António Costa comportou-se miseravelmente no 10 de junho. Esteve numa atitude provocatória, levou Galamba, meteu-se no meio dos manifestantes. A sua mulher insultou um deles chamando-o de fantoche e o PM injuriou outro apodando-o de racista. Voltar a puxar a carta da vitimização neste contexto é repugnante porque instrumentaliza um combate importante em Portugal. E é aldrabice. António Costa não dá ponto sem nó, procurou a perturbação desde o início, desejava uma Marinha Grande mas tudo o que encontrou foi cartazes usados há mais de um século no mundo inteiro e que, especificamente na luta dos professores, já são utilizados há meses. Só agora o PM os considerou ofensivos porque só agora precisou de puxar desse trunfo.
Surfando o l’air du temps dos ofendidos, Costa – a vítima de racismo eleita várias vezes para o leme do país, uma delas com maioria absoluta)- pode insultar manifestantes como denegriu com boçalidade médicos (cobardes) ou a iniciativa liberal (queques ridículos que guincham) mas não aguenta um cartaz que passaria em qualquer carnaval ou queima das fitas (quando nelas ainda havia sátira).
Enfim- Costa sabe que está a perder terreno, por isso procura o conflito. É triste. Especialmente triste tratando-se da educação dos nossos miúdos. Há tanto dinheiro para tanta tralha- desde as indemnizações à TAP – mas não há para resolver as reivindicações dos professores, justas na sua maioria? Por favor. Isso sim, é uma grande porcaria.




16 comentários
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O Triunfo dos Porcos, A Porca da Política, o porco, o burro, o camelo, o elefante, o urso, o leão, a cobra, a preguiça, o macaco, o leão, a águia, o dragão, etc., etc., sempre foram usados para caricaturar. Desde o início que o disse: Costa queria a sua Marinha Grande. Joana Amaral Dias estará a ganhar juízo? Nunca é tarde…
Noutra nota: o caricaturista é de extrema-esquerda, ergo não pode ser racista!!! 🙂
Racismo? Fala dos criminosos que nos roubaram o tempo de serviço
Raramente concordo com a visão extremada da JAD, mas desta vez tenho de lhe tirar o chapéu. Esta “crónica” é de leitura obrigatória para os (falsos) moralistas que nunca têm opinião sobre nada mas que se ofendem com tudo.
Seria racismo se o alvo do cartaz fosse o Ministro João Costa?
Incrível como se desculpa atitudes como estas só porque são da mesma classe, cor ou credo.
E anda isto a ensinar os nosso filhos!
Não se pode fazer caricaturas do Querido Líder!!! O Querido Líder é que nos guia e nos salva de todo o Mal!!! A Democracia é só para o Querido Líder insultar quem muito bem lhe apetecer!!!
Não é por serem da mesma classe. É porque não são racistas.
É porque não são aquilo que alguns políticos, encabeçados pelo próprio visado das caricaturas e outros que acham que não se pode caricaturar ninguém (se calhar têm medo de serem os próximos caricaturados), dizem que são.
Portugal vive um momento que se repetiu várias vezes, nos últimos séculos. O momento em que não se pode dizer nada, sobretudo que não seja politicamente correto.
Este é o princípio do fim da democracia…ou talvez seja o final do fim da democracia. A seguir virão outros ainda piores do que estes, que são o seu prelúdio e os seus mestres da aldrabice, mentira, engano e ditadura.
Da minha parte não estou a desculpabilizar ninguém, nem concordo com o teor do cartaz. Contudo não considero que seja racista é apenas um insulto.
E por um acaso o nosso querido primeiro-ministro não se assumiu Charlie Hebdo? parece-me uma incongruência.
https://ps.pt/secretario-geral-do-ps-condena-atentado-contra-o-semanario-satirico-charlie-hebdo/
Tem memória curta.
Somos de tal forma um país de virgens ofendidas que em poucas línguas a expressão é tão popular como entre nós.
Estas virgens ofendidas, quando fazem e dizem o que querem, tudo tem de ser aceitável. Quando são o motivo da piada, os outros são uma cambada de mal-educados, racistas fantoches…
Quando são eles a ofender e a usar expressões pouco democráticas, tudo tem de ser aceitável.
Pois, é como alguém disse ” HABITUEM-SE VÃO SER QUATRO ANOS”.
Esta gente cujo rosto
Às vezes luminoso
E outras vezes tosco
Ora me lembra escravos
Ora me lembra reis
Faz renascer meu gosto
De luta e de combate
Contra o abutre e a cobra
O porco e o milhafre
Pois a gente que tem
O rosto desenhado
Por paciência e fome
É a gente em quem
Um país ocupado
Escreve o seu nome
E em frente desta gente
Ignorada e pisada
Como a pedra do chão
E mais do que a pedra
Humilhada e calcada
Meu canto se renova
E recomeço a busca
De um país liberto
De uma vida limpa
E de um tempo justo
Nem tudo o que as mães escrevem os filhos lêem. Também fala na cobra e no porco ….
Começa a cair a narrativa do racismo. Facilmente teria sido desmontada se os sindicatos do regime não a tivessem, a quente, assumido. Temos até já vários comentadores a desmistificar o logro: Joana Amaral, Tiago Mayan, Poiares Maduro e até os insuspeitos, Camilo Lourenço ou José Manuel Fernandes. Mas esse comportamento, o dos sindicatos, nada dignifica os docentes. Limitaram-se, vergonhosa e oportunisticamente, a tentar colar e denegrir o stop.
O Bugalho? Demasiado infantil. Com o tempo crescerá.
Obrigado por este testemunho.
Refletir sobre o passado permite olhar para o presente com mais entendimento.
Ouvi vários comentários sobre o que se passou e a maioria ou vem da defesa dos partidos ou não conhece a carreira. Este Ministro é um político que faz o que entende mantendo reuniões e muitos ocupados só para dizer que manteve o diálogo.
Sentimos que em tudo este homem está contra nós.
Os sindicalistas covardes e ignorantes Principalmente o Mário Nogueira saltaram do barco, qual rato de porão . Se tivessem desmontado a narrativa de racismo tudo se tinha resolvido. Obrigado pela publicação deste artigo e à dra Joana Amaral Dias pela lúcida opinião.
Racismo é explorar o trabalho, os descontos de uma classe profissional, em nome de uma falsa DEMOCRACIA.
Racismo é humilhar e espezinhar uma classe profissional, os professores.