Como se sentirá um aluno que chega ao 3.º ano e é o único de 20 que ainda não lê? Que autoestima terá quando olhar para o lado e se confrontar com o conhecimento bem mais evoluído dos colegas?
Por que sou a favor das retenções
Jun 06 2023
Como se sentirá um aluno que chega ao 3.º ano e é o único de 20 que ainda não lê? Que autoestima terá quando olhar para o lado e se confrontar com o conhecimento bem mais evoluído dos colegas?
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11 comentários
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Me too.
Por amor dos deuses, até fico chocada com este post!
Se a criança não sabe ler é porque alguma coisa falhou. A escola não a apoiou suficientemente. Ou então não tem diagnóstico para integrar a educação especial.
As retenções sobretudo em idades tão precoces são profundamente traumatizantes. Há crianças com mochilas de 3 e 4 retenções. Inadmissível.
Hoje já sabemos mais do que há uns anos, colegas. Apoiar, diagnosticar, apoiar. É o lema.
E quando chegam ao 3 ciclo e o DT reúne todos os relatórios e avaliações de psicologia, pediatria,terapias e apoios que o aluno já teve, se obter sucesso. Quando toda essa frustração da criança estão a resultar em comportamentos violentos e indisciplina e o entrave para que o aluno tenha mais apoio é precisamente a equipa da Educação Especial e a EMAEI. Não gosto de apontar o dedo a colegas e bem sei que não são todos iguais mas está questão tem-me tirado o sono ao longo do ano letivo.
Pois, você é de inteligência suprema.
O burro tem de ficar esperto.
Oiça: as pessoas são diferentes, há burros e há inteligentes.
Pela sua ideia, então, o médico que não curou o que já morreu é o culpado da morte?
Salaz, não te preocupes.
A professora e o raju pertencem aos burros, por isso não compreendem que tem de haver diferenças.
O criador só lhes deu essas parte, a da burrice!
Passar para outro ano/nível sem saber não é inclusão, é facilitismo político.
Apoiar, ensinar a ler, a interpretar e a calcular sim, mas sem passar de ano/nível estupidamente.
É o tal tabu das turmas de nível. “Não, não se pode…credo, que horror!” e então é melhor como tudo está: os professores imersos em burocracia farsante e hipócrita; os pais a serem enganados; os alunos, na sua generalidade, completamente desinteressados e com um analfabetismo técnico assustador e sem grande sentido de responsabilidade ou de empenho…tudo em prol da estatística nacional!
Não me chocando com a senhora chocada (um dos maiores problemas que sempre tivemos e teremos nas escolas – senhoras chocadas…), tenho que estar completamente de acordo consigo, caro Paulo! Já o escrevi por aqui. Não é novidade, portanto. O chavão “corrupção” é, actualmente, aquele que os Portugueses mais usam para atirar pedras à vida política do país. É fácil, rápido e a pessoa fica saciada porque proferiu um enorme dogma universal. No entanto, esquecem os professores chocados com a corrupção que, a mesma, começa na escola e é abençoada por eles próprios! Critérios de avaliação que se esboçam em reuniões infindas mas que, depois, os próprios obreiros, não as cumprem. O Estado também é “corrupto” e mau como as cobras mas, depois, em reuniões de avaliação, ouvimos estas pessoas chocadas a proferir estas necedades “Já viram o dinheiro que o Estado tem de gastar com cada aluno retido?…” ou, a questão que é um chip que está introduzido, ao que parece, na massa encefálica desta gente e que é o clássico ” Mas vamos pensar, colegas: qual é a vantagem para o aluno de o reter… “, e todos começam a bater no peito e a fazer o seu mea culpa, por serem maldosos com as crianças…. Ademais, esta absurda cultura do Facilitismo (advogada desavorgonhadamente pelo ministro da educação, algo que o aproxima muito dos meus ainda colegas) alastrou – se a todas as escolas, incluindo as que já foram referência no ensino público nacional. Passam-se alunos que nada sabem, inflacionam-se notas ao ritmo do tempo com que se bebe um copo de água, dão-se “mestrados” (?) como quem dá uma volta no jardim e já vem, o professor entregou – se completamente às escolas virtuais e sucedâneos, demitindo-se, por completo, do papel que devia ter em sala de aula….. É uma grande fantochada que vivemos nas escolas públicas. Um rodeo diário, como na Roma Antiga, em que os feriados suplantavam os dias de trabalho. Agora, temos as ditas “Actividades” que são fulcrais para aquilo que a escola deve ser. É o dia do sushi, o dia da minhoca, a corrida de joelhos, o pit, o lit, o trit, as provas de qualquer coisa aferição que para nada servem….. Os exames são outra nódoa: Para além do totoloto das cruzes, o malvado do covid serviu para mais uma benesse do Estadoamigo: fecham-se os olhos a algumas das respostas que os alunos falharam e faz-se de conta que não erraram nada…. Sem me alongar mais, caro Paulo Veronesi, nunca escreveria melhor do que o que escreveu. Os professores “chocados” são muitos e os que proferem, com a severidade digna de um mestre escola, em sala de professores, o adjectivo “corruptos”, não admitem que é NA ESCOLA, que a corrupção começa e o Paulo expôs esse curriculum vitae eximiamente.
Obrigado!
Concordo com tudo, acrescento apenas que não é só na escola pública. A inflação das notas no ensino particular é ainda pior.
Inclusão forçada ..conduz á exclusão..
Óbvio…facilitismo leva a um.beco sem saida.
ALBERTO! ALBERTO! 🙏
Finalmente alguém diz que o rei vai nu. Mil vezes concordo!