Deu entrada na Assembleia da República uma petição elaborada pelo SPLIU a exigir um regime especial de aposentação para a classe docente.
Neste petição, com 1109 assinaturas, exige-se uma aposentação por inteiro aos 36 anos de serviço e uma pré-aposentação aos 55 anos de idade e 32 de serviço.
Ler o texto da petição em baixo.
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18 comentários
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A ideia do SPLIU é generosa e “cavalga” uma aspiração da classe docente. Mas…mas…nesta altura e nos próximos 10 a 15 anos é de um lirismo total! Total! Perpassou para a classe política e para a opinião pública que os professores beneficiavam de privilégios absurdos em matéria de aposentação! Assim, nem tão cedo alguém estará disponível para pensar nisto nestes moldes…O SPLIU marca pontos junto da classe mas ninguém vai mexer uma palha por isto… E se eu também desejava uma solução destas! Mas…não há clima para os outros aceitarem… Por outro lado, anteriores governos acabaram com os regimes especiais…deixaram apenas as forças de segurança, por motivos óbvios. E seja quem for que vá para governos, agarra-se a que já encontrou isto assim e aproveita-se…Esta solução do SPLIU e a que a classe docente almeja significaria pagar mais tempo a 2 pessoas – ao aposentado e ao que está no activo. E isso, o Estado não quer…ainda assistiremos a um progressivo aumento da idade da reforma…
Para além de discordar em absoluto com a Maria, uma pergunta: A Maria tem noção do número de docentes que após os 56/57 anos estão permanentemente de baixa? Um ano inteiro de baixa, trabalham um mês e voltam a pôr baixa??? Baixa não fraudulenta, note-se. O estado não só tem de pagar a 2 docentes como ainda tem de comparticipar os medicamentos que estes profissionais tem de tomar para continuar a sobreviver. Sim, que no estado de esgotamento físico e mental em que se encontram estas pessoas não vivem… sobrevivem…
Tem todo o direito de discordar…mas, eu só fiz de «advogada do diabo»…o tempo e a realidade dar-me-ão razão. O Estado, mesmo que seja como a colega diz, não está disponível para transigir seja no que for nesta matéria. Seja o Estado dirigido pelos actuais seja pelos passados ou futuros. Na próxima década não só não aliviarão em nada disto como ainda irão agravar mais. E pior – desculpar-se-ão com outros sectores profissionais que, antes, beneficiavam de um regime especial e que, agora, nada têm. E não estão disponíveis para abrir precedentes para ninguém. Preparemo-nos, isso sim, para vermos, ainda, a idade de aposentação ser de 67…68 anos…
Muito sinceramente acredito que está enganada. Quando nos jardins de infância, nas escolas de 1°,2° e 3° ciclo apenas tivermos docentes acima dos 55 anos a legislação terá necessariamente de mudar. Ou a legislação muda ou o sistema colapso.
Se a colega tem conhecimento de baixas fraudulentas, já fez queixa das mesmas? Ou está apenas a mandar porcaria pela boca?
Estou plenamente de acordo Joana, para além de que a nossa profissão é uma profissão de stress. Muitas pessoas não assinaram, porque não tiveram conhecimento desta petição, mas é de louvar a iniciativa deste sindicato. Deveriam os outros sindicatos seguir-lhe as pegadas, mas parece que têm medo. ACHO QUE TENHO QUE MUDAR DE SINDICATO! Se todos queremos uma boa qualidade de ensino, com crianças felizes, também devemos lutar pelo bem estar dos docentes, para que estes possam dar às nossas crianças o melhor que têm como profissionais e ser humanos. É PENA QUE ESTA PETIÇÃO NÂO TENHA SIDO MAIS DIVULGADA! Eu já assinei uma com mais de 5000 assinaturas, embora concorde mais com esta.
Eu pergunto: onde anda a fenprof? A Fne? E todos os outros sindicatos?
Toda a gente tem direito a ser lírica… Quando é que isso vai ser? Daqui a 20 anos?! Pois…mas, nessa altura…já o pobre é morto!…
Certamente vivemos em mundos diferentes. Na maioria dos jardins e escolas publicas que eu conheço, 90% dos educadores e professores tem no mínimo 50 anos. Talvez longe dos grandes centros o panorama seja diferente… Não sei. Não fiz estudos. Apenas observo.
Acho muito bem que se tenha feito essa .. E que a seguir à inutilidade dessa, muitas outras se repitam a fim de pressionar quem manda. Mas, não hajam quaisquer ilusões! Por muitos argumentos que se esgrimam, vão passar-se décadas antes que alguém de direito aceite regredir qualquer idade de reforma. E a classe docente é a mais numerosa da administração pública. Antes disso, ainda conheceremos mais aumentos da idade da reforma. Nem o António Costa, nem um próximo Governo do PSD, após ele, vão mexer nisso…esta questão, para a actual geração de docentes, é “uma carta fechada”… Desculpam-se com a dimensão da classe no contexto da administração pública e com os interesses relativos de outros grupos profissionais como os da saúde…
“Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce”. Temos que lutar e exigir o justo. Alguém conhece , por exemplo, o regime de aposentação na CGD ?
Ola Ana. É a Ana do educare defunto? 😉
Sou da sua opinião!
Tenho pena de não ter tomado conhecimento. Gostava de ter assinado.
Mais do que justo para muitos professores; não para todos. A profissão docente acarreta uma grande desgaste não compensado pelo horário de trabalho tendo em conta a idade nem pelo vencimento que auferem.
Mais importante que equacionar se a petição do SPLIU é exequível ou não, o que realmente importa é que a classe docente se una à iniciativa da SPLIU e não desista de lutar por esta aspiração que é totalmente legítima e justa face ao desgaste físico e psicológico a que os docentes estão sujeitos durante toda a sua carreira.
A essa Petição do SPLIU devem juntar-se muitas outras de outros Sindicatos e até de movimentos independentes. Todas irão sendo “chumbadas” pois não há clima político para aceitação da ideia. Mas, vai-se fazendo opinião e pode ser que, daqui a 10 anos, se comece a descer dos 68 anos para um pouco menos… Aguardemos. Entretanto, o sonho é livre. A realidade é dura.
Esta petição não foi chumbada foi a discussão em plenário no passado mês de janeiro. Aguarda-se uma resposta. Haja confiança, esperança e união da classe docente pois senão não chegamos a lado nenhum.
A proposta da SPLIU, e muito completa e totalmente dentro da realidade que se vive, na classe dos professores. Se tivéssemos os dados reais da quantidade de professores que tomam antidepressivos, que são o maior número de pacientes dos psiquiatras, que em face disso ficam tempos de atestado, com motivo ,pois não se vê, mas a depressão é o limiar da dor humana, é na alma, na vontade de viver, na alegria, na motivação. Os anos passam e vemos jovens professores já com depressões que não aguentam o stress da profissão, já muitos jovens optaram por sair….pergunto como pode um professor a partir dos 55 anos continuar a dar aulas??
O Governo vai gastar em triplo : dois professores, pois um fica de atestado por doença, o que é legitimo é substituído ,mais consultas ,medicação…alunos com vários professores durante o ano….
.Falta de bom senso, discernimento e é só efetuar um pequeno estudo, fazer contas, pensar no futuro da educação. A continuar assim colapsa não lhe dou 10 anos e teremos escolas sem professores…Hoje com o conhecimento que os jovens têm desta profissão quem vai querer ser professor????