Estado vai gastar mais 53 milhões de euros com escolas privadas

Se, até aqui, estes contratos – feitos com colégios privados e pelos quais o Estado paga – tinham lugar quando as escolas públicas não podiam dar resposta aos alunos, hoje, com a alteração do Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo, o critério assenta na liberdade de escolha.
Com este acréscimo de turmas, abertas para os 5º, 7.º e 10.º anos, no total, teremos 1732 com contratos de associação a funcionar em 2015/ /2016, apurou a Federação Nacional de Professores (Fenprof) num levantamento que fez a nível nacional. Cada uma custa ao Estado 80.500 euros. No todo, ultrapassam os 139 milhões. Quem está no terreno garante que há muitos casos em que ao lado destes colégios, a quem o Estado paga por um certo número de turmas, estão escolas públicas com condições para receberem os alunos.




3 comentários
Obrigado sr.s professores, espero que voltem a votar em mim (sou o farsola lambão dos cheirinhos) para que o ministro c(R)ato possa continuar a implementar estas políticas de vanguarda que tantos bons resultados têm dado. Prometo que não serão avaliados. Conto com cada um de vós!
O Jornal de Notícias, num “exclusivo” jornalístico, descobriu que o Estado vai gastar mais 53 milhões de euros com as escolas com contrato de associação, já no próximo ano lectivo. A notícia até foi referida no telejornal das 13h na SIC. O problema é que a fonte “exclusiva” da notícia se chama Mário Nogueira e que a informação está objectivamente errada. Vamos por partes.
1. A notícia consta do seguinte: “O próximo ano letivo abre com mais 656 turmas com contrato de associação, uma despesa de quase 53 milhões de euros (…) Com este acréscimo de turmas abertas para os 5º 7° e 10º anos, no total teremos 1732 com contratos de associação a funcionar em 2015/2016, apurou a Federação Nacional de Professores Fenprof num levantamento que fez a nível nacional”.
2. Primeira falsidade: o número de turmas. O próximo ano lectivo não abre com mais 656 turmas com contrato de associação, nem há qualquer acréscimo de turmas. Pelo contrário: abre com um número total de turmas com contrato de associação inferior ao do ano lectivo anterior. Em 2014/2015, houve 1747 turmas; em 2015/2016, pela própria informação da Fenprof, haverá 1732. São 15 turmas a menos.
3. Segunda falsidade: o valor da despesa. Uma vez que não há acréscimo do número de turmas, não há aumento da despesa de 53 milhões de euros ou de 1 euro sequer. O que haverá é diminuição de despesa, até porque o valor pago por turma diminuiu.
4. Vou ser o mais sincero possível: não compreendo como é que uma “notícia” destas é publicada. Estamos em período pré-eleitoral, a única fonte dos dados (tanto o número de contratos de associação como a despesa) é o secretário-geral FENPROF (um sindicato de professores ligado ao PCP) e a informação não foi verificada – ou foi mal verificada, porque seria facílimo constatar que a notícia se apoia em informação errada através de dados do Ministério, informação publicada no relatório do Orçamento de Estado 2015 ou simplesmente cruzando notícias.
O Jornal de Notícias fica muito mal neste seu “exclusivo”, que mais não é do que uma encomenda da Fenprof. Eu sei que estamos em pré-campanha eleitoral e que a partir de agora é um vale-tudo. Que os partidos se comportem assim, é esperado. Mas que os jornais aceitem estas encomendas é tão incrível como inaceitável.
http://oinsurgente.org/2015/07/26/um-exclusivo-jn-de-informacao-errada/
Colégio ALFACOOP- Braga (com condições magnificas) à sua volta existem 3 escolas com condições para receber alunos – Agrupamento Trigal de Santa Maria; Agrupamento de Escolas Braga Oeste e Agrupamento de Escolas de Vale D’Este. Para não falar dos alunos que vão buscar em autocarros TOP ao centro de Braga.