Sem Desconsideração Pelo Grego e o Latim

Mas depois de ter sido desvalorizado do currículo as artes e as tecnologias parece um pouco descabido que se invista em línguas mortas em detrimento de disciplinas que desapareceram do currículo e que são bem mais necessárias e importantes para o desenvolvimento de um jovem do que estas.

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16 comentários

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  1. Algumas artes também parecem línguas mortas! Principalmente aquelas que, para tarefas banais, precisavam de 2 professores numa sala…

    Quem contra os outros carrega dos outros leva!

    1. Deixem os alunos decidir! Se eles quiserem Latim, que assim seja.

      Não façam como o lobbie das MACS e (dispensáveis e pouco úteis) geometrias descritivas que arruinaram todas as ofertas de escola, só porque havia professores para encher horário! Os alunos que se lixem porque há professores para ocupar!

        • Virgulino Lampião Cangaceiro on 4 de Junho de 2015 at 12:23
        • Responder

        Os alunos não decidem nada, quando muito, são os papás que escolhem. Além disso, só escolhem do que houver…
        Quem tem poder é que estabelece o cardápio das ofertas educativas, seja lá o que isso for… E não se espante se alguém decidir oferecer um cursinho de culinária só para dar trabalho à prima cozinheira…
        Quanto às suas geometrias descritivas, devem ser gémeas monozigóticas…
        Para si, será um acto de boa gestão de recursos estabelecer ofertas para as quais não existem professores disponíveis…

  2. Latim e um suposto acordo ortográfico é de gritos!
    O latim e o desacordo, o grego, o mandarim e a programação… o inglês…

    … português, a matemática e o estudo do meio… que empecilhos de tradicionalidade, coisas tão nada empreendedoras/ inovadoras… acabe-se com estas – que ideias não faltarão para preencher os tempos sobrantes! Talvez fosse adequada a introdução, também no 1.º C e se possível na pré (já que a proximidade ao estádio é maior), da arte e comunicação rupestre… nada como broncos e grunhos como factor de sustentabilidade da incompetência, da má fé e da exploração.

    1. Há pessoas que só para encherem o seu ego narcisista acabam a dizer palavras que pouco se aproveitam! Dêem essa opção e mais uma vez, se os alunos escolherem, que assim seja!

      1. Julgo que a opção das crianças lhes deve ser colocada bem mais a montante: 1- se querem ou não nascer; 2- se querem ou não aqueles pais; 3 -se querem ou não ir para a ama; 4- se querem ou não ficar com os avós; 5- se querem ou não ir para a pré; 6- se querem ou não ir para a escola; 7- se querem ou não aquele/s professores; 8- se querem brincar ou estar dentro da sala; … que seja o que eles escolherem.

      2. Quando o superior interesse dos alunos te mandar para o desemprego quero ver se continuas a falar com tanta “cagança”. Ainda estou para descobrir de onde te vem essa moralidade toda que costumas atirar à cara dos outros nestes comentários. Uma coisa é certa: passas aqui muito tempo, por isso não deves trabalhar muito…

  3. Huuuuuuuuuuuummmmmmmmmmm… será que também irão haver grupos específicos??? que formação a destes professores???? mais um forte incremento ao negócio da formação, dos complementos/ das habilitações??? nada como criar janelas de oportunidades ao negócio dos empreendedorismos!!! – Monay, monay, monay!!!!

    • Marmelo on 4 de Junho de 2015 at 11:32
    • Responder

    Acho que as ofertas deformação curricular devem ser variadas, mas sob supervisão do MEC.Além destas das línguas clássicas, deve haver outras como:artes, informática, línguas modernas com linhas orientadoras do MEC mas os conteúdos serem escolha doAgrupamento em função do Projeto Educativos.A componente artística8MÚSICA, eXPRESSÃO PLÁSTICA,TEATRO DEVEM SER DADAS POR PROFESSORES HABILITADOS PARA TAL)-A monodocência no pré-escolar e 1º ciclo deve ser revista, pois os docentes destes ciclos já não tem benesses em relação à reforma(e bem), mas devem cumprir e ter as reduções iguais aos dos professores do 2º/3º ciclo e secundário.A Música deve ser obrigatória até ao 9º ano..

    1. Caro Marmelo, se percebesse pouco que fosse da dinâmica do pré-escolar não comentaria os disparates que descreveu; o Pré-escolar não é resposta para a falta de escoamento de docentes de EVT no mercado de trabalho, se quiser falar com conhecimento de causa importará ler as orientações curriculares correspondentes àquele departamento assim como relembrar-lhe que são alguns os Modelos pedagógicos a utilizar na ação pedagógica , nomeadamente o Modelo de Educação pela Arte por mim e por tantas outras educadoras usado.

    • Maria on 4 de Junho de 2015 at 16:50
    • Responder

    Latim e Grego!!!!! Com um (des)acordo ao Portugês / brasileiro estamos no ponto!!!!

    • Agnelo Figueiredo on 4 de Junho de 2015 at 18:03
    • Responder

    Tendo em vista a estruturação da formação, não se pode comparar a importância das línguas e culturas clássicas com a da Educação Tecnológica.
    Nem parece coisa de professor.

    • João Oliveira on 4 de Junho de 2015 at 22:55
    • Responder

    Depende do que se entenda por “desenvolvimento de um jovem”…

  4. Perdoai-me irmão!
    Mortos parecem estar os seus neurónios!

    Além de ainda se falar grego na Grécia, que obviamente é diferente do grego clássico, há milhões de estudantes de latim no Mundo, por acaso nos mais desenvolvidos, como o Japão e a Alemanha, cujas línguas nem têm origem latina.
    E em muitas universidades dos países desenvolvidos, há uma cadeira de latim jurídico nos cursos de Direito, e uma de latim e grego nos cursos de Medicina.
    Neste próspero e avançadíssimo país pode prescindir-se da disciplina considerada em todo o Mundo como «A Matemática das Letras»…

    O disparate de acabarem com certas artes e tecnologias não justifica o disparate de não se repor o latim e o grego, com a agravante de se ter de quebrar urgentemente um ciclo vicioso: não há alunos no secundário, não há professores, encerram os cursos universitários. Já não há um humanista de mérito em Portugal com menos de 50 anos!

    Portugal que tem, talvez a língua mais próxima do latim (excluído o aborto ortográfico) é talvez o país europeu com menos estudantes de latim.

    Muita da crassa ignorância que capeia nos licenciados em línguas, em História e em Direito deve-se ao facto de nunca terem estudado latim….

    Co

  5. Latim a remar contra a maré

    CATARINA ESPÍRITO SANTO

    01/04/2015 – 10:37

    O Ministério da Educação está a estudar o reforço do ensino do latim e da cultura clássica no ensino básico e secundário. A proposta teve origem na Comissão Nacional de Educação, em diálogo com as associações de professores e universidades. A UNESCO, em 2010, recomendou aos países com línguas de origem latina que ensinem o latim nas escolas. O interesse cresce na Europa.

    LER O RESTO AQUI:

    http://www.publico.pt/portugal/noticia/latim-a-remar-contra-a-mare-1690948?page=-1

    SÓ ACRESCENTO:

    Num país civilizado nenhum aluno entraria numa faculdade de Letras ou de Direito sem 3 anos de Latim.

    E não era aquela treta de que na disciplina de Latim a língua valia 50% e a cultura 50%. 75%-25% no mínimo!

    Explique-me lá o setor Arlindo por que razão há no Japão milhões de alunos a estudar latim e em Portugal umas dezenas!

    Não estou a defender o meu tacho, porque as minhas licenciaturas são em História e em Direito. Nunca serei professor de latim, infelizmente, por pouco saber!
    Muita pena tenho de só ter podido estudar 2 anos de latim no 10.º e 11.º.

    Deveria ter tido OBRIGATORIAMENTE 3 anos no secundário, mais 2 de grego OBRIGATÓRIO, mais 1 ou 2 de Latim Medieval OBRIGATÓRIO, mais 1 de Paleografia Latina OBRIGATÓRIA, mais um de Epigrafia Latina OBRIGATÓRIA.
    Ou os cursos são a sério ou acabam. E quem não aguenta vá coser meias para casa!

    Não me admira a indigência intelectual que observo mesmo entre professores universitários….

  6. Também acho que só imbecis podiam ter destruído a Educação Tecnológica.
    Se foi para poupar dinheiro, gastaram-no em reformas antecipadas dos professores.

    Grave é também a destruição do francês que vem sendo substituído pelo castelhano, língua que de se pode aprender perfeitamente sozinho… Eu leio e oiço castelhano diariamente, sem nunca ter estudado na escola, e já não distingo uma língua da outra. Psso de um jornal castelhano para um português e nem me apercebo. Até as donas de casa com a 4.ª classe lêem revistas espanholas…
    Desculpem-me os setores de castelhano, mas seria mais útil que nas escolas se ensinasse francês e alemão. Eu desempenhava certas funções quando a Espanha comprou os politicozecos que introduziram o castelhano com o falsificado nome de espanhol para vender melhor a mercadoria… Protestei e apresentei até uma petição juridicamente fundamentada na constituição espanhola e nas leis curriculares espanholas, mas os vendidos puseram o nome a uma disciplina de uma língua que não existe… “Espanhol” vende mais facilmente do que “Castelhano”… Na altura a Embaixada de Espanha comprava as escolas que aderissem…

    Não tenho interesse profissional em nenhuma das disciplinas.

    Só a imbecilidade e a incultura do ME, onde se desconhece o que já na Antiguidade se definiu como formação integral do cidadão, têm permitido estas asnidades: destruição das humanidades, eliminação das actividades manuais ou artesanais, desprezo pelas artes, desvalorização da educação física, ausência de educação política, etc…
    Nem a Idade Média conheceu este retrocesso civilizacional que se vê em Portugal. A cultura clássica, ao contrário do que ainda se ensina nas escolas, sobreviveu na Idade Média, apesar da barbarização do latim.

    O latim continua tão vivo que nós quase falamos latim bárbaro que perdeu as declinações…

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