Não ter tempo para morrer…! Joaquim Forte

 

Olha, João, em Portugal, é mais difícil ser Engenheiro do que Professor! Já viu, as pontes a cair! Há mais responsabilidade!
É difícil, assim tão difícil, conversar com as pessoas? Ajudar pessoas? O Sr, é um Professor, explicar, conversar, dizer, contar, não está nomeado para construir uma ponte, com cálculos profundíssimos, ter a cadeira de Física feita, por exemplo, onde, em 100 alunos, a média era 11 valores, na cidade da Covilhã, em 1998. Naturalmente, depois de 3 reprovações semestrais! Faziam com 11 valores! É assim tão difícil, conversar?

“Nenhum homem é uma ilha, completo em si próprio; cada ser humano é uma parte do continente, uma parte de um todo”.
Foi John Donne que o disse! Num mundo onde não existe tempo para conversar, descer de si mesmo, acredite, João Costa, para compreender, narrar, contar, dizer, explicar, fica provado que a politica é um caminho de não realização humana. O Inferno é político! Dizem que é vermelho e laranja, amarelado! É contraditório, não é humanista. Frio, está frio, um Portugal que levou esperança, depois da Escola de Sagres, o navegador Infante Sagres, D. Henrique, nos promontórios da fé e da esperança, está comparado como a Roménia. Explorado! Portugal está como a Roménia!
As maiorias absolutas não deviam existir, sabe, o poder é uma doença para muitos homens, homens frágeis de amor e de diálogo. Homens, é certo, que de alguma forma, que tinham uma missão, na escatologia, tornaram-se materialistas de si próprios e dos outros. Metem medo, agem com medo, não andam seguros, andam incautos, sabe, chego à conclusão, João Costa, o senhor não tem tempo para morrer…
Esta narrativa, que à custa de muitos portugueses, que votaram por um mundo melhor, o Sr., ocupou um lugar missionário por uma carreira diplomática. Com que verdade? Com que destino? O Sr., à custa de muita gente humilde, serve-se do seu lugar, não dialoga, não vem ver os Portugueses, venha cá abaixo, converse, explique, conte, peça desculpa, oiça, sirva o país. Com que direito moral é que o Sr, e muita gente que votou PS, esperando um mundo melhor, seja nomeado você e sente-se na cadeira dos autistas?
Sabe, a politica é infernal, cometem-se muitos erros por pressões, são problemas de consciências.
A maioria dos políticos, em Portugal, tem problemas de consciência, a politica devia ser uma missão, melhorar o mundo, não torna-lo autista, difícil, exagerado, mórbido e arrogante.
Mas, uma coisa é certa, tudo passa, o Sr, não é um homem de diálogo, andar no meio do povo, explicar, a sua formação é a de professor. Sabe, depois do Estado Novo, para cá, foi a profissão mais fácil de ingresso. As engenharias são mais difíceis! Sabe, ir de viagem, e uma ponte cair! É mais difícil ser engenheiro do que professor, em Portugal, mas o Sr, não admite, acha que é um engenheiro da educação.
Fica, aqui, o apontamento!
Venha, venha conversar, ouvir os docentes, sentar-se, dialogar, dê um bom exemplo social.
Não vá para longe, venha cá, beba um café, ouça o povo, sente-se!

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