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17 de Junho de 2015 archive

Podes Repetir?

(…)“De forma alguma. São os alunos que estão a começar a adaptar-se melhor a este sistema”(…)”

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Mail da DGAE sobre os Contratos de Substituição Temporária

Bastou um simples artigo no dia de ontem para a DGAE esclarecer definitivamente a situação sobre a cessação dos contratos a termo incerto quando o titular do lugar não regressa.

Quem é amigo, quem é?

 

31 agosto

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Bastava Estar Presente Numa Reunião de Avaliação

… como a que estive hoje, para saber onde reduzir a carga burocrática.

onde se leu, releu, umas sei lá quantas páginas de acta, se fez relatórios analíticos (ainda não percebi para o que aquilo serve), preencheu-se uma dúzia de grelhados, com conteúdos não leccionados, relatórios de apoio de alunos que passaram e também dos que não passaram, ponto de situação dos alunos NEE e dos novos que vão entrar (sem grandes motivos aparentes) de planos de apoio para o próximo ano, das apreciações globais e individuais de cerca de 150 alunos, das avaliações de EMRC, das Actividades de Enriquecimento Curricular, dos Apoios Educativos, e mais coisas que já nem me lembro.

Claro que ao fim de 2 horas e meia disse que não estava disponível para estar mais tempo na reunião e que a mesma tivesse continuação amanhã.

Acabei por ceder aos apelos para que a reunião ainda acabasse hoje.

Mas durou 4 horas.

 

Passos promete estudar redução da carga burocrática dos professores

 

Passos promete estudar redução da carga burocrática dos professores

 

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou hoje que é difícil saber como se pode reduzir a carga burocrática dos professores portugueses, mas prometeu estudar mais o assunto para ver em que medida é possível ir mais longe.

 

Neste contexto, Passos Coelho concluiu: “Nós temos a obrigação de clarificar um bocadinho melhor esta questão e ver em que medida podemos ir mais longe e melhorar – com isso ajudaremos também a melhorar a média da OCDE – para colocar os nossos professores, tanto quanto possível, naquilo que é a disponibilidade da sua missão principal, que é organizar os tempos letivos, dar as aulas, evidentemente, e ao mesmo tempo preparar as suas lições”.

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… pais “No” 1º Ciclo…

images1ZFNQF2VAté hoje, tenho evitado falar da relação professor de 1º ciclo/encarregados de educação e/ou pais. Entenda-se, desde já, que também sou pai e o que aqui escrevo, com certeza, não “servirá” a todos.

Como professor “primário”, cada vez mais, me sinto professor das crianças e educador dos encarregados de educação. Já me vi em todo o tipo de situações e tive de as resolver conforme soube e pude.

Deparamo-nos com várias “espécies” de pais, na nossa profissão e nos tempos que correm… Há, os interessados, os desinteressados, os protetores e os que não querem saber, os progenitores e os “outros”, aqueles que “criam” e os que são “criadores”, e muitos mais espécimes…nós, professores, temos que lidar com todos eles.

Como já “disse”, nesta profissão, já vi um pouco de tudo. Vi a criança que almoçava uma fatia de piza, a meias com a irmã. A mãe que, no supermercado, confundia os pacotes de leite para a filha com os de vinho ou seja, lá em casa, leite não entrava. A mãe que deixava a filha ir passar o fim de semana a casa das funcionárias da escola, onde a mesma, era devidamente alimentada e higienicamente tratada. A que, no dia 26 de dezembro, deixou 3 filhos à porta dos avós, com as roupas embrulhadas nuns lençóis e foi viver a vida. A criança a quem o professor, de segunda a sexta, providenciava o jantar, uma vez que, em casa, essa refeição era coisa rara. O pai que, se esqueceu do filho na escola e só se lembrou do rebento quando as autoridades lhe bateram à porta acompanhando o mesmo (telefones não se atendem). Mas, no dia seguinte foi à escola acusar as professoras de lhe quererem estragar a vida. A mãe que telefonou ao professor a pedir opinião se levava a filha, com 38 graus de febre, à escola ou ao hospital”. A outra, que quando deparava com a informação telefónica, por parte do professor, de que o filho tinha partido um braço, enquanto brincava no recreio, informou o mesmo que não iria com ele ao hospital, “se ele tinha partido o braço na escola, a escola que fosse ao hospital com o rapaz”. Os pais que que não se apercebiam que o filho, ao almoço, “bebia bebidas alcoólicas”, mas estavam todos juntos ao almoço. Aquele pai que, às 14h30m, apareceu na escola para levar o filho com ele porque… “preciso dele para ir às vacas”. A criança que quando questionada se tinha andado a lutar com gatos respondeu… “foi a minha avó que me arranhou a cara toda…”. A mãe que me dizia que a filha não lhe tinha mostrado os recados que o Sr. Professor escrevia na caderneta, desconhecendo completamente o que se passava com a filha. A que, não lê os avisos e acusa sem ver se andavam perdidos na mochila da mesma. As muitas coisas que já me disseram… O pai que, se dirige à escola para saber o porquê do filho, que frequentava o 1º ano não ter direito ao cheque dentista, e a quem tinha sido explicado que só no ano seguinte, o aluno, teria direito a tal. Mesmo assim, deixou no ar que a professora os guardava para os seus próprios filhos. A mãe que, queria casas de banho aquecidas, para que o filho não se constipasse quando lá se deslocasse para fazer o seu “chichi”. A que, quando confrontada pela birra do seu petiz para ficar na escola, lhe promete um “tablet” para a hora do intervalo, desse mesmo dia. O pai que, não concorda com as interrupções letivas, porque não tem onde, nem a quem, deixar o seu filho. A mãe que diz à filha, depois de uma conversa com o professor, “quando o teu pai chegar a casa vai falar contigo. Já te tinha avisado que não tens de mexer no que é dos outros” (quando, infelizmente, o exemplo vinha dele por estar preso por furto). Os pais que, em setembro, aparecem na escola sem saber que os filhos tinham sido retidos no ano anterior, ficando muito revoltados, porque até já tinham comprado os livros (atender telefones, ler cartas da escola e aparecer às reuniões para “conhecimento” da performance académica dos filhos, não é muito a “onda” em que “surfam”). E os que me tiram do sério são os que me dizem, “Sr. Professor, já não sei que lhe faça”, (queres ver que eu tenho, mesmo, de lhes dizer o que fazer)… Podia escrever um livro se continuasse a enumerar os tantos exemplos que vi e vivenciei…

Durante os anos de exercício na minha profissão, cheguei à conclusão que, há pais e pais… há até aqueles que, se pudessem, iriam à escola dar um “beijinho” no rebento ao domingo, depois da missa, e, lhes telefonariam um dia, a meio da semana, se tivessem tempo!…

Pelo 1º ciclo é assim… há que ser professor, há que ser “pai”, “avô”, conselheiro… de alguns encarregados de educação!…

 

 

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Os Exames de Hoje

Português-239
12.º Ano / 1.ª Fase

17.06.2015, 09:30

Português-639
12.º Ano / 1.ª Fase

17.06.2015, 09:30

PLNM intermédio-839
12.º Ano / 1.ª Fase

17.06.2015, 09:30

Latim A-732
11.º Ano / 1.ª Fase

17.06.2015, 14:00

PLNM-93
9.º Ano / 1.ª Fase

17.06.2015, 09:30

PLNM-94
9.º Ano / 1.ª Fase

17.06.2015, 09:30

 

 

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A Ler

As duas troikas e a comunicação social – Santana Castilho

Faz queixa ao sargento – Pedro Ivo Carvalho

Educação: pilar da democracia ou negócio? – Elvira Tristão

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Acho Bem

… porque essa lista de doenças incapacitantes já se encontra ultrapassada.

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A Notícia do Óbvio

Ou não fosse este ano, ano de eleições.

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Correio da Manhã (17-06-2015)

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O Despacho da Organização do Ano Escolar na Comunicação Social

Agrupamentos terão mais horas para gerir escolas

 

 

Sugestão foi apresentada hoje à FNE e à Fenprof. Governo também quer dar mais tempo aos avaliadores

 
 

Os agrupamentos cujas escolas ficam muito distantes vão ter mais horas para gestão dos estabelecimentos e os professores responsáveis pela classificação de exames terão direito a mais tempo, segundo uma proposta do Ministério da Educação.

Estas são duas das quatro propostas de Despacho de Organização do Ano Letivo de 2015/2016 apresentadas hoje aos representantes da Federação Nacional da Educação (FNE) e da Federação Nacional de Professores (Fenprof) pelo secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário.

No final das reuniões para discutir a proposta, as duas estruturas sindicais voltaram a criticar o que consideram ser um atraso na divulgação do diploma que define regras de funcionamento das escolas e acusaram o Ministério da Educação e Ciência (MEC) de “desrespeitar os professores” (Fenprof).

No ano passado, o diploma foi publicado a 26 de maio e “este ano ainda não existe sequer um documento definitivo”, afirmou o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, em declarações à Lusa, voltando a lamentar o facto de todos os anos serem publicados despachos em vez de existir um “quadro legal estável”.

Lucinda Dâmaso, da FNE, acrescentou o facto de “terem sido apenas apresentados alguns pressupostos do que irá estar no despacho”.

De acordo com as duas estruturas sindicais, as linhas principais hoje apresentadas não trazem grandes mudanças em relação ao ano passado, tal como vinha sendo prometido pelo MEC.

No entanto, as escolas vão ter mais horas para apoio às TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação), os professores poderão ter menos horas de trabalho em sala de aula e será “tido em conta o tempo necessário para tarefas inerentes à execução do trabalho de classificação de avaliação externa dos alunos”, lê-se no documento do MEC entregue hoje aos sindicados.

No que toca ao crédito horário dado às escolas para as TIC, Mário Nogueira diz que “será apenas uma hora para cada oito turmas, ou seja, não terá qualquer impacto”.

Já sobre o tempo extra que será dado aos docentes que fiquem responsáveis por avaliar as provas, as duas estruturas sindicais têm opiniões diferentes sobre os destinatários da medida: a FNE diz que se dirige aos docentes que venham a ser corretores da prova de inglês do Cambridge enquanto a Fenprof acha que se refere aos avaliadores dos exames e provas nacionais.

Sobre a possibilidade dada agora pelo ministério de os professores poderem ter mais de metade do seu horário para atividade pedagógica, a Fenprof entende que a medida será de difícil aplicação, já que as escolas têm autonomia para gerir os créditos horários mas não lhes são atribuídas mais horas.

Para Mário Nogueira, “o Ministério da Educação dá mais autonomia às escolas mas é para fazer a gestão de escassez das horas de crédito que atribui”.

À saída da reunião, Lucinda Dâmaso sublinhou que ficaram questões por responder, como o pedido que tinha sido feito de ser considerado no horário dos professores as deslocações que alguns têm de fazer dentro das escolas do seu agrupamento.

“Há agrupamentos em que as escolas distam muitos quilómetros e os professores têm de fazer essas viagens para dar aulas. Defendemos que esse tempo deveria ser considerado, mas só haverá aumento de crédito horário para os órgãos de gestão”, disse à Lusa.

No documento entregue hoje aos sindicatos, o MEC refere precisamente que no próximo ano letivo será atribuído crédito adicional para gestão de agrupamentos com um grande nível de dispersão dos seus estabelecimentos.

 
DOAL

Jornal de Notícias (17-06-2015)
 
CMCorreio da Manhã (17-06-2015)

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Comunicado da FNE ao Despacho de Organização do Ano Escolar

Despacho de Organização do Ano Letivo – Propostas do MEC não resolvem questões importantes

 

 

Em reunião realizada esta manhã ontem no Ministério da Educação e Ciência, a FNE ficou a conhecer um conjunto de princípios orientadores que a tutela pretende ver consagrados no Despacho de Organização do Ano Letivo 2015-2016.

Apesar de considerarmos como positivas algumas alterações que o MEC quer ver introduzidas, e que vêem ao encontro das nossas propostas, a FNE considera que são insuficientes face às necessidades efetivas das escolas, tendo em vista o bom funcionamento do próximo ano escolar e a garantia de uma resposta educativa de qualidade e com equidade.

Ainda sem conhecer o conteúdo integral do documento, sublinhamos como negativo o facto de ficarem por resolver, entre outras, as seguintes questões:

  • A da equidade do tempo de trabalho entre professores, nomeadamente, o tempo de trabalho dos professores do 1.o ciclo que continuam a não ver uniformizado o conceito de hora de trabalho e o número de horas de trabalho semanal dentro dos estabelecimentos de ensino;
  • A consideração do tempo de trabalho gasto na deslocação entre escolas do mesmo agrupamento, como tempo letivo;
  • A não consideração do tempo destinado à vigilância dos alunos nos intervalos, como tempo letivo de trabalho;
  • A diminuição do número de alunos por turma, que não devia ultrapassar os 24 alunos;
  • A limitação do número de turmas e de níveis a atribuir a cada professor;
  • A regulação do número de horas semanais destinadas a reuniões dentro da escola;
  • A atribuição de mais horas de redução aos professores que desempenham cargos de coordenação e gestão intermédia das escolas;
  • Limitação do número de horas da componente não letiva de estabelecimento aos professores que tenham mais do que 100 alunos.

De qualquer modo, nesta reunião foi ainda possível obter junto do MEC a garantia de introdução de alguns ajustamentos importantes, entre eles:

  • Aumento do crédito de horas de apoio à gestão para agrupamentos com um grande nível de dispersão dos seus estabelecimentos;
  • Introdução de mais horas adicionais de crédito para a área do apoio às TIC a incluir na componente de apoio à gestão e na componente para atividade pedagógica;
  • Mais do que 50% do horário docente pode ter horas para atividade pedagógica do crédito horário.
  • É tido em conta o tempo necessário para tarefas inerentes à execução do trabalho de classificação de provas de avaliação externa dos alunos.

Finalmente, ficaremos a aguardar pela publicação do Despacho, altura em que teremos a oportunidade de verificar se o Ministério da Educação e Ciência terá em consideração as propostas remetidas pela FNE.

Lisboa, 16 de junho de 2015

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