A queda do ensino: das metas curriculares às aprendizagens essenciais

A  definição dos referenciais curriculares das várias dimensões do desenvolvimento curricular, assumida no Despacho n.º 6605-A/2021, de 6 de julho, na realidade é a machadada final.

A queda do ensino: das metas curriculares às aprendizagens essenciais

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5 comentários

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  1. Estou muito burra…. Isto significa exatamente o quê? Há quem diga que os currículos deixaram de existir…

  2. Pois o problema é esse mesmo… Os profs andam muito burros e depois queixam-se.
    Com esta porcaria aprovada a escola pública torna-se um degredo tipo Brasil, onde os pais tem de colocar os filhos no privado para que aprendam alguma coisa de decente.

    Os profs assobiam para o lado e dizem que não percebem nada….,…….. TRISTE

    • Tiago on 27 de Julho de 2021 at 15:09
    • Responder

    Três factos
    -Nos últimos testes PISA, Portugal desceu nos três testes.
    -Alguns descritores das aprendizagens essenciais de História são vagos ou ambíguos ao nível dos conhecimentos e capacidades que os alunos devem atingir, havendo a possibilidade de uns professores desenvolverem uns e outros não, e nos exames nacionais os alunos podem ver-se perante conteúdos não lecionados.
    -As metas curriculares permitiam ao professor saber exatamente o que tinha de lecionar, ao nível das capacidades e conhecimentos
    -Como corretor nos exames nacionais na disciplina de História A, deparei-me com alunos a quererem mobilizar conhecimento com o auxílio dos documentos, não o conseguindo por falta de conhecimento.

    • Mário Rodrigues on 27 de Julho de 2021 at 21:52
    • Responder

    O presidente da República disse alguma coisa?

    A suposta oposição fez alguma coisa?

    Deixo o meu apoio aos que resistem à golpada dos Costas (João e António).
    O ministro, como sabem, comporta-se como um “verbo de encher”!…

    • Prof Possível (aka Maria Indignada) on 28 de Julho de 2021 at 14:24
    • Responder

    (Opinião especulativa)
    Há vários anos que me parece evidente a tentativa velada mas concertada e persistente de desvalorizar o papel da escola pública (à semelhança do que ocorre com o Serviço Nacional de Saúde- educação e saúde são áreas muito apelativas para a obtenção de lucro, logo com muito interesse para o sector privado), a ser operacionalizada em várias vertentes tais como:
    – legislação copy-paste, de qualquer outro país, aleatória e não coerente, com uma cadência desenfreada a maquiavélica com o objetivo de desestabilizar, confundir, obstaculizar, refrear e criar entropia na escola publica e em todos os que a operacionalizam, bem como nos alunos e encarregados de educação;
    – burocratização extrema de todo o processo de ensino e de aprendizagem, visando um desgaste e exaustão da classe docente contribuindo para comprometer o seu desempenho na processo de ensino e de aprendizagem;
    – instabilidade laboral e valorização da carreira praticamente inexistente;
    – processo de recrutamento de professores continuamente reformulado, defraudando milhares de opções individuais tomadas com base na regulamentação anterior e consequente desgaste motivacional para a carreira;
    – cobertura mediática persistente com a tónica nas falhas e défices da escola pública, por comentadores a afins, – comparação sistemática aligeirado e supérflua do desempenho da escola pública versus privada com base em estatísticas desonestas intelectualmente, por não salientarem o contexto social, familiar e económico em que cada universo está inserido.

    Pode ser que isto sejam tudo delírios meus, mas se eu quisesse progressivamente tornar residual o papel da escola pública na sociedade, adoptaria as opções que têm estado a ser seguidas.

    Os professores não têm poder nenhum para contrariar isto. Quem o teria não está ciente da realidade, ou se está, não se preocupa com o desfecho.

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