Problema da falta de professores agrava-se e ainda nem começaram as aulas

Com as colocações da RR1 e apesar de, a norte, as colocações para contratados serem (para já) escassas, 9328 candidaturas deixaram de estar disponíveis.
Restam neste momento 28225 candidaturas, que correspondem a cerca de 18832 candidatos, porque muitos concorrem a mais do que um grupos de recrutamento.

A tabela abaixo apresenta o número de ordem do último colocado em horário completo e anual, sem incluir as colocações ao abrigo do DL 29/2001, que poderiam enviesar a perceção da realidade. Se incluíssemos nesta equação os horários incompletos ou temporários, o cenário seria ainda mais negro (ou vermelho, de acordo com a tabela).

Salvo situações muito pontuais, temos aqui um panorama bastante real daquilo que é a falta de professores: nos grupos 120, 220, 300, 320, 330, 350, 400, 420, 430, 500, 510, 520 e 550 os diretores dos Agrupamentos de Escolas a sul terão muita dificuldade em preencher horários, como aliás se percebe pela quantidade de horários disponíveis na plataforma de contratações de escola.

Assim que os professores de carreira forem colocados veremos também uma descida rápida dos professores disponíveis a norte.

A solução proposta pelo ME passa pela contratação de licenciados não profissionalizados, por baixar os requisitos mínimos para se garantir a profissionalização, ou criar um conjunto de armadilhas legais que “forçarão” o preenchimento desses horários no próximo ano, fixando os professores a quadros de agrupamento onde sistematicamente se verifica falta de professores.

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15 comentários

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    • José Luís on 4 de Setembro de 2023 at 12:21
    • Responder

    É continuarem a rebentar com as condições de vida dos professores, como faz a legislação que saiu há dias, que deixa todos os que estão no 3.º, 2.º e 1.º escalões de fora, apesar de terem levado com os dois congelamentos quase por inteiro.
    Eles querem é destruir a Escola Pública para alimentar os grupos GPS e SONAES amigos.

      • ûlme on 4 de Setembro de 2023 at 13:33
      • Responder

      onde tirou essa conclusão ?
      ha imensos profs que estao no 3 e 2 escalões que estao no quadro antes de 2005 que vao usufruir da isenção de quotas nos escalões de bloqueio!

        • Escravo do ME on 4 de Setembro de 2023 at 14:52
        • Responder

        Se estiveram no particular. No público, duvido um pouco. Em 2013/2014 muitos ficaram na contratação de escolas com os contratos a começarem em finais de agosto.

          • Mico on 4 de Setembro de 2023 at 15:57

          Conheco vários casos pessoalmente no público

        • José Luís on 4 de Setembro de 2023 at 20:33
        • Responder

        A legislação que agora saíu só se aplica a quem estava em condições de passar do 4.º para o 5.º escalão, até 31/12/2022.
        Onde é que quem está no 3.º escalão ou inferiores usufrui disto?

    • Marco Andrade on 4 de Setembro de 2023 at 13:42
    • Responder

    Os professores que fizeram o aperfeiçoamento da Mobilidade por Doença ainda não sabem o resultado. Não sei se são muitos professores nesta situação, eu sou um deles. Alguém sabe quando é que será publicado na plataforma este resultado?

    • OBVious on 4 de Setembro de 2023 at 15:55
    • Responder

    A verdadeira SOLUÇÃO seria permitir que docentes profissionalizados com Mestrado num determinado grupo possam candidatar-se a lecionar grupos de Línguas, Informática e/ou outras, desde que tenham no seu percurso académico essas disciplinas aprovadas e/ou com um diploma /certificado que certifique essa formação! Todos que obtiveram um Mestrado em Ensino tiveram que realizar um tronco comum com disciplinas no ãmbito da Pedagogia e Educação em geral e só depois escolheram a Especialização, logo supõe-se que têm uma preparação em termos de metodologias de Ensino no geral apenas depois especializaram-se numa determinada disciplina com o Estágio. Assim, podem perfeitamente aplicar seus conhecimentos em lecionar outras disciplinas. Portanto, se têm além do Mestrado, depois um curso de formação num determinado idioma ou TIC deveriam poder Ensinar como profissionalizados essas mesmas disciplinas. Exemplo: um docente profissionalizado em Ensino de Inglês tem uma formação em TIC poderia perfeitamente assegurar essas aulas! Um docente profissionalizado em Música com um horário de 15 horas poderia completar seu horário, ou no caso de não ter colocação, a lecionar Inglês se tiver um diploma de Inglês . O FUTURO passa por Professores multidisciplinares, benéfico para estes, porque podem sempre completar seus horários, benéfico para o Sistema Educativo que acaba por ter menos despesa com as contratações ao utilizar os seus recursos humanos disponíveis e benéfico para os alunos que estão perante alguém com bases pedagógicas/educacionais essenciais para uma boa prática de Ensino e não ficariam sem aulas durantes meses e permitia concluírem seus ciclos de forma completa!

      • Lecas on 4 de Setembro de 2023 at 16:01
      • Responder

      TIC é apenas uma disciplina do grupo de informática.
      Existe “aplicações Informáticas API” no secundário e imensas disciplinas da área nos cursos profissionais. Entrando para o grupo de informática tens de lecionar todas. Um cursinhos de 15h horas ou seres curioso não dà.
      Imagina um prof de informática ter curiosidade por história ou geografia. .. achas bem?

      És um lirico

        • António Chaves on 4 de Setembro de 2023 at 19:55
        • Responder

        Concordo com OVius, no 1º, 2º e 3º ciclo com uma boa formação em Informática é perfeitamente exequível, só quem é desonesto intelectualmente ou por pura ignorância, não concorda.

          • João Martins on 4 de Setembro de 2023 at 20:35

          Diria que só quem quer “mamar” à conta das competências dos outros e de desprestigiar o Ensino e enganar os alunos e os Encarregadis de Educação é que diz uma alarvidade como a que o António Chaves disse.

          Sendo assim, qualquer um pode lecionar qualquer coisa, pelo menos até ao 9.º ano. Acho que todos os colegas sabem minimamente as matérias até ao 9.º ano e muitos até ao 12.º ano.

          Não diga asneiras.

      • ÉFazerAsContas on 4 de Setembro de 2023 at 17:19
      • Responder

      Não é solução, lamento.

      • João Martins on 4 de Setembro de 2023 at 20:37
      • Responder

      Nennum mestrado geral em ensino possibilita um conhecimento profundo em todas as matérias, independentemente nas que forem.
      Não faz sentido nenhum. Seria voltar à mediocridade sentida nos anos 80, em que, por falta de docentes, qualquer um dava qualquer coisa.
      Os resultados foram terríveis e ainda hoje se sentem, com milhares de alunos que não aprenderam nada de jeito em muitas disciplinas, e que se afastaram daquelas áreas científicas.

    • Que o ensino pegue fogo on 4 de Setembro de 2023 at 23:14
    • Responder

    Tou cheio de pena. O ensino devia estourar de vez. É o que a Tutela está a pedir pela consideração que tem pelos professores.
    Ninguém devia ir dar aulas. Ninguém devia querer ser professor.

    • obviious on 5 de Setembro de 2023 at 3:51
    • Responder

    Devido à falta de professores generalizada pela Europa, já acontece em muitos países onde os docentes ensinam mais que uma disciplina desde que tenham mestrado em Ensino e um certificado de formação que demonstre a sua idoneidade, que dominam uma outra(s) disciplina(s)! Como é o caso das línguas por exemplo! Qual seria o problema de um docente do grupo 250 com um curso de formação em Inglês nível C1 lecionar esta disciplina até ao 3º ciclo? Presume-se que todos os profissionalizados tiveram nos seus percursos académicos um tronco comum, ora disciplinas no âmbito da Pedagogia, Estratégias e métodos de ensino etc.. e procuram manterem-se actualizados na área da Educação! …Então, é só aplicar isso numa outra disciplina! Em Portugal, isto já acontece nos centros de explicações ou acha que é um explicador por disciplina??.Esta solução não está a desprestigiar a profissão coisíssima nenhuma, muito pelo contrário beneficia toda a gente, porque seria só para quem é já é PROFISSIONALIZADO !Só os “lobbies” que reinam neste país ” amarrado” são contra esta medida pois é menos uns dinheiritos públicos que entram nos seus bolsos sem fundo….

    • Farto de xicos espertos no ensino e na política on 5 de Setembro de 2023 at 9:10
    • Responder

    O que tu propões deve ser encomenda, ou seja a medicridade. Desde quando os professores das ESEs têm conhecimentos científicos sólidos? As escolas têm de preparar para a vida e de ser honestas, caso contrário estarão a dar um mau exemplo aos alunos. Um professor não é apenas um entertainer dos sete instrumentos. Um professor deve ser um sábio e respeitado pela sabedoria que valoriza e que ensina. Deve ser um exemplo e não um badameco qualquer. Se o professor for um badameco qualquer do desenrasque os seus alunos serão uns badamecos quaisquer e gerarão cidadãos e políticos badamecos, sem nível e sem honestidade para, com verticalidade, se assumirem como pilares de uma sociedade de qualidade, justa e honesta!
    Que belo exemplo de proposta! Vender gato por lebre. Ensinar não é fazer omeletes sem ovos. Quem ensina tem que saber o que ensina. Cheira a falso e sabe mal quando um vigarista nos aparece na vida, principalmente se se aproveitar da nossa tenra idade para nos enganar!
    É isto que se quer neste mundinho do xico-espertismo ! ?

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