Passado um tempo em que o país conseguiu assegurar que, praticamente, todos os docentes do ensino básico e secundário, jardins de infância incluídos, tivessem formação pedagógica, voltámos à situação que se vivia nos anos oitenta do século passado, quando milhares de docentes apenas possuíam habilitação académica, mas não tinham formação pedagógica.
Professores leva-os o vento
É importante que os novos docentes sem habilitação pedagógica não sejam deixados à sua sorte e lhes seja assegurada a formação de que necessitam e que as crianças, as famílias e o país exigem.




34 comentários
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Eu sou uma dessas professoras. Já dou aulas à 7anos (8 este ano), mas como raramente tive horários completos e anuais ainda só tenho pouco mais de 1100 dias. A única forma de me profissionalizar é fazer um mestrado de 2 anos, que me colocam várias entraves e me impede de estar a dar aulas ao mesmo tempo. A profissionalização em serviço nos moldes que está ainda não me é permitida. Com tanta falta de professores pergunto-me como deixam pessoas como eu que realmente têm vocação e gosto ficaram perdidas e pensarem em deixar de concorrer.
A sério???
Tem vocação???
E qualidade… mínima???
Escreve que dá aulas ”à 7anos”???
Mesmo? De verdade???
Tenha paciência e aprenda a escrever… se faz favor!
Há 7 anos!!!!!!!!!!!!!!!
Enfim….
Tem a certeza que é mesmo professor/a, a escrever desta maneira? “À” 7 anos??? Enfim… Escreve-se “há” 7 anos! Tristeza!
“…há sete anos…”
7 anos a usar o verbo haver sem h, imagina-se a quantidade de alunos que já (de)formou…
Ahahajahahahahahah
É “brilhante” que uma professora escreva:
“Á ( por acaso, o acento é grave, que não uso, porque o meu tablet não permite) sete anos que dou aulas…”. Esta incorreção é inaceitável quando cometida por um docente, porque será, desse modo, que irá ensinar aos seus alunos. Minha Senhora, não aprendeu a fazer a distinção entre “há” e “á”? No presente caso, trata-se do presente do indicativo do verbo “haver”, pelo que “há” seria a forma correta. O verbo haver é impessoal, sendo que apenas se usa na terceira pessoa do singular. O que a Senhora escreveu é a contração da preposição “a” com o artigo definido feminino do singular “a”. Ainda está a tempo de aprender estas “coisas”, porque ao cometer estes erros, não só vai prejudicar os alunos, como quem a lê fica, inequivocamente, mal impressionado com a Senhora, enquanto professora.
Melhores cumprimentos, Francisco Lima
É “brilhante” que uma professora escreva:
“Á ( por acaso, o acento é grave, que não uso, porque o meu tablet não permite) sete anos que dou aulas…”. Esta incorreção é inaceitável quando cometida por um docente, porque será, desse modo, que irá ensinar aos seus alunos. Minha Senhora, não aprendeu a fazer a distinção entre “há” e “á”? No presente caso, trata-se do presente do indicativo do verbo “haver”, pelo que “há” seria a forma correta. O verbo haver é impessoal, sendo que apenas se usa na terceira pessoa do singular. O que a Senhora escreveu é a contração da preposição “a” com o artigo definido feminino do singular “a”. Ainda está a tempo de aprender estas “coisas”, porque ao cometer estes erros, não só vai prejudicar os alunos, como quem a lê fica, inequivocamente, mal impressionado com a Senhora, enquanto professora.
Melhores cumprimentos, Francisco Lima
Só depois do supra escrito, li todo o seu texto, devendo acrescentar que dei por mais imprecisões sintáticas. Assim, na quinta linha, a forma verbal encontra-se no plural, mas é o singular que é devido: “coloca”. São necessários os acordos, ao nível do número, entre sujeito e predicado, sendo aquele “que” ou ” o que” , cujo referente é “mestrado” (substantivo no singular). Verifiquei ainda, no fim do seu trecho, dois erros atinentes a usos impróprios de modos verbais: ” ficaram” e “pensarem” devem ser substituídos pelo presente do conjuntivo: ” fiquem” e “pensem”. Não se esqueça de que estamos perante uma eventualidade. “Vocação” e “gosto” surgem, de algum modo, como recorrência. Deveria precisar: ” gosto pelo ensino”. O português é uma língua analítica. Cumprimentos, Francisco Lima
O governo súcialista não quer ensino de qualidade. Quer acabar com os professores e substituí-los por tarefeiros do Partido, que formarão mais eleitores-carneiros dependentes do Estado rosa.
Que acabem depressa os professores. Nessa altura, muita gente torcerá a orelha.
Absolutamente de acordo consigo, Manfredo Malta.
Tenho- o vindo a repetir à saciedade: este governo apenas pretende um rebanho manso.
Assim, é mais fácil a manipulação das massas e a perpetuação das pseudo” elites” no poder.
Nos anos oitenta, até tive professores apenas com o 11º ano (sim, disse 11º… não 12º. Não me enganei na tecla…) que tinham apenas um par de anos de idade a mais que nós, alunos no 9º e 10º. Alguns até tinham sido nossos colegas de escola um ano antes, o que costumava dar confusão nas aulas :-)))
Muitos outros tinham aquilo que se chamava, na altura, “o antigo 5º ano”.
Licenciados havia, mas penso que não se dava qualquer importância à chamada “profissionalização”. Era necessário era haver alguém à nossa frente na sala de aula que entendesse da matéria que lecionava e que soubesse impor a sua autoridade docente.
Isto também deveria ser um ponto de reflexão para certos EE, que nem dignos desse nome são, no sentido de valorizarem os docentes que ainda vão, efetivamente, resistindo nos seus empregos e que os parassem de criticar pelas questões mais absurdas que, qualquer pessoa com um mínimo de pensamento lógico e equilibrado, nem acredita que possam ter sido levantadas.
Penso que para ser docente não é necessário ter habilitação profissional.
É necessário, isso sim ter uma boa formação técnica, muita paciência e gosto pela profissão.
Nem qualquer pessoa tem perfil para a profissão, sendo profissionalizado ou não.
Esta discussão já vem de longe, não é de agora.
O que acontecia na década de 80 e 90 era que não haviam professores suficientes nas escolas, então criaram a habilitação mínima, que por acaso para a minha área era ter o 11ºano, mas que regra geral corresponderia a algumas disciplinas, no meu caso 12, do curso superior. A habilitação suficiente, que seria o 3º ano do curso superior ou bacharelato, não me lembro se a licenciatura enquadrava-se ainda na suficiente ou se teria qq outra designação.
Depois se ingressa-se na carreira faria o período probatório e 2 anos de profissionalização em serviço ou 1 ano se estivesse a dar aulas há mais de 6 anos.
Passei por isto tudo.
Antes que digam que não concordam ou que me insultem é preciso referir o seguinte.
Para a minha área, área das artes, até mais ou menos o ano de 2005, simplesmente não existiam cursos via de ensino na área das artes.
Então obviamente teriam de ser contratadas pessoas de diferentes áreas como pintura, escultura, desenho, arquitectura.
Mas apercebi-me que existiam nessa altura professores que tinham formação superior mas não tinham formação via de ensino.
O que fazia com que os professores via de ensino viam com muito maus-olhos os colegas que não tinham formação.
Cheguei a ter algumas discussões acessas com colegas de Português ou Matemática que me diziam que não tinha nada que estar ali.
Mas se naquela altura não havia nenhum curso via de ensino para a minha área, ia um professor de matemática dar aulas de artes visuais? Não fazia sentido.
Portanto não sei até que ponto faz falta ser profissionalizado.
Nessa altura, a maioria dos cursos do ensino superior não tinham a via de ensino. Por isso, era mesmo necessário ir dar aulas apenas com a licenciatura ou bacharelato e fazer a profissionalização em serviço.
Concordo consigo. É inacreditável que haja indivíduos com esses cursitos a martelo “via de ensino” a confrontarem colegas com cursos a sério. Já assisti a isso. Já fui confrontado nesses termos por um cretino encartado com uma habilitação desse tipo para “professor de Ciências”, que bradava que só pessoas como ele deveriam ensinar. Um burro carregado de livros é um doutor.
É importante ter alguma formação pedagógica e sobre metodologias de Ensino-Aprendizagem para saberem aplicar quando dão aulas. No entanto, muitos que dão aulas há muitos anos com cursos a “sério” a maioria destes docentes nunca tiveram disciplinas na área da pedagogia pois os programas das licenciaturas antigas não tinham conteúdos pedagógicos só nos politécnicos os programas dos cursos tinham essas disciplinas, se perguntarmos a estes sobre Métodos Montessori: não sabem ! Acho bem que haja evolução e que seja exigido conhecimentos pedagógicos neste sentido para formar e lecionar. Mas mais importante do que isso, efetivamente, é gostar de Ensinar, ter um “saco” psicológico suficientemente “folgado” para aguentar as desventuras da vida de professor neste país..E ter um diploma não faz um bom professor, muitos daqueles que tiraram cursos a “sério” além de estarem cheios de si mesmos, até perderam a capacidade de “comunicar” ao nível dos alunos do básico…, adotaram uma linguagem tão rebuscada que muitos dos alunos não entendem nada. O que importa verdadeiramente para ser-se um bom professor com P, além de dominar a matéria e saber aplicá-la, é ter dignidade, ter clareza na comunicação, empatia com uma relação verdadeira com os seus alunos, são estes, os Professores que marcam a diferença…
É importante, sem dúvida. Mas o que se aprende nas tais disciplinas pedagógicas é basicamente “palha”. Já para não dizer que é sobretudo doutrinação ideológica. A vocação, o bom-senso e algum conhecimento de Pedagogia são o que mais conta a seguir à preparação científica. Aliás, não há preparação pedagógica que transforme um antipático mal-formado num professor competente e empático.
Concordo plenamente. Obrigada.
Concordo plenamente. Obrigada.
Muito bem visto! Também para ser médico, por exemplo, não deveria ser necessária qualquer habilitação profissional. Um certo gosto pelo tema da saúde e uma boa autoestima são mais do que suficientes…
“18:05 – 29/09/23 POR NOTÍCIAS AO MINUTO
MUNDO ESPANHA
Uma médica, de origem ucraniana e residente na ilha de Menorca, em Espanha, receitava água oxigenada, lixívia e outros produtos químicos aos seus doentes. Segundo o jornal espanhol El Mundo, a profissional de saúde foi entretanto expulsa provisoriamente da Ordem dos Médicos das Ilhas Baleares (Comib).”
Estão a ver?
Escreve-se “havia professores” .
….havia….
….se enquadra….
…..se ingressasse…..
Precisamente por não ser profissionalizada é que não percebe.
Corretíssimo!! É bom que haja pessoas a fazer estas observações. São erros que datam de muito longa data. Dir-lhe-ia cinquenta anos. Quanto a mim, a questão levanta-se pela falta de bons professores de português.
Cumprimentos, Francisco Lima.
Boa discussão, esta!
Eu considero que uma boa formação científica é a melhor base para ensinar.Ainda que desperdicemos grande parte dela no ensino. Grande parte do que aprendemos não é utilizado. Mas somos fortes por isso.
A pedagógica vem depois. 2anos de pedagogia e prática são necessários. Mesmo aos professores do superior que por ela não passam, infelizmente . São umas abécolas a dar aulas.
Os cursos via ensino, mesmo feitos nas universidades, não preparam as pessoas em termos científicos. Ciências da educação a mais.
Então os da ESES preparam para infantilizar os miúdos. Cada vez såo mais bebés e dependentes.
Quando chegam às mãos dos professores do secundário ficam chocados. E os profs também. Pelo pouco que sabem e por serem uns verdadeiros bebés. Não há paciência para eles e para os pais helicóptero deles.
Infelismente, cada vez se dá menos importância à preparação científica dos professores. Basta ver esta caixa de comentários ou ler qualquer email, ata, comunicação para os encarregados de educação, etc,, que só detetamos erros de palmatória. Depois, a formação contínua prioriza ações deformação na área pedagógica e, quando aparece uma formação científica, é um castigo para conseguir formar uma turma porque toda a gente tem medo de mostrar as dificuldades nessa área.
Depois, há os manuais e as plataformas digitais das editoras com a “papinha” toda feita, mas com erros científicos à mistura.
por fim, não há tempo para a preparação científica com o número de horas que somos obrigados a cumprir na escola. Eu tenho dois níveis do secundário bastante exigentes, com exame nacional, e só tenho 11 horas por semana para trabalho individual.
Para disfarçar esta miséria, apareceram as aprendizagens essenciais.
“Infelismente”??? Oh, meu Deus!
Peça-lhe a caderneta e mande um recado para o encarregado de educação.
SE FOSSEM BONS PROFESSORES E PROFESSORES POR VOCAÇÃO JÁ TERIAM FEITO POR ADQUIRIR O QUE É NECESSÁRIO PARA SÊ-LO, E NÃO FICAR À ESPERA DESTA PROCURA DESENFREADA DE “QUALQUER UM” PARA DAR AULAS.
SER PROFESSOR EXIGE ESFORÇO E AMOR À PROFISSÃO, POR ISSO ESCASSEIAM. AGORA QUE BAIXARAM AS EXIGÊNCIAS, JÁ TODOS ACHAM QUE PODEM SER PROFESSORES.
E que tal ir a um médico sem formação para tal? Não há também falta de médicos? E, dado que é caro, que tal comprar os serviços de um pseudo arquiteto para projetar a sua casa? E um engenheiro a fingir para a construção de uma ponte?
A educação custa dinheiro, exige formação científica e pedagógica e, sem ela, poderá ser o fim de uma Nação!
ACORDAI!
Cursos a “sério” é demais a soberba de alguns e seu desdém para com os outros docentes! …cursos a sério? depois vê-se alunos a chegarem ao 5º ano ainda nem sabem ler!Tantos cursos a sério e depois vê-se muitos alunos do 9º ano que nem uma conta de dividir sabem fazer nem calcular uma área em m2! Português nem se fala, chegam ao Superior e ainda não sabem distinguir o «há» do «á» «à» etc…! Dá para pensar o que andam estes docentes com os tais cursos a “sério” a fazer nas aulas?
O ME é que nos obriga a trabalhar para a estatísticas! Por outro lado, a indisciplina não ajuda nada e ninguém de quem pode faz nada para a suprimir além de a camuflar… os EE também não querem saber!
Professores a escrever há sem h ou infelizmente com s, dá que pensar….
E é verdade que somos praticamente obrigados a transitar os alunos, a nível disciplinar, pouco podemos fazer e os Srs encarregados de educação têm muita culpa no cartório!
A maioria não se preocupa com a qualidade das aprendizagens dos educandos.
Tão somente lhes importa um armazém onde depositar os filhos e que estes tenham pseudosucesso.
Este blogue destina-se a denegrir a classe docente? É vergonhoso o tipo de comentários feitos a cada publicação. Não compreendo o porquê de professores alinharem neste tipo de discussões 😢
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