… como a que estive hoje, para saber onde reduzir a carga burocrática.
onde se leu, releu, umas sei lá quantas páginas de acta, se fez relatórios analíticos (ainda não percebi para o que aquilo serve), preencheu-se uma dúzia de grelhados, com conteúdos não leccionados, relatórios de apoio de alunos que passaram e também dos que não passaram, ponto de situação dos alunos NEE e dos novos que vão entrar (sem grandes motivos aparentes) de planos de apoio para o próximo ano, das apreciações globais e individuais de cerca de 150 alunos, das avaliações de EMRC, das Actividades de Enriquecimento Curricular, dos Apoios Educativos, e mais coisas que já nem me lembro.
Claro que ao fim de 2 horas e meia disse que não estava disponível para estar mais tempo na reunião e que a mesma tivesse continuação amanhã.
Acabei por ceder aos apelos para que a reunião ainda acabasse hoje.
Mas durou 4 horas.
Passos promete estudar redução da carga burocrática dos professores

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou hoje que é difícil saber como se pode reduzir a carga burocrática dos professores portugueses, mas prometeu estudar mais o assunto para ver em que medida é possível ir mais longe.
Neste contexto, Passos Coelho concluiu: “Nós temos a obrigação de clarificar um bocadinho melhor esta questão e ver em que medida podemos ir mais longe e melhorar – com isso ajudaremos também a melhorar a média da OCDE – para colocar os nossos professores, tanto quanto possível, naquilo que é a disponibilidade da sua missão principal, que é organizar os tempos letivos, dar as aulas, evidentemente, e ao mesmo tempo preparar as suas lições”.




5 comentários
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E se a isso somarmos aqueles factos que consomem muiiiito tempo a descrever e não servem para nada mais do que inglês ver… Mandaram-me refazer uma ata em que não basta dizer quais os artigos do regulamento interno e respetivos (títulos dos) pontos abordados em contexto de reunião: é preciso escrever lá todo aquele parlapié que já se encontra no dito regulamento. E eu pergunto, para quê ou para quem? Desbaratam-se assim horas de vida duma pessoa sem se saber bem o porquê…
A culpa não é do MEC é dos professores e das escolas. Inventam-se papéis que ninguém pede, relatórios que ninguém lê, grelhas que para nada servem, justificações de tudo e mais alguma coisa com o argumento: “Ah é melhor, assim ficamos mais salvaguardados”. Nas escolas há gente pior que os burocratas da 5 de outubro e enquanto assim for…nada a fazer….
Este post é um tratado sobre o espírito da “classe docente”. Sendo o seu autor um homem, medite no quanto se está a deixar “femininizar”: é que realmente é preciso ter falta “deles” para não se levantar e sair imediatamente da sala! É que só assim as coisas mudam! Andar a gemer pelos blogs e pelas salas de profs é coisa de gaja, transigir assim tanto é coisa “a la FNE”. Esse tempo já passou há muito, mas continua-se na mesma gemideira de piquenique na avenida da liberdade… Há que exigir que fique em lei a duração máxima das reuniões e que seja obrigatório publicá-la no aviso da reunião.
um tsunami de grelhados, relatórios, justificações…e ainda hoje sem saber qual o efeito prático na aprendizagem…
Interessante é registar ao longo do ano todo o tempo dispendido em tarefas escolares extra componente letiva e não letiva de estabelecimento e concluir que, na quase totalidade das semanas, não sobra tempo para preparar aulas… parece que se esquecem que o nosso horário contempla tempo para trabalho individual… (e testei com cumprimento de 40 horas de trabalho semanal ao longo deste ano).