Governo prepara “requisitos mínimos” para que licenciados de outras áreas se profissionalizem. Instituições do Superior terão mais autonomia para definir regras de acesso e projetos curriculares.
Licenciados com via verde para mestrados de ensino
Com o país a necessitar de mais de 34 mil docentes até ao final desta década, o Governo está a ultimar a revisão do regime jurídico de habilitação profissional para a docência, cuja proposta de decreto-lei estará brevemente em consulta pública. Alargar o acesso a mestrados de ensino, dar mais autonomia a universidades e politécnicos na definição dos critérios de entrada e reforçar o papel dos professores orientadores são algumas das medidas em cima da mesa.




11 comentários
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Só quem está a dormir ou é masoquista é que vem para esta profissão, agora. Financeiramente, é um buraco. Trabalho é mais que muito. Reconhecimento social, ZERO. Temos diretores prepotentes, encarregados de educação com postura anti-professor, alunos que são hordas de turbulentos indisciplinados que não querem saber de nada, a não ser do telemóvel. Ser professor? Só se fosse doido
Acho muito bem. Venham eles!
O ensino só tem a beneficiar com a vinda de profissionais de outras áreas. Com visões mais realistas e mais pragmáticas. Menos infantis!
As escolas precisam de arejar, de contactar com o mundo real .
Os seus profissionais viciados em eduquês movimentam se nas escolas como os grandes peixes nos aquários até adoecerem de stress e começarem a bater com a cabeça nas paredes.
Neste momento temos dificuldades em ver para além das paredes do aquário…
A colega (depreendo que o seja, e não mais um troll dos que costumam vir para aqui dizer umas palermices), está a delirar.
Ninguém no seu juízo perfeito quer ser professor, hoje em dia.
Só os piores, ou quem não sabe ou quer fazer mais nada.
Quem cá está há anos, vai-se mantendo, até arranjar melhor (conheço muitos que sairam, mesmo com mais de 50 anos).
Os que agora acabam a faculdade querem ir ganhar dinehiro a sério, e arranjar uma profissão onde sejam valorizados, onde trabalhem na área (em vez de serem mangas de alpaca ou lambe-papéis burocráticos), e onde não sejam maltratados pelo próprio patrão Estado.
Os que “virão arejar” o sistema, como refere, serão muito piores do que aqueles que ainda cá estão.
Peço muita desculpa, colega. Mas não concordo consigo de forma nenhuma.
Não consigo colocar me na posição do velho do Restelo. E sou velha, já.
Há muitos “velhos e velhas”do Restelo neste blog. Amargurados. Frustrados. Desesperados até.
Eu sei que muitos anos de escola, longe da família,de congelamento e depreciação e maus tratos por parte da Tutela e da população nos dão cabo da auto estima e da saúde mental.
Mas há que manter alguma saudabilidade sob pena de passarmos aos jovens uma mensagem azeda do futuro.
Há que ser sensato. Não podemos parar o vento com as mãos . O futuro está aí. E os s que vierem serão melhores do que nós em QQ profissão. Incluindo a dos professores. Deixe os escolher o que quiserem ser. Se gostarem.
Concordo plenamente.
Cidadão Karamba
Não entendo por que é que tem que utilizar linguagem depreciativa com os professores, desbragada e agressiva para explicar as suas ideias!
Pode explica las na mesma. De forma educada. E civilizada.
Ninguém lhe tira a razão.
Assim perde a pela forma utilizada. E torna se odioso no blog ao ponto de o expulsarem. É isso que pretende? Ser expulso como uma criança sobranceira e malcriada?
Todos os profissionais são bem vindos a escola.
Tenham eles origem nos institutos de educação ( uns melhores do que outros, temos que os saber escolher), nos politécnicos ou nas universidades.
Os bons professores também se fazem pela experiência. Já vi casos desses.
O ser humano consegue aprender sozinho apesar de ter tido hiatos de formação.
Não seja tendencioso. Não lhe fica bem. Nem aos espíritos democráticos.
Em relação aos professores brasileiros que venham. No meu contacto com eles nas universidades ou nas escolas são muito bons. Têm uma formação muito menos tradicional do que nós . Só temos a aprender com eles.
Não esqueçamos que Paulo Freire é brasileiro.
Em relação a tutela, temos que reconhecer que não nos trata nada bem. Não nos valoriza, nem aprecia . Não nos merece.. É com amargura que o digo.
O país que trata mal os seus professores ( profissionais com qualificada formação científica e especializada, dedicados, trabalhadores, humildes) é um país perdido e maldito! Sem futuro. É o país que vamos deixar aos nossos herdeiros.
Tenha bom senso e calma. Seja civilizado se quer fazer parte da comunidade de cidadãos
Burgesso
A profissão de professor está muito desvalorizada, temos sido cada vez mais maltratados ao longo dos anos e cada vez mais desde a Lurdes. Mas sabem de uma coisa, eu gosto de ser professor. É verdade. Claro que nem tudo é um mar de rosas mas digam-me uma profissão que não tenha problemas e colegas (felizmente muito poucos) odiosos. Sou professor há mais de 25 anos e anteriormente passei por muitos empregos, como trabalho desde os 14 anos tive até acabar a licenciatura muitos empregos. Não eram part-times no verão, era entrar ás 8 e sair ás 18.00 e depois ir para a escola, Já trabalhei numa fábrica, já trabalhei no armazém do Jumbo e do Continente, já trabalhei em gabinetes de arquitetura e urbanismo e já fui oficial do exército, onde poderia fazer carreira. Mas optei por ser professor pois é onde sou feliz. Não é para onde vai o lixo pois não têm para onde ir, não é nenhuma desgraça. Na Faculdade conheci um professor e um colega de turma que descendiam ambos de prestigiadas familias de médicos e desistiram do curso de medicina para ir para outra profissão. Desgraça é trabalhar uma grande parte da nossa vida numa coisa de que não gostamos e ser infeliz.
❤️❤️❤️