Diretora do Externato Ribadouro, no Porto, suspensa por inflação de notas
Pautas afixadas com classificações finais diferentes das que tinham sido aprovadas pelos conselhos de turma, dispensa de frequência das aulas de Educação Física sem qualquer justificação, aulas contabilizadas mas que não foram nem sumariadas nem assinadas, incumprimento sistemático de procedimentos obrigatórios na avaliação que põem em causa a fiabilidade das notas atribuídas aos alunos. Estas são algumas das irregularidades encontradas pela Inspeção-Geral de Educação e Ciência (IGEC) no Externato Ribadouro, um dos maiores do Porto, e que tem sido assinalado como um dos que se repete na lista dos maiores desalinhamentos entre as classificações atribuídas pelos professores da escola e as obtidas pelos alunos nos exames nacionais.
As averiguações da IGEC foram desencadeadas em 2019 na sequência de notícias que davam conta de classificações anormalmente altas a Educação Física, com turmas inteiras a receber notas de 19 e 20 valores, e noutras disciplinas do secundário não sujeitas a exame nacional. As inspeções realizadas originaram três processos: um sobre a administração do colégio, os outros dois sobre a sua diretora pedagógica. O Expresso tem vindo a perguntar qual o resultado destas averiguações e confirmou agora o desfecho: suspensão da responsável de funções por um período de um ano e encerramento do colégio durante um ano, mas neste caso a sanção…




14 comentários
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Já não era sem tempo!!!
Só agora?!
…e os outros colégios?!?!
…e os exames nacionais…?
Faz falta um Rui Pinto a “entrar” nas direções das escolas…eram só Joes e Vieiras…
A igec é…zero.
Inflação de notas…
Ui!!!!!!!!!!
Pode ser que o Miranda, ganhe juízo e tino mais os seus lambe botas.
Uma injustiça que dura há muitos anos. Todos percebemos o porquê dos colégios privados aparecerem nos primeiros lugares dos rankings. Milhares de alunos foram ultrapassados por alunos deste colégio que deste modo ocuparam vagas de medicina e outros cursos. Outros colégio tem práticas semelhantes. Já ouvi histórias de ajuda nas respostas dos exames ,,,,,, república das bananas e da corrupção. Os “amarelos ” fazem manifestações para receber verbas do estado e muitos ainda querem privatizar o ensino . Para quê ? Só compadrios e esquemas.
Por essas e por outras é que, antigamente, se realizavam os exames para ingresso no ensino superior na universidade da zona de residência…
Seria importante verificar as respostas de “cruzinhas” – nos exames nacionais. De certeza que o “sucesso” foi retumbante.
Oh Carlota Joaquina, ou coisa que o diabo te carregue, certamente que te referes ao Sá, olha que o dito, tem a espanhola Carmem Ferreira para te fazer a folha. Depois não te queixes ao Goucha.
Creio que toda a gente sabe que este processo de inflação de notas já está bem incorporado também nas escolas públicas. Na minha escola não faltam disciplinas cuja escala de avaliação começa em 17…
E os 2 que passam todos a 3!!! Leiam o artigo “um mundo perfeito…” aqui no blogue!
Infelizmente o inflacionar de notas nos colégios desde há 20 anos torna obrigatória uma certa inflação no público por questão de justiça. A inflação das notas do privado é a causa primária do problema. Em 1996 tinha um colega que era uma nódoa a matemática no 11 º ano as notas variavam entre 4 e 10 valores, no 12º ano mudou para um desses colégio privados conhecido, milagrosamente acabou o 12º ano com 18 valores….
Milhares de alunos são “roubados” todos os anos porque nas escolas públicas não inflacionam notas (pelos menos na dimensão dos colégios) .
Curiosamente toda a gente vive bem com esta realidade. Mais vale assobiar para o lado e fingir que não se vê. Afinal os professores do público enviam os seus filhos para o privado.
Até quando vamos permitir isto?
Quem não pode pagar um colégio privado vai continuar a ser enganado. Porque persistimos na mentira da igualdade de oportunidades. Porque enganamos os miúdos do público que são enganados de forma descarada.
Há um colégio no Concelho de Santo Tirso que adultera as notas todos os anos e depois vangloria-se de ter excelentes resultados. Muitos destes excelentes resultados são preparados após a entrega dos exames. Há uma equipa pronta para dar uma ajuda. Nesse colégio até as esferográficas são distribuídas pela escola para que a cor seja a mesma após a alteração das respostas de escolha múltipla…. dizem que é para dar sorte. Alunos de 10 valores passam para 15 ou 16 valores rapidamente. Enfim, vamos continuar a fingir e a pensar nas próximas férias.
Nos últimos 10 anos tenho trabalhado sempre em escolas públicas e infelizmente esta situação (inflação de notas) verificou-se nas 3 escolas em que trabalhei: não faltam professores que começam a avaliar numa escala que vai de 17 a 20 valores; numa dessas escolas, em disciplinas opcionais do 12º ano, como Direito e Sociologia, em 28 alunos, por exemplo, 25 tiraram 20 valores e os restantes 3 alunos, 19 – possivelmente raramente apareciam nas aulas (turmas que conheci como DT e que tinha alunos medianos, longe da excelência); e o que dizer dos professores de Educação Física, que a qualquer coxo dão pelo menos 17?
E o papel dos Diretores? Que só lhes interessam as notas altas e estão-se nas tintas para o que se passa na sala de aula desde que as notas sejam elevadas?
Para mim, o ensino público está claramente pior que o privado, nunca colocaria os meus filhos em nenhuma das 3 escolas em que trabalhei dada a incompetência exibida por muitos dos seus professores (altamente desmotivados e frustrados).