É a retórica política. Um ministro não pode dizer que as provas estão a correr mal, nem que isso seja a verdade absoluta.
As provas de aferição nunca correram tão mal como este ano. Desde a greve que impossibilitou a sua realização em muitas escolas, até aos problemas técnicos com a plataforma usada. Alunos a olhar para o ecrã do computador, durante minutos e minutos à espera que a prova aparecesse ou que a tarefa seguinte carregasse, foi o mais comum. Na quarta-feira o horário de início foi desfasado por zonas, mas mesmo assim houve constrangimentos.
As equipas técnicas, que, sem qualquer preparação a não serás indicações escritas do IAVE, foram andando de sala em sala, tentando resolver problemas e acalmando alunos e vigilantes, não tiveram descanso. Tudo para que a ideia que tudo corre bem poder ser passada à população.
Nem vou falar das carcaças a que chamam computadores e com que alguns enchem a boca…




7 comentários
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É também importante reconhecer que tudo isto aconteceu apesar de muitos diretores e seus subordinados diretos passarem por cima da lei para tentar obedecer da forma mais submissa possível aos seus mestres ministeriais. Dito de outra forma, houve muita falcatrua para boicotar o esforço glorioso dos grevistas!
Concordo plenamente. Alguns até andam por aqui.
E não esquecer o “lapso” do Exmo. Sr Presidente do JNE que enviou palavra passe errada, causando real transtorno com graves consequências entre outras anomalias que ele como responsável deveria ter precavido e nunca deveria ter falhado!
Processo disciplinar à vista? ATÉ A BARRACA ABANA! vai lá, vai… para os outros ele exige para ele vai lá, vai…
Atendendo ao nível de seriedade de muitos que populam nas hostes ministeriais e partidárias vigentes, dir-se-ia que comem GELadOs com a testa.
Eu tinha adivinhado estas afirmações do ministro mesmo antes das provas começarem.
Sou bruxa.
Os professores trataram de ajudar imenso o xô ministro. A esmagadora maioria lá foi cumprir o serviço, apesar de não haver serviços mínimos. Com professorea destes, quem precisa de ministros (para no lixar a vida)?
O teste final será a correção das provas de aferição. Com greve e, aparentemente, sem desconto no ordenado, que raio de professores se disponibilizarão a corrigi-las? Só mesmo quem não tenha coluna vertebral!