O Governo pretende implementar em 2014/2015 um quadro regulador para professores classificadores de provas de exame para «reconhecer e valorizar» a função, disse, esta terça-feira, em Coimbra, o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário.
Este quadro será estabelecido para todos os exames, do 1.º ciclo ao ensino secundário, de forma a que «todas as provas tenham um quadro regulador comum», referiu João Grancho, secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, sublinhando a «importância» de se «valorizar» os professores classificadores.
O quadro «enquadraria esta função» dos professores, havendo uma «discriminação positiva» dos mesmos, disse o secretário de Estado, que falava à margem da 2.ª Festa Nacional do Desporto Escolar no 1.º Ciclo, em Coimbra, não adiantando mais pormenores sobre esse mesmo quadro.
… e se o PS vai pedir estudos a esta organização para analisar os impactos das últimas medidas na área da educação, então quer dizer que estas provas têm os dias contados caso o PS venha a formar governo em 2015?
A OCDE entende que, entre os mais jovens, os testes devem ter uma função de diagnóstico, para permitir a orientação dos alunos e a superação de dificuldades, sem o peso de um exame final, com consequências para o percurso escolar dos alunos.
Os exames de 4.º e 6.º ano em Portugal podem ter sido introduzidos demasiado cedo no percurso escolar dos alunos, tendo “potencial penalizante” para agravar o risco de reprovação e de exclusão social, alertou um analista português da OCDE.
É um alerta que parte dos próprios directores escolares. As escolas básicas e secundárias podem estar uma semana paradas. É que os professores que foram examinadores durante as provas nacionais de português e matemática vão ter direito a folgas, e por isso alguns estabelecimentos podem ficar com número reduzido de docentes.
De há algum tempo a esta parte o MEC tem procurado reagir ao que lhe vai correndo mal no dia-a-dia.
Sou capaz de me lembrar de algumas situações em que tal aconteceu: “permutas”, “dispensa do período probatório”, “PACC”, etc…
Em alguns destes casos tem reagido bem aos erros que cometeu, mas noutros casos o erro de planificação não consegue ter conserto a tempo, como seja a prova de Inglês ou as provas finais desta semana.
O presidente do órgão consultivo formado por directores acusa o MEC de ter assumido um despacho que pode deixar os alunos sem aulas na recta final do ano lectivo.
Eduardo Lemos diz não ter dúvidas sobre a forma como os directores devem agir, em relação ao problema mais recente. “Sendo o serviço de exames, por norma, prioritário, devem garantir as dispensas. Se depois houver professores com componente não lectiva disponíveis para substituir os docentes dispensados muito bem, se não houver, infelizmente os alunos terão de ficar em suas casas, os pais terão de perceber”, disse.
… é a justificação que o MEC dá para não haver um limite de 25 provas a cada classificador enquanto decorrem as atividades letivas.
Já suspeitava no ano anterior desta possível justificação, mas agora é confirmada com as declarações do MEC ao jornal Público. No entanto, como podem ver aqui o despacho 18060/2010 também se refere aos exames nacionais do ensino básico.
E vir argumentar que uma prova final não é o mesmo que um exame nacional é o mesmo que vir dizer que estas provas finais não têm o mesmo valor dos exames nacionais. E assim, cai por terra a fundamentação do rigor tanto apregoado por Nuno Crato.
Cerca de 110 mil alunos do 4.º ano fizeram esta segunda-feira a prova nacional de Português, com menos surpresas do que no ano passado, quando a prova foi reintroduzida no 1.º ciclo.
Mais logo devem ser colocados neste espaço as provas de Português do 4º e 6º ano, bem como os critérios de classificação.
Enquanto não são conhecidos estes exames gostava de saber a vossa opinião sobre o grau de exigência das provas de hoje.
No site do GAVE informa-se que foram ontem disponibilizados para as escolas os relatórios técnicos dos resultados das provas finais de ciclo e dos exames finais nacionais realizados em 2013.
Os relatórios técnicos contêm informação estatística relativa aos resultados globais e por item, ao nível da escola/agrupamento, das NUTS II, das NUTS III e do país, das provas finais de ciclo realizadas em 2013.
Seria interessante que estes relatórios fossem tornados públicos e não apenas reservados às escolas.
Da parte da manhã para os alunos do 4º ano e da parte de tarde para os alunos do 6º ano. E quem os convence que após os exames de matemática de quarta-feira as aulas continuam?
Há meses que cerca de 220 mil crianças se preparam para as provas de segunda e quarta-feira, com uma intensidade que não agrada a todos. Professores defendem que os exames obrigam a pôr de lado conteúdos e actividades importantes para a formação integral dos alunos.
E quando se chega a este ponto dá quase vontade de não autorizar esta interrupção apenas para se ver no que vai dar.
Com a negociaçãoauscultação amostragem em powerpoint do calendário escolar para 2014/2015, que ocorreu a semana passada às organizações sindicais, o que se espera é que o MEC não cometa o mesmo erro para o próximo ano letivo e que pondere a realização destes exames noutra data que não cause tanto transtorno.
A presidente da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação considera que os pais estão a ser pressionados para dar parecer favorável à interrupção das actividades lectivas para os alunos do 5º, 7º, 8º e 9º anos, na próxima semana, sob pena de inviabilizarem a realização das provas nacionais do 4º e do 6º, que envolvem 220 mil alunos.
… porque se existem exames durante as atividades letivas é muito normal que as escolas não tenham condições para receber todos os alunos nessas atividades letivas. E neste caso a solução mais simples é deixar em casa os alunos que não fazem exame.
Pela primeira vez, os alunos fazem os exames finais do 1.º e do 2.º ciclos nos mesmos dias, segunda e quarta-feira, ainda com as actividades lectivas a decorrer.Os directores dizem que na maior parte das escolas será impossível acolher os estudantes do 5.º, 7.º, 8.º e 9.º anos. Os pais protestam.
Este é um dos assuntos que só vai ser falado em 2015, mas por antecipação deixo-o agora no blogue.
Boa tarde,
Sou leitora do seu blog que considero um ótimo meio de comunicação entre professores (grupo profissional ao qual pertenço) e, no decurso da leitura de alguns artigos nele presentes, lembrei-me de partilhar um assunto que constitui uma grande preocupação para muitos: alunos em questão, pais e professores. Esse assunto prende-se com a realização de exames nacionais, no próximo ano, por parte dos alunos de cursos profissionais de tipo IV, que pretendam prosseguir estudos universitários. Estou “por dentro do assunto” porque tenho um filho nessa situação. Estes terão de fazer 3 exames nacionais, sendo um deles a uma de 3 disciplinas dos cursos científico-humanísticos, disciplinas essas que não têm no seu currículo.
No sentido de alertar outros, e depois de receber confirmação do JNE dessa situação, redigi um documento que enviei para os meus contactos e do meu filho, a explicar a situação. Aconselhei, ainda a enviá-lo para o JNE, para que se lembrem de pensar no assunto. Passo a anexá-lo para melhor compreensão do mesmo.
Gostaria que este assunto pudesse ser abordado, exposto, difundido neste blog, se possível, claro.
Para qualquer esclarecimento, pode usar este endereço de email.
Foi publicado ontem em Diário da República o Despacho normativo n.º 5-A/2014 que aprova o Regulamento do Júri Nacional de Exames e o Regulamento das Provas e dos Exames do Ensino Básico e do Ensino Secundário e revoga o Despacho Normativo n.º 5/2013, de 8 de abril.
As provas finais dos 2.º e 3.º ciclos de 2013 foram realizadas, respetivamente, em 1126 e em 1284 escolas localizadas em Portugal Continental, nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira e nas escolas no estrangeiro com currículo português. Estas provas realizaram-se com normalidade.
Na 1.ª chamada das provas finais dos 2.º e 3.º ciclos, a qual é obrigatória para todos os alunos, foram realizadas 224 368 provas, no 6.º ano de escolaridade, e 196.841 provas, no 9.º ano de escolaridade, referentes às disciplinas de Português (61 e 91), de Matemática (62 e 92) e de Português Língua Não Materna (63, 64, 93 e 94).
No processo de classificação das provas finais dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico estiveram envolvidos 10.009 docentes destes níveis de ensino, correspondendo a 5380 professores do 2.º ciclo e 4629 professores do 3.º ciclo do ensino básico.
As classificações da 1.ª chamada das provas finais de ciclo dos alunos internos são, na disciplina de Português, 52% (2.º ciclo) e 48% (3.º ciclo). Na disciplina de Matemática, as classificações médias são 49% (2.º ciclo) e 44% (3.º ciclo).
Em termos gerais, estas classificações evidenciam uma descida em comparação com os resultados do ano anterior, observando-se variações cuja amplitude se situa entre 5 e 10 pontos percentuais. A maior descida ocorre na disciplina de Matemática do 3.º ciclo, cujo resultado é igual ao observado em 2011, havendo uma descida de 5 pontos percentuais na classificação média da prova do 2.º ciclo. Já no que se refere à disciplina de Português, as descidas foram de 7 pontos percentuais (2.º ciclo) e de 6 pontos percentuais (3.º ciclo).
Na disciplina de Português Língua Não Materna, os resultados observados situam-se entre 53% e 56%, no 2.º ciclo (provas 63 e 64, respetivamente), e entre 65% e 71%, no 3.º ciclo (provas 93 e 94, respetivamente). No caso das provas do 2.º ciclo, estes resultados são consistentes com os valores registados em 2012. Em relação às provas do 3.º ciclo, verificam-se diferenças de mais 5 pontos percentuais, na prova com o código 93, e de menos 5 pontos percentuais, na prova com o código 94.
As provas 51, 52, 81 e 82, realizadas por alunos com necessidades educativas especiais, são adaptadas e efetuadas a nível de escola.
Distribuição das classificações das provas do ensino básico
Foi o pior resultado em nove anos de exames nacionais do 9.º ano, confirmando-se assim o alerta feito pela Associação de Professores de Português no dia em que 96828 alunos realizaram a prova final desta disciplina.
Os exames nacionais deste ano ficam marcados pela quebra geral nas notas. Foram hoje conhecidos os resultados das provas de Português e Matemática do básico (6.º e 9.º anos) e só uma de quatro disciplinas foi positiva.
A média dos exames nacionais de Português no ensino secundário baixou este ano para 8,9 valores, contra os 9,5 registados em 2012, e a taxa de reprovação aumentou dos 8%, em 2012, para os 10%, em 2013.
Envio em anexo o parecer do Professor Fernando Ornelas Marques e a resposta do Gave, com autorização para divulgação, se nisso virem interesse, uma vez que pode ajudar a fundamentar alguns recursos. Sou mãe de uma aluna (e também professora), e contactei o professor para saber da possibilidade de ter acesso ao seu relatório. Ele foi extremamente prestável e autorizou a divulgação dos mesmos.
Segundo um porta-voz da polícia de Paris, a mulher foi detida apenas no final do exame para não causar perturbação aos restantes alunos.
A mulher vestia calças de ganga justas e de cintura descaída e calçava uns ténis ‘Converse’ para não destoar dos jovens, indumentária que não passou despercebida ao professor. “Tratava-se de roupas descontraídas que uma típica adolescente usaria”, frisa.
Já detida, a mãe admitiu ter trocado de lugar com a filha, de 19 anos, alegando ter mais conhecimentos de língua inglesa do que a aluna.
De acordo com a polícia, a jovem está agora proibida de fazer exames no ensino público durante cinco anos. Já a mulher de 52 anos é acusada de fraude e enfrenta uma multa de aproximadamente 8 mil euros.
Dos dados que recebi no formulário deste post e na qual retirei meia dúzia de escolas por não conseguir fazer a proporcionalidade entre o número de exames previstos e os que ocorreram, deu-me o seguinte quadro provisório:
Em 695 exames previstos para os cerca de 80 Agrupamentos que recebi dados apenas se realizaram 383, o que dá uma percentagem de 55,1% de exames realizados.
Podem continuar a preencher os dados pedidos no post para confrontar com os 70% de exames realizados que Nuno Crato afirmou terem acontecido.
… de interpretação, pelo simples facto dos exames do 4º, 6º e 9º ano se chamarem provas finais de ciclo.
Comentário colocado neste post, com sublinhados meus.
Tendo surgido dúvidas suscitadas por alguns professores classificadores sobre a aplicação do Despacho n.º 18060/2010, de 3 de Dezembro, relativo à constituição da Bolsa de Classificadores do Ensino Secundário, designadamente, invocando o n.º 5 do artigo 5.º do referido despacho, que reproduzo:
“Aos professores classificadores que durante o período destinado à classificação das provas tenham atribuídas funções lectivas apenas poderá ser atribuído um número máximo de 25 provas de exame por chamada/fase.”
vimos esclarecer o seguinte:
1. O Despacho n.º 18060/2010, de 3 de dezembro, estabelece as normas para a criação de uma bolsa de professores classificadores dos exames nacionais, e apenas se refere a exames nacionais;
2. Tendo em conta que, para o ensino básico, de acordo com o Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, a avaliação externa é efetuada através da realização de provas finais de ciclo, no 4.º, 6.º e 9.º anos de escolaridade, o despacho referido, por só se referir a exames nacionais, não se aplica de todo ao processo de classificação daquelas provas finais;
3. O processo de classificação das provas finais de ciclo efetua-se com uma bolsa de classificadores constituída pelo Júri Nacional de Exames, regulada pela Mensagem n.º 02/JNE/2013, de 19 de abril, no caso do 1.º ciclo, cujos critérios de seleção dos classificadores são substancialmente diferentes dos critérios utilizados para a constituição da bolsa de classificadores dos exames nacionais, estabelecidos no despacho em apreço;
4. Por outro lado, todo o processo de classificação estabelecido para a bolsa de classificadores criada para as provas finais do 1.º ciclo ao abrigo da Mensagem n.º 02/JNE/2013 é significativamente diferente do processo estabelecido para os exames nacionais;
5. Pelo exposto podemos referir que as normas estipuladas no Despacho n.º 18060/2010 não se podem aplicar, em caso algum, à bolsa de classificadores constituída para as provas finais do 1.º ciclo do ensino básico.
Verdade ou não, o facto é que um aluno destes merecia nota máxima no exame.
Não percebo porque razão o professor corretor do exame deste aluno colocou a frase sublinhada com dois pontos de interrogação.
A palavra altura foi usada com outro significado (neste caso como significado de momento, ocasião de…), a frase está bem construída e não tem erros ortográficos.
Será que a consciência política do aluno de tão tenra idade afetou o julgamento de quem corrigiu a prova?
PS: Obviamente que este recorte se trata de uma brincadeira colocada a circular na redes sociais, já que não é permitido em nenhum lugar da prova colocar pontos de interrogação e apenas se pode colocar a cotação no retângulo destinado a esse efeito.
Revisão dos exames estende-se até 27 de Agosto, segundo a proposta do Ministério da Educação para o próximo ano lectivo.
Todos os professores que vão ser nomeados para corrigir os exames nacionais correm o risco de trabalhar no mês de Agosto, estando depois impedidos de tirar férias em Setembro.
Segundo a proposta de calendário escolar do próximo ano lectivo, que foi enviada pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC) aos sindicatos, só no dia 25 de Julho serão afixadas as pautas com as notas dos exames nacionais. Depois desse processo, os alunos têm um prazo para pedir uma nova correcção do exame e só no dia 27 de Agosto serão afixadas as notas das reapreciações. Ou seja, os professores vão ter de corrigir novamente os exames em Agosto.