Concursos: reunião no ME
Teve lugar na “5 de Outubro” a segunda reunião negocial sobre a revisão do atual regime de concursos para a colocação de professores
O Parecer da Federação sobre o projeto do ME, para além da crítica ao fraco documento apresentado pela tutela na primeira reunião, um ponto de partida que ficou aquém até das expetativas mais pessimistas, inclui ainda as contrapropostas sindicais, tanto ao que é proposto pelo Ministério da Educação, como a aspetos negativos do atual regime, ou omissões, sobre os quais o ME não apresentou qualquer proposta de alteração.
Recorda-se que a FENPROF assumiu uma posição extremamente crítica ao conteúdo do projeto que lhe foi entregue, designadamente em relação à vinculação de professores, pois a proposta que recebeu, não só contraria a ideia de combate decidido à precariedade, que consta do programa do Governo, como o recente discurso do Primeiro-Ministro, na Assembleia da República, no âmbito do debate quinzenal (sessão realizada em 7 de dezembro, p.p.) em que afirmou que necessidades permanentes das escolas e do sistema educativo deverão ser satisfeitas por docentes com vínculos estáveis.
A apreciação negativa da FENPROF em relação ao projeto que recebeu em 30 de novembro, assenta, entre outros aspetos, no facto de piorar as condições de ingresso nos quadros, agravar, ainda mais, a instabilidade do corpo docente das escolas, e ignorar um conjunto de propostas previamente apresentado pela FENPROF e que se destinam a criar um regime de concursos justo, transparente, objetivo, respeitados dos direitos dos professores e promotor de estabilidade.
Na tomada de posição aprovada no encontro nacional de docentes, em representação das escolas e agrupamentos e dos diferentes setores de educação e ensino, promovido pela FENPROF no dia 7 de dezembro, em Lisboa, destaca-se que os professores rejeitam:
- Uma vinculação extraordinária apenas para quem tem 20 anos de serviço e, cumulativamente, celebrou 5 contratos nos últimos 6 anos;
- A “norma-travão” que, apesar de reduzir, de 5 para 4 anos, o período obrigatório de ligação contratual sucessiva, agrava os requisitos exigidos;
- A discriminação imposta aos docentes das regiões autónomas;
- O aumento para 8 horas letivas do critério que garante a atribuição de serviço letivo, tanto mais grave quanto este se limita à titularidade de turma;
- A intenção de encher ainda mais os QZP, agravando injustiças, gerando maior instabilidade e podendo, mesmo, provocar mais desemprego;
- O aumento para o dobro do tempo de serviço exigido para inclusão na 2.ª prioridade de concurso externo, sendo reduzido o período para atingir esse tempo;
- A limitação de candidatura a 2 grupos de recrutamento;
- A eliminação das permutas.
A delegação da FENPROF que se deslocou à “5 de Outubro” espera que nesta reunião já seja possível dar passos no sentido dos objetivos antes enunciados e que correspondem aos que os professores e educadores consideram essenciais.
A próxima reunião negocial sobre concursos está agendada para o próximo dia 22.




18 comentários
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Boa tarde,
Alguém que se lembre de reclamar sobre a dimensão absurda dos QZP.
Completamente de acordo!
E quem se esforçou para se especializar, procurar aumentar seus conhecimentos ao tirar mestrados e doutoramentos na área do Ensino não tem qualquer valor, nem tão pouco lhes dão algum reconhecimento ao lhes darem prioridade nos concursos e são ultrapassados por quem tem menos grau mas com mais tempo de serviço que pelos vistos esta última condição é que determina a competência e agora para acrescentar vão ser ainda ultrapassados pelos candidatos das ilhas. Tudo isto reflecte bem a mentalidade reinante dos interesses instalados: corporativismo, amiguismo, cunhas e facilitismo pois o esforço e o conhecimento pouco tem de relevante, mas não deixa de ser irónico que isto aconteça na área da Educação enquanto na maioria dos países europeus uma das condições para a docência é ter um master em Ensino.
Ohhhhhh Charlyze
caga nos Mestrados e Doutoramentos em EDUQUÊS…. esses diplomas valem merda …conheço cada imbecil com esses titulos…. Valha-me Deus!
Estes “cagões” com mestrado ou doutoramento, diante de uma turma do vocacional, daquelas de bairro à séria, borram-se todos.
Esses países a que se refere, são países civilizados e não repúblicas das bananas
Ja aparece mo correio da manhã. Nada de novo na reunião de hoje. Fantochada de negociação
Tanta frustração revela que não sabe como funcionam as reuniões.
Eu explico:
1ª reunião – ME apresenta a proposta inicial;
2ª reunião – Sindicatos apresenta a ançise da proposta e as contra-propostas;
3ª reunião – ME apresenta a revisão da proposta;
4ª e ultima reunião – Discussão final.
A seguir alguns sindicatos (A Fenprof quse sempre) pede negociações suplementares.
Frustado deve ser você. ..ou totozinho…
Só espero que não piorem a proposta. Geralmente é o que acontece com as negociações dos sindicatos.
As exigências absurdas ainda vão prejudicar os que andam há anos a trabalhar precariamente para o Estado.
Concordo plenamente! É o que está a acontecer ao tentarem beneficiar os candidatos das ilhas. Os continentais concorrem lá numa prioridade abaixo e eles cá no continente em pé de igualdade. Enfim… não piorem ainda mais…
O que eu acho que deveriam lutar era para alterar o conceito de horário anual (ou seja, ser como foi este ano)
Isso é mentira…no concurso interno para os Açores a prioridade é a mesma, se concorrer por 3 anos concorre na 1ª prioridade como quem já dá aulas nos Açores…
Se os sindicatos conseguirem o que querem é que os professores todos (contratados e efetivos) ficarão numa completa precariedade pois ser efetivo ou não vai ser igual dado que nem uns nem outros terão trabalho nas próximas décadas. Esperemos que o ministério saiba o que faz. Normalmente tudo fica pior depois da negociação dos sindicatos e este ano não será exceção.
Questão fundamental; Quanto à questão da vinculação, que é a que
mais me afeta, temos de analisá-la em duas perspetivas diferentes: a da
legalidade e a da justiça. Em termos de legalidade é certo que ao fim do 3º
contrato teria de vincular e seria justo…isto é, se a profissão fosse
inventada agora, neste momento. Em termos de justiça e tendo em conta que a
legalidade não imperou nos tempos passados, coloca-se aqui a questão da
retroação da lei, pois existem professores contratados a exercer funções que no
passado já estiveram nessa situação e deviam ter vinculado. E aqueles que
têm muito mais tempo de serviço mas que nunca estiveram nessa situação de 3
contratos seguidos devido a circunstâncias alheias, muitas vezes
causadas por legislação injusta que permitiu que houvesse ultrapassagens
injustas, como por exemplo a questão das renovações ou a BCE, entre outros
exemplos? O que se tem passado é que, os sucessivos governos, devido às suas
políticas economicistas e de interesses instalados, têm vindo a causar um
turbilhão de injustiças, um novelo tão emaranhado, que agora se torna bastante
difícil de desemaranhar. A minha opinião é que, antes de se pensar em formular
qualquer lei, temos de pensar primeiramente na justiça da mesma em relação às
pessoas do passado que ainda estão no presente e só depois nas que apenas estão
no presente. Trata-se de pessoas e não de lixo, trata-se de trabalho árduo
e de sacrifícios e não de brincadeira de rua.
100% de acordo…quem se safou e efetivou c apenas 5,6 anos de serviço fica- se rir…n ha justiça
Esqueci-me de referir que: A norma travão, com os moldes atuais ou com os moldes que alguns/muitos reivindicam para o futuro, devia ser designada por “norma de ultrapassagem indevida, injusta e ilegal”, pois se pretendia “travar” a precariedade contratual, antes pelo contrário, só veio agrava-la. Foi a forma que os governantes arranjaram para atirar areia para os olhos das entidades da UE e da população menos esclarecida, ignorando e desprezando quem já cá anda há muito tempo a servir a educação em Portugal. Os sortudos que vincularam ao abrigo dessa norma de “ultrapassagem indevida, injusta e ilegal”, são apenas sortudos, “coitados” não têm a culpa que lhes tenham permitido tal feito. Se eu fizer uma ultrapassagem ilegal no âmbito do código da estrada, pago uma enorme multa e até posso perder a minha carta de condução, não há clemência. Neste sentido, os governantes que fazem este tipo de leis deviam ser penalizados, deviam ter carta de governação por pontos e as injustiças criadas por quem criou a norma travão, renovações, BCE, etc. deviam ser penalizadas com a apreensão definitiva das suas cartas de governação e com a proibição de exercício de funções no serviço público no futuro, bem como outras penalizações ou multas avultadas proporcionais às injustiças e ilegalidades que criaram. Desta forma, estes incompetentes que reinaram no passado e que reinam no presente e os que irão reinar no futuro, iriam ter um pouco de mais cuidado na forma como conduzem Portugal. Quanto a este governo, está na altura de tomar decisões no âmbito da precaridade no emprego docente público. Abram a pestana! vejam lá o que vão fazer! Não criem mais injustiças! Reponham a justiça a quem tem mais direito, aos professores contratados que já cá andam há muito tempo a batalhar! Não criem mais critérios de acesso à vinculação manhosos e inconstitucionais, meramente com intuito economicista, para mandar mais areia para os olhos das pessoas, para depois virem dizer que foram “pioneiros” na eliminação da precariedade no emprego docente público.
Efetivem todos os contratados e reformem todos os colegas com 36 anos de serviço e já teremos todos contentes.
Fartodegenteparvinha, nem pense nisso. Eu tenho 39 anos de serviço e tenho mais colegas com tempo parecido, no entanto, não me pretendo reformar já. Vou trabalhar até aos 70 de idade.