O presente artigo apresenta uma investigação sobre o impacto da política educativa portuguesa de discriminação positiva (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária – TEIP) nas classificações escolares dos estudantes, acompanhando a evolução destas entre os anos letivos de 2001/2002 e 2014/2015. Analisamos cerca de 4 milhões de classificações escolares. Após uma breve contextualização do conceito de educação compensatória, revisitamos as principais caraterísticas de diferentes programas de educação compensatória, assim como avaliações da sua eficácia. Os resultados sugerem a ausência de impacto do programa TEIP na melhoria dos resultados escolares. Consequentemente, discute-se a eficácia da transferência de recursos materiais e humanos para estas escolas, especialmente considerando que a sua integração em programas de educação compensatória pode gerar fenómenos de estigmatização. Nesta medida, reflete-se sobre a necessidade de continuar à procura de dispositivos que permitam à educação compensar as desigualdades sociais.




5 comentários
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Até que enfim um estudo corajoso e isento sobre o impacto destas modernices pedagógicas!
Já agora: os autores deste estudo não estarão também interessados em avaliar o impacto da educação especial na inclusão e integração social e profissional dos antigos alunos abrangidos? Muito gostava eu de ver um estudo sério sobre o assunto! Já era tempo de haver um!
Ausência do impacto? Impacto haverá sempre, positivo,negativo ou nulo.
Impacto nulo é não haver impacto.
Quando o saldo contabilístico é nulo ( receitas= despesas) continua a haver saldo, ainda que nulo ( sd =0 )
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