Também é ver directores a procurarem soluções ilegais para a contratação dos professores em falta.
Não era mais fácil exigirem uma lista única para todos os concursos?
Enquanto isso, a direcção da escola procura soluções. Mas José Ramos lamenta que as regras para a colocação de docentes em substituição sejam desajustadas da realidade. E dá um exemplo revelador. “Imagine que temos uma lista de 400 professores de Matemática à espera de serem contactados. Imagine agora que o centésimo professor aceita vir para cá. Mas entretanto foi contratado por outra escola com horário completo e desistiu. Aí o processo volta à estaca zero. Têm de passar pelo menos oito dias até começarmos novamente a contactar professores”.
Mas há outra perversidade no sistema: “quando retomamos os contactos não voltamos ao 101.º professor da lista. Temos de voltar ao primeiro. É medonho”, desabafa José Ramos.

