“Não há vaga de fundo que ressuscite o “Umbigo” enquanto tal”

Calou-se uma das vozes mais críticas e mais populares da educação na blogosfera. Paulo Guinote admite fim do ‘blog’ por cansaço e não por pressões, embora elas tenham existido ao longo dos últimos 10 anos.
Criou o blogue “A Educação do Meu Umbigo” em 2006, o que o motivou na altura?
A criação original, em novembro de 2005, destinava-se a funcionar como um arquivo de materiais que eu não usaria na minha tese de doutoramento em História da Educação. Por isso, as publicações iniciais são muito irregulares. Em finais de maio de 2006, com a discussão em torno da revisão do Estatuto da Carreira Docente, comecei a publicar de forma diária e com um sentido de maior intervenção sobre a atualidade.
Esperava o impacto que teve?
Não, de forma alguma e ainda hoje me interrogo sobre a dimensão desse impacto.
Está orgulhoso do sucesso que a página teve e agora com as dezenas de mensagens de incentivo para que continue?
Sim, orgulho tenho, porque foi uma “obra” de muitos anos, de muitos milhares de páginas, algumas delas melhores, muitas outras piores, mas todas nascidas de um imperativo para escrever algo, nem que fosse um título, ao fim de um dia de trabalho. As mensagens para que continue são agradáveis, mas não há “vaga de fundo” que ressuscite o Umbigo enquanto tal.
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