Entre as mudanças já anunciadas está a promessa de aumentar os salários nos primeiros escalões da carreira docente.
O processo de recrutamento, o ingresso de carreira e a mobilidade por doença serão os primeiros assuntos a ser debatidos, seguindo-se depois a revisão da estrutura da carreira, avançou o ministro no final da primeira reunião, realizada em 21 de outubro.
A avaliação de desempenho associada à progressão na carreira também será alvo de revisão e negociação, uma vez que tal como está “não é credível” nem “é muito levada a sério pelos professores”, disse, na altura, o ministro.
Na última reunião, os sindicatos de professores criticaram o calendário proposto pelo Governo para a revisão do Estatuto da Carreira Docente, que vai desde a definição dos horários de trabalho a salários, e defenderam uma negociação mais célere, para que as mudanças possam entrar em vigor já no próximo ano letivo.



8 comentários
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O que sairá daqui não será melhor do que aquilo que existe.
Por mais que os propagandistas o queiram, claro.
Digo-o sem qualquer clubismo político, até porque detesto-os a todos. Todos estiveram lá e estragaram a Educação.
Todos estiveram lá e condenaram quem anda nisto há 20 anos à miséria, atualmente e no futuro, não ficando com uma reforma superior ao salário mínimo.
É isto o que é a Educação. E é isto ou pior o que será.
Pois. Mas quem vai para estas negociações não se preocupa nada com quem está na Educação há 20 anos.
São carne para canhão.
Querem é cotas novas nos sindicatos e é para eles que trabalham. Para quem lhes andou a encher os bolsos nestes anos, estão-se nas tintas.
Para quem ainda não percebeu, este estatuto vai dar tudo a quem entra agora na carreira, à custa de tirar o pouco que resta a quem anda cá há décadas.
Quem entrou no congelamento ficará com ordenado quase igual a quem entra agora. Ficará nos escalões intermédios, não podendo usufruir de nenhuma “vantagem” que quem entra usufruirá.
Mas ainda será eternamente penalizado na sua reforma, pois no congelamento descontou menos do que deveria, porque recebeu menos do que deveria por estar congelado e por terem sido roubados os subsídios de natal.
Ou seja, quem está fica na merda e quem entra fica no céu.
Para mim é muito simples. Quem entra que fala tudo, já que quem está não receberá nada mais pelo que andou a dar à causa pública durante décadas. Por mim, não realizarei nenhum minuto a mais de trabalho para uma escola que me prejudica e beneficia quem ainda não lhe deu nada (e não lhe dará, pois quem entra não faz “borlas”).
Se derem a quem entra na carreira, sem dar a todos, devemos ir todos para Lisboa novamente. Não é admissível e é falta de respeito.
Volta-se à luta, só deixamos essa luta porque havia promessas de melhoria. Não cumprem, voltamos com toda a força. Quero ver se aguenta o ambiente que existia com o ministro anterior.
Vamos ver se não sai daqui alguma coisa pior ou igualmente má. Depois de tantos anos a perder, tenho sérias dúvidas quanto à bondade das negociações e de um novo ECD. Que tal voltarem ao ECD pré-MLR? Mesmo assim, ficaríamos a perder nas reformas. Claro que os negociadores não se importam, uma vez que têm a vida assegurada e pimenta no cu dos outros é refresco.
Seria o melhor.
E reposicionamento de todos conforme os anos de serviço, incluindo o tempo em que se esteve doente com justificação médica.
Esta situação é inadmissível!
Se derem aos que chegam agora e os outros ficam a ver passar migalhas, por mim Chega!
Nos primeiros escalões?! e quem está nos outros fica na mesma?!!! Quem está nos primeiros fica a ganhar mais do que quem está nos outros…
Tem que ser um aumento em condições em todos os escalões!