Afinal, não há plano A, B ou C, apenas o “logo se vê”!

Afinal, não há plano A, B ou C, apenas o “logo se vê”!

Começo a perder a esperança! Sim, ainda tinha esperança que o Governo estivesse a tratar do regresso às aulas em setembro. Mas depois do projeto de lei da redução do número de alunos por turma, proposto pelo BE, ter sido chumbado no Parlamento, a esperança desvaneceu-se!

Tive a oportunidade de assistir em direto à maior parte das intervenções no debate do dito projeto e o que vos tenho a dizer é que não, afinal, não há plano A, B ou C, apenas o “logo se vê”!

Com o argumento de que ninguém no mundo sabe o que acontecerá em setembro, o Governo e o grupo parlamentar do PS fogem das perguntas a esse respeito como diabo fugia da cruz. O que sabemos, até agora, é que o Programa de Estabilização Económica e Social destinou 400 milhões de euros para comprar computadores, um por aluno, dizem, visa garantir a modernização da conexão das escolas à Internet, pretende substituir os manuais escolares por licenças digitais e quer dar formação a docentes.

Não está aqui em causa a necessidade de dar este passo rumo à Escola Digital. O que está em causa é que isso só por si não resolve nada. Absolutamente nada!

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4 comentários

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    • Alecrom on 28 de Junho de 2020 at 9:58
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    Tempos ainda mais propícios a políticos e políticas cata-vento.

    Foi assim com a Geringonça.1.

    Consolidou-se nos primeiros meses da Geringonça.2

    Agora é 100% endémica.

  1. Ainda não tinham percebido que não existia plano A B C D ou F?
    Sois uns inocentes…

    Existe o plano TCE, tuga chico esperto.

    • Pedro on 28 de Junho de 2020 at 15:52
    • Responder

    Plano de manter o distanciamento, deverá haver de certeza absoluta.

    • Matilde on 28 de Junho de 2020 at 15:53
    • Responder

    A palavra “plano” tem implícitas as ideias de “estratégia” e de “objectivo/propósito”.

    No actual ME, um plano, definido nos termos anteriores, é coisa que parece nunca ter existido.
    Recuperaram-se e importaram-se algumas ideias e alguns conceitos dos anos 80 e 90, o que não seria necessariamente mau, e tentou-se aplicá-los de forma desgarrada, sem uma linha condutora, esquecendo todas as alterações operadas em termos sociais, económicos e políticos, ao longo dos últimos 30, 40 anos…

    Apesar disso, o principal desígnio da Escola Pública não pode deixar de continuar a ser este: disponibilizar e proporcionar educação e cultura a TODOS, e nos termos da Constituição Portuguesa, por muito que isto possa custar a alguns…
    E, sim, a Escola Pública tem também o dever ético e moral de continuar o seu esforço no sentido de não deixar ninguém para trás e de não esquecer, particularmente, os alunos mais desfavorecidos económica e socioculturalmente, bem como aqueles que apresentam handicaps físicos, sensoriais e/ou cognitivos…

    Nesse sentido, a Escola Pública tem que deixar de ser vista como uma fatalidade ou como a “escola dos pobrezinhos” e tem que adaptar e flexibilizar as suas exigências às características heterogéneas do seu público-alvo, por muito que isto também custe a outros…

    Quando a Escola Pública deixar de ter isso em consideração, deixará, entre outros, de desempenhar o seu papel decisivo no sentido de contrariar o aparecimento e o estabelecimento de Radicalismos (de Esquerda ou de Direita) e de Populismos.

    Quando o fomento da democracia participativa, do humanismo e da valorização de todos deixar de persistir na Escola Pública, restar-lhe-ão apenas os aspectos estritamente relacionados com a transmissão de Currículos Formais e isso é manifestamente redutor. Esperar apenas isso da Escola Pública é esvaziá-la de conteúdo e de significado, é reduzi-la e apoucá-la. Em última análise, é conduzi-la à sua própria destruição…

    Voltando ao Ministério, está na altura, de se adaptarem os discursos muito eloquentes à realidade do sistema educativo. Ou então, de se mudar o sistema educativo… Porque, neste momento, não há coerência possível entre o discurso oficial do ME e a realidade nas escolas… Apregoa-se uma coisa, mas na prática exige-se o seu contrário…

    Atulharam-se as escolas de papéis e de tarefas de natureza burocrática, apresentando como principal justificação a necessidade da existência de múltiplas “evidências”, relativas a múltiplas tarefas, muitas sem qualquer relação directa com a prática pedagógica e sem qualquer reflexo efectivo nas mesmas…

    Isto não é verdadeiro humanismo, nem valorização de todos, nem flexibilização, nem inclusão. O humanismo, a valorização de todos, a flexibilização ou a inclusão não se alcançam por estarem escritas em papéis ou por existirem normativos legais que as referem, mas antes pela sua prática…
    Isto é “fazer de conta” que os papéis substituem as práticas e que as práticas reflectem o que os papéis dizem… Nada disto é verdade…

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