O número de doentes e “doentes” aumenta ano após ano. Dos quase 9.000 deste ano, como sempre, a maior parte não terá horário lectivo , mas recebe à mesma : vão “dar apoio” , “projectinhos”, “bibliotecazinhas” e o diabo a sete – passar tempo. Se lhe juntarmos os quase 7.ooo da chamada educação “especial” e mais outros que tais , vejam o custo desta brincadeira – criaturas, aos milhares , a receber ordenados de professor sem nada fazerem.! ( não vou dizer que alguns não estejam doentes de facto).
Há poucos anos, um respeitável ex-ministro da Educação(sabendo do que fala), afirmou : 12% dos docentes andam nas escolas a “passar tempo” (sic). Pecou por defeito …
Olhe, Maria! Eu tive mobilidade por doença, mas preferia não ter direito a ela. E sabe porquê? Tive cancro. E sou da educação especial e trabalho sempre, sabe? Tenho sempre componente letiva. Porque não é por trabalhar com meninos com dificuldades que vou deixar de trabalhar. O salário que recebo, mereço-o. E a mobilidade por doença também tenho direito a ela. Infelizmente!
Boa tarde Maria,
Só queria dizer-lhe que infelizmente também tive mobilidade por doença. Eu digo infelizmente porque o meu problema existe e não é fácil. Vergonha é viver num país em que os professores com mais de sessenta anos ainda precisem de se aproximar à sua área de residência. Isso é que é uma vergonha! Não sei em que agrupamento trabalha, mas no meu, os docentes destacados por mobilidade por doença trabalham e bem. São eles que apoiam os alunos que têm mais dificuldades e fazem tudo por tudo para que eles tenham sucesso. A fatia pior numa sala de aula são estes alunos e sim, podem contar com os professores da MPD. Como vê merecem bem o que ganham. E se os que estiverem em projetos o fizerem para o sucesso dos alunos eu bato palmas. Um professor destacado por MPD tem o mesmo horário que um professor titular de turma, não sei qual é a diferença.
4 comentários
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O número de doentes e “doentes” aumenta ano após ano. Dos quase 9.000 deste ano, como sempre, a maior parte não terá horário lectivo , mas recebe à mesma : vão “dar apoio” , “projectinhos”, “bibliotecazinhas” e o diabo a sete – passar tempo. Se lhe juntarmos os quase 7.ooo da chamada educação “especial” e mais outros que tais , vejam o custo desta brincadeira – criaturas, aos milhares , a receber ordenados de professor sem nada fazerem.! ( não vou dizer que alguns não estejam doentes de facto).
Há poucos anos, um respeitável ex-ministro da Educação(sabendo do que fala), afirmou : 12% dos docentes andam nas escolas a “passar tempo” (sic). Pecou por defeito …
Olhe, Maria! Eu tive mobilidade por doença, mas preferia não ter direito a ela. E sabe porquê? Tive cancro. E sou da educação especial e trabalho sempre, sabe? Tenho sempre componente letiva. Porque não é por trabalhar com meninos com dificuldades que vou deixar de trabalhar. O salário que recebo, mereço-o. E a mobilidade por doença também tenho direito a ela. Infelizmente!
Só doentes no QZP1.
Boa tarde Maria,
Só queria dizer-lhe que infelizmente também tive mobilidade por doença. Eu digo infelizmente porque o meu problema existe e não é fácil. Vergonha é viver num país em que os professores com mais de sessenta anos ainda precisem de se aproximar à sua área de residência. Isso é que é uma vergonha! Não sei em que agrupamento trabalha, mas no meu, os docentes destacados por mobilidade por doença trabalham e bem. São eles que apoiam os alunos que têm mais dificuldades e fazem tudo por tudo para que eles tenham sucesso. A fatia pior numa sala de aula são estes alunos e sim, podem contar com os professores da MPD. Como vê merecem bem o que ganham. E se os que estiverem em projetos o fizerem para o sucesso dos alunos eu bato palmas. Um professor destacado por MPD tem o mesmo horário que um professor titular de turma, não sei qual é a diferença.