Parece que recentemente toda a comunicação social abriu os olhos para a falta de professores, e o CNE descobriu esta carência de professores no sistema de ensino.
Por acaso passei por um artigo meu de 2017 com o título “Não Colocados Após a Reserva de Recrutamento 18” e fui comparar com os dados atuais.
Comecei esse artigo de 2017 assim:
No fim de Janeiro e após a publicação da Reserva de Recrutamento 18 apenas existe um quarto dos candidatos iniciais à contratação por colocar.
Este parece ser o ano de ouro das contratações.
Atrevo-me quase a dizer que quem não conseguir colocação este ano dificilmente a conseguirá nos próximos anos. Desde que analiso estes dados nunca vi por esta altura uma lista inicial de contratação esvaziar-se tão rapidamente.
Fica aqui o quadro de 2017, após a Reserva de Recrutamento 18
Fui comparar com os dados deste ano e das 51.505 candidaturas iniciais, estão por colocar à data da Reserva de Recrutamento 18.480 candidaturas (12.835 candidatos) o que representa que ainda estão na lista 35,9% dos candidaturas iniciais. Em 2017 apenas havia 24,17% de candidaturas disponíveis.

Passaram-se 5 anos e até agora ninguém resolveu este problema que já é antigo e poderá agravar-se nos próximos anos devido ao número de aposentados que se prevê até 2030.





5 comentários
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Onde está o espanto ?
O CNE, tal como o CE, são apenas correias de transmissão do governo. Não têm um único professor na sua composição. Nada percebem de educação.
Alguém faz ideia onde anda o professor Karamba, depois do dia das eleições?
Caiu-lhe mesmo o Sardão Costa em cima do lombo, caiu, caiu!
Ando há duas semanas a substituir a professora de Inglês do 1º ciclo
https://duilios.wordpress.com/2022/02/04/os-polvos-para-apresentar-durante-a-substituicao-da-aula-de-ingles/
Falta de professores ou faltas dos professores
Um dos problemas que está na origem da” falta de professores” são as baixas médicas, vulgo atestados.
Compreende-se que a exaustão motivada pelo ambiente que se vive nas escolas leve muitos docentes a recorrer a esse expediente.
Se repararmos nas RR semanais, damos conta dos inúmeros horários de 14 horas – pertencentes aos mais velhos, eles, naturalmente , mais vulneráveis a esse “tóxico” clima. Ora, nestes casos, as substituições tornam-se mais difíceis .Quem estará disposto a ausentar-se para longe da sua residência a troco de um ordenado (para mais temporário) que não paga as despesas inerentes? O antídoto para reduzir as baixas seria tentar devolver às escolas o ambiente saudável de outrora (mesmo sabendo-se que são outros tempos) – gestão, infernais “papeladas, etc. .
E, já agora, perdoem-me, lançar um olhar aos atestados mais “duvidosos” , principalmente em grupos de “recrutamento” onde o trabalho “não mata” – nem na escola nem fora dela .
Muito bem o último parágrafo!
É uma grande verdade, os docentes dos grupos onde o trabalho não mata são de longe os piores a meter baixas. É só dizer-lhes que agora têm de fazer uma coisita diferente do rom rom deles e aí está, logo para casa a meter baixa!