Agora ainda com mais força nas razões, depois de mais trapalhadas nos concursos.
O Ministro continua entretido a fazer propaganda e atira os problemas para as Escolas e para os Professores.
Nesta última semana de ensino à distância, continuamos a fazer o Apagão (desligar os nossos computadores 45 minutos por dia). Apelamos a que mais docentes se unam à iniciativa, até ao regresso à escola presencial. O Ministério exemplificou, mais uma vez, na semana passada, nos concursos docentes, a má-fé que tomou como prática genérica e que se manifesta quase sempre na sua ação e principalmente na inação. A definição jurídica de má-fé é “alterar a verdade dos factos ou omitir factos relevantes”. Algo que o Ministro faz todos os dias, entretido com a sua propaganda frenética, em que aquilo que não lhe agrada é sempre imputado à “autonomia das escolas”.
O apagão não é sobre computadores ou internet paga, mas uma forma poderosa de alertar para outros problemas já que, somos nós, professores, que sustentamos, com os nossos meios pessoais, aquilo que o Estado devia organizar. Relembramos o que nos move e preocupa e de que o Ministro não quer saber e que não negoceia, como é seu dever, com os nossos sindicatos:
1. Questões de salário e de desrespeito pela carreira legalmente firmada (seja nas progressões, no respeito pelo horário, na imposição de trabalho letivo em tempos não letivos, etc.);
2. Falta de condições de trabalho, de segurança no contexto da pandemia, a indisciplina e até violência e as más condições de vida, com destaque para a ausência de incentivos e apoios aos professores deslocados, além dos graves problemas de precariedade e instabilidade;
3. Falta de recursos para os alunos e más condições de trabalho para os assistentes operacionais, que são essenciais à boa qualidade do trabalho docente e ao cuidado dos alunos;
4. Desrespeito pelo horário de trabalho e excesso de burocracia estupidificante e inútil nas escolas;
5. Adiamento da idade de aposentação e falta de respostas ao envelhecimento da profissão e à necessidade de a rejuvenescer;
6. Injustiças e trapalhadas ilegais nos concursos, seja ao nível de quadros de agrupamento, QZP, contratação, norma travão, substituições ou ofertas de escola;
7. Injustiças e trapalhadas ilegais na avaliação de desempenho, além das quotas, que tornam o processo completamente kafkiano e irracional, e das vagas, que travam a justa e legítima melhoria da condição salarial, que a lei prevê, mas é esbulhada por todo o tipo de batotas e truques;
No meio destes problemas, o Ministro continua com a atitude de degradar a imagem dos professores, com propaganda de mentiras junto da opinião pública e recusando ofensivamente negociar. O Ministro patentemente não quer saber do longo prazo e é, tão só, um delegado do Ministro das Finanças, mantendo a tática velha culpabilização da profissão sobre tudo o que sejam problemas financeiros no País.
Balanço das várias semanas de protesto
O balanço do movimento de protesto, que é independente de qualquer sindicato, é muito positivo, quer pela adesão, quer pelo efeito do debate gerado, até dentro de sindicatos, que se está a provocar. Na semana anterior, as adesões até aumentaram com colegas contratados, que perceberam que a paga da colaboração missionária a salvar o Ministério de que se visse a sua incompetência, foi o concurso de vinculação mais injusto de sempre Face às vilanias e ofensas que os professores sofrem, às mãos de Governos, de um Estado e de uma Sociedade que não valorizam a Educação, o caminho é cada professor mostrar e exigir que se reconheça o valor da sua doação abnegada ao ensino. E uma forma objetiva de mostrar como vale o que damos é a dádiva ser suspensa, uns minutos que seja.
Isso tem sido o Apagão, que, esta semana, continua com 45 minutos diários: mostrar aos políticos e à sociedade que são os professores que, em tempo de pandemia, na verdade, sustentam o sistema de ensino para que se mantenha a funcionar, como manteve. Mas não foi a propaganda intensa e permanente que deu esse resultado. Foi o trabalho mal compensado e desvalorizado dos Professores.




4 comentários
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Qual é mesmo a adesão a esta “luta”?
Ninguem sabe nem há forma de saber!!!
Sem visibilidade, sem eficácia, só serve para uma coisa. Dar aos alunos de quem faz esta “luta” uma pausa do “massacre” síncrono!
O maior erro é estarem em casa de pantufas nos pés. Eu leciono com as graças condições da escola. Se todos fizerem o mesmo o ensino à distância tem que parar.
Rui (ou outro colaborador do blog), publica, por favor.
Estes é relatório de todos os casos de feitos secundários registados na Inglaterra, entre 4 de janeiro e 7 de março de 2021, da vacina Astrazeneca.
Esta é a vacina que querem dar aos professores, a vacina que na Inglaterra matou 289 pessoas em pouco mais de 2 meses e que causou doenças graves em milhares…
https://assets.publishing.service.gov.uk/government/uploads/system/uploads/attachment_data/file/970505/COVID-19_AstraZeneca_Vaccine_Analysis_Print.pdf
As mortes parecem ter a ver com condições pré- existentes. Tal como todos os medicamentos, as vacinas podem ter efeitos secundários. Verifique a bula de um medicamento que tenha em casa e vai verificar que nenhum medicamento é absolutamente isento de efeitos secundários. Aliás, se tiver receio de ficar (mais) doente ao tomar medicamentos, é melhor não ler nenhuma bula dos que tiver de tomar…: vai ficar assustado (a).