Algo que já defendo há anos. Os programas estão desajustados em relação à idade e maturidade dos alunos, são extensos e vão além das aprendizagens essenciais.
Os programas em vigor ainda vêm das metas de aprendizagem de Nuno Crato, entretanto foram introduzidas as Aprendizagens Essenciais e instalou-se a confusão nas salas de aula.
Interessa ajustar o programa às idades de cada ano de escolaridade e introduzir as novas áreas que têm vindo a ser anunciadas, mas que não se enquadram nos horários de cada ano, porque, simplesmente, os atuais programas não deixam um minuto livre para que isso possa acontecer sem prejuízos.
Aguardemos para ver o que os especialistas, que não frequentam salas de aula, têm a dizer.
Governo admite reduzir programas e não quer prolongar aulas
“Não vamos assumir que um programa se cumpre independentemente das condições específicas em que é aplicado”, afirma o secretário de Estado da Educação, João Costa. Conselho Nacional de Educação e Conselho de Escolas também vão ser ouvidos para a preparação do plano de recuperação das aprendizagens.




9 comentários
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O que não deixa um minuto livre é o jogo e as redes sociais.
Os programas serão sempre extensos. Reduzem-se, e os alunos (e professores) reduzem a dedicação e vontade em conformidade. Eu tenho a sensação que podemos reduzir programas, e ainda baixar a exigência, que teremos pouco resultados no “sucesso” (já não sou capaz de usar esta palavra, neste contexto, sem aspas!), pois toda a gente se adapta à nova realidade, sem mudar os seus objetivos. Os que apenas querem passar, vão trabalhar o necessário para isso, os que querem ter a média necessária para continuar, estudam para essa média e por aí se ficam. Simplesmente fazem menos, porque não precisam de fazer mais.
Na realidade, muitos se queixam que não têm tempo para a escola, mas se formos a ver, não lhes falta tempo para jogos e redes sociais. E nós vamos atrás!
Podemos fazer essa análise ou tentar comparar os nossos programas, com o de outros países, nomeadamente os países nórdicos. Factos:regra geral os conteúdos são abordados 2 anos mais cedo em Portugal do que na Suécia.
Logo faz todo o sentido ajustar os programas e isto independentemente da pandemia.
Mas se compararmos com os países de leste ou asiáticos ficamos a léguas.
Claro que tudo depende do tipo de Homens que queremos ter.
O que eu tenho visto é que que a redução de exigência (e quando vier, a de programas) não traz nada que eu considere um valor acrescentado para os Homens de amanhã.
Apreende
Apre ende
Aprendi
Aprendeu
Ciclo de aprendizagem
Giro de aprendizagem
Volta aprendizagem
Es tu a dar
Matéria dá dá
De manhã a cagar
O que não deixa um minuto livre é ocupar tempo precioso com cidadanias e flexibilidades. Em vez do rigor e da exigência vivemos dias da propaganda e do faz de conta.
Outra fantástica expressão geringonça:
“Não vamos assumir que um programa se cumpre independentemente das condições específicas em que é aplicado”.
Mas quem assume que um programa se cumpre independentemente das condições específicas em que é aplicado?
O cumprimento de todo e qualquer programa depende sempre das condições específicas em que é aplicado.
Será que isto ainda dará origem a uma série de “erros de perceção mútuos”?
https://www.publico.pt/2017/02/18/politica/noticia/as-contradicoes-e-as-duvidas-de-uma-nomeacao-polemica-1762472/amp
Desde que não se corte no desenvolvimento sustentável, na ideologia de género, nas causas fracturantes, está tudo bem. Cortem antes na matemática e português, a cidadania é muito importante.
Menos horas na escola e mais tempo para estudar, para conviver e para com os pais e os avós .
Nada se consegue sem esforço. Não me parece que os programas estejam assim tão mal. Quando mexem fazem quase sempre asneira, chamam os amigos queridos muito arianos e sai pior emenda que soneto.
Mudem é o sistema de gestão! Voltem os conselhos diretivos e os pedagógicos com força .
Corram com os psicólogos das escolas. Mandem-nos para os consultórios, nem que sejam da junta. Acabem com o parasitismo do ensino especial e façam escolas especializadas com especialistas a sério!
Há que conferir seriedade ao que se faz e nada de fazer de conta que é tudo sucesso. A escola deve preparar para a vida sem fomentar narcisos. Para isso já existem os instagrams e as kardashians.
Menos horas na escola e mais tempo para estudar, para conviver e para estar com os pais e os avós .
Nada se consegue sem esforço. Não me parece que os programas estejam assim tão mal. Quando mexem fazem quase sempre asneira, chamam os amigos queridos muito arianos e sai pior emenda que soneto.
Mudem é o sistema de gestão! Voltem os conselhos diretivos e os pedagógicos com força .
Corram com os psicólogos das escolas. Mandem-nos para os consultórios, nem que sejam da junta. Acabem com o parasitismo do ensino especial e façam escolas especializadas com especialistas a sério!
Há que conferir seriedade ao que se faz e nada de fazer de conta que é tudo sucesso. A escola deve preparar para a vida sem fomentar narcisos. Para isso já existem os instagrams e as kardashians.