Já não há palavras para descrever o quanto absurda é esta BCE e a dor de cabeça que está a dar a professores e a escolas.
Por acaso necessitei de ligar para algumas escolas e todas elas encontravam-se com o telefone desligado, não sei se o mesmo aconteceu convosco, mas foi rara a escola para a qual consegui fazer uma chamada.
Com a história da experiência em projecto TEIP descobri que estes projectos começaram em 1996 e foi preciso dar asas à memória para descobrir quais as primeiras escolas a integrar esse projecto.
Parece que não, mas uma experiência em mil novecentos e carqueja numa destas escolas pode valer uma colocação em 2015 e não são assim tão poucos contratados que nessa altura já trabalhavam.
Por diversas formas recebo imensas perguntas para responder a milhares de dúvidas.
Confesso que não tenho tempo para responder e a muitas dessas dúvidas também não tenho respostas. A BCE de 2015 vai correr tão mal como a do ano passado e só um milagre irá fazer com que alguém tenha dado as respostas correctas a todos os parâmetros.
Continua a haver diversas interpretações sobre o cargo de director de turma ser ponderado para um docente do 1º ciclo. Sei de escolas que consideram esse cargo e outras não, neste caso inclino-me para as escolas que o não consideram.
Ninguém sabe ao certo quais são as OUTRAS formações relevantes para o grupo de recrutamento a que concorre. Há quem esteja a colocar a sua formação inicial e isso não é uma OUTRA formação. Há quem coloque para o grupo 910 a especialização como OUTRA formação relevante e que eu saiba essa especialização também faz parte da dita formação inicial, pois sem ela não poderiam concorrer à Educação Especial.
Na parte da coordenação, colaboração e participação nos projectos do PAA basta ter um dia de coordenação dos projectos que ultrapassa a pontuação dos milhares de dias que possam ter de colaboração e participação em projectos.
A BCE de 2015 será um salve-se quem puder e só falta mesmo atestá-la como absurda com uma minuta assinada por alguém que tenha coragem de terminar com ela de vez.
E aqui quem tem o carimbo para acabar de vez com ela são os directores.
… se quisessem.




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O Arlindo já disse tudo.
Na resposta aos parâmetros, tive dúvidas, muitas dúvidas, mas procurei ser coerente e correto e, principalmente, não corri o risco de fazer falsas declarações. Mas preocupa-me que possa ser ultrapassado por centenas de colegas, que poderão ter cometido os erros de resposta que o Arlindo enuncia e outros, nomeadamente, na categorização da formação contínua creditada. Com mais de 16 anos de serviço, lamento que esta BCE exista e que nos traga todas estas angústias, incertezas e injustiças.
Resta a esperança de que ela venha a desaparecer por tão absurda que é.
Eu respondi de acordo com as minhas interpretações, mas mais que responder se tal dado pertence a A ou B, vai ser o facto de escolas conseguirem valorizar participações em projetos e similares. Cargos de DT e coordenação ainda conseguem encontrar, mas não estou a ver os diretores a procurarem nos confins das atas se o professor naquele ano foi mencionado nalgum conselho de turma.
Por vezes há dados de há 10 anos que não se conseguem comprovar e outros de há 4 e 5 seguirão o mesmo caminho. Nas entrevistas iremos dizer que fizemos isto ou aquilo e que a escola não comprovou ou não foi possível comprovar, não nos aceitam, mandam-nos embora e como não podemos aceitar mais escolas na BCE acabaram-se os concursos nesse ano. Vai ser mesmo bonito e vai haver casos ainda mais absurdos que neste ano que agora termina…
Não podem aceitar mais escolas…….?? Isso não ta bem claro…..
Se não considerassem o cargo de diretor de turma para o professor de 1.º Ciclo, não o colocavam no grupo de 110. Há alguns agrupamentos que colocam e bem cargo de professor titular de turma.
Pipa, mas o tempo de serviço como prof. titular de turma não está no registo biográfico. A minha escola diz que não sabe como vai comprovar que eu tenho determinado tempo como prof. titular., uma vez que tb estive em apoios e nada disso se encontra no registo biográfico.
Tendo-me deslocado ao Alentejo para tratar de assuntos, tomei conhecimento da BCE e só pude regressar ontem de noite a Portimão para aceder à NET e poder me organizar a fim de me candidatar. Após ter enviado e-mail tenho passado a tarde a tentar ligar para a secretaria da Escola onde se encontra o meu Registo Biográfico para saber o tempo de serviço. FINALMENTE CONSEGUI, resta-me esperar e ver se consigo ser assertiva e concluir esta inglória tarefa que me suga a minha réstia de resiliência! Está aí o fim de semana e o dia 27 vai ser CURTO!
No Alentejo há internet
E, afinal, como se conta a experiência nos cargos? Contei por dias (independentemente de não ter tido horário completo) e a única escola que até agora me respondeu corrigiu em função do número de horas que tinha… Então deixei de ser DT a tempo inteiro por ter um horário de 12horas? Isto vai dar raia, porque há interpretações diferentes. Está escrita nalgum lado a leitura que devemos fazer destes “dias de experiência profissional”?
Então parece que cada escola faz como quer…..a mim contabilizaram 365 dias, mas só pedi pois não estava no meu registo biográfico
e no privado? Basta uma declaração ou tem que ser as minutas do publico?
E umas atrás das outras! Agora um senhor diretor que não aceita o pedido da declaração por email, nem que a minuta vá preenchida! Só funciona com requerimento dirigido a sua excelência, com a minuta anexa, por preencher (limpinha…), entregue pessoalmente ou enviada por correio! Oh, Padre António Vieira, que grandes peixes roncadores temos nós ainda no século XXI, de fazer inveja aos seus dos idos de seiscentos!
Se tivessem quase a certeza de que a vossa actual secretaria da escola não vai fazer nada de jeito com as minutas e por essa razão……. vocês provavelmente não conseguissem comprovar um dado para 7 escolas…….. o que faziam? Colocavam as escolas e zero nessa resposta……. ou nem sequer colocavam as escolas…….??
É a loucura total………
Concordo inteiramente contigo, Arlindo. Isto é o caos! E saber que quem pensa estas coisas todas são colegas nossos! Como é possível que ainda não tenham aprendido com os erros do passado e simplifiquem o processo através da graduação. O que nos fazem é uma tortura, um desrespeito! Abraço e grata pelo trabalho que nos dedicas.
Colega, os “colegas” que ainda não aprenderam com os erros do passado, são aqueles que já têm o lugar garantido, que não são contratados. São “especiais de corrida”, são do quadro, e por isso estão a marimbar-se para gente como nós, que trabalha e ganha uma miséria, para ficar a ver as asneiras dessa gente.
Isso é mentira!! O povo português é tão poucochinho que dói! Ainda hoje estive na secretaria da minha escola, sim EU uma do quadro que se está a marimbar para vocês contratados, a explicar à senhora das minutas que a experiência profissional é contada em dias e não em horas ou convertida em dias de acordo com o número de horas… para, deste modo, não haver prejudicados. A mim apetece-me ficar é calada e marimbar-me para vocês todos quando leio comentários destes!!!!
Colega, o comentário que fiz é a pura verdade. Nos anos todos que tenho de serviço foi sempre isso que senti na pele. Quando toca aos colegas do quadro, fazem-se manifestações de 100000 em lisboa, quando toca aos contratados, a coisa perde interesse. Se a colega se sentiu ofendida, não posso fazer nada. Foi um comentário, apenas isso. Mas que é verdade, é.
Sei bem o que é levar com o “lixo” que os outros não querem, apenas porque não se é “da casa”; não poder “levantar cabelo”, porque não convém; não poder dizer nada, porque não vale a pena.
Eu até entendo o que quer dizer, só que não pode nunca generalizar. Por levantar cabelo e sendo da casa, lá fizeram o arranjinho para eu ficar sem componente letiva. Porque não me calo. Porque não me encosto e deixo passar o comboio à vontade do diretor, porque vejo injustiças e abro a boca. Porque fui contratada muitos anos e sou do quadro há mais mas não me esqueço!!! Porque sou do quadro mas tenho amigos e amigas contratados/as ainda e sei bem o que se passa e o que estão a fazer. Não tenho medo que me mandem embora de uma escola por abrir a boca. PQP os diretores que têm a mania que a sabem toda. Quando fala nos do quadro, fala de mim também! Do quadro que sou, estive nas manifestações! E quantos contratados ficaram de rabo em casa a ver os outros lutar por eles?!
Maria, não me interprete mal, por favor. Quando fiz este comentário, referia-me a colegas que integram a(s) equipa(s) que o Ministério forma para organizarem este concurso e que elaboram estas tretas. Esses colegas esquecem-se que o seu processo de recrutamento passou sempre pelas listas graduadas e agora propõem estas coisas do outro mundo. Agradeço o seu contributo.
É melhor ficar calada, sim. Aliás esse comentário é bem triste…
A sua opinião no 910 está errada Arlindo. No boletim de concurso tem lá expresso que o grupo de recrutamento que confere habilitação profissional é o grupo onde fizemos a profissionalização (basta verificar num verbete). Está lá “escarrapachado”
É a licenciatura e o estágio (ou profissionalização) é que conferem a tal habilitação profissional.
A Especialização (que também é uma Pós-Graduação) do 910 é por isso outra formação relevante.
Para não ser assim teriam de mudar a pergunta! como está (e segundo a lei) não é como dizes
Arlindo, assino por baixo.
Mas como os cobardes dos diretores são, com raras execeções uns “lambe-botas” que gostam de ter este poder discricionário, a palhaçada não acaba.
Resta que se confirme uma bagunça de igual dimensão à do ano passado….
Isto não acaba porquê? O inútil Presidente da Républica disse hoje, em Sousel, que é preciso descentralizar na educação…e que tal só não acontece devido a interesses corporativos.
Sabe-se também aquilo que pensa o PS sobre a descentralização de competências….
Portanto, nas próximas eleições, sigam o conselho do Coelho “maioria ao PS ou à atual maioria”.
Sem defender qualquer cor partidária em particular, julgo que os puros interesses da classe mandariam evitar o laranja, o rosa e o azul.
Just a felling….
Verdade! O mais bonito é que o sindicato dá uma informação o agrupamento outra! Depois quem valida é o agrupamento e vai sr uma festa! Tudo se resolvia pela graduação apenas! Enfim.
Boa tarde,
Quando concorro para o grupo 100, na candidatura, aparece que a minha formação inicial é o “Bacharelato” – que é a que me confere a habilitação para a docência. Mais tarde fiz a licenciatura pré-bolonha e depois a Pósgraduação em EE. Quando concorro para o 910 aparece : “Bacharelato+Formação especializada”. Quando respondi aos subcritérios, no grupo 100 tinha posto pósgraduação. para “outra relevante” e no 910 tinha posto que não possuía nenhuma. Entretanto, colegas na mesma situação, disseram que nos seus sindicatos (que não são todos!) e algumas secretarias de escola lhes asseguraram que o que deveremos por é: “licenciatura pré-bolonha”. Primeiro, porque não é esta que nos confere a habilitação para a docência (mas sim o bacharelato) e no 910, seria igual resposta, pois a que nos confere a habilitação para a docência continua a ser o bacharelato e além disso não se sabe que tipo de formação especializada os docentes possuem para o 910(até pode ser um antigo CESE ou DESE…..). Posto isto…já não sei o que responder.
Os colegas que estão a concorrer à BCE e já não se lembram dos cargos que ocuparam em anos anteriores podem recorrer aos relatórios da avaliação de desempenho, têm todas as disciplinas leccionadas, cargos e projectos que os professores tiveram, pode ser uma grande ajuda e além disso deveriam servir para atestar a veracidade das declarações dos professores pois foram validados pelas respectivas escolas.
Fundamental era esclarecer de uma vez por todas qual a penalização para quem NÃO conseguir comprovar documentalmente os dados submetidos na BCE……… (para não vermos o mesmo filme triste do ano passado)………
Mas até agora não vi nada……… definitivo e esclarecedor, portanto, cheira-me que a selva vai continuar…….
Pois, também estou com essa impressão… Com a abertura da “caixa de pandora”, em setembro, num dado momento, as escolas, diretores e encarregados de educação vão querer é o problema resolvido: um professor tanto-faz e, assim sendo, voltar-se-á a repetir o total atropelo e obscurantismo. Naturalmente gostaria de estar redondamente enganado…
Os professores estão reduzidos ao “salivar” constante ao som da campainha do dono (experiência de PAVLOV)…
…e eles salivam, salivam!!
Na minuta 3 correspondente à coordenação, colaboração e participação nos projectos do PAA tenho que pedir aos funcionários dos serviços administrativos, dos agrupamentos para consultarem os Planos Anuais de Atividades e os meus relatórios de avaliação, de forma a comprovarem. Isto é ridículo. Vou entregar minutas correspondente a dados que estão no arquivo morto á mais de 10 anos. Andamos a percorrer o pais, para distribuir minutas pelas escolas.
É muito simples.
Com pouco tempo para verificar dados é para ver (se por acaso) alguns candidatos a professor desistem,
Por outro lado eu coloquei ZERO em projetos que participei mas que não tenho a papelada. Se for seleccionado é se não puder provar LIXO-ME.
Os “Chicos-espertos” que se ponham a pau, os critérios foram escolhidos pelo Exmos Diretores, para lá colocarem os afilhados, mas espero sinceramente que sejam denunciados! (desculpem a agressividade)
Tudo isto é RIDÍCULO:
– o MEC que elaborou este processo de “simplificação”, só o COMPLICOU, porque não tem noção da realidade!
– a começar pela falta de planeamento em termos de calendarização/tempo útil, para que os professores tratem, de toda a documentação, ida a antigas escolas (algumas distantes), onde decorreram os projetos e obtenham as respostas das mesmas, em tempo útil!
– os diretores que querem autonomia, quando que lhes chegam as responsabilidades, nomeadamente de terem que aprovar as minutas, empurram essa tarefa para a escola “do lado”. Para não falar das escolas que não têm autonomia/BCE e que vêm este processo como um trabalho extra, que só as vem “perturbar”.
– por fim, as secretarias que, em vez de facilitarem a recolha dos dados fazem o jogo do empurra para a escola do “lado”.
Se não é assim em todas as escolas (e acredito que não), todos os professores que conheço só relatam dificuldades, obstáculos, dúvidas, pouco tempo para a concretização do solicitado, etc., neste processo RIDÍCULO!.
No mínimo é necessário ALARGAR O PRAZO DE ENTREGA DAS MINUTAS.
No “máximo” é preciso alguém ter bom senso e ANULAR este processo, colocando os professores pela lista de GRADUAÇÃO!
LISTA DE graduação E O ANO FICA CALMO. É esta a solução para existir equitatividade de critérios neste momento.
Tudo que seja formação em Metas entre outras entra na b) (vi no plano de formação da escola Pinheiro e Rosa)
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