Bem, para quem tinha receio que fosse o Mário Nogueira o próximo Ministro da Educação a coisa ficou praticamente esclarecida. Terá de ser um independente desses 3 partidos e por isso escusam de se preocupar com essa possibilidade.
PS fará governo com independentes de esquerda
Acordo PS, BE, PCP e PEV será divulgado entre a apresentação do programa de Governo da coligação e a votação da moção de rejeição.
O secretário-geral do PS, António Costa, está a ponderar já os convites que irá dirigir para formar Governo e um dos critérios que utiliza para essa ponderação é o da necessidade de escolher personalidades de esquerda, que sejam independentes de partidos, mas que se insiram num universo à esquerda do PS, nomeadamente que sejam próximos do BE, do PCP e do PEV.
Na expectativa de ser indigitado primeiro-ministro pelo Presidente da República, o líder do PS prepara já o tipo de Governo que terá de constituir. Mas isso só acontecerá após a eventual queda do Governo da coligação Portugal à Frente, se for aprovada uma moção de rejeição ao programa de Governo – e que venha a ser aprovada conjuntamente pelo PS, BE, PCP e PEV.
Esta preocupação de António Costa procura dar resposta à necessidade de estabelecer uma equipa governativa que contemple a diversidade que possa reflectir as diferenças entre o PS e os partidos que irão suportar parlamentarmente o Governo, o BE e o PCP, e com quem está a ser negociado um acordo.
É esse acordo que, aliás, suportará a possibilidade de o PS vir a apresentar uma moção de rejeição ao lado do BE e do PCP ou em conjunto com estes partidos e em aprová-la fazendo cair o Governo do PSD e do CDS – que irão tomar posse na sexta-feira –, quando este executivo apresentar o programa na Assembleia da República.
Do acordo que tem sido negociado com o BE e o PCP deverá ficar excluída a possibilidade de os outros dois parceiros do PS virem a tomar assento no Governo. Tudo indica, de acordo com as informações recolhidas pelo PÚBLICO, que as sensibilidades mais à esquerda do PS devam ser representadas por independentes. O objectivo é respeitar a ideia de que a esquerda é diversa e que essa diversidade deve ser plasmada no executivo.




12 comentários
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Seria bom que os sindicatos aproveitassem esta janela e esta maioria de esquerda para fazer aprovar algumas das reivindicações dos professores, com vista às sua condições de trabalho, à semelhança do que já está a acontecer com as causas ditas estruturantes.
Estou a lembrar-me, por exemplo, do descongelamento das carreiras e um outro assunto que pouco tem sido noticiado e que foi uma proposta de resolução apresentada pelo SPLIU (creio eu) em julho e que tem a ver com a hipótese de reforma os docentes aos 36 anos de serviço. Uma vez que se fala tanto do envelhecimento do corpo docente, esta seria uma hipótese que beneficiaria estes docentes mas que abriria muitas vagas para os mais novos.
Estranho mais nenhum sindicato falar nisto, nas condições especiais de aposentação para os docentes.
Este blogue, com a visibilidade que tem pode fazer eco deste assunto para que o mesmo não fique esquecido.
Talvez seja uma oportunidade única. Gostaria de ouvir a opinião , sempre sensata e ponderada do Arlindo sobre esta matéria.
E, mais uma vez, obrigada por todo o trabalho que aqui é desenvolvido em prol d classe docente. Bem-haja!
Tenho já em rascunho um artigo sobre a aposentação.
Como sempre, nunca nos decepciona!
Um grande abraço.
Atribuir a aposentação aos 36 anos de serviço, independentemente da idade, sem do ponto do vista do interesse pessoal excelente, estou a contrato a termo, é politicamente insustentável, por outros grupos profissionais virem exigir o mesmo.
Cá para mim será anunciado o nome Arlindo Ferreira, como Ministro da Educação.
Não poderá… então não sabe que é elemento da FNE e é próximo da direita!
Mal se nota… Opiniões….
Mal se nota?
“O maior cego é aquele que não quer ver”
Ui… se fosse o Mário Nogueira este blog ia explodir!!! E a FNE também… LOL
A FNE? só se fosse com pólvora seca, coitados dos amarelos…
Há uma verdade inquestionável…..SANTANA CASTILHO..o resto é a liquidez do pensamento.
E a ignorância de alguns professores também é uma verdade inquestionável. Basta tentarem saber o que pensava SC sobre os professores e a educação pública há uma década.