passado.
Se existe margem para vincular 3.500 professores, isso existe, e este quadro prova isso mesmo.
Só importa que as novas vinculações não coloquem em causa quem já é do quadro e a solução para evitar o que aconteceu em 2017 é mesmo permitir que os docentes dos quadros concorram às vagas que abram, libertando a sua vaga, como já disse aqui.
Depois de publicada a proposta de Orçamento de Estado para 2018, onde se pretende alterar as regras para a norma travão, resolvi contabilizar o número de docentes que podem beneficiar dessas novas regras em 2018.
O que diz a nova regra da norma travão?
“A sucessão de contratos de trabalho a termo resolutivo celebrados com o Ministério da Educação na sequência de colocação obtida em horário anual e completo, no mesmo grupo de recrutamento ou em grupos de recrutamento diferentes, não pode exceder o limite de três anos ou duas renovações“.
No documento seguinte encontram-se todos os docentes colocados em horário anual e completo entre os anos lectivos 2015/2016 e 2017/2018, independentemente do grupo de recrutamento onde foram colocados.
Foram colocados 612 docentes contratados na Reserva de Recrutamento 6 de acordo com a seguinte distribuição por grupo de recrutamento, duração do contrato e número de horas.
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Lista de Colocação Administrativa dos Docentes de Carreira – 6ª Reserva de Recrutamento 2017/2018.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 16 de outubro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 17 de outubro de 2017 (hora de Portugal continental).
A antiga ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues disse hoje que é necessário contrariar a ideia de que o arranque do ano letivo é “sempre um problema”, adotando antes a ideia de que é uma festa.
“Os professores foram colocados e os alunos estão nas escolas, por isso, precisamos de fazer deste arranque de ano letivo uma festa, porque é uma festa ter crianças nas escolas, precisamos de contornar a questão de que o arranque do ano letivo tem de ser sempre um problema, porque não tem de ser sempre um problema”, disse, no Porto.
Bloco de Esquerda e Governo chegaram a acordo para integrar no próximo ano mais 3.500 professores nos quadros da Administração Pública, parte será feita de forma extraordinária.
O Bloco de Esquerda anunciou esta quinta-feira que chegou a acordo com o Governo para que sejam integrados na Função Pública com vínculo permanente mais 3500 professores no próximo ano.
De acordo com a deputada do Bloco de Esquerda Joana Mortágua, o acordo é para que seja feita uma integração extraordinária de cerca de 2300 professores na altura do concurso de professores, cujos termos ainda serão definidos pelo Governo, que ficará assim com a responsabilidade de definir quem será abrangido e quais as necessidades do Estado.
Os restantes cerca de 1200 serão integrados no Estado com recurso à alteração da lei que determina que a integração nos quadros acontece apenas ao final de quatro contratos de um ano e dentro do mesmo grupo de recrutamento. Neste caso, a lei mudará para que sejam necessários apenas três contratos e não quatro, e para que não seja necessário estar no mesmo grupo de recrutamento. Ou seja, um professor pode dar aulas de história num ano e de ensino especial no ano seguinte – exemplo dado pela deputada – e continuar a contar para este número de três contratos.
Esta mudança tornará mais rápida a integração de professores nos anos seguintes. O Bloco a estima que com as regras antigas, em que eram necessários quatro contratos, só fossem integrados cerca de 400 professores.
O Bloco de Esquerda disse ainda que, com este segundo processo de regularização extraordinária, em dois anos entrarão cerca de 7000 professores para os quadros do Estado.
“As regras que vão ser aprovadas neste orçamento permitirão vincular tantos professores como foram vinculados no ano passado, ou seja, pelo menos 3500 professores”, disse a deputada.
Aproximando-se a apresentação pelo Governo da proposta de Orçamento de Estado para 2018 e tornando-se urgente a tomada de uma posição que vise concretizar as posições dos Educadores e Professores sobre matérias prementes da atividade docente que continuam sem resolução, a Federação Nacional da Educação, em nome dos seus Sindicatos membros:
– Sindicato dos Professores da Zona Norte;
– Sindicato dos Professores da Zona Centro;
– Sindicato Democrático dos Professores da Grande Lisboa e Vale do Tejo;
– Sindicato Democrático dos Professores do Sul;
– Sindicato Democrático dos Professores dos Açores;
– Sindicato Democrático dos Professores da Madeira;
– Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas.
Convoca para o próximo dia 12 de outubro em Aveiro, ao abrigo do artigo 341.º da Lei n.º 35/2014 de 20 de junho, (Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas) L.F.T.P. e do artigo 420.º da Lei n.º 7/2009 de 12 de fevereiro, Código do Trabalho) no Centro Cultural de Congressos de Aveiro – Cais da Fonte Nova, 3810-200 Aveiro, um
Plenário Nacional de Educadores e Professores
Ordem de trabalhos:
– Informações
– Tomada de posição sobre:
-Descongelamento das carreiras;
-Organização do tempo de trabalho;
-Regime excecional de aposentação;
-Revisão do regime de concursos;
-OUTROS QUE ENTENDAS PERTINENTES
No relatório de vigilância a Portugal pós-troika, a CE defende que docentes têm aumentado “firmemente” desde 2015
A Comissão Europeia (CE) considera que o número de professores em Portugal tem vindo a aumentar de forma consistente desde 2015. E avisa o governo, em particular o Ministério da Educação, que este “crescimento” tem de “contribuir efetivamente para melhorar os resultados da Educação”.
Transcrevo aqui as minhas declarações ao DN.
Arlindo Ferreira, autor de um blogue especializado em contratação de docentes, confirma que “desde 2016” se tem notado um aumento das necessidades de contratação a termo de docentes, que se deve em parte “às medidas de promoção do sucesso escolar“. mas não só: “Tem aumentado o número de professores [dos quadros] que estão em situação de doença, também pelo facto de a idade da reforma estar a aumentar“, contou, lembrando que esses docentes têm de ser substituídos.
A Fenprof acusou hoje o Ministério da Educação de não ter aberto 713 vagas de quadro, exigindo agora a “reparação da ilegalidade” por parte da tutela, que diz que vai analisar a lista dos docentes excluídos remetida pelos sindicatos.
Depois de a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) e a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA) terem autorizado a divulgação da listagem de professores que reuniam as condições para abertura de vagas no concurso de vinculação extraordinária, a Federação Nacional de Professores (Fenprof) veio hoje defender que na sua análise desses documentos detetou 713 vagas em falta.
“Isto é, há mais 713 docentes que, de acordo com o levantamento efetuado, reuniam os requisitos que davam origem a vaga no CIE [Concurso de Integração Extraordinário] e que não foram considerados pelo Ministério da Educação para esse efeito”, defende a federação sindical em comunicado.
No comunicado, a Fenprof precisa que o maior número de vagas por abrir se registam nos grupos de recrutamento de 1.º ciclo do ensino básico (274) e educação especial (82).
A federação enviou hoje um ofício ao Ministério da Educação (ME) com a listagem dos 713 docentes que considera que deviam ter sido integrados nos quadros no último concurso de vinculação extraordinária.
“A confirmar-se, como tudo indica, que, em desrespeito pela lei, não foram criadas 713 vagas, a Fenprof, no ofício dirigido ao ME, considerou indispensável a marcação de uma reunião na qual se efetue o apuramento final das vagas em falta e se estabeleça a forma de, ainda no corrente ano letivo, com produção de efeitos a 01 de setembro de 2017, esta ilegalidade ser reparada”, lê-se no comunicado.
Questionado pela Lusa, o ME reiterou que as vagas abertas à data do concurso foram as que respeitavam os requisitos determinados para o efeito, mas assegurou que vai analisar a informação remetida pelos sindicatos.
“O ME recebeu a lista com os 713 nomes de docentes remetidos pela Fenprof, que analisará como faz com todos os documentos remetidos pelas estruturas sindicais”, refere a nota enviada à Lusa.
O ME recorda que para a abertura de 3.019 vagas no concurso de vinculação extraordinária foram tidos em conta os professores que até 31 de agosto de 2016 contabilizavam 4.380 dias de tempo de serviço, tinham cinco contratos de trabalho a prazo nos últimos seis anos no ensino público, incluindo um contrato anual e completo em 2016-2017.
Quando foram conhecidas, em maio, as listas provisórias de colocação de professores, a federação sindical dos professores alertou que poderiam ser cerca de 800 as vagas para integração nos quadros que teriam ficado por abrir, tendo em conta as regras que o ME tinha criado para esse concurso e publicado na portaria de vagas.
A Fenprof defendeu que só pela comparação de duas listas de professores – aquela que a federação elaborou e a lista oficial da DGAE referente ao concurso – seria possível determinar o total de vagas que ficaram por abrir indevidamente, segundo os sindicatos.
Chegou-me recentemente esta queixa enviada À Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) sobre uma suspeita de intrusão na plataforma GIAE por parte do Administrador Local.
Para além do GIAE existe também o INOVAR que trabalham para as escolas nesta área.
Com a nova Lei da Proteção de Dados que entra em pleno vigor em Maio de 2018 muitos serão os problemas que vão existir com estas empresas que colaboram com as escolas.
Ainda hoje em Aveiro muito se falou disto e as escolas (em especial as direcções) vão ter responsabilidades acrescidas sobre os dados que publicam, quer no espaço escolar quer no seu site oficial.
Na Reserva de Recrutamento 5 foram colocados 990 docentes contratados de acordo com a seguinte distribuição por grupo de recrutamento, duração de contrato e número de horas.
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Lista de Colocação Administrativa dos Docentes de Carreira – 5ª Reserva de Recrutamento 2017/2018.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 9 de outubro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 10 de outubro de 2017 (hora de Portugal continental).
Em termos globais, há 61 vezes mais docentes acima dos 50 anos do que abaixo dos 30. Região Centro é a mais envelhecida
Os professores portugueses estão cada vez mais envelhecidos: nos mais de 104 mil (104 386) docentes, do 1º ciclo até ao secundário, que estavam a dar aulas nas escolas públicas no ano letivo 2015/2016 encontravam-se apenas 383 com menos de 30 anos. Uma tendência que se tem agravado nos últimos anos, já que em 2012/2013 o número de professores sub-30 ainda estava acima dos mil (1226). Os dados do perfil do Docente 2015/16, publicado pela Direção-Geral de Estatística da Educação e da Ciência, mostram que a percentagem de professores acima dos 50 anos de idade já é sessenta e uma vezes superior à daqueles que ainda não chegaram aos 30. Só no 1º ciclo, por exemplo, só há 21 professores que ainda não chegaram aos 30 anos, para um total de 23 mil docentes.
De acordo com este documento, uma análise mais fechada sobre os professores do 3.º ciclo e secundário nos grupos de recrutamento dominantes ( Português, Matemática, Física e Química, Biologia e Geologia e Educação Física) conclui que 42,7% dos docentes já superaram o meio século de vida enquanto a franja mais nova representa apenas 0,7%. Estes dados são relativos a toda a classe, abrangendo professores do ensino particular e cooperativo independente e dependente do Estado. Sem o setor privado, o envelhecimento seria ainda mais notório. Por exemplo, no Português – o grupo disciplinar mais envelhecido – , a idade média dos docentes é de 50 anos no setor público, sendo de 43 no privado dependente do Estado e de 42 anos no privado independente. Uma tendência que se repete nas cinco disciplinas que mais professores têm, com a menor diferença a verificar-se na “jovem” Educação Física, em que os professores do público estão na casa dos 45 anos. O índice de envelhecimento confirma que é sobretudo no Português que o envelhecimento é mais acentuado. Por regiões administrativas, o Centro destaca-se claramente do restante território do Continente em termos de envelhecimento da classe.
Números que, questionado pelo DN, o gabinete do ministro Tiago Brandão Rodrigues garante estarem a merecer atenção do governo: “O fenómeno referido preocupa este executivo e está a ser acompanhado”, diz o Ministério da Educação, lembrando que “realizou uma vinculação extraordinária [de cerca de 3000 docentes] que visa conferir renovação e estabilidade ao sistema. Estamos ainda a trabalhar, em conjunto com todos os parceiros, para que sejam asseguradas as necessárias condições de estabilidade e valorização da carreira”.
No âmbito das prioridades definidas no Programa do XXI Governo Constitucional para a área da educação, foi produzida a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania (ENEC), a qual resultou da proposta elaborada e apresentada pelo Grupo de Trabalho de Educação para a Cidadania, criado pelo Despacho n.º 6173/2016, de 10 de maio.
A ENEC constitui-se como um documento de referência a ser implementado, no ano letivo de 2017/2018, nas escolas públicas e privadas que integram o Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular, através da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, lecionada nos anos iniciais de cada ciclo/nível de ensino.
A inclusão desta área no currículo justifica-se pelo reconhecimento, inscrito na Lei de Bases do Sistema Educativo e no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, de que compete à escola garantir a preparação adequada para o exercício de uma cidadania ativa e esclarecida, bem como uma adequada formação para o cumprimento dos objetivos para o Desenvolvimento Sustentável.
A Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania vem, assim, reforçar a implementação da componente curricular de Cidadania e Desenvolvimento em todos os níveis de educação e ensino, respeitando os princípios, valores e áreas de competências enunciados no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.
As dispensas do período probatório têm sido assim, e espera-se que para 2017/2018 seja idêntico.
Ficam dispensados da realização do período probatório 2016/2017 os docentes que reúnam cumulativamente os seguintes requisitos:
a. Contabilizem, pelo menos, 730 dias de serviço efetivo, nos últimos cinco anos imediatamente anteriores ao ano letivo 2015‐2016, prestados em funções docentes no mesmo nível de ensino e grupo de recrutamento em que o docente ingressou na carreira;
b. Tenham, pelo menos, cinco anos de serviço docente efetivo com avaliação mínima de Bom, nos termos do ECD.
O que deve mudar no despacho deste ano deve ser apenas a referência ao ano letivo 2015-2016 que mudará para 2016-2017.
Não percebo a pressa de muitas escolas em agendar a observação de aulas quando se prevê que informação idêntico possa sair em breve.
Foram colocados 1.492 docentes contratados na Reserva de Recrutamento 4 de acordo com a seguinte distribuição por grupo de recrutamento, duração do contrato e número de horas.
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Lista de Colocação Administrativa dos Docentes de Carreira – 4ª Reserva de Recrutamento 2017/2018.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 2 de outubro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 3 de outubro de 2017 (hora de Portugal continental).
A secretária de Estado Ajunta e da Educação afirma que, até agora, o governo só foi citado em seis ações no tribunal. Professores falam em situações de “desespero”.
O Movimento dos professores por um concurso mais justo garante que já chegaram a tribunal “mais de 130 queixas” relativas ao concurso de colocação de docentes, mas o governo tem outros números e garante à TSF que só “foi citado em seis ações”.
“Ainda não está o apuramento fechado, mas será bem mais acima de 130 professores”, afirmou Manuela Almeida, representante do Movimento de professores por um concurso mais justo.
Na última quarta-feira, o Provedor de Justiça, José Faria e Costa, admitiu que as queixas dos professores eram válidas, considerando que os resultados do concurso terão sido injustos. O provedor declarou, no entanto, que a repetição do concurso prejudicaria o arranque do ano escolar.
Em declarações à TSF, a secretária de Estado Adjunta da Educação, Alexandra Leitão, diz que, até ao momento, o governo foi citado em apenas seis queixas.
O Ministério da Educação também não admite a existência de erros ou ilegalidades no concurso. Alexandra Leitão sublinha que o Provedor de justiça não referiu qualquer ilegalidade no processo.
O meu nome é Sofia Ester e trabalho no Agrupamento de Escolas Emídio Navarro em Almada.
Criei uma Escola de Magia onde os alunos se podem tornar feiticeiros. Para progredirem na magia, os alunos necessitam de ser bem sucedidos em jogos, sendo que vários desses jogos são educativos. A Escola de Magia foi escolhida como a vencedora, em Portugal, do Concurso Best Content for Kids organizado pela Insafe e pela European Schoolnet.
Dentro da Escola de Magia existe um jogo que é a História Interativa. Neste jogo o leitor ajuda a Adozinda, uma feiticeira de 16 anos, a progredir no mundo da magia. A História Interativa adapta-se ao leitor e tem diferentes fins, conforme a escolha que este faz ao final de cada página. Portanto, enquanto os livros comuns são uma revelação do autor, a História Interativa é uma revelação do leitor porque a história adapta-se aos seus valores e à sua disposição.
O Presidente da Republica prometeu analisar as razões do protesto de um grupo de professores que lhe apresentou um conjunto de “situações de irregularidades e de alguma ilegalidade” nos concursos.
O Presidente da Republica prometeu analisar as razões do protesto de um grupo de professores que este sábado, no Porto, lhe apresentou um conjunto de “situações de irregularidades e de alguma ilegalidade” nos concursos de professores.
Os professores queixam-se que devido às alterações feitas pelo Ministério da Educação às regras dos concursos, fazendo com que “milhares de professores continuem colocados a centenas de quilómetros das suas residências e das suas famílias”.
O Presidente da República conversou com os docentes à chegada a Serralves, para uma visita à Festa do Outono, que decorre até domingo.
Marcelo Rebelo de Sousa pediu documentação relativa às queixas e reivindicações dos professores, garantindo-lhes que iria analisar o processo.
Os professores explicaram que “foram subtraídos ao processo concursal os horários incompletos com duração anual que teriam de ir a concurso. Houve alteração sem aviso prévio”.
“Houve preferência de horários completos, mas, ao contrário do que é alegado, as nossas preferências são feitas em função de agrupamentos de escolas e não por horários completos ou incompletos”, afirmaram.
“Já percebi, mas para já vou estudar”, disse o Presidente da República.
O denominado Grupo Luta Por Concursos de Professores Mais Justos explicou que, embora o Ministério da Educação não o reconheça, “este ano letivo houve milhares de docentes que foram ilegalmente colocados nas escolas”.
Segundo afirmaram aos jornalistas, logo após o dia 25 de agosto (data em que saíram as primeiras listas de colocação) houve movimentações para que essa situação fosse resolvida.
Os docentes acreditam, e disseram-no hoje ao Presidente da República, que “havendo vontade é possível repor a legalidade” e facilitar “a vida destas pessoas”, muitos deles “professores mais graduados que continuam a ser ultrapassados, por outros menos graduados, sendo lesados na sua situação profissional”.
Para Manuela Almeida, uma das porta-vozes do grupo, trata-se do “incumprimento do que está no decreto-lei”. Por isso, esta situação já foi denunciada ao Governo e a todos os grupos parlamentares.
“Os grupos parlamentares não admitiram ilegalidade no processo, mas admitiram a falha e a injustiça. Acreditamos que havendo boa vontade é possível resolver a situação”, sublinhou.
O grupo de docentes já interpôs várias providências cautelares, mas ainda não obteve qualquer resposta.
“Mantemos e manteremos a luta para que a situação seja retificada, propondo a retirada das listas de colocação, devendo publicar-se outras que respeitem a lei em vigor e que os professores sejam colocados com base na sua graduação e manifestação de preferências”, frisou Manuela Almeida.
Depois de se manifestaram junto do presidente da Republica, os professores repetem a ação no local onde decorre esta tarde uma iniciativa de campanha do Bloco de Esquerda, que conta com a presença de Catarina Martins.
“Queremos estar com Catarina Martins para lhe dizermos que a resolução proposta pelo grupo parlamentar do BE de que são a favor de uma resolução já no próximo ano, é tardia, é insuficiente e também dar-lhe conta de que o erro não é dos professores, mas sim do Governo”, afirmou Manuela Martins.
Na reserva de recrutamento 3 foram colocados 1.136 docentes contratados distribuídos por grupo de recrutamento, duração do contrato e número de horas de acordo com o quadro seguinte.
São vários os relatos que me chegam dando conta da mesma situação.
Docentes que manifestaram interesse em ser colocados em horários incompletos para apoio no 1.º ciclo e obtiveram colocações em número de horas inferiores ao intervalo de horário para o qual concorreram.
Sou, XXXXXX, candidata nº XXXXXX, docente do grupo de recrutamento 110, 1º Ciclo do Ensino Básico, fui opositora ao concurso de contratação inicial e reserva de recrutamento para o ano escolar 2017/2018;
– Na minha manifestação de preferências selecionei horários completos e incompletos, os últimos apenas para o intervalo de 15 a 21 horas;
– Na Reserva de Recrutamento 02, obtive colocação para o Agrupamento de Escolas XXXXX – XXXXX (código XXXXXX), com um horário de 8 horas, intervalo de horário, ao qual não fui opositora no concurso, apenas fui opositora para o Agrupamento atrás citado para horários completos;
– Na página 6 do manual de instruções da manifestação de Preferências do Concurso de Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento está bem claro que os candidatos opositores ao grupo de recrutamento 110 – 1.º Ciclo do Ensino Básico, apenas podiam indicar horários incompletos, se nas opções de candidatura manifestassem interesse em serem colocados em horários de Apoio Educativo, aliás, caso respondessem “não” à pergunta da manifestação de disponibilidade de colocação em horários completos e incompletos de apoio educativo, a aplicação nem permitia selecionar e concorrer a horários incompletos, daí eu ter respondido “sim” aquela questão, limitando esse interesse, na manifestação das minhas preferências, em horários incompletos até ao intervalo de 15 a 21 horas, e nunca abaixo das 15 horas, o que sucedeu na minha colocação;
– Encontro-me estupefacta com a situação, não compreendo o sucedido, esta colocação põe em causa completamente a minha vida pessoal, familiar e económica e do agregado familiar;
Com tudo isto vi-me obrigada, a aceitar e apresentar-me para logo a seguir denunciar contrato
Bom dia.
Sou professora de 1 ciclo e no concurso coloquei sim na questão dos apoios. Ao fazê-lo era permitido escolher os intervalos de horário. Selecionei apenas horários completos e colocaram me num incompleto.
Aconteceu a vários colegas. Alguns com situações desesperantes, pois ficaram a centenas de Km de casa com horários de nove horas, quando para essas zonas apenas colocaram horários completos!
Peço lhe por favor que nos ajude a dar voz, no sentido de se repor a justiça dos que foram mal colocados e que não se continue. nas próximas reservas com o mesmo erro.
Muito obrigada por toda a sua atenção.
Acrescento ainda que com 20 horas fui colocada como titular de turma, sendo que um dia por semana outro professor dá as aulas à minha turma.
Passa-se algo de muito estranho e irregular no 1º ciclo e parece que as nossas vozes não chegam a lado nenhum
Boa tarde.
Sou professora contratada no grupo 110 e acho que serei colocada na próxima RR, no entanto estou muito preocupada com uma situação. Ao fazer o meu concurso na questão sobre se pretendia ser colocada em horários completos e incompletos do apoio educativo eu respondi SIM, no entanto ao manifestar preferências só coloquei horários completos. Sei que na RR2 alguns colegas do meu grupo que concorreram como eu foram colocados em horários incompletos.
Como é isto possível???
Mudaram as regras do ano passado para este ano???? No ano passado isto não sucedeu…
Tenho conhecimento de uma colega que foi colocada com 9h a 400kms de casa, e para esse qzp essa colega só selecionou horários completos.
Outros casos em que os colegas foram colocados em horários incompletos mas estes não são do apoio educativo!!! Como é isso possível no 110?
Por exemplo, num caso juntaram 2 horários de substituição por amamentação e fizeram um horário de 10h (5h numa turma + 5h noutra).