47% dos computadores da Escola Digital são Magalhães 3.0

 

JP Sá Couto. 47% dos computadores da Escola Digital entregues são Magalhães 3.0 (ou Classmate)

O Classmate (que serviu de base ao Magalhães), não foi pensado para ensino remoto mas volta a servir os alunos portugueses.

É uma empresa portuguesa, nascida no Porto em 1989, que se internacionalizou durante a governação Sócrates com o projeto Magalhães, altura em que também se viu envolvida em alguma polémica “de forma inadvertida”. A JP Sá Couto viu de 2008 para 2021, o Magalhães perder em Portugal o nome e a projeção, mas ganhar dimensão lá fora (com outro nome).

Já em 2020, com a pandemia e o primeiro confinamento, decretado há quase um ano, o Governo de António Costa anunciou em abril o “acesso universal à rede e aos equipamentos para todos os alunos do básico e secundário”, num projeto “muito melhor do que o do Magalhães”, que teve duas gerações de modelos distribuídos nas escolas até há 10 anos.

O objetivo inicial para ter tudo no início do ano letivo (setembro) falhou, com as entregas a começar só em outubro, mas já foram distribuídos até à semana passada 115 mil portáteis com acesso à internet (com hotspot, também incluem mochila e auscultadores), 47% deles (39 mil entregues no final do ano e 15 mil no final de fevereiro) são o modelo mais básico da jp.ik, a área de educação do grupo português.

 

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