A geração menos bem preparada de sempre! – Isabel Hormigo

Nunca na história da nossa democracia se havia procedido a uma alteração curricular de tal magnitude e gravidade. O ensino sairá prejudicado, a aprendizagem sairá lesada, e a nova geração de alunos vai sofrer. 

A geração menos bem preparada de sempre!

Pouca gente o notou, mas na semana passada o Ministério da Educação (ME) revogou [1] os Programas e Metas Curriculares de Matemática, assim como os mesmos documentos de todas as disciplinas, do 1.º ao 12.º ano, deixando para a lecionação, já do próximo ano letivo, apenas o conjunto de documentos designados por Aprendizagens Essenciais (AE), publicados em 2018, demasiado vagos e pouco rigorosos, e que dependiam objetivamente dos que anulou.

 

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Governo vai agravar sanções a escolas que inflacionam notas dos alunos

O Governo vai “rever e reforçar” o quadro sancionatório aplicado quando as escolas inflacionam notas dos alunos, revelou esta quarta-feira, no Parlamento, o ministro da Educação. As multas aplicadas às escolas devem ser agravadas, apurou o JN.

Governo vai agravar sanções a escolas que inflacionam notas dos alunos

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Procedimento Concursal Externo – Professores Bibliotecários – Ano escolar de 2021-2022

 

Disponível a Aplicação Informática – 1.ª Fase, destinada à indicação dos docentes que irão desempenhar funções de Professor Bibliotecário no escolar 2021-2022.

Nota informativa.

 

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Abertura do Concurso para as Atividades de Enriquecimento Curricular

Abertura do Concurso para as Atividades de Enriquecimento Curricular – Vila do Conde

O processo de seleção para admissão de técnicos para as atividades de enriquecimento curricular, em regime de contrato de trabalho em funções públicas a termo resolutivo, para exercer funções no ano letivo 2021/2022, foi hoje publicado em Diário da República, Aviso n.º 13201/2021, 2ª série, n.º 134, de 13 de julho de 2021, para as seguintes áreas:

1 – Atividade Física e Desportiva;

2 – Dança;

3 – Expressão Dramática/Teatro;

4 – Expressão Musical;

5 – Expressão Plástica;

6 – Inglês;

7 – Robótica.

O prazo para formalização das candidaturas ocorrerá durante o período das 00.00 horas do dia 14 de julho de 2021 até às 23:59 horas no dia 16 de julho de 2021, através da página eletrónica do Município.

Consideram-se submetidas dentro do prazo, as candidaturas efetuadas nos links para cada área a concurso, até ao termo do prazo fixado, a saber:

Concurso 1 – Atividade Física e Desportivahttps://www.cm-viladoconde.pt/pages/1260?recruitment_process_id=11

Concurso 2 – Dança https://www.cm-viladoconde.pt/pages/1260?recruitment_process_id=12

Concurso 3 – Expressão Dramática / Teatro https://www.cm-viladoconde.pt/pages/1260?recruitment_process_id=13

Concurso 4 – Expressão Musical https://www.cm-viladoconde.pt/pages/1260?recruitment_process_id=14

Concurso 5 – Expressão Plástica https://www.cm-viladoconde.pt/pages/1260?recruitment_process_id=15

Concurso 6 – Inglês https://www.cm-viladoconde.pt/pages/1260?recruitment_process_id=16

Concurso 7 – Robótica https://www.cm-viladoconde.pt/pages/1260?recruitment_process_id=17

Mais se informa que o aviso de abertura pode ser consultado na íntegra na página eletrónica do Município.

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Concurso de vinculação extraordinária de docentes das componentes técnico-artísticas do ensino artístico especializado

Concurso de vinculação extraordinária de docentes das componentes técnico-artísticas do ensino artístico especializado para o exercício de funções nas áreas das artes visuais e dos audiovisuais, nos estabelecimentos públicos de ensino abrir nos 30 dias subsequentes à publicação da presente lei ( 13 de julho)

Lei n.º 46/2021

 

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Turmas de 18 alunos, mas só nos Açores…

Foi hoje publicada a alteração ao RGAPA, aprovada pelos membros do Conselho Coordenador do Sistema Educativo.
Com esta alteração, a turma padrão do 1.º e 2.º ciclos do ensino básico passa de 23 para 18 alunos e as turmas que integrem alunos com necessidades educativas especiais, que exigem particular atenção do docente, terão capacidade reduzida até 15 alunos.
Fica claro ainda que, no 3.º ciclo do ensino básico e no ensino secundário, pode ser feito o desdobramento de turmas, quando o número de alunos seja superior a 15, nas disciplinas em que haja uma forte componente experimental ou prática.

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Como calcular os percentis para MB e EXC. na ADD

 

Uma das questões que surge neste momento é, se os docentes vão ou não conseguir obter vaga para acederem a uma menção de Muito Bom ou Excelente. Para que não haja dúvidas ficam aqui as fórmulas, para os diferentes universos de docentes, a aplicar.

(Arredondar por excesso)

Universo – Docentes contratados
n.º de docentes avaliados X 0,25 = Muito bom

Universo – Docentes de carreira
n.º de docentes avaliados x 0,05 = Excelente
n.º de docentes avaliados x 0,20 = Muito bom

Universo – Coordenadores
n.º de docentes avaliados x 0,05 = Muito bom ou excelente

Universo – Avaliadores internos
n.º de docentes avaliados x 0,05 = Muito bom ou excelente

 

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Via verde do ensino e a transição garantida

Focando apenas nas aprendizagens, retirando da equação a assiduidade e o comportamento, temos, hoje, em Portugal, alunos a transitar ou a serem aprovados com 5, 6, 7 negativas.

Via verde do ensino e a transição garantida

Parece-me que começa a ser óbvio para todos que o que se assiste diariamente no ensino, sobretudo nesta altura de final de ano letivo onde se avaliam os alunos e se decide se transitam ou são retidos ou ainda se estão aprovados ou não para o ciclo seguinte, é uma verdadeira farsa.

Não são poucos os testemunhos que se vão lendo pelas redes sociais de professores que se queixam de terem de alterar ou de verem diretores alterar as notas dadas. A constatação desta realidade torna todo o sistema de ensino numa verdadeira farsa, onde em nome da inclusão e da flexibilidade se deve transitar todos, esforcem-se ou não, saibam ou não, tenham estado presentes, ou não, nas aulas.

 

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A Escola como um entretenimento…

 

Pelos últimos Normativos Legais dados a conhecer pelo Ministério da Educação, a Escola parece estar a transformar-se, a passos largos, num espectáculo de entretenimento e os profissionais que nela trabalham correm o sério risco de se verem obrigados a tornar-se numa espécie de “entertainers”, que é como quem diz numa espécie de “artistas” ou de “animadores”, cuja principal função é promover a distracção e o divertimento…

 Espera-se deles que consigam entreter crianças e jovens, recorrendo às mais flexíveis, diversificadas, transversais e holísticas estratégias, que podem ir desde actuações mais ao estilo de um “Cirque du Soleil” até a actuações menos sofisticadas e despretensiosas, mais ao estilo de “Saltimbancos de Estrada”…

 Todas as anteriores concepções de Escola serão para esquecer, sobretudo as que contradigam aquilo que parece ser o paradigma actual – a Escola Centrada no Poder da Diversão e do Passatempo – pois quem não o fizer arrisca-se, previsivelmente, a ser considerado como “persona non grata”, “desmancha prazeres” ou ainda como “Velho do Restelo”…

 Adivinha-se, até, a proliferação futura de Acções de Formação com temáticas tão valorosas quanto estas: “Como motivar os alunos de qualquer nível de ensino recorrendo ao Canto e ao Sapateado” ou “A importância das Artes Performativas no ensino de qualquer Disciplina” ou ainda “A influência da Música Tradicional Portuguesa na gestão de sala de aula”…  

 Futuramente, a Formação apostará, certamente, na capacitação dos profissionais de Educação como prestadores de um serviço de entretenimento, sem nunca esquecer que “o cliente tem sempre razão” (H.G. Selfridge) e que a satisfação dos “consumidores”/”público” é o principal objectivo…

Cada um poderá, no entanto, escolher entre um género de representação mais dramático ou mais humorista, mas sempre norteado pela ideia de que um “verdadeiro artista” não desilude o seu público, nem defrauda as suas expectativas…

 O “verdadeiro artista” também não desiste do seu público, mesmo que, em determinados momentos, seja vaiado ou pateado por ele…

O público manda, é aguentar e “cara alegre”…

 Para os que quiserem levar isto mais a sério, estas palavras de Salvador Dali talvez possam servir como uma referência: “Um verdadeiro artista não é aquele que é inspirado, mas aquele que inspira os outros”…

 Os que, descaradamente, preferirem “blasfemar” contra o problema, talvez, possam apreciar mais e procurar alguma inspiração nas ímpares composições musicais de Serafim Saudade – O Verdadeiro Artista…

 Em qualquer caso, convém não esquecer que, aconteça o que acontecer, “the show must go on”

 O Ministério da Educação apreciará e reconhecerá, por certo, a perseverança e a dedicação de cada profissional de Educação a tão nobre causa…

 Desconhecem-se, no entanto, os efeitos resultantes desta nova abordagem, em termos de benefícios/prejuízos, ao nível do desenvolvimento pessoal e social das crianças e dos jovens…

 

 (Matilde)

 

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Docentes que Entraram no Quadro e Vão Ficar no Topo da Lista na Mobilidade Interna

Este artigo vem modificar o artigo anterior porque a ordenação dos candidatos que entraram através do concurso externo tinha o tempo de serviço considerado até 31/08/2021 o que lhes aumentava 1 valor na graduação do concurso da Mobilidade Interna 2021/2022.

Apesar disso os números não são muito diferentes e em vez poderem estar 7 docentes do concurso externo no topo da próxima lista da Mobilidade Interna, estão apenas 6.

Mas fica aqui a retificação.

 

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Indicação de componente letiva (I)

 

Encontra-se disponível a aplicação eletrónica que permite aos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas procederem à indicação da componente letiva (I), das 10:00 horas do dia 12 de julho até às 18:00 horas do dia 14 de julho de 2021 (hora de Portugal continental).

SIGRHE.

Nota Informativa.

 

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Uma Educação Mínima

  

Uma Educação Mínima

Num tempo em que tanta gente escreve sobre a Educação e verte lágrimas de dor pela Escola Pública e pelos mais desfavorecidos, seria importante que entendesse o que esta lógica de Educação Mínima representa para a Escola Pública: a sua redução a um currículo de trivialidades, em que tudo o que não é “essencial” é apelidado de “enciclopédico”.

Enquanto o ano lectivo terminava, os exames nacionais do secundário arrancavam e se discutia quando sairiam as listas de colocação do concurso de professores, eis que é publicado de forma quase despercebida o despacho n.º 6605-A/2021. Os menos atentos pensarão: mais um despacho, não deve ser nada de relevante, mais um diploma a juntar a tantos, nem sequer é um decreto.

No entanto, apesar de escrito naquele tipo de linguagem algo circular que os leigos têm dificuldade em compreender, o sumário do dito despacho deixa alguns sinais de não ser um daqueles diplomas menores, que apenas pretendem “operacionalizar” ou “clarificar” um dado ponto de outro diploma que deixou espaços por preencher. Diz-nos o sumário do despacho 6605-A/2021 que “procede à definição dos referenciais curriculares das várias dimensões do desenvolvimento curricular, incluindo a avaliação externa”. Como de referenciais (e guiões ou guias) andamos nós mais do que repletos, porque os há de todos os formatos para os mais variados temas (basta uma rápida pesquisa online para os descobrirmos para a Saúde, mas de igual modo para o Desenvolvimento, para a Educação Financeira, para o Mundo do Trabalho, para a Educação Ambiental, até mesmo para o Empreendedorismo), a primeira reacção pode ser a de indiferença. Só que sob a superfície, conhecendo-se o modo operatório do actual poder na Educação, há campainhas de alarme logo sob a superfície. O primeiro deles é que num diploma com menos de 8000 caracteres, mais de 6500 são de preâmbulo explicativo. O que, mesmo para quem é moderadamente iniciado nestas andanças, significa que está ali uma justificação demasiado longa para ser inocente ou tratar-se de matéria pouco importante. Introduções deste tipo, que em muito ultrapassam o articulado, significam que não estamos perante um despacho qualquer.

CONTINUA AUI

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Notas inflacionadas: o crime compensa?

 

Notas inflacionadas: o crime compensa?

Fica sempre bem dizer que nenhuma escola deve estar orientada para médias e rankings e que a aprendizagem é muito mais do que uma pauta de classificações. Na hora da verdade, fruto do modelo de acesso ao Ensino Superior em vigor, para quem ambiciona cursos com vagas restritas o Secundário é um tempo de ansiedade e de muitas contas, em que um deslize ou um valor a menos podem fazer toda a diferença.

Essa pressão contribui para práticas reiteradas de inflação de notas, mais comuns entre colégios do que em escolas públicas. De acordo com os investigadores Gil Nata e Tiago Neves, que estudaram em profundidade as consequências deste fenómeno, uma média inflacionada em um valor percentual permite ao aluno, num curso de topo como Medicina, saltar 90% dos lugares na lista de ingresso. Nos cursos menos competitivos, o impacto ronda os 30%.

Depois de anos de notícias sobre fiscalização de colégios, foi conhecida a suspensão, por um ano, da diretora pedagógica do externato Ribadouro, um dos mais procurados no Porto. E é essencial que sejam conhecidos mais resultados e conclusões detalhadas das investigações, porque a inflação das notas internas põe em risco a justiça social e distorce o trabalho efetivo de milhares de jovens.

Curioso é perceber que o que começa por parecer uma vantagem para os alunos injustamente beneficiados esconde, a médio e longo prazo, problemas e consequências perversas dessa distorção. Uma investigação do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde concluiu que alunos provenientes de escolas que inflacionavam muito as notas tinham pior desempenho no Ensino Superior do que os de escolas secundárias que não inflacionavam.

Se pensarmos mais longe, existirão ainda mais danos colaterais de uma cultura obcecada pela média. Porque a obsessão esconde o que deveria ser evidente, mas não é realmente interiorizado por pais, alunos e docentes que se sentem permanentemente avaliados por resultados. Um aluno com boas notas não é, só por isso, mais capaz de pensar, criar e decidir. E muito menos, só por isso, um profissional competente e realizado naquilo que vier a fazer. Uma escola que veja mais longe chegará mais perto das potencialidades de cada um.

 

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Será este o novo mapa de QZP’s?

 

O governo já vem a prometer uma mudança nos QZP’s há algum tempo. Essa negociação com os sindicatos já está anunciada para outubro, mas ainda não se vislumbra quais serão as alterações.

Com a territorialização do ensino, de certa forma preconizada, já, no Plano Escola+21/23, o lógico será usar as Comunidades Intermunicipais (CIM’s) como base para uma nova divisão do país em QZP’s. Com uma outra alteração, dependendo da densidade populacional, não fugirá muito a esse mapa.

O problema vai surgir na divisão dos docentes pelo novo mapa. O concurso docente para esse efeito, sejam as alterações quais forem, vai, sempre trazer injustiçados atrás.

 

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E depois do PREVPAP? Ficou uma mão cheia de nada!

 

Com a mala sobre rodas, encostados ao volante de um carro os Técnicos Superiores da Educação (TSE) fazem centenas de km de madrugada para irem trabalhar numa Escola que já nada lhe diz. Choram em silêncio e engolem as lágrimas que lhe caem do rosto, num olhar vazio, onde literalmente se sentem enganados pelas políticas de escravidão do Ministério da Educação.

Exaustos no meio desta pandemia, e sem saída, não são avaliados, nem tão pouco reposicionados, recebem menos 200 euros agora do que quando eram apenas contratados, alguns requereram a mobilidade para poderem dar a quem os viu nascer um último apoio face a uma doença grave ou para poderem ficar mais próximos de um hospital na sua terra natal porque também eles estão muito doentes.

A DGAE, sem demonstrar sensibilidade pela situação desumana em que vivem estes TSE, usa dois pesos e duas medidas. A uns concedeu a mobilidade sem se entender bem como e a outros que têm doenças graves comprovadas, familiares muito doentes ou filhos que precisam de apoio nega-lhes a mobilidade fazendo deles prisioneiros das suas “birrinhas” de mau gosto, apontando estes para os diretores das escolas que não autorizam a saída. Mas o que esconde a DGEST e a DGAE e que já é do conhecimento dos TSE é que “obrigam” os diretores a não autorizarem as mobilidades, porque se insistirem fazem logo um ultimato forte a estes diretores ao telefone, ” se insistir na mobilidade perde o TSE, a vaga extingue-se, porque não autorizamos que abra um novo concurso para substitui-lo”. Onde está a base na lei para este ultimato por parte da DGAE e da DGEST?
É ilegal, e existem sim novas verbas para substituir os TSE.

Porque fazem crer que em caso de doença, gravidez ou outro o TSE não pode ser substituído, se quando era contratado era automaticamente substituido?

A onde estes senhores querem chegar, com tanta desumanidade e ilegalidade?

A saga continua neste corrosel de ilegalidades quando a DGAE e a DGEST faz crer aos TSE que a mobilidade que vem descrita na LFTP no art.° 96° alíne a) e alínea b) e que após os 6 meses do primeiro pedido efetuado recusado, para outro Agrupamento de Escolas tem sempre de carecer de parecer dos diretores de escola e do ministério da Educação ou que tem de haver vaga, para ser autorizado, tudo isto que querem fazer passar é pura mentira. A lei é uma só e não se pode contornar tem que se cumprir, os TSE foram os primeiros a vincular numa escola onde não havia a sua categoria profissional portanto nunca pode ser alegado numa mobilidade que tem que haver vaga, como fazem crer!

Os TSE não podem continuar a ser tratados como uma mercadoria, onde se fatura com o seu sacrificio inglório.

Confrontada sobre isto, numa das últimas reuniões da educação a sra Ministra Alexandra Leitão afirmou que as Mobilidades dos TSE iam ser autorizadas no fim deste ano letivo corrente.
Os TSE querem ver cumprido por escrito o que disse a sra Ministra Alexandra Leitão e que sejam finalmente autorizadas as suas mobilidades!
Pois é desumano e inaceitável que os TSE vivam em 2021 situações tão dramáticas quanto estas!

Será que não lhes pesa a consciência destes senhores que estão á frente do Ministério da Educação? Ou acham que os TSE podem ser eternos marionetas das vossas politiquices?

Quanto aos TSE não os obriguem a irem para a rua gritar a dor que lhe vai na alma nem tão pouco a terem que ir expôr-se á tv perante os milhões de portugueses que assistem diáriamente, pois os TSE não hesitarão nem por um só segundo a expôr todo o sofrimento que estão a viver e que lhe escorre no rosto. Pensem bem senhores ministros se é esta a mensagem que querem deixar passar sobre a fraude do prevpap no processo dos TSE, na teoria fazemos parte da função pública, mas é só na teoria porque na pratica nada do que ali está na teoria se aplica aos TSE, chega a ser uma anedota este processo, foi um “presente envenenado”! Pensem se é isso que querem pois em ano de eleições, ficara muito mal na fotografia a vossa conduta!

Deixem de argumentar que somos um pequeno grupo, 1333 não é um pequeno grupo, somos a base de uma escola, sem nós a casa cai, somos os alicerces! Não nos digam quando se fala em mobilidade que já somos bastantes, porque somos pouquinhos, é capricho simplesmente!

Os TSE já proposeram ao ministério da educação criarem uma bolsa de mobilidade ou contratarem novos TSE para os substituir, tarefa que não será dificil pois com a chegada prevista da “basuca” não haverá falta de dinheiro no orçamento de estado, como têm alegado. Já que é sabido que têm como objetivo contratar novos 900 técnicos acho que não haverá desculpa para as substituições dos TSE. A única explicação que se encontra é muita falta de carácter para continuar a permitir as situações desumanas que vivem os TSE!

TSE

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Como reclamar o indeferimento da MPD

 

Este ano a reclamação do indeferimento da MPD faz-se pela plataforma E72. O colega Luís Cansado explicou os passos para a sua realização. Aqui ficam:

  • Aceda à sua área do SIGHRE com as suas credencias;
  • De seguida, selecione aba “E72” e clique em “Mensagens”;
  • Clique no ícone “novo” para abrir nova mensagem;
  • Preencha o quadro da nova mensagem, selecionando no tópico “Área” – Concursos;
  • De seguida, selecione o “Tema” – Mobilidade por Doença;
  • Preencha a área destinada ao “Assunto” e “Mensagem”;
  • Tratando-se de uma reclamação não se pode esquecer de anexar toda a documentação que a comprove;
  • Finalize, inserindo a sua palavra-chave.

 

 

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Calendários Escolares 2021/22 para imprimir

No seguinte link, poderão encontrar Calendários Escolares, estes encontram-se em diferentes formatos, pode imprimir estes calendários.

 

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Colocações dos professores da 3ª prioridade (Concurso Interno)

Neste post, foram apresentadas as colocações, por QZP, dos candidatos da 3ª prioridade do concurso interno.

Agora, como complemento à informação anterior, é apresentado o grupo de colocação (destino) dos 852 professores colocados nessa prioridade, ou seja, que conseguiram mudar de grupo de recrutamento.

Dois dados relevantes:

  • Dos 342 colocados do 110, 108 mudaram para o 260 – Educação Física;
  • 130 professores do 910 conseguiram mudar de grupo, no entanto, entraram, vindos de outros grupos, 211.

Clicar na imagem para ver melhor

 

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Concurso Interno: distribuição dos professores candidatos na 3ª prioridade

A tabela abaixo apresenta a distribuição dos candidatos na 3ª prioridade no Concurso Interno (mudança de grupo de recrutamento) por QZP de colocação.

Dos 2700 candidatos, 852 conseguiram essa mudança, obtendo colocação principalmente no QZP 7.

Praticamente metade dos candidatos provém do grupo 110, mas também o 910 e  120  tem bastantes candidaturas. Muitos dos candidatos que conseguiram mudar foram colocados no QZP 7.

2/3 dos candidatos não obtiveram colocação. Fica a tabela:

 

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Quando os meninos me pediam “papel macio pró cu e roupa boa prá gente”…

 

Um dos textos que mais me custou a escrever e por isso tem mais lágrimas do que palavras.

Estávamos ainda no século XX, no longínquo ano de 1968, quando a vida me deu oportunidade de cumprir um dos meus sonhos: ser professora.

Dei comigo numa escola masculina, ali muito pertinho do rio Douro, na primeira freguesia de Penafiel, no lugar de Rio Mau.

Era tão longe, da minha rua do Bonfim, não podia vir para casa no final do dia, não tinha a minha gente, e eu era uma menina da cidade com algum mimo, muitas rosas na alma, e tinha apenas 18 anos.

Nada me fazia pensar que tanta esperança e tanta alegria me trariam tanta vida e tantas lágrimas.

Os meninos afinal eram homens com calos nas mãos, pés descalços e um pedaço de broa no bolso das calças remendadas.

As meninas eram mulheres de tranças feitas ao domingo de manhã antes da missa, de saias de cotim, braços cansados de dar colo aos irmãos mais novos, e de rodilha na cabeça para aguentar o peso dos alguidares de roupa para lavar no rio ou dos molhos de erva para alimentar o gado.

As mães eram mulheres sobretudo boas parideiras, gente que trabalhava de sol a sol e esperava a sorte de alguém levar uma das suas cachopas para a cidade, “servir” para casa de gente de posses.

Seria menos uma malga de caldo para encher e uns tostões que chegavam pelo correio, no final de cada mês.

Os homens eram mineiros no Pejão, traziam horas de sono por cumprir, serviam-se da mulher pela madrugada, mesmo que fosse no aido das vacas enquanto os filhos dormiam (quatro em cada enxerga), cultivavam as leiras que tinham ao redor da casa, ou perto do rio e nos dias de invernia, entre um jogo de sueca e duas malgas de vinho que na venda fiavam até receberem a féria, conseguiam dar ao seu dia mais que as 24 horas que realmente ele tinha. Filhos, eram coisas de mães e quando corriam pró torto era o cinto das calças do pai que “inducava” … e a mãe também “provava da isca” para não dizer amém com eles…

E os filhos faziam-se gente.

E era uma festa quando começavam a ler as letras gordas dum velho pedaço de jornal pendurado no prego da cagadeira da casa…o menino já lia.. ai que ele é tão fino… se deus quiser, vai ser um homem e ter uma profissão!

Ai como a escola e a professora eram coisas tão importantes!

A escola que ia até aos mais remotos lugares, ao encontro das crianças que afinal até nem tinham nascido crianças…eram apenas mais braços para trabalhar, mais futuro para os pais em fim de vida, mais gente para desbravar os socalcos do Douro, mais vozes para cantar em tempo de colheitas.

E os meninos ensinaram-me a ser gente, a lutar por eles, a amanhar a lampreia, a grelhar o sável nas pedras do rio aquecidas pelas brasas, a rir de pequenas coisas, a sonhar com um país diferente, a saber que ler e escrever e pensar não é coisa para ricos mas para todos, para todos.

E por lá vivi e cresci durante três anos e por lá fiz amigos e por lá semeei algumas flores que trazia na alma inquieta de jovem que julgava conseguir fazer um mundo menos desigual.

E foi o padre António Augusto Vasconcelos, de Rio Mau, Sebolido, Penafiel, que me foi casar ao mosteiro de Leça do Balio no ano de 1971 e aí me entregou um envelope com mil oitocentos e três escudos (o meu ordenado mensal) como prenda de casamento conseguida entre todos os meus alunos mais as colegas da escola mais as senhoras da Casa do Outeiro. E foi na igreja de Sebolido que batizou o meu filho, no dia 1 de janeiro de 1973.

E é deste povo que tenho saudades. O povo que lutou sem armas, que voou sem asas, que escreveu páginas de Portugal sem saber as letras do seu próprio nome.

Hoje, o povo navega na internet, sabe a marca e os preços dos carros topo de gama, sabe os nomes de quem nos saqueia a vida e suga o sangue, mas é neles que vai votando enquanto continua á espera de um milagre de Fátima, duns trocos que os velhos guardaram, do dia das eleições para ir passear e comer fora, de saber se o jogador de futebol se zangou com a gaja que tinha comprado com os seus milhões, e é claro de ver um filmezito escaldante para aquecer a sua relação que estava há tempos no congelador.

As escolas fecharam-se, os professores foram quase todos trocados por gente que vende aulas aqui, ali e acolá, os papás são todos doutores da mula russa e sabem todas as técnicas de educação mas deseducam os seus génios, os pequenos /grandes ditadores que até são seus filhinhos e o país tornou-se um fabuloso manicómio onde os finórios são felizes e os burros comem palha e esperam pelo dia do abate.

Sabem que mais?!

Ainda vejo as letras enormes escritas no quadro preto da escola masculina, ao final da tarde de sábado, por moços de doze e treze anos com estes dois pedidos que me faziam: “Professora vá devagar que a estrada é ruim, e não se esqueça de trazer na segunda-feira, papel macio pró cu e roupa boa dos seus sobrinhos prá gente”.

Esta gente foi a gente com quem me fiz gente.

Hoje, não há gente… é tudo transgénico .

O povo adormeceu à sombra do muro da eira que construiu mas os senhores do mundo, estão acordadinhos e atentos, escarrapachados nos seus solários “badalhocamente” ricos e extraordinariamente felizes porque inventaram máquinas e reinventaram novos escravos.

Dizem que já estamos no século XXI…”

Profª. Lourdes dos Anjos

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Docentes que Entraram no Quadro e Vão Ficar no Topo da Lista na Mobilidade Interna

O próximo quadro apresenta o número de docentes que tendo entrado este ano em quadro através da norma travão poderão ficar nos 30 primeiros lugares na Mobilidade Interna para escolha de escola para o próximo quadriénio.

Em primeiro lugar da lista da Mobilidade Interna poderão ficar 7 docentes de 7 grupos de recrutamento que têm mais graduação que todos os QZP que já estão no quadro.

Os grupos onde isso poderá acontecer são nos seguintes:

200 – História e Geografia de Portugal

210 – Português e Inglês

290 – Educação Moral e Religiosa Católica

320 – Francês

350 – Espanhol

550 – Informática

620 – Educação Física

Em alguns grupos estes docentes até ocupam as primeiras quatro posições da futura lista da mobilidade interna.

Estes dados são feitos de acordo com os candidatos ao concurso interno. Como os atuais QZP não são obrigados a concorrer ao concurso interno, mas terão de o fazer na Mobilidade Interna os dados finais poderão ser ligeiramente diferente, contudo já se percebe que a entrada no quadro em muitas situações vai colocar os professores com enorme vantagem no próximo concurso de Mobilidade Interna.

 

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APP Manifestação de Preferências Atualizada com Listas de Colocações

A aplicação “Apoio à Manifestação de Preferências” foi atualizada com a lista definitiva de ordenação e colocações do concurso interno/externo.

 

 

Esta aplicação, para além de ordenar as escolas por distância ou tempo de viagem, através de um ponto de referência (escola mais próxima de casa, a colocar no registo), também analisa as preferências manifestadas pelo docente e verifica quem desde 2013/2014 ficou colocado nessas preferências (docentes melhor ou pior graduados) e quando ficou colocado.

Esta atualização procede a uma ordenação feita por nós que faz uma previsão do número de ordem de todos os docentes do concurso interno para as prioridades da mobilidade interna.

Exemplo: um docente QA/QE que tem o número de ordem na lista de ordenação da DGAE como o 178 foi reordenado na nossa aplicação para a segunda prioridade, passando todos os QZP (incluindo os que entraram através do concurso externo, para a sua frente, no meu caso do exemplo o docente passou para o 383).

Ao invés, um docente que era QA/QE e mudou para QZP pode passar de uma posição na lista da DGAE de 758 para 123 na nossa aplicação.

O mesmo acontece com um docente do concurso externo que entrou em QZP, passou a ser ordenado no grupo de recrutamento onde entrou na 1.ª prioridade e colocado na lista em função da sua graduação profissional. Em alguns casos temos docentes que tendo entrado pela primeira vez em quadro vão passar a ser o primeiro docente da lista a escolher escola na Mobilidade Interna.

No caso dos docentes do concurso externo apenas foram retirados dessa ordenação os docentes que entraram no quadro, mantendo-se o mesmo número de ordem da lista da DGAE para os restantes docentes do concurso externo.

 

ATENÇÃO: Esta aplicação apenas deve ser adquirida na versão premium pelos docentes que foram candidatos ao concurso interno/externo, pois é através do número de candidato que se analisam as graduações e a ordenação dos professores. Quem é do quadro e não concorreu ao concurso interno, mas quer concorrer à Mobilidade Interna não irá aparecer nesta aplicação para analise da sua posição na lista.

 

 

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Número de Colocados no Concurso Interno por AE/ENA/QZP

Este pdf apresenta o número de colocados no concurso interno por AE/ENA ou QZP.

No total ocorreram 12.458 colocações, sendo que  1.126 foram em QZP, as restantes em QA/QE.

Existem 4 agrupamentos que tiveram mais colocados que dois QZP inteiros  (QZP 5 e QZP8).

Clicar na imagem para acesso a listagem completa ordenada.

 

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67 professores vincularam com 60 ou mais anos

Dados do concurso externo.

Há 16 professores com mais de 65 anos. O grupo de História é o mais representado nesta amostra.

Dados tristes que devem envergonhar quem nos governa. Fica a distribuição por grupo de recrutamento.

*idade a 01/09/2021

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Quantos candidatos ficaram fora do QZP onde abriram vaga?

Pelo menos, 379.

A tabela abaixo apresenta, na primeira coluna, o QZP onde a vaga foi aberta e na primeira linha, o local onde ficaram colocados. Há ainda 7 docentes, que na lista de ordenação não têm escola de colocação e que ficaram colocados nos QZP’s a sul.

Cerca de 15% dos professores que criaram a vaga ao abrigo da 1ª prioridade ficaram colocados num QZP diferente daquele onde a vaga foi aberta.

Como seria expectável, a maioria dos professores que saíram, estavam nos QZP’s 6 e 7.

Quantos, destes 379 docentes, estão num QZP para onde nunca concorreriam, não fosse a coação do ME?

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Escolas TEIP (versão IV) e concursos “ao perfil”

 

Na resolução do Conselho de Ministros n.º 90, Escola + 21Ι23, vem preconizada a intenção do governo de dar início à 4.ª fase TEIP.

Na entrevista ao Público, Inês Ramires foi dando umas pistas do que vai ser negociado com os sindicatos a partir de outubro. Os sindicatos já estão na posse de algumas informações e já as estão a analisar.

Em relação ao recrutamento para as escolas TEIP estaremos perante um regresso aos concursos baseados no perfil do professor.

Vamos ver se desta vez definem bem que perfil dos professor que se quer para as escolas TEIP para não assistirmos ao que se passou em 2009 e na BSE.

 

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Um mundo perfeito… Carlos Santos

Eu tinha um sonho; o sonho de contribuir para um mundo perfeito…
O dia acordou sorridente para todos, menos para esse grupo de sonhadores que hoje carrega sobre os ombros a sensação de que, a qualquer momento, o céu lhe irá cair em cima.
Professores que investem por esse caminho sulcado até à escola vazia de alunos, carregando na mala o peso das bombas-relógio que alguns lhes deixaram.
Conscientes de serem o elo mais fraco, nestes dias do juízo final (para os professores), ir para as reuniões de avaliação tornou-se numa provação e no derradeiro atentado à dignidade profissional e à verdade do ensino. Contrariamente a qualquer cidadão que, aos olhos da justiça, é considerado inocente até prova em contrário, o professor vai para as reuniões para ser julgado, forçando-o a ir preparado para se defender, pois já é culpado até prova em contrário; terá de conseguir demonstrar ter feito tudo o que estava ao seu alcance para que o aluno conseguisse passar de ano. Este é o dia em que todo o trabalho efetuado ao longo do ano baseado em tudo aquilo que aprendeu na sua formação e se propôs defender ao longo da sua carreira, em breve irá ser varrido para debaixo do tapete e substituído pelo politicamente correto.
Simplificando: ao longo do ano o professor tem a obrigação de elaborar e preencher todo o género de documentos, grelhas, planos e afins, para que o processo educativo seja rigoroso e justo e, no fim, passam todos, se não a culpa é dele que falhou.
Contudo, não deixa de ser curioso que os professores estejam agora a provar do próprio veneno, uma vez que, sempre que o ministério sugere algo, nas escolas sejam os próprios professores a reproduzir essa orientação superior em milhentos documentos para infernizar as suas próprias vidas.
É desanimador ser dominado por um sistema de ensino subvertido que nivela por baixo. No fim do ano, os alunos que realmente se esforçaram, ao constatarem que os colegas que não cumpriram, não se aplicaram, nem quiseram saber, foram premiados com positiva e passaram de ano, acabam por se desmotivar devido a essa injustiça, reconhecendo que o seu esforço foi inglório. Uma escola, que anda tão obcecada com os alunos que não querem aprender, multiplicando-se em planos, apoios, pedagogias e estratégias (tudo bem condimentado com imenso papelório), marginaliza os alunos que verdadeiramente se interessam, cumprem, mas, como não dão trabalho nem pesam negativamente nas estatísticas, ficam banidos para segundo plano. Suponho que esta seja, talvez, a maior frustração dos professores ao findar um ano – os alunos esquecidos; os alunos empenhados que foram segregados pelo sistema em favor daqueles que gozam com tudo isto.
Os alunos que absorvem o tempo dos professores ao longo e no final do ano letivo, habituados a fazer o que querem em suas casas, a não aceitarem um “Não” e a verem satisfeitas todas as suas vontades – assim como progenitores com dificuldade em saber assumir o papel de pais – nunca são responsabilizados. Pelo contrário, os professores são quem é sempre chamado a prestar contas sobre o insucesso dos alunos e (de acordo com o projeto MAIA) a justificar todos os níveis negativos, comprovando que as reuniões de avaliação de final de ano servem, essencialmente, para avaliar os professores e as escolas.
Em pleno gozo das suas férias, muitos pais e os seus rebentos estão pouco preocupados, enquanto o desgraçado do professor está na escola, esgotado e pressionado, a tentar justificar a justeza de dar negativa a alunos que nada fizeram ao longo do ano. O atual quadro normativo responsabiliza o professor pela preguiça dos alunos e pela irresponsabilidade parental dos progenitores.
Mas, no fundo, para quê que pais e filhos se hão de chatear, se já sabem que a negligência compensa e que tudo está formatado para premiar a mediocridade culpabilizando o docente?
No meio de todo este modelo de servidão dos professores, montado para agradar aos pais e alunos e para as escolas galgarem mais uns lugarzitos no ranking, todo o processo educativo transformou-se numa enorme fraude.
Onde fica, então, a responsabilidade do principal agente neste processo – o aluno?
Qual a razão de não ser chamado a responder aquele que é o maior responsável por esse jovem – por algum motivo chamado de encarregado de educação?
Numa sociedade em delírio carregada de direitos, cujos deveres ficaram apenas reservados para os professores, ultimamente, os todo-o-poderosos encarregados de educação e os alunos só são chamados para avaliarem o grau de satisfação pelo serviço que lhes foi prestado pela escola e pelos professores; em suma, para avaliar os professores.
E ninguém avalia a postura dos alunos e dos pais? A falta de material, de emprenho, de responsabilidade, a ausência de regras e a preguiça do aluno, não contam? E o que dizer da falta de acompanhamento em casa e da vida escolar, de educação pelo exemplo, de responsabilização do seu rebento e de envolvimento parental por parte de pais ausentes?
Estamos a criar uma geração ainda mais irresponsável, indisciplinada, imatura e egoísta do que a geração dos seus pais, primogénitos desta política do facilitismo.
As reuniões alastram-se ad eternum como uma maratona de resistência, até os professores cederem e lá passarem o aluno. Então, se o jovem tiver feito alguns tpc, só tiver perturbado as aulas esporadicamente ou sido indisciplinado de vez em quando sem ter espancado ninguém, serve na perfeição para somar os pozinhos mágicos para justificar o miserável nível três. Se nem isso se puder arranjar, então aproveita-se o facto de, pelo menos, ter estado de corpo presente nas aulas. De um lado, o docente tem este escape para onde é empurrado por toda a máquina que está montada pelas instâncias superiores; do outro – se quiser ser defensor da verdade e da justiça na avaliação – terá de preencher mais um amontoado de documentos e justificações a dar a tudo e a todos. Pai e aluno nada têm a ver com isso. O professor – esse incompetente que foi incapaz de dar uma resposta pedagógica acertada para motivar, ensinar e apoiar suficientemente o aluno para que passasse – é quem tem de dar justificações que convençam colegas, Direção, pais e aluno, isso caso não queria ter, também, de prestar contas à tutela pondo em causa o seu ganha-pão.
Beatificaram-se os meninos, a quem nada se exige e tudo lhes é devido, mesmo que a geração adulta viva em grande aperto financeiro. Desde roupa de marca, gadgets, net, jogos e toda a panóplia de brinquedos caros da moda, tudo contribuiu no processo de premeio sem esforço no qual se foram deseducando os filhos, sendo a escola obrigada a compactuar com este embuste educacional.
Depois, ainda existe aquela figura totalitária que controla os destinos dos professores. Se numas escolas o diretor se comporta como um parceiro facilitador do trabalho dos colegas, noutras há em que a arrogância e a insensibilidade do pequeno ditador conseguem ultrapassar a da própria tutela, transformando o trabalho dos professores num purgatório. Figuras, essas, que têm como prioridade satisfazer os pais e os alunos, olhando para os colegas como subalternos que não podem beliscar os seus propósitos megalómanos que nada têm a ver com a qualidade do ensino.
Os pais, que em grande parte apenas veem a escola como um depósito onde possam deixar os filhos e só se lembram da utilidade desta uns meses depois, quando precisam que os seus descendentes passem de ano, têm mais importância aos olhos de tutela e direções do que os infelizes dos professores, que consumiram centenas de horas na escola, entre burocracia e pedagogia com os seus alunos e cuja opinião, no final, pouco conta. É toda uma subversão de prioridades, valores e responsabilidades que deixa o ensino à mercê de uma sociedade decadente que se vai atolando num pântano de mediocridade crescente que inunda as escolas; escolas onde mandam mais os de fora do que aqueles que lá estão dentro, desde a altura em que inventaram os rankings e o diretor passou a ser eleito por todos menos pelos professores.
Professores que são vistos como um obstáculo à necessidade eleitoralista dos governos de apresentarem números espantosos de sucesso escolar. Por isso, há que criar obstáculos aos que queiram dar negativas e fazer a vida num inferno para o caso de equacionarem, sequer, reprovar um louvável aluno candidato a abrilhantar os números das estatísticas. Para os profetas das novas pedagogias da desresponsabilização e dos psicólogos emissários do perdão, o vocábulo “negativa” passou a ser palavra maldita e obscena, por traumatizar as criancinhas, muitas delas já com barba; solução – substituir por outras palavras mais doces cujo significado os alunos nem entendem e, de preferência, para que não haja complicações, abolir mesmo as negativas das escolas para todos viverem em paz e harmonia. Ámen!
Não é, pois, nenhum mistério o motivo pelo qual, nos dias de hoje, os professores evitam dar as tão esconjuradas “negativas”.
Um panorama claramente intimidatório e desencorajador orquestrado por uma classe política criminosa que está a destruir os valores, a exigência e a responsabilidade em favor da criação de uma sociedade medíocre que serve na perfeição os seus interesses. Estadistas que, verbalmente, são vigorosos defensores da escola pública, mas que, na prática, preferem ter os seus filhos nos colégios privados onde estão a salvo das políticas promotoras da ignorância ditadas pelos seus papás.
Tudo isto e muito mais transformou a profissão docente num ofício desprezado que está já a ser abandonado. Poucos são os que ainda querem enveredar por este caminho devido à enorme instabilidade, ao mau ambiente reinante e ao bournout resultante de burocracia e pressão intermináveis, contribuindo para a ruína de uma sociedade sem futuro onde começa a abundar a falta de valores e de polidez. Com este facilitismo instalado, o défice de exigência e o desprezo por valores e pelo mérito, estamos a criar futuros cidadãos sem criatividade nem espírito crítico, ignorantes, preguiçosos, parasitas, irresponsáveis e sem civismo nem respeito pelos outros.
De resto, uma espécie de professores em vias de extinção, ainda luta recusando-se a entregar a avaliação e o processo educativo a pais cuja única aspiração é a de que o seu filho tenha positiva e passe de ano; que rejeitam abrir mão do que ainda resta do ensino e deixar definitivamente que se veja a escola apenas como um armazém de alunos onde um aglomerado de professores os vai ocupando enquanto os pais estão a trabalhar.
Assim aconteceu, ao fim de mais um dia de avaliações…
Parco nas palavras, regressamos a casa na companhia das nuvens que abandonaram o firmamento para pairar incriminatórias sobre as nossas cabeças, testemunhas oculares da culpa que carregamos na pasta por sentirmos que, de certa forma, prostituímos a nossa dignidade profissional.
Outrora, eu tivera um sonho; um sonho que vai ficando cada vez mais distante neste falso mundo pré-feito…
Carlos Santos

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Calendário Escolar – 2021/22 (para imprimir) Portalmath

 

Calendário Escolar – 2021/22 + Calendário Escolar (Mapa) + Calendário Provas / Exames – 2022..

 

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Contratação Inicial de 19 a 23 de Julho

5. MANIFESTAÇÃO DE PREFERÊNCIAS

Os candidatos admitidos ao concurso externo e, que não reuniram as condições para a vinculação,
mantêm-se a concurso para Contratação Inicial e colocação nas Reservas de Recrutamento, a
decorrer ao longo do ano escolar de 2021-2022, devendo para isso manifestar preferências de 19
a 23 de julho de 2021, na aplicação informática do SIGRHE

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Diretora do Externato Ribadouro, no Porto, suspensa por inflação de notas

Diretora do Externato Ribadouro, no Porto, suspensa por inflação de notas

Pautas afixadas com classificações finais diferentes das que tinham sido aprovadas pelos conselhos de turma, dispensa de frequência das aulas de Educação Física sem qualquer justificação, aulas contabilizadas mas que não foram nem sumariadas nem assinadas, incumprimento sistemático de procedimentos obrigatórios na avaliação que põem em causa a fiabilidade das notas atribuídas aos alunos. Estas são algumas das irregularidades encontradas pela Inspeção-Geral de Educação e Ciência (IGEC) no Externato Ribadouro, um dos maiores do Porto, e que tem sido assinalado como um dos que se repete na lista dos maio­res desalinhamentos entre as classificações atribuídas pelos professores da escola e as obtidas pelos alunos nos exames nacionais.

As averiguações da IGEC foram desencadeadas em 2019 na sequência de notícias que davam conta de classificações anormalmente altas a Educação Física, com turmas inteiras a receber notas de 19 e 20 valores, e noutras disciplinas do secundário não sujeitas a exame nacional. As inspeções realizadas originaram três processos: um sobre a administração do colégio, os outros dois sobre a sua diretora pedagógica. O Expresso tem vindo a perguntar qual o resultado destas averiguações e confirmou agora o desfecho: suspensão da responsável de funções por um período de um ano e encerramento do colégio durante um ano, mas neste caso a sanção…

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Aceitação Obrigatória Colocados no Concurso Interno e Externo – 9 a 15 de Julho

3.1 – Os candidatos agora colocados, no Concurso Interno e Externo, estão obrigados a aceitar a
colocação na aplicação informática do SIGRHE, no prazo de cinco dias úteis contados a partir do
dia útil seguinte ao da publicitação das listas definitivas de colocação – do dia 09 de julho a 15 de
julho de 2021, conforme estipulado pelo n.º 1 do artigo 16.º do Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27
de junho, na redação em vigor, conjugado com o capítulo XII, Parte III do Aviso n.º 4493-A/2021,
publicado em Diário da República, N.º 48, 2.ª Série, de 10 de março de 2021, aviso de abertura do
concurso.

3.2. A não aceitação da colocação obtida na lista definitiva de colocação, determina a aplicação
do disposto na alínea a) do artigo 18.º do Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, ou seja, a
anulação da colocação.

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Aceitação da Colocação do Concurso Externo, verbete e Recurso Hierárquico

 

Encontra-se disponível a aplicação que permite ao candidato efetuar a aceitação da colocação do Concurso Externo, das 10:00h do dia 9 de julho até às 18:00h de Portugal continental do dia 15 de julho de 2021.

Pode consultar o verbete definitivo do candidato.

Caso pretenda interpor recurso hierárquico, a aplicação encontra-se disponível das 10:00h do dia 9 de julho até às 18:00h de Portugal continental do dia 15 de julho de 2021.

SIGRHE.

 

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Aceitação da Colocação do Concurso Interno, verbete e Recurso Hierárquico

 

Encontra-se disponível a aplicação que permite ao candidato efetuar a aceitação da colocação do Concurso Interno, das 10:00h do dia 9 de julho até às 18:00h de Portugal continental do dia 15 de julho de 2021.

Pode consultar o verbete definitivo do candidato.

Caso pretenda interpor recurso hierárquico, a aplicação encontra-se disponível das 10:00h do dia 9 de julho até às 18:00h de Portugal continental do dia 15 de julho de 2021.

SIGRHE.

 

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Aceitação da Colocação do Concurso Interno e Recurso Hierárquico

 

Encontra-se disponível a aplicação que permite ao candidato efetuar a aceitação da colocação do Concurso Interno de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança, das 10:00h do dia 9 de julho até às 18:00h de Portugal continental do dia 12 de julho de 2021.

Caso pretenda interpor recurso hierárquico, a aplicação encontra-se disponível das 10:00h do dia 9 de julho até às 18:00h de Portugal continental do dia 15 de julho de 2021.

SIGRHE.

 

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Nota Informativa da MPD

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De Onde Saíram os Docentes do Concurso Interno

Dos 12.458 colocados no concurso interno também se pode saber de onde sairam estes docentes.

Do QZP 7 saíram 2.136 docentes, que podem ser vagas que não recuperaram no concurso interno. Aliás, é nos 10 QZP que se verificam as maiores saídas, sendo que da Região Autónoma dos Açores (RAA) saíram 96 docentes e da Região Autónoma da Madeira (RAM) 85 docentes.

Logo de seguida aparece o Agrupamento com o código 151555 que teve 51 saídas de docentes do quadro.

A listagem total dos docentes que saíram encontra-se sobre a imagem num documento em pdf.

 

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Colocados no Concurso Interno por Tipo de Candidato

Foram colocados 12.458 docentes no concurso interno, sendo que a larga maioria era docente QA/QE (7.632).

4.804 docentes eram docentes QZP e 22 docentes estavam em Licença Sem Vencimento de Longa Duração.

O Grupo de recrutamento com mais docentes colocados foi o 910 – Educação Especial 1 com 1.286 colocados, seguindo-se o grupo 620 – Educação Física com 1.171 colocados.

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Comunicado – Mais de 2 450 docentes vinculados aos quadros do Ministério da Educação

Mais de 2 450 docentes vinculados aos quadros do Ministério da Educação

Estão publicadas, no sítio da Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE), as listas definitivas relativas ao concurso interno e ao concurso externo, bem como ao concurso interno e ao concurso externo do ensino artístico especializado da música e da dança, com 2 424 docentes vinculados através da norma-travão a entrar para os quadros do Ministério da Educação, a que se somam os 31 docentes que vinculam através das vagas da norma-travão para os docentes do ensino artístico especializado da música e da dança.
Movimentaram-se no concurso interno cerca de 12 500 docentes, em resultado das vagas abertas pela primeira vez e também pela libertação decorrente da movimentação interna.
O número de candidaturas aos concursos ascendeu a 72 000.
Os candidatos admitidos ao concurso externo que não reuniram as condições para a vinculação mantêm-se para o concurso de contratação inicial, bem como para as sucessivas reservas de recrutamento, ao longo do ano letivo, devendo para isso manifestar preferências de 19 a 23 de julho através do Sistema Interativo de Gestão de Recursos Humanos da Educação (SIGRHE), em https://sigrhe.dgae.mec.pt/openerp/login.
No cumprimento do calendário do concurso, começa agora o período de aceitação da colocação e eventual apresentação de recurso hierárquico, salvaguardando-se a colocação atempada dos docentes nas escolas.
O ano letivo de 2021/2022 iniciar-se-á com o corpo docente mais estabilizado e com um sistema mais ajustado às necessidades permanentes determinadas pelas escolas.

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Também Saiu Hoje a Mobilidade Por Doença

E isso é visto na aplicação SIGRHE, na área reservada do candidato.

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Resultados da Mobilidade por Doença

 

Estão disponíveis os resultados da Mobilidade por Doença na plataforma SIGRHE

 

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