ESCOLA DIGITAL, SUÉCIA DESISTE / PORTUGAL INSISTE

 

“Nem todos os loucos ou burros são fanáticos, mas todos os fanáticos são loucos ou burros”. (Arthur Schopenhauer, Dores do Mundo, Edigraf, 1960)

“Em presença de imbecis e loucos, há somente um caminho para mostrarmos a nossa inteligência: não falar (pactuar) com eles”. (Schopenhauer)

“Importante não é ver o que ninguém nunca viu, mas sim, pensar o que ninguém nunca pensou sobre algo que todo o mundo vê”. (Schopenhauer)

“Assim como o homem carrega o peso do próprio corpo sem o sentir, mas sente o de qualquer outro corpo que quer mover, também não nota os próprios defeitos e vícios, mas só os dos outros”. (Schopenhauer)

“Quando o fanatismo gangrena o cérebro, a enfermidade é incurável”. (Voltaire)

“As artimanhas disfarçam muito habilmente de nobreza, e o fanatismo se veste com as roupas da defesa de princípios”. (Adam Michnik)

“Fundamentalistas dão um toque de arrogante intolerância e rígida indiferença para com aqueles que não compartilham as suas visões do mundo”. (Umberto Eco)

“Quanto maior é a ignorância, maior é o dogmatismo”. (William Osler)

“Fanático é alguém que não muda de ideia e não consegue mudar de assunto”. (Winston Churchill) 

“Um fanático é um indivíduo que tem razão ainda que não tenha razão”. (Jaume Perich)

“O problema do mundo é que tolos e fanáticos estão sempre cheios de convicção, enquanto os sábios estão sempre cheios de dúvidas”. (Bertrand Russell)

“O fanatismo é a única forma de vontade que pode ser incutida nos fracos e nos tímidos”. (Nietzsche)

“É mais fácil dogmatizar que discutir, vencer e convencer”.   (Conde de Romanones)

“As deficiências que tão frequentemente afligem os grupos socialistas:  o dogmatismo e o sectarismo”. (Lenine)

“Um fanático é um orador completamente surdo”. (Kahlil Gibran)

O SociCostismo (o socialismo de António Costa) é o aguilhão (obstáculo) da Educação em Portugal, pelo fanatismo das ideias e pelo dogmatismo das políticas. 

Ser teimoso e teimar na digital teimosia, não é sinal de inteligência.   No contexto da Escola Pública portuguesa, é sinal de alienação ilógico/incongruente da realidade, fraqueza política e menoridade intelectual. É não ter finura sagacidade nem argúcia crítica.  É não estar à altura do momento. É falhar! É!!

 

Carlos Calixto              

 

Propositadamente e de forma enfatizada, começamos este artigo de opinião com um conjunto de afirmações de filósofos e mentes pensantes famosas, sobre a mesma temática, versando o fanatismo empenhado, o dogmatismo ideológico e a teimosia política que é “burrice” e fundamentalismo anacrónico.

Há que denunciar, tentar chamar à razão o poder político vigente, encarrilar o descarrilamento da Escola Pública. Para isso é preciso interlocutor. É preciso coragem para falar as verdades e coragem para ouvir as verdades e mudar de rumo; coragem para mudar radicalmente a política educativa. Reorientar e nortear a bússola da Educação e Ensino. Ter a humildade de ouvir e escutar a razão dos professores, e ter a nobreza e grandeza de carácter de arrepiar caminho e reparar os muitos estragos e injustiças já feitos à escola de todos nós. Rápido e em força, que já se faz tarde. É agora mesmo o momento da inversão e reversão das políticas educativas que têm destruído a essência da instituição escolar pública em Portugal. 

“A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras”. (Winston Churchill)

“Tudo parece impossível até que seja feito”. (Nelson Mandela)

Neste texto vamos reflectir e falar sobre “o caso sueco”. Nesta crónica vamos mostrar e demonstrar o falhanço da Suécia com a experiência da “escola digital” e o bom senso, sabedoria e pertinência política de fazer marcha atrás. Por aqui, estupidamente e irresponsavelmente irresponsável, é acelerador a fundo, “experiencietas” sem adjectivação e que dão dó; rumo ao abismo, numa cegueira e surdez políticas confrangedoras, numa Escola Pública “sem identidade” para a função, com danos irreparáveis para o corpo docente e discente, e na eminência desastrosa de colapsar por disfuncionalidade evidente.

Também vamos abordar a perda muito acentuada da principal função da escola, que é ensinar. Há uma crescente desvalorização, na Escola Pública, quer de ensinar quer de avaliar. A perda desta fundamentalidade da escola, diminui-a, descaracteriza-a e destrói-a. A actual política educativa é distóptica e disruptiva.

É certo e sabida a influência das políticas educativas, a vários níveis, dos países da Europa do Norte nomeadamente da escandinava Suécia, em Portugal. Andando “mais à    frente vários anos”, em inovação e experiências pedagógicas. Acontece também no caso da digitalização da Educação e Ensino. Sendo que               o “caso sueco”, por paradigmático e adiantamento (dis)funcional, é referência  e referencial na reflexão sobre a desmaterialização escolar em curso  e a implementação ou não da escola digital. Falta o ponto de equilíbrio.   Falta a maturidade intelectual reformista. Falta aprender com o “caso sueco” de retrocesso da escola digital falhada.

Segundo “Notícias APIGRAF”, de 05 de junho de 2023, intitulado: “Suécia trava digitalização nas escolas, volta aos livros em papel”. Ficamos a saber que, feita a avaliação dos resultados, “O governo sueco decidiu travar a fundo o programa de digitalização das escolas e voltar a investir nos livros em papel nas salas de aulas”. Suécia, travagem e abrandamento claro na aposta do/no digital.

Lotta Edholm, ministra da Educação sueca alertou publicamente, em forma de advertência, para o facto de que “estamos em risco de criar uma geração de analfabetos funcionais” pela forma “acrítica” de abordagem da experiência da digitalização nas escolas suecas. Mais informou que: “O governo sueco vai investir 60 milhões de euros em 2023, bem como 45 milhões em 2024, na compra de livros em papel para substituição de tablets nas escolas”.

Por cá e por aqui, assistimos em contra-mão, ao investimento e aposta total na digitalização da escola, com previsão de conclusão (leia-se, morte ao papel) já em 2026. Irresponsavelmente!!!

Donde, os suecos com vários anos de experiência desistem do seu programa ambicioso de digitalização, elaborado pela Skolverket (Agência Nacional de Educação). Não de forma empírica, política ou aleatória, mas com a decisão fundamentada “no aconselhamento de profissionais de saúde, que são favoráveis a um papel reforçado do livro em papel”. Mais, a senhora ministra da Educação da Suécia, considera que: “Um livro em papel simplesmente tem vantagens que nenhum(a) tablet pode replicar”. (Fontes: Le Monde; El Periodico)

Francisco Laranjo, em artigo de opinião no jornal Público, de 19 de junho de 2023, às 16:30 horas, intitulado: “Regresso ao futuro da escola: dos ecrãs aos livros”, aborda esta temática. Opina que “O futuro chega quase sempre como inevitabilidade. A ideia de que a realidade poderia ser de outra forma – ou   até

de que podem existir vários futuros – é projectada como inalcançável. Mais diz e adianta que “Numa altura em que as escolas adoptam medidas de transição digital sem base científica que as valide, é fundamental recentrar a discussão na educação que queremos, e não nos dispositivos a usar”.

Mais afirma sobre este país nórdico, que “(…) A Suécia produziu uma decisão assente em estudos comprovados, reprovando a atitude acrítica que tende a aceitar a tecnologia de forma benevolente, flexível e positiva independentemente do conteúdo e das suas implicações”. 

Remata que “O futuro não é inevitável, é construído por todos nós”.  (in “Público” de 19/06/2023)

Não podemos estar mais de acordo. Plenamente de acordo e em sintonia.

Voltamos ao mesmo e velhinho problema de sempre dos governos PS e à “praxis” dialéctica de teoria e prática, de conduta e acção governativa socialista de desgoverno e de moda publicitária rosinha de anúncios pomposos; pseudo modernices e o despejar de milhões de euros em cima dos problemas, acrescentando mais problemas e burocracia, e sem resolver nada nem coisíssima nenhuma.

Foi assim com o “Magalhães” de Sócrates & Costa e MLR, é assim com os novos computadores de A. Costa & Costa; de acordo com notícia “Dinheiro Vivo”,  a “escola digital rende 260 milhões aos cinco maiores fornecedores”;  em 10 de abril de 2022, por José Varela Rodrigues, às 07:06 horas. 

Mais: “Programa lançado há dois anos para digitalizar as escolas portuguesas tem na Inforlândia, MEO, Informantem, Claranet e CTT os fornecedores com contratos mais elevados. Ainda será cedo para avaliar os efeitos da digitalização das escolas portuguesas na aprendizagem dos estudantes, mas se há uma coisa que a Escola Digital tem feito – e isso já é verificável – é alavancar as receitas das empresas fornecedoras do material informático para os estabelecimentos do ensino público. Segundo o Portal Base, desde 2020, os contratos mais avultados foram fechados com (as empresas supracitadas)”. (idem)

Aqui, uma nota, para referir o facto de que também a JP Sá Couto, empresa que vendeu os computadores “Magalhães” no tempo de Sócrates & Costa, também está envolvida na “venda/fornecimento” ao Estado português dos novos computadores que vão equipar a novíssima escola digital. Notícia do ECO, (segundo o Correio da Manhã – acesso pago; também noticiado na Revista Sábado): “Governo compra 139 mil computadores à empresa do Magalhães.  A JP Sá Couto já entregou 54 mil computadores e vai entregar mais 85 mil, no âmbito da Escola Digital”. A empresa agora chama-se “jp.ik”. (ECO, 01 de março de 2021)

Curiosidades, apenas e só isso.  Não estamos a insinuar nada, atenção; apenas a constatar e a registar para memória futura, a irracionalidade despesista.  Ainda agora está a começar. Manutenção futura, durabilidade dos equipamentos e hipoteticamente sem fundos comunitários. Desperdício e despesismo extra, “show off” politiqueiro. Para mais sabendo-se o que alegadamente se passa no terreno, das resistências das famílias, falhas dos equipamentos defeituosos, e etc. (…). “A empresa, que na altura do Magalhães se viu envolvida numa polémica devido à adjudicação por ajuste directo, é assim responsável por fornecer quase um terço (1/3) dos 455 mil computadores cujos concursos foram abertos pelo Governo”. (idem)

Agora com uma “nuance”, com a diferença de prestação de serviços indirectamente, por interpostos clientes do Governo/ME,  sem a celebração de contratos directos. “Os concursos foram ganhos pelas três operadoras de telecomunicações móveis (Meo, Nos e Vodafone), pelo que fonte oficial da empresa argumenta ao diário que «não existe qualquer ligação contratual com o Ministério da Educação». (idem)

 “A jp.ik, unidade de negócio para a educação da JP Sá Couto, forneceu e fornece equipamentos a clientes seus, com o objectivo final de venda ao Ministério da Educação e a variadas Câmaras Municipais, explicam”. (idem)

Tanto milhão, tanto computador, tanto digital e a Educação/Ensino a andar para trás. E montanhas de burocracia a andar pra frente. 

Ajudem-me a entender a coisa, sff. Muito obrigado.

Ainda mais: “São milhares os contratos que se encontram no Portal Base relativos a serviços em matéria de Educação. Facto é que é notório o crescimento dos valores pelos serviços prestados, desde o arranque da Escola Digital, sobretudo nos anos de 2020/2021 e 2021/2022”. (idem)

Mais ainda: “(…) O Dinheiro Vivo contactou o Ministério da Educação para fazer o ponto da situação da Escola Digital, mas não obteve quaisquer respostas às questões enviadas”. (idem)

Finalmente e concluindo a informação noticiosa: “Segundo o Orçamento do Estado (OE) para 2021, o Governo alocou 400 milhões de euros para a Escola Digital, relativos à sua execução em 2020 e 2021.  Para 2022, o OE que foi chumbado em outubro de 2021 previa mais 250 milhões de euros para a digitalização das escolas. A estes valores acrescem os 559 milhões previstos no Plano de Recuperação e Resiliência para a transição digital nas escolas”. (idem)

Segundo notícia (Tek.sapo.pt, de 19 de julho de 2021); intitulado –  “Escola Digital: vêm aí mais 600 mil computadores para as escolas (…); Tiago Brandão Rodrigues diz que são mais 600 mil equipamentos que se somam aos 450 mil já entregues este ano lectivo”; (…) Com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”.

“Foi lançado o concurso público internacional, repartido em vários lotes para poder ser mais fácil a sua entrega, para a aquisição de mais de cerca de 600 mil computadores, que poderá permitir a tão ambicionada universalização desta medida”; (“disse Tiago Brandão Rodrigues numa audição na Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, na Assembleia da República”).  (Sapo Tek)

E assim vamos andando de quimera em quimera, fantasia e devaneio, ilusão e utopia que é fantasmagoria.

Já foi o e-escola, o e-escolinha, e outros se seguirão, na deriva digital instalada. Educação é investimento, não é despesa. Mas não desta forma.  Com o título: “Estado pagou… mas internet nem vê-la – Pplware – SAPO”;  “Os auditores do Tribunal de Contas verificaram que a Secretaria-Geral da Educação e Ciência (SGEC) pagou cerca de 1,3 milhões de euros (com IVA) relativos a contratos de conectividade que começaram a ser pagos no momento em que os equipamentos foram entregues às escolas e não aos alunos”.   (Pplware, 26/07/2022)

“Os auditores relevam que o pagamento da prestação de serviços de conectividade foi efectuado como se tivessem sido activados todos os cartões SIM, quando, de facto, não foi o caso”. (idem)

“Em 2022 havia «hotspots» e cartões SIM, abrangidos por estes contratos, que ainda permanecem por entregar aos alunos e não obstante a conectividade foi facturada e paga, acrescenta o TdC”. (idem)

“No total, foram facturados e pagos 6,6 milhões relativos a aquisição de «hotspots» e serviços de conectividade, sendo que as contas apontam para que 1,3 milhões digam respeito a serviços que não foram usados”. (idem)

“A entrega dos computadores prolongou-se pelos primeiros meses de 2021 e «ainda existem computadores e conectividade por levantar», segundo o relatório, que aponta o caso de encarregados de educação que optaram por não aceitar aqueles equipamentos”. (idem) 

Sabe-se que há famílias e pais a recusar o computador porque não querem assinar uma declaração de responsabilidade pelo bom uso do equipamento. Estamos a falar de um terço (1/3) dos computadores. “Há 200 mil computadores pagos pelo PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) à espera de dono nas escolas”. (E expresso.pt, 15/11/2022)

Donde, pelo acima exposto, fica bem claro que há fartura de dinheiro para a escola digital, até para “esbanjar”; não há problema. Só há problema para pagar aos profissionais docentes o que de direito lhes/nos é devido.

Donde, o problema é apenas e só, somente de teimosia, “birra” e não vontade de decisão política.

Donde, uma “chuva de milhões” a jorrar/desbaratar há anos, provavelmente para ir para o lixo mais à frente, num futuro mais ou menos

próximo. E mais uma razão para que os Professores e Educadores portugueses não entendam e não entendamos por que raio de sorte malfadada, nem aquilo a que temos direito: tempo, dinheiro, aposentação digna, respeito, dignidade profissional, paz, felicidade, nos é tirado e sonegado. É frustrante frustração e indignação.

O juízo de sobra e que sobra na Suécia, parece faltar em Portugal. Perante as evidências do digital desastre em curso, falta ao Governo/Ministério Costa & Costa, a sabedoria, a racionalidade, o discernimento, bom senso, razoabilidade e humildade para parar, avaliar, considerar a enormidade dos erros, reconsiderar políticas e reconhecer a precipitação em que têm lavrado os executivos de António Costa no que à Educação diz respeito. Em concreto, os Costa, “ineptos (dis)funcionais”. Não é vergonha fazer “mea culpa”. É enobrecimento de carácter.

Agora, e a talhe de foice, um aparte obrigatório, com certeza (im)provável de deficiente e limitativa capacidade intelectual minha e hermenêutica pessoal própria, em compreender as luminárias sombrias do ME/Tutela/ Governo e as suas genialidades e “tontices” de uma escola de plenitude da felicidade e do “termómetro da felicidade”, com os seus acólitos seguidores e do aprender “brincando”. Ia dizendo que não entendo nem compreendo como é possível, explicação e compreensão para o facto de “(…) os lugares cimeiros, em todos os rankings, pertençam a escolas privadas e que quase tenha duplicado o número das públicas com média negativa nos exames (30% a Português e 70% a Matemática). O que explica a indesmentível mediocridade dos resultados das escolas públicas é a degradação que as caracteriza, com milhares de aulas perdidas por falta de professores, com um currículo nacional retalhado e reduzido a indigentes – aprendizagens essenciais –  e com uma indisciplina sem controlo, que se apossou da sala de aula”.   (Santana Castilho, in “Público” de 21/06/23)

Mas, “eh pá”, nem com as medidas salvíficas lá vamos; mais a tecnologia; mais a digital digitalização cerebral; mesmo com o básico do básico. Falhanço!!!

Então é só perder e em perda; e lá se vai/foi a motricidade fina; raciocínio, interpretação, escrita manual, ortografia, memorização (que também é precisa), articulação de ideias;  escrever um texto de jeito; e vai-se a saúde ocular (problema e questão muito séria que abordaremos mais à frente).

E já agora, a terminar este aparte desta “Nouvelle École”, quiçá “messiânica”, (libertadora de retenções já ela é), dos pensantes pensadores da escola pública portuguesa, a incisiva, pertinente e acutilante afirmação de Nuno Crato: “Há uma desvalorização da avaliação e está a perder-se a visão de que a escola tem a missão de ensinar”.   (Voz Prof, em 18 de junho de 2023)  

Ora nem mais. O descalabro da Escola Pública passa e em muito, por aqui.

Voltando ao “caso sueco”, por oposição à realidade da escola portuguesa, embandeirada em “mais valia digital ignara”. Mas sem resultados para festejar; “au contraire”.

Um problema absolutamente grave e que está a ser totalmente descurado e ignorado pelo poder político, na implementação da “escolinha digital”, é ignorar os avisos sérios e recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), ao chamar a atenção para o uso excessivo das tecnologias (computadores, tablets, telemóveis), do excesso de luz azul tão prejudicial à saúde óptica e à visão, o disparar dos casos de miopia (crescente miopia humana com o uso excessivo de computadores e celulares); alertando e avisando mesmo que se nada for feito, até 2050, 50% da população mundial terá miopia.   Mais alerta a OMS que a miopia será cada vez mais um problema de saúde global. Mais diz que o excesso de exposição às telas cria novas doenças nos olhos. Só o Brasil terá quase o dobro de pessoas com alta miopia em 2040.    Mais, os médicos alertam para a epidemia de miopia entre as crianças.  Mais afirmam inequívoca e categoricamente que os casos de miopia crescem exponencialmente em crianças e adolescentes.

A miopia já é “apontada como a epidemia do século (XXI), pela Organização Mundial da Saúde; a miopia é mais comum entre os pequenos que não se desligam dos aparelhos electrónicos”. (Brasil, Editora Plena) 

“Uma pesquisa do Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação – TIC Kids On-line – revela que cerca de 69% das crianças e adolescentes do Brasil, na faixa dos 9 aos 17 anos, utilizam a internet mais de uma vez por dia. (…) Os dados confirmam o crescente acesso dos brasileiros aos benefícios da tecnologia, mas ao mesmo tempo, desvendam uma nova preocupação: as ferramentas electrónicas estão contribuindo para o aumento da miopia entre os pequenos. – “É uma tendência do mundo moderno” – alerta o oftalmologista Luiz Felipe Diniz, do Hospital Brasileiro de Olhos (HBO), em Brasília”. (idem)

E mais dizem estes brasileiros sabichões, e cujas conclusões dão   Razão aos Educadores e Professores portugueses, preocupados com a Sua Própria Saúde Ocular e dos Seus Alunos, com graves problemas de visão, fechados em salas o dia todo, na escola a tempo inteiro, ficando “neuróticos”, no sentido de transtorno, perturbação, ansiedade e distúrbio emocional do “espaço-prisão” da sala de aula, em frente a grandes monitores – quadros gigantes – “criminoso”. As nefastas consequências da escola digital ficam aqui eloquentemente retratadas. É em casa e é na escola, são horas e horas a fio de “massacre” dos olhos e da visão.  Sendo que os mais novinhos têm a tendência para aproximar e tocar na tela. É!!! Sei do que falo e os colegas idem aspas, aspas, e do preço que pagamos ao nível da visão, por tantas horas passadas sentados em frente a um ecrã de computador, tantas e tantas vezes em serviços redundantes e aplicativos/aplicações da tret@.

“Além do uso excessivo das novas tecnologias, o aumento dos casos de miopia em crianças é relacionado à falta de actividades ao ar livre”.  – “Um mecanismo da nossa visão, chamado de acomodação, nos permite olhar objectos distantes e focar com nitidez objectos próximos. Esse foco é feito com a contracção do músculo ciliar, o anel no meio do olho para a visão à distância. O excesso de esforço pode gerar factores associados ao aumento da miopia” – esclarece o médico oftalmologista Dr. Geraldo Canto, de Curitiba.               É o que acontece quando se força a vista ao digitar e ao assistir a vídeos em celulares e computadores”.  (idem)

Para despertar as consciências para a seriedade do problema real e na “esperança que o ME acorde” para a realidade responsável e para a vida real das pessoas, com as pessoas e para as pessoas.    Tanto digital, “aplicativo/vigiativo/controleiro”, tantos projectos e tanta escola a tempo inteiro, “matam” com burocracia e destroem a saúde.  O problema é sério, real e tem de ser levado mesmo muito a sério pelo poder político. É necessário os alunos passarem mais tempo em ambiente externo e de olhar a longa distância e diminuir drasticamente o excesso de tempo interno e de olhar a curta/curtíssima distância passado em frente às telas/ecrãs.

Estudo do National Health Service (Serviço de Saúde Britânico),  “Confirma que passar mais tempo ao ar livre torna as pessoas menos propensas à miopia. Para especialistas, isso tem a ver com os níveis de luz”. (idem) 

Donde, no limite, o ruim da mais valia da escola digital, com todos os seus malefícios, perde(r) inapelavelmente por inaplicabilidade (vide problema sanitário de saúde pública incontornável; da saúde oftálmica e bem-estar da visão humana) para um uso moderado e equilibrado q.b. das tecnologias,  e nunca por nunca a imposição, desleixo e negligência do  “abuso insane tutelarmente imposto” e apadrinhado. O papel recomenda-se. Não passou de moda.

Portugal mais parece fora do mundo real e não se importar com os malefícios das novas tecnologias associadas ao uso excessivo das aplicações e do gravíssimo problema actual e futuro para as novas gerações, potenciais vítimas de um deslumbramento político digital fanático, ignorante, dogmático viciante e doentio. E nas famílias sem recursos, quem vai pagar os tratamentos.

E agora, dada a proximidade de sensibilite sobredimensionada, brincando e rimando, sem cartoon, BD e concordata, nesta data sem malata:  “Costa & Costa mais Brandão são aguilhão, assombração e desmaterialização da Educação pró- digitalização”.

“Contra o aguilhão dizer não”.

Disse.

Nota: professor que escreve de acordo com a antiga ortografia.

 

CCX.

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15 comentários

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    • Alberto Manuel da Silva Gomes on 24 de Junho de 2023 at 13:37
    • Responder

    Pois. Há muito que venho pregando que a escola, como instituição sagrada que é, pois afinal de contas ela serve para desenvolver competências autentica e genuinamente humanas – como ler e escrever, calcular, interpretar, argumentar, etc. – não tem de andar a reboque do tão propagandeado desenvolvimento científico e tecnológico globalizante (sempre ao serviço dos interesses económicos) que transformou por completo os hábitos e as rotinas dos membros da sociedade.
    A escola, enquanto instituição milenar tem de se blindar desta intromissão que a torna efetivamente disfuncional e a transforma em depósito de zoombies.
    O 1º passo, para além da introdução do suporte material de difusão do conhecimento em formato livro, papel e material de escrita passa pela proibição do telemóvel na sala de aula. E não me venham para aqui dizer que isso é uma atitude retrógrada e proibicionista inaceitável porque o que se está a perder é incomensuravelmente maior: é a essência humana (e a sua ligação às múltiplas funções da linguagem: poética. literária, filosófica, artística e científica) que está a desaparecer e a ceder lugar ao algoritmo e à inteligência artificial, que nos transforma nuns inúteis, apenas capazes de compeender a linguagem na sua dimensão mais básica e ordinária de simples troca de informação para fins também eles básicos de mera socialização. A linguagem e o pensamento humanos têm de ser preservados deste paradigma tecnológico que nos objetifica como meros recursos substituíveis, num mundo onde apenas interessa a produção e o consumo. Vive-se para ter coisas, angariar stuff, como dizem os anglo-saxónicos. Capturados por este contemporâneo paradigma tecnológico só nos preocupamos com a produção, aquisição e armazenamento de stuff. E nós mesmos passamos a ser objetos substituíveis de um sistema que a todos nos captura. Há que preservar a escola!!!

    • Alice on 24 de Junho de 2023 at 13:57
    • Responder

    Aterrador.

    • Ana Maria Navas on 24 de Junho de 2023 at 15:51
    • Responder

    Tudo o que o nosso Carlos Calisto reflete neste artigo é a pura realidade do nosso ensino. Obrigada,por este excelente artigo.

    • professora on 24 de Junho de 2023 at 19:34
    • Responder

    O colega até pode dizer coisas muito acertadas mas num post deste tamanho!!
    Quem é que tem paciência para o ler?
    Tem que adequar a forma ao meio de comunicação.
    Isto não é um jornal. Muito menos uma revista de investigação.
    Se não sabe escrever para um blog, não escreva! Haja paciência 🙏

      • Carlos Calixto on 24 de Junho de 2023 at 23:14
      • Responder

      Os artigos/textos que escrevo, não são mera opinião. A argumentação/contraditório tem fundamentação, sustentação e blindagem.
      Ninguém a obriga a ler. É só fazer uso do seu livre arbítrio.
      Sabe colega, a superficialidade é contrária à profundidade das ideias e do discurso oratório. Evidências (…)
      Obrigado
      CCX.

        • professora on 25 de Junho de 2023 at 11:28
        • Responder

        Meu caro colega
        A superficialidade nada tem a ver com a o tamanho do texto. Pode escrever muito e não dizer nada.
        E pode escrever pouco e dizer muito. Veja o caso da poesia. Short e profunda. Com conteúdo.
        O colega é que tem de fazer o exercício de se adaptar ao que é um post num blog. Senão não pode escrever aqui sob pena de ninguém o ler.
        Temos pena que não entenda e se refugie em argumentos pouco válidos.
        Claro que podemos não ler. Mas de certeza que não é isso que pretende.
        Faça o exercício da humildade.
        E os supervisores do blog também têm de saber que tipo de textos são adequados ou não.
        Não são só os que são agressivos e cheios de palavrões.
        A supervisão é importante mas também é preciso ter conhecimentos para o fazer.
        Muito obrigada por esta reflexão.

          • joão on 25 de Junho de 2023 at 12:00

          Li as primeiras cinco citações e, apesar de interessantes, passei as outras à frente e li na diagonal (basicamente o que está a bold). Pareceu-me que tinha valor e que foi escrito por alguém com bastante conhecimento.

          • Carlos Calixto on 25 de Junho de 2023 at 16:41

          Cara colega
          Superficialidade é afirmar sem comprovar.
          Falta de humildade é criticar avulsamente.
          Este é um texto trabalhoso, em defesa do Professorado. Versa política educativa, não é poesia.
          Parece incomodada. Não leia.
          Adaptações (…)
          Obrigado.

          • Carlos Calixto on 25 de Junho de 2023 at 17:19

          Mais,
          Postar não tem padrão nem medida standard.
          Obrigado.

          • Carlos Calixto on 26 de Junho de 2023 at 11:35

          Mais ainda,
          Se não é “infiltrada” nem os seus comentários são “encomenda “, dê a cara; não se esconda.
          É a única “colega ” incomodada com a verdade, em matéria tão sensível para o professorado.
          Informação é poder. Educadores e Professores têm direito a avaliar políticas educativas em juízo e em justiça.
          Vamos falar, debater.
          Obrigado.
          CCX.

    • Luís Miguel Cravo on 25 de Junho de 2023 at 1:55
    • Responder

    Caro Carlos Calixto, genial!!
    Vou entregar a minha carta de exoneração do meu vínculo à “carreira” (?) no dia 1 de Setembro deste ano.
    Diria que 95 % do que me move está, de forma assoberbante (é mesmo ASSOBERBANTE!), no seu artigo. Voltarei, se calhar, no dia em que voltar a haver uma Escola com E maiúsculo neste país (o que duvido…). Para já, a fuga é o melhor antídoto para a minha vida.
    Muito obrigado,
    Luís Miguel Cravo

      • Carlos Calixto on 25 de Junho de 2023 at 6:23
      • Responder

      Caro Luis Cravo, Obrigado.
      Muito Obrigado pelo que deu, partilhou e fez pela Escola Pública.
      Sff reconsidere e fique. Todos aqueles a quem tocou as vidas não o esquecerão.
      A nossa Luta/Revolta precisa da sua força e carácter.
      Grande Abraço.
      CCX.

      • maria estafada on 25 de Junho de 2023 at 16:09
      • Responder

      Caro colega, desejo-lhe a maior sorte de mundo. Estou com a mesma vontade. Vontade de abandonar uma profissão que tanto amei mas já não me identifico com ela. Vou tentar aguentar mais alguns anos, não sei se aguentarei mas depois de tantos anos a dar tudo de mim e da minha família, sair com uma mão à frente e outra atrás acho muito injusto.

      Boa sorte na sua nova vida. Vá em frente.

    • Lucinda Pereira on 27 de Junho de 2023 at 8:24
    • Responder

    Quando a estratégia habitual é não pensar o assunto nos seus pros e contras. O melhor é copiar pelos outros, ainda que, já tenha sido posto de parte! O habitual, em Educação.
    Inovação precisa-se!

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