Aviso: Texto político directo, puro, duro, grosso e brutal nas palavras vincadas pelo sentimento que é dor e sofrimento sentidos. Em nome dos Professores portugueses.
06/06/23, mais que uma data, mais que anos, meses e dias, encerra e transporta consigo o peso institucional de Um Roubo de Estado.
Representa a mais flagrante e vil violação do Estado de Direito Democrático. Atropelo e má fé a toda uma classe sócio-profissional. Um ataque vil, baixo e miserável do Governo/Tutela Costa & Costa a todo o professorado.
Significa o Heroísmo, o Grito, a Luta e a Revolta dos Professores da lusa terra de Camões, pelo Direito, pela Dignidade, pelo Respeito, contra a calamidade da Escola Pública.
Parafraseando Paulo Guinote: “6 anos, 6 meses, 23 dias O Tempo Roubado à Vida e Dignidade dos Professores”.
Carlos Calixto
Segundo o Direito Constitucional e a Constituição da República Portuguesa, Artigo 2.º – Estado de Direito Democrático, (princípios fundamentais), “A República Portuguesa é um Estado de Direito Democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa”.
Mais, Artigo 1.º, “Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, Justa e solidária”.
Democracia política e democracia económica estão justapostas, implicam-se e complementam-se mutuamente. São as partes do todo da justiça democrática (que consiste na Igualdade), consagradas na Lei suprema do país, a Constituição da República.
Exmo. Senhor Primeiro-ministro, o que é que o senhor não entende?! Qual é a sua dificuldade em perceber, entender, assimilar, digerir, Respeitar e Cumprir o significado e significância do princípio do cumprimento da lei e da legalidade democrática. Com certeza que não precisa que lhe façam um desenho. Se necessário for, nós professores e educadores de Portugal, teremos todo o gosto em ajudá-lo.
Sabe, é que o ridículo comportamental, perturbado e desorientado do Governo chefiado por Vossa Excelência, e do seu partido socialista maioritário, de maioria parlamentar, retira-lhe autoridade política, qualquer ínfima razão, e transforma-o num “tiranete perturbador de vidas”; coisa, aliás, que o senhor não tem o direito, de todo. Não toleramos mais a infâmia e as indignidades.
Mais ainda, V. Ex.ª já reparou que a sua teimosia é um sinal de arrogância, autoritarismo e prepotência, eivadas, contaminadas, infectadas, manchadas e viciadas da frieza da miséria humana insensível. Incisiva e cirurgicamente maltratante dos professores.
E ainda mais, o senhor ao fazê-lo, demonstra cabalmente a sua impreparação para o exercício do cargo, a fraqueza da “tirania” do poder, vulgo despotismo, autocracia, absolutismo, “ditadura” do dogma do pensamento único como ideologia dominante. Com tiques de quero, posso e mando. A resvalar para o impositivo negativo. A Democracia passa pela partilha e obriga a ouvir O Outro. Nós Os Professores. Dizemos NÃO ao “totalitarismo” das ideias e das políticas.
E ainda mais e mais, vem consumando o facto político da mais elementar arbitrariedade com os professores, falta e ausência de inteligência, tacticismo e leitura, racionalidade “Cartesius”, sagacidade acutilante e não verdade política. Política educativa de mentiras expressas, avulsas e descaradas.
Mais ainda, sendo político profissional e chefe de um Governo maioritário, não tem Vergonha de falhar rotundamente num dos pilares fundamentais para o desenvolvimento e futuro do país, a Educação e o Ensino.
Mais ainda e concretamente, qual é o seu problema, acrimónia e alegada “má fé” com os professores?!(…).
E mais, continuando, já se deu conta que os professores estão diariamente a ser flagelados, atormentados, sofrendo “mobbing – assédio moral” nas escolas. E lá vem o burnout.
E mais, mais, já reparou na anedota, mais tragicomédia, que é hoje o “Não Direito à Greve” dos profissionais da Educação, com “acórdãos de facção” hilariantes, “grotesque” monstruosidade, que mais parecem a implementação consumada, contínua e continuada de uma permanente “Requisição Civil” para os professores. Artifício teatralizado eufemisticamente chamado de “serviços mínimos”. “Maximus” transformers.
E sempre mais, instalada está a confusão, a dúvida e o medo nas escolas. E o senhor, o seu Governo e o seu partido, Promotor e promotores desta guerrilha sem fim à vista nas escolas. Em nome da denúncia da humilhação.
O Senhor Primeiro-ministro António Costa também é o cidadão António Costa. Um dia vai perder o poder e com toda a certeza que não toleraria no exercício da sua cidadania, atropelos aos seus mais elementares direitos. Protestaria. É o que fazem os professores, filhos de boa gente, com sábia humildade, dignidade e superior educação, valores e axiologia, na mais absoluta responsabilidade pelo outro, tolerado na sua diferença e respeitado na sua razão.
Donde, com todo o respeito e consideração pessoal (aqui discutimos o contraditório de ideias, princípios, valores, democracia, políticas, lei(s) e legalidade), recomendar-lhe vivamente a leitura de “Ética e Infinito”, de Emmanuel Levinas. O senhor bem precisa de sábias e humanistas leituras, digo eu. Penso eu de que (…).
Já agora, não precisa de “Galambadas”, isto é, “Costismo”, e com certeza ser-lhe-ia de grande utilidade e mais valia, Ouvir, Escutar, Pensar, Respeitar, Reformar, Governar a sério e à séria. Ter a humildade e disponibilidade de interiorizar os seus interlocutores. Ser solidário. Obrigado!
06/06/23, representa e significa todo o ideário e articulado supracitado e muito mais. Cabe ao XXIII Governo Constitucional e ao Sr. António Costa pacificar o sector da Educação.
Os educadores e professores portugueses querem a paz e trabalhar em paz. O senhor Primeiro-ministro bem sabe que temos toda a razão. Vamos falar olhos nos olhos, dialogar e negociar. Vamos encontrar a solução para os problemas da classe docente que tão castigada tem sido. Pela sobrevivência e qualidade da Escola Pública. As nossas crianças e jovens são merecedores do melhor do sistema educativo português.
Fica o repto desafiante: Vamos Ser Cúmplices! Sem tribunais. Apenas a urbanidade, civilidade e emergência da “humanitarium civitas”. “Primus” frontalidade, assertividade e vontade política. “Decisivus momentum”.
06/06/23 é igual a Professorado e a Vidas adiadas.
Repito e repetimos:
06/06/23 é igual a Vidas de Professores adiadas.
Este é o tempo do fim que é princípio.
Disse.
Nota: professor que escreve de acordo com a antiga ortografia.




6 comentários
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Certo, mas será que todos os professores não votaram neste primeiro ministro?
Costas mentem quando referem que descongelaram a carreira.
Descongelaram para a voltar a congelar encapotadamente.
Os colegas que entraram em 2005 ou nos anos seguintes, e/ou estiveram doentes comprovadamente por atestado médico mais de 30 dias, acabarão a sua carreira no 4.º escalão.
Assim o diz a lei que agora passará por vontade deste PM e do seu ministro da Educação.
Não terão acesso aos 5.º e 7.º escalões, porque, para eles e só para eles, as vagas a estes escalões estarão sujeitas a quotas, que ainda serão menores do que antes.
Os restantes colegas ficarão livres das quotas podendo progredir normalmente.
Esta discriminação é inaceitável. Uns são de primeira e outros de segunda, numa estratégia clara de dividir para reinar.
Os que ficarão sujeitos Às quotas para aceder às vagas disponível nunca progredirão e verão o seu salário ser comido pela inflação. Não terão mais do que o que auferem agora, até se reformarem, mesmo que isso demore mais 20 ou 30 anos.
É este o descongelamento que Costa prometeu? Não. Isto é desrespeito. É tratar as pessoas como trampa.
É enganar! É roubar!
É condenar à miséria aqueles que tudo deram ao país e à Educação Nacional.
É condenar estes profissionais a uma reforma de pedinte, porque não descontarão tanto como os restantes para a CGA ou Segurança Social.
É por isto que lhe temos de estar agradecidos?
Afinal que tipo de gentalha é esta que mente descaradamente e ludibria as pessoas?!
– Vejam sff o que Sócrates roubou, como delapidou o país. Vejam o que tem sido um regime latrocida de 49 anos, do PS e do PSDois. Alguém tem de pagar pelo saque. Paga o povo em geral sob a forma de impostos e alto custo de bens e serviços e pagam os professores em particular, porque são funcionários do Estado.
– Acresce a isto que os professores são a classe profissional mais odiado do país. Num país que odeia o Conhecimento, é natural que assim seja. O PS ajudou a espalhar a falácia de que os professores são uns privilegiados, que ganham mundos e fundos, que trabalham 6 horas por mês, etc., etc.. O povo português é dos mais invejosos do mundo. O PS sabe que quanto mais perseguir e oprimir os professores, mais votos ganha.
– É absolutamente deplorável que haja tantos professores a votarem no PS e nos partidos aliados do PS, que lhe têm viabilizado os governos. E nada vai mudar. O governo atira umas migalhas e os professores mordem-se uns aos outros imediatamente na tentativa de apanharem alguma (vide a fantochada dos directores). Os professores são sociologicamente de esquerda e não vão mudar nesta geração.
– O plano socialista é acabar com a Escola tal como a conhecemos (e muito estragada já está!!!), para dar lugar a uma atrocidade chamada “escola a tempo inteiro”, uma máquina de doutrinação e submissão que será a concretização dos sonhos da Revolução Francesa, dos Bolcheviques , dos Nazis e agora dos globalistas: “Os filhos pertencem ao Estado”.
“06/06/23 é igual a Professorado e a Vidas adiadas.”,
Humilhação e espezinhamento de uma classe achincalhada diariamente pelos políticos do sistema: PS e PSD! Lembrem-se disto quando forem votar, é só o que vos peço, caros colegas! Tenhamos memória! façamos o trabalho de casa junto dos nossos! Só assim recuperaremos alguma dignidade!
Nem eu nem a minha família votámos PS, nem PSD, nem Marcelo! Nem com Sócrates, nem com Passos! Somos professores, temos obrigação de ter MEMÓRIA e alguma consciência política! Por mim, nunca!, Analiso o momento e voto de acordo com o panorama político que se apresenta! Deixem os clubismos! Há muito prof com cartão PS e PSD!… Decidam o que querem!
Obrigado Carlos pela coragem e frontalidade deste texto. Abraço a todos quantos foram roubados na sua dignidade profissional e humana!!!
Mais um excelente artigo. Tudo o que se diz neste artigo é realmente e infelizmente a pura verdade do nosso ensino. Parabéns colega Carlos Calisto.