PROFESSORES, OS PILARES DA SOCIEDADE
Quem não vir esta realidade ou é “cego” ou “tapa os olhos”.
Devo começar por afirmar que não estou aqui para agradar ou desagradar a quem quer que seja. Estou apenas a revelar a análise que faço de um problema nacional que sempre me preocupou. Em tempo de férias e a meio de uma pré-campanha eleitoral sem qualidade no conteúdo e na forma, desejo saudar os professores (sem esquecer os educadores) das nossas escolas e reafirmar que os considero os importantes pilares da sociedade e, uma vez mais, dizer a governantes e governados que é necessário e urgente restituir-lhes a atenção, o respeito e a dignidade que a liberdade e a democracia lhes retiraram.
Ao longo destes anos, verifiquei que:
– a preparação científica e pedagógica dos professores não tem sido devidamente testada, através de processos de avaliação a sério, criteriosamente regulados, por avaliadores devidamente credenciados.
– como no antigamente, a par de bons, muito bons e excelentes professores, muitos deles desmotivados, há outros, francamente maus, instalados na confortável situação de emprego garantido até à reforma;
– os sindicatos, nivelando, por igual e por baixo, os bons e os maus professores, têm grande responsabilidade numa parte importante da degradação do nosso ensino público;
– as sucessivas tutelas parecem estar mais interessadas nas estatísticas do que na qualidade do ensino;
– os programas oficiais amarram os professores, não lhes dando tempo para, como alguém disse, “divagações desnecessárias”, sendo, por assim dizer, obrigados a “amestrar” os alunos a acertar na perguntas dos exames, algumas delas, autênticas charadas;
– os professores estão sobrecarregados com tarefas administrativas e outras de que deveriam estar rigorosamente libertos;
– os professores estão mal pagos e muitos deles vivem longe das famílias ou perdem horas nos caminhos diários de ida e volta a casa e a contarem os tostões.
Em finais de 2015, na cerimónia de entrega do Prémio Manuel António da Mota, no Palácio da Bolsa, no Porto, o Primeiro-Ministro, disse: “De uma vez por todas, o país tem de compreender que o maior défice que temos não é o das finanças. O maior défice que temos é o défice que acumulámos de ignorância, de desconhecimento, de ausência de educação, de ausência de formação e de ausência de preparação”. Palavras sábias, mas que não passaram disso. A verdade é que continuamos na mesma, cada vez com mais futebol e, agora, entretidos a tempo inteiro, dos pais aos filhos crianças, a dedilharem nos telemóveis
É, pois, urgente olhar para esta realidade e haver vontade política (despida de constrangimentos partidários) para promover uma profunda avaliação e consequente reformulação de uma “máquina ministerial” poderosa e nebulosa, de há muito, instalada.




5 comentários
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Sem dúvida que Galopim deve pensar que o Ministério pretende cidadãos plenos e ávidos de conhecimento.
Venha Galopim galopar as nossas “escolas” e que horrorizado ficará!
“Babás e ex-regentes escolares equiparados (! !) a professores do Secundário”
À abjecta “equiparação” acresce uma outra in-su-por-tá-vel aberração : como os primeiros se infiltraram no ensino aos 18 anos (com o antigo 5º ano), agora – via “tempo de serviço” – ultrapassam nos escalões e vencimento os profs. do Secundário, pois estes tiveram a “infeliz” ideia de cursar uma Universidade durante anos , entraram, obviamente, mais tarde na carreira e agora…. Na prática, já nem sequer estão em igualdade – o que já de si seria intolerável – estão à frente, senhores!!!! Quem acredita?Náusea. Inadmissível!!!
( podem confirmar nos vossos Ajuntamentos de Escolas. Vejam como ou onde estão posicionados os primários, babás , as inenarráveis 910 ( oriundas da mesma estirpe) e outros (agentes técnicos, contabilistas, manualidades ). Lamento dizer, mas o prof. Karamba está cheio de razão. Qualquer um entende …)
Semelhante absurdo se coloca relativamente aos excursionistas das eses, “piagetes” e tascas afins.
Afinal tinha razão, a vacina deu-lhe cabo dos cornos…
Aceitem toda a papelada das(a) poias para cada um e mais o que vier para esconder a mediocridade
Não se esqueçam de apoiar o partido que transformou o ensino em perfis pra tonhos portucalensis estatisticamente certificados pelas suberbas inteligências psicopedagógicas.