Janeiro 2017 archive

A Música do Blog

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As vagas a contabilizar… QÁ e lá…

 

Enquanto por cá, irão ser considerados 4 anos para a abertura de vaga QA, pelos Açores bastarão 3 anos. Parece que estamos a falar de dois países…

Governo vai considerar nos quadros professores com contratos a termo

 
O secretário Regional da Educação e Cultura dos Açores anunciou hoje que nos lugares do quadro dos professores “vão ser consideradas” as vagas correspondentes aos contratos a termo celebrados, consecutivamente, durante três anos.
“Em conformidade com o que está estabelecido no estatuto da carreira docente, acordou-se que no cálculo do número de lugares do quadro deverão ser consideradas as vagas correspondentes aos contratos a termo resolutivo celebrados, consecutivamente, durante três anos”

 

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Escola 360º – Mais uma medida SIMPLEX

Noticias IGEC

 

O Programa Minuto Cidadão, produzido pela Agência para a Modernização Administrativa, I.P. disponibiliza informação sobre o projeto Escola 360º em vídeo, disponível no canal da IGEC terceira medida do Programa de Simplificação Administrativa e Legislativa – SIMPLEX, visa consolidar os processos de gestão escolar no ensino pré-escolar, básico e secundário numa aplicação centralizada, fiável, segura e mais económica.

Este projeto-piloto abrange 15 escolas e organismos centrais, e permite melhorar o tratamento e gestão dos sete principais processos administrativos relacionados com os alunos:

  • Matrículas, renovações e transferências
  • Gestão de informação biográfica
  • Turmas
  • Assiduidade
  • Avaliação
  • Certificados
  • Notificações (faltas, avaliação, sumários, calendários de avaliação)

Com esta medida o Ministério da Educação (ME) pretende colmatar a falta de integração de bases de dados da Administração Pública.

 

 

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Tanto ou tão pouco dinheiro… 320 Milhões!

 

O ME revelou que tem 320 Milhões de Euros para requalificar escolas. Será muito? Será pouco? Será suficiente?

Depois da “festa”, vem a ressaca e as escolas degradadas continuam a aparecer nos noticiários. A falta de condições existentes nos edifícios escolares por todo o país está a crescer. Não tardará muito a constatarem que, até, as escolas que foram abrangidas pela “festa”, já estão necessitadas de “muita” manutenção…

 

Ministério diz que há 320 milhões para obras nas escolas

O Ministério da Educação diz que a requalificação de escolas está a ser planeada e desenvolvida com 320 milhões de euros de fundos comunitários já garantidos para obras ao abrigo do Portugal 2020. Nas infraestruturas da responsabilidade do governo – as escolas dos 2º e 3º ciclos e secundário – estão previstas 200 intervenções, envolvendo 200 milhões de euros, enquanto no pré-escolar e no 1.º ciclo básico as autarquias já garantiram um total de 120 milhões para serem efetuadas 300 intervenções.

(é melhor nem começar a falar das escolas do 1º ciclo)

 

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Opinião de José Morgado no Público de Hoje

Da direcção das escolas e agrupamentos

 

 

 

Quanto mais sólido for o modelo de autonomia das escolas mais importante se torna o papel e função da direcção, independentemente do modelo.

 

 

Dito isto, parece-me que tanto quanto ou mais do que o modelo de direcção, unipessoal ou colegial, julgo de reflectir na forma de eleição, participam todos os docentes ou um pequeno grupo que “representa” o corpo docente no conselho geral, o mesmo se passando com os funcionários.

Por outro lado, também me parece que deve existir um claro reforço do papel dos Conselhos Pedagógicos no funcionamento de escolas e agrupamentos.

Importa também que a reflexão sobre a direcção de escolas e agrupamentos seja acompanhada de uma verdadeira ponderação sobre o quadro de autonomia nas suas várias dimensões e equilíbrios. Serão ainda de considerar os eventuais efeitos da anunciada municipalização ou “proximidade”, como também lhe chamam, na autonomia de escolas e agrupamentos.

É claro que quanto mais sólido for o modelo de autonomia das escolas mais importante se torna o papel e função da direcção, independentemente do modelo.

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Creche de Arroios são as Nações Unidas de palmo e meio

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E quando alguém carrega na tecla errada…

 

“a santidade era uma coisa para todos os dias, mas era difícil. porque a vontade de me manter santo não me assistia da mesma forma, alguns conseguiam destruir-me por dentro a esperança de os salvar.”
in “o nosso reino”

Nunca temam quem lê, mesmo que sejam crianças, temam, antes, quem nunca abre um livro e os lapsos informáticos de quem “rotula” os livros constantes no PNL.

 

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Não Resolve, Mas Ajuda e Muito a Resolver

E aceito perfeitamente a justificação que uma turma com 30 alunos pode ter muito mais rendimento que uma de 20 e que a capacidade de determinar o número de alunos por turma podia ser determinado internamente na escola,

O problema é que a régua e o esquadro para além de traçar linhas paralelas também servem para traçar linhas perpendiculares. E nesse caso um limite máximo menor do que existe actualmente é mais aconselhável do que dar essa capacidade de decisão a quem tem dificuldade em traçar estas linhas.

 

 

Redução de alunos por turma? Mudam-se os tempos, alteram-se os procedimentos!

 

 

Não se julgue que a redução do número de alunos por turma, por si só, resolverá os problemas.

 

 

Os partidos políticos com representação na Assembleia da República Os Verdes, o PCP e o BE, viram aprovadas, na generalidade, as respetivas iniciativas legislativas de redução do número de alunos por turma, criando-se um grupo de trabalho na Comissão de Educação e Ciência que irá apreciar, na especialidade, os Projetos de Lei procedendo à audição de entidades representativas das escolas, dos diretores e dos pais e encarregados de educação. Este procedimento parece-me acertado na medida em que ausculta os verdadeiros intervenientes no processo educativo, designadamente quem está todos os dias no centro da atividade pedagógica, direta e/ou indiretamente.

Os três Projetos de Lei são em tudo semelhantes e apresentam a mesma lacuna: tal como os diplomas criticados, as forças partidárias indicam um número máximo (embora menor, como é óbvio!) e mínimo, de crianças/alunos/formandos que devem compor uma sala/turma.

No meu entender, expresso há uns anos a esta parte, a tutela não deverá criar qualquer teto em relação ao número de alunos, antes, sim, acreditar na competência das suas escolas, e dos seus diretores (conhecedores das comunidades educativas), contrariando a tentação de tratar de modo uniforme o que é desigual e, muitas vezes, até é substancialmente distinto.

A solução, sem criar constrangimentos no erário público, e pedagogicamente coerente, deverá passar pela afetação de um número limite máximo de turmas por ano de escolaridade e, posteriormente, preenchê-las de acordo com critérios de cada uma, atendendo aos conhecimentos detidos pelos seus diretores e estruturas pedagógicas acerca da comunidade escolar e dos alunos. Assim, para além da pertinência pedagógica, os detratores desta medida não diriam que a pretensão é aumentar desmesuradamente o número de professores, nem os defensores da mesma poderiam ser acusados de aumentar a despesa na Educação.

Porém, não se julgue que a redução do número de alunos por turma, por si só, resolverá os problemas. Os grupos parlamentares, bem como os sindicatos devem ser proativos e manifestar preocupação em relação a duas questões, ambas de ordem laboral: exigir a definição clara e definitiva das funções dos docentes integradas na componente letiva mas, sobretudo, na componente não letiva e reavivar a luta em prol da redução da componente letiva dos professores após os 40 anos de idade (deixou de acontecer com Maria de Lurdes Rodrigues).

 

Não se entende a aparente(?) letargia de algumas forças que, preocupadas com assuntos de lana-caprina, esquecem-se de trazer para a agenda política situações referentes às condições de trabalho daqueles que devem defender e, ao mesmo tempo, no caso concreto, melhorando a qualidade pedagógica no ensino, em benefício claro dos nossos alunos/crianças/formandos. O cenário é de “muita parra e pouca uva”…

As providências cautelares, gastas e reiteradas, parecem ter caído em desuso. No passado, sob qualquer pretexto, alguns ameaçavam recorrer a este expediente legal, esquecendo-se de anunciar o resultado final (ou da ação principal de que depende), a maior parte das vezes desfavorável às suas pretensões. No entanto, se este mecanismo está na mó de baixo, surge outro que, embora de âmbito diferente, começa a ganhar uma mega dimensão: as petições. Também na Educação (mas não só!), algumas forças sindicais (e não só!) recorrem abusivamente a este estratagema constitucionalmente consagrado, dirigido à Assembleia da República, embora com uma eficácia duvidosa. Os instrumentos disponibilizados referentes a direitos, liberdades e garantias de participação política devem ser usados qb, sob pena de se banalizarem e perderem o desejado impacto.

Muitos reconhecem os sindicatos dos professores como nefastos; não é esta a minha opinião. Respeito os seus dirigentes que têm um trabalho árduo, e admiro-os pela forma coerente como defendem os seus representados. No entanto, a atual conjuntura política obriga(ria) a mais conquistas em favor dos professores, e não só as que levaram um dirigente sindical a dar nota positiva ao desempenho do Ministro da Educação, ao fim de algumas semanas em funções; independentemente da justeza desta avaliação, ela é de estranhar quando, relativamente aos outros, as críticas eram apresentadas logo conhecidos os seus nomes… Mudam-se os tempos, alteram-se os procedimentos!
Filinto Lima, Professor, director de escola

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Falar a sério sobre violência… com o Nilton

 

Agora a sério. Nilton sobre a violência nas escolas. Agressores, pensem: E se fossem vocês?

 

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10 Dias Depois e Ainda Não Se Conhece a Versão Final

… do novo diploma de concursos e da Portaria da Vinculação Extraordinária de 2017.

As últimas versões conhecidas são as de 13 de Janeiro para a alteração ao diploma de concursos e para a vinculação extraordinária.

Nas reuniões de 20 de Janeiro não foram apresentadas versões que substituem estas e só foram mostradas intenções de alteração às propostas de dia 13.

O que se presume que aconteça é que deixa de ser condição para concorrer à vinculação extraordinária ter sido colocado em 2016/2017 em horário anual e completo, mantendo-se os requisitos anteriores em vigor. 5 contratos nos últimos 6 anos e 4380 dias de serviço (antes e após a profissionalização) até 31/08/2016.

Não se sabe o seguinte:

  • A quantos grupos de recrutamento os professores podem concorrer.
  • Como vai decorrer este concurso extraordinário. (antes ou em simultâneo com o concurso interno/externo)
  • Se for antes como podem as vagas da norma travão ficar reservadas para os docentes que simultaneamente têm possibilidades de concorrer aos dois concursos?
  • Será que é condição ter uma colocação em 2016/2017, independentemente da sua tipologia?

 

Será que ainda ocorrem negociações de corredor para acertar a versão final? António Costa na passada sexta-feira disse no parlamento que as negociações não estavam terminadas. Afinal o que falta?

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Algumas Preocupações Sobre o Novo Diploma de Concursos e Sobre a Vinculação Extraordinária

Ficam aqui duas posições que me chegaram por mail que mostram a insatisfação sobre o novo diploma de concursos e sobre a nova portaria de vinculação extraordinária.
A primeira que me foi enviada pelo colega Marco Conde diz respeito aos docentes do ensino de português no estrangeiro que estão impossibilitados de aceder a qualquer vaga para vinculação, afastando-os até de concorrerem em segunda prioridade no concurso externo, a segunda enviada pelo Carlos Vasconcelos sobre as insuficientes vagas para a vinculação extraordinária de todos os professores com 12 ou mais anos de serviço prestados essencialmente no ensino público.

 

SINDICATO DOS PROFESSORES NAS COMUNIDADES LUSÍADAS
SPCL

 

PROFESSORES DE PORTUGUÊS NO ESTRANGEIRO SÃO UMA CATEGORIA INFERIOR

 

Ficou absolutamente claro, nas reuniões de negociação que tiveram lugar no Ministério da Educação no fim de dezembro e princípio de janeiro que o citado ministério considera os professores do Ensino Português no Estrangeiro como docentes de categoria inferior, não podendo por isso ser opositores, em igualdade de circunstâncias com os professores em território nacional, aos concursos para recrutamento, estando além disso excluídos do processo de vinculação extraordinária, que será unicamente aberto a docentes sob tutela do ME.
Tal discriminação negativa não tem razão de ser. Durante cerca de 35 anos os professores do EPE estiveram sob tutela do ME , podendo sempre concorrer em primeira prioridade e não em segunda ou até terceira como irá acontecer.
Alegar agora que os citados docentes , por se encontrarem sob tutela do Ministério dos Negócios Estrangeiros, pertencem a uma categoria inferior, sendo-lhes negada a igualdade no respeitante a concursos e recusando-lhes a possibilidade de vinculação é, além de extremamente injusto, infundado.
A passagem do sistema do EPE para a tutela do MNE, via Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, efetuou-se em 2010, tendo sido nessa altura garantido que tal mudança nunca acarretaria perca de direitos ou consequências negativas para os professores.
Porém, o que se tem vindo a verificar é exatamento o contrário. A mudança de tutela é cada vez mais um sinónimo de perca de direitos para os professores, apesar de estes serem, para todos os efeitos, funcionários públicos, sendo o EPE , por disposição legal, um subsistema do Ensino Público Português.
É assim lamentável que, não obstante as premissas acima, os professores do EPE estejam, cada vez mais, em situação de inferioridade..
É negado, às professoras em licença de maternidade, que legalmente suspende as férias, o direito de usufruir as mesmas posteriormente, sendo coagidas a fazê-lo durante os períodos de interrupção letiva, que, como é de conhecimento geral, são tempo de serviço.
Um procedimento que seria inaceitável nas escolas em Portugal está na ordem do dia no EPE.
Além disso,o Instituto Camões alega o congelamento da progressão na carreira para recusar aos professores com mais de 15 anos no EPE o acesso ao grupo remuneratório correspondente a esse tempo de serviço. Mas caso seja colocado um professor vindo de Portugal com mais de 15 anos de serviço será automaticamente inserido no grupo superior, do que se depreende que o tempo de serviço em Portugal conta, no EPE, para efeitos de vencimento, mas o tempo de serviço no estrangeiro não tem valor.
Aos professores do EPE também não é concedido o direito à doença, própria ou de familiares, tendo sido recusada a aplicação, no EPE, da Lei da Mobilidade Especial.
Ainda nas questões de doença,, enquanto que para um professor em Portugal existe a possibilidade de não estar ao serviço por tempo ilimitado,, mediante atestado médico, o professor no estrangeiro poderá ser despedido se as faltas, mesmo aquelas por doença e justificadas, ultrapassarem os 60 dias.
Tanto a antiga tutela, o ME, como a atual, o MNE, discriminam negativamente, sem razões válidas, os professores do EPE, que constituem o muito reduzido contingente de apenas 312 a nível mundial.
E tanto maior é a discriminação se for levado em conta que, no início do processo em curso, o ME tencionava colocar também em prioridade inferior os docentes das regiões autónomas e aqueles do ensino privado, porém, devido a intervenção dos Governos Regionais e outras entidades, o problema foi, rapidamente, resolvido.
O mesmo não sucedeu com os professores do EPE, em que as entidades responsáveis, o MNE e o Instituto Camões optaram por não intervir, ignorando os docentes a seu cargo e concordando, tacitamente,com o relegar dos mesmos para plano inferior, procedimeno incompreensível e inaceitável ,pois são professores de pleno direito, colocados e remunerados no estrangeiro pelo Estado Português para lecionarem alunos de nacionalidade portuguesa.
Não deveriam existir portugueses de categoria inferior e superior. Porém o que se passa no estrangeiro confirma essa infeliz realidade.

Direção do SPCL

Nuremberga, Alemanha

25.01.2017


Vinculação extraordinária – Comunicado do Grupo de Sindicalistas Independentes/ Autonomia Sindical (FENPROF)

 

VINCULAÇÃO EXTRAORDINÁRIA – PRIORIDADE AOS PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO

 

1) De acordo com os números anunciados pelo Governo, o processo dito de “Vinculação Extraordinária” irá deixar de fora cerca de 1700 professores contratados do Ensino Público com mais de 12 anos de serviço e 5 contratos nos últimos 6 anos.

2) Situação tanto mais intolerável quanto, grande parte das cerca de 2000 vagas anunciadas para o concurso externo poderá vir a ser ocupadas pelos mais de 900 professores vindos do Ensino Privado e que concorrerão na 2.ª prioridade, com todo o seu tempo de serviço no ensino particular (20, 30 e até 36 anos de serviço!).

3) Esta situação, de claro ultraje a todos aqueles que, ao longo dos anos, deram o melhor do seu esforço à Escola Pública, é absolutamente inaceitável.

4) Em consequência, o Grupo de Sindicalistas Independentes/ Autonomia Sindical reivindica:

A. Que todas as Vagas de quadro a abrir no Concurso Externo para 2017/2018 sejam aditadas aos lugares a preencher no âmbito da vinculação extraordinária prevista.

B. Que, se após o processo anterior, sobrarem vagas por preencher, as mesmas sejam ocupadas, por ordem de graduação profissional, por professores contratados da 2.ª prioridade, que hajam lecionado no Ensino Público em 5 dos últimos 6 anos lectivos.

Pelo Grupo de Sindicalistas Independentes,
Carlos Vasconcellos

 

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30 Janeiro | Dia Internacional da Não Violência e da Paz nas Escolas

(…) Hoje assinala-se o Dia Internacional da Não Violência e Paz nas escolas, instituído em 1964 através de uma iniciativa do poeta espanhol Lorenço Vidal.

Esta data, que coincide com o dia da morte de Mahatma Ghandi, pretende alertar a sociedade para valores “como o respeito, a cooperação, a solidariedade, a não violência e a paz”, segundo comunicado da Associação de Apoio à Vítima (APAV).

A temática da violência nas escolas é cada vez mais frequente, sendo o ‘bullying’ uma problemática prioritária a resolver e alvo de preocupação por parte de especialistas que atuam na área da educação.

Nesta data procura-se igualmente sensibilizar para valores a tolerância, paz e respeito pelos direitos humanos, considerados bastante significativos no contexto atual.

Bullying

Bullying é a prática de atos violentos, intencionais e repetidos que podem causar danos, tanto físicos como psicológicos, à vítima.

Esta prática é frequente em ambientes escolares, influenciando a aprendizagem dos alunos, segundo revelam profissionais da área. Apesar de ser um fenómeno frequentemente falado nos últimos anos, esta prática é antiga, existindo casos reportados há cerca de 40 anos.

Em 2015, o número de estudantes envolvidos em casos de bullying em Portugal rondava os 240 mil, segundo Susana Carvalhosa, responsável do Centro de Investigação e Intervenção Social, em declarações à TVI24 [link: Número de casos de bullying é “muito superior” ao das estatísticas]

 

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Nova Funcionalidade no Blogue – CANAL Blog DeAr Lindo

Desde ontem está on-line uma nova funcionalidade aqui no Blogue.

Foi criado um canal no youtube de nome Blog DeAr Lindo onde serão colocados vídeos exclusivamente dedicados ao tema da educação.

Para aceder aos vídeos que passam a ser lançados neste canal clicar na barra horizontal do blogue em Canal Blog DeAr Lindo ou ver na barra lateral os últimos vídeos inseridos.

Podem também subscrever o canal para passarem a receber os novos vídeos.

 

Se tiverem interesse em lançar neste canal vídeos ligados ao tema da educação podem contactar-me por e-mail.

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Escola transmontana faz sucesso ao promover ecologia (TVI24/2017-01-25)

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Escola Secundária de Sintra com “derrocadas diárias” (RTP/27 Jan, 2017)

Mas o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, não dizia que era só uma ou duas excepções?

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Parque Escolar recusa pagar dívidas (RTP/27 Jan, 2017)

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Não Colocados Após a Reserva de Recrutamento 18

No fim de Janeiro e após a publicação da Reserva de Recrutamento 18 apenas existe um quarto dos candidatos iniciais à contratação por colocar.

Este parece ser o ano de ouro das contratações.

Atrevo-me quase a dizer que quem não conseguir colocação este ano dificilmente a conseguirá nos próximos anos. Desde que analiso estes dados nunca vi por esta altura uma lista inicial de contratação esvaziar-se tão rapidamente.

Contudo, ainda existem 12332 candidaturas que estão por colocar que são de 8742 docentes. 3591 docentes estão nestas listas em mais do que um grupo de recrutamento.

O único grupo que assinalei a vermelho foi o grupo 100 – Pré-escolar que é o único onde mais de metade dos candidatos iniciais estão por colocar.

A única solução para absorver o número de candidatos em excesso neste grupo é aumentar a rede de oferta de jardins de infância no ensino público, assim como reduzir para os três anos a frequência obrigatória das crianças no pré-escolar. Não é por falta de educadores qualificados que está o problema nesse alargamento.

Na casa dos 40% de docentes por colocar encontram-se os dois grupos de Educação Física, 260 e 620. Curioso.

Os grupos de recrutamento que têm mais de 30% dos candidatos iniciais por colocar são:

  • 110 – Primeiro Ciclo;
  • 230 – Matemática e Ciências;
  • 410 – Filosofia;
  • 510 – Física e Química;
  • 520 – Biologia e Geologia e;
  • 610 – Música

 

O grupo 110 esta semana teve um número considerável de colocações na Reserva de Recrutamento 18 e neste momento apenas tem 3260 candidatos sem colocação. Para um número inicial superior a 10 mil é bastante bom.

Na casa dos 20% de docentes por colocar estão os grupos:

  • 210 – Português e Francês;
  • 240 – Educação Visual e Tecnológica;
  • 250 – Educação Musical.

Estes grupos de recrutamento tem uma percentagem dentro da média nacional, não porque obtiveram a maior parte dos docentes colocação no seu grupo de origem, mas sim porque a obtiveram no grupo 110 – Primeiro Ciclo.

Também o grupo 530 – Educação Tecnológica e 600 – Educação Visual situam-se na casa dos 20% de docentes por colocar. No caso do Grupo 530 muitos destes docentes obtiveram colocação em oferta de escola e foram retirados das listas da reserva de recrutamento.

Com taxas de docentes por colocar abaixo da média encontram-se os grupos:

  • 200 – Português e Estudos Sociais;
  • 340 – Alemão;
  • 400 – História;
  • 430 – Economia e Contabilidade;
  • 500 – Matemática;
  • 560 – Ciências Agro-Pecuárias;
  • 910 – Educação Especial;

Tendo em conta o número de candidatos iniciais destacam-se aqui pela positiva os grupos 500 – Matemática e 910 – Educação Especial.

Os grupos de ouro no que respeita ao reduzido número de docentes por colocar são:

  • 120 – Inglês;
  • 220 – Português e Inglês;
  • 290 – Educação Moral e Religiosa Católica;
  • 310 – Latim e Grego;
  • 320 – Francês;
  • 330 – Inglês;
  • 350 – Espanhol;
  • 420 – Geografia;
  • 540 – Electrotecnia;
  • 550 – Informática;
  • 920 – Educação Especial 2 e;
  • 930 – Educação Especial 3.

Aqui destacam-se pela positiva os vários grupos de Inglês (do 1º ao 3º ciclo) em que todos eles estão abaixo dos 10% de docentes por colocar e existem ao todo mais de 4600 candidatos iniciais.

Um dos grupos de recrutamento muito bem posicionado também é o grupo 420 – Geografia que tendo perto de mil candidatos inicias apenas tem por colocar 53 docentes.

 

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Sobre o Subsídio de Refeição

… que algumas mentes iluminadas acham não se pagar aos docentes com horário completo seu dia livre, se o tiverem.

Lembro que o horário de trabalho completo de um docente na função pública é de 35 horas e que a divisão do horário de trabalho por 5 dias dá sempre um período de trabalho, seja com componente lectiva ou não lectiva, superior a 3,5 horas.

 

E apenas se aplica o desconto do subsídio de alimentação nestes casos:

 

– férias

– doença

– casamento

– licença parental em qualquer das modalidades

– falecimento de familiar

– assistência a familiares

– faltas injustificadas

– no exercício do direito à greve

– ao abrigo do regime do trabalhador-estudante

– por aplicação de suspensão preventiva e no cumprimento de penas disciplinares

A legislação que se deve aplicar é a seguinte:

i) Decreto-Lei n.º 57-B/84, de 20 de fevereiro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 70-A/2000, de 5 de maio

ii) Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro

Fonte :DGAEP

Desde o ano passado passou a ser prática também efectuar-se o desconto do subsídio de refeição nos dias em que há tolerância de ponto.

 

No caso dos docentes com horário incompleto deve proceder-se desta forma:

De acordo com o ponto 2 do artigo 3.º do Decreto-Lei nº 57-B/84, de 20 de fevereiro, ao pessoal docente contratado com horário de trabalho incompleto será atribuído o subsídio de refeição desde que, o exercício das respetivas funções se distribua por 2 períodos diários ou que preste serviço por um período total mínimo diário de 4 horas.

E no caso de um docente trabalhar em duas ou mais escolas:

Neste caso deve ser efetuada a conjugação dos horários dos diferentes contratos e de acordo com o ponto 2 e 3 do Art.º7º do Decreto-Lei nº57-B/84, de 20 de fevereiro, “Nos casos em que o funcionário ou agente preste serviço a mais de uma entidade das referidas no n.º 1 do artigo 1.º, o subsídio de refeição é processado na totalidade por aquela em que a prestação de serviço inclua o período da refeição a que o subsídio se reporte .

Para efeitos do disposto no nº anterior o pagamento do subsídio de refeição depende do pedido do interessado………”

Assim deverão as escolas envolvidas, em relação aos dias em que a requerente presta serviço nas duas escolas, acertar quais é que serão pagos por cada escola, tendo em atenção a facilidade no processamento deste abono, nomeadamente para efeitos dos descontos resultantes das faltas e licenças, que determinam a não atribuição do subsídio de refeição.

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Audição Parlamentar sobre o número de alunos por turma de 24/01/2017

 

É interessante ver e ouvir para se ficar a saber a posição de todos os intervenientes para memória futura

 

 

 

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Hoje No Diário De Notícias

… dá-se destaque na página 10 aos docentes que não cumprem as regras para a vinculação extraordinária para 2017 por falta do requisito do tempo de serviço.

Também esta semana foi criado um grupo no Facebook de título “Bem Graduados Sem 4380 Dias!” onde estes docentes estão a mexer-se para levar a regra da vinculação extraordinária aos meios de comunicação social, deputados, governantes e provedor de justiça na tentativa de conseguirem um concurso onde a graduação profissional não tenha o limite mínimo de tempo de serviço, mas sim a quantidade de contratos no  ensino público.

Amanhã será publicada aqui no blogue a Lista Colorida e já vamos perceber que impacto terá em cada grupo de recrutamento este concurso de vinculação extraordinária na ultrapassagem dos docentes que não têm os 4380 dias de serviço em 31/08/2016.

 

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Além Dos 3 Mil Docentes da Vinculação Ainda Vão Entrar no Quadro Mais Dois Mil em Setembro?

Hoje, António Costa no debate quinzenal refere que para além dos 3 mil docentes que vão vincular no concurso extraordinário (diploma que ainda não está finalizado, segundo palavras suas) diz que em Setembro ainda entrarão no quadro mais dois mil docentes em função das necessidades permanentes das escolas.

Para memória futura.

 

 

Este vídeo foi lançado no novo canal do blogue no youtube. Se quiserem seguir este novo canal basta subscreverem o canal aqui.

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962 Contratados Colocados na Reserva de Recrutamento 18

Nesta reserva de recrutamento já foram colocados os docentes para os planos de Acção.

Só percebo que este atraso nestas colocações tenham servido para manter o défice de 2016 abaixo do limite máximo imposto por Bruxelas. Que sentido faz apenas entrarem no fim de Janeiro necessidades que deveriam ter sido dadas às escolas logo no início do ano lectivo?

Sempre é melhor mais tarde que nunca, mas…

Primeiro Ciclo, Português e Matemática foram os grupos de recrutamento com mais colocações em horário anual na Reserva de Recrutamento 18.

 

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Reserva de Recrutamento 18

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Lista de Colocação Administrativa dos Docentes de Carreira – 18ª Reserva de Recrutamento 2016/2017

 

Docentes de Carreira – ano escolar de 2016/2017

Candidatos à Contratação – ano escolar de 2016/2017

Lista definitiva de retirados – Consulte

 

Documentação

 

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3142 Já Vagas Apuradas para o Concurso de Vinculação de 2017

Até ao momento conseguimos já apurar 3142 vagas para o concurso de vinculação extraordinária de 2017 de acordo com a distribuição seguinte por grupo de recrutamento e QZP.

Lembro que o número anunciado pelo Ministério da Educação anda entre as 3019 e as 3200 vagas.

Por isso este quadro não andará muito longe da realidade.

 

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Vêm aí as cooperativas de ensino?

 

Aqueles sítios onde a caneta não é tua…é nossa! Onde todos mandam e ninguém quer mandar…

Que modelo de gestão democrática é que queremos para as escolas? Queremos voltar ao passado ou queremos saltar para o desconhecido?

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“exceções”?

(…)”Felizmente o Alexandre Herculano, no Porto, ou o Liceu Camões, em Lisboa, são exceções que nos entristecem”, diz o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.(…)”

Não te preocupes que daqui a 5 anos as da PE sem manutenção vão pelo mesmo caminho…

Fora as outras…

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A Crise do Jornalismo

NO Meu Quintal.

Leitura da boa.

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A “Festa” foi só para alguns… nos outros continua a chover!

 

Antigo Liceu Alexandre Herculano, no Porto, fecha por falta de condições. As condições em que se encontra esta escola são deploráveis, mas é nessas condições que alunos, professores a pessoal não docente têm de trabalhar todos os dias, bem diferentes das encontradas nos gabinetes da 5 de outubro…

 

Escola Alexandre Herculano, no Porto, encerrada por chover dentro das salas

Diretor decidiu encerrar a escola

A Escola Secundária Alexandre Herculano, no Porto, foi hoje encerrada pelo respetivo diretor por “chover em várias salas”, anunciou o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN).

Em comunicado, o sindicato recorda que “tem vindo a alertar para a falta de condições” da escola “ao longo de vários anos”, sustentando que “a decisão de encerramento deste estabelecimento de ensino por chover no seu interior é só mais um episódio que revela a sua degradação, colocando permanentemente em risco a segurança e a saúde de trabalhadores e alunos”.

 

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Alteração ao Regime Jurídico do Sistema Nacional de Qualificações

Decreto-Lei n.º 14/2017 – Diário da República n.º 19/2017, SÃ ©rie I de 2017-01-26

 

Trabalho, Solidariedade e Segurança Social 

 

Altera o regime jurídico do Sistema Nacional de Qualificações e define as estruturas que asseguram o seu funcionamento.

 

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Recomendação ao Governo a uniformização do calendário escolar do ensino pré-escolar e do ensino básico

 

Publicada, hoje, em Diário da República.

Resolução da Assembleia da República n.º 9/2017

Recomenda ao Governo a uniformização do calendário escolar do ensino pré-escolar e do ensino básico

A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que uniformize o calendário escolar do ensino pré-escolar e do ensino básico, garantindo a coincidência do início das suas atividades letivas, interrupções e termo.

Aprovada em 22 de dezembro de 2016.

O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.

 

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É já na sexta feira… colocações ao abrigo do PNPSE

 

As colocações ao abrigo do Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar devem acontecer na próxima sexta-feira, uma informação já confirmada pelo ME.

O ME confirmou a validação de horários e que na próxima semana começarão a chegar os primeiros professores às escolas requeridos para este programa.

Está prevista uma duração de dois anos para o PNPSE, ao longo dos quais, em qualquer momento, as escolas podem recorrer à plataforma criada para o efeito e manifestar necessidades de docentes ao abrigo deste programa.

Vamos aguardar que assim seja…

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50.000

A página do Blog DeAr Lindo atingiu hoje os 50.000 seguidores através da rede social do Facebook. Este é um número que nunca pensei atingir desde que há 3 ou 4 anos criei esta página nesta rede social.

Lembro que também podem receber as notificações dos artigos através do vosso endereço de e-mail, bastando para isso adicionar o vosso endereço de correio electrónico no canto inferior direito do blogue (Seguir) e depois autorizarem receber as notificações dos artigos no primeiro e-mail que recebem para a confirmação da subscrição.

Desde 2011 o blogue já teve mais de 36 milhões de visualizações e mais de 100 mil comentários nos artigos. Até ao momento foram escritos 12.561 artigos.

 

Um enorme agradecimento de toda a equipa do Blog DeAr Lindo pela confiança que continuam a ter em todos nós.

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Este Ano Vai Pagar Menos…

… já que vai vincular mais de 3 mil professores e esses perdem o direito à caducidade.

Aliás, se vinculasse todos os contratados não haveria qualquer despesa com este direito que assiste a todos os trabalhadores e não apenas aos professores.

 

Ministério esconde quanto paga em compensações aos professores

 

Contratados têm direito a indemnização pela não renovação de cada contrato temporário ou anual

 

 

 

O Ministério da Educação não revela quanto tem estado a pagar aos professores cujos contratos não são renovados. Em causa estão as indemnizações pagas a largos milhares de docentes contratados do básico e secundário pela não renovação do seu contrato, uma compensação prevista na lei quer se trate de contratos temporários ou anuais.

Questionado várias vezes pelo i durante o último ano, o Ministério da Educação recusou responder quantos professores tiveram direito ao pagamento da compensação por caducidade do contrato e qual o valor total pago. Neste momento ainda não é pública qualquer informação relativamente aos pagamentos feitos no ano letivo de 2014/2015, 2015/2016 nem sobre pagamentos já feitos durante o ano letivo que está a decorrer, a professores que tenham sido contratados temporariamente e já tenham cessado funções.

A lei que estipula o pagamento por caducidade do contrato foi alterada com este governo, tendo feito a despesa com estas indemnizações disparar pelo menos para o dobro.

No último ano letivo a despesa deverá ter rondado os 24 milhões de euros, de acordo com os valores que vigoravam durante o mandato de Nuno Crato. Segundo a norma agora em vigor, os professores contratados passaram a ter direito ao pagamento por todos os contratos que assinem. Ou seja, é possível que um professor receba várias compensações por caducidade de contrato durante o mesmo ano e mesmo que o intervalo de cada contrato seja de apenas um dia ou na mesma escola. Há ainda casos de professores que ao assinarem contratos temporários podem ter vínculos, por exemplo, a duas escolas ao mesmo tempo, tendo direito à compensação pelos dois contratos.

Este é um dos motivos pelos quais a despesa poderá ter subido ainda mais este ano letivo, mas não é o único. Até ao final de dezembro, o número de professores contratados este ano letivo era já quase o dobro face aos do ano último ano letivo.

A regra para o pagamento das compensações por caducidade tinha sido alterada em 2015, quando Crato introduziu um artigo no Orçamento do Estado de 2015 que regulava o pagamento destas compensações. A norma estabelecia que estas indemnizações fossem pagas em janeiro de cada ano e apenas aos professores que não assinassem mais do que um contrato, temporário ou anual, entre janeiro e dezembro. Em consequência, terá caído para metade o número de pagamentos por caducidade do contrato. Ainda assim, Crato não chegou a fazer um balanço oficial da medida, que entretanto foi alterada por Tiago Brandão Rodrigues. Ana Petronilho

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Estou farta da má educação dos alunos e do protecionismo dos pais

 

“Estou farta da má educação de uma percentagem cada vez maior de alunos e do protecionismo dos pais”, escreveu a professora Eva Valderas, numa intervenção divulgada por um jornal espanhol. “A mim pagam-me para ensinar, não para aguentar”, diz ela, farta da crescente má educação.

É uma intervenção cheia de verdades, não só para os pais e alunos do país vizinho, mas também para os pais e alunos portugueses. Mas, não são só os pais ou os alunos os alvos visados por esta docente, que não poupa a administração, “que muda as leis que regem o trabalho dos professores sem fornecer o tipo de formação mais adequado”. E também por lá se costuma dizer, “Que bem vivem os professores”.
Fica a intervenção para que todos possam ler. Se alguém não o conseguir fazer por não compreender espanhol, traduza no “Google translate“, porque, hoje, já esgotei a paciência disponível.

 Vayan por delante dos premisas:

1ª: No tengo nada en contra del Equipo directivo. Esto que voy a decir a continuación no es producto de una situación puntual que deba resolverse con una modificación del Plan de Centro ni nada parecido. Sí quiero que conste en acta.

2ª: Esto que voy a hacer ahora se llama arenga: discurso militar para enardecer a las tropas antes de entrar a la batalla.

¡Ya estoy harta!

Ya está bien señores, de seguir aguantando.

Yo no estoy aquí para aguantar, y utilizo las palabras textuales que un padre me dijo por teléfono cuando lo llamé para que corrigiera la actitud de su hija, que no me dejaba hacer mi trabajo.

A mí, que yo sepa, me pagan para enseñar, no por aguantar.

Harta de la sociedad, que encumbra a seres que presumen de su ignorancia, que valora a un futbolista o a un ‘nini’ más que a una persona con estudios, respetuosa y educada. De los programas de televisión, que presentan como modélicos a aquellos que sin estudios y sin sacrificio alguno se han colocado ganando un sueldazo por criticar, acostarse con, comprar en…

Estoy harta de aguantar la mala educación con la que llegan, cada vez en mayor porcentaje, los niños al Instituto. La falta de consideración, no digo ya de respeto, hacia mi persona cuando entro en las clases, que parece como si entrara el viento por la ventana.

Harta del proteccionismo de los padres, que quieren que sus hijos aprueben sin esfuerzo y sin sufrir, sin traumas…De la falta de valoración del esfuerzo que sí hacemos nosotros.

Harta de la Administración, que cambia las leyes y la normativa que rige en mi trabajo sin preguntarme qué opino y sin darme formación para hacer bien mi nuevo trabajo. Que me coloca dos horas más en el horario lectivo y me explota laboralmente, porque yo, en los últimos años, lo único que hago es trabajar, trabajar como una posesa. Ya, hasta mis hijos me lo dicen.

Ahora dicen que nos van a devolver esas horas, ¿sabéis donde nos la van a devolver? En el horario irregular que dedicamos en casa, el que nadie ve. Yo tardo cinco horas en corregir 30 exámenes de 1º de Bachillerato, entonces ¿ya esa semana no doy ni una hora más en casa, no? Ya no programo, no preparo mis exámenes, no me actualizo para utilizar la Tablet (que me he comprado de mi bolsillo para trabajar mejor), ni para saber utilizar la plataforma digital del Centro, no relleno informes de faltas, no redacto actas…y un largo etcétera de tareas invisibles.

El colmo es que algunos de nosotros nos hemos planteado pedir reducción de jornada, cobrando menos, para hacer bien nuestro trabajo. Pero, ¿adónde vamos a llegar? ¿En qué trabajo se hace eso? ¿Dónde se ha visto renunciar a tu salario para dormir con la conciencia tranquila? Esto no pasa en ningún lado.

Y encima de todo hay que aguantar “¡Qué bien viven los maestros!” Porque para la sociedad somos unos privilegiados que “no damos un palo al agua”.

Las 67 propuestas de mejora de la Educación famosas no vienen sino a machacarnos todavía más. ¿Qué vamos a hacer cuando a un alumno no lo podamos expulsar unos días por mal comportamiento? Además, tampoco está bien visto que lo pongamos a barrer o hacer tareas para la comunidad…el padre no quiere que humillemos a su hijo. Pues yo creo que debemos imbuirnos de la gracia del Juez Calatayud. Autoridad somos igual que él. Ejerzamos nuestra autoridad, es lo único que la ley nos reconoce, hagámosla efectiva.

Tenemos que hacernos oír, actuar como colectivo, no irnos quejando por los rincones, a escondidas, que parece que nos da vergüenza. Así no se nos oye fuera. Gritemos nuestro inconformismo, no podemos seguir así, exijamos nuestros derechos como trabajadores, que parece que todo el mundo tiene derechos menos nosotros.

Enseñamos a nuestros alumnos por ser críticos, mentes libre pensadoras que puedan elegir y discriminar lo que les conviene de lo que no, y nosotros somos los primeros aborregados, no hacemos nada, seguimos agachando la testuz para que el yugo nos caiga con más fuerza.

Yo así no aguanto más, vosotros haced lo que queráis. Llevo 19 años en la docencia, tengo 45, a lo mejor es mi crisis de la mediana edad…pero, si algo me han dado los años es valor, no tengo miedo, y, como me aprieten más el tornillo, saltaré como un resorte. Solo quiero avisar: de aquí en adelante no pienso quedarme callada ‘por educación’. Contestaré en el mismo tono y con la misma contundencia que se me trate.

A mí me gusta enseñar y transmitir. Me gusta el trato con los alumnos, los quiero y animo. Me considero un motor social de cambio, una fuerza generatriz. No soy un burro de carga dispuesto a aguantar hasta que reviente.

 

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Identificados 4204 Docentes Com Possibilidade de Vinculação

Neste formulário estão já identificados 4204 docentes com possibilidade de se candidatarem às poucas mais de 3 mil vagas que vão abrir no concurso extraordinário de 2017.

Recordo que na passada sexta-feira a secretária de Estado Alexandra Leitão disse que poderiam concorrer neste concurso perto de 5 mil docentes. Já não falta muito para serem todos identificados, por isso peço novamente para continuarem a preencher os dados em falta neste formulário on-line. Basta colocarem o tempo de serviço em falta no ano lectivo 2015/16 e preencher as colocações que possam ter tido em cada ano lectivo em falta.

Não se sabendo ainda a quantos grupos de recrutamento vão poder concorrer os docentes neste concurso não queria estar a elaborar a lista colorida com estes 4204 docentes. Se a candidatura for possível para qualquer grupo de recrutamento que os docentes tenham habilitação profissional será sempre muito arriscado fazer esta lista colorida. Se puderem optar apenas por um grupo para os quais possuam habilitação profissional também fico na dúvida se deverei fazer esta lista colorida. Se for para o último grupo onde obtiveram colocação será mais simples de a fazer.

Fica ainda esta dúvida no ar, pois ainda não se conhece a redacção final da portaria da vinculação extraordinária de 2017.

Para acederem ao documento em pdf cliquem na imagem.

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Opinião – Os ziguezagues vergonhosos do Ministério da Educação – Santana Castilho

 

“Sim, estamos a falar de gente que vive bem explorando os novos escravos”. Esta frase é do director do Público. Escreveu-a no dia 20, elogiando uma denúncia de Manuel Narra, autarca da Vidigueira, a quem pertence a expressão “novos escravos”. Substituamos “gente” por Ministério da Educação e trabalhadores agrícolas por professores e a afirmação redobra exponencialmente de legitimidade. Porque o Ministério da Educação tem vivido bem, sem escrúpulos, há décadas, escravizando os professores contratados. Ou terá escrúpulos quem obriga terceiros a contratar ao fim de três anos de trabalho instável, mas mantém, por décadas, a precariedade dos seus?
Um observador atento e informado só pode considerar vergonhosos os ziguezagues do ME nas negociações sobre o processo de vinculação dos professores aos quadros. A 20 de Dezembro, na AR, a secretária de Estado Alexandra Leitão foi assertiva e clara quando afirmou que os professores da rede privada não podiam concorrer em paridade com os da rede pública. Há dias fez uma pirueta inteira e proclamou o contrário. Num dia os contratos exigidos têm que ser no mesmo grupo de recrutamento. Noutro dia já podem ser em grupos diferentes. Num dia só conta o tempo de serviço após a profissionalização. Noutro dia já vale o tempo antes e depois da dita. Num dia só ascenderão ao céu os que estiverem colocados em horários completos e anuais neste ano-lectivo. Noutro dia a aberração cai e a dança macabra continua, iludindo uns e desiludindo outros, todos escravos de uma vida, que o ME trata como lixo descartável.
Uma negociação séria e responsável só podia partir das limitações que o OE dita para este ano e assumir, por imperativo do Código do Trabalho e da Directiva 1999/70/CE, o compromisso de acolher nos quadros, até ao fim da legislatura, todos os que cumprem os requisitos legais. Governantes adultos e com ética mínima limitar-se-iam a estabelecer o faseamento dessa entrada, usando a lista nacional de graduação dos professores. No contexto presente é o instrumento, o único, que garante equidade e que acolhe as obrigações constitucionais. Suscita consenso. Porque teimam em desrespeitá-la? Porque insistem em critérios opacos, que beneficiam uns em detrimento de outros e somam injustiças gritantes a deploráveis decisões anteriores?
Governantes que não façam da política uma palhaçada não podem esquecer, no Governo, aquilo que defenderam na oposição, a saber:
– A Resolução 35/2010, tomada nos termos do nº 5 do artº 166 da Constituição, após proposta do CDS-PP, recomendou a integração nos quadros de todos os que tivessem 10 anos de serviço. E, note-se bem, bastavam seis meses em cada ano. Foi aprovada com os votos a favor do PS, PSD, CDS-PP, PCP e PEV e a abstenção do BE.
– A Resolução 37/2010, tomada nos mesmos termos, após proposta do PS, recomendou que fosse feito um levantamento exaustivo e rigoroso das necessidades docentes permanentes das escolas e fosse aberto concurso extraordinário que lhes desse resposta e garantisse a estabilidade do sistema. Foi aprovada com os votos a favor do PS, PSD e CDS-PP e a abstenção do PCP, BE e PEV.
A proliferação de regras e critérios sociopáticos gerou uma confusão brutal e tornou cada vez mais difíceis novas intervenções. Seja o que for que se proponha agora, sem fazer o que deve ser feito, só legitima novas insatisfações. Um maldito estatuto de carreira docente, com o qual Maria de Lurdes Rodrigues instituiu professores de primeira (os titulares) e professores de segunda (todos os outros) foi o instrumento perverso que iniciou uma divisão e uma disputa malquista, da qual a classe não mais se libertou: contratados contra os do quadro; os da rede pública contra os da rede privada; os dos quadros de agrupamento e de escola contra os dos quadros de zona pedagógica e estes contra aqueles.
Quando o Estado fomenta isto, é de direito ou é pérfido?
In “Público” de 25.1.17

 

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Municipalização em curso…

 

A Luta faz-se lutando… mas vamos lutar numa frente de batalha de cada vez, nem que o inimigo nos ataque em muitas mais!

A Municipalização anda a passos largos pelo país, mas não ouço ninguém a “berrar”. Já só faltam os professores passarem para a tutela dos municípios, mas não se iludam que a nossa vez chegará.

Desta vez vão edifícios (os da pré escola e do 1º ciclo já lá estão há muito) e pessoal não docente, mas os municípios não vão receber mais estas competências por serem solidários com o governo central, vão receber qualquer coisita em troca…

E quando “comprarem” os professores? Vai ser tudo uma questão de números…

Primeiro levaram os judeus,
Mas não falei, por não ser judeu.
Depois, perseguiram os comunistas,
Nada disse então, por não ser comunista,
Em seguida, castigaram os sindicalistas
Decidi não falar, porque não sou sindicalista.
Mais tarde, foi a vez dos católicos,
Também me calei, por ser protestante.
Então, um dia, vieram buscar-me.
Mas, por essa altura, já não restava nenhuma voz,
Que, em meu nome, se fizesse ouvir.

Poema de Martin Niemoller

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Manuais escolares: “Esclareçam-se as dúvidas!”

(…) A oferta de manuais aos alunos do 1º ano do Ensino Básico, bem como a obrigatoriedade da sua reutilização nos anos seguintes, anunciada pelo Ministério da Educação (ME), lançou o debate na atualidade educativa. Desde então, muito se tem dito e escrito sobre as vantagens e desvantagens da reutilização. E, recentemente, sobre a produção e venda de manuais escolares.

Os filhos nunca estudaram por livros oferecidos por editoras. E, tal como muitos docentes, nunca se sentiu “pressionado”, a troco de canetas e agendas, para eleger um manual em detrimento de outro. António Martins, professor de Físico-Química, ficou indignado com a forma como a adoção de manuais escolares foi retratada em duas reportagens emitidas em canais generalistas. “Passam a ideia de que os professores se aliaram às editoras para tramar as famílias”, lamenta Alcides Canelas, docente do 1.º ciclo.

Quem está dentro das escolas sabe que não é assim. Nuno Vicente é professor contratado há 12 anos. Deu o seu parecer em inúmeras reuniões para eleger os manuais a adotar. “Em todas as escolas por onde passei – e foram muitas – decidia-se em função de questões pedagógicas, mas havia sempre algum cuidado com a parte financeira.” Entenda-se: o preço dos manuais. “Se há dúvidas nos pais quanto aos critérios que os professores utilizam para escolher os manuais que são obrigados a comprar [como é dito nas reportagens], esclareçam-se as dúvidas”, apela uma professora que prefere o anonimato.

Há um antes e um depois. Primeiro a Direção-Geral da Educação avalia e certifica uma lista de títulos para determinado ano letivo. Para 2017/2018 o processo de avaliação e certificação decorre até 28 de fevereiro para os manuais escolares das disciplinas de Estudo do Meio do 2.º ano e de Português do 2.º e 6.º anos e até 7 de março para os manuais de Português do 12.º ano dos cursos científico-humanísticos do Ensino Secundário.

Esta informação é sempre publicada no portal da DGE. Onde também se lê que “os resultados finais dos procedimentos de avaliação e certificação são tornados públicos, mediante a divulgação da lista dos manuais escolares certificados na página eletrónica da DGE, em http://www.dge.mec.pt/listas-dos-manuais-escolares-avaliados-e-certificados”. Depois, é a partir desta triagem que os professores de cada grupo disciplinar escolhem o manual a adotar.

“A escolha de manuais é um processo que os professores levam muito a peito”, confessa Alcides Canelas. Pertence ao grupo disciplinar de Matemática há 37 anos. Dá aulas no 1.º ciclo. Os colegas conhecem-lhe o rigor com que analisa os manuais “candidatos”. Atento não apenas à cientificidade dos conteúdos como à linguagem em que estão escritos. Na última tomada de decisão, o professor apresentou um documento com os pontos fracos e os pontos fortes de todos os manuais em análise. Mostrou também a relação que cada um deles tinha com o programa em vigor.

“Há liberdade de escolha dos manuais, mas também há uma responsabilização”, lembra Nuno Vicente, acrescentando que “toda a discussão em torno da seleção fica registada em ata e, em último caso, há uma direção da escola e uma figura, o diretor, que assumem a responsabilidade pelo processo”.

António Martins, docente há 34 anos na Região Norte e Centro do país, critica a forma “leviana” como “a integridade e a honestidade dos professores foi posta em causa” nas duas reportagens. “É evidente que cada promotor [das editoras que produzem manuais], como qualquer outro vendedor, tenta ‘vender’ o que é deles, mas não é por isso que os manuais são selecionados!”

Pelas redes sociais, vários professores reclamam para que sejam apresentadas as provas das alegadas “ilegalidades” e “cumplicidades” entre docentes e editoras. Alcides Canelas foi um deles. Escreveu uma publicação na rede social do canal de televisão público responsável pela emissão de uma das reportagens e enviou “cartas” à jornalista que assina a peça no canal privado.

“As duas peças dizem que ‘professores corajosos’ denunciaram a situação, mas se essas pessoas conheciam essas situações tinham obrigação de as denunciar à Inspeção-Geral da Educação ou até à polícia”, argumenta Alcides Canelas, lembrando que numa das peças se menciona que até ao momento o Ministério da Educação investigou apenas “um ou dois casos”. “Em lado nenhum das duas reportagens se admite o óbvio: os professores escolhem os manuais por questões pedagógicas!”

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A “negociar” concursos nos Açores

Pelos Açores, as negociações, também não aguçaram todas as pontas. O problema deve ser da “afia”…

 

Sindicato dos professores quer negociações suplementares com Governo dos Açores

O líder do Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA) declarou que vai requerer uma reunião extraordinária com o Governo regional, após duas rondas negociais, para salvaguardar a mobilidade dos professores e a sua graduação.

“Consideramos que há alguns aspetos em que queremos ainda uma maior aproximação, nomeadamente no que respeita à mobilidade dos professores, de forma a garantir que os detentores do quadro de zona pedagógica do continente também possam concorrer nos Açores, na área da educação, uma vez que o concurso interno já foi garantido”, disse António Lucas.

O sindicalista, que falava à agência Lusa em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, após a última de duas rondas negociais com o secretário regional da Educação e Cultura, defendeu que os três sistemas educativos do país “devem garantir a mobilidade dos docentes”.

 

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Nova Chefe de Divisão de Gestão de Recursos Humanos

… por possuir a competência técnica, a experiência profissional e a aptidão necessárias para o exercício do cargo, bem como o perfil adequado para o exercício das funções em causa, a Licenciada Maria Helena Serol Mascarenhas assume o cargo de chefe de Divisão de Gestão de Recursos Humanos da DGAE..

 

 

Fica aqui a sua síntese curricular e o despacho de nomeação.

 

 

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