Diretora do Externato Ribadouro, no Porto, suspensa por inflação de notas

Diretora do Externato Ribadouro, no Porto, suspensa por inflação de notas

Pautas afixadas com classificações finais diferentes das que tinham sido aprovadas pelos conselhos de turma, dispensa de frequência das aulas de Educação Física sem qualquer justificação, aulas contabilizadas mas que não foram nem sumariadas nem assinadas, incumprimento sistemático de procedimentos obrigatórios na avaliação que põem em causa a fiabilidade das notas atribuídas aos alunos. Estas são algumas das irregularidades encontradas pela Inspeção-Geral de Educação e Ciência (IGEC) no Externato Ribadouro, um dos maiores do Porto, e que tem sido assinalado como um dos que se repete na lista dos maio­res desalinhamentos entre as classificações atribuídas pelos professores da escola e as obtidas pelos alunos nos exames nacionais.

As averiguações da IGEC foram desencadeadas em 2019 na sequência de notícias que davam conta de classificações anormalmente altas a Educação Física, com turmas inteiras a receber notas de 19 e 20 valores, e noutras disciplinas do secundário não sujeitas a exame nacional. As inspeções realizadas originaram três processos: um sobre a administração do colégio, os outros dois sobre a sua diretora pedagógica. O Expresso tem vindo a perguntar qual o resultado destas averiguações e confirmou agora o desfecho: suspensão da responsável de funções por um período de um ano e encerramento do colégio durante um ano, mas neste caso a sanção…

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15 comentários

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    • Guilhermina Almeida on 9 de Julho de 2021 at 12:01
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    Já não era sem tempo!!!

      • Pensador on 10 de Julho de 2021 at 20:10
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      ………….
      ……………………………………………….

      Ensino Privado – Uma história de sucesso

      EXTERNATO RIBADOURO

      O Externato Ribadouro (cujo nome comercial é Alexandrino Oliveira, Silva & CA, Lda., com o número fiscal 500308560) é actualmente propriedade do casal pinheiro, ou seja, de Manuel de Vasconcelos Pinheiro e Maria da Conceição Amaral Vasconcelos Pinheiro.
      O engenheiro Manuel Pinheiro era até há bem pouco tempo professor efectivo na Escola Secundária Infante D. Henrique sita no Porto, tendo estado destacado e a chefiar o Ensino Mediatizado (Telescola), ocupou o cargo de (nomeação política) DIRECTOR REGIONAL ADJUNTO DE EDUCAÇÃO DO NORTE durante o ultimo governo do PSD 2002-2005). Actualmente é Vereador sem pelouro da Câmara Municipal de Cinfães, dado ter perdido as eleições.
      A Dra. Maria da Conceição Amaral Vasconcelos Pinheiro foi professora de História na Escola E.B. 2,3 Dr. Augusto César Pires de Lima sita no Porto, onde pediu licença sem vencimento de longa duração para ocupar o cargo de Directora Pedagógica do referido Externato Ribadouro.
      Este casal deteve até meados de 2007 a propriedade do Externato Ribadouro em conjunto com o casal portugal (Edison A. Moreira Portugal e Maria Isabel S. Céu Moreira Portugal).
      Estes dois casais desentenderam-se e depois de uma espécie de batalha campal, em meados de 2007 o casal pinheiro fez uma oferta irrecusável ao outro casal pela sua quota de 50% (sensivelmente meio milhão de contos, isto é, cerca de 2,5 milhões de Euros) para se irem embora. DE ONDE VEIO O DINHEIRO ???? SERÁ QUE OS IMPOSTOS FORAM PAGOS ???? SERÁ QUE A INSPECÇÃO DE FINANÇAS (DGCI) anda por aí ??????
      O casal pinheiro entretanto (e dado este ser um “negócio da china”) comprou 50% do Externato Camões sito na Praça da Estação de Rio Tinto e 50 % do Externato da Trofa que era propriedade da Diocese do Porto.
      O Externato Ribadouro é o tal que mete muitos alunos em MEDICINA (até meteu a filha do seu proprietário) e que foi alvo de uma investigação precisamente na altura em que Manuel Pinheiro era Director Regional Adjunto de Educação do Norte.
      Mas não foi só a questão da entrada massiva de alunos em medicina devido ás notas, foi também o Ensino Básico Recorrente e o Ensino Secundário Recorrente que, tendo terminado em 2005 naquele estabelecimento (porque já não era rentável), foram alvo de investigação na altura em que o cavalheiro era DIRECTOR REGIONAL ADJUNTO DE EDUCAÇÃO DO NORTE e apenas por parte da IGE.
      Dá vontade de RIR e é caso para perguntar quem terá sido a INSPECTORA da IGE que verificou da existência de ilicitudes!!!!!! O que viu ?????? ou seria invisual !!!!!….(o processo foi arquivado)
      Este é apenas um EXEMPLO do ENSINO PRIVADO que temos. É apenas um EXEMPLO DE TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS. É um bom EXEMPLO DE EMPRESÁRIOS DE SUCESSO.

      https://psicolaranja.blogs.sapo.pt/729121.html

      NO GOOGLE É POSSÍVEL ENCONTRAR COISAS MUITO INTERESSANTES SOBRE O “RIBADOURO”

      Há mais ….Esta VACA chamada de Maria da Conceição Amaral Vasconcelos Pinheiro APOSENTOU-SE agora em Julho de 2021.

      MARIA CONCEIÇÃO R A VASCONCELOS PINHEIRO – PROFESSORA – EXT RIBADOURO – € 3 037,25

      https://dre.pt/application/file/a/164797911

      .

  1. Só agora?!
    …e os outros colégios?!?!
    …e os exames nacionais…?

    • Rui Pinto on 9 de Julho de 2021 at 12:38
    • Responder

    Faz falta um Rui Pinto a “entrar” nas direções das escolas…eram só Joes e Vieiras…
    A igec é…zero.

    • Alecrom on 9 de Julho de 2021 at 13:00
    • Responder

    Inflação de notas…
    Ui!!!!!!!!!!

    • Carlota Fontana on 9 de Julho de 2021 at 13:46
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    Pode ser que o Miranda, ganhe juízo e tino mais os seus lambe botas.

    • Costa on 9 de Julho de 2021 at 14:26
    • Responder

    Uma injustiça que dura há muitos anos. Todos percebemos o porquê dos colégios privados aparecerem nos primeiros lugares dos rankings. Milhares de alunos foram ultrapassados por alunos deste colégio que deste modo ocuparam vagas de medicina e outros cursos. Outros colégio tem práticas semelhantes. Já ouvi histórias de ajuda nas respostas dos exames ,,,,,, república das bananas e da corrupção. Os “amarelos ” fazem manifestações para receber verbas do estado e muitos ainda querem privatizar o ensino . Para quê ? Só compadrios e esquemas.

      • Sandra on 9 de Julho de 2021 at 16:31
      • Responder

      Por essas e por outras é que, antigamente, se realizavam os exames para ingresso no ensino superior na universidade da zona de residência…

    • maria on 9 de Julho de 2021 at 15:03
    • Responder

    Seria importante verificar as respostas de “cruzinhas” – nos exames nacionais. De certeza que o “sucesso” foi retumbante.

    • Tété Meloa on 9 de Julho de 2021 at 19:17
    • Responder

    Oh Carlota Joaquina, ou coisa que o diabo te carregue, certamente que te referes ao Sá, olha que o dito, tem a espanhola Carmem Ferreira para te fazer a folha. Depois não te queixes ao Goucha.

  2. Creio que toda a gente sabe que este processo de inflação de notas já está bem incorporado também nas escolas públicas. Na minha escola não faltam disciplinas cuja escala de avaliação começa em 17…

      • Ana Duarte on 9 de Julho de 2021 at 22:08
      • Responder

      E os 2 que passam todos a 3!!! Leiam o artigo “um mundo perfeito…” aqui no blogue!

      • Filipa on 10 de Julho de 2021 at 1:56
      • Responder

      Infelizmente o inflacionar de notas nos colégios desde há 20 anos torna obrigatória uma certa inflação no público por questão de justiça. A inflação das notas do privado é a causa primária do problema. Em 1996 tinha um colega que era uma nódoa a matemática no 11 º ano as notas variavam entre 4 e 10 valores, no 12º ano mudou para um desses colégio privados conhecido, milagrosamente acabou o 12º ano com 18 valores….

    • António Silva on 11 de Julho de 2021 at 1:53
    • Responder

    Milhares de alunos são “roubados” todos os anos porque nas escolas públicas não inflacionam notas (pelos menos na dimensão dos colégios) .
    Curiosamente toda a gente vive bem com esta realidade. Mais vale assobiar para o lado e fingir que não se vê. Afinal os professores do público enviam os seus filhos para o privado.
    Até quando vamos permitir isto?
    Quem não pode pagar um colégio privado vai continuar a ser enganado. Porque persistimos na mentira da igualdade de oportunidades. Porque enganamos os miúdos do público que são enganados de forma descarada.
    Há um colégio no Concelho de Santo Tirso que adultera as notas todos os anos e depois vangloria-se de ter excelentes resultados. Muitos destes excelentes resultados são preparados após a entrega dos exames. Há uma equipa pronta para dar uma ajuda. Nesse colégio até as esferográficas são distribuídas pela escola para que a cor seja a mesma após a alteração das respostas de escolha múltipla…. dizem que é para dar sorte. Alunos de 10 valores passam para 15 ou 16 valores rapidamente. Enfim, vamos continuar a fingir e a pensar nas próximas férias.

    • Sara on 11 de Julho de 2021 at 12:50
    • Responder

    Nos últimos 10 anos tenho trabalhado sempre em escolas públicas e infelizmente esta situação (inflação de notas) verificou-se nas 3 escolas em que trabalhei: não faltam professores que começam a avaliar numa escala que vai de 17 a 20 valores; numa dessas escolas, em disciplinas opcionais do 12º ano, como Direito e Sociologia, em 28 alunos, por exemplo, 25 tiraram 20 valores e os restantes 3 alunos, 19 – possivelmente raramente apareciam nas aulas (turmas que conheci como DT e que tinha alunos medianos, longe da excelência); e o que dizer dos professores de Educação Física, que a qualquer coxo dão pelo menos 17?
    E o papel dos Diretores? Que só lhes interessam as notas altas e estão-se nas tintas para o que se passa na sala de aula desde que as notas sejam elevadas?
    Para mim, o ensino público está claramente pior que o privado, nunca colocaria os meus filhos em nenhuma das 3 escolas em que trabalhei dada a incompetência exibida por muitos dos seus professores (altamente desmotivados e frustrados).

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