Ficam os “professores” sem o vencimento, os alunos sem aulas no próximo ano e as famílias com a “despensa” cheia.
Ai quando o “cheque ensino” for para a frente…
Em causa está o modelo de pagamento do subsídio de educação especial, que passou a ser pago aos pais.
Marta Santos é terapeuta da fala. Dá apoio a crianças na escola de um bairro carenciado de Porto Salvo, em Oeiras. Ajuda crianças com dificuldades em soletrar determinados sons, crianças com gaguez e com problemas de expressão. Mas três crianças que acompanhou até agora não vão receber apoio no próximo ano lectivo, porque os pais não lhe chegaram a fazer o pagamento de vários meses de trabalho. “Faz-me muita pena e é revoltante”, desabafa, lamentando as consequências para os jovens das atitudes “menos honestas” dos pais. “Uma destas crianças até se abraçou a mim a chorar quando soube que não ia acompanhá-la mais, fez-me um desenho em que dizia que eu era a melhor amiga dela”, relata.





7 comentários
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Esses cheques deviam ir diretamente para os médicos/técnicos que trabalham com as crianças. Já se sabe há muito tempo o que algumas famílias fazem quando se apanham com dinheiro nas mãos… 🙁
Os Magalhães, apareceram nas feiras, à venda, no dia seguinte à sua entrega…
É assim que no futuro se vai poupar dinheiro. Perguntam aos pais se pretendem que os filhos tenham apoios ou se preferem um cheque. O valor do cheque vai ser sempre mais baixo do que representa o apoio. É um bom negócio para todos.
Mas muitos dos pais que se habituaram a viver da segurança social, quanto mais subsídios lhe derem mais depressa o gastam.O colega Rui diz a verdade.Esse tipo de gente pensa que tudo lhes cai na mão sem terem de se esforçar.
Acho muito bem que o dinheiro seja entregue aos próprios e/ou suas famílias. Um dos motivos é existirem desvios de dinheiro dentro das próprias Escolas para outros fins que não os meninos com deficiência.
Aliás, seria muito bom a IGEC realizar uma auditoria a este tipo de apoios nos diferentes Agrupamentos/Escolas públicas.
Comenta quem desconhece a realidade. As verbas a que se refere esta noticia nunca foram entregues às escolas/agrupamentos. Este subsídio é solicitado pelo encarregado de educação via escola/agrupamento e o pagamento SEMPRE lhe foi efetuado diretamente pela Segurança Social. A diferença é que nos anos transatos existia a possibilidade do encarregado de educação assinar uma declaração (indicava o valor e duração de cada sessão e quantas sessões seriam realizadas semanalmente) em como desejavam que o pagamento fosse feito diretamente ao técnico (Terapeuta da fala, Psicólogo, Psicomotricista…) que estivesse a intervir com a criança. Havia famílias que solicitavam esta possibilidade porque lhes fazia mais sentido (o dinheiro ia diretamente para aquele que trabalhou para o auferir). Noutras situações, a assinatura da declaração era solicitada pelos técnicos, pois de outra forma já sabiam que não receberiam. É de salientar que estes técnicos não são e nunca foram funcionários das escolas e que são indicados/escolhidos pelas famílias.
O cheque-ensino vai ser o bom e o bonito, grandes férias todos os anos!!!