O T0 do Rui

… não mereceu qualquer comentário do Ministro da Educação.

“Bem-vindos ao T0 Rui Garcia”: professor mostra carrinha onde vive

 

Rui é apenas um dos muitos professores que sente na pele as consequências de estar a centenas de quilómetros de casa. O setor exige respostas do Governo para os problemas que a Educação enfrenta.

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/o-t0-do-rui/

16 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

    • Ubuntu on 25 de Setembro de 2023 at 23:07
    • Responder

    Caro colega Rui e “Ruis” deste país, quero crer que são vários. Mandem uma cartinha ao caminheiro Costa solicitando tendas de campanha e material de “camping”.

    • sapinhoVerde on 26 de Setembro de 2023 at 8:46
    • Responder

    Infelizmente é o que temos.
    O Exmo Dr Marques “Mentes” que comentários irá tecer.
    Oxalá que se retrate e diga que um professor na carreira com 20 anos de serviço deveria receber mais 500 euros ilíquidos (que liquido dará entre 200 a 300) e que recebe cerca de 2mil ilíquido, ou seja 2×14, não chega a 25mil euros por ano, e destes o liquido é de 1400×14, ou seja …. façam vocês as contas, que eu tenho vergonha deste meu e vossos salários….
    Ilustre Colega, é preciso muita resiliência e amor à camisola.

    • OCUPA on 26 de Setembro de 2023 at 10:29
    • Responder

    Ao fim de semana o colega devia estacionar frente a câmara municipal ou ao prédio ou casa do presidente da câmara. Em vez de estacionar nas zonas comerciais.
    Mas de forma a que ele não pudesse entrar na câmara ou em casa.
    Localmente os gabinetes da habitação da câmaras podem tentar resolver este problema aos professores , fazendo um levantamento de habitação a preços acessíveis ou começando a restaurar ou construir para professores, técnicos, médicos e outros deslocados. Como raros já fizeram.
    A insensibilidade municipal é grande. É ver os arquitectos das câmaras a beber café no café da vila no tempo em que deviam estar nos seus gabinetes a trabalhar ou a visitar habitações para recuperar.

    À escala nacional devíamos todos bloquear o acesso ao palácio de S Bento ou de Belém., Escritórios do 1o ministro e do presidente. De surpresa.
    Ou invadir com tendas os jardins onde o presidente Marcelo gosta tanto de passear ou beber o seu actimel.
    Tipo movimento OCUPA.
    Iam assustar se. Acordar.

    • Manfredo Malta on 26 de Setembro de 2023 at 10:56
    • Responder

    Sem qualquer ironia, e porque considerações morais e filosóficas não dão resposta imediata aos problemas e o Inverno vem aí, sugiro que se monte nas escolas instalações daquelas que se usam para alojar deslocados em caso de catástrofe: tendas, abrigos provisórios, contentores ou salas que não estejam a uso.

    Acaba por ser menos degradante que estar a viver no carro ou em “quartos partilhados”. Mesmo um simples camping improvisado no terreno da escola, com acessso aos balneários para higiene básica (a população exigirá que a água seja descontada no ordenado dos professores, claro!).

    Já que os professores são a escória do país e do Mundo, a classe profissional mais desprezível que existe, então mais vale assumirmos a miséria com dignidade, em vez de vivermos na miséria envergonhada. Isso também ajudará a que mais e mais potenciais professores desistam da profissão e dessa forma Portugal realizará finalmente a plenitude do seu potencial.

    Sem essa corja de vampiros que são os professores, sem esses bilionários malditos a roubarem o erário público, vamos passar da cauda da Europa para a cabeça, instantaneamente. As famílias respirarão. Será o Nirvana, o Paraíso Terrestre!

    (Alternativamente, poder-se-ia incluir os professores na lista das espécies cinegéticas, para uma redução mais rápida dessa população tão nociva. As batidas ao professor animariam as aldeias e as vilas deste nosso Portugal, bem regadas a vinho tinto e adubadas com a bela febra de porco).

    • Realidade on 26 de Setembro de 2023 at 12:07
    • Responder

    Antes de concorrer, informo-me sobre os preços dos quartos e das casas, e às vezes não encontro quartos e as rendas das casas são proibidas, demasiado elevadas que depois de fazer as contas não sobra nada em termos de vencimento. Como tal, acabo por não concorrer, e as Escolas não encontram docentes, o que equivale a alunos sem aulas em determinados grupos durante um ano letivo.

    • Valia a pena pensar nisto! on 26 de Setembro de 2023 at 13:17
    • Responder

    Sinto apenas VERGONHA.

    • JJ on 26 de Setembro de 2023 at 13:19
    • Responder

    Primeiro levaram os comunistas,
    Mas não falei, por não ser comunista.

    Depois, perseguiram os judeus,
    Nada disse então, por não ser judeu,

    Em seguida, castigaram os sindicalistas
    Decidi não falar, porque não sou sindicalista.

    Mais tarde, foi a vez dos católicos,
    Também me calei, por ser protestante.

    Então, um dia, vieram buscar-me.
    Nessa altura, já não restava nenhuma voz,
    Que, em meu nome, se fizesse ouvir.
    Martin Niemoller

    • Luís on 26 de Setembro de 2023 at 13:54
    • Responder

    Esta reportagem só vem confirmar a minha tese de há muito. Os professores são os piores inimigos deles próprios e nada aprendem com a postura de outras classes profissionais, que se sabem dignificar perante a tutela e a sociedade.

      • A Besta Imunda on 26 de Setembro de 2023 at 14:40
      • Responder

      E como é que este professor se deveria dignificar?…

        • Zeco on 26 de Setembro de 2023 at 14:54
        • Responder

        Por exemplo, não mendigando um quarto partilhado, mas exigindo um salário digno.

          • Manfredo Malta on 26 de Setembro de 2023 at 16:04

          Afinal é tão simples! Obrigado por nos iluminar! Eu amanhã a primeira coisa que vou fazer é exigir um salário digno! Como é pude ser tão estúpido durante mais de 4 décadas!!!… Tsc, tsc…

        • Bekas510 on 26 de Setembro de 2023 at 15:54
        • Responder

        Analisando bem para onde se concorre!
        Eu estive 3 anos a lecionar no concelho de Lisboa e vivia na Amadora (preços mais simpáticos).
        Facto: Os professores só ficam colocados para onde concorrem!
        Chega de nos fazermos de coitadinhos, é ridiculo!

    • PJ on 26 de Setembro de 2023 at 15:50
    • Responder

    Duvido que quem detestou desde sempre os docentes mude de opinião, antes pelo contrário.
    O que passará é a imagem do coitadinho de chapéuzinho na mão a mendigar, que muita gente neste santo país gosta de ver nos outros, sentem-se superiores…

      • Artur de Ment on 26 de Setembro de 2023 at 20:37
      • Responder

      E não é o que somos? Mendigos? Já tive alunos que, chamando-lhes a atenção para que deveriam aplicar-se mais ou comportar-se melhor, me atiraram: “O meu pai ganha numa manhã o que ‘você’ ganha num mês!”. Ninguém respeita mendigos.

    • Nunca percebi on 26 de Setembro de 2023 at 21:38
    • Responder

    Sou professor há 25 anos, sendo que nos primeiros era contratado sendo que por vezes concorria nos miniconcursos ou em oferta de escolas, através de anúncios colocados no Jornal de Noticias.
    Quando surgiu a oportunidade de ficar em QZP, concorri ao país todo.
    Tanto poderia ter ficado perto de casa, como poderia ficar a umas centenas de quilómetros.
    Assumi que se ficasse longe a culpa era minha porque concorri para longe, senão não concorria para longe.
    Os colegas com que tenho falado, no concurso de vinculação dinâmica, alguns concorreram e assumem o risco de ficar longe. Outros não concorreram porque não queriam assumir esse risco, razão pela qual ficaram muitas vagas por preencher.
    Já há 20 anos atrás era esta história, as pessoas concorriam para muito longe e se calhassem de ficar colocadas longe andavam depois a choramingar e a reclamar que era muito injusto.
    Isto já não é de agora e muito sinceramente não entendo.

    • Zulmiro on 26 de Setembro de 2023 at 23:18
    • Responder

    O colega está colocado numa escola para a qual concorreu… É com base neste tipo de tretas que o Governo irá destruir o concurso mais justo da função pública. E, já agora, tem uma carrinha bem boa, em comparação com alguns clássicos que estão estacionados à porta da minha escola.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
Seguir

Recebe os novos artigos no teu email

Junta-te a outros seguidores: