Têm surgido alguns casos de infeção por COVID 19 nas Creches e Escolas Secundárias. Entre alunos, professores, funcionários e encarregados de educação, os casos vão aumentando.
A dualidade de critérios até se entende. Nas Creches, quando surge um caso, o número de enviados para casa em quarentena é elevado. Esse número deve-se à proximidade e contacto existente entre as crianças e entre crianças e adultos. No ensio secundário, também têm surgido casos, mas o impacto tem sido menor. Não por serem menos casos, mas porque não se tem como prática o “enviu” para quarentena um grande número de alunos ou professores e funcionários. Nestes casos só ficam de quarentena os casos de infecção confirmada por se partir do princípio que o contacto é menor o que faz com o risco de contágio também o seja. Parte-se do pressuposto que as regras são cumpridas mesmo fora de portas da escola.
Mesmo partindo de pressupostos como os descritos em cima, julgo que as turmas do secundário devem ser informadas da existência de casos de infeção confirmados nas respetivas turmas, assim como os professores que lecionam presencialmente esses alunos. É uma questão de prevenção. Temos que ter em conta que, tanto alunos como professores, têm contacto com as suas famílias e outros membros da comunidade onde vivem, podendo por em risco, embora mínimo, todos eles.
Por uma questão de saúde pública, os diretores devem avisar os membros da comunidade, protegendo a identidade dos infectados, que têm que estar atentos e ter cuidados redobrados.
Eu já passei por essa situação e, embora tudo tenha corrido bem, vi-me obrigado a proteger a comunidade onde vivo, autoisolando-me com minha família. Para que isso aconteça, os alunos e os professores devem ser avisados co a maior brevidade possível. Não quer dizer que se suspendam as aulas presenciais, mas ter cuidados redobrados na escola e em família nunca faz mal a ninguém.




1 comentário
Não informar as
“turmas do secundário (…) da existência de casos de infeção confirmados nas respetivas turmas, assim como os professores que lecionam presencialmente esses alunos”,
seria tão inaceitável quanto criminoso.
Afirmar que “a dualidade de critérios até se entende”,
é perigoso.
Só devemos falar em dualidade de critérios quando estamos perante realidades em tudo idênticas.
Critérios diversos para realidade diversas não implicam necessariamente uma situação de dualidade de critérios.
E sim, temos de tudo fazer para conseguir conviver com o vírus quando ele chegar a cada uma das nossas escolas.
E ele vai chegar.